INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA SAÚDE DA MULHER: DIRETRIZES CLÍNICAS PARA CONSULTA DE ENFERMAGEM

Autores

  • Heloísa Helena Camponez Barbara Rédua Universidade Federal do Espírito Santo
  • Paula De Souza Silva Freitas
  • Idevania Costa
  • Candida Primo Universidade Federal do Espírito Santo
  • Eliane Lima Universidade Federal do Espírito Santo
  • Gisela Assis Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Incontinência urinária, Consulta de enfermagem, diretrizes clínicas, Estomaterapia

Resumo

Objetivo

Desenvolver uma diretriz clínica de enfermagem, fundamentada em evidências científicas destinada a mulheres com incontinência urinária

Método

 Estudo participativo, de abordagem qualitativa, fundamentado no modelo de Tradução do Conhecimento à Ação. Desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem de uma universidade pública, com a participação de enfermeiros atuantes no Sistema Único de Saúde, docentes e estomaterapeutas. O desenvolvimento ocorreu em três etapas: (1) identificação e síntese das evidências científicas por meio de revisão de literatura; (2) construção coletiva da diretriz em encontros síncronos com os participantes; e (3) consolidação do produto com base em recomendações metodológicas para elaboração de diretrizes clínicas. A análise dos dados foi conduzida de forma descritiva e interpretativa, integrando evidências científicas e experiência prática dos participantes.

Resultados

 Participaram do estudo dez enfermeiros, com experiência consolidada na prática assistencial. Observou-se importante lacuna formativa, sendo que 90% dos participantes relataram não ter recebido formação sobre disfunções do assoalho pélvico durante a graduação, e apenas 10% referiram conhecer previamente alguma diretriz clínica voltada à incontinência urinária.

O processo participativo evidenciou fragilidades na prática assistencial, incluindo insegurança na condução da consulta de enfermagem, ausência de padronização das condutas, dificuldades na identificação de diagnósticos de enfermagem e na definição de intervenções conservadoras.

A partir da integração entre evidências científicas e experiência dos participantes, as recomendações foram traduzidas para o contexto da prática clínica, com ênfase em intervenções conservadoras, como treinamento da musculatura do assoalho pélvico, orientações comportamentais e acompanhamento longitudinal das usuárias.

Como produto, foi elaborada uma diretriz clínica estruturada conforme as etapas do Processo de Enfermagem, contemplando avaliação, diagnósticos baseados na CIPE®, planejamento, implementação e evolução do cuidado. A diretriz foi considerada aplicável à realidade dos serviços de saúde, configurando-se como tecnologia assistencial com potencial para qualificar a prática clínica, apoiar a tomada de decisão e ampliar a resolutividade do cuidado, especialmente na Atenção Primária à Saúde e no contexto ambulatorial.

Conclusão

 A construção participativa da diretriz clínica mostrou-se uma estratégia eficaz para qualificar a consulta de enfermagem à mulher com incontinência urinária, ao promover a sistematização do cuidado, a incorporação de evidências científicas e o fortalecimento da autonomia profissional do enfermeiro.

Como tecnologia assistencial, a diretriz apresenta potencial para impactar a organização do cuidado no Sistema Único de Saúde, ampliando a resolutividade da Atenção Primária, reduzindo a variabilidade das práticas e contribuindo para melhores desfechos em saúde e qualidade de vida das mulheres.

 

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

 Fortalece a atuação do enfermeiro estomaterapeuta no manejo das incontinências, amplia a visibilidade da área, promove o cuidado baseado em evidências e contribui para a qualificação da assistência no SUS.

 

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Biografia do Autor

Paula De Souza Silva Freitas

Universidade Federal do Espírito Santo – UFES

Referências

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Publicado

2026-06-05

Como Citar

Helena Camponez Barbara Rédua, H., De Souza Silva Freitas, P., Costa, I., Primo, C., Lima, E., & Assis, G. (2026). INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA SAÚDE DA MULHER: DIRETRIZES CLÍNICAS PARA CONSULTA DE ENFERMAGEM. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2502