TECNOLOGIAS DIGITAIS MÓVEIS EM ESTOMATERAPIA: POTENCIALIDADES PARA O AUTOCUIDADO EM ESTOMIAS INTESTINAIS

Autores

  • Juliana Balbinot Reis Girondi Universidade Federal de Santa Catarina
  • Kelin Müller Hospital Infantil Joana de Gusmão
  • Simone Vidal Santos Universidade Federal de Santa Catarina
  • Daniela Soldera Hospital Infantil Joana de Gusmão
  • Letícia Boing Universidade Federal de Santa Catarina
  • Anna Julia Trindade Bittencourt Universidade Federal de Santa Catarina
  • Mariana Peroni Universidade Federal de Santa Catarina

Palavras-chave:

Estomaterapia, Estomia, Criança, Tecnologia educacional, Educação em saúde

Resumo

Objetivo

Validar o conteúdo de roteiros educativos destinados à produção de vídeos para orientação de familiares e cuidadores de crianças com estomia intestinal.

Método

 Trata-se de um estudo metodológico, vinculado ao desenvolvimento do aplicativo web de streaming Meu Umbiguinho Rosa, fruto de uma pesquisa proveniente de dissertação de mestrado profissional. Foi conduzido no sul do Brasil em 2024 e fundamentado metodologicamente no Design Instrucional Contextualizado. A construção dos roteiros foi baseada em uma revisão narrativa da literatura, nas diretrizes internacionais para cuidados em estomia pediátrica e no consenso nacional em estomaterapia. Foram elaborados quatro roteiros educativos abordando conceitos fundamentais sobre estomias intestinais pediátricas, produtos adjuvantes para o cuidado da estomia, características fisiológicas do estoma e manejo do equipamento coletor. Para validação de conteúdo foram convidados 10 especialistas selecionados pela técnica bola de neve. Estes foram distribuídos em dois formulários de avaliação, sendo cinco experts por instrumento; tendo em vista que os instrumentos avaliativos eram extensos, o que poderia provocar  anão adesão ao processo de validação. Participaram efetivamente 10 avaliadores, selecionados conforme critérios de Fehring. Utilizou-se escala Likert de quatro pontos, contemplando objetividade, clareza, relevância, coerência, amplitude e eficácia. Adotou-se concordância mínima de 80%. Estudo aprovado pelo CEPSH sob parecer 7.095.478 e CAAE 81654724.3.0000.0121.

Resultados

 Os roteiros apresentaram elevada concordância entre os especialistas, com adequação dos conteúdos propostos quanto à pertinência científica, clareza da linguagem e aplicabilidade para o público-alvo. As sugestões emitidas concentraram-se em ajustes de terminologia, simplificação de trechos explicativos e refinamento de sequências didáticas para melhor compreensão por familiares cuidadores. Após incorporação das recomendações, os conteúdos foram considerados adequados para subsidiar a produção audiovisual do aplicativo.

Conclusão

Os conteúdos foram considerados válidos na opinião do especialistas. A validação permitiu consolidar conteúdos educativos cientificamente consistentes e adequados à realidade do cuidado domiciliar em estomias intestinais pediátricas.

 

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

 A produção de materiais educativos validados amplia o suporte ao enfermeiro estomaterapeuta na orientação de familiares, fortalece a educação em saúde e contribui para inovação tecnológica no cuidado pediátrico.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Juliana Balbinot Reis Girondi, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-graduação Gestão do Cuidado em Enfermagem- Modalidade Profissional da Universidade Federal de Santa Catarina. Estomaterapeuta pelo Hospital Albert Einstein, TiSOBEST. Presidente da Seção SOBEST (Associação Brasileira de Estomaterapia) Santa Catarina. Faimer Fellow 2015. Editora Associada da Revista Estima. Vice-líder do Laboratório de Pesquisas e Tecnologias em Enfermagem, Cuidado em Saúde a Pessoas Idosas (GESPI/UFSC). Membro do Laboratório de Pesquisa e Tecnologias para o Cuidado de Saúde no Ambiente Médico-Cirúrgico (LAPETAC/UFSC), do Laboratório de Pesquisa HUB de Tecnologia e Inovação em Saúde e Enfermagem e do Grupo de Apoio à Pessoa Ostomizada (GAO/UFSC). Coordenadora de Pesquisa Clínica do Hospital Universitário HU/UFSC EBESERh. Florianópolis, SC, Brasil.

Kelin Müller, Hospital Infantil Joana de Gusmão

Enfermeira e Mestra. Atuante no Hospital Infantil Joana de Gusmão e Hospital Universitário HU-UFSC.

Simone Vidal Santos, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutorado em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina - PEN/UFSC (2019). Mestrado Profissional em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Gestão do Cuidado em Enfermagem da UFSC (2014). Especialização em Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC/PR (2008). Graduação em Enfermagem pela Universidade do Sul de Santa Catarina (2004). Enfermeira do Laboratório de Práticas Simuladas do Departamento de Enfermagem - CCS/UFSC. Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Gestão do Cuidado em Enfermagem - Modalidade Profissional - PPGPENF/UFSC. Membro da Sociedade Brasileira de Estomaterapia. Possui experiência na área de Enfermagem pediátrica e Neonatal, Estomaterapia, Enfermagem domiciliar e Enfermagem Médico-Cirúrgica. Cursando Graduação em Produção Multimídia com Ênfase em Design, Gestão de Mídias, Desenvolvimento Web e Mobile.

Daniela Soldera, Hospital Infantil Joana de Gusmão

Enfermeira e Doutora em Gestão do Cuidado em Enfermagem pela UFSC, com ênfase em tecnologias e inovação para área da saúde em diversos segmentos da área. Enfermeira assistencial Hospital Infantil Joana de Gusmão.

Letícia Boing, Universidade Federal de Santa Catarina

Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina

Anna Julia Trindade Bittencourt, Universidade Federal de Santa Catarina

Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina

Mariana Peroni, Universidade Federal de Santa Catarina

Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina

Referências

Associação Brasileira de Estomaterapia. Consenso brasileiro de cuidados às pessoas adultas com estomias de eliminação. Rio de Janeiro: SOBEST; 2020.

Global Pediatric Ostomy Advisory Board. Pediatric stoma care best practice guidelines. 2018.

Filatro A. Design instrucional contextualizado: educação e tecnologia. 3.ed. São Paulo: Senac; 2012. 216 p.

Carvalho S.M.; Sousa R.M.G.C. de. Perspectivas dos enfermeiros sobre o uso de aplicativos móveis para o autocuidado nas doenças crônicas. Texto & Contexto-Enfermagem. 2024; 33: e20230318. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tce/a/rgGz5nzXJSHSW8yXGR8cTgm/?lang=pt. Acesso em: 5 jan. 2026.

Almeida A.R. et al. Cuidados de saúde para crianças estomizadas: uma revisão integrativa da literatura. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento. 2020: 9 (10): e849108271, 2020. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/8271 . Acesso em: 5 fev. 2026

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Balbinot Reis Girondi, J., Müller, K., Vidal Santos, S., Soldera, D., Boing, L., Trindade Bittencourt, A. J., & Peroni, M. (2026). TECNOLOGIAS DIGITAIS MÓVEIS EM ESTOMATERAPIA: POTENCIALIDADES PARA O AUTOCUIDADO EM ESTOMIAS INTESTINAIS. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2545