UTILIZAÇÃO DO CLORETO DE DIALQUIL CARBAMOIL EM FERIDA OPERATÓRIA DE CIRURGIA CARDÍACA: ESTUDO DE CASO

Autores

  • Maria Beatriz Nunes De Carvalho Universidade Estadual do Ceará
  • Aurilene Lima Da Silva
  • Sarah Beatriz Pinto Bezerra Universidade Estadual do Ceará
  • Victoria Souza De Oliveira Universidade Estadual do Ceará
  • Rhanna Emanuela Fontenele Lima De Carvalho Universidade Estadual do Ceará

Palavras-chave:

estomaterapia, Ferida Cirúrgica, infecção de sítio cirúrgico, cirurgia cardíaca, curativo

Resumo

Objetivo

Relatar a utilização de cobertura revestida com Cloreto de Dialquil Carbamoil (DACC) em ferida operatória de paciente submetido à cirurgia cardíaca.

Desenvolvimento

Trata-se de um estudo de caso, oriundo do estudo piloto de um ensaio clínico randomizado que tem como objetivo avaliar a eficácia clínica da cobertura revestida com DACC na prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) em cirurgia cardíaca. A ISC é uma complicação relevante associada ao aumento de morbidade, tempo de internação e custos em saúde¹. O estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 6.573.512). Paciente do sexo masculino, 61 anos, com diagnóstico de insuficiência aórtica, submetido à troca valvar aórtica biológica. Desde o pós-operatório imediato, foi utilizada malha de acetato com DACC associada a coxim estéril para manejo da ferida operatória esternal. O DACC é uma tecnologia que atua por meio de ligação hidrofóbica de microrganismos, reduzindo a carga bacteriana local sem liberação de agentes químicos². A avaliação da ferida ocorreu nos períodos de 2, 7, 14, 30 e 90 dias, conforme recomendações para vigilância de infecções em procedimentos com implantes³. Os dados foram obtidos por meio de avaliação clínica sistematizada, registro fotográfico e análise de prontuário. O paciente apresentou evolução cicatricial favorável ao longo do acompanhamento, com ausência de sinais inflamatórios locais, como hiperemia, calor, edema e exsudato excessivo. Não foram observados sinais sugestivos de infecção do sítio cirúrgico. O paciente referiu conforto durante as trocas de curativo e ausência de dor (Escala Visual Analógica=0). Durante a internação, foram realizadas três trocas do curativo, com tempo de permanência de até sete dias, exceto a primeira troca realizada em 48 horas. O tempo de internação foi de nove dias. O seguimento ambulatorial ocorreu aos 14 dias e, posteriormente por meio remoto, via ligações telefônicas e uso do aplicativo WhatsApp.

Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia

A utilização da cobertura com DACC esteve associada à evolução favorável da ferida operatória, com boa tolerabilidade e ausência de sinais infecciosos no período avaliado. O uso dessa tecnologia apresenta potencial como estratégia adjuvante no manejo de feridas operatórias em cirurgia cardíaca, todavia, destaca-se a necessidade de estudos com maior nível de evidência para confirmação desses achados.

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Biografia do Autor

Maria Beatriz Nunes De Carvalho, Universidade Estadual do Ceará

Mestranda do Programa de Pós-graduação em Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde (UECE), Bolsista de Mestrado (FUNCAP), Especialista em Urgência e Emergência (IJF/ESP-CE), 

Aurilene Lima Da Silva

Doutora em Enfermagem (UECE), Enfermeira Estomaterapeuta, Assessora do Serviço de Estomaterapia do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, Vice-presidente da Associação Brasileira de Enfermagem Sessão Ceará (2025-2028)

Sarah Beatriz Pinto Bezerra, Universidade Estadual do Ceará

Acadêmica do Curso de Enfermagem (UECE), Bolsista de Iniciação Científica (FUNCAP)

Victoria Souza De Oliveira, Universidade Estadual do Ceará

Acadêmica de Enfermagem (UECE), Bolsista de Iniciação Científica (CNPq)

Rhanna Emanuela Fontenele Lima De Carvalho, Universidade Estadual do Ceará

 Doutora em Enfermagem (USP), Professora Adjunta do Curso de Graduação em Enfermagem (UECE)

Referências

Berríos-Torres SI, Umscheid CA, Bratzler DW, et al. Centers for Disease Control and Prevention Guideline for the Prevention of Surgical Site Infection, 2017. JAMA Surg. 2017;152(8):784–791. doi:10.1001/jamasurg.2017.0904

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Publicado

2026-06-05

Como Citar

De Carvalho, M. B. N., Da Silva, A. L., Bezerra, S. B. P., De Oliveira, V. S., & De Carvalho, R. E. F. L. (2026). UTILIZAÇÃO DO CLORETO DE DIALQUIL CARBAMOIL EM FERIDA OPERATÓRIA DE CIRURGIA CARDÍACA: ESTUDO DE CASO. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2442