APLICAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM POR DISCENTES DE ESTOMATERAPIA AO PACIENTE COLOSTOMIZADO
Palavras-chave:
Estomaterapia, Processo de enfermagem, ColostomiaResumo
Objetivo
Descrever a aplicação do Processo de Enfermagem por discentes de estomaterapia ao paciente colostomizado.
Desenvolvimento
A colostomia é um procedimento cirúrgico que visa a exteriorização de uma parte do intestino grosso para que haja a eliminação de efluentes, processo que é capaz de gerar sofrimento psicossocial. A atuação do estomaterapeuta é indispensável à reabilitação, utilizando o PE como ferramenta para organizar o raciocínio clínico e garantir assistência de qualidade¹ ² ³. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, vivenciado por discentes de Estomaterapia em março de 2026, em um ambulatório especializado na cidade de que Fortaleza no estado do Ceará. O relato fundamenta-se na assistência direta e observação clínica, incluindo exame físico e avaliação do estoma, baseando-se através das taxonomias NANDA-I³, NOC⁴, NIC⁵ para a obtenção de, respectivamente, os diagnósticos de enfermagem, os resultados esperados e as intervenções de enfermagem. Identificou-se entre os diagnósticos principais: Integridade da pele prejudicada relacionada à presença de estoma evidenciado por hiperemia; Imagem corporal perturbada relacionada à alteração da aparência física evidenciado por baixa autoestima; Risco de infecção relacionado à ruptura da barreira cutânea; Ansiedade relacionada à mudança do estilo de vida evidenciado por relato. Como resultado esperado: manutenção da integridade cutânea, melhora na aceitação da imagem corporal, redução da ansiedade e maior participação social. As intervenções de enfermagem incluíram a avaliação da pele, troca de bolsa adequada e no tempo certo, orientações de higiene e autocuidado, monitorização de infecção e suporte emocional.
Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia
A aplicação do processo de enfermagem mostrou-se essencial para uma assistência segura, qualificada e baseada em evidências científicos. A vivência permitiu aos discentes aplicar o conhecimento teórico na prática ambulatorial, estimulando o raciocínio clínico e a identificação de necessidades psicossociais. O estudo reafirma portanto o papel do enfermeiro e do PE como agentes facilitadores na reabilitação e promoção do autocuidado de pacientes estomizados na Estomaterapia.
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Referências
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