FERIDAS DECORRENTES DE AUTOMUTILAÇÃO EM PESSOAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Autores

  • Daniela Tinti Moreira Borges Universidade Federal de São Paulo
  • Hélio Martins Do Nascimento Filho Universidade Federal de São Paulo
  • Flavia Carla Takaki Cavichioli Coordenadoria de Execução Penal
  • Aliane Aparecida Azevedo Chignolli UNIFESP
  • Elisângela Soares Da Silva Reis Universidade Federal de Minas Gerais
  • Fabíola Arantes Do Nascimento AMBULATORIO DE ESPECIALIDADES SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO
  • Fernando De Almeida Borges PREFEITURA DE LAVÍNIA/SP
  • Alfredo Gragnani Universidade Federal de São Paulo

Palavras-chave:

Estomaterapia, Ferimentos e Lesões/Wounds and Injuries, Automutilação, Transtorno do espectro autista, Queimaduras

Resumo

Objetivo

Descrever as feridas decorrentes de automutilação em pessoas com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Método

Estudo descritivo, caracterizado por uma revisão integrativa de literatura, a qual foi realizada nas bases de dados PubMed, Lilacs e Embase, utilizando os seguintes descritores: transtorno do espectro autista e automutilação, sendo incluídos estudos publicados entre os anos de 2021 e 2026, com textos disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram excluídos artigos duplicados e aqueles que não descreviam o tipo de ferimento causado durante o episódio de automutilação. Não foram incluídas publicações sobre automutilação em outras populações e em outros idiomas.

Resultados

Foram encontrados 94 estudos na base de dados PubMed, 4 na Lilacs e 121 na Embase, totalizando 219 publicações. Após a leitura do título e resumo, foram incluídos 51 artigos no presente estudo. As feridas decorrentes de automutilação descritas pelos autores, consistiram em queimaduras, arranhaduras, mordidas em unhas, peles e dedos, ferimentos contusos por bater a cabeça contra superfície e feridas cortantes na pele. Como consequência destes atos, os indivíduos podem desenvolver ansiedade, depressão e até mesmo tentar suicídio. A automutilação está relacionada especialmente à dificuldade na comunicação social e sobrecarga sensorial, onde os pacientes com TEA eventualmente não conseguem expressar sentimentos como raiva e frustração, entrando em sofrimento psíquico, podendo apresentar o comportamento destrutivo.

Conclusão

As feridas por automutilação em pessoas com Transtorno do Espectro Autista descritas foram queimaduras, arranhaduras, mordidas, contusão e feridas cortantes 

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

O atendimento às pessoas com TEA é um desafio pois há muitas questões relacionadas à comunicação social, rigidez comportamental e sobrecarga sensorial. Estudos sobre feridas nesta população são escassos, portanto, este trabalho visa elucidar os tipos de feridas presentes em caso de automutilação e contribuir para que o enfermeiro estomaterapeuta esteja atento às demandas específicas ao realizar a prevenção e tratamento de feridas destes pacientes

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Daniela Tinti Moreira Borges, Universidade Federal de São Paulo

Enfermeira estomaterapeuta

Doutoranda no PPG/CT - UNIFESP

Hélio Martins Do Nascimento Filho, Universidade Federal de São Paulo

Enfermeiro estomaterapeuta

Doutorando no PPG/CT - UNIFESP

Flavia Carla Takaki Cavichioli, Coordenadoria de Execução Penal

Enfermeira na Coordenadoria de Execução Penal da Região Oeste do Estado de São Paulo

Aliane Aparecida Azevedo Chignolli, UNIFESP

Enfermeira na Santa Casa Nossa Senhora das Mercês / MG

Fabíola Arantes Do Nascimento, AMBULATORIO DE ESPECIALIDADES SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO

ENFERMEIRA ESTOMATERAPEUTA NO AMBULATÓRIO DE ESPECIALIDADES DE SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO/MG

Fernando De Almeida Borges, PREFEITURA DE LAVÍNIA/SP

Médico da Estratégia de Saúde da Família - Lavínia/SP

Alfredo Gragnani, Universidade Federal de São Paulo

Coordenador da Unidade de Tratamento de Queimados da UNIFESP/EPM/HU-HSP

Chefe da Disciplina de Cirurgia Plástica do Departamento de Cirurgia da EPM/UNIFESP

Referências

Abder-Rahman H, Al-Abdallat I, Qaqish LN, Elqasass A, Al-Shaeb A, Abuzaid L, et al. Understanding the link between autism and self-harm from a forensic lens. J forensic sciences, 2025;70(3), 1202-07.

Bernardo de Oliveira ID, Bittencourt, IGS, Alves RFS, Pontes Bulhões TM, Lúcio. IML. Cuidado de enfermagem à criança com transtorno do espectro autista em ambientes hospitalares: uma revisão integrativa da literatura. Arquichan; 2025; 25(10):e2518.

Kim JH, Lee J, Shim S, Cheon KA (2024). Association of self-harm and suicidality with psychiatric co-occurring conditions in autistic individuals: a systematic review and pooled analysis. eClinicalMedicine, 2024;77.

Sabo A, Robinson J, Bellairs-Walsh I, Taimre L, Nguyen W, Phillips L, et al. Experiences of self-harm, suicidal ideation and mental health care among autistic youth. Autism, 2026;30(1), 74-83.

Silva LMG, Jurdi APS,Pereira, APS. Percepção sobre o processamento sensorial em crianças com transtorno do espectro autista: influências de idade, educação familiar e formação profissional. Cad. Bras. Ter. Ocup; 2025; 33:e3816,

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Tinti Moreira Borges, D., Martins Do Nascimento Filho, H., Takaki Cavichioli, F. C., Aparecida Azevedo Chignolli, A., Soares Da Silva Reis, E., Arantes Do Nascimento, F., De Almeida Borges, F., & Gragnani, A. (2026). FERIDAS DECORRENTES DE AUTOMUTILAÇÃO EM PESSOAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2472