PADRONIZAÇÃO DE COBERTURAS COM PRATA NO CONTROLE DO BIOFILME EM LESÕES COMPLEXAS
Palavras-chave:
Estomaterapia; Feridas; Biofilme; Cicatrização de Feridas; AntimicrobianosResumo
Objetivo
Relatar a experiência institucional da Comissão de Pele na padronização de cobertura com ação antimicrobiana para controle de biofilme em lesões complexas em hospital público do estado de Sergipe.
Desenvolvimento
Trata-se de relato de experiência institucional com foco no desenvolvimento profissional e na melhoria de processo assistencial, realizado em hospital público de alta complexidade. A Comissão de Pele atua na elaboração, implementação e monitoramento de protocolos assistenciais, com ênfase na padronização de coberturas, qualificação do cuidado e otimização de recursos.
As lesões complexas representam importante desafio clínico, sobretudo pela presença de biofilme, definido como uma comunidade microbiana estruturada, aderida ao leito da ferida e capaz de rápida reorganização, dificultando o processo cicatricial e favorecendo a persistência da infecção.
Diante desse cenário, realizou-se avaliação clínica de lesões de difícil cicatrização, com indicação de cobertura de fibra poliacrilato poliabsorvente associada à matriz lipido-coloide impregnada com prata (TLC-Ag), reconhecida por sua ação no controle do exsudato e na desorganização do biofilme.
A intervenção incluiu monitoramento assistencial por 60 dias, com coleta de dados em prontuário em parceria com a equipe de enfermagem. Observou-se evolução clínica favorável, com redução de sinais infecciosos, melhora do leito da ferida e progressão do tecido de granulação.
Adicionalmente, evidenciou-se redução do tempo de permanência hospitalar, maior resolutividade do cuidado e otimização do tempo de enfermagem na realização de curativos. Os resultados subsidiaram a tomada de decisão institucional, culminando na padronização da cobertura para lesões complexas com biofilme.
Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia
A padronização de coberturas com ação antimicrobiana demonstrou impacto positivo no controle do biofilme e na evolução clínica das lesões complexas, configurando-se como estratégia eficaz na qualificação da assistência.
Destaca-se o protagonismo da estomaterapia na incorporação de tecnologias baseadas em evidências, na educação permanente e na gestão do cuidado. Como contribuição, reforça-se a importância da atuação da Comissão de Pele na promoção de práticas seguras, custo-efetivas e sustentáveis no contexto hospitalar.
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Referências
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