PRÁTICAS CLÍNICAS DE ENFERMEIROS NA ASSISTÊNCIA AOS PACIENTES COM FERIDAS CIRÚRGICAS: UM SURVEY

Autores

  • Danielle Cristina Garbuio
  • Fernanda Karla Nascimento
  • Aline Tamburi
  • Lilian Castro De Almeida
  • Ricardo Luiz Batista Rodrigues
  • Adriana Pelegrini Dos Santos Pereira

Palavras-chave:

Enfermagem, Estomaterapia, Prática profissional, Ferida Cirúrgica

Resumo

Objetivo

A pesquisa proposta visa investigar as práticas clínicas de profissionais de enfermagem na assistência a pacientes com feridas cirúrgicas no Brasil.

Método

Trata-se de um survey descritivo de corte transversal, realizado por meio de formulário on-line. A amostra não probabilística incluiu enfermeiros que prestam assistência a essa população em diferentes cenários de atenção (hospitalar, ambulatorial e de atenção básica). Os dados foram analisados por estatística descritiva e comparados com os consensos mais recentes, em conformidade com as diretrizes éticas.

Resultados

Participaram do estudo 43 profissionais de enfermagem, a maioria enfermeiros (76,7%), com predominância feminina (83,7%), de instituições públicas (51,2%) e da região Sudeste (72,1%). Os principais fatores de risco citados pelos profissionais na avaliação do risco de complicações foram diabetes mellitus (78%) e estado nutricional (73%). A complicação mais relatada foi a deiscência da ferida operatória  (51,2%), seguida pela infecção do sítio cirúrgico (34,9%). Quanto às práticas assistenciais, no pré-operatório há predomínio do banho com sabonete antisséptico (76,7%); o curativo mais utilizado é o realizado com uso de gaze e micropore (74,4%), enquanto tecnologias como pressão negativa incisional são pouco utilizadas (14%); a primeira troca do curativo ocorre geralmente em 24 horas, sendo realizada preferencialmente pelo enfermeiro (46,5%) com soro fisiológico 0,9%. As orientações para alta dividem-se entre realizar curativo domiciliar (41,9%) ou manter a ferida descoberta (32,6%). No manejo de complicações, destaca-se o uso de coberturas tecnológicas (PHMB, prata e hidrogel) e a importância de equipes especializadas, como o "Time de Pele", para guiar condutas terapêuticas e encaminhamentos.

Conclusão

O estudo permitiu concluir que, apesar da elevada titulação acadêmica dos enfermeiros, a prática clínica no manejo de feridas cirúrgicas no Brasil ainda apresenta uma variabilidade significativa.

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

As lacunas identificadas reforçam a necessidade premente de implementação de protocolos clínicos sistematizados e destacam o papel do enfermeiro estomaterapeuta como líder na atualização destas práticas e na educação do paciente.

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Referências

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Publicado

2026-06-05

Como Citar

Cristina Garbuio, D., Karla Nascimento, F., Tamburi, A., Castro De Almeida, L., Batista Rodrigues, R. L., & Pelegrini Dos Santos Pereira, A. (2026). PRÁTICAS CLÍNICAS DE ENFERMEIROS NA ASSISTÊNCIA AOS PACIENTES COM FERIDAS CIRÚRGICAS: UM SURVEY. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2535