MANEJO DE LESÃO PERIESTOMAL POR DERMATITE ADESIVA EM PACIENTE COM ILEOSTOMIA: RELATO DE CASO
Palavras-chave:
Estomia; Dermatite periestomal; Ileostomia; Estomaterapia; CicatrizaçãoResumo
Objetivo
Descrever a abordagem terapêutica e a evolução de lesão periestomal em paciente com ileostomia, associada à provável dermatite por adesivo.
Desenvolvimento
Trata-se de relato de caso, de caráter descritivo, realizado em agosto e setembro de 2025. Paciente com ileostomia em flanco direito, apresentando abdome em avental e lesões periestomais bilaterais, inicialmente relacionadas à suspeita de dermatite por adesivo do dispositivo coletor previamente utilizado. As lesões localizavam-se nas laterais da região periestomal, com sinais inflamatórios evidentes, incluindo hiperemia, dor local e comprometimento da integridade cutânea.
A conduta terapêutica adotada baseou-se em abordagem individualizada, contemplando: substituição do dispositivo coletor por sistema de duas peças, visando melhor adaptação ao relevo abdominal e maior segurança na vedação; uso de placa com tecnologia de maior proteção cutânea; aplicação de fotobiomodulação (laserterapia) como terapia adjuvante; e uso tópico de mupirocina, diante da suspeita de infecção secundária. Adicionalmente, foram realizadas orientações quanto aos cuidados com a pele periestomal, técnica correta de troca do dispositivo e prevenção de novas lesões.
O acompanhamento foi realizado de forma contínua, com reavaliações seriadas da evolução clínica. Observou-se progressiva melhora do quadro inflamatório, redução das lesões e recuperação gradual da integridade cutânea após a implementação das medidas propostas. O tratamento foi iniciado em 21/08/2025, com resolução completa das lesões em 04/09/2025, totalizando aproximadamente 14 dias de evolução favorável, sem intercorrências no período.
A escolha adequada do sistema coletor mostrou-se essencial, especialmente diante das particularidades anatômicas do abdome em avental, que dificultam a vedação e favorecem vazamentos e irritações cutâneas. A fotobiomodulação contribuiu para a cicatrização tecidual, com efeitos anti-inflamatórios e regenerativos, enquanto o uso de antimicrobiano tópico auxiliou no controle de possível infecção secundária, favorecendo o restabelecimento da barreira cutânea.
Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia
A intervenção precoce e a associação de tecnologias adequadas foram fundamentais para a resolução da lesão periestomal.
O manejo individualizado, incluindo escolha correta do dispositivo coletor e terapias adjuvantes, contribui significativamente para melhores desfechos clínicos em pacientes estomizados.
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Referências
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