ESCOLHENDO O MELHOR EQUIPAMENTO COLETOR PARA ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO
Palavras-chave:
Estomia, Estomaterapia, cuidados de enfermagem, educação em saúdeResumo
Objetivo
Relatar a experiência no processo de escolha do equipamento coletor para pessoas com estomia de eliminação em um serviço ambulatorial público de estomaterapia do sul do Brasil.
Desenvolvimento
Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em um serviço público de estomaterapia que acompanha aproximadamente 700 pessoas com estomia de eliminação, com média de 20 novos cadastros mensais. No período pós-operatório, essas pessoas enfrentam múltiplos desafios físicos e emocionais, relacionados à adaptação a uma nova condição de vida e ao uso contínuo do equipamento coletor. Nesse contexto, o enfermeiro estomaterapeuta desempenha papel fundamental no cuidado, atuando na avaliação clínica, na educação em saúde e na definição do equipamento mais adequado, em conjunto com a pessoa com estomia e seus familiares ou cuidadores. A escolha do equipamento coletor envolve a análise de diversos fatores, como tipo e localização do estoma, grau de protrusão em relação à pele, ângulo de drenagem, contorno abdominal, presença de lesões periestomais, sulcos, dobras cutâneas e cicatrizes, além da destreza manual do paciente para realizar o autocuidado. Também são considerados aspectos relacionados à dinâmica do cuidado, como quem realiza o esvaziamento e as trocas do equipamento coletor, uma vez que esses elementos influenciam diretamente na adesão ao tratamento, no manejo adequado e na prevenção de complicações. A ampla variedade de equipamentos coletores disponíveis no mercado exige avaliação criteriosa e acompanhamento contínuo. Em alguns casos, o modelo inicialmente indicado pode necessitar substituição após a experiência prática, conforme a adaptação da pessoa com estomia. Preferências individuais também interferem nesse processo, como a escolha entre bolsas transparentes ou opacas. Situações clínicas específicas podem demandar o uso de equipamentos convexos, que favorecem a protrusão do estoma, melhoram a vedação e aumentam a durabilidade do equipamento. Além disso, a escolha entre sistemas de uma ou duas peças deve ser individualizada, considerando vantagens e limitações de cada opção.
Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia
A experiência evidencia que a escolha adequada do equipamento coletor, baseada em avaliação individualizada, compartilhada e contínua, contribui significativamente para a adaptação da pessoa com estomia, promovendo maior segurança, conforto e autonomia, além de reduzir o risco de complicações periestomais. Destaca-se o papel essencial do enfermeiro estomaterapeuta na condução desse processo, bem como a importância da educação em saúde como estratégia para fortalecimento do autocuidado. Apesar dos avanços, persistem desafios na prática clínica, especialmente relacionados à ausência de consenso sobre instrumentos padronizados de avaliação de risco e monitoramento das condições da pele periestomal. Essas lacunas dificultam a comparação de resultados e a sistematização da assistência, evidenciando a necessidade de aprimoramento contínuo das práticas e de investimentos em qualificação profissional na área da estomaterapia.
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Referências
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