PLATAFORMA VIRTUAL: USABILIDADE E ACEITABILIDADE NO CUIDADO DE CRIANÇAS EM UM AMBULATÓRIO
Palavras-chave:
Estomaterapia, Saúde digital, Saúde da criança, Urologia, EnfermagemResumo
Objetivo
Descrever o nível da usabilidade e da aceitabilidade de uma plataforma virtual durante consultas de Enfermagem em um Ambulatório.
Método
Estudo descritivo, observacional, transversal, de abordagem quantitativa, realizado em um Ambulatório de Enfermagem em Reabilitação, durante as consultas de enfermagem, em um Hospital Universitário vinculado a uma universidade pública, no interior do Estado de São Paulo. Foram incluídas crianças na faixa etária de zero a 14 anos¹, em atendimento neste Ambulatório, com quadro de Disfunção vesical e intestinal (DVI) e/ou tratamento dos sintomas urinários e/ou intestinais², além de seus cuidadores responsáveis. Seguido os preceitos éticos, os participantes tiveram acesso à plataforma virtual, gratuita voltada ao autocuidado apoiado em uropediatria. No retorno ambulatorial, após 15 dias, foram aplicados dois instrumentos: a Escala de Usabilidade do Sistema (System Usability Scale – SUS)³ e um questionário de aceitabilidade elaborado pelos pesquisadores. A SUS é composta por 10 itens em escala Likert de 1 a 5, avaliando facilidade de uso, consistência e confiança no sistema. O escore varia de 0 a 100, sendo considerado ponto de corte ≥68 para alta usabilidade. A aceitabilidade foi avaliada por meio de questionário com cinco questões relacionadas à utilidade, clareza das informações, adequação dos recursos visuais e recomendação da plataforma, com respostas em escala Likert. O escore total varia de 5 a 25, sendo considerado >20 indicativo de alta aceitabilidade. Os escores foram calculados conforme as recomendações da literatura.
Resultados
Participaram do estudo 10 crianças e seus respectivos cuidadores. A média do escore da SUS foi de 82,2 pontos, valor significativamente superior ao ponto de corte estabelecido, indicando alta usabilidade da plataforma. Esse resultado sugere que a plataforma virtual foi percebida como de fácil navegação, compreensível e adequada ao perfil dos usuários. Em relação à aceitabilidade, os escores variaram entre 23 e 25 pontos, evidenciando elevada aceitação entre os participantes. Destacaram-se positivamente aspectos como a utilidade das orientações fornecidas, a clareza das informações apresentadas e a intenção de recomendação da plataforma para outros cuidadores. Os achados indicaram boa adesão ao uso da tecnologia e potencial para incorporação na prática clínica.
Conclusão
A plataforma virtual apresentou elevados níveis de usabilidade e aceitabilidade, configurando-se como uma ferramenta acessível, prática e alinhada às necessidades de crianças com DVI e seus cuidadores. Sua utilização no contexto ambulatorial demonstrou potencial para qualificar o cuidado de enfermagem, favorecer a adesão ao tratamento e fortalecer o autocuidado apoiado. Assim, a plataforma se destaca como uma estratégia inovadora no manejo clínico em uropediatria, contribuindo para a melhoria da qualidade da assistência e dos desfechos em saúde.
Considerações/Contribuições para a Estomaterapia
A plataforma virtual contribui para a estomaterapia ao ampliar estratégias de autocuidado apoiado em uropediatria, favorecendo a educação em saúde, o acompanhamento contínuo e a atuação do enfermeiro na reabilitação de crianças com DVI.
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Referências
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.130, de 5 de agosto de 2015. Institui a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2015 [citado 2026 abr 2]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2015/prt1130_05_08_2015.html
NIEUWHOF-LEPPINK A. J.; et al. Elevating pediatric urology care: The crucial role of nursing research in quality improvement. Journal of Pediatric Urology, 02 fev. 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jpurol.2024.01.032. Acesso em: 9 abr. 2024.
Martins AI, et al. European Portuguese validation of the System Usability Scale (SUS). Procedia Comput Sci. 2015;67:293-300.


