AUTOCUIDADO E FATORES COMPORTAMENTAIS NA GESTÃO DO EQUIPAMENTO COLETOR

Autores

  • Dayse Carvalho Do Nascimento
  • Graciete Saraiva Marques
  • Maria Isabel Domingues Ferreira
  • Norma Valéria Dantas De Oliveira Souza faculdade de enfermagem da universidade do estado do rio de janeiro
  • Patricia Alves Dos Santos Silva
  • Carolina Cabral Pereira Da Costa
  • Caroline Rodrigues De Oliveira

Palavras-chave:

Autocuidado, estomias, estomaterapia

Resumo

Objetivo

Avaliar a influência das competências de autocuidado e dos fatores comportamentais na aderência do equipamento coletor em pessoas com estomia de eliminação intestinal. 

Método

Revisão de escopo conduzida segundo o Joanna Briggs Institute (JBI) e reportada conforme o PRISMA-ScR. O protocolo encontra-se registrado no Open Science Framework (OSF) (https://doi.org/10.17605/OSF.IO/9BPT6). Foram incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, sem restrição de idioma ou desenho metodológico. A estratégia de busca abrangeu bases de dados internacionais e contemplou termos relacionados à estomia, autocuidado, adesão e falha de dispositivos. O processo de seleção seguiu etapas de triagem por título/resumo e leitura integral por revisores independentes.

Resultados

Foram incluídos 18 estudos após processo rigoroso de elegibilidade. As evidências indicam que falhas na aderência do equipamento coletor estão fortemente associadas a dificuldades no autocuidado. Erros técnicos recorrentes incluem recorte inadequado da placa, preparação insuficiente da pele periestomal, aplicação incorreta e ausência de aquecimento/pressão adequada para ativação do adesivo. Limitações visuais, cognitivas e motoras comprometem a execução das etapas do cuidado, sobretudo em populações idosas ou com comorbilidades. Adicionalmente, fatores comportamentais e emocionais — como ansiedade, medo de fugas, insegurança e baixa autoeficácia — influenciam práticas disfuncionais, nomeadamente trocas excessivas, manipulação frequente do dispositivo e inspeção repetitiva da pele, reduzindo o tempo de uso e a eficácia da vedação. Em contrapartida, intervenções educativas estruturadas, centradas na pessoa e baseadas em treino prático, demonstraram melhoria significativa na técnica de aplicação, aumento da confiança e maior durabilidade do equipamento coletor. 

Conclusão

 As competências de autocuidado e os fatores comportamentais constituem determinantes críticos da aderência e desempenho do equipamento coletor. A abordagem sistemática é essencial para prevenir fugas, lesões cutâneas periestomais e impactos negativos na qualidade de vida.

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

Os achados reforçam o papel central do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação contínua das competências do doente, na identificação precoce de barreiras comportamentais e na implementação de programas educativos individualizados. A integração de acompanhamento especializado, educação terapêutica estruturada e suporte contínuo mostra-se fundamental para promover autonomia, otimizar a adesão ao dispositivo e reduzir complicações evitáveis.

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Biografia do Autor

Graciete Saraiva Marques

Enfermeira estomaterapeuta do HUPE/UERJ

Maria Isabel Domingues Ferreira

Professora adjunta da ESEnfC, Coimbra, Portugal

Norma Valéria Dantas De Oliveira Souza, faculdade de enfermagem da universidade do estado do rio de janeiro

Coordenadora adjunta Do curso de enfermagem em estomaterapia da UERJ

Patricia Alves Dos Santos Silva

Professora do curso de enfermagem em estomaterapia da UERJ

Carolina Cabral Pereira Da Costa

Professora adjunta da faculdade de enfermagem da UERJ e coordenadora do curso de enfermagem em Estomaterapia da UERJ

Caroline Rodrigues De Oliveira

professora do curso de Enfermagem em estomaterapia da UERJ

Referências

Paula MAB, Moraes JT, organizadores. Consenso brasileiro de cuidado às pessoas adultas com estomias de eliminação. 1ª ed. São Paulo: Segmento Farma Editores; 2021 [citado 2026 abr 02]. Disponível em: https://sobest.com.br/wp-content/uploads/2021/11/CONSENSO_BRASILEIRO.pdf

Zamarripa F, Bautista J, García ML, Martínez A, López R, Sanchez J, et al. Soft convexity versus flat ostomy appliances in challenging abdominal profiles: multicenter evaluation. Int Wound J. 2024;21(1):134-42. doi:10.1111/iwj.14321.

Ribeiro A, Silva M, Duarte N, Morais I. Intervenção do enfermeiro estomaterapeuta na seleção do dispositivo e prevenção de complicações. Rev Port Enferm Reabil. 2023;6(1):12-20.

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Carvalho Do Nascimento, D., Saraiva Marques, G., Domingues Ferreira, M. I., Dantas De Oliveira Souza, N. V., Alves Dos Santos Silva, P., Cabral Pereira Da Costa, C., & Rodrigues De Oliveira, C. (2026). AUTOCUIDADO E FATORES COMPORTAMENTAIS NA GESTÃO DO EQUIPAMENTO COLETOR. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2426