APLICAÇÃO DA TERAPIA LASER DE BAIXA POTÊNCIA NO CUIDADO EM ESTOMATERAPIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Cuidados de Enfermagem, Terapia a laser, Estomaterapia, Terapia com Luz de Baixa Intensidade, Consulta de enfermagemResumo
Objetivo
Relatar a experiência de implementação e utilização da Terapia Laser de Baixa Potência (TLBP) em um serviço público especializado em Estomaterapia no sul do Brasil, destacando seus efeitos no processo de cicatrização e na qualificação do cuidado de enfermagem.
Desenvolvimento
Este relato descreve uma vivência ocorrida em 2023 em um serviço de Estomaterapia que atende pessoas com estomias, fístulas e feridas complexas. A equipe identificou a necessidade de incorporar tecnologias que ampliassem a resolutividade das intervenções em feridas, especialmente diante de casos de difícil cicatrização. Nesse contexto, as enfermeiras do setor buscaram capacitação específica em laserterapia, fundamentada em evidências científicas e alinhada às regulamentações profissionais, tornando-se aptas a realizar avaliação, prescrição e aplicação da TLBP. A prática clínica passou a incluir consulta de enfermagem estruturada, com anamnese, exame físico e avaliação detalhada das características da ferida. Pacientes com indicação para TLBP recebiam explicações sobre o tratamento e assinavam consentimento formal. A aplicação era realizada conforme protocolo institucional, utilizando irradiação pontual com espaçamento de um cm entre os pontos e os parâmetros ajustados conforme o tipo e a fase da ferida. As sessões ocorriam semanalmente, com registro em prontuário eletrônico detalhado contendo evolução clínica, fotografias quando autorizadas e ajustes terapêuticos. Os resultados observados demonstraram expressiva aceitação por parte dos pacientes e benefícios clínicos relevantes. Houve redução perceptível de dor, diminuição de edema e sinais inflamatórios, além de aceleração do processo cicatricial, com formação de tecido de granulação melhor organizado. A fotobiomodulação contribuiu para melhora do conforto e da experiência do paciente durante o tratamento. Para as enfermeiras estomaterapeutas, a incorporação da TLBP ampliou o arsenal terapêutico, fortaleceu a autonomia profissional e qualificou o cuidado oferecido, especialmente em casos nos quais terapias convencionais apresentavam resposta limitada.
Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia
A experiência demonstra que a Terapia Laser de Baixa Potência é uma tecnologia segura, eficaz e aplicável na rotina dos serviços de Estomaterapia, contribuindo para o reparo tecidual, o alívio da dor e a modulação inflamatória. Como contribuição para a área, este relato reforça a importância da capacitação permanente das enfermeiras estomaterapeutas, evidenciando os benefícios da incorporação de tecnologias baseadas em evidências no cuidado às feridas e destaca o potencial da TLBP como recurso complementar que amplia a resolutividade terapêutica e melhora a qualidade de vida dos pacientes atendidos.
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Referências
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