DEMARCAÇÃO PRÉVIA DO LOCAL DO ESTOMA INTESTINAL: REPERCUSSÃO NA ADAPTAÇÃO E QUALIDADE DE VIDA

Autores

  • Sandra De Nazaré Costa Monteiro Universidade de Brasília
  • Alexandra Isabel Amorin Lino Universidade de Brasília
  • Ana Lúcia Da Silva Universidade de Brasília
  • Álvaro Luiz Monteiro Sena Universidade de Rio Verde
  • Flávia Neri Meira De Oliveira Universidade Federal de Goiás

Palavras-chave:

Complicações Pós-operatória, Estomaterapia, Enfermagem, Adaptação, : Demarcação Pré-operatória

Resumo

Objetivo

Avaliar as repercussões da demarcação prévia na readaptação pós-operatória de pacientes com estomas intestinais; verificar a opinião dos especialistas médico/enfermeiro acerca da demarcação prévia; Comparar a qualidade de vida por meio do City of Hope Quality of Life - Ostomy Questionnary (COH-QOL-OQ) e adaptação utilizando o Inventário de Adaptação IOA 23.

Método

Trata-se de estudo transversal analítico realizado em oito hospitais públicos do Distrito Federal, durante o período de abril a junho de 2019. Foram utilizados os questionários sociodemográfico e clínico adaptado de Meireles e Ferraz, 2001, Inventário de Adaptação do Estomizado (OAI-23) e CiTy of Hope Quality of Life - Ostomy Questionaire (COH-QOL-OQ) com os pacientes; e um questionário adaptado das diretrizes clínicas da WOCN compreendida por 16 questões fechadas tipo likert acerca de Educação, Demarcação, Complicações do estoma com os profissionais. Os dados foram analisados por estatística descritiva, e análises de variância de medidas repetidas (ANOVA), correção de Bonferroni, teste U de Mann-Whitney e teste de Kruskal-Wallis, tendo o nível de significância de 5%, bem como analise multivariada por Análise de Correspondência Múltipla (MCA) e Análise Hierárquica de Cluster (HCA). Teve aprovação do comitê de ética sob o número 3.135.906.

Resultados

Participaram, 117 pacientes com estoma intestinal, 63 enfermeiros e 23 médicos coloproctologistas. Dos pacientes 62(52,99%) eram homens, 57 (48,72%) casados 65(55,56%) ensino fundamental, a maioria o motivo do estoma foi adenocarcinoma de cólon e reto 61(52%), colostomia 86 (73,5%), que operaram em caráter eletivo 80 (68,3%), porém não foram demarcados. Houve diferença significativa nos pacientes demarcados previamente. A protrusão do estoma prevalente foi acima 1,5cm 58 (49,5%), sendo 75 (64,1%) estavam delimitados conforme as recomendações. Dos participantes, 100 (85%) tinham estomas inseridos no músculo reto abdominal, e 28 (23,9%) não tiveram qualquer complicação. Entretanto, 41 (35%), apresentaram lesão periestomal, 16 (13,6%) prolapso, oito (6,8%) hérnia paraestomal e seis (6,8%) retração. Quanto ao OAI-23 observou-se desvio padrão e médias (DP: 0,690±1,325; 0,884±1,624; 0,778±1,444) de três itens do Fator Aceitação. O engajamento social teve alta pontuação nos itens 5, 7 e 11 relacionado a insegurança. Os resultados de médias e desvio padrão do COH-QOL-OQ, mostraram-se significativos quanto ao sexo e situação conjugal quando analisados e comparados ao OAI-23. O cluster de pacientes demarcados mostrou pessoas com estomia adaptadas e com melhor qualidade de vida. Dos profissionais, apenas 10 (37%) enfermeiros e 17(63%) médicos realizam a demarcação dos pacientes no pré-operatório, além de serem unânimes em afirmar que as informações perioperatórias e a demarcação prévia reduzem as incidências de complicações e confere autonomia para o cuidado

Conclusão

Pacientes demarcados apresentam menor frequência de complicações pós-operatórias, e por conseguinte são mais satisfeitos e adaptados à condição de pessoas com estomia. Os especialistas legitimaram a relevância da demarcação prévia do local da estomia.

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

O estudo evidencia que a demarcação é uma intervenção essencial na estomaterapia, associada à redução de complicações e à melhor adaptação e qualidade de vida dos pacientes. Reforça o cuidado perioperatório e subsidia a implementação de protocolos assistenciais  fortalecendo a prática baseada em evidências.

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Biografia do Autor

Sandra De Nazaré Costa Monteiro, Universidade de Brasília

Enfermeira Estomaterapeuta pela UnB. Mestre em enfermagem e Doutora em Ciências da Saude pela UnB. Atua na Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

 

Alexandra Isabel Amorin Lino, Universidade de Brasília

Enfermagem estomaterapeuta Tisobest, Mestre em enfermagem e Doutoranda pela Universidade de Brasília. Atua na assistencia na Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Tudora da residencia de Centro Cirurgico do Hospital de Base de Brasília

Ana Lúcia Da Silva, Universidade de Brasília

Enfermeira estomaterapeuta Tisobest, Mestre em Ciencias da Saúde e Doutora em Ciencias Médicas pela UnB. 

Álvaro Luiz Monteiro Sena, Universidade de Rio Verde

Academico do 10 semestre do curso de medicina da Universidade de Rio Verde-GO

Flávia Neri Meira De Oliveira, Universidade Federal de Goiás

Farmaceutica com habilitação em analises clinicas, mestre e doutora pela Universidade Federal de Goias. Atua na Secretaria de Saúde do Distrito Federal

Referências

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Publicado

2026-06-05

Como Citar

Monteiro, S. D. N. C., Amorin Lino, A. I., Da Silva, A. L., Monteiro Sena, Álvaro L., & Meira De Oliveira, F. N. (2026). DEMARCAÇÃO PRÉVIA DO LOCAL DO ESTOMA INTESTINAL: REPERCUSSÃO NA ADAPTAÇÃO E QUALIDADE DE VIDA. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2455