SAÚDE PÉLVICA NO AMBIENTE CORPORATIVO: ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS NA SAÚDE DA MULHER - RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Saúde da Mulher, Distúrbios do Assoalho Pélvico, Incontinência urinária, Educação em Saúde, saúde do trabalhadorResumo
Objetivo
Descrever a experiência da implementação de uma intervenção educativa em saúde pélvica no ambiente corporativo, destacando seu potencial na conscientização, prevenção de disfunções do assoalho pélvico e promoção da saúde da mulher.
Desenvolvimento
Trata-se de um relato de experiência de uma ação educativa realizada com mulheres no ambiente corporativo, em nível América Latina, no contexto do Dia Internacional da Mulher e do Dia Internacional da Conscientização da Incontinência, em formato híbrido, integrando participação presencial e transmissão virtual síncrona, totalizando 128 participantes, com duração aproximada de 80 minutos. Previamente à atividade, foi disponibilizado um formulário investigatório de sintomas urinários, hábitos evacuatórios e sanitários, com a finalidade de subsidiar as discussões. Foram utilizadas metodologias ativas para a abordagem da saúde pélvica, estruturadas em três etapas: sensibilização/conscientização, educação anatômico-funcional e promoção do autocuidado. Como elemento central, utilizou-se a metáfora do “Cofre da Saúde Pélvica”, na qual a saúde é representada como um saldo cumulativo de hábitos ao longo da vida. Como recurso de apoio, foram empregados materiais visuais e táteis, incluindo adesivos circulares nas cores verde (fatores protetores) e vermelha (fatores de risco), além de um saquinho dourado representando o “cofre”, entregues às participantes presenciais. Para as participantes no formato virtual, foi orientado o registro de marcação (X) em colunas correspondentes aos fatores, como estratégia de engajamento e aplicação prática do conteúdo apresentado. A partir dessa abordagem, a apresentação foi dialogada com apoio de slides em plataforma digital, onde foram discutidos de forma interativa os fatores protetores, como ingestão hídrica adequada, pausas miccionais e treinamento muscular do assoalho pélvico, bem como fatores de risco, incluindo hábitos miccionais inadequados, constipação e estresse crônico, frequentemente associados à rotina laboral. A abordagem incluiu, ainda, a construção da linha do tempo da saúde pélvica, reforçando seu caráter multifatorial e longitudinal. A utilização de linguagem acessível, recursos visuais e estratégias interativas favoreceu o engajamento e a compreensão dos conceitos, promovendo reflexão crítica sobre comportamentos cotidianos e sua relação com a saúde.
Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia
A experiência evidencia que a saúde pélvica no ambiente corporativo representa uma demanda relevante e ainda negligenciada. A abordagem educativa mostrou-se eficaz na redução de estigmas e na promoção do autocuidado, ampliando o conhecimento sobre fatores de risco e proteção. Para a estomaterapia, o relato reforça o papel ampliado do enfermeiro estomaterapeuta na promoção da saúde em diferentes contextos, incluindo o ambiente ocupacional. Destaca-se o potencial de incorporação da saúde pélvica em programas corporativos de bem-estar, contribuindo para a qualidade de vida das mulheres, redução de custos em saúde e melhoria da produtividade.
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Referências
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