TEMPO DE PERMANÊNCIA DO CURATIVO DE CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA EM NEONATOS: ESTUDO LONGITUDINAL

Autores

  • Daniela Cavalcante De Negri Hospital Cândido Fontura
  • Mily Constanza Moreno Ramos
  • Maria De La Ó Ramalho Veríssimo Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo
  • Aurea Tamami Mingawa Toriyama Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Estomaterapia, Enfermagem Neonatal, Cuidados de enfermagem, Recém-nascido, Cateterismo

Resumo

Objetivo

Analisar o tempo de permanência do curativo de cateter central de inserção periférica (CCIP) em neonatos e sua associação com características clínicas, do dispositivo, dos cuidados de Enfermagem, das infusões e ocorrência de complicações.

Método

Estudo de coorte prospectivo, analítico e observacional, realizado de maio a novembro de 2018 em unidade neonatal de hospital público pediátrico de nível terciário. Foram incluídos neonatos em uso de CCIP com curativo de filme transparente estéril. A coleta de dados ocorreu por inspeção diária dos curativos e análise de prontuários, contemplando variáveis demográficas, clínicas, do cateter, das infusões e dos cuidados de Enfermagem. A variável dependente foi o maior tempo de permanência do curativo por neonato. Os dados foram analisados no software R® (versão 3.5.1), utilizando-se os testes de Spearman, Wilcoxon-Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, com nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (parecer 2.660.410).

Resultados

Participaram 21 neonatos, totalizando 41 curativos e 252 dias de acompanhamento. O tempo de permanência variou de 2 a 11 dias, com maior frequência entre quatro e cinco dias e média de 3,7 dias. O principal motivo de troca foi sujidade (43,9%), seguido de perda de integridade (41,5%) e umidade (14,6%). Maior tempo de permanência associou-se a neonatos de termo, maior tempo de internação, uso de CCIP de maior calibre, utilização de analgesia na inserção, maior tempo de uso do cateter, infusões intermitentes e politerapia. No contexto assistencial, associou-se à permanência em terapia intensiva, uso de incubadora e realização de banho no leito. Observou-se associação significativa com deslocamento do cateter. Em contrapartida, neonatos pré-termo, com menor tempo de internação, uso de cateter de menor calibre, infusão contínua, monoterapia, alocados em berçário, em berço comum e submetidos a banho de imersão apresentaram menor tempo de permanência, estando potencialmente mais expostos a trocas frequentes e seus riscos.

Conclusão

O tempo de permanência dos curativos de CCIP em neonatos mostrou-se inferior ao recomendado na literatura, evidenciando necessidade de qualificação das práticas assistenciais. As associações identificadas permitem reconhecer fatores que influenciam a durabilidade do curativo e subsidiam intervenções para reduzir trocas desnecessárias, prevenir complicações e promover maior segurança no cuidado neonatal. Destaca-se a relevância da analgesia na inserção do CCIP como estratégia potencial para aumentar a permanência do curativo.

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

O estudo contribui para a estomaterapia ao fornecer evidências sobre o manejo de coberturas em dispositivos invasivos em neonatos, favorecendo a prevenção de lesões cutâneas e eventos adversos, a otimização do tempo de permanência dos curativos e o aprimoramento de protocolos assistenciais baseados em evidências no contexto da terapia infusional neonatal.

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Referências

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Publicado

2026-06-05

Como Citar

Cavalcante De Negri, D., Constanza Moreno Ramos, M., Ramalho Veríssimo, M. D. L. Ó, & Mingawa Toriyama, A. T. (2026). TEMPO DE PERMANÊNCIA DO CURATIVO DE CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA EM NEONATOS: ESTUDO LONGITUDINAL. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2525