CONSTRUÇÃO DE ROTEIROS DE VÍDEOS EDUCATIVOS PARA O AUTOCUIDADO E ADAPTAÇÃO DE CRIANÇAS COM COLOSTOMIAS

Autores

  • Renan Alves Silva Universidade Federal de Campina Grande
  • Maria Fernanda Furtado Santos Universidade Federal de Campina Grande
  • Arieli Rodrigues Nóbrega Videres Universidade Federal de Campina Grande
  • Dayze Djanira Furtado De Galiza
  • Denise Miyuki Kusahara Universidade Federal de Campina Grande
  • Lucas Borges De Oliveira Universidade Federal de São Paulo

Palavras-chave:

Estomaterapia, Autocuidado, Adaptação, Tecnologias educativas, Enfermagem pediátrica

Resumo

Objetivo

Elaborar roteiros para vídeos educativos com abordagem lúdica e acessível para o autocuidado e a adaptação de crianças com colostomias em idade escolar de seis a doze anos e seus cuidadores.

Método

 Trata-se de um estudo metodológico, de abordagem qualitativa, com caráter descritivo e explicativo, voltado ao desenvolvimento de uma tecnologia educacional no formato de roteiros para vídeos destinados à criança colostomizada e seus cuidadores. O estudo foi desenvolvido em etapas sequenciais, compreendendo inicialmente uma revisão de literatura para encontrar as principais necessidades e entraves no cuidado do público-alvo e em sequência a elaboração dos roteiros para vídeos a partir dos principais achados.

Resultados

A literatura evidenciou insegurança dos cuidadores diante da divergência de orientações, dificuldades no manejo da estomia, na prevenção de complicações e impactos sociais e emocionais. Com base nisso, foram elaborados três roteiros integrando orientações técnicas, apoio emocional e estímulo à participação da criança. Para isso, foram utilizados personagens com funções específicas: a criança, como protagonista que conduz a narrativa a partir de suas dúvidas e vivências, permitindo a construção de um enredo centrado na experiência infantil; o cuidador, como orientador e provedor de suporte emocional; Tico, um ursinho que aproxima o conteúdo do universo infantil e reduz barreiras; e a enfermeira Nina, responsável pelo reforço das orientações. A literatura aponta que crianças frequentemente manifestam medo ou ansiedade diante de profissionais de saúde.1,2 Nesse contexto, a presença de figuras familiares e afetivas contribui para aumentar a sensação de segurança e favorecer a adesão ao cuidado. Os roteiros abordam conteúdos relacionados à condição de saúde, autocuidado, adaptação à rotina e reinserção social, utilizando cenários cotidianos — como casa e parquinho — para favorecer a normalização da vida após a estomia e a adaptação psicossocial da criança. A linguagem adotada foi simples, afetiva e adequada à faixa etária, com uso de elementos lúdicos e visuais. Termos como “bolsinha” e a representação da “estomia redondinha” foram utilizados como estratégias de aproximação e ressignificação, contribuindo para a redução do estigma e favorecendo a compreensão e o engajamento infantil.3 Os roteiros apresentam estrutura narrativa clara, com início, desenvolvimento e desfecho, incorporando elementos de storytelling que favorecem a aprendizagem. 4

 

Conclusão

Dessa forma, verifica-se que o objetivo proposto neste estudo foi alcançado por meio da elaboração do material educativo, o qual ultrapassa a simples transmissão de informações ao favorecer a autonomia progressiva da criança, fortalecer a confiança dos cuidadores e contribuir para a redução de barreiras emocionais relacionadas à vivência da condição crônica ou transitória.

 

Considerações/Contribuições para a Estomaterapia

O estudo contribui ao disponibilizar uma tecnologia educativa lúdica e acessível, que apoia a prática do enfermeiro estomaterapeuta na educação em saúde, promovendo maior segurança no cuidado, estímulo ao autocuidado e fortalecimento do vínculo com a criança e sua família. Além disso, amplia as estratégias de cuidado centrado na criança, incorporando recursos digitais que podem ser utilizados em diferentes contextos assistenciais.

 

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Biografia do Autor

Maria Fernanda Furtado Santos, Universidade Federal de Campina Grande

Enfermeira formada pela Universidade Federal de Campina Grande. Centro de Formação de Professores, Cajazeira, Paraíba. Membro do Programa de Extensão EstomaMax: Cuidando de pessoas com feridas, incontinência e estomias no projeto de pesquisa Sem Complicar. 

Arieli Rodrigues Nóbrega Videres, Universidade Federal de Campina Grande

Professora Associada I do Curso de Enfermagem do Centro de Formação de Professores da Universidade Federal de Campina Grande. Orientadora e Colaboradora  do Programa de Extensão EstomaMax: cuidando de pessoas com feridas, incontinência e estomias. Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Fundamentos da Assistência de Enfermagem Médico Cirúrgica. 

Dayze Djanira Furtado De Galiza

Professora Associada I do Curso de Enfermagem do Centro de Formação de Professores da Universidade Federal de Campina Grande. Orientadora e Colaboradora  do Programa de Extensão EstomaMax: cuidando de pessoas com feridas, incontinência e estomias. Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Fundamentos da Assistência de Enfermagem Médico Cirúrgica. 

Denise Miyuki Kusahara, Universidade Federal de Campina Grande

Professora Associada II do Curso de Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo. Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo.

Lucas Borges De Oliveira, Universidade Federal de São Paulo

Enfermeiro. Doutorando em Enfermagem pela Escola Paulista em Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP. Enfermeiro Dermatologista do Hospital Universitário de Curitiba, Paraná. 

Referências

Matos MVS, Silva AB, Oliveira FM, et al. Hospital do Ursinho e medo de

médicos em crianças. Síndrome do jaleco branco e iatrofobia infantil. Síndrome

do Jaleco Branco. 2024;21(48):127. Disponível em:

https://www.conhecer.org.br/enciclop/2024B/Hospital.pdf

Bahçeci M, Kuh B. White Coat Syndrome in Children and Nursing Approach.

Mediterr Nurs Midwifery. 2025. Disponível em:

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Argus R, Kutt-Leedis A. Atitudes linguísticas em relação à comunicação com

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İzci SM, Çetinkaya B, Yildiz R, et al. The impact of digital storytelling for

children during paediatric day surgery on anxiety and negative emotional

behaviors: randomized controlled trial. J Pediatr Nurs. 2024

Publicado

2026-06-05

Como Citar

Alves Silva, R., Furtado Santos, M. F., Rodrigues Nóbrega Videres, A., Furtado De Galiza, D. D., Miyuki Kusahara, D., & Borges De Oliveira, L. (2026). CONSTRUÇÃO DE ROTEIROS DE VÍDEOS EDUCATIVOS PARA O AUTOCUIDADO E ADAPTAÇÃO DE CRIANÇAS COM COLOSTOMIAS. Congresso Paulista De Estomaterapia. Recuperado de https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2549