TECNOLOGIA EDUCATIVA EM ESTOMATERAPIA: CARTILHA COM DUPLA INTERFACE PARA PACIENTES E PROFISSIONAIS

Autores

  • Cristiane Prazeres Canella Cidral
  • Scheila Abreu
  • Mirelly Silva

Palavras-chave:

Estomia; Educação em saúde; Enfermagem; Autocuidado; Estomaterapia.

Resumo

Objetivo

Descrever o desenvolvimento de uma tecnologia educativa com dupla interface, voltada à orientação de pessoas com estomias e ao apoio à prática profissional em estomaterapia.

Desenvolvimento

O cuidado à pessoa com estomia é complexo e contínuo, exigindo orientação sistematizada desde o período pré-operatório até o acompanhamento em longo prazo. A compreensão adequada sobre o estoma, os dispositivos coletores, a prevenção de complicações periestomais e o autocuidado é fundamental para promover adaptação, autonomia e qualidade de vida. No entanto, observa-se que muitos pacientes apresentam dificuldades em assimilar informações técnicas, especialmente quando estas não são adaptadas ao seu nível de letramento em saúde, o que pode comprometer a adesão ao tratamento.

Nesse contexto, foi desenvolvido um estudo de desenvolvimento tecnológico voltado à construção de uma cartilha educativa estruturada, organizada em duas interfaces complementares. A interface destinada às pessoas com estomias utiliza linguagem acessível, recursos visuais e orientações práticas, com foco no autocuidado, reconhecimento precoce de complicações e manejo seguro dos dispositivos coletores. Já a interface direcionada aos profissionais de saúde apresenta abordagem técnica, com orientações padronizadas e fundamentadas em evidências científicas e diretrizes da estomaterapia, favorecendo a organização do raciocínio clínico e a uniformização das condutas assistenciais.

A utilização de uma tecnologia educativa com dupla interface busca reduzir lacunas comunicacionais entre profissionais e pacientes, promovendo maior consonância entre as orientações oferecidas e a prática cotidiana do autocuidado. Além disso, a ferramenta favorece a continuidade do cuidado em diferentes pontos da rede de atenção à saúde, permitindo que pacientes e profissionais compartilhem uma base comum de informações confiáveis e sistematizadas.

Essa proposta também contribui para o fortalecimento da educação em saúde como eixo central da estomaterapia, valorizando o processo ensino-aprendizagem, o empoderamento do paciente e o apoio à prática profissional. Ao integrar conhecimento técnico e acessibilidade, a tecnologia educativa desenvolvida se configura como recurso estratégico para qualificar a assistência, prevenir complicações e promover maior autonomia da pessoa com estomia.

Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia

 A utilização de uma tecnologia educativa estruturada, com interfaces específicas para pacientes e profissionais, configura-se como estratégia inovadora para a qualificação da assistência em estomaterapia. Essa abordagem promove integração do cuidado, autonomia do paciente e suporte à prática profissional baseada em evidências.

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Biografia do Autor

Scheila Abreu

Enfermeira, especialista em Terapia Intensiva e Emergência, Vigilância em Saúde e Estomaterapia. Atua em UTI adulto, com experiência em pacientes clínicos e cardiológicos, e no sistema público de saúde em Santa Catarina, incluindo contexto prisional.
Possui expertise no manejo de feridas complexas, com ênfase em Terapia por Pressão Negativa (TPN) e tecnologias associadas, atuando na qualificação do cuidado e organização de fluxos assistenciais.
Co-fundadora da BioTess – Curativos Complexos, integra assistência especializada, ensino e práticas baseadas em evidências.

Mirelly Silva

Enfermeira formada desde 2013, com pós-graduação em Dermatologia, Estomaterapia, Saúde Pública e Doenças Raras. Possui mais de 13 anos de experiência em educação clínica, prevenção e tratamento de lesões complexas, suporte técnico a tecnologias médicas, implementação de protocolos assistenciais e análise de indicadores de desempenho em saúde. Tem expertise em condições como Epidermólise Bolhosa e queimaduras. Atualmente, atua como Assessora Técnica e Comercial na Mölnlycke em São Paulo e lidera, em nível nacional, as ações como Liaison Affairs Brasil, com foco estratégico em Epidermólise Bolhosa.

Referências

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-Silva RCL, Collares CF.

O papel do enfermeiro estomaterapeuta na promoção do autocuidado da pessoa com estomia. Rev Estima. 2019;17:e1119.

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Prazeres Canella Cidral, C., Abreu, S., & Silva, M. (2026). TECNOLOGIA EDUCATIVA EM ESTOMATERAPIA: CARTILHA COM DUPLA INTERFACE PARA PACIENTES E PROFISSIONAIS. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2355