MATRIZ DE FIBRINA LEUCOPLAQUETÁRIA EM DEISCÊNCIA DE MASTOPEXIA COM PRÓTESE: RELATO DE CASO
Palavras-chave:
Estomaterapia, Deiscência da Ferida Operatória, Fibrina Rica em Plaquetas, Cicatrização de FeridasResumo
Objetivo
Relatar o desfecho clínico do tratamento de uma deiscência de ferida operatória pós-mastopexia, utilizando a terapia regenerativa com matriz de fibrina leucoplaquetária (L-PRF) associada à Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (aPDT).
Desenvolvimento
Com estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 7.241.877), relata-se paciente do sexo feminino, 33 anos, sem comorbidades prévias e com exames laboratoriais pré-operatórios sem alterações, admitida em ambulatório de estomaterapia no 15º dia de pós-operatório de mastopexia com implante de silicone. Na avaliação inicial, evidenciou-se deiscência da ferida cirúrgica com separação das margens de incisão e exposição da camada subcutânea, sem visualização de fáscia, e sem sinais clínicos de infecção. A lesão foi classificada como Grau 2a segundo o sistema World Union of Wound Healing Societies (WUWHS) para deiscência de ferida operatória (Surgical Wound Dehiscence - SWD). Diante do quadro, optou-se pela terapia regenerativa empregando a L-PRF. O protocolo de atendimento consistiu na higienização da lesão baseada no consenso internacional de melhores práticas para higiene da ferida, utilizando sabonete e solução aquosa com Polihexametileno Biguanida (PHMB). Simultaneamente ao preparo do leito, procedeu-se à venopunção para coleta sanguínea em tubos de tampa vermelha sem aditivo. A centrifugação ocorreu em equipamento de rotor de ângulo fixo, sob o protocolo de 200 g por 10 minutos, para a obtenção dos coágulos. Durante o tempo de centrifugação, aplicou-se a aPDT no leito da ferida, utilizando corante fotossensibilizador azul de metileno a 0,005% e irradiação com laser vermelho (36J). Em seguida, os coágulos de L-PRF foram aplicados sobre o leito da lesão. Como curativo secundário, elegeu-se a cobertura com tecnologia de Cloreto de Dialquilcarbamoil (DACC), que atua por atração física, preservando a bioquímica da L-PRF. Os atendimentos ocorreram em intervalos de 7 a 9 dias. Trata-se de um estudo de relato de caso, em um serviço de estomaterapia público e privado conjuntamente, localizados no interior de Pernambuco.
Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia
O caso apresentou evolução altamente favorável, alcançando a cicatrização completa em 27 dias. O uso combinado da aPDT para o preparo do leito, seguido da aplicação da matriz de L-PRF, demonstrou ser uma estratégia segura e eficaz. Para a estomaterapia, este relato corrobora a excelência das terapias regenerativas no tratamento de feridas agudas de difícil cicatrização, otimizando o tempo de reparo tecidual, melhoria da qualidade da cicatriz e reafirmando o papel do enfermeiro especialista na condução de tecnologias de ponta.
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Referências
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