LIMPEZA SEGURA DE QUEIMADURAS: ORIENTAÇÕES BASEADAS EM EVIDÊNCIAS PARA EQUIPES DE ENFERMAGEM E ESTOMATERAPEUTAS
Palavras-chave:
queimados, estomaterapia, fluxogramaResumo
Objetivo
Construir um fluxo para a limpeza de lesões, com o intuito de nortear a atuação dos estomaterapeutas em conjunto com a equipe de enfermagem.
Método
Relato descritivo construção do fluxo para nortear os profissionais da enfermagem e estomaterapeutas sobre processo de limpeza de queimaduras. Após a revisão integrativa da literatura, foram elaborados e revisados os fluxograma referentes à limpeza das queimaduras.
Resultados
A limpeza da lesão é essencial em todos os tipos de queimaduras, pois uma higienização adequada estimula o processo de cicatrização, reduz a dor e previne infecções. Por isso, o fluxo sobre limpeza é relevante para guiar a equipe multiprofissional. A técnica mais adequada para a limpeza da área queimada é a irrigação, que pode ser realizada com solução salina estéril ou água corrente (CLEMENTINO KM DE F, et al., 2024). A desinfecção da ferida é crucial para manter o leito limpo e prevenir infecções, sendo um procedimento básico durante as trocas regulares de curativos (SHIZHAO J. et al., 2024).
O desenvolvido um fluxograma baseado na revisão integrativa, incluindo artigos científicos e consensos para complementar as orientações. Esse processo de limpeza favorece a cicatrização e previne ou controla infecções. O protocolo orienta a equipe de enfermagem e estomaterapeutas na avaliação e manejo adequado das lesões, inicialmente classificadas em extensas ou pequenas. Para lesões extensas, recomenda-se o uso de duchas com água clorada, filtrada e descontaminada, em temperatura adequada, garantindo conforto e segurança ao paciente. Lesões pequenas devem ser irrigadas com solução isotônica salina a 0,9%, promovendo limpeza suave e preservação do tecido viável. Após essa classificação, realiza-se a avaliação do aspecto da ferida para definir a conduta. Áreas com granulação saudável recebem limpeza gentil, enquanto lesões contaminadas ou com necrose exigem desbridamento mecânico intensivo, removendo tecidos desvitalizados e biofilmes. Em relação às flictenas, pequenas bolhas (<6 mm) devem permanecer intactas, e bolhas maiores (>6 mm) podem ser rompidas cuidadosamente com gaze esterilizada ou tesoura. A escolha do antisséptico deve priorizar baixa toxicidade, incluindo gluconato de clorexidina degermante 2%, sabonetes ou soluções com PHMB (polihexametileno biguanida) e, quando disponível, ácido hipocloroso, sempre sob avaliação do estomaterapeuta e protocolos institucionais. Concluída a limpeza, realiza-se o curativo adequado, considerando tipo e extensão da lesão.
Conclusão
Este fluxo integrado visa promover cicatrização eficiente, prevenir infecções e orientar a equipe multiprofissional sobre as melhores práticas no manejo de queimaduras, garantindo segurança e qualidade no cuidado ao paciente.
Considerações/Contribuições para a Estomaterapia
Espera –se que o fluxo oriente os profissionais sobre a limpeza das lesões, usado adequantamente os antissepticos disponíveis com o objetivo de otimizar a assistência, acelerar a cicatrização, prevenir complicações.
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Referências
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