PERFIL MEDICAMENTOSO DE PACIENTES COM LESÃO POR PRESSÃO EM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE

Autores

  • Laura Tabita De Queiroz Magalhães Marques
  • Fredielma Alexsandra Santos De Souza
  • Rafael Cesar Barreto
  • Ana Rafaele Lima Oliveira
  • Maria Selma Alves Bezerra
  • Jayana Castelo Branco Cavalcante De Meneses

Palavras-chave:

Estomaterapia, Lesão por Pressão, Polifarmácia, Segurança do Paciente

Resumo

Objetivo

Descrever o perfil medicamentoso de pacientes com lesão por pressão internados em um hospital de média complexidade no Nordeste brasileiro.

Método

 Estudo documental, retrospectivo, de abordagem quantitativa, realizado em hospital regional de porte IV. Foram incluídos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva, Clínica Médica e Clínica Cirúrgica, com diagnóstico de lesão por pressão adquirida durante a internação e permanência mínima de 48 horas. Os dados foram extraídos de prontuários e analisados por estatística descritiva, com cálculo de frequências absolutas, relativas e médias. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri, sob número de parecer 6.759.906/2024.

Resultados

 Observou-se elevada carga medicamentosa nos pacientes com lesão por pressão, com maior média na Unidade de Terapia Intensiva (12,6 ± 2,5 medicamentos por paciente), seguida pela Clínica Médica (11 ± 2,8) e Clínica Cirúrgica (7,4 ± 2,8). Na UTI, destacaram-se antidiabéticos (14%), analgésicos (12%), antibióticos (9,14%), anti-hipertensivos (5,5%) e classes potencialmente relacionadas à perfusão tecidual, como vasoconstritores (4,8%). Na Clínica Médica, prevaleceram analgésicos (13%), antibióticos (11,6%), anti-hipertensivos (9%) e antidiabéticos e vasoconstritores (7%). Na Clínica Cirúrgica, os analgésicos foram predominantes (23%), seguidos por antibióticos, anticoagulantes e anti-hipertensivos (9%). Os achados evidenciam perfil de polifarmácia e uso de classes farmacológicas associadas a maior risco de comprometimento tecidual, especialmente em pacientes críticos.

Conclusão

 A experiência analítica do perfil medicamentoso evidenciou a complexidade terapêutica dos pacientes com lesão por pressão e a coexistência de múltiplos fatores farmacológicos potencialmente associados ao risco desse evento adverso. O estudo destaca a relevância da incorporação da avaliação medicamentosa na prática clínica como componente do cuidado integral, especialmente em contextos de alta complexidade.

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

 Os achados reforçam a necessidade de atuação ampliada do estomaterapeuta na avaliação de fatores de risco relacionados ao uso de medicamentos, integrando o cuidado clínico à vigilância terapêutica. Contribuem para o fortalecimento de práticas preventivas baseadas em evidências, com enfoque na segurança do paciente, abordagem multidimensional do risco e qualificação da assistência.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Laura Tabita De Queiroz Magalhães Marques

acadêmica de Enfermagem

Rafael Cesar Barreto

acadêmico de Enfermagem

Ana Rafaele Lima Oliveira

acadêmica de Enfermagem

Maria Selma Alves Bezerra

Enfermeira Estomaterapeuta

Jayana Castelo Branco Cavalcante De Meneses

Mestre em Enfermagem 

Enfermeira Estomaterapeuta

Referências

European Pressure Ulcer Advisory Panel, National Pressure Injury Advisory Panel, Pan Pacific Pressure Injury Alliance. Prevention and treatment of pressure ulcers/injuries: clinical practice guideline. 4th ed. 2019.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Nota técnica GVIMS/GGTES nº 05/2023: práticas de segurança do paciente em serviços de saúde: prevenção de lesão por pressão. Brasília (DF): Anvisa; 2023.

Almeida AFS, et al. Influência de fármacos sobre a formação de úlceras por pressão: revisão integrativa. Rev Enferm Contemp. 2016;5(1):118-124. doi:10.17267/2317-3378rec.v5i1.681.

Jaul E, Barron J, Rosenzweig JP, Menczel J. An overview of co-morbidities and the development of pressure ulcers among older adults. BMC Geriatr. 2018;18:305. doi:10.1186/s12877-018-0997-7.

Publicado

2026-06-05

Como Citar

De Queiroz Magalhães Marques, L. T., Alexsandra Santos De Souza, F., Cesar Barreto, R., Lima Oliveira, A. R., Alves Bezerra, M. S., & Castelo Branco Cavalcante De Meneses, J. (2026). PERFIL MEDICAMENTOSO DE PACIENTES COM LESÃO POR PRESSÃO EM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2404