ESTRATÉGIAS ASSISTENCIAIS NO MANEJO DA MEDIASTINITE EM HOSPITAL PÚBLICO CARDIOLÓGICO.

Autores

  • Aurilene Lima Da Silva Hospital de Messejana
  • Fabiano Andrade Costa Hospital de Messejana
  • Adine De Andrade Fiuza Hospital de Messejana
  • Samira Rocha Magalhães Alencar Hospital de Messejana
  • Amaurilio Oliveira Nogueira Hospital de Messejana
  • Silvana Maria De Oliveira Sousa Hospital de Messejana
  • Maria Luiza Pereira Costa Hospital de Messejana
  • Vanessa Silveira Faria Hospital de Messejana

Palavras-chave:

Mediastinite, Estomaterapia, Infecção do sítio cirúrgico, Cirurgia Cardíaca, Enfermagem

Resumo

Objetivo

 Relatar a experiência na implementação de estratégias assistenciais para o manejo da mediastinite em um hospital público de referência em cardiologia, articulando evidências científicas e a atuação do estomaterapeuta.

Desenvolvimento

Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, vivenciado em um hospital público de referência com especialidade em doenças do tórax. A experiência refere-se à assistência do Serviço de Estomaterapia (SE) ser prestada a pacientes no pós-operatório de esternotomia pós cirurgia torácica que evoluíram com mediastinite. A mediastinite caracteriza  é uma complicação grave, associada a elevada morbimortalidade, diagnóstico frequentemente tardio e necessidade de reinternação, especialmente após a alta hospitalar¹. A experiência fundamentou-se na organização de um fluxo assistencial estruturado para identificação precoce de complicações. Inicialmente, instituiu-se vigilância ativa no pós-operatório, com monitoramento de sinais flogísticos, instabilidade esternal e alterações sistêmicas, considerando evidências de que o diagnóstico pode ocorrer, em média, após três semanas do procedimento². Nos casos suspeitos, são realizados exames laboratoriais, culturas microbiológicas e tomografia computadorizada para avaliação da extensão da infecção e confirmação diagnostica conforme recomendado para confirmação diagnóstica e planejamento terapêutico. O SE adotou como estratégia a padronização de um protocolo institucional, construído com base em evidências científicas e diretrizes nacionais, contemplando medidas rigorosas de assepsia durante os cuidados com a ferida esternal, incluindo uso de campos, luvas e instrumentais estéreis. Destaca-se a atuação da equipe de estomaterapia na avaliação sistemática da ferida, identificação precoce de sinais infecciosos e execução de curativos com coberturas antimicrobianas, conforme disponibilidade institucional, quais sejam curativos com Prata, Cloreto de Dialquil Carbamoil (DACC), Carvão Ativado, Tela não aderente de silicone e Solução com PHMB³. Durante o percurso de cuidados mantem-se a parceria com a equipe medica cirúrgica e o serviço de controle de infecção hospitalar, garantindo maior assertividade terapêutica no cuidado. Evidências apontam a necessidade de individualização da conduta, com avaliação clínica criteriosa e acompanhamento psicossocial⁴. Foram desenvolvidas ações de educação permanente com a equipe, enfatizando prevenção de infecção do sítio cirúrgico, técnicas assépticas e manejo de curativos. A implementação dessas estratégias favoreceu a padronização das condutas, integração multiprofissional e maior segurança na tomada de decisão clínica. Adicionalmente, estruturou-se o seguimento ambulatorial pós-alta, considerando a elevada taxa de reinternação e a importância da vigilância contínua. Por se tratar de relato de experiência, sem utilização de dados identificáveis de pacientes ou intervenção direta sobre indivíduos, o estudo não se caracteriza como pesquisa envolvendo seres humanos, estando em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de Saúde, conforme Resolução nº 510/2016, dispensando apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa. 

Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia

 A experiência evidencia que a atuação qualificada do enfermeiro estomaterapeuta, aliada à sistematização da assistência e ao acompanhamento longitudinal, potencializa a segurança do cuidado, otimiza a cicatrização e contribui diretamente para a melhoria dos desfechos clínicos. Ademais, fortalece a integração multiprofissional e consolida a prática avançada em enfermagem, posicionando a estomaterapia como elemento central na gestão de infecções complexas em cenários de alta complexidade assistencial.

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Referências

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Publicado

2026-06-05

Como Citar

Lima Da Silva, A., Andrade Costa, F., De Andrade Fiuza, A., Rocha Magalhães Alencar, S., Oliveira Nogueira, A., Maria De Oliveira Sousa, S., Pereira Costa, M. L., & Silveira Faria, V. (2026). ESTRATÉGIAS ASSISTENCIAIS NO MANEJO DA MEDIASTINITE EM HOSPITAL PÚBLICO CARDIOLÓGICO. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2385