CONSTRUÇÃO DE ROTEIROS DE VÍDEOS EDUCATIVOS PARA O AUTOCUIDADO E ADAPTAÇÃO DE CRIANÇAS COM COLOSTOMIAS
Palavras-chave:
Estomaterapia, Autocuidado, Adaptação, Tecnologias educativas, Enfermagem pediátricaResumo
Objetivo
Elaborar roteiros para vídeos educativos com abordagem lúdica e acessível para o autocuidado e a adaptação de crianças com colostomias em idade escolar de seis a doze anos e seus cuidadores.
Método
Trata-se de um estudo metodológico, de abordagem qualitativa, com caráter descritivo e explicativo, voltado ao desenvolvimento de uma tecnologia educacional no formato de roteiros para vídeos destinados à criança colostomizada e seus cuidadores. O estudo foi desenvolvido em etapas sequenciais, compreendendo inicialmente uma revisão de literatura para encontrar as principais necessidades e entraves no cuidado do público-alvo e em sequência a elaboração dos roteiros para vídeos a partir dos principais achados.
Resultados
A literatura evidenciou insegurança dos cuidadores diante da divergência de orientações, dificuldades no manejo da estomia, na prevenção de complicações e impactos sociais e emocionais. Com base nisso, foram elaborados três roteiros integrando orientações técnicas, apoio emocional e estímulo à participação da criança. Para isso, foram utilizados personagens com funções específicas: a criança, como protagonista que conduz a narrativa a partir de suas dúvidas e vivências, permitindo a construção de um enredo centrado na experiência infantil; o cuidador, como orientador e provedor de suporte emocional; Tico, um ursinho que aproxima o conteúdo do universo infantil e reduz barreiras; e a enfermeira Nina, responsável pelo reforço das orientações. A literatura aponta que crianças frequentemente manifestam medo ou ansiedade diante de profissionais de saúde.1,2 Nesse contexto, a presença de figuras familiares e afetivas contribui para aumentar a sensação de segurança e favorecer a adesão ao cuidado. Os roteiros abordam conteúdos relacionados à condição de saúde, autocuidado, adaptação à rotina e reinserção social, utilizando cenários cotidianos — como casa e parquinho — para favorecer a normalização da vida após a estomia e a adaptação psicossocial da criança. A linguagem adotada foi simples, afetiva e adequada à faixa etária, com uso de elementos lúdicos e visuais. Termos como “bolsinha” e a representação da “estomia redondinha” foram utilizados como estratégias de aproximação e ressignificação, contribuindo para a redução do estigma e favorecendo a compreensão e o engajamento infantil.3 Os roteiros apresentam estrutura narrativa clara, com início, desenvolvimento e desfecho, incorporando elementos de storytelling que favorecem a aprendizagem. 4
Conclusão
Dessa forma, verifica-se que o objetivo proposto neste estudo foi alcançado por meio da elaboração do material educativo, o qual ultrapassa a simples transmissão de informações ao favorecer a autonomia progressiva da criança, fortalecer a confiança dos cuidadores e contribuir para a redução de barreiras emocionais relacionadas à vivência da condição crônica ou transitória.
Considerações/Contribuições para a Estomaterapia
O estudo contribui ao disponibilizar uma tecnologia educativa lúdica e acessível, que apoia a prática do enfermeiro estomaterapeuta na educação em saúde, promovendo maior segurança no cuidado, estímulo ao autocuidado e fortalecimento do vínculo com a criança e sua família. Além disso, amplia as estratégias de cuidado centrado na criança, incorporando recursos digitais que podem ser utilizados em diferentes contextos assistenciais.
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Referências
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