FATORES CLÍNICOS E TECNOLÓGICOS NA ADERÊNCIA DO EQUIPAMENTO COLETOR
Palavras-chave:
estomaterapia, equipamento coletor, estomiaResumo
Objetivo
Mapear as evidências científicas sobre os fatores clínicos e tecnológicos que influenciam a aderência do equipamento coletor.
Método
Revisão de escopo conduzida conforme a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e reportada segundo o PRISMA-ScR. O protocolo foi registado no Open Science Framework (OSF) (https://doi.org/10.17605/OSF.IO/9BPT6). Foram incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, sem restrição de idioma ou delineamento. A busca em seis bases de dados resultou em 1103 registros; após remoção de duplicados, triagem e aplicação dos critérios de elegibilidade, 18 estudos foram incluídos na síntese.
Resultados
Os achados evidenciaram três eixos principais. O primeiro refere-se às características anatómicas do estoma e do abdómen, destacando-se estomas retraídos, pregas cutâneas, cicatrizes e hérnias paraestomais como fatores associados à dificuldade de vedação e maior ocorrência de fugas. O segundo eixo envolve as condições da pele periestomal, sendo dermatites, maceração e erosões frequentemente associadas à redução da eficácia adesiva e à diminuição do tempo de uso do dispositivo. O terceiro eixo diz respeito às propriedades físico-químicas do equipamento coletor, incluindo flexibilidade, convexidade, capacidade de adaptação ao relevo corporal e resistência à humidade, que influenciam diretamente a durabilidade e a eficácia da vedação. Observou-se que a compatibilidade entre o perfil anatómico e o dispositivo selecionado é determinante para minimizar complicações e otimizar o desempenho do sistema coletor.
Conclusão
A aderência do equipamento coletor resulta da interação dinâmica entre fatores clínicos e tecnológicos. A seleção individualizada do dispositivo, associada à avaliação contínua e à reavaliação periódica, é fundamental para melhorar os resultados clínicos e prevenir complicações.
Considerações/Contribuições para a Estomaterapia
Os resultados reforçam a importância de uma prática clínica baseada em avaliação sistemática, seleção individualizada e acompanhamento contínuo. Destaca-se o papel do enfermeiro estomaterapeuta na tomada de decisão clínica, na prevenção de complicações e na qualificação do cuidado, contribuindo para a segurança e melhoria da qualidade de vida das pessoas com estomia intestinal.
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Referências
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