PREVENÇÃO DE LESÕES DE PELE RELACIONADAS A ADESIVOS MÉDICOS EM PEDIATRIA: UMA REVISÃO DE ESCOPO
Palavras-chave:
Ferimentos e Lesões, Pele, Estomaterapia, Pediatria, revisão de escopoResumo
Objetivo
Mapear as evidências disponíveis sobre estratégias de prevenção e tratamento de lesões de pele relacionadas a adesivos médicos (MARSI) em pacientes pediátricos e neonatais, identificando os tipos de lesões mais frequentes, os contextos de maior risco e as intervenções preventivas adotadas.
Método
Revisão de escopo conduzida conforme o JBI Manual for Evidence Synthesis e as diretrizes PRISMA-ScR, com protocolo registrado no Open Science Framework (DOI: 10.17605/OSF.IO/6HZ74). A busca foi realizada em julho de 2025 nas bases MEDLINE/PubMed, Cochrane, LILACS e Embase, utilizando a estratégia PCC. Foram empregados descritores DeCS/MeSH e termos do Emtree combinados com operadores booleanos para construção de estratégias de busca reprodutíveis.
Resultados
Foram incluídos 10 estudos, predominantemente observacionais, com nível moderado de evidência. Observou-se predomínio de coortes prospectivas, seguidas por ensaios clínicos, revisões de escopo e mini-revisões. A maioria das pesquisas foi conduzida em unidades de terapia intensiva neonatal, evidenciando a maior vulnerabilidade dessa população às MARSI. Os estudos abordaram principalmente técnicas e materiais para remoção de adesivos, prevalência e fatores de risco, associação entre tipos de fitas adesivas e ocorrência de lesões, além de lesões periestoma. As evidências destacam a necessidade de protocolos padronizados, avaliação sistemática da pele, escolha criteriosa de adesivos e capacitação das equipes de enfermagem como estratégias fundamentais para redução da incidência de MARSI.
Conclusão
As MARSI em pediatria e neonatologia requerem abordagem específica, fundamentada em evidências. A padronização de protocolos assistenciais, a qualificação das equipes e o desenvolvimento de instrumentos diagnósticos validados são essenciais para reduzir a incidência dessas lesões e melhorar os desfechos clínicos em crianças hospitalizadas.
Considerações/Contribuições para a Estomaterapia
Os achados reforçam o papel estratégico da estomaterapia no cuidado especializado à população pediátrica e neonatal, especialmente na prevenção, identificação precoce e manejo das MARSI. O estomaterapeuta atua de forma decisiva na avaliação da integridade cutânea, na seleção de tecnologias e coberturas seguras, na indicação de produtos de proteção da pele e na elaboração de protocolos assistenciais baseados em evidências. Além disso, contribui para a capacitação das equipes, padronização do cuidado e redução de eventos adversos, fortalecendo a segurança do paciente e a qualidade da assistência em contextos de maior vulnerabilidade.
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Referências
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