ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA EM ESTOMATERAPIA NO MANEJO DO PROLAPSO DE ALÇA EM COLOSTOMIA

Autores

  • Tifanny Horta Castro Universidade Federal do Ceará
  • Wendel Frota Rodrigues De Moura Universidade Federal do Ceará
  • Thalia Alves Chagas Menezes Universidade Federal do Ceará
  • Camila Barroso Martins Universidade Federal do Ceará
  • Beatriz Alves De Oliveira Universidade Estadual do Ceará
  • Kemyson Camurça Amarante Universidade Federal do Ceará
  • Mariana Cavalcante Martins Universidade Federal do Ceará
  • Viviane Mamede Vasconcelos Cavalcante Universidade Federal do Ceará

Palavras-chave:

"Estomaterapia", "Colostomia", "Cuidados de Enfermagem", "Prolapso", "Educação em Saúde"

Resumo

Objetivo

Descrever a Sistematização da Assistência de Enfermagem estruturada para o manejo de pacientes com estomias intestinais com presença de prolapso de alça. 

Desenvolvimento

O Abdome Agudo Obstrutivo (AAO) representa condição cirúrgica crítica, caracterizada pela interrupção do trânsito intestinal, podendo levar à isquemia e necrose1. Nesses cenários, a confecção de estomas, como colostomias, torna-se intervenção vital para desviar o trânsito e permitir recuperação do tecido afetado. Contudo, a presença do estoma pode evoluir para complicações como prolapso de alça, que exige manejo especializado2. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, no qual foi conduzido por discente de Estomaterapia e profissional estomaterapeuta em atendimento ambulatorial especializado em Fortaleza no estado do Ceará. O foco foi o cuidado de enfermagem e a aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em paciente colostomizado e prolapso de alça. Os diagnósticos de enfermagem foram identificados usando a Taxonomia II da NANDA-I3, com intervenções baseadas na Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC)4.  A SAE para o manejo do prolapso divide-se em três principais diagnósticos: eliminação, integridade cutânea e autogestão. Na eliminação, destacam-se os diagnósticos de Eliminação intestinal prejudicada evidenciado por alteração no processo normal de defecação pelo reto ou por ostomia, relacionado a mobilidade física prejudicada; Continência fecal prejudicada evidenciada por perda de controle com passagem involuntária de fezes e flatos, relacionada a inabilidade de retardar a evacuação, inabilidade de segurar flatos e trauma retal, com intervenções focadas no monitoramento do efluente e na adaptação de sistemas coletores que comportem o segmento prolapsado sem causar trauma à mucosa. Em relação a integridade cutânea, o diagnóstico de Risco de integridade da pele prejudicada relacionado à presença de estomia e contato da pele periestomal com efluentes, exigindo vigilância rigorosa da pele periestomal e o uso de dispositivos com recorte preciso para evitar dermatites associadas ao efluente ou à tração mecânica do prolapso. Por fim, em relação a autogestão aborda o Risco de padrão de sono ineficaz definido por suscetibilidade a dificuldade de vivenciar prejudicando negativamente a função, relacionada à autogestão ineficaz do estoma e comportamentos sedentário, com intervenções educativas voltadas ao esvaziamento preventivo da bolsa, uso de cintos elásticos para estabilização do estoma e suporte psicossocial diante das mudanças na imagem corporal. A sistematização proposta enfatiza que a escolha de dispositivos coletores de duas peças e bases convexas ou planas, associadas a adjuvantes, é fundamental para garantir a segurança e o conforto do paciente. 

Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia

A aplicação de uma SAE estruturada permite uma abordagem integral e baseada em evidências para pacientes com complicações de estomias, como o prolapso de alça. A utilização das taxonomias padronizadas favorece a comunicação entre a equipe de saúde e a continuidade do cuidado especializado. Esta proposta contribui para a prática clínica do enfermeiro estomaterapeuta ao oferecer um roteiro sistematizado para o manejo de uma complicação complexa. A sistematização reforça o papel estratégico do especialista na prevenção de agravos, promoção da autonomia do paciente e melhoria dos desfechos clínicos e da qualidade de vida do paciente.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Tifanny Horta Castro, Universidade Federal do Ceará

Enfermeira, doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pós-graduanda em Enfermagem em Estomaterapia pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Wendel Frota Rodrigues De Moura, Universidade Federal do Ceará

Enfermeiro. Pós-graduando em Enfermagem em Estomaterapia pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Thalia Alves Chagas Menezes, Universidade Federal do Ceará

Enfermeira. Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Ceará (UFC). Pós-graduando em Enfermagem em Estomaterapia pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Camila Barroso Martins, Universidade Federal do Ceará

Enfermeira, estomaterapeuta e doutoranda em Medicina Translacional pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Beatriz Alves De Oliveira, Universidade Estadual do Ceará

Enfermeira. Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Ceará (UFC). Pós-graduando em Enfermagem em Estomaterapia pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Kemyson Camurça Amarante, Universidade Federal do Ceará

Enfermeiro. Mestre e Pós-graduando em Enfermagem em Estomaterapia pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Mariana Cavalcante Martins, Universidade Federal do Ceará

Enfermeira. Docente Adjunta do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Viviane Mamede Vasconcelos Cavalcante, Universidade Federal do Ceará

Enfermeira. Docente Adjunta do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Ceará (UFC)

Referências

Baldissera KC de S, Alves JG C, Pessoa FL, Guimarães HV, Câmara KMMT da, et al. Abordagem do Abdome Agudo Obstrutivo: Critérios Para Abordagem Cirúrgica. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. 2025;7(2):2631–41.

Prezzotto EC, Machado EC, Paula MJA B de, Abrantes PRG, Turra G, et al. ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO: ETIOLOGIA, FISIOPATOLOGIA, DIAGNÓSTICO E MANEJO TERAPÊUTICO. Revista Contemporânea. 2024;4(12):e7009.

NANDA International. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificações 2021-2023. Porto Alegre: Artmed; 2021.

Bulechek GM, Butcher HK, Dochterman JM. Classificação das intervenções de enfermagem (NIC). 7ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2021.

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Horta Castro, T., Frota Rodrigues De Moura, W., Alves Chagas Menezes, T., Barroso Martins, C., Alves De Oliveira, B., Camurça Amarante, K., Cavalcante Martins, M., & Mamede Vasconcelos Cavalcante, V. (2026). ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA EM ESTOMATERAPIA NO MANEJO DO PROLAPSO DE ALÇA EM COLOSTOMIA. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2420