INCIDÊNCIA E PREVALÊNCIA DE LESÃO POR PRESSÃO EM IDOSOS HOSPITALIZADOS: UM ESTUDO RETROSPECTIVO

Autores

  • Adrieli Aparecida Simoes De Oliveira

Palavras-chave:

Lesão por pressão, estomaterapia, idoso fragilizado

Resumo

Objetivo

Analisar a incidência, prevalência e fatores associados ao desenvolvimento de lesões por pressão em idosos hospitalizados.

Método

Estudo descritivo, retrospectivo, quantitativo e transversal para identificar a incidência e prevalência de LP em PI hospitalizadas.  A pesquisa foi desenvolvida num hospital referência de atendimento à pessoa idosa, 100% Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Foram incluídos prontuários de participantes com 60 anos ou mais e com registro de LP, sendo hospitalizados no período de Janeiro a Dezembro de 2024. Critérios de exclusão, foram registros incompletos e com duplicidade de registro da mesma lesão de internamento prévio. Todas as análises foram realizadas nos softwares estatísticos IBM SPSS (versão 27) e Jamovi (versão 2.3). As comparações post hoc para o teste de qui-quadrado foram feitas por meio das correções do método de Bonferroni. Efeitos estatísticos significativos foram considerados para valores de p ≤0,05.

Resultados

Participaram do estudo 949 idosos com idade média de 80,0 (±9,98) anos, desses participantes 588 (58,8%) evoluíram para óbito e 391 (41,2%) receberam alta. O motivo da internação predominante com 82 (8,6) foi lesão por pressão, seguida da infecção do trato urinário com 70 (7,4%). Observou-se predominância de óbitos em relação às altas em todas as categorias analisadas. Em relação à prevalência, ocorreram 299 óbitos (57,2%) e 244 altas (42,8%), na incidência, 133 óbitos (62,7) e 79 altas (37,3%), nos casos não preenchidos, 126 óbitos (58,9) e 88 altas (41,1). Quanto a localização predominou a região sacra com 249 (57,5%) evoluíram para óbito e 184 (42,5%) para alta. O estágio predominante foi o II com 267 (56,2%) óbito e 208 (234%) para alta. Quanto a escala de Braden, observou-se o risco elevado 287 óbitos e 215 altas, em segundo lugar o risco muito elevado com 216 óbitos e 82 altas. Observou-se associação significativa entre o desenvolvimento das lesões e fatores como idade avançada, tempo prolongado de internação, presença de mais de três comorbidades e redução da mobilidade.

Conclusão

 

Nosso estudo demonstrou alta taxa de lesões prevalentes associada à óbito, contudo, reforçamos a importância em realizar os cuidados adequados individualizados para PI no âmbito hospitalar e orientação para os cuidados domiciliares. Conforme a análise estatística, foi verificado que os paciente que apresentam lesão por pressão somando cada um ano de vida a mais, há 1,03 vezes mais chance de ir a óbito em relação com a chance de receber alta (OR 1,03; IC 95% 1,01 - 1,04; p<0,01), sendo o motivo do óbito associado a LP e não ao motivo do internamento.

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

 

A estomaterapia tem um papel fundamental para a análise da incidência e prevalência de LP em idoso hospitalizados e na implementação de protocolos para prevenção dessas lesões que são 95% evitáveis, assim favorece a melhoria dos processos, e dos desfechos clínicos dessa população vulnerável.

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Referências

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Publicado

2026-06-05

Como Citar

Aparecida Simoes De Oliveira, A. (2026). INCIDÊNCIA E PREVALÊNCIA DE LESÃO POR PRESSÃO EM IDOSOS HOSPITALIZADOS: UM ESTUDO RETROSPECTIVO. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2413