PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS SOBRE SABERES E PRÁTICAS EM ESTOMATERAPIA NOS AMBIENTES DE TRABALHO ASSISTENCIAIS

Autores

  • Carolina Cabral Pereira Da Costa
  • Julia Certo De Andrade Silva
  • Kethellyn Mônica Freitas Rodrigues Da Silva Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Caroline Rodrigues De Oliveira Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Midian Oliveira Dias Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Norma Valéria Dantas De Oliveira Souza
  • Jéssica Mesquita Lucio Da Silva Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Juliana Batoca Pinto Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Enfermagem, Estomaterapia;, Mercado de Trabalho

Resumo

Objetivo

Compreender como enfermeiros percebem os saberes e as práticas relacionados à Estomaterapia no ambiente de trabalho.

Método

 Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, conduzido conforme o protocolo COREQ. Realizado em duas enfermarias de clínica médica e uma de clínica cirúrgica de um hospital universitário no Rio de Janeiro, contou com a participação de 14 enfermeiros, selecionados por amostragem não probabilística por conveniência, com definição do número de participantes pelo critério de saturação teórica. A coleta de dados ocorreu entre novembro de 2024 e março de 2025, por meio de entrevistas individuais semiestruturadas, com duração média de 20 minutos. Após transcrição no Word 2016, os dados foram analisados com o software IraMuTeQ®, utilizando a Classificação Hierárquica Descendente (CHD), que organiza os segmentos de texto em classes lexicais a partir da frequência e semelhança dos vocabulários. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob número de parecer: 6.076.021.

Resultados

 

O corpus analisado foi composto por 14 textos, resultando em 129 segmentos de textos (ST). Destes, foram aproveitados 115 na análise, o que representa um índice de retenção de 89,15%, considerado satisfatório, segundo os critérios metodológicos recomendados. Os resultados, a partir dos ST analisados, mostram que os enfermeiros compreendem parcialmente o escopo de estomaterapia e que há maior identificação desta especialidade relacionados aos cuidados com estomias e feridas. Os resultados deste estudo descortinam a visibilidade e a importância atribuída pelos participantes aos conteúdos de estomaterapia, averbados como diferencial no cuidado aos pacientes, familiares e para a equipe de saúde. Entretanto, a busca pela especialidade não é uma realidade no cenário desta pesquisa, já que nenhum dos participantes possui pós-graduação em estomaterapia e referem dúvidas, apesar de atuarem com pacientes com demandas de estomaterapia em seu cotidiano laboral1. Nesta perspectiva, observa-se a influência do modelo econômico capitalista neoliberal no mundo do trabalho em enfermagem. Através da precarização, instabilidade e flexibilização dos postos de trabalho, impulsionando o enfermeiro a assumir múltiplos vínculos, e, desta forma, desfavorecendo a capacitação e atualização profissional. 2,3 Os ST mostram a necessidade de maior aproximação entre a equipe assistencial dos setores e a comissão de cuidados em estomaterapia, instituindo parcerias e fortalecendo a prática.

Conclusão

 Os achados evidenciaram que a percepção dos enfermeiros sobre os saberes e práticas em Estomaterapia ainda é heterogênea, com avanços no recomhecimento de sua importância, porém marcada por lacunas de conhecimento, limitações na formação e desafios na incorporação sistemática dessas práticas no cotidiano assistencial. 

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

 O estudo contribui ao evidenciar fragilidades e potencialidades na atuação dos enfermeiros, subsidiando o aprimoramento da formação profissional e a qualificação da assistência. Além disso, reforça a necessidade de fortalecer a educação permanente, destacar a visibilidade da Estomaterapia, enquanto especialidade, favorecendo um cuidado mais integral, seguro e resolutivo às pessoas em situação de estomaterapia.

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Biografia do Autor

Kethellyn Mônica Freitas Rodrigues Da Silva, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Residente do Programa de Enfermagem em Clínica Cirúrgica - UERJ

Jéssica Mesquita Lucio Da Silva, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Mestranda em Enfermagem - PPGENF UERJ

Juliana Batoca Pinto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Mestranda em Enfermagem - PPGENF UERJ

Referências

Wojastyk LDMC, Paula MAB, Prado MNB. Estomaterapia: influências e repercussões na carreira profissional. ESTIMA, Braz. J. Enterostomal Ther., 2020; 18: e2020. https://doi.org/10.30886/estima.v18.883_IN.

Costa CCP, Soares SSS, Vieira MLC, Oliveira MD, Pedro RS, Chaves USB, Souza NVDO. Estomaterapeutas en el mundo del trabajo: facilidades y dificultades para el ejercicio. Esc. Anna. Nery 25 (2), 2021. https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2020-0262

Dias MO, Queiroz ABA, Costa CCP da, Soares SSS, Costa RN, Souza NVD de O. Percepção dos enfermeiros e enfermeiras acerca de política e de participação política no contexto laboral. Rev. enferm. UERJ; 33(1):e88198. DOI: https://doi.org/10.12957/reuerj.2025.88198

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Cabral Pereira Da Costa, C., Certo De Andrade Silva, J., Freitas Rodrigues Da Silva, K. M., Rodrigues De Oliveira, C., Oliveira Dias, M., Dantas De Oliveira Souza, N. V., Mesquita Lucio Da Silva, J., & Batoca Pinto, J. (2026). PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS SOBRE SABERES E PRÁTICAS EM ESTOMATERAPIA NOS AMBIENTES DE TRABALHO ASSISTENCIAIS. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2391