INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS E IMPLICAÇÕES PARA A PRÁTICA EM ESTOMATERAPIA
Palavras-chave:
qualidade de vida, estomias, estomaterapiaResumo
Objetivo
Analisar o papel das inovações tecnológicas na otimização da aderência do equipamento coletor e suas implicações para a prática clínica em estomaterapia.
Método
Revisão de escopo conduzida conforme a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e reportada segundo o PRISMA-ScR. O protocolo encontra-se registrado no Open Science Framework (OSF) (https://doi.org/10.17605/OSF.IO/9BPT6).
Resultados
Foram incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, sem restrição de idioma ou delineamento metodológico, totalizando 18 estudos após processo sistemático de busca, seleção e análise. As principais inovações identificadas incluem dispositivos personalizados por impressão tridimensional, materiais com maior tolerância cutânea e tecnologias avançadas de proteção da pele. Esses recursos mostraram-se associados à redução de fugas, menor incidência de lesões periestomais e melhoria na qualidade de vida das pessoas com estomia. Destaca-se que a personalização do equipamento, especialmente por meio da impressão 3D, favorece melhor adaptação ao perfil abdominal, eliminando limitações do recorte manual e aumentando a eficácia da vedação. Além disso, materiais com melhor capacidade de manejo da umidade contribuem para a preservação da integridade cutânea e maior durabilidade do dispositivo. Contudo, os estudos evidenciam que os benefícios dessas tecnologias dependem da correta indicação clínica, da adequação ao perfil individual e da integração com processos de avaliação especializada e educação terapêutica. A tecnologia, quando utilizada de forma isolada, não substitui o acompanhamento profissional nem garante resultados satisfatórios.
Conclusão
As inovações tecnológicas representam avanços significativos na estomaterapia, com potencial para melhorar a aderência do equipamento coletor e reduzir complicações. Entretanto, sua efetividade está condicionada à integração com uma abordagem clínica centrada na pessoa, baseada em avaliação contínua, seleção individualizada do dispositivo e suporte educativo.
Considerações/Contribuições para a Estomaterapia
Os achados evidenciam a necessidade de incorporar as inovações tecnológicas de forma crítica e contextualizada na prática clínica, reforçando o papel do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação individualizada, na indicação adequada dos dispositivos e na educação terapêutica. Essa integração contribui para a qualificação do cuidado, prevenção de complicações e melhoria dos resultados clínicos e da qualidade de vida das pessoas com estomia.
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Referências
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