EDUCAÇÃO CLÍNICA COMO FERRAMENTA DE QUALIFICAÇÃO ASSISTENCIAL EM ESTOMATERAPIA: EXPERIÊNCIA NACIONAL
Palavras-chave:
Estomaterapia, Educação continuada, Educação em saúde, Cuidado em estomia.Resumo
Objetivo
Relatar a experiência de um programa nacional estruturado de educação clínica, desenvolvido para o aprimoramento técnico‑científico de profissionais de saúde nas áreas de estomias de eliminação, incontinência urinária e manejo de dispositivos médicos (drenos, tubos e cateteres), analisando seus impactos percebidos sobre a prática assistencial, a qualificação do cuidado, o desenvolvimento de competências clínicas e a satisfação dos participantes, à luz do cuidado centrado no paciente e da prática baseada em evidências.
Desenvolvimento
Desenvolvimento: Trata‑se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, referente às ações educacionais desenvolvidas ao longo do ano de 2025 por um grupo de enfermeiras educadoras vinculadas a uma empresa fabricante de materiais de saúde. As atividades contemplaram capacitações presenciais e teórico‑práticas, realizadas nas cinco regiões do país, com conteúdo fundamentado em evidências científicas atualizadas e diretrizes clínicas. A coleta de dados ocorreu por meio de formulário eletrônico, disponibilizado via QR Code ao término das capacitações, com participação voluntária dos profissionais. O instrumento avaliativo contemplou aspectos relacionados à qualidade técnica do conteúdo, alcance dos objetivos educacionais, impacto percebido na prática assistencial, desenvolvimento de habilidades e conhecimentos, além da intenção de participação em futuras ações educativas. Os dados foram submetidos à análise descritiva, por meio de frequências absolutas e relativas. No período avaliado, foram realizados 245 eventos educacionais, totalizando 4.415 profissionais capacitados.Dentre os 641 participantes que responderam ao instrumento, 88% relataram elevada satisfação com a qualidade técnica do conteúdo apresentado; 86% consideraram que os objetivos educacionais foram plenamente alcançados; 85% concordaram fortemente que o programa gerou impacto positivo na prática assistencial; 87% referiram melhora significativa em conhecimentos e habilidades clínicas; e 84% demonstraram alta intenção de participação em futuras capacitações. Esses achados reforçam que programas estruturados de educação clínica contribuem de forma relevante para o aprimoramento do desempenho profissional e para a qualificação do cuidado. Evidências da literatura corroboram que estratégias educativas sistematizadas em estomaterapia, especialmente relacionadas ao manejo adequado de dispositivos coletores, são fundamentais para a prevenção de complicações e para a melhoria dos desfechos assistenciais. Adicionalmente, a integração entre tecnologia, inovação e educação continuada destaca‑se como eixo estratégico no fortalecimento da prática profissional e da cultura de segurança em saúde.
Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia
Contribuições para estomaterapia: O programa evidenciou alcance nacional expressivo e impactos positivos percebidos na prática assistencial, no desenvolvimento de competências clínicas e na qualificação do cuidado em estomaterapia. A adoção de uma abordagem estruturada de educação clínica, fundamentada no cuidado centrado no paciente e na prática baseada em evidências, mostrou‑se estratégia relevante para o fortalecimento técnico‑científico dos profissionais de saúde, contribuindo para a melhoria contínua da qualidade assistencial e para a consolidação da estomaterapia como campo especializado orientado por evidências, inovação e segurança do cuidado.
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Referências
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