ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA ÁREA DA ESTOMATERAPIA PEDIÁTRICA: REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE INTERVENÇÕES E DESAFIOS
Palavras-chave:
Estomaterapia, Pediatria, EnfermagemResumo
Objetivo
O presente estudo tem por objetivo identificar a atuação da enfermagem na área da estomaterapia pediátrica, destacando as principais intervenções, desafios e contribuições para o cuidado de enfermagem a esta população¹˒².
Método
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio de busca nas bases de dados LILACS, SciELO e MEDLINE. A pergunta norteadora foi: Como se caracteriza a atuação da enfermagem na estomaterapia pediátrica, considerando as principais intervenções, desafios e contribuições para o cuidado à criança e sua família? Foram utilizados os descritores “enfermagem”, “estomaterapia” e “pediatria”, combinados com operadores booleanos. Incluíram-se artigos publicados entre 2014 e 2024, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol. Excluíram-se estudos duplicados, editoriais e aqueles que não respondiam ao objetivo proposto. A amostra final foi composta por 5 artigos. A análise dos dados ocorreu de forma descritiva e temática, conforme Mendes, Silveira e Galvão³.
Resultados
Os achados evidenciam que a atuação da enfermagem na estomaterapia pediátrica concentra-se na avaliação sistematizada da pele e das estomias, no manejo adequado de dispositivos e na prevenção de complicações, com destaque para as lesões periestoma, uma das principais intercorrências nessa população¹˒⁵. Observa-se que a utilização de instrumentos de avaliação clínica e a monitorização contínua favorecem a identificação precoce de alterações cutâneas, contribuindo para intervenções mais efetivas e redução de agravos¹. Ademais, ressalta-se a importância da educação em saúde direcionada a familiares e cuidadores, favorecendo a adesão terapêutica, manejo seguro dos dispositivos e a continuidade do cuidado no ambiente domiciliar⁴. Verificou-se, ainda, que a assistência deve ser individualizada e humanizada, contemplando as especificidades clínicas e emocionais do desenvolvimento infantil, o que exige do enfermeiro habilidades técnicas específicas². A literatura também aponta a relevância da atuação do enfermeiro na orientação quanto à escolha e adaptação de dispositivos, bem como no suporte ao enfrentamento das alterações na imagem corporal e dinâmica familiar²˒⁴. No que se refere aos desafios, destacam-se a escassez de materiais específicos para o público pediátrico, limitação de protocolos assistenciais padronizados, a necessidade de capacitação profissional contínua e os impactos inerentes ao cuidado da criança estomizada, que interferem na qualidade assistencial e nos desfechos clínicos⁵.
Conclusão
A enfermagem desempenha papel essencial na estomaterapia pediátrica, com atuação voltada à avaliação clínica, prevenção de complicações, manejo de dispositivos e educação em saúde¹˒². Os achados evidenciam a necessidade de qualificação profissional contínua e ampliação do acesso a recursos específicos para essa população.
Considerações/Contribuições para a Estomaterapia
O estudo reforça a importância da prática baseada em evidências na estomaterapia pediátrica, contribuindo para o aprimoramento da assistência de enfermagem e para a qualificação do cuidado prestado à criança e sua família³. Evidencia-se a necessidade de desenvolvimento e implementação de protocolos clínicos específicos, voltados à prevenção e manejo de complicações¹˒⁵. Destaca-se, a relevância da educação permanente dos profissionais, visando o fortalecimento das competências técnicas e do raciocínio clínico². Ademais, o estudo contribui ao evidenciar lacunas na produção científica, especialmente relacionadas à escassez de materiais e tecnologias voltadas ao público pediátrico, incentivando o desenvolvimento de novas pesquisas e inovações⁵.
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Referências
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Irion G. Feridas e estomias: fundamentos para o cuidado de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2012.
Mendes KDS, Silveira RCCP, Galvão CM. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto Enferm. 2008;17(4):758-64.
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