A CAPACIDADE VESICAL ESPERADA (CVE) SUPERESTIMA VOLUMES MICCIONAIS EM CRIANÇAS COM ENURESE E BEXIGA HIPERATIVA

Autores

  • Hanny Helena Masson Franck
  • Fernanda Tayarol Presotti Menezes
  • Liliana Fajardo Oliveira
  • Anadelle De Souza Teixeira Lima
  • Alfeu Gomes De Oliveira Junior
  • Ana Carolina Da Silva Guedes

Palavras-chave:

Disfunção do trato urinário inferior, Criança, Diário miccional, Estomaterapia

Resumo

A avaliação de crianças com sintomas do trato urinário inferior inclui a análise dos volumes miccionais obtidos por meio de um diário miccional (DM) em comparação com a capacidade vesical esperada (CVE). Constitui-se num instrumento de medida de extrema utilidade, não invasivo, barata e precisa que permite traçar o perfil do hábito urinário e características determinantes da função vesical da criança, bem como documentar claramente esses achados. A CVE representa o volume miccional máximo esperado como padrão para comparação, valor que deve ser interpretado e calculado em relação à idade da criança. 

Objetivo

Avaliar a hipótese é que os volumes obtidos com o DM em crianças com disfunção do trato urinário inferior (DTUI) são inferiores à sua CVE.

Método

 Pais e responsáveis de crianças de 5 a 14 anos com bexiga hiperativa (BH) e enurese monossintomática primária (EMP) foram orientadas a preencher um DM de 3 dias como parte de sua avaliação, após aplicação de questionário específico validado. Os dados obtidos do DM foram comparados com a CVE pela fórmula clássica, CVE: (idade+1) x 30, padronizada pela ICCS

Resultados

 Foram incluídas 98 crianças com idade média de 8.23 ± 2,26 anos (53% do sexo masculino). Destas, 59 apresentavam enurese primária monossintomática e 30 bexiga hiperativa. A frequência, volume urinário médio e volume noturno foram semelhantes, independentemente de quantos dias os episódios de micção foram registrados. Quanto à correlação entre volume máxima urinário (VMMax) e CVE, observou-se em toda amostra que em 68% das crianças, o VMMax foi menor que o CVE. Já nas crianças com EMP foi  67% e 69% com BH, respectivamente.

Conclusão

 Na população estudada, a fórmula tradicional da CVE superestimou a capacidade vesical em 83% tanto em crianças com enurese primária monossintomática, quanto com bexiga hiperativa, quando comparada aos volumes obtidos pelo DM. Isso pode levar a vieses na avaliação clínica.

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

 O presente estudo evidencia a atuação e autonomia do enfermeiro estomaterapeuta na interpretação e avaliação do diário miccional, especialmente no contexto das disfunções do trato urinário inferior.

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Biografia do Autor

Fernanda Tayarol Presotti Menezes

Enfermeira, pós-graduanda em Estomaterapia pela IESPE Juiz de Fora- MG. 

Referências

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Publicado

2026-06-05

Como Citar

Helena Masson Franck, H., Tayarol Presotti Menezes, F., Fajardo Oliveira, L., De Souza Teixeira Lima, A., Gomes De Oliveira Junior, A., & Da Silva Guedes, A. C. (2026). A CAPACIDADE VESICAL ESPERADA (CVE) SUPERESTIMA VOLUMES MICCIONAIS EM CRIANÇAS COM ENURESE E BEXIGA HIPERATIVA. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2371