FATORES PREVALENTES NA DISFUNÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO EM PUÉRPERA: REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
Assoalho pélvico. Período pós-parto. Incontinência urinária. Incontinência fecal. Estomaterapia.Resumo
Objetivo
Identificar fatores prevalentes associados às disfunções do assoalho pélvico em puérperas.
Método
Revisão integrativa conforme Whittemore e Knafl, em cinco etapas: formulação da questão, busca em PubMed/Medline, Cochrane, Biblioteca Virtual em Saúde e Web of Science, avaliação metodológica, extração em ficha padronizada e síntese crítica. Incluídos estudos de 2015 a 2025 em português, inglês ou espanhol.
Foram identificados 371 estudos, dos quais 19 foram incluídos na análise. Predominaram coortes prospectivas (55%) e nível de evidência III (77%). Os fatores mais consistentes foram parto vaginal (principalmente instrumental) e índice de massa corporal elevado. Idade ≥30-35 anos, multiparidade e trauma obstétrico grave apresentaram associação moderada. Tabagismo e constipação surgiram como fatores adicionais. Os dezenove artigos incluídos foram divididos em três grandes áreas (desfechos clínicos, fatores maternos e fatores obstétricos/partos) e a subdivisão em subcategorias (incontinência fecal/dupla, incontinência urinária, comorbidades/hábitos, IMC/obesidade, idade/paridade, manejo do parto, parto instrumental e via de parto) conforme os fatores de risco evidenciados.
Conclusão
Os achados desta revisão integrativa reforçam a necessidade de fortalecer e ampliar o papel do enfermeiro estomaterapeuta como protagonista nas ações de prevenção, rastreio precoce e reabilitação funcional das disfunções do assoalho pélvico no período pós-parto. Esse profissional deve atuar de forma estratégica na educação em saúde, na implementação de protocolos de avaliação entre seis e oito semanas após o parto e na condução de intervenções personalizadas de fisioterapia perineal, promovendo a reintegração funcional e a qualidade de vida das puérperas.Considerações/Contribuições para a Estomaterapia
Em síntese, a disfunção do assoalho pélvico no pós-parto é uma condição multifatorial, parcialmente prevenível e amplamente tratável, cuja abordagem efetiva exige intervenção precoce, interdisciplinar e centrada na mulher. Nesse contexto, o enfermeiro estomaterapeuta destaca-se como profissional-chave na atenção integral à puérpera, contribuindo para a prevenção, o diagnóstico oportuno e a reabilitação funcional do assoalho pélvico, pilares indispensáveis à melhoria da qualidade de vida e à consolidação de práticas assistenciais humanizadas e baseadas em evidências.
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