MANEJO DE LESÃO PERIESTOMAL POR DERMATITE ADESIVA EM PACIENTE COM ILEOSTOMIA: RELATO DE CASO

Autores

  • Gabriela Maria Da Silva Rocha
  • Milena Bianca Da Silva

Palavras-chave:

Estomia; Dermatite periestomal; Ileostomia; Estomaterapia; Cicatrização

Resumo

Objetivo

Descrever a abordagem terapêutica e a evolução de lesão periestomal em paciente com ileostomia, associada à provável dermatite por adesivo.

Desenvolvimento

Trata-se de relato de caso, de caráter descritivo, realizado em agosto e setembro de 2025. Paciente com ileostomia em flanco direito, apresentando abdome em avental e lesões periestomais bilaterais, inicialmente relacionadas à suspeita de dermatite por adesivo do dispositivo coletor previamente utilizado. As lesões localizavam-se nas laterais da região periestomal, com sinais inflamatórios evidentes, incluindo hiperemia, dor local e comprometimento da integridade cutânea.

A conduta terapêutica adotada baseou-se em abordagem individualizada, contemplando: substituição do dispositivo coletor por sistema de duas peças, visando melhor adaptação ao relevo abdominal e maior segurança na vedação; uso de placa com tecnologia de maior proteção cutânea; aplicação de fotobiomodulação (laserterapia) como terapia adjuvante; e uso tópico de mupirocina, diante da suspeita de infecção secundária. Adicionalmente, foram realizadas orientações quanto aos cuidados com a pele periestomal, técnica correta de troca do dispositivo e prevenção de novas lesões.

O acompanhamento foi realizado de forma contínua, com reavaliações seriadas da evolução clínica. Observou-se progressiva melhora do quadro inflamatório, redução das lesões e recuperação gradual da integridade cutânea após a implementação das medidas propostas. O tratamento foi iniciado em 21/08/2025, com resolução completa das lesões em 04/09/2025, totalizando aproximadamente 14 dias de evolução favorável, sem intercorrências no período.

A escolha adequada do sistema coletor mostrou-se essencial, especialmente diante das particularidades anatômicas do abdome em avental, que dificultam a vedação e favorecem vazamentos e irritações cutâneas. A fotobiomodulação contribuiu para a cicatrização tecidual, com efeitos anti-inflamatórios e regenerativos, enquanto o uso de antimicrobiano tópico auxiliou no controle de possível infecção secundária, favorecendo o restabelecimento da barreira cutânea.

Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia

A intervenção precoce e a associação de tecnologias adequadas foram fundamentais para a resolução da lesão periestomal.
O manejo individualizado, incluindo escolha correta do dispositivo coletor e terapias adjuvantes, contribui significativamente para melhores desfechos clínicos em pacientes estomizados.

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Biografia do Autor

Milena Bianca Da Silva

Enfermeira Estomaterapeuta - UPE/WCET/SOBEST 
Enfermeira do Programa dos Estomizados de PE (HBL).
Vice-presidente da Comissão de Pele da Clínica Florence.

Referências

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Moya J, et al. Photobiomodulation in wound healing: a systematic review. Lasers Med Sci. 2020;35(7):1461-73.

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Maria Da Silva Rocha, G., & Da Silva, M. B. (2026). MANEJO DE LESÃO PERIESTOMAL POR DERMATITE ADESIVA EM PACIENTE COM ILEOSTOMIA: RELATO DE CASO. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2460