MANEJO NÃO FARMACOLÓGICO DA CONSTIPAÇÃO EM PACIENTES ONCOLÓGICOS EM USO DE OPIOIDES: REVISÃO DE ESCOPO

Autores

  • Daniele Câmara Rodrigues
  • Luciana Costa Santos

Palavras-chave:

Estomaterapia, Constipação Intestinal, Neoplasias, Analgésicos Opioides, Cuidados de Enfermagem

Resumo

Objetivo

Mapear as evidências científicas sobre intervenções não farmacológicas no manejo da constipação induzida por opioides em pacientes oncológicos, com ênfase na atuação do enfermeiro estomaterapeuta.

Método

 

Revisão de escopo conduzida conforme as recomendações do Joanna Briggs Institute e reportada segundo o PRISMA-ScR. A questão de pesquisa foi estruturada pela estratégia PCC. Foram incluídos estudos de diferentes delineamentos, diretrizes clínicas e literatura cinzenta, sem restrição temporal ou de idioma. A busca foi realizada em bases de dados nacionais e internacionais. A seleção ocorreu em duas etapas. Dos 971 estudos identificados, 12 compuseram a amostra final. Os dados foram submetidos à análise temática descritiva e organizados em categorias.

 

Resultados

 

Os estudos incluídos evidenciaram que as intervenções não farmacológicas se organizam em duas categorias principais: (1) medidas comportamentais e educativas, incluindo ingestão hídrica, dieta rica em fibras, mobilidade, regularização do hábito intestinal e educação em saúde; e (2) terapias complementares, como acupuntura e acupressão. As medidas comportamentais configuram a base do manejo, com impacto positivo na redução dos sintomas e melhora do conforto, especialmente quando implementadas de forma precoce e sistematizada. Intervenções educativas e protocolos assistenciais demonstraram potencial para reduzir a gravidade da constipação e melhorar a qualidade de vida. As terapias complementares apresentaram benefícios adicionais, porém com menor robustez de evidência. Observou-se heterogeneidade nas intervenções e ausência de padronização nos protocolos, bem como lacuna na descrição sistematizada da atuação do enfermeiro estomaterapeuta.

 

Conclusão

 

O manejo não farmacológico é componente essencial no cuidado da constipação induzida por opioides em pacientes oncológicos. A atuação do enfermeiro, por meio de avaliação contínua e implementação de intervenções sistematizadas, impacta positivamente os desfechos clínicos e o bem-estar dos pacientes.

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

 

Apesar da diversidade de intervenções descritas, evidencia-se uma lacuna na literatura quanto à abordagem específica e sistematizada da atuação do enfermeiro estomaterapeuta. O estudo reforça a necessidade de produção científica na área e contribui para subsidiar a construção de protocolos clínicos, ampliando a visibilidade e o impacto da estomaterapia no cuidado oncológico e no manejo das disfunções intestinais.

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Referências

Peters MDJ, et al. JBI Manual for Evidence Synthesis. Adelaide: JBI; 2020.

Tricco AC, et al. PRISMA Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR). Ann Intern Med. 2018;169(7):467-473.

Farmer AD, et al. Pathophysiology, diagnosis, and management of opioid-induced constipation. Lancet Gastroenterol Hepatol. 2018;3(3):203–212.

Kumar L, Barker C, Emmanuel A. Opioid-induced constipation: pathophysiology and management. Gastroenterol Res Pract. 2014;2014:141737.

Oncology Nursing Society. ONS Guidelines™ for Cancer Treatment–Related Constipation. Pittsburgh: ONS; 2020.

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Câmara Rodrigues, D., & Costa Santos, L. (2026). MANEJO NÃO FARMACOLÓGICO DA CONSTIPAÇÃO EM PACIENTES ONCOLÓGICOS EM USO DE OPIOIDES: REVISÃO DE ESCOPO. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2530