TREINAMENTO SOBRE FERIDAS DE DIFÍCIL CICATRIZAÇÃO PARA ENFERMEIROS DE UMA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO.

Autores

  • Lara Estácio Damasceno
  • Raquel Elisa De Souza Santos Universidade Federal de São João del-Rei
  • Bianca Domingues Trindade Universidade Federal de São João del-Rei
  • Laura Gorino Chaves Universidade Federal de São João del-Rei
  • João Victor Coutinho Chaves Universidade Federal de São João del-Rei
  • Bruna Liz Dos Santos Castro Universidade Federal de São João del-Rei
  • Juliano Teixeira De Moraes Universidade Federal de São João del-Rei

Palavras-chave:

Serviço Hospitalar de Emergência, Técnicas de Fechamento de Feridas, Estomaterapia, Capacitação em Serviço, Cuidados de enfermagem

Resumo

Objetivo

Descrever a experiência da realização de um treinamento sobre o manejo de feridas de difícil cicatrização, voltado para enfermeiros atuantes de uma Unidade de Pronto Atendimento.

Desenvolvimento

Trata- se de um relato de experiência acerca de um treinamento organizado pelos acadêmicos de graduação de enfermagem participantes do projeto de extensão Supervisão e Cuidado da Pele (SCPele), da Universidade Federal de São João del-Rei/ Campus Centro- Oeste (UFSJ/ CCO). A atividade foi desenvolvida a partir da demanda apresentada pelos gestores do serviço de saúde, que identificaram a necessidade de capacitação da equipe de enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento (UPA)  para o manejo de feridas de difícil cicatrização. Foram realizados dois dias de treinamento. Cada dia de treinamento teve duração aproximada de 6 horas, distribuídas nos períodos da manhã e da tarde, estruturado a partir de metodologias ativas de ensino-aprendizagem, articulando momentos teóricos, práticos e reflexivos. Inicialmente, foi realizada uma problematização de situações reais vivenciadas no contexto assistencial da unidade, permitindo a identificação das principais dificuldades enfrentadas pelos enfermeiros no manejo de feridas crônicas. Os temas abordados incluíram revisão e atualização sobre aspectos éticos e legais, processo de enfermagem, avaliação clínica, higiene das feridas, desbridamento e escolha de coberturas, com mediação de docentes especialistas e participação da enfermeira responsável pela Comissão de Lesões Cutâneas da Prefeitura Municipal de Divinópolis.

Na etapa prática, utilizou-se simulação realística de baixa fidelidade, possibilitando aos participantes o desenvolvimento de habilidades técnicas, raciocínio clínico e tomada de decisão frente aos diferentes tipos de feridas. Durante a atividade, os profissionais foram estimulados a discutir condutas, justificar escolhas terapêuticas e refletir criticamente sobre as intervenções realizadas.

Adicionalmente, foram trabalhadas estratégias de prevenção de lesão por pressão, com foco em fatores de risco, fricção, cisalhamento, posicionamento e mobilização. Ao final, observou-se maior participação ativa dos profissionais, evidenciada pela ampliação da segurança, autonomia e capacidade de decisão clínica no cuidado às feridas de difícil cicatrização.

Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia

 O treinamento possibilitou a atualização técnico-científica dos enfermeiros e o esclarecimento de dúvidas relacionadas ao manejo de feridas crônicas, contribuindo para a qualificação da prática assistencial na Unidade de Pronto Atendimento de Divinópolis. Como contribuição para a estomaterapia, destacou-se o fortalecimento da educação permanente, da integração ensino-serviço e da valorização da especialidade como essencial para uma assistência integral, segura e baseada em evidências.

 

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Referências

- Sobest – Sociedade Brasileira de Estomaterapia. Preparo do leito da ferida: guia de bolso. [S.l.]: SOBEST/URGO; 2016.

- Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais. Cuidado à pessoa com lesão cutânea: manual de orientações quanto à competência técnico-científica, ética e legal dos profissionais de enfermagem. 2. ed. Belo Horizonte: Coren-MG; 2023.

- Atkin L, et al. Implementing TIMERS: the race against hard-to-heal wounds. J Wound Care. 2019 Mar 1;28(Suppl 3):S1-S49.

- Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução COFEN nº 787, de 21 de agosto de 2025. Normatiza a atuação da equipe de enfermagem no cuidado a pessoas com feridas. Brasília: COFEN; 2025.

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Estácio Damasceno, L., De Souza Santos, R. E., Domingues Trindade, B., Gorino Chaves, L., Coutinho Chaves, J. V., Dos Santos Castro, B. L., & Teixeira De Moraes, J. (2026). TREINAMENTO SOBRE FERIDAS DE DIFÍCIL CICATRIZAÇÃO PARA ENFERMEIROS DE UMA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2438