LESÃO TRAUMÁTICA E BENEFÍCIOS DE COBERTURAS DE NÃO MEDICADAS: RELATO DE CASO

Autores

  • Fabiana Goncalves Vieira De Oliveira
  • Fabiana Damacena Carvalho Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho
  • Mônica Rabelo Santos Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho
  • Priscilla Alcântara Dos Santos Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho
  • Jessica Emanuela Mendes Morato Essity
  • Natália Aparecida De Barros Essity
  • Charla Carmo Da Palma Essity

Palavras-chave:

DACC, cicatrização, físico, estomaterapia

Resumo

Objetivo

Introdução: As lesões traumáticas representam uma das principais causas de morbidade em diversas faixas etárias, resultando de impactos físicos súbitos como quedas, acidentes automobilísticos, práticas esportivas ou agressões. Essas lesões podem variar desde contusões leves até fraturas complexas e feridas abertas, exigindo cuidados imediatos e eficazes para promover a recuperação e prevenir complicações2. Nesse contexto, as coberturas não medicadas têm ganhado destaque como alternativas eficazes no tratamento de feridas traumáticas. Diferentemente dos curativos tradicionais com agentes farmacológicos, essas coberturas atuam de forma física, promovendo um ambiente ideal para a cicatrização, protegendo contra infecções e reduzindo a dor, sem os riscos associados a reações medicamentosas1. O uso de coberturas não medicadas representa um avanço significativo no cuidado com feridas traumáticas. Elas oferecem uma abordagem segura, eficaz e baseada em evidências, promovendo a cicatrização natural e melhorando a qualidade de vida dos pacientes3. Objetivo: Relatar a evolução da cicatrização de uma lesão através de um relato de caso clínico, demonstrando os benefícios na utilização da cobertura não medicamentosa, Cloreto de Dialquil Carbamoil (DACC). 

Desenvolvimento

 

Descrever a evolução clínica de uma lesão traumática complexa e discutir os benefícios do uso de coberturas não medicadas no manejo do processo infeccioso e no preparo para enxertia.

Relato de caso
Paciente vítima de acidente automobilístico (moto versus carro), admitido inicialmente com lesão traumática extensa, sendo realizado atendimento de urgência com limpeza e sutura primária. Em evolução, apresentou sinais flogísticos importantes, incluindo hiperemia, edema e áreas de necrose, sugerindo comprometimento do processo cicatricial e possível infecção local.

Diante do quadro, foi indicado desbridamento cirúrgico em 03/06, com remoção de tecidos inviáveis e reavaliação do leito da ferida. Após o procedimento, optou-se pela introdução de cobertura com tecnologia DACC, visando controle da carga microbiana por meio de mecanismo físico de ligação hidrofóbica.

Observou-se melhora progressiva dos sinais infecciosos, com redução do exsudato, diminuição da inflamação e desenvolvimento de tecido de granulação viável. Essas condições favoreceram a indicação de enxertia cutânea subsequente.

Após a realização do enxerto, o paciente evoluiu satisfatoriamente, apresentando integração adequada do tecido enxertado e cicatrização completa em aproximadamente 30 dias.

Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia

 O presente relato evidencia que o uso de coberturas não medicadas com DACC pode ser uma estratégia eficaz no manejo de lesões traumáticas complexas, especialmente no controle da infecção e no preparo do leito para enxertia. Sua atuação segura, sem citotoxicidade e com baixo risco de resistência bacteriana, destaca sua relevância na prática da estomaterapia. A abordagem integrada, incluindo desbridamento e escolha adequada de coberturas, foi determinante para o desfecho positivo do caso.

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Biografia do Autor

Fabiana Damacena Carvalho, Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho

Enfermeira com experiência em assistência hospitalar de alta complexidade, atuando no Hospital de Urgência de Sergipe e integrando a Comissão de Pele. Especialista em Oncologia e Dermatologia, com sólida vivência no cuidado humanizado, prevenção e tratamento de lesões, manejo clínico e acompanhamento de pacientes em diferentes níveis de atenção. Conselheira do Coren Sergipe, contribuindo para o fortalecimento da enfermagem, da ética profissional e da qualidade da assistência.

Mônica Rabelo Santos, Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho

 Enfermeira comissão de pele HUSE. Pós graduação dermatologia, Estomaterapia, urgência e emergência, cuidados paliativos. Assessora técnica do Nep SAMU Sergipe

Priscilla Alcântara Dos Santos, Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho

Formada há 20 anos, enfermeira dermatológica pela Universidade Tiradentes (SE), estomaterapeuta pelo Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e RT da Comissão de Pele do Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho

Jessica Emanuela Mendes Morato, Essity

Enfermeira Estomaterapeuta, Mestre em Enfermagem e Promoção à Saúde.

Natália Aparecida De Barros, Essity

Enfermeira estomaterapeuta, com aperfeiçoamento em dermatologia na enfermagem, especialista em segurança do paciente e gestão de MKT

Charla Carmo Da Palma, Essity

Enfermeira pós graduada em enfermagem dermatológica, MBA em administração, Mestre em administração e direção de equipe.

Referências

- Butcher M. The clinical benefits of using Cutimed Sorbact. Wounds UK, v. 7, n. 2, p. 56–60, 2011.

- Lesões traumáticas por agentes externos mecânicos: artigo de revisão, Microsoft Word - TFM JB IPR1MC2R1 Índice - Bibliografia versão 22-7.docx.

- Mosti G, Magliaro A, Mattaliano V. Comparative study of two antimicrobial dressings in infected leg ulcers: a pilot study. J Wound Care. 2015;24(3):121–122.

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Goncalves Vieira De Oliveira, F., Damacena Carvalho, F., Rabelo Santos, M., Alcântara Dos Santos, P., Emanuela Mendes Morato, J., Aparecida De Barros, N., & Carmo Da Palma, C. (2026). LESÃO TRAUMÁTICA E BENEFÍCIOS DE COBERTURAS DE NÃO MEDICADAS: RELATO DE CASO. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2407