LIMPEZA SEGURA DE QUEIMADURAS: ORIENTAÇÕES BASEADAS EM EVIDÊNCIAS PARA EQUIPES DE ENFERMAGEM E ESTOMATERAPEUTAS

Autores

  • Samira Rocha Magalhaes De Alencar
  • Ana Débora Alcântara Coelho Bomfim
  • Carlos André Lucas Cavalcanti
  • Débora Taynã De Almeida Abreu
  • Silvania Mendonça Alencar Araripe INSTITUTO DR JOSE FROTA
  • Karla Andréa De Almeida Abreu INSTITUTO DR JOSE FROTA
  • Allan Patrick Rodrigues De Lima INSTITUTO DR JOSE FROTA

Palavras-chave:

queimados, estomaterapia, fluxograma

Resumo

Objetivo

Construir um  fluxo para a limpeza de lesões, com o intuito de nortear a atuação dos estomaterapeutas em conjunto com a equipe de enfermagem.

Método

Relato descritivo construção do fluxo para nortear os profissionais da enfermagem e estomaterapeutas sobre processo de limpeza de queimaduras.  Após a revisão integrativa da literatura, foram elaborados e revisados os fluxograma referentes à limpeza das queimaduras. 

Resultados

A limpeza da lesão é essencial em todos os tipos de queimaduras, pois uma higienização adequada estimula o processo de cicatrização, reduz a dor e previne infecções. Por isso, o fluxo sobre limpeza é relevante para guiar a equipe multiprofissional. A técnica mais adequada para a limpeza da área queimada é a irrigação, que pode ser realizada com solução salina estéril ou água corrente (CLEMENTINO KM DE F, et al., 2024). A desinfecção da ferida é crucial para manter o leito limpo e prevenir infecções, sendo um procedimento básico durante as trocas regulares de curativos (SHIZHAO J. et al., 2024).

O desenvolvido um fluxograma baseado na revisão integrativa, incluindo artigos científicos e consensos para complementar as orientações. Esse processo de limpeza favorece a cicatrização e previne ou controla infecções. O protocolo orienta a equipe de enfermagem e estomaterapeutas na avaliação e manejo adequado das lesões, inicialmente classificadas em extensas ou pequenas. Para lesões extensas, recomenda-se o uso de duchas com água clorada, filtrada e descontaminada, em temperatura adequada, garantindo conforto e segurança ao paciente. Lesões pequenas devem ser irrigadas com solução isotônica salina a 0,9%, promovendo limpeza suave e preservação do tecido viável. Após essa classificação, realiza-se a avaliação do aspecto da ferida para definir a conduta. Áreas com granulação saudável recebem limpeza gentil, enquanto lesões contaminadas ou com necrose exigem desbridamento mecânico intensivo, removendo tecidos desvitalizados e biofilmes. Em relação às flictenas, pequenas bolhas (<6 mm) devem permanecer intactas, e bolhas maiores (>6 mm) podem ser rompidas cuidadosamente com gaze esterilizada ou tesoura. A escolha do antisséptico deve priorizar baixa toxicidade, incluindo gluconato de clorexidina degermante 2%, sabonetes ou soluções com PHMB (polihexametileno biguanida) e, quando disponível, ácido hipocloroso, sempre sob avaliação do estomaterapeuta e protocolos institucionais. Concluída a limpeza, realiza-se o curativo adequado, considerando tipo e extensão da lesão.

Conclusão

Este fluxo integrado visa promover cicatrização eficiente, prevenir infecções e orientar a equipe multiprofissional sobre as melhores práticas no manejo de queimaduras, garantindo segurança e qualidade no cuidado ao paciente.

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

Espera –se que o fluxo  oriente os profissionais sobre a limpeza das lesões, usado adequantamente os antissepticos disponíveis com o objetivo de otimizar a assistência, acelerar a cicatrização, prevenir complicações.

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Biografia do Autor

Ana Débora Alcântara Coelho Bomfim

ESTOMATERAPEUTA DO IJF

Carlos André Lucas Cavalcanti

ESTOMATERAPEUTA E COORDENADOR DO CENTRO DE QUEIMADOS

Débora Taynã De Almeida Abreu

ESTOMATERAPEUTA DO IJF

Silvania Mendonça Alencar Araripe, INSTITUTO DR JOSE FROTA

COORDENADORA DO SETOR DE ESTOMATERAPEUTA IJF

Karla Andréa De Almeida Abreu, INSTITUTO DR JOSE FROTA

ESTOMATERAPEUTA IJF

Allan Patrick Rodrigues De Lima, INSTITUTO DR JOSE FROTA

ESTOMATERAPEUTA DO JF

Referências

Clementino KM de F, Bezerra GD, Gonçalves GAA, Viana MCA, Sampaio LRL, Pinheiro WR. Technologies used in the treatment of burn victims in intensive care: a scope review. Rev Bras Enferm [Internet]. 2024;77(1). https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0738

Shizhao J, Shichu X, Zhaofan X, Associação Chinesa de Queimaduras. Consenso sobre o tratamento de queimaduras de segundo grau (edição de 2024). Queimaduras e Trauma. 2024;12. https://doi.org/10.1093/burnst/tkad061

Souza MT de, Nogueira MC, Campos EMS. Fluxos assistenciais de médios e grandes queimados nas regiões e redes de atenção à saúde de Minas Gerais. Cad Saúde Colet [Internet]. 2018 Jul;26(3):327-35. https://doi.org/10.1590/1414-462X201800030248

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Rocha Magalhaes De Alencar, S., Alcântara Coelho Bomfim, A. D., Lucas Cavalcanti, C. A., De Almeida Abreu, D. T., Mendonça Alencar Araripe, S., De Almeida Abreu, K. A., & Rodrigues De Lima, A. P. (2026). LIMPEZA SEGURA DE QUEIMADURAS: ORIENTAÇÕES BASEADAS EM EVIDÊNCIAS PARA EQUIPES DE ENFERMAGEM E ESTOMATERAPEUTAS. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2392