TERAPIAS INTEGRADAS E COBERTURA NÃO MEDICADA NO TRATAMENTO DE LESÃO EM MEMBROS INFERIORES: REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Fabiana Goncalves Vieira De Oliveira
  • Carla Pereira Oliveira Santa casa da Bahia
  • Rosa Gabriela Sacramento Nascimento Santa Casa da Bahia
  • Magali Santos Da Cruz Santa Casa da Bahia
  • Gabriela Taissa Teixeira De Oliveira Mafra Viveo
  • Jessica Emanuela Mendes Morato Essity

Palavras-chave:

estomaterapia, DACC, multicamadas

Resumo

Objetivo

A infecção de sítio cirúrgico (ISC) representa uma das complicações mais relevantes no contexto hospitalar, estando associada ao aumento da morbimortalidade, do tempo de internação e dos custos em saúde. Em cirurgias cardíacas, esse risco é ainda mais acentuado devido à complexidade dos procedimentos, à extensão das incisões e à presença de fatores predisponentes, como idade avançada, comorbidades e длongo tempo cirúrgico. Entre as complicações mais graves, destaca-se a infecção esternal profunda, que pode evoluir para mediastinite, condição severa e frequentemente associada a altas taxas de mortalidade. Diante desse cenário, torna-se essencial a adoção de estratégias eficazes para prevenção de infecções no pós-operatório.

Nesse contexto, os curativos impregnados com Cloreto Dialquil Carbamoil (DACC) emergem como uma alternativa inovadora no cuidado de feridas cirúrgicas. Diferentemente dos curativos antimicrobianos convencionais, o DACC atua por meio de um mecanismo hidrofóbico, promovendo a adesão física de microrganismos à sua superfície, permitindo sua remoção durante as trocas de curativo. Esse mecanismo reduz a necessidade de agentes químicos, minimizando o risco de resistência bacteriana e efeitos adversos locais. Evidências científicas recentes apontam que o uso de curativos com DACC está associado à redução da carga bacteriana e à diminuição da incidência de ISC em diferentes contextos cirúrgicos, incluindo cirurgias cardíacas.

O estudo em questão teve como objetivo analisar criticamente as evidências sobre a efetividade do DACC na prevenção de ISC em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, com foco nas contribuições para a estomaterapia. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, complementada por análise de experiências clínicas. 

Método

 A busca foi conduzida nas bases PubMed, SciELO e LILACS, incluindo estudos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Os critérios de seleção consideraram relevância temática, qualidade metodológica e aplicabilidade clínica dos estudos.

Resultados

 

Os resultados indicam que os curativos com DACC são eficazes no controle da biocarga microbiana, contribuindo significativamente para a prevenção de infecções de feridas cirúrgicas. Além disso, sua utilização está associada à redução de complicações infecciosas, melhora do processo de cicatrização e maior segurança do paciente. No âmbito da estomaterapia, o estudo reforça a importância da prática baseada em evidências, amplia as opções terapêuticas disponíveis e fortalece o papel do estomaterapeuta na tomada de decisões clínicas e na implementação de protocolos assistenciais.

Conclusão

 Conclui-se que a incorporação do DACC no cuidado de feridas cirúrgicas cardíacas representa uma estratégia eficaz e segura, contribuindo para melhores desfechos clínicos, redução de infecções e qualificação da assistência em saúde.

 

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

O estudo contribui para a estomaterapia ao evidenciar a eficácia de terapias integradas associadas a coberturas não medicadas no tratamento de lesões em membros inferiores, ampliando abordagens seguras e baseadas em evidências. Além disso, fortalece a tomada de decisão clínica do estomaterapeuta ao valorizar estratégias que favorecem a cicatrização sem uso excessivo de agentes químicos. Por fim, reforça a importância de um cuidado integral e individualizado, promovendo melhores desfechos e qualidade da assistência.

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Biografia do Autor

Carla Pereira Oliveira, Santa casa da Bahia

Enfermeira com mais de 20 anos de experiência na área da saúde, atuando em instituições privadas e filantrópicas, com foco em gestão assistencial, qualidade, segurança do paciente e eficiência operacional. Especialista em Terapia Intensiva, Urgência e Emergência,  Administração Hospitalar e Serviço de Saúde e certificação Green Belt em Lean Six Sigma, com forte atuação na implantação de projetos voltados à otimização de processos, redução de desperdícios e sustentabilidade financeira em saúde.

Rosa Gabriela Sacramento Nascimento, Santa Casa da Bahia

Enfermeira especializada em Estomaterapia na Faculdade Bahiana de Medicina.
Experiência no tratamento de feridas e estomias, elaboração de protocolos
institucionais, capacitação, treinamento de equipes. Experiência na assistência a
pacientes e supervisão de equipe no atendimento emergencial. 

Magali Santos Da Cruz, Santa Casa da Bahia

Enfermeira dermatológica com experiência em feridas e estomias

Gabriela Taissa Teixeira De Oliveira, Mafra Viveo

Graduada em Enfermagem e atualmente cursando Pós-Graduação em Gestão 
Industrial Farmaceutica, Experiência profissional consolidada em empresas na area de 
representação e vendas na área farmacêutica.

Jessica Emanuela Mendes Morato, Essity

Enfermeira Estomaterapeuta, Mestre em Enfermagem e Promoção à Saúde.

Referências

Leaper DJ, Schultz G, Carville K, Fletcher J, Swanson T, Drake R. Extending the TIME concept: what have we learned in the past 10 years? Int Wound J. 2012;9(Suppl 2):1–19.

Schultz GS, Sibbald RG, Falanga V, Ayello EA, Dowsett C, Harding K, et al. Wound bed preparation: a systematic approach to wound management. Wound Repair Regen. 2003;11(Suppl 1):S1–28.

Totty JP, et al. Dialkylcarbamoyl chloride (DACC)-coated dressings in wound care: systematic review. J Wound Care. 2017;26(Suppl 9):S1–S10.

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Goncalves Vieira De Oliveira, F., Pereira Oliveira, C., Sacramento Nascimento, R. G., Santos Da Cruz, M., Taissa Teixeira De Oliveira, G., & Emanuela Mendes Morato, J. (2026). TERAPIAS INTEGRADAS E COBERTURA NÃO MEDICADA NO TRATAMENTO DE LESÃO EM MEMBROS INFERIORES: REVISÃO INTEGRATIVA. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2435