ITINERÁRIO TERAPÊUTICO DE PESSOAS COM FERIDAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
Estomaterapia; Feridas; Atenção Primária à Saúde; Continuidade da Assistência ao Paciente; Determinantes Sociais da SaúdeResumo
Objetivo
Objetivou-se analisar criticamente as evidências científicas acerca do itinerário terapêutico de pessoas com feridas na Atenção Primária à Saúde (APS) e suas implicações para a prática da estomaterapia.
Método
rata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida de forma sistematizada nas bases de dados LILACS, SciELO, PubMed e BDENF, contemplando estudos publicados no período de 2015 a 2025. Para a busca, foram utilizados descritores controlados e padronizados, combinados por meio de operadores booleanos, visando ampliar a sensibilidade e especificidade da estratégia. O processo de seleção dos estudos seguiu as recomendações do fluxograma PRISMA, garantindo transparência e reprodutibilidade metodológica, resultando na inclusão de 24 estudos que atenderam aos critérios previamente estabelecidos.
Resultados
Os resultados evidenciam que os itinerários terapêuticos de pessoas com feridas crônicas são frequentemente marcados por atrasos no diagnóstico, inadequações nas condutas terapêuticas e peregrinação entre diferentes pontos da rede de atenção à saúde. Tais aspectos estão fortemente associados a determinantes sociais, como condições socioeconômicas e nível de escolaridade, bem como a limitações organizacionais, incluindo falhas na coordenação do cuidado, insuficiência de recursos e fragilidades na qualificação profissional.
Conclusão
Nesse contexto, a estomaterapia emerge como uma estratégia fundamental para a reorganização do cuidado, destacando-se pela atuação especializada na avaliação, prevenção e tratamento de feridas, além de contribuir significativamente para a educação em saúde, autonomia do paciente e fortalecimento do vínculo terapêutico. A inserção do estomaterapeuta na APS favorece a integralidade da assistência, promovendo maior resolutividade e redução de complicações, bem como otimizando o fluxo dentro da rede de atenção.
Considerações/Contribuições para a Estomaterapia
Conclui-se que o fortalecimento da APS, aliado à ampliação e valorização da atuação do enfermeiro estomaterapeuta, é essencial para qualificar os itinerários terapêuticos de pessoas com feridas, contribuindo para melhores desfechos clínicos, redução de iniquidades em saúde e consolidação de práticas mais resolutivas e centradas no usuário. Esses achados reforçam a necessidade de investimentos em políticas públicas, capacitação profissional e organização dos serviços de saúde.
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Referências
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