LESÕES DE PELE RELACIONADA A ADESIVOS MÉDICOS (MARSI)  EM PESSOAS IDOSAS: SÉRIES DE CASOS

Autores

  • Adrieli Aparecida Simoes De Oliveira

Palavras-chave:

ferimentos e lesões, idoso fragilizado, Enfermagem, Estomaterapia

Resumo

Objetivo

Descrever a ocorrência, evolução das MARSI em três pacientes internados, com múltiplas comorbidades, enfatizando fatores predisponentes e estratégias de prevenção e tratamento.

Método

 Série de casos retrospectivos conduzida em um hospital de referência no atendimento à pessoa idosa, envolvendo três pacientes idosos internados em novembro de 2025, todos com risco elevado para MARSI.

Resultados

 Os três casos evidenciam condições clínicas predisponentes à MARSI, sepse, pele ressecada e frágil, uso repetido de dispositivos adesivos. Caso 1: Paciente em cuidados paliativos, com pele ressecada, múltiplas áreas de abrasão e lesão por pressão sacral estágio IV. O uso prévio de fita adesiva microporosa para fixação de linha para acesso venoso, cateter vesical de demora, onde contribuiu para formação de MARSI (desnudação da pele) em região de virilha e membro superior esquerdo. Caso 2: Paciente com sepse, e uso frequente de adesivo microporoso em região de linhas de acessos venosos. A fragilidade da pele, associada à hipoalbuminemia, favoreceu desnudamento epidérmico parcial durante trocas de fixação de linha de acesso. Caso 3: Paciente com lesão trocantérica, e imobilidade prolongada. O uso repetido de filme transparente com troca diária para fixação de curativo levou ao desnudamento epidérmico na pele circundante da ferida. Para tratamento das lesões de MARSI implementou-se o uso de curativos com fita de dorso de tecido com face acrílica ou silicone, cuidados com hidratação e proteção cutânea, uso de removedor de adesivo e rodízio de área de fixação quando possível. Orientação da equipe quanto a técnica correta para remoção dos adesivos.

Conclusão

 Os casos demonstram que MARSI é frequente quando há uso de adesivos com alta adesividade, filmes transparentes somado à múltiplas trocas. Esses achados reforçam a necessidade de protocolos institucionais específicos para manejo de MARSI na população idosa de alta vulnerabilidade. A prevenção depende de avaliação sistemática da pele, seleção adequada de adesivos, uso de spray protetor e removedor de adesivo, técnica adequada de remoção, além de capacitação constante da equipe.

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

 Contribuímos para prevenção, identificação e manejo das lesões de pele relacionadas a adesivos médicos, por meio da avaliação da pele, escolha adequada de produtos e implementação de protocolos baseados em evidências, atuando na capacitação das equipes, promovendo a segurança do paciente e a qualidade da assistência, especialmente em idosos.

 

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Referências

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Publicado

2026-06-05

Como Citar

Aparecida Simoes De Oliveira, A. (2026). LESÕES DE PELE RELACIONADA A ADESIVOS MÉDICOS (MARSI)  EM PESSOAS IDOSAS: SÉRIES DE CASOS. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2406