PROCESSO SELETIVO EM LIGA ACADÊMICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DISCENTE
Palavras-chave:
Estomaterapia, processo seletivo, aprendizagemResumo
Objetivo
Relatar a experiência de uma acadêmica de enfermagem em um processo seletivo da Liga de Estomaterapia de uma universidade pública do Ceará.
Desenvolvimento
As ligas acadêmicas consolidaram-se como espaços fundamentais na educação superior brasileira, funcionando como catalisadoras do tripé universitário: ensino, pesquisa e extensão. Historicamente, essas organizações surgiram no campo da saúde para combater agravos de alta prevalência, como a tuberculose e a hanseníase. Atualmente, representam uma estratégia pedagógica que permite o aprofundamento teórico-prático e o desenvolvimento de competências críticas, preparando o estudante para os desafios do cenário assistencial contemporâneo.
No contexto da Enfermagem em uma universidade pública do Ceará, a Liga de Estomaterapia (LEE) destaca-se por sua atuação técnica e humanizada nos eixos de estomias, feridas e incontinências. O interesse por essa área específica foi despertado durante a vivência como bolsista de iniciação científica em uma pesquisa voltada a pacientes submetidos a cirurgias cardíacas. O contato direto com a vulnerabilidade desses indivíduos e a complexidade do cuidado pós-operatório motivou a busca por uma formação mais densa, capaz de oferecer respostas especializadas às demandas de saúde dessa população.
O processo seletivo para ingresso na LEE foi estruturado em quatro fases eliminatórias, ocorridas entre março e abril. A etapa inicial compreendeu a análise documental e curricular. A segunda fase consistiu em uma apresentação oral sobre tema livre relacionado à área, testando a capacidade de síntese e comunicação do candidato. As etapas subsequentes envolveram uma ação de extensão em saúde, focada no trabalho coletivo, e uma entrevista final para alinhar expectativas acadêmicas.
Durante a preparação para o seminário, surgiram sentimentos ambivalentes: a determinação e o desejo de crescimento coexistiram com a ansiedade inerente à avaliação. Nesse prisma, as ligas atuam como metodologias ativas que estimulam o protagonismo estudantil, exigindo a superação de barreiras emocionais. A preparação envolveu o estudo exaustivo de artigos científicos e a prática de oratória, visando o domínio do conteúdo. O tema escolhido, aspectos psicossociais do paciente com estomia intestinal, refletiu o compromisso com uma perspectiva sensível e humanizada, indo além do cuidado puramente biológico.
A participação em processos seletivos dessa magnitude é indispensável para fortalecer a formação do enfermeiro. Tal experiência incentiva o rigor teórico, o contato com a extensão e o desenvolvimento de competências essenciais para a futura atuação profissional. Conclui-se que o percurso na LEE não representa apenas um ganho técnico, mas um marco na trajetória acadêmica, pautado na busca pela excelência assistencial e na transformação social da realidade dos pacientes atendidos.
Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia
Conclui-se que o percurso na LEE não representa apenas um ganho técnico, mas um marco na trajetória acadêmica, pautado na busca pela excelência assistencial e na transformação social da realidade dos pacientes atendidos.
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Referências
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