IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO PARA PREVENÇÃO DE MARSI EM UNIDADE ONCOLÓGICA CIRÚRGICA

Autores

  • Monica Rabelo Santos
  • Priscilla Alcãntara Dos Santos
  • Fabiana Damacena Carvalho

Palavras-chave:

Estomaterapia; Lesões de Pele; Segurança do Paciente; Cuidados de Enfermagem; Adesivos Teciduais

Resumo

Objetivo

Relatar a experiência institucional da Comissão de Pele na implementação de protocolo para prevenção e manejo de lesões de pele relacionadas a adesivos médicos (MARSI) em unidade cirúrgica oncológica de hospital público.

Desenvolvimento

Relato de experiência institucional com foco na melhoria de processo assistencial, desenvolvido em unidade cirúrgica oncológica de hospital público de alta complexidade. O setor possui 10 leitos e média de 55 internações mensais, atendendo pacientes com elevada vulnerabilidade cutânea, associada à doença oncológica e aos tratamentos antineoplásicos.

A implementação ocorreu no período de junho a dezembro de 2025, sendo conduzida pela Comissão de Pele por meio do ciclo de melhoria contínua PDSA (Plan-Do-Study-Act). Inicialmente, foi realizada análise situacional por auditoria das práticas assistenciais, com observações diretas em diferentes turnos, evidenciando fragilidades na avaliação da pele, na seleção e remoção de adesivos e nos registros em prontuário.

A partir desses achados, elaborou-se e implantou-se protocolo institucional contemplando avaliação de risco, preparo da pele, escolha adequada de adesivos e padronização das técnicas de aplicação e remoção. Foram desenvolvidas ações de educação permanente, incluindo capacitações teórico-práticas, reforço visual no setor e supervisão assistencial sistemática.

Após a implementação, observou-se melhoria nos processos de cuidado, com maior adesão às práticas seguras. Destacaram-se avanços na técnica de remoção de adesivos (70% para 77%), na avaliação da pele (87% para 90%) e na seleção adequada de materiais (75% para 81%). O preparo da pele manteve desempenho elevado. Os registros em prontuário apresentaram melhora discreta, permanecendo como principal fragilidade identificada.

A experiência contribuiu para a padronização das condutas, fortalecimento do trabalho em equipe e incorporação de práticas baseadas em evidências no cuidado com a pele.

Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia

 

A implementação do protocolo demonstrou impacto positivo na qualificação da assistência e na organização dos processos relacionados à prevenção de MARSI. Evidencia-se o papel da estomaterapia na condução de estratégias de educação permanente, gestão do cuidado e promoção da segurança do paciente.

Como contribuição, destaca-se a importância da padronização das práticas, do monitoramento contínuo de indicadores e da sustentabilidade das ações para consolidação das melhorias assistenciais. Ressalta-se a necessidade de aprimoramento dos registros em prontuário como componente essencial da qualidade do cuidado.

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Biografia do Autor

Priscilla Alcãntara Dos Santos

ENFERMEIRA DA COMISSÃO DE PELE HUSE

PÓS GRADUAÇÃO EM ESTOMATERAPIA

Fabiana Damacena Carvalho

ENFERMEIRA COMISSÃO DE PELE HOSPIRAL DE URGENCIA DE SERGIPE

PÓS GRADUADA EM DERMATOLOGIA E ONCOLOGIA

Referências

McNichol L, Lund C, Rosen T, Gray M. Medical adhesives and patient safety. J Wound Ostomy Continence Nurs. 2013;40(4):365-80.

Fumarola S, Allaway R, Callaghan R, et al. Medical adhesive-related skin injuries. J Wound Care. 2020;29(Sup3):S1-S24.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do paciente: prevenção de lesões de pele. Brasília: ANVISA; 2017.

Wound, Ostomy and Continence Nurses Society. Guideline for management of MARSI. 2021.

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Rabelo Santos, M., Alcãntara Dos Santos, P., & Damacena Carvalho, F. (2026). IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO PARA PREVENÇÃO DE MARSI EM UNIDADE ONCOLÓGICA CIRÚRGICA. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2471