Congresso Paulista de Estomaterapia
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<p>Evento anual e nacional realizado na cidade de São Paulo de forma virtual ou presencial, com duração de 2 dias, com o objetivo de divulgar a especialidade para a enfermagem não especialista em estomaterapia, visando difundir o conhecimento na área para a equipe assistencial. A escolha da cidade é pela facilidade de acesso e número de enfermeiros e especialistas em estomaterapia no município de São Paulo.</p>pt-BRCongresso Paulista de Estomaterapia2764-3514DESENVOLVIMENTO DE CARTILHA EDUCATIVA SOBRE A PORTARIA Nº 400/2009 NA ATENÇÃO À PESSOA OSTOMIZADA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2348
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever o processo de desenvolvimento e a apresentação, em congresso científico, de uma cartilha educativa voltada à orientação de profissionais de saúde sobre a Portaria nº 400/2009, destacando sua aplicabilidade como ferramenta de educação permanente e apoio à organização dos serviços de atenção à pessoa ostomizada.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96057121 BCX0"> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96057121 BCX0">Introdução</div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96057121 BCX0">A Portaria nº 400, de 16 de novembro de 2009, do Ministério da Saúde, estabelece diretrizes nacionais para a organização, estruturação e funcionamento dos Serviços de Atenção à Saúde das Pessoas Ostomizadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um marco normativo essencial para garantir a integralidade do cuidado, o acesso a insumos e a organização de uma rede assistencial qualificada. No entanto, observa-se que muitos profissionais de saúde ainda apresentam dificuldades na compreensão e na aplicação prática dessas diretrizes, o que pode impactar negativamente a qualidade da assistência e a inclusão adequada do paciente nos serviços especializados. Nesse contexto, o uso de tecnologias educativas, como cartilhas orientadoras, surge como uma importante estratégia de educação permanente em saúde, favorecendo a disseminação do conhecimento e a padronização das práticas assistenciais.</div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96057121 BCX0">Método</div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96057121 BCX0">Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, referente à elaboração de uma cartilha educativa baseada na Portaria nº 400/2009. O processo de construção incluiu análise documental detalhada da legislação vigente, observação das práticas em serviços de atenção à pessoa ostomizada, levantamento dos principais pontos normativos e ainda a legislação referente ao acesso pela rede privada. Posteriormente, o conteúdo foi organizado e adaptado para uma linguagem clara, objetiva e acessível, com utilização de recursos visuais, esquemas e tópicos facilitadores, visando maior compreensão e aplicabilidade no cotidiano profissional.</div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96057121 BCX0">Resultados</div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96057121 BCX0">A cartilha elaborada contemplou os principais aspectos da Portaria nº 400/2009, incluindo critérios de habilitação dos serviços, classificação em Serviços de Atenção às Pessoas Ostomizadas I e II, composição das equipes multiprofissionais, atribuições dos profissionais e organização dos fluxos assistenciais. O material também abordou orientações práticas para encaminhamento e acompanhamento dos pacientes. Sua apresentação em congresso científico evidenciou boa aceitação pelo público, destacando-se como ferramenta útil para qualificação profissional e apoio à gestão dos serviços no SUS.</div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96057121 BCX0">Conclusão</div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96057121 BCX0">A cartilha educativa fundamentada na Portaria nº 400/2009 configura-se como uma ferramenta relevante para apoiar profissionais e gestores na organização dos serviços de atenção à pessoa ostomizada. Sua utilização favorece a compreensão das normativas, contribuindo para a melhoria da qualidade da assistência prestada. </div> </div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A iniciativa contribui para o fortalecimento da estomaterapia ao promover a educação permanente e facilitar a aplicação prática de diretrizes nacionais. Além disso, favorece a padronização do cuidado, amplia o acesso dos pacientes aos serviços especializados e reforça o papel do enfermeiro estomaterapeuta como agente fundamental na organização e qualificação da assistência.</p> </div>Isabela Silva de OliveiraGeysiane RochaLuana Rosas ZulianCléber Luiz Ferreira Nunes TorresJaniele Santana FreitasFernanda Sulian De Carvalho
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2026-06-052026-06-05PRESENÇA DO BIOFILME E AS CONSEQUÊNCIAS PARA CICATRIZAÇÃO DA FERIDA: REVISÃO NARRATIVA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: bold;"><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Revisar aspectos clínicos da presença do biofilme para o processo de cicatrização de feridas. </span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Revisão narrativa da literatura. Os descritores<span style="color: #00b050;"> </span>utilizados na busca da literatura foram selecionados a partir de vocabulários controlados, descritores <em style="mso-bidi-font-style: normal;">DeCS/MeSH: Biofilms, Healing, Wounds and Injuries, Biofilms,<span style="letter-spacing: .05pt;"> </span>Wound Healing, Wounds And Injuries</em>. E para obter uma busca ampla do tema pesquisado pelas bases de MEDLINE e LILACS,<span style="letter-spacing: .05pt;"> </span>os descritores foram utilizados isoladamente ou em combinação, juntamente com os operadores booleanos AND<span style="letter-spacing: .05pt;"> </span>e OR. O período de busca e análise dos artigos selecionados ocorreu entre os meses de março e julho de 2023. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Biofilmes são estruturas microscópicas que impedem o reconhecimento e a<span style="letter-spacing: .05pt;"> </span>eliminação bacteriana, agravando a infecção e prolongando a inflamação. As feridas crônicas, como úlceras<span style="letter-spacing: .05pt;"> </span>venosas e do pé diabético, são especialmente acometidas, apresentando atividade inflamatória e dificuldade<span style="letter-spacing: .05pt;"> </span>de cicatrização. A detecção clínica de biofilmes é desafiadora e sua presença pode ser indicada por sinais como<span style="letter-spacing: .05pt;"> </span>infecção local persistente, umidade excessiva e tecido de granulação friável. O tratamento requer uma aborda-<span style="letter-spacing: .05pt;"> </span>gem multidisciplinar e o uso de tecnologias inovadoras, como curativos impregnados de prata e outros trata-<span style="letter-spacing: .05pt;"> </span>mentos antimicrobianos. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <h1 style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT" style="font-weight: normal;">A pesquisa busca contribuir para o diagnóstico e tratamento adequado do biofilme,melhorando os cuidados com a ferida e frente aos desafios impostos pelo o biofilme, espera-se melhorar a cicatrização a cicatrização das feridas e a qualidade de vida dos pacientes acometidos.</span></h1> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; letter-spacing: .05pt;"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A estomaterapia tem evoluído siginificativamente com os avanços no entendimento do biofilme e seu impacto diretamente na cicatrização de feridas. Esse conhecimento trouxe contribuições importantes tanto para a parte clínica quanto para a toamda de decisão terapêutica. Além de avaliar conceito sobre infecção estratégias de limpeza e uso racional de coberturas/antimicrobianos onde estudos demontraram que o biofilme reduz a eficácia de tratamentos convencionais sendo necessárias indicações de coberturas com ação antimicrobianas que impacta diretamente nas fases do processo cicatricial. Por isso a importância da avaliação clínica especializada com a estomaterapia para avaliar de forma detalhada a ferida, identificar sinais indiretos de biofilme e realizar um planejamento idividualizado para um tratamento eficaz.</p> </div>Fredielma Alexsandra Santos De SouzaLuana Maria Angelo Dos SantosElisangela Manguinho MonteiroFrancisca Edineide Da CruzElisangela Maria Santos SilvaSusane Soares Dos SantosLuís Rafael Leite SampaioMaria Selma Alves Bezerra
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2026-06-052026-06-05ROTEIROS EDUCATIVOS SOBRE AS NECESSIDADES DE CUIDADO DE SUPORTE EM PESSOAS COM ESTOMIAS INTESTINAIS.
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="p1">Desenvolver roteiros educativos voltados para pacientes estomizados, com foco no fortalecimento do letramento em saúde e no apoio ao processo de adaptação ao estoma.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p class="p1">Trata-se de um estudo metodológico, de abordagem qualitativa, desenvolvido a partir de revisão da literatura científica e análise de demandas assistenciais no cuidado a pessoas com estomia. O processo de construção dos roteiros ocorreu em etapas: levantamento teórico sobre educação em saúde, letramento em saúde e necessidades de cuidados de suporte; definição dos eixos temáticos; e elaboração dos roteiros educativos. Para a estruturação, adotou-se uma abordagem centrada no paciente, com organização sequencial dos conteúdos e utilização de linguagem clara e acessível. Os roteiros foram desenvolvidos em formato narrativo e dialógico, simulando interações entre paciente, profissional de saúde e familiares, com o objetivo de favorecer a identificação com situações do cotidiano e facilitar a compreensão das informações.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> Como produto do estudo, foram elaborados seis roteiros educativos, organizados a partir dos eixos temáticos: necessidades de cuidados de suporte, necessidades emocionais, navegação no sistema de saúde, necessidades físicas e autocuidado, apoio social e familiar, e sexualidade e intimidade. Os roteiros apresentam estrutura padronizada, com progressão lógica dos conteúdos e foco na aplicabilidade prática. A utilização de linguagem acessível e de situações contextualizadas contribui para facilitar o entendimento e apoiar a tomada de decisão no cotidiano. Os materiais também favorecem o reconhecimento de dificuldades comuns e orientam o enfrentamento de desafios relacionados ao manejo da estomia. Além disso, destacam-se como instrumentos que podem contribuir para a melhoria da comunicação entre profissionais e pacientes e para o fortalecimento do letramento em saúde, especialmente no período pós-alta, diante da redução do tempo de internação hospitalar.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> O desenvolvimento de roteiros educativos mostrou-se uma estratégia relevante para apoiar o cuidado de pacientes estomizados, contribuindo para o fortalecimento do letramento em saúde, promoção do autocuidado e aumento da autonomia. Além disso, os materiais podem auxiliar profissionais de saúde na padronização das orientações e na otimização do tempo assistencial.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> O potencial desses instrumentos para melhorar a qualidade da assistência, favorecer a adaptação do paciente à estomia e impactar positivamente nos desfechos clínicos e psicossociais. Recomenda-se a validação dos roteiros em estudos futuros e sua implementação em diferentes contextos assistenciais</p> </div>Renan Alves SilvaMilaidy Andrade Dos SantosArieli Rodrigues Nóbrega VideresPetra Kelly Rabelo De Sousa FernandesAlana Tamar Oliveira De Sousa.Camila Takao LopesVinicius Batista SantosLucas Borges De Oliveira
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2026-06-052026-06-05VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO DE CONSULTA DE ENFERMAGEM PARA PESSOAS COM DIABETES MELLITUS NA ATENÇÃO BÁSICA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Construir e validar instrumento de consulta de enfermagem para avaliação dos pés de pessoas com diabetes mellitus na atenção primária<br><br></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de um estudo metodológico<sup>1,2</sup> do tipo desenvolvimento de instrumento, de abordagem quantitativa. O instrumento da consulta foi construído a partir das diretrizes do Consenso Internacional do Pé Diabético<sup>3 , </sup>Diretrizes da ADA<sup>4</sup>, diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. Para guiar a construção do instrumento os itens de avaliação foram elaborados e agrupados de acordo com: dados demográficos (item 1), dados sócio- clínicos (item 2), estado vascular (item 3), estrutura óssea-articular (item 4), inspeção da pele (item 5), avaliação da sensibilidade protetora (item 6), neuropatia (item 7), exame dos calçados (item 8), higiene dos pês (item 9) e avaliação do conhecimento da pessoa com DM (o instrumento pode ser de escolha do profissional). Portanto, a avaliação do instrumento foi dividida em dois blocos: sendo o primeiro dos itens de 1 a 9 e o segundo do item 10 (itens de 10.1 a 10.23). Ao final de cada fase, o instrumento continha duas questões, associados a uma escala tipo Likert, que variava de 1 a 4, quanto a relevância e representatividade: e quanto a clareza, abrangência e pertinência. A validação do instrumento consistiu na análise criteriosa dos itens do instrumento, composto por um grupo de seis juízes doutores e dois especialistas com conhecimento técnico além de experiência prática em Diabetes. Para análise quantitativa da validação do conteúdo, foi aplicado o Índice de Validade de Conteúdo, que mensurou a proporção de juízes em concordância sobre os componentes avaliados em cada item e para todo o instrumento. Aos juízes participantes do julgamento do instrumento foi solicitada a autorização formal para participar do estudo, por meio da assinatura TCLE obedecendo as normas do comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>O comitê de juízes foi composto por uma amostra de oito profissionais<br>enfermeiros, sendo sete do sexo feminino e um do sexo masculino. Neste grupo, seis eram doutores em enfermagem, sendo que quatro destes são docentes de universidades púbicas do país (UFRJ, UFV, UESB, UFTM e dois da UFES) e uma atua como enfermeira do ambulatório de feridas e pé diabético de uma policlínica municipal. Os outros dois juízes eram especialistas em estomaterapia com experiência em diabetes. Após a validação a média do IVC ficou 0,88 para os itens avaliados. o IVC que ficou abaixo de 0,80 foi modificado. Foram necessárias três rodadas de avaliação dos juízes.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>O instrumento foi considerado adequado à realidade e à necessidade da Atenção Primária em termos de conteúdo e aparência.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Validar um instrumento de Consulta de Enfermagem para pessoas com DM assistidos na APS é importante para a prática clínica e científica da enfermagem, em especial, para a estomaterapia.<br><br></p> </div>Roseanne Montargil RochaVivian Baracho CorreiaEllen Fernanda Da Silva Vieira
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2026-06-052026-06-05PRÁTICA DE ENFERMEIROS ESTOMATERAPEUTAS NO CONTROLE INTESTINAL (IRRIGAÇÃO) PARA PESSOAS COM COLOSTOMIA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Analisar a prática profissional dos enfermeiros estomaterapeutas relacionada à indicação, à recomendação e ao ensino da irrigação de colostomia para pessoas com colostomia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p class="MdParagraph"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Foi realizado um estudo transversal e observacional com enfermeiros estomaterapeutas certificados pela Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST). Todos os profissionais foram convidados por e-mail a participar, recebendo uma carta introdutória, Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e um link para um questionário online (Google Forms). A pesquisa incluiu perguntas sobre perfil sociodemográfico, educação, prática profissional e experiência com irrigação de colostomia. Os dados foram coletados entre agosto e setembro de 2025 de 139 participantes e analisados descritivamente usando SPSS® versão 22. O estudo foi aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A amostra foi predominantemente feminina (85,5%), com idade média de 46 anos, 20 anos de formação em enfermagem e 8 anos de experiência em estomaterapia. A maioria trabalhava em cuidados com ostomias (82,7%), assistência direta ao paciente (87,1%) e serviços de saúde pública (55,4%). Apenas 23,7% se sentiam totalmente preparados para ensinar a irrigação, enquanto 71,2% não realizavam treinamentos e 55,4% raramente ou nunca a recomendavam. A falta de conhecimento foi a principal barreira (29,9%). No entanto, 93,5% reconheceram o impacto positivo da irrigação na autoestima e qualidade de vida.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MdParagraph"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Embora os enfermeiros reconheçam os benefícios da irrigação da colostomia, a maioria necessita de confiança para recomendar ou ensinar a técnica. A formação prática limitada restringe o seu uso, destacando a necessidade de estratégias educacionais aprimoradas com prática supervisionada para promover a implementação segura e eficaz, melhorando a autonomia e a qualidade de vida para pacientes com colostomias.</span></p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Destaca-se a necessidade de aprimorar a capacitação prática dos enfermeiros para a recomendação e o ensino da irrigação, fortalecendo a assistência especializada e a autonomia da pessoa com colostomia.</span></p> </div> </div>Bruna Liz Dos Santos CastroMaria Angela Boccara De PaulaJuliano Teixeira Moraes
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2026-06-052026-06-05CONHECIMENTO DE ENFERMEIROS ESTOMATERAPEUTAS NO CONTROLE INTESTINAL (IRRIGAÇÃO) PARA PESSOAS COM COLOSTOMIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2353
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MdParagraph"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Analisar o conhecimento e a formação dos enfermeiros estomaterapeutas sobre a irrigação de colostomia como método de controle intestinal em pessoas com colostomia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> <span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Foi realizado um estudo transversal e observacional com enfermeiros estomaterapeutas certificados pela Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST). Todos os profissionais foram convidados por e-mail, recebendo uma carta introdutória, um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e um link para um questionário online (Google Forms). O instrumento incluiu questões de múltipla escolha sobre perfil sociodemográfico, educação, prática profissional e experiência com irrigação de colostomia. Os dados foram coletados entre agosto e setembro de 2025 de 139 participantes e analisados descritivamente usando SPSS® versão 22. O estudo foi aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa.</span></p> <p class="MdParagraph"> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A amostra foi predominantemente feminina (85,5%), com idade média de 46 anos, 20 anos de formação em enfermagem e 8 anos de experiência em estomaterapia. A maioria trabalhava em cuidados com ostomias (82,7%), assistência direta ao paciente (87,1%) e serviços de saúde pública (55,4%). Em relação ao treinamento em irrigação de colostomia, 89,2% relataram ter recebido instrução, dos quais 54,3% incluíram componentes teóricos e práticos e 30,4% foram limitados à teoria. No entanto, 59,4% não haviam observado o procedimento durante o treinamento clínico, e 79,1% consideraram sua preparação insuficiente para implementar a técnica na prática.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Embora a maioria dos enfermeiros estomaterapeutas tenha recebido algum treinamento teórico em irrigação de colostomia, a experiência prática limitada dificultou sua implementação na prática clínica. Esses achados enfatizam a necessidade de fortalecer as estratégias educacionais, priorizando o treinamento prático supervisionado, para facilitar a disseminação segura e eficaz dessa técnica benéfica para os indivíduos com colostomias.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Evidencia a necessidade de fortalecer a formação teórico-prática do enfermeiro estomaterapeuta sobre a irrigação de colostomia, contribuindo para a qualificação profissional e a ampliação do uso seguro da técnica.</span></p> </div> </div>Bruna Liz Dos Santos CastroMaria Angela Boccara De PaulaJuliano Teixeira Moraes
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2026-06-052026-06-05AÇÃO EDUCACIONAL DE PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO RELACIONADA AO DISPOSITIVO VENTILATÓRIO EM UTI NEONATAL
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span class="TextRun SCXW258030665 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW258030665 BCX0">Desenvolver um guia ilustrativo de medidas preventivas para </span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW258030665 BCX0">LPDM</span><span class="NormalTextRun SCXW258030665 BCX0"> relacionada aos dispositivos de ventilação</span><span class="NormalTextRun SCXW258030665 BCX0"> mecânica</span><span class="NormalTextRun SCXW258030665 BCX0"> não invasiva em unidade neonatal</span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW108618522 BCX0"> A incidência de LP em recém-nascidos é estimada em aproximadamente 14%, sendo mais de 60% dos casos relacionados ao uso de dispositivos médicos, enquanto menos de 40% associam-se à imobilidade.</span><span class="NormalTextRun SCXW108618522 BCX0"> </span><span class="EOP Selected SCXW108618522 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559738":0,"335559739":0,"335559740":300}"> </span><span class="NormalTextRun SCXW167758024 BCX0">No contexto neonatal, a integridade da pele exerce papel essencial na sobrevivência e na adaptação do recém-nascido (RN) ao meio extrauterino. Embora existam diferenças estruturais e funcionais entre a pele do recém-nascido pré-termo (RNPT) e a do recém-nascido a termo, ambos estão expostos a diversos riscos durante a internação em unidade neonatal (UN), destacando-se a ocorrência de lesões por pressão (LP). </span><span class="NormalTextRun SCXW167758024 BCX0">(1)</span></p> <p><span class="NormalTextRun SCXW167758024 BCX0"><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0">Com a exposição rotineira aos procedimentos, equipamentos e dispositivos médicos o RNPT, pela sua fragilidade da pele, tem um risco da ocorrência dos eventos </span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0">adversos</span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0">. </span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0">A assistência de enfermagem deve primar pelos cuidados, como inspeção periódica da pele, experiência clínica no manejo das diversas interfaces, e prevenção de eventos adver</span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0">sos</span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0"> (2)</span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0">. </span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0">Outro ponto importante na </span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0">prevenção</span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0"> de LP encontrada em literatura </span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW225279382 BCX0">esta</span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0"> relacionado </span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW225279382 BCX0">á</span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0"> proteção da pele, sendo claramente descrito que </span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0">a cobertura ideal para </span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0">prevenção</span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0"> deve ser cortada em um formato que se ajuste à posição e ao tamanho do nariz do bebê prematuro, como em formato de 'nariz de porco</span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0"> ou</span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0"> formato de sela</span><span class="NormalTextRun SCXW225279382 BCX0">' por exemplo. (</span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW225279382 BCX0">3)</span></span></p> <div class="OutlineElement Ltr SCXW220127192 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW220127192 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW220127192 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">Devido</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> a</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> uma alta </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">ocorrência</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> de Lesão Por Pressão </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">a</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">ssociada a</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">o uso de</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">d</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">ispositivos</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">v</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">entilatórios não</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">-</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">invasivos</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">(representou 18,8% das LP em pediatria entre 202</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">5</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> e fevereiro 2026)</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">foi necessário realizar a implementação de medidas educativas para a equipe </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">multidisciplinar</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">, visando mitigar </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">a incidência de lesões desta natureza, utilizando-se de ações </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">preventivas</span></span><span class="EOP Selected SCXW220127192 BCX0" data-ccp-props="{"335551550":6,"335551620":6}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW220127192 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW220127192 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW220127192 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">O trabalho trata-se de um relato de experiência, realizado em um hospital privado da cidade de São Paulo, no período de </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW220127192 BCX0">fev</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> –</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">mar</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">/2026.</span></span><span class="EOP Selected SCXW220127192 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":0,"335559737":0,"335559738":0,"335559739":160,"335559740":279}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW220127192 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW220127192 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW220127192 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">Para </span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW220127192 BCX0">analise</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> inicial da causa–raiz relaciona</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">da ao evento de LPDM </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">ventilatória</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">foi</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> realiza</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">do</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> um encontro presencial com o time</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> de liderança e assistencial</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> de enfermagem e </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">fisioterapia </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">norteado pelas seguintes questões: </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">:</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">1) </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">Por que</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> essas lesões aconteceram?</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">E 2) Como podemos preveni-</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">las?</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> Após, as respostas</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> foram inseridas na ferramenta ISHIKAWA e iniciado um PDSA para desenvolvimento e acompanhamento das ações. Dentre múltiplas </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">intervenções</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> envolvendo material, processos </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW220127192 BCX0">assistênciais</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> e </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">revisão</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> de documento, foi desenvolvido um g</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">uia Ilustrativo </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">para prevenção de lesão por dispositivo </span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW220127192 BCX0">medico</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">ventilatório - publico neonatal</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">, onde </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">realizamos</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> em </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">um</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> simulador </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">neonatal</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> imagens do recorte e aplicação correta da espuma de proteção padronizada na instituição incluindo todas as interf</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">aces </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">disponíveis</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> e suas particularidades.</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> Após, fizemos a aplicação do guia em uma unidade piloto e então, a </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">programação</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> é expandir o treinamento e aplicabilidade para todo o time da UTI neonatal</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> nos </span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">próximos</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> 30 dias.</span></span><span class="EOP Selected SCXW220127192 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":0,"335559737":0,"335559738":0,"335559739":160,"335559740":279}"> </span></p> </div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Entende-se que o "Guia Ilustrativo para Prevenção de Lesão por D<span class="TextRun SCXW220127192 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">ispositivo Mé</span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW220127192 BCX0">dico</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0"> V</span><span class="NormalTextRun SCXW220127192 BCX0">entilatório - publico neonatal" irá auxiliar profissionais de forma clara e objetiva em como proteger a pele do recem nascido no ambiente de UTI, prevenindo eventos adversos graves e reduzindo a incidência de lesão dessa categoria.</span></span></p> </div> </div>Luana Rosas ZulianAdla Lopes NascimentoThiago Henrique Barbosa De Oliveira
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2026-06-052026-06-05TECNOLOGIA EDUCATIVA EM ESTOMATERAPIA: CARTILHA COM DUPLA INTERFACE PARA PACIENTES E PROFISSIONAIS
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <div>Descrever o desenvolvimento de uma tecnologia educativa com dupla interface, voltada à orientação de pessoas com estomias e ao apoio à prática profissional em estomaterapia.</div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <div> <div> <p>O cuidado à pessoa com estomia é complexo e contínuo, exigindo orientação sistematizada desde o período pré-operatório até o acompanhamento em longo prazo. A compreensão adequada sobre o estoma, os dispositivos coletores, a prevenção de complicações periestomais e o autocuidado é fundamental para promover adaptação, autonomia e qualidade de vida. No entanto, observa-se que muitos pacientes apresentam dificuldades em assimilar informações técnicas, especialmente quando estas não são adaptadas ao seu nível de letramento em saúde, o que pode comprometer a adesão ao tratamento.</p> <p>Nesse contexto, foi desenvolvido um estudo de desenvolvimento tecnológico voltado à construção de uma cartilha educativa estruturada, organizada em duas interfaces complementares. A interface destinada às pessoas com estomias utiliza linguagem acessível, recursos visuais e orientações práticas, com foco no autocuidado, reconhecimento precoce de complicações e manejo seguro dos dispositivos coletores. Já a interface direcionada aos profissionais de saúde apresenta abordagem técnica, com orientações padronizadas e fundamentadas em evidências científicas e diretrizes da estomaterapia, favorecendo a organização do raciocínio clínico e a uniformização das condutas assistenciais.</p> <p>A utilização de uma tecnologia educativa com dupla interface busca reduzir lacunas comunicacionais entre profissionais e pacientes, promovendo maior consonância entre as orientações oferecidas e a prática cotidiana do autocuidado. Além disso, a ferramenta favorece a continuidade do cuidado em diferentes pontos da rede de atenção à saúde, permitindo que pacientes e profissionais compartilhem uma base comum de informações confiáveis e sistematizadas.</p> <p>Essa proposta também contribui para o fortalecimento da educação em saúde como eixo central da estomaterapia, valorizando o processo ensino-aprendizagem, o empoderamento do paciente e o apoio à prática profissional. Ao integrar conhecimento técnico e acessibilidade, a tecnologia educativa desenvolvida se configura como recurso estratégico para qualificar a assistência, prevenir complicações e promover maior autonomia da pessoa com estomia.</p> </div> </div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A utilização de uma tecnologia educativa estruturada, com interfaces específicas para pacientes e profissionais, configura-se como estratégia inovadora para a qualificação da assistência em estomaterapia. Essa abordagem promove integração do cuidado, autonomia do paciente e suporte à prática profissional baseada em evidências.</p> </div>Cristiane Prazeres Canella CidralScheila AbreuMirelly Silva
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2026-06-052026-06-05AVALIAÇÃO DE INFECÇÃO EM FERIDAS: ADAPTAÇÃO E PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS DA VERSÃO BRASILEIRA DO CHECKLIST UPPER/LOWER.
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2356
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Adaptar culturalmente e avaliar as evidências de validade e confiabilidade do <em>checklist</em> UPPER/LOWER adaptado para a língua portuguesa do Brasil.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo clinimétrico, desenvolvido em duas etapas:<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>adaptação cultural do <em>checklist</em> UPPER/LOWER com seguindo as recomendações do PROMIS em combinação com Beaton e Ferrer: duas traduções, reconciliação das traduções, análise por um comitê de especialistas, retrotradução, revisão da retrotradução, harmonização, <em>debriefing</em> cognitivo, análise dos comentários, finalização e revisão dos dados. Nessa etapa foi obtida a validade de conteúdo pelo comitê de especialistas analisada por meio do <em><span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;">Content Validity Ratio</span></em> (CVR).<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>E aplicação clínica da versão adaptada realizada em dois hospitais da cidade de São Paulo, no período de junho a agosto de 2025.<span style="color: black;"> </span><span style="mso-ascii-font-family: Aptos; mso-hansi-font-family: Aptos; color: black;">A confiabilidade entre observadores foi avaliada comparando a aplicação simultânea do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">checklist</em> por um enfermeiro generalista e um especialista em 42 feridas de 26 pacientes, usando o Coeficiente AC1 de Gwet e o Coeficiente de Correlação Intraclasse. Nove enfermeiros participaram. Para analisar evidências de relação com outras variáveis, avaliou-se o desempenho do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">checklist</em>, isolado e associando a imagem por fluorescência, frente ao diagnóstico clínico de infecção em 60 feridas de 40 pacientes, utilizando a curva ROC. A pesquisa seguiu as normas éticas vigentes e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal"><span style="mso-ascii-font-family: Aptos; mso-hansi-font-family: Aptos; color: black;">O <em style="mso-bidi-font-style: normal;">checklist</em> UPPER/LOWER, validado para o português do Brasil, apresentou equivalência de conteúdo (CVR acima do crítico) e confiabilidade interobservadores moderada: ICC de 0,644 para UPPER e 0,551 para LOWER. A Curva ROC mostrou acurácia de 78% (sensibilidade 80%, especificidade 73%) para UPPER e 75% (sensibilidade 80%, especificidade 60%) para LOWER diante do diagnóstico de infecção de feridas. O uso de imagem por fluorescência elevou a área sob a curva de UPPER de 0,822 para 0,878 e de LOWER de 0,725 para 0,777.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Este estudo resultou na adaptação cultural do <em>Checklist</em> UPPER/LOWER para a língua portuguesa do Brasil e reuniu fontes de evidência de validade de conteúdo, confiabilidade interobservadores e relação com a variável infecção. Os achados indicam potencial uso do instrumento, principalmente, em suspeita de casos positivos para infecção de feridas. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Ao obter-se uma versão adaptada e validada, espera-se contribuir para a disponibilização de mais uma ferramenta de avaliação a ser empregada pelos profissionais de saúde, contribuindo para o cuidado de pessoas com feridas de difícil cicatrização, para a sistematização dessa avaliação e para a melhoria na qualidade do atendimento prestado.</p> </div>Juliana Freitas De Oliveira MaedaAdriana Macêdo Dell'aquilaJosé Luís Da Costa Alves De SouzaPaula Cristina NogueiraKevin WooVera Lucia Conceição De Gouveia Santos
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2026-06-052026-06-05FERIDA COMPLEXA CERVICAL APÓS ANGINA LUDWIG: EXPERIÊNCIA EM AMBULATÓRIO ESPECIALIZADO COM REGISTRO DE FOTOS EVOLUTIVO.
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Refletir sobre o manejo clínico de infecção odontogênica grave com evolução para <a href="chatgpt://generic-entity?number=1">Angina de Ludwig</a> e descrever a condução de ferida complexa em ambulatório especializado até a cicatrização completa.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Métodos</p> <p>Estudo do tipo ensaio clínico-reflexivo, baseado na prática assistencial em Ambulatório de Feridas Complexas (AFC), com análise das condutas adotadas no cuidado integrado de paciente com lesão cervical extensa após abordagem imediata com drenagem cirúrgica por compressão do abscesso infiltrante, submetida à internação hospitalar, antibioticoterapia intravenosa e acompanhamento ambulatorial em serviço especializado em feridas complexas.</p> <p>Paciente feminina, 40 anos, evoluiu com celulite em região de maxilar direito com extensão cervical, associada a febre e desconforto respiratório, necessitando internação hospitalar, antibioticoterapia intravenosa e drenagem cirúrgica. Após alta, apresentou ferida complexa cervical com dimensões iniciais de 10 x 7 x 2 cm.</p> <p>O manejo ambulatorial incluiu limpeza com água ozonizada e Ozonioterapia sistêmica, uso sequencial de coberturas com nanotecnologias: carvão ativado, espuma de poliuretano com prata, hidrofibra com prata e hidrogel com cobertura secundária a traumática. Observou-se progressão adequada do leito da ferida, com formação de tecido de granulação e epitelização progressiva.</p> <p>A cicatrização completa ocorreu em aproximadamente 30 dias de acompanhamento.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A Angina de Ludwig permanece uma condição de alta gravidade, com mortalidade associada principalmente ao comprometimento das vias aéreas e disseminação sistêmica da infecção. A importância da abordagem precoce e agressiva, como a imediata drenagem cirúrgica associada à antibioticoterapia foi fundamental para controle da infecção. A utilização de coberturas de alta tecnologia seguiu os princípios do tratamento por fases, controle de infecção (prata, carvão ativado, ozonioterapia), manutenção do meio úmido (hidrofibra, hidrogel), transferência do exsudato do leito na fase epitelização e proteção atraumatica (tecnologia Safetac com silicone).</p> <p>O manejo integrado, associando intervenção cirúrgica precoce e cuidado especializado de feridas, foi determinante para o desfecho favorável, na prevenção de reinfecção, estímulo à cicatrização adequada, a redução de complicações, assim como, remindo o tempo na completa cicatrização.Destaca-se a importância da continuidade assistencial e da atuação multiprofissional no tratamento de feridas complexas, especialmente em regiões anatômicas críticas de difícil acesso. </p> <p>Conclusão</p> <div>Infecções odontogênicas podem evoluir para quadros graves com risco iminente de vida. A atuação integrada entre abordagem hospitalar, cirúrgica e ambulatorial especializada em feridas complexas foi essencial no manejo adequado da lesão, respeitando as fases da cicatrização e utilizando coberturas com nanotecnologia, permitindo menos trocas da cobertura primária, maior maturação do tecido neoformado, contribuiu diretamente para a recuperação completa da paciente em tempo reduzido.</div> <div> </div> <div> </div> </div>Sandra Mara NadalTatiane Da Siva CunhaEvaneza JovinoLuciane Da Silva
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2026-06-052026-06-05ITINERÁRIO TERAPÊUTICO DE PESSOAS COM FERIDAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO INTEGRATIVA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Objetivou-se analisar criticamente as evidências científicas acerca do itinerário terapêutico de pessoas com feridas na Atenção Primária à Saúde (APS) e suas implicações para a prática da estomaterapia.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>rata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida de forma sistematizada nas bases de dados LILACS, SciELO, PubMed e BDENF, contemplando estudos publicados no período de 2015 a 2025. Para a busca, foram utilizados descritores controlados e padronizados, combinados por meio de operadores booleanos, visando ampliar a sensibilidade e especificidade da estratégia. O processo de seleção dos estudos seguiu as recomendações do fluxograma PRISMA, garantindo transparência e reprodutibilidade metodológica, resultando na inclusão de 24 estudos que atenderam aos critérios previamente estabelecidos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Os resultados evidenciam que os itinerários terapêuticos de pessoas com feridas crônicas são frequentemente marcados por atrasos no diagnóstico, inadequações nas condutas terapêuticas e peregrinação entre diferentes pontos da rede de atenção à saúde. Tais aspectos estão fortemente associados a determinantes sociais, como condições socioeconômicas e nível de escolaridade, bem como a limitações organizacionais, incluindo falhas na coordenação do cuidado, insuficiência de recursos e fragilidades na qualificação profissional.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Nesse contexto, a estomaterapia emerge como uma estratégia fundamental para a reorganização do cuidado, destacando-se pela atuação especializada na avaliação, prevenção e tratamento de feridas, além de contribuir significativamente para a educação em saúde, autonomia do paciente e fortalecimento do vínculo terapêutico. A inserção do estomaterapeuta na APS favorece a integralidade da assistência, promovendo maior resolutividade e redução de complicações, bem como otimizando o fluxo dentro da rede de atenção.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Conclui-se que o fortalecimento da APS, aliado à ampliação e valorização da atuação do enfermeiro estomaterapeuta, é essencial para qualificar os itinerários terapêuticos de pessoas com feridas, contribuindo para melhores desfechos clínicos, redução de iniquidades em saúde e consolidação de práticas mais resolutivas e centradas no usuário. Esses achados reforçam a necessidade de investimentos em políticas públicas, capacitação profissional e organização dos serviços de saúde.</p> </div>Luma Nunes Camilo
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2026-06-052026-06-05ESTADO NUTRICIONAL E CICATRIZAÇÃO NA EPIDERMÓLISE BOLHOSA: IMPLICAÇÕES DA GASTROSTOMIA PARA A PRÁTICA DA ESTOMATERAPIA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <div>Analisar a relação entre o estado nutricional e o processo de cicatrização em pacientes com epidermólise bolhosa, destacando as implicações do uso da gastrostomia para a prática da estomaterapia.</div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, LILACS e SciELO. Foram utilizados os descritores <em>epidermolysis bullosa</em>, <em>nutrition</em>, <em>wound healing</em> e <em>gastrostomy</em>, combinados por operadores booleanos.</p> <div> <p>Incluíram-se estudos nacionais e internacionais, revisões sistemáticas, consensos clínicos e diretrizes que abordassem a influência do estado nutricional na cicatrização de feridas e o papel da gastrostomia como estratégia de suporte nutricional em pacientes com epidermólise bolhosa. Não houve delimitação quanto ao período de publicação, considerando a baixa disponibilidade de evidências específicas sobre o tema.</p> </div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> </p> <div> <p>A literatura evidencia que a epidermólise bolhosa está frequentemente associada à desnutrição crônica, que se manifesta por baixo peso, déficit de crescimento, hipoalbuminemia e deficiências de micronutrientes. Esses fatores comprometem diretamente todas as fases do processo cicatricial, incluindo a resposta inflamatória, a angiogênese, a proliferação fibroblástica e a síntese de colágeno.</p> <p>Pacientes com estado nutricional inadequado apresentam maior tempo de cicatrização, maior suscetibilidade a infecções, aumento da dor e pior prognóstico clínico. Nesse contexto, a intervenção nutricional precoce configura-se como elemento central do cuidado integral em EB.</p> <p>A gastrostomia surge como alternativa eficaz para garantir aporte calórico-proteico adequado, especialmente em pacientes com comprometimento significativo da ingestão oral. Estudos indicam que seu uso está associado à melhora do estado nutricional, ganho ponderal e potencial impacto positivo na evolução das lesões cutâneas.</p> <p>Entretanto, a realização da gastrostomia em pacientes com epidermólise bolhosa traz desafios específicos, sobretudo relacionados à fragilidade da pele periestoma. O risco aumentado de maceração, bolhas, erosões e infecções locais exige cuidados altamente especializados. Assim, o manejo correto do estoma, com uso de técnicas atraumáticas, dispositivos adequados e proteção rigorosa da pele, torna-se determinante para a segurança e continuidade do suporte nutricional.</p> <p>Nesse cenário, a atuação da estomaterapia é fundamental, tanto na prevenção quanto no tratamento de complicações relacionadas ao estoma, promovendo práticas baseadas em evidências e adaptadas às particularidades da EB.</p> </div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <div>O estado nutricional exerce papel central no processo de cicatrização em pacientes com epidermólise bolhosa. A gastrostomia configura-se como intervenção relevante para a otimização dos desfechos clínicos, especialmente em casos de ingestão oral prejudicada. Contudo, sua efetividade está diretamente relacionada à qualidade dos cuidados com o estoma e à proteção da pele periestoma, reforçando a necessidade de abordagem especializada.</div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <div>A estomaterapia desempenha papel estratégico na interface entre suporte nutricional e cuidado com a pele em pacientes com epidermólise bolhosa. O enfermeiro estomaterapeuta atua na prevenção de complicações, manejo do estoma, educação de pacientes e cuidadores e adaptação das tecnologias assistenciais à fragilidade cutânea. Destaca-se a necessidade de desenvolvimento de protocolos específicos para o manejo da gastrostomia nessa população, bem como a capacitação contínua das equipes de saúde.</div> </div>Mirelly Silva
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2026-06-052026-06-05MANEJO DA CONSTIPAÇÃO NA EPIDERMÓLISE BOLHOSA: ESTRATÉGIAS PARA PREVENÇÃO DA INCONTINÊNCIA FECAL
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Descrever estratégias de manejo da constipação intestinal em pacientes com epidermólise bolhosa como forma de prevenção da incontinência fecal, destacando as contribuições para a estomaterapia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada nas bases PubMed, LILACS e SciELO, utilizando os descritores “epidermolysis bullosa”, “constipation”, “fecal incontinence” e “bowel management”. Foram incluídos estudos clínicos, revisões e diretrizes internacionais relacionadas à constipação funcional e ao manejo intestinal em doenças crônicas.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A constipação intestinal é uma das manifestações gastrointestinais mais frequentes na epidermólise bolhosa, resultante principalmente da dor associada a lesões perianais, fissuras e estenoses, que levam à retenção fecal voluntária. Esse processo evolui frequentemente para impactação fecal e incontinência fecal secundária, caracterizada por escape involuntário de fezes líquidas. Evidências demonstram que o manejo precoce e sistematizado da constipação é fundamental para interromper esse ciclo. </span></p> <div> <p>As principais estratégias incluem:</p> <ul> <li><strong>Educação intestinal</strong>, com orientação ao paciente e aos cuidadores sobre o funcionamento do intestino e os sinais de alerta;</li> <li><strong>Estabelecimento de rotina evacuatória</strong>, respeitando horários e estímulos fisiológicos;</li> <li><strong>Adequação da ingestão hídrica e nutricional</strong>, considerando as limitações orais e esofágicas comuns na EB;</li> <li><strong>Intervenções comportamentais</strong>, com estímulo ao posicionamento adequado e ambiente acolhedor;</li> <li><strong>Prevenção e manejo de lesões perianais</strong>, com cuidados específicos da pele, escolha criteriosa de produtos e técnicas atraumáticas.</li> </ul> <p>A abordagem multiprofissional, envolvendo enfermagem, nutrição, gastroenterologia e dermatologia, mostra-se essencial. Entretanto, destaca-se o protagonismo do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação contínua da função intestinal, no planejamento do cuidado e na adaptação das estratégias às particularidades cutâneas e funcionais desses pacientes.</p> </div> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> Destaca-se ainda a importância da prevenção de lesões perianais, uma vez que a dor é fator central na perpetuação da constipação. A ausência de protocolos específicos para pacientes com epidermólise bolhosa evidencia a necessidade de adaptação das recomendações existentes para essa população. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O manejo adequado da constipação intestinal é fundamental para a prevenção da incontinência fecal em pacientes com epidermólise bolhosa, devendo ser iniciado precocemente e conduzido de forma contínua. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O enfermeiro estomaterapeuta tem papel essencial na implementação de estratégias de reeducação intestinal, na prevenção de lesões perianais e na educação de pacientes e cuidadores. A sistematização do cuidado intestinal pode contribuir significativamente para a redução de complicações e melhoria da qualidade de vida.</span></p> </div> </div>Mirelly Silva
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2026-06-052026-06-05SAÚDE PÉLVICA NO AMBIENTE CORPORATIVO: ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS NA SAÚDE DA MULHER - RELATO DE EXPERIÊNCIA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW56202685 BCX0">Descrever a experiência da implementação de uma intervenção educativa em saúde pélvica no ambiente corporativo, destacando seu potencial na conscientização, prevenção de disfunções do assoalho pélvico e promoção da saúde da mulher.</span><span class="EOP Selected SCXW56202685 BCX0" data-ccp-props="{"335551550":6,"335551620":6}"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <div class="OutlineElement Ltr SCXW149665473 BCX0"> <div> <p>Trata-se de um relato de experiência de uma ação educativa realizada com mulheres no ambiente corporativo, em nível América Latina, no contexto do Dia Internacional da Mulher e do Dia Internacional da Conscientização da Incontinência, em formato híbrido, integrando participação presencial e transmissão virtual síncrona, totalizando 128 participantes, com duração aproximada de 80 minutos. Previamente à atividade, foi disponibilizado um formulário investigatório de sintomas urinários, hábitos evacuatórios e sanitários, com a finalidade de subsidiar as discussões. Foram utilizadas metodologias ativas para a abordagem da saúde pélvica, estruturadas em três etapas: sensibilização/conscientização, educação anatômico-funcional e promoção do autocuidado. Como elemento central, utilizou-se a metáfora do “Cofre da Saúde Pélvica”, na qual a saúde é representada como um saldo cumulativo de hábitos ao longo da vida. Como recurso de apoio, foram empregados materiais visuais e táteis, incluindo adesivos circulares nas cores verde (fatores protetores) e vermelha (fatores de risco), além de um saquinho dourado representando o “cofre”, entregues às participantes presenciais. Para as participantes no formato virtual, foi orientado o registro de marcação (X) em colunas correspondentes aos fatores, como estratégia de engajamento e aplicação prática do conteúdo apresentado. A partir dessa abordagem, a apresentação foi dialogada com apoio de slides em plataforma digital, onde foram discutidos de forma interativa os fatores protetores, como ingestão hídrica adequada, pausas miccionais e treinamento muscular do assoalho pélvico, bem como fatores de risco, incluindo hábitos miccionais inadequados, constipação e estresse crônico, frequentemente associados à rotina laboral. A abordagem incluiu, ainda, a construção da linha do tempo da saúde pélvica, reforçando seu caráter multifatorial e longitudinal. A utilização de linguagem acessível, recursos visuais e estratégias interativas favoreceu o engajamento e a compreensão dos conceitos, promovendo reflexão crítica sobre comportamentos cotidianos e sua relação com a saúde.</p> </div> </div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span class="NormalTextRun SCXW16580189 BCX0">A experiência evidencia que a saúde pélvica no ambiente corporativo representa uma demanda relevante e ainda negligenciada. A abordagem educativa mostrou-se eficaz na redução de estigmas e na promoção do autocuidado, ampliando o conhecimento sobre fatores de risco e proteção. </span><span class="NormalTextRun SCXW16580189 BCX0">Para a estomaterapia, o relato reforça o papel ampliado do enfermeiro estomaterapeuta na promoção da saúde em diferentes contextos, incluindo o ambiente ocupacional. Destaca-se o potencial de incorporação da saúde pélvica em programas corporativos de bem-estar, contribuindo para a qualidade de vida das mulheres, redução de custos em saúde e melhoria da produtividade.</span><span class="EOP Selected SCXW16580189 BCX0" data-ccp-props="{"335551550":6,"335551620":6}"> </span></p> </div>Marta Lira GoulartEdimaria De Carvalho De SousaMichele Neves Brajão RochaMonica H. FirensPriscila Cardoso
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2026-06-052026-06-05ESCAPE ROOM COMO ESTRATÉGIA EDUCATIVA NA PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO EM HOSPITAL DE ENSINO
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><strong>Introdução:</strong> A lesão por pressão é um evento adverso evitável e um importante indicador da qualidade da assistência em saúde, estando associada ao aumento da morbidade, tempo de internação e custos hospitalares. A capacitação contínua da equipe de enfermagem é essencial para garantir a implementação eficaz de medidas preventivas, sendo as metodologias ativas uma alternativa inovadora para o ensino em saúde. <strong>Objetivo:</strong> Descrever a utilização de um jogo educativo do tipo escape room como estratégia de capacitação da equipe de enfermagem para prevenção de lesão por pressão.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><strong id="docs-internal-guid-ed613b6f-7fff-a196-bc4c-27932ce15e59">Método: </strong>Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado em um hospital de ensino de nível terciário durante as ações do Dia Mundial de Prevenção de Lesão por Pressão. Foi desenvolvido um escape room com duração de 45 minutos, baseado em um cenário clínico simulado envolvendo um paciente idoso com alto risco para lesão por pressão. A atividade foi estruturada em 12 enigmas sequenciais que abordaram práticas essenciais de prevenção, incluindo avaliação de risco (Escala de Braden), mudança de decúbito, controle de fricção e cisalhamento, uso de superfícies de suporte, hidratação da pele, suporte nutricional, controle da umidade, inspeção de dispositivos médicos, prescrição e registro de enfermagem, além de posicionamento adequado e elevação de calcâneos. Os participantes deveriam solucionar os desafios e executar intervenções práticas em um manequim, utilizando materiais assistenciais.</p> <p><strong id="docs-internal-guid-02b3637a-7fff-bdcb-cc8e-17d262c85825">Resultados: </strong>Foram realizadas 8 sessões da atividade educativa com a participação de 138 profissionais de enfermagem, os grupos eram formados entre 10 a 15 profissionais e o jogo foi aplicado nos turnos da manhã, tarde e noturno. O aproveitamento das equipes na atividade educativa foi 100%, pois, todas as turmas conseguiram escapar da sala no tempo estipulado. Observou-se participação ativa na resolução dos enigmas e execução correta das intervenções propostas. A dinâmica favoreceu o desenvolvimento do raciocínio clínico, o trabalho em equipe e a identificação de lacunas no conhecimento. Houve maior compreensão das medidas preventivas, especialmente relacionadas ao reposicionamento, uso de superfícies de suporte e importância do registro adequado.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">O escape room mostrou-se uma ferramenta educativa inovadora para a capacitação da equipe de enfermagem na prevenção de lesão por pressão, contribuindo para o aprendizado significativo e potencial melhoria da prática assistencial. A estratégia fortalece a atuação do enfermeiro estomaterapeuta na educação permanente, promovendo práticas seguras e baseadas em evidências na prevenção de lesões cutâneas.</p> <p> </p> </div>Bruna Bueno SoaresAngélica Olivetto De AlmeidaCarolina Akmiy Schiezaro FalcioniGeandra Alecrin FerreiraNathalia Trabachini MorenoJoaquim Antonio Graciano
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2026-06-052026-06-05CONTINUIDADE DO CUIDADO A PESSOAS COM FERIDAS COMPLEXAS: ESTRATÉGIA VALIDADA NA REDE MUNICIPAL
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" align="justify">Desenvolver e validar um instrumento assistencial para qualificação do fluxo de referência e contrarreferência de pessoas com feridas complexas, visando fortalecer a continuidade do cuidado de enfermagem e a organização do acompanhamento clínico em rede municipal de saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Estudo metodológico desenvolvido em um município do sul de Santa Catarina em 2024, estruturado em três polos interdependentes: teórico, empírico e analítico. No polo teórico, realizou-se revisão narrativa da literatura em bases nacionais e internacionais, com inclusão de 21 estudos científicos publicados entre 2016 e 2022, que subsidiaram a construção conceitual do cuidado em feridas complexas, a organização do fluxo assistencial e os critérios de encaminhamento entre os níveis de atenção à saúde. Paralelamente, foi conduzido diagnóstico situacional dos usuários acompanhados na rede municipal, contemplando variáveis sociodemográficas, clínicas, tempo de evolução das lesões e características terapêuticas. No polo empírico, procedeu-se à reestruturação de instrumento previamente utilizado no ambulatório especializado em feridas, incorporando itens relacionados à classificação clínica da lesão, características do leito, critérios de elegibilidade para encaminhamento, necessidade de seguimento especializado e monitoramento longitudinal. No polo analítico, a validação de conteúdo ocorreu com enfermeiros da Atenção Primária à Saúde mediante formulário eletrônico aplicado em plataforma digital, utilizando Índice de Validade de Conteúdo como critério de concordância entre avaliadores. Trata-se do resultado de uma dissertação de mestrado profissional. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer nº 6.624.826, CAAE 73880723.9.0000.0121.</p> <p class="MsoNormal" align="justify"> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> O diagnóstico situacional evidenciou predominância de mulheres com feridas de longa duração, frequentemente superiores a seis meses, acompanhadas na rede municipal com necessidade de reavaliações periódicas e suporte especializado. Observou-se predominância de lesões em processo de cicatrização, porém com elevada demanda por organização dos encaminhamentos, padronização dos registros clínicos e fortalecimento da comunicação entre unidades básicas de saúde e ambulatório especializado. A validação do instrumento demonstrou elevada concordância entre os enfermeiros quanto à clareza, relevância clínica, aplicabilidade e potencial de uso na rotina assistencial. Entre as principais contribuições apontadas destacaram-se maior objetividade no encaminhamento, padronização das informações clínicas, ampliação da rastreabilidade do percurso assistencial e suporte à tomada de decisão clínica no manejo de pessoas com feridas complexas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> A sistematização do fluxo assistencial por meio de instrumento validado mostrou-se estratégia viável para qualificar o cuidado, otimizar o processo de encaminhamento e fortalecer a continuidade assistencial de pessoas com feridas complexas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> O instrumento amplia a capacidade organizativa do enfermeiro estomaterapeuta, favorece integração entre níveis assistenciais, fortalece o cuidado sistematizado e contribui para práticas mais seguras, resolutivas e alinhadas à integralidade da atenção em saúde.</p> </div>Juliana Balbinot Reis GirondiIsabel Amante De SouzaKelli Borges Dos SantosAline Lima Pestana MagalhãesCilene Fernandes SoaresAnna Julia Trindade BittencourtLetícia Boing
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2026-06-052026-06-05IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO EM DESBRIDAMENTO INSTRUMENTAL CONSERVADOR PARA SEGURANÇA NO CUIDADO DE FERIDAS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência de participação em um treinamento teórico-prático de desbridamento instrumental conservador, destacando suas contribuições para a qualificação do cuidado de enfermagem à pessoa com feridas e para a segurança do paciente.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p data-start="179" data-end="620">Trata-se de um relato de experiência vivenciado por uma acadêmica de enfermagem, integrante de Liga de Enfermagem em Estomaterapia (LEE), durante a participação em um treinamento teórico-prático de desbridamento instrumental conservador, realizado em setembro de 2025, em uma Associação de Enfermagem no município de Fortaleza, Ceará. A capacitação foi estruturada em dois momentos complementares: teórico e prático.</p> <p data-start="622" data-end="1346">Na etapa teórica, foram abordados fundamentos essenciais para o cuidado integral à pessoa com feridas, incluindo a fisiologia do processo cicatricial, avaliação clínica do leito da ferida e identificação dos diferentes tipos de tecidos. Destacou-se a relevância da higiene da ferida como estratégia para redução da carga bacteriana e controle do biofilme, favorecendo a progressão do processo de cicatrização, especialmente em feridas de difícil resolução (1). Ademais, discutiu-se a importância do preparo adequado do leito da ferida por meio do desbridamento, técnica que contribui para a transição entre as fases inflamatória e proliferativa, sendo considerada uma intervenção essencial no manejo clínico (2).</p> <p data-start="1348" data-end="1890">Foram também apresentadas as principais técnicas de desbridamento instrumental conservador, enfatizando-se a necessidade de conhecimento técnico-científico e habilidade manual para sua execução segura. Nesse contexto, evidenciou-se que muitos profissionais de enfermagem ainda apresentam lacunas no conhecimento e insegurança na realização desse procedimento, sobretudo devido à insuficiência de treinamentos específicos, o que reforça a importância de estratégias educativas voltadas à qualificação profissional (3).</p> <p data-start="1892" data-end="2470">Na etapa prática, os participantes realizaram simulações supervisionadas utilizando materiais como frutas (laranja e pepino) e tecido animal (pé de porco), com o objetivo de desenvolver habilidades psicomotoras, precisão técnica e controle da força aplicada durante o procedimento. A capacitação possibilitou maior aproximação com a realidade clínica, favorecendo o desenvolvimento da destreza manual e do raciocínio clínico, atuando como uma possibilidade de estratégia preventiva de efeitos adversos decorrentes da execução do desbridamento, por profissionais não treinados, que podem atingir tecidos viáveis e prejudicar a recuperação da pessoa com ferida. </p> <p data-start="2472" data-end="2893">A vivência prática demonstrou impacto positivo na formação da acadêmica, especialmente no que se refere à segurança na avaliação de feridas, identificação de tecidos inviáveis e compreensão das indicações do desbridamento instrumental conservador. Além da maior confiança para auxiliar e participar das condutas clínicas em cenários de estágio, refletindo diretamente na qualidade da assistência prestada.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Este estudo evidencia a relevância de treinamentos práticos na formação e capacitação de profissionais voltados ao cuidado de feridas desde a graduação, fortalecendo a estomaterapia como especialidade baseada em evidências. Assim como, destaca-se o papel dessas estratégias educativas na promoção da segurança do paciente, na padronização de condutas e na ampliação do olhar clínico para avaliação integral da pessoa com lesões cutâneas, contribuindo para melhores desfechos no processo de cicatrização.</p> </div> </div>Sarah Beatriz Pinto BezerraMaria Beatriz Nunes De CarvalhoVictoria Souza De OliveiraAurilene Lima Da SilvaRhanna Emanuela Fontenele Lima De Carvalho
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2026-06-052026-06-05CONSTRUÇÃO DO PROTOCOLO PREVE-UPED: PREVENÇÃO E TRATAMENTODE NEUROPATIA E COMPLICAÇÕES NOS PÉS POR DIABETES MELLITUS¹
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Construir um protocolo de atenção a pessoa com neuropatia e complicações nos pés relacionada ao diabetes mellitus.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de um estudo metodológico <sup>(1)</sup> do tipo desenvolvimento tecnológico com o objetivo de construir um Protocolo de Atenção à Pessoa com Neuropatia e Complicações nos Pés por Diabetes Mellitus. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Santa Cruz sob parecer 6.929.946. A construção do protocolo seguiu os passos segundo Coluci, Alexandre e Milani <sup>(2)</sup>. No processo de construção foi realizado uma revisão integrativa da literatura e a busca de<br>evidências sobre fatores associados a ulceração e amputação em pessoas com diabetes mellitus por meio de diretrizes, consensos e portarias que ancorasse a construção da matriz de indicadores <sup>(3)</sup><sup>.</sup> As etapas da construção da primeira versão do protocolo sobre prevenção e tratamento de neuropatia e complicações nos pés relacionada ao diabetes – PREVE-UPED, seguiu os seguintes passos: construção da matriz de indicadores e reuniões com o grupo de pesquisa. Foram realizadas três reuniões: com especialistas em estomaterapia; especialista em linguística e com estatístico. Para identificação dos domínios sobre prevenção, tratamento e gestão de neuropatia e complicações nos pés relacionadas ao diabetes buscou-se abordar os principais tópicos associados a gestão, a rede de atenção e o cuidado em relação as complicações nos pés.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>A partir das leituras e discussões dos materiais utilizados como referencial, foram formuladas seis questões para a primeira versão do protocolo de atenção a pessoa com neuropatia e complicações nos pés relacionada ao diabetes mellitus: 1. Existe um fluxograma de entrada e permanência das pessoas com diabetes com neuropatia e complicações nos pés? 2. Quais critérios para acompanhamento com os especialistas (vascular; endocrinologista, nefrologista, infectologista) 3. Existe um protocolo para o tratamento da úlcera? 4. Quais os critérios para via rápida de atendimento em casos de úlceras complexas? 5. Existe um<br>Programa de educação permanente dos profissionais de saúde no município? 6. Existe um fluxograma e pactuação com a rede de assistência à saúde? Com base nessas perguntas e na última atualização do Consenso Internacional do IWGDF (2023) foram estabelecidos os seguintes domínios e indicadores: Prevenção de neuropatia e complicações nos pés (história clínica, exame vascular, exame neurológica, inspeção da pele, inspeção óssea e articular. higiene dos pés, limitação física e conhecimento sobre cuidados com os pés e exame dos calçados); princípio do tratamento (descarga; infecção; doença arterial periférica; classificação das úlceras. tratamento cicatrização, neuropatia de Charcot); integração da rede de atenção (atenção primária, secundária e terciária); Funcionalidade do ataque e fast track; barreiras para a efetividade (estrutura física, barreira econômica, barreiras recursos humanos e comportamentais) e monitorização e avaliação (alimentação do sistema de avaliação).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>O protocolo PREVE-UPED foi criado com 6 domínios e 20 indicadores. Será encaminhado para a validação por juízes.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O PREVE-UPED fortalecerá a prática clínica do enfermeiro estomaterapeuta, a partir do momento que validará um protocolo de atenção as pessoas com neuropatia e complicações nos pés pelo diabetes, embasado em evidências científicas.</p> </div>Roseanne Montargil RochaTãa Pereira Da Cruz SantosEllen Fernanda Da Silva Vieira
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2026-06-052026-06-05CARTÃO DE BOLSO PARA USUÁRIAS DE PESSÁRIO: CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTO DE APOIO AO SEGUIMENTO CLÍNICO
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Construir um cartão de bolso para mulheres usuárias de pessário vaginal, contendo informações essenciais para o autocuidado e espaço para registro de dados clínicos relevantes ao seguimento com o dispositivo.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo qualitativo, participativo, conduzido por meio de co-design, fundamentado no A Generative Co-Design Framework for Healthcare Innovation. A pesquisa foi realizada em julho de 2025, no estado do Paraná, em um ambulatório público especializado no cuidado de mulheres com prolapso de órgãos pélvicos. Participaram cinco enfermeiras com experiência em disfunções pélvicas e três pacientes usuárias de pessário vaginal, sendo duas com uso prolongado e uma em fase de adaptação. A coleta de dados ocorreu por meio de uma oficina de co-design, estruturada em atividades de brainstorming e construção colaborativa do protótipo. Os dados foram obtidos por gravações em áudio e registros escritos em cartolina. A análise foi realizada de forma qualitativa descritiva, por meio da organização e síntese dos conteúdos produzidos durante a oficina.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>A construção colaborativa resultou em um protótipo de cartão de bolso organizado em dois eixos: informações clínicas para o seguimento e conteúdos educativos para o autocuidado. No primeiro eixo, foram priorizados campos para registro de dados do dispositivo, acompanhamento das trocas e diário de ocorrências. No segundo, foram definidos conteúdos relacionados ao uso do pessário, incluindo retirada, higienização e reinserção, bem como orientações sobre sinais de alerta e situações do cotidiano. O protótipo final foi estruturado em 16 faces, em formato portátil, visando facilitar o uso contínuo e o apoio ao seguimento clínico. A etapa de validação do material com os participantes encontra-se em andamento.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>O co-design mostrou-se uma estratégia viável para o desenvolvimento de tecnologias educativas centradas na usuária, possibilitando a construção de um material alinhado às necessidades do cuidado. O cartão de bolso apresenta potencial para apoiar o autocuidado e qualificar o acompanhamento clínico de mulheres com prolapso de órgãos pélvicos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O estudo contribui para a área da estomaterapia ao desenvolver uma tecnologia educativa voltada ao tratamento conservador do prolapso de órgãos pélvicos com uso de pessário vaginal. O cartão de bolso integra orientações para o autocuidado e registro de informações clínicas, favorecendo a autonomia das usuárias e a continuidade do cuidado. Além disso, qualifica o seguimento clínico e fortalece a comunicação entre pacientes e profissionais, configurando-se como uma estratégia de baixo custo e aplicável em diferentes contextos assistenciais, ampliando as possibilidades de atuação da enfermagem especializada nas disfunções do assoalho pélvico.</p> </div>Aline Carvalho OliveiraLarissa Almeida NavarroEdimaria Carvalho De SousaGisela Maria Assis
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2026-06-052026-06-05SEGURANÇA DO PACIENTE E CUIDADO SUSTENTÁVEL NA NEONATOLOGIA: DESAFIOS NA PREVENÇÃO DE LESÕES DE PELE
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2367
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Refletir sobre a ocorrência de lesões de pele relacionadas a dispositivos médicos em recém-nascidos e as contribuições da estomaterapia na qualificação do cuidado em interface com as equipes assistenciais.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif;">Trata-se de um estudo de natureza teórico-reflexiva, fundamentado em experiências assistenciais e docentes, articuladas à literatura sobre segurança do paciente, cuidado neonatal e estomaterapia. As lesões de pele relacionadas a dispositivos médicos (Medical Device-Related Pressure Injuries – MDRPI) configuram-se como eventos adversos frequentes em unidades neonatais, decorrentes da imaturidade cutânea, necessidade de suporte tecnológico e uso prolongado de dispositivos para manutenção da vida¹–³. Esses eventos impactam diretamente a segurança do paciente, a qualidade assistencial e os custos em saúde, exigindo estratégias de cuidado que integrem prevenção, monitoramento contínuo e educação das equipes¹,². A reflexão parte da análise de situações vivenciadas em unidades de alta complexidade, evidenciando a relação entre o uso de dispositivos — como cateteres, sondas, fixadores e interfaces respiratórias — e o desenvolvimento de lesões cutâneas, bem como os desafios na sistematização de práticas preventivas e na padronização do cuidado. Observa-se que as lesões por dispositivos estão frequentemente associadas à pressão, fricção, umidade e inadequação na fixação, sendo potencializadas pela fragilidade da pele neonatal³. A variabilidade das práticas assistenciais e a ausência de protocolos estruturados contribuem para a ocorrência desses eventos. Nesse contexto, a estomaterapia apresenta-se como campo estratégico para a qualificação do cuidado, ao atuar na avaliação de risco, seleção e adaptação de tecnologias, proteção da pele e capacitação das equipes assistenciais⁴. Sua atuação favorece a redução de danos, a padronização de práticas e o fortalecimento da segurança do paciente, além de contribuir para o uso mais racional de recursos, alinhando-se aos princípios do cuidado sustentável²,⁵. </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif;"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif;">As lesões relacionadas a dispositivos em neonatologia representam um importante desafio para a segurança do paciente. A inserção da estomaterapia em interface com as equipes assistenciais potencializa a implementação de práticas preventivas, integradas e baseadas em evidências, contribuindo para a qualificação da assistência, redução de eventos adversos e sustentabilidade do cuidado. Como contribuição para a estomaterapia, o estudo reforça o papel da especialidade na consolidação de práticas assistenciais seguras, na sistematização do cuidado e na capacitação das equipes, ampliando sua atuação em cenários de alta complexidade e vulnerabilidade.</span></p> </div> </div>Caroline Rodrigues De OliveiraCarolina Cabral Pereira Da CostaNorma Valéria Dantas De Oliveira SouzaMarcelle Campos AraújoAline Lima De Oliveira Dos SantosAna Beatriz Miranda De FreitasCarla Rocha PinaRogério Marques De Souza
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2026-06-052026-06-05AMBULATÓRIO DE FERIDAS: EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2368
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência de graduandos de enfermagem participantes da Liga de Cuidados Tissulares em um ambulatório de feridas de um hospital universitário do interior do estado de São Paulo.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p dir="ltr">Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência. A atividade ocorreu no período de julho a novembro de 2025. Os serviços do ambulatório de feridas ocorrem no período vespertino, às sextas-feiras, sendo direcionados a pacientes com feridas de diferentes etiologias, como diabetes mellitus e doenças vasculares. Durante as atividades, os graduandos estiveram sob supervisão direta de profissionais do serviço, e tiveram a oportunidade de reconhecer os cuidados com feridas, realizados pela enfermagem.</p> <p dir="ltr">A participação ativa dos graduandos possibilitou o desenvolvimento do raciocínio clínico voltado à avaliação e manejo de feridas complexas¹. Durante cada atendimento, a equipe de saúde realiza a avaliação sistematizada da ferida, discute a evolução do quadro e orienta o paciente e familiares sobre os cuidados domiciliares. Neste momento, os discentes eram estimulados a levantar hipóteses sobre o tipo de cobertura mais adequada, os sinais de infecção local e a necessidade de desbridamento, além de discutir estratégias para a prevenção de complicações, como infecção e maceração.</p> <p dir="ltr">Ao final da avaliação, o enfermeiro convidava os estudantes para acompanhar de perto a realização do curativo, de modo que estes pudessem aplicar na prática os conhecimentos adquiridos na graduação sobre o cuidado com feridas, a tomada de decisão clínica, escolha da cobertura primária e secundária, a técnica asséptica e o conforto do paciente. Essa vivência permitiu integrar teoria e realidade assistencial, desenvolvendo o raciocínio e o olhar clínico, as habilidades técnicas e a comunicação com os usuários, acerca de suas comorbidades e cuidados cotidianos².</p> <p dir="ltr">Ao longo dos encontros, observou-se o desenvolvimento do raciocínio clínico dos discentes. A supervisão contínua assegurou a segurança do paciente e o aprendizado prático, destacando o papel da extensão universitária na formação crítica e humanizada em enfermagem. A experiência reforçou a importância do ambulatório de feridas como campo potente para o ensino prático, como local para futuros estudos e para o fortalecimento da extensão, articulando ensino, serviço e comunidade³.</p> <p dir="ltr">Por se tratar de relato de experiência sem identificação dos participantes, e respeitando os princípios éticos conforme a Resolução CNS nº 510/2016, dispensou-se a apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Diante do exposto, evidencia-se que as principais potencialidades identificadas consistem no apoio institucional do ambulatório, na organização e envolvimento dos ligantes e na atuação multiprofissional, sendo esses pilares fundamentais para a formação do enfermeiro. Esses elementos contribuem para a consolidação de competências clínicas, éticas e colaborativas, ao mesmo tempo em que ressaltam a relevância dos cuidados tissulares na prática profissional em todos os níveis de atenção à saúde.</p> <p dir="ltr">A experiência proporcionou a inserção precoce dos graduandos em um ambulatório especializado, favorecendo o desenvolvimento de competências clínicas em estomaterapia, bem como a articulação entre fundamentos teóricos, promovendo o cuidado baseado em evidências no manejo de feridas.</p> <p> </p> </div> </div>Thais Aragão Rosa De MouraFelipe Da Silva Marques RibeiroAngelo Antonio Paulino Martins ZanettiDenise DesconsiAndréia Cristina YauchClarita Terra Rodrigues Serafim
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2026-06-052026-06-05CISTITE ACTÍNICA E INTERSTICIAL: O PAPEL DO ENFERMEIRO ESTOMATERAPEUTA NA ABORDAGEM CONSERVADORA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2369
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <div>Sintetizar, por meio de revisão da literatura, as evidências relacionadas à cistite actínica e à cistite intersticial, abordando suas características clínicas e fisiopatológicas e o papel do enfermeiro estomaterapeuta no manejo conservador.</div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> <span class="TextRun SCXW209275575 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW209275575 BCX0">Revisão narrativa da literatura realizada nas bases </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW209275575 BCX0">PubMed</span><span class="NormalTextRun SCXW209275575 BCX0">/MEDLINE e Scopus, incluindo publicações entre 2015 e 2024. Foram priorizadas revisões sistemáticas, estudos observacionais e diretrizes clínicas de sociedades internacionais relevantes. Os estudos selecionados abordaram aspectos clínicos, fisiopatológicos e terapêuticos da cistite actínica e da cistite intersticial, com ênfase no manejo conservador e na atuação multiprofissional.</span></span><span class="EOP SCXW209275575 BCX0" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span class="TextRun SCXW123866797 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW123866797 BCX0">A literatura demonstra que a cistite actínica e a cistite intersticial compartilham sintomas urinários incapacitantes, como dor pélvica, urgência e aumento da frequência miccional, </span><span class="NormalTextRun SCXW123866797 BCX0">embora apresentem etiologias distintas. A cistite actínica</span><span class="NormalTextRun SCXW123866797 BCX0"> (CA)</span><span class="NormalTextRun SCXW123866797 BCX0"> resulta de lesões vasculares progressivas e fibrose da parede vesical decorrentes da radiação ionizante, podendo manifestar-se meses ou anos após o tratamento oncológico. Já a cistite intersticial</span><span class="NormalTextRun SCXW123866797 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW123866797 BCX0">(CI) </span><span class="NormalTextRun SCXW123866797 BCX0">também conhecida como </span><span class="NormalTextRun SCXW123866797 BCX0">síndrome da bexiga dolorosa</span><span class="NormalTextRun SCXW123866797 BCX0"> (SBD)</span><span class="NormalTextRun SCXW123866797 BCX0">,</span><span class="NormalTextRun SCXW123866797 BCX0"> está associada à disfunção da barreira urotelial, processos inflamatórios e alterações na modulação neural da dor. As diretrizes internacionais indicam que o manejo inicial dessas condições deve priorizar intervenções conservadoras. Estudos também apontam elevada prevalência de disfunções do assoalho pélvico em pacientes com CI/SBD, reforçando a importância de intervenções de reabilitação pélvica no controle sintomático. Nesse cenário, o enfermeiro estomaterapeuta pode contribuir significativamente na triagem clínica, na orientação sobre hábitos miccionais, na identificação de fatores desencadeantes e na promoção do autocuidado.</span></span><span class="EOP SCXW123866797 BCX0" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span class="TextRun SCXW194144019 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW194144019 BCX0">As evidências indicam que o manejo conservador desempenha papel central no tratamento inicial da </span><span class="NormalTextRun SCXW194144019 BCX0">CA</span><span class="NormalTextRun SCXW194144019 BCX0"> e da </span><span class="NormalTextRun SCXW194144019 BCX0">CI/SBD</span><span class="NormalTextRun SCXW194144019 BCX0">. Estratégias baseadas em educação terapêutica, mudanças comportamentais e intervenções voltadas ao assoalho pélvico demonstram potencial para reduzir sintomas urinários e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.</span></span><span class="EOP SCXW194144019 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":0,"335559737":0,"335559738":0,"335559739":0,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW69620583 BCX0">O enfermeiro estomaterapeuta possui potencial relevante, embora ainda subexplorado, no cuidado a pacientes com cistites crônicas associadas a sintomas urinários complexos. Suas competências em educação para o autocuidado, orientação comportamental e reabilitação funcional alinham-se às recomendações das diretrizes internacionais para o manejo inicial dessas condições. A ampliação da produção científica nessa área pode fortalecer a inserção da estomaterapia nas linhas de cuidado voltadas às disfunções miccionais e à dor pélvica crônica, contribuindo para uma assistência mais integrada, resolutiva e centrada no paciente.</span><span class="EOP SCXW69620583 BCX0" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559740":360}"> </span> </p> </div> </div>Marta Lira GoulartGleizze Ilana GomesHeloísa Severino De Miranda
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2026-06-052026-06-05PROCESSO SELETIVO EM LIGA ACADÊMICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DISCENTE
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2370
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência de uma acadêmica de enfermagem em um processo seletivo da Liga de Estomaterapia de uma universidade pública do Ceará. </p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>As ligas acadêmicas consolidaram-se como espaços fundamentais na educação superior brasileira, funcionando como catalisadoras do tripé universitário: ensino, pesquisa e extensão. Historicamente, essas organizações surgiram no campo da saúde para combater agravos de alta prevalência, como a tuberculose e a hanseníase. Atualmente, representam uma estratégia pedagógica que permite o aprofundamento teórico-prático e o desenvolvimento de competências críticas, preparando o estudante para os desafios do cenário assistencial contemporâneo.<br>No contexto da Enfermagem em uma universidade pública do Ceará, a Liga de Estomaterapia (LEE) destaca-se por sua atuação técnica e humanizada nos eixos de estomias, feridas e incontinências. O interesse por essa área específica foi despertado durante a vivência como bolsista de iniciação científica em uma pesquisa voltada a pacientes submetidos a cirurgias cardíacas. O contato direto com a vulnerabilidade desses indivíduos e a complexidade do cuidado pós-operatório motivou a busca por uma formação mais densa, capaz de oferecer respostas especializadas às demandas de saúde dessa população.<br>O processo seletivo para ingresso na LEE foi estruturado em quatro fases eliminatórias, ocorridas entre março e abril. A etapa inicial compreendeu a análise documental e curricular. A segunda fase consistiu em uma apresentação oral sobre tema livre relacionado à área, testando a capacidade de síntese e comunicação do candidato. As etapas subsequentes envolveram uma ação de extensão em saúde, focada no trabalho coletivo, e uma entrevista final para alinhar expectativas acadêmicas.<br>Durante a preparação para o seminário, surgiram sentimentos ambivalentes: a determinação e o desejo de crescimento coexistiram com a ansiedade inerente à avaliação. Nesse prisma, as ligas atuam como metodologias ativas que estimulam o protagonismo estudantil, exigindo a superação de barreiras emocionais. A preparação envolveu o estudo exaustivo de artigos científicos e a prática de oratória, visando o domínio do conteúdo. O tema escolhido, aspectos psicossociais do paciente com estomia intestinal, refletiu o compromisso com uma perspectiva sensível e humanizada, indo além do cuidado puramente biológico.<br>A participação em processos seletivos dessa magnitude é indispensável para fortalecer a formação do enfermeiro. Tal experiência incentiva o rigor teórico, o contato com a extensão e o desenvolvimento de competências essenciais para a futura atuação profissional. Conclui-se que o percurso na LEE não representa apenas um ganho técnico, mas um marco na trajetória acadêmica, pautado na busca pela excelência assistencial e na transformação social da realidade dos pacientes atendidos.</p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Conclui-se que o percurso na LEE não representa apenas um ganho técnico, mas um marco na trajetória acadêmica, pautado na busca pela excelência assistencial e na transformação social da realidade dos pacientes atendidos.</p> </div>Victória Souza De OliveiraRhanna Emanuella Fontenele Lima De CarvalhoMaria Beatriz Nunes De CarvalhoSarah Beatriz Pinto BezerraAurilene Lima Da Silva
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2026-06-052026-06-05A CAPACIDADE VESICAL ESPERADA (CVE) SUPERESTIMA VOLUMES MICCIONAIS EM CRIANÇAS COM ENURESE E BEXIGA HIPERATIVA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2371
<div> <div> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A avaliação de crianças com sintomas do trato urinário inferior inclui a análise dos volumes miccionais obtidos por meio de um diário miccional (DM) em comparação com a capacidade vesical esperada (CVE). Constitui-se num instrumento de medida de extrema utilidade, não invasivo, barata e precisa que permite traçar o perfil do hábito urinário e características determinantes da função vesical da criança, bem como documentar claramente esses achados. A CVE representa o volume miccional máximo esperado como padrão para comparação, valor que deve ser interpretado e calculado em relação à idade da criança. <br style="mso-special-character: line-break;"><!-- [if !supportLineBreakNewLine]--><br style="mso-special-character: line-break;"><!--[endif]--></span></p> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif;">Avaliar a hipótese é que os volumes obtidos com o DM em crianças com disfunção do trato urinário inferior (DTUI) são inferiores à sua CVE.<br style="mso-special-character: line-break;"><!-- [if !supportLineBreakNewLine]--><br style="mso-special-character: line-break;"><!--[endif]--></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Pais e responsáveis de crianças de 5 a 14 anos com bexiga hiperativa (BH) e enurese monossintomática primária (EMP) foram orientadas a preencher um DM de 3 dias como parte de sua avaliação, após aplicação de questionário específico validado. Os dados obtidos do DM foram comparados com a CVE pela fórmula clássica, CVE: (idade+1) x 30, padronizada pela ICCS</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Foram incluídas 98 crianças com idade média de 8.23 ± 2,26 anos (53% do sexo masculino). Destas, 59 apresentavam enurese primária monossintomática e 30 bexiga hiperativa. A frequência, volume urinário médio e volume noturno foram semelhantes, independentemente de quantos dias os episódios de micção foram registrados. Quanto à correlação entre volume máxima urinário (VMMax) e CVE, observou-se em toda amostra que em 68% das crianças, o VMMax foi menor que o CVE. Já nas crianças com EMP foi <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>67% e 69% com BH, respectivamente. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Na população estudada, a fórmula tradicional da CVE superestimou a capacidade vesical em 83% tanto em crianças com enurese primária monossintomática, quanto com bexiga hiperativa, quando comparada aos volumes obtidos pelo DM. Isso pode levar a vieses na avaliação clínica.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O presente estudo evidencia a atuação e autonomia do enfermeiro estomaterapeuta na interpretação e avaliação do diário miccional, especialmente no contexto das disfunções do trato urinário inferior.</span></p> </div> </div>Hanny Helena Masson FranckFernanda Tayarol Presotti MenezesLiliana Fajardo OliveiraAnadelle De Souza Teixeira LimaAlfeu Gomes De Oliveira JuniorAna Carolina Da Silva Guedes
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2026-06-052026-06-05CERTIFICAÇÃO PADRÃO OURO PROGRAMA DESPÉRTA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2372
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><strong id="docs-internal-guid-eccb78a9-7fff-c588-aed4-266b2550425c"></strong></p> </div> <div> <p>Ser o primeiro hospital privado do Brasil a obter a Certificação Padrão Ouro DesPérta.</p> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de um relato de experiência ocorrido em um hospital privado de Porto Alegre/RS. Foi seguida a jornada proposta pelo Programa DesPérta, iniciando com a apresentação do programa à equipe hospitalar, firmando acordo e realizando treinamento. Na etapa seguinte, ocorreu a preparação prática com diagnóstico situacional feito por avaliadores e a construção de um plano de ação. A partir disso, foi elaborado um protocolo de atendimento ao paciente diabético, com fluxo fast track para casos de úlcera no pé diabético. Foram incluídos estudos de casos com uso de coberturas antimicrobianas à base de fibras poliabsorventes e matriz cicatrizante TLC-Ag (tecnologia lipídico-coloide com prata) e TLC-NOSF (com octossulfato de sacarose). Também foi definido o fluxo para utilização de offloading para melhorar a pressão onde possui a úlcera de pé diabético. Na fase de implementação prática, realizou-se o plano de engajamento com treinamentos institucionais para os enfermeiros envolvidos no cuidado do grupo de referência e validação do protocolo. Em seguida, houve a visita de representante do D-Foot para avaliação da implementação. Por fim, foram avaliadas as métricas, divulgados os<strong id="docs-internal-guid-436bffd8-7fff-2de2-6d59-bd71ef4dfe71"> </strong>resultados e entregue o certificado Padrão Ouro do DesPérta.<strong> </strong>Após cumprir todas as etapas do programa, o hospital foi reconhecido como primeiro hospital no Brasil, altamente preparado e eficiente, com excelente organização, engajamento da equipe e foco nas necessidades dos pacientes, recebendo a Certificação Padrão Ouro em boas práticas para o cuidado de pessoas com diabetes para prevenção de úlceras e amputações do Programa DesPérta. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Com a jornada DesPérta, o hospital estruturou um protocolo de cuidado ao paciente diabético, alinhado às diretrizes do IWGDF, assegurando boas práticas para prevenção de úlceras e amputações. Com isso outros benefícios foram adicionados a instituição como ambulatório com consulta de enfermagem do paciente diabético.</p> </div>Elisandra Leites PinheiroGabriela Cardoso De SouzaIsabella Dos Santos CoppolaLucas Aguiar Da RochaMicaela Da Silva ConstanteTess De Oliveira SzapszayCarolina Loreto De Amorim
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2026-06-052026-06-05RONDA DE SEGURANÇA NA PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2373
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Relatar a implementação de uma ronda de segurança como estratégia para prevenção de lesão por pressão em pacientes críticos.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma unidade de terapia intensiva adulto, a partir da identificação de elevada incidência de lesão por pressão, especialmente em pacientes classificados como alto risco segundo a escala de Braden¹. Para enfrentamento do problema, elaborou-se um plano de ação baseado na metodologia 5W2H², tendo como estratégia principal a implementação da ronda de segurança³, com meta de alcançar 60 dias consecutivos sem ocorrência do evento. A intervenção foi conduzida por enfermeiro estomaterapeuta, por meio de visitas diárias à unidade, com participação ativa da equipe de enfermagem. Durante as rondas, eram realizadas interações estruturadas com os profissionais responsáveis pelo cuidado direto ao paciente, utilizando instrumento estruturado que contemplava: avaliação do risco para lesão por pressão, presença de lesão instalada, uso e funcionamento de colchão pneumático, utilização de dispositivos de alívio de pressão e tolerância ao reposicionamento no leito. As inconformidades identificadas eram corrigidas imediatamente, promovendo alinhamento das condutas e maior segurança assistencial. Como estratégia de engajamento, foi implementado um quadro de monitoramento visível na unidade, registrando os dias consecutivos sem ocorrência de lesão por pressão, fortalecendo a cultura de segurança do paciente. A implementação da ronda resultou em 62 dias consecutivos sem novos casos de lesão por pressão, superando a meta estabelecida e evidenciando elevada adesão da equipe, padronização das práticas e fortalecimento da cultura de segurança.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A implementação da ronda de segurança mostrou-se uma estratégia eficaz na prevenção de lesão por pressão em pacientes críticos, promovendo identificação precoce de riscos, correção imediata de condutas e fortalecimento do trabalho em equipe. A atuação do enfermeiro estomaterapeuta destacou-se como elemento central na condução de práticas baseadas em segurança, contribuindo para a qualificação da assistência e redução de danos à pele. Ademais, trata-se de uma estratégia simples, de baixo custo e potencialmente replicável em diferentes contextos assistenciais, reforçando a importância de intervenções estruturadas e do monitoramento contínuo na promoção de uma cultura assistencial segura e proativa.</span></p> </div> </div>Leonardo Mendes CardosoFrancisco Raimundo Silva Junior
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2026-06-052026-06-05USO DE MATRIZ CICATRIZANTE COM OCTASSULFATO DE SACAROSE TRATAMENTO DE ÚLCERAS DIABÉTICAS: ESTUDO CLÍNICO RANDOMIZADO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2374
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Avaliar a eficácia da terapia lipido-coloide associada à matriz cicatrizante com octassulfato de sacarose no tratamento de úlceras nos pés em pessoas com diabetes.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de um estudo clínico randomizado, realizado no período de dezembro de 2025 a abril de 2026, em um ambulatório de estomaterapia de um hospital de referência de alta complexidade. Foram selecionados 30 pacientes, distribuídos em dois grupos de 15 participantes. A randomização ocorreu por códigos: pacientes com números ímpares receberam matriz cicatrizante neutra, enquanto os pares foram tratados com matriz contendo octassulfato de sacarose. Nas duas primeiras semanas, devido à presença de sinais de infecção nas feridas, foi utilizada tecnologia lipido-coloide com prata para ação antimicrobiana. Após esse período, iniciou-se o uso das matrizes cicatrizantes conforme o grupo. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual do Piauí sob parecer nº 7.545.887</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Os pacientes relataram redução significativa da dor ao longo do tratamento. Observou-se diminuição progressiva da área das lesões com a realização dos curativos. Até o momento, 12 pacientes apresentaram cicatrização completa. A média de tempo para cicatrização foi de aproximadamente 50 dias. A maioria dos participantes era do sexo masculino, com idade entre 50 e 60 anos, de baixa renda. As lesões tiveram como principais causas calosidades e uso de calçados inadequados.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>A terapia lipido-coloide associada à matriz cicatrizante, especialmente com octassulfato de sacarose, demonstrou ser eficaz no tratamento de úlceras em pés de pessoas com diabetes, promovendo redução da dor, diminuição da área das lesões e tempo satisfatório de cicatrização.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O estudo reforça a importância do uso de tecnologias avançadas no cuidado de feridas complexas, contribuindo para a prática baseada em evidências na estomaterapia. A associação de terapias mostrou impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes, reduzindo o tempo de cicatrização e complicações. Como limitação, destaca-se a heterogeneidade das lesões, visto que alguns pacientes apresentavam feridas em membros superiores. Ainda assim, os achados contribuem para a ampliação de protocolos assistenciais e fortalecimento da atuação do estomaterapeuta no manejo de feridas crônicas em pessoas com diabetes.</p> </div> </div>Maria Eduarda Silva GomesJosiane Santos SilvaSandra Marina Gonçalves BezerraThaynnar Ribeiro
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2026-06-052026-06-05QUALIFICAÇÃO DO CUIDADO EM ESTOMIAS INTESTINAIS: REESTRUTURAÇÃO DO FLUXO PÓS-OPERATÓRIO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2375
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Relatar a reestruturação do fluxo assistencial no pós-operatório de pessoas com estomias intestinais, visando à qualificação do cuidado, à segurança assistencial e ao fortalecimento da atuação do enfermeiro estomaterapeuta.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de um relato de experiência realizado em um serviço de Estomaterapia de uma instituição hospitalar, a partir da avaliação do fluxo assistencial de pessoas com estomias intestinais no período pós-operatório¹. A assistência a esses pacientes requer abordagem sistematizada, educação em saúde e acompanhamento contínuo, considerando os impactos físicos, emocionais e sociais decorrentes da confecção do estoma². Fragilidades no fluxo assistencial podem comprometer a adaptação do paciente, aumentar a incidência de complicações periestomais e dificultar a adesão ao tratamento³. Foram identificadas lacunas relacionadas à descontinuidade do cuidado após a alta hospitalar, ausência de padronização nas orientações e dificuldades no acesso a dispositivos coletores. Diante disso, foi realizada a reestruturação do fluxo assistencial, estabelecendo que todos os pacientes submetidos à confecção de estomia intestinal fossem acompanhados pelo serviço de Estomaterapia desde o pós-operatório imediato. A equipe assistencial passou a acionar o enfermeiro estomaterapeuta como profissional de referência, garantindo a realização de consulta de enfermagem ainda durante a internação, com avaliação clínica, inspeção do estoma e da pele periestomal, orientações ao paciente e familiares sobre autocuidado, além do fornecimento inicial de insumos. Para assegurar a continuidade assistencial, foi instituído o agendamento de consulta ambulatorial em até sete dias após a alta hospitalar, com reavaliação clínica, prescrição individualizada de dispositivos coletores e orientações quanto ao acesso aos insumos. O acompanhamento segue com retorno mensal no primeiro mês e, posteriormente, a cada três meses, com foco na prevenção de complicações, monitoramento clínico e fortalecimento do autocuidado. Observou-se melhora na organização do cuidado, maior adesão ao acompanhamento ambulatorial e maior segurança dos pacientes no manejo do estoma. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif;">A reestruturação do fluxo assistencial mostrou-se eficaz na qualificação do cuidado à pessoa com estomia intestinal no pós-operatório, promovendo maior integração entre os níveis de atenção, padronização das condutas e segurança no processo de adaptação ao estoma. A inserção sistemática do enfermeiro estomaterapeuta, desde o pós-operatório imediato até o seguimento ambulatorial, fortalece o autocuidado, previne complicações e otimiza o acesso a dispositivos coletores adequados, com impacto positivo na qualidade de vida. Destaca-se, ainda, o potencial dessa estratégia como modelo organizacional replicável em diferentes contextos assistenciais, reforçando a importância da organização de fluxos de cuidado centrados no paciente e orientados por práticas seguras, resolutivas e baseadas em evidências.</span></p> </div> </div>Leonardo Mendes CardosoFrancisco Raimundo Silva Junior
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2026-06-052026-06-05FORMAÇÃO EM ESTOMATERAPIA: DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS CRÍTICO-REFLEXIVAS NO CUIDADO EM SAÚDE
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2376
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Arial',sans-serif;">Refletir sobre a formação em estomaterapia na perspectiva do desenvolvimento ampliado de competências profissionais, considerando a integração entre os diferentes pilares da prática em saúde.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de um estudo de natureza teórico-reflexiva, fundamentado na trajetória docente e assistencial em estomaterapia, articulada à literatura científica e às diretrizes internacionais da área¹<sup>-</sup>³, bem como às políticas de formação em saúde e educação permanente⁴. A estomaterapia, enquanto especialidade da enfermagem, configura-se como campo estratégico para o cuidado à atenção integral à pessoa com estomias, feridas, incontinências¹<sup>-</sup>³. Para além do manejo técnico, abrange dimensões educativas, relacionais, investigativas e de reabilitação, fundamentais para a promoção do autocuidado, da autonomia e da qualidade de vida <sup>¹,³</sup><sub>.</sub> Entretanto, observa-se que o cuidado em estomaterapia ainda se organiza, frequentemente, a partir de uma lógica centrada em intervenções técnicas, como a troca de curativos e equipamentos coletores, prescrição de dispositivos e múltiplos adjuvantes, em detrimento de abordagens educativas, integradas e centradas na pessoa²<sup>,</sup>³. Essa configuração evidencia não apenas desafios no âmbito assistencial, mas também tensiona os processos formativos, nos quais coexistem a necessidade de respostas rápidas às demandas do cuidado e a construção de uma formação mais crítica e reflexiva⁴,⁵. Nesse contexto, emerge, a reflexão sobre a importância de sustentar processos formativos que valorizem o desenvolvimento do pensamento crítico, mesmo diante das pressões do cotidiano assistencial e das expectativas dos discentes por soluções imediatas e instrumentalizadas. Reconhecer o cuidado como prática complexa implica considerar que, para além do domínio técnico, são necessárias competências relacionadas à análise, tomada de decisão fundamentada, atuação interdisciplinar e compromisso com a produção de conhecimento¹<sup>,3,</sup>⁵. Destaca-se, assim, a atuação do enfermeiro estomaterapeuta como agente articulador entre assistência, ensino, pesquisa e gestão, contribuindo para a qualificação do cuidado e para a formação de profissionais mais preparados para lidar com a complexidade das práticas em saúde¹. Evidencia-se que a centralidade na dimensão técnica, embora necessária, pode, quando isolada, limitar a construção de um cuidado integral, crítico e baseado em evidências³. Ao mesmo tempo, reconhece-se que o contexto assistencial e formativo impõe demandas por agilidade e resolutividade. Nesse cenário, estratégias pedagógicas que articulam teoria e prática, estimulam o pensamento científico e favorecem a reflexão crítica mostram-se fundamentais para equilibrar essas dimensões⁴<sup>,</sup>⁵. A estomaterapia apresenta-se, assim, como campo potente para o desenvolvimento ampliado de competências, ao integrar cuidado técnico qualificado com educação em saúde, produção de conhecimento e organização do processo de trabalho¹<sup>-</sup>³.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Arial',sans-serif;">A formação em estomaterapia, quando orientada por uma perspectiva ampliada do cuidado, contribui para a construção de práticas profissionais mais críticas, integradas e centradas na pessoa. Destaca-se o papel do docente como mediador desse processo, favorecendo o equilíbrio entre a necessária competência técnica e o desenvolvimento de uma postura crítico-reflexiva. Como contribuição para a estomaterapia, a presente reflexão reforça a importância de processos formativos que integrem assistência, ensino, pesquisa e gestão, contribuindo para a formação de profissionais mais preparados para lidar com a complexidade do cuidado e fortalecer a qualidade da assistência nos diferentes contextos de atuação.</span></p> </div>Caroline Rodrigues De OliveiraCarolina Cabral Pereira Da CostaDayse Carvalho Do NascimentoJakeline Costa Dos SantosLetícia Alves Do NascimentoMidian Oliveira DiasPatrícia Alves Dos Santos SilvaNorma Valéria Dantas De Oliveira Souza
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2026-06-052026-06-05VÍDEO EDUCATIVO SOBRE MANEJO COM A ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO PARA ENFERMEIROS: ESTUDO METODOLÓGICO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2377
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Desenvolver material audiovisual digital como recurso educativo sobre o manejo de equipamentos coletores para estomias de eliminação direcionado para os colaboradores em uma rede verticalizada de saúde. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de um estudo metodológico sobre a construção de uma tecnologia educacional digital, voltado para profissionais de saúde de uma rede privada no Brasil, estruturado em três etapas: pré-produção, produção e pós-produção do vídeo educativo. O estudo foi realizado nos meses de dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Na etapa de pré-produção, foram definidos os conteúdos com base em protocolos institucionais, diretrizes internacionais e evidências científicas relacionadas ao cuidado com estomias. Foi elaborado roteiro técnico e storyboard sobre os principais cuidados com o manejo do equipamento coletor de estomias de eliminação. Na fase de produção, as gravações foram realizadas em ambiente controlado, com simulação por meio de modelo anatômico, utilizando dispositivos e adjuvantes padronizados na instituição (equipamentos de uma peça, duas peças, placa plana, placa convexa, apresentações recortáveis, pré-cortadas e moldáveis). Na pós-produção, foi realizada a seleção das imagens, edição do material, inserção de narração técnica e legendas explicativas, com o apoio de equipe especializada. O conteúdo final foi revisado por enfermeiros estomaterapeutas para validação técnica e adequação pedagógica, visando objetividade, clareza e aplicabilidade prática. O vídeo foi estruturado em módulos de curta duração, organizados em sequência lógica do cuidado, contemplando: avaliação do estoma e da pele periestomal; mensuração do estoma; recorte e adaptação da placa; preparo da pele; aplicação de barreiras protetoras; seleção do dispositivo conforme características clínicas; técnica de fixação; manejo de efluentes; troca do sistema; e prevenção de dermatite periestomal e outras complicações. O material foi disponibilizado em plataforma educacional institucional para treinamento contínuo dos profissionais de enfermagem. Após a visualização, os profissionais são submetidos à avaliação de aprendizagem, além de instrumento de feedback para aprimoramento contínuo do material. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O desenvolvimento de vídeo educativo sobre o manejo de bolsas de estomias demonstrou ser uma ferramenta eficaz para a padronização de técnicas, qualificação da assistência e prevenção de complicações periestomais em rede verticalizada, contribuindo para a melhoria da qualidade do cuidado em estomaterapia. Além disso, configura-se como estratégia de educação permanente, permitindo treinamento em larga escala, com uniformidade na transmissão do conhecimento e sem dependência de instrutores presenciais. Destaca-se o fortalecimento da prática baseada em evidências, a sistematização do cuidado ao paciente estomizado, a ampliação do acesso à educação permanente em larga escala e o suporte à tomada de decisão clínica por enfermeiros, favorecendo desfechos assistenciais mais seguros e de maior qualidade. </p> </div>Hilda Macambira Santtos HolandaMaria Laura Silva GomesThais Vaz JorgeDanika Alves AoyaguiAndrea Rodrigues Baldin De MoraesAlexandre De Oliveira Almeida
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2026-06-052026-06-05GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS EM ESTOMATERAPIA E FERIDAS: DESAFIOS E IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2378
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Refletir criticamente sobre as evidências acerca do gerenciamento de resíduos de serviço de saúde (RSS) relacionados ao cuidado à pessoa com feridas e as lacunas formativas na Enfermagem à luz da saúde planetária.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de uma reflexão crítica da literatura, com análise de estudos que abordam o manejo de RSS na enfermagem, com ênfase no cuidado a pessoas com feridas e na formação acadêmica voltada à saúde ambiental. Na interface entre a Estomaterapia e a saúde planetária, destaca-se o papel da enfermagem na promoção de práticas de cuidado ecologicamente responsáveis. Parte-se da compreensão de que o ato de cuidar das pessoas com feridas transcende a atenção individual e envolve a determinação social do processo saúde-doença em seus contextos mais amplos, como o ambiente e os sistemas que sustentam a vida1. O gerenciamento de RSS pode ser entendido como uma expressão concreta da ética do cuidado, evidenciando que o descarte inadequado de materiais compromete tanto a saúde humana quanto o equilíbrio ecológico1,2. Na área da saúde planetária há escassez de literatura específica sobre o gerenciamento de resíduos no contexto do cuidado à pessoas feridas. Um estudo evidenciou que o cuidado à pessoa com ferida gera diversidade significativa de resíduos, totalizando 23 tipos, incluindo materiais classificados nos grupos B (químicos), A4 (infectantes), E (perfurocortantes) e D (comuns), cada qual com fluxos específicos de manejo e descarte2. Apesar dessa complexidade, graduandos de enfermagem relatam que a saúde ambiental é abordada de forma pontual e limitada, sendo os conteúdos apresentados de maneira fragmentada, sem promover sensibilização ou desenvolvimento crítico3. Além disso, observa-se que, embora os acadêmicos reconheçam os tipos de RSS, persistem lacunas quanto à segregação, ao descarte adequado, à responsabilidade pelo manejo e à necessidade de tratamento prévio antes da destinação final4. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Há discrepância entre o conhecimento teórico e a aplicação prática no manejo de RSS entre estudantes de enfermagem, somada à limitada produção científica sobre o tema no contexto do cuidado às pessoas com feridas, evidenciando fragilidades na formação quanto à sustentabilidade. Assim, o cuidado à pessoa com feridas deve ser abordado considerando a importância dessa temática, uma vez que essa assistência é comum no cotidiano dos profissionais e uma prévia reflexão sobre isso pode influenciar as etapas do processo de enfermagem e, consequentemente, contribuir com a saúde ambiental e planetária. O estudo reforça a necessidade de integrar de forma transversal a temática saúde ambiental na formação em enfermagem, especialmente na estomaterapia, promovendo o desenvolvimento de competências críticas e sustentáveis. A problematização do uso de insumos e do manejo de resíduos pode favorecer práticas mais conscientes, contribuindo para a redução dos impactos ambientais sem comprometer a qualidade do cuidado.</p> </div> </div>João Pedro Jorge BorgesAline De Sousa IrineuIsabella ReggianiMaria Paula Neves De OliveiraMariana Sati Huang De Azevedo MimotoPaula Cristina NogueiraVera Lúcia Conceicao De Gouveia Santos
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2026-06-052026-06-05USO DE MATRIZ CICATRIZANTE (URGOSTART®) NO TRATAMENTO DE LESÃO CRÔNICA EM PACIENTE COM DIABETES MELLITUS.
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2379
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever a evolução de uma lesão crônica em hálux direito tratada com UrgoStart®, em um paciente com diabetes mellitus e comorbidades associadas, atendido em ambulatório de feridas de um hospital privado do sul do país.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p data-start="382" data-end="851">As lesões crônicas em membros inferiores de pacientes diabéticos representam um desafio no cuidado especializado, especialmente na presença de comorbidades. O diabetes mellitus associado ao tabagismo compromete a cicatrização tecidual, exigindo abordagens terapêuticas específicas. Nesse contexto, o uso de tecnologias avançadas, como curativos com matriz cicatrizante TLC-NOSF, tem demonstrado benefícios na aceleração do processo cicatricial.Trata-se de um relato clínico de paciente do sexo masculino, 68 anos, hipertenso, diabético tipo II e tabagista pesado, submetido à angioplastia de membro inferior direito em setembro de 2023. O paciente apresentava histórico de lesão cicatrizada em calcâneo direito em fevereiro de 2024 e evolução de nova lesão em hálux direito, com início em setembro de 2023, apresentando progressão lenta mesmo após revascularização.Em março de 2024, foi introduzido curativo com matriz ativadora UrgoStart®, com o objetivo de estimular a cicatrização. A lesão foi monitorada semanalmente, considerando área, profundidade, características do leito e sinais de infecção.Após a introdução da matriz TLC-NOSF, observou-se melhora progressiva do leito da ferida, com aumento do tecido de granulação, redução de fibrina e diminuição da área em aproximadamente 40% nas duas primeiras semanas. Não foram observadas intercorrências infecciosas, e o paciente relatou redução da dor local. O uso contínuo da tecnologia favoreceu a manutenção de um ambiente adequado à cicatrização, mesmo em um contexto de perfusão comprometida e elevado risco de recidiva.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p data-start="2002" data-end="2301">O uso do UrgoStart® mostrou-se eficaz no manejo de lesão crônica em paciente com diabetes mellitus e comorbidades associadas. A adoção de tecnologias avançadas, aliada ao acompanhamento especializado em estomaterapia, foi determinante para a evolução clínica favorável.Este relato reforça a importância da individualização do tratamento em feridas complexas, destacando o papel das terapias inovadoras na otimização dos resultados e na melhoria da qualidade da assistência.</p> <p> </p> </div> </div>Elisandra Leites PinheiroGabriela Cardoso De SouzaIsabella Dos Santos CoppolaCarolina Loreto De AmorimTess De Oliveira SzapszayLucas Aguiar Da Rocha
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2026-06-052026-06-05ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO OPERACIONAL PADRÃO PARA PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO EM CENTRO CIRÚRGICO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2380
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na elaboração de um Protocolo Operacional Padrão (POP) para prevenção de lesão por pressão em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de um relato de experiência vivenciado por acadêmicos do 9º período do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí, durante estágio supervisionado em centro cirúrgico de um hospital particular de referência cardiológica, no período de março a abril de 2026. A construção do POP ocorreu a partir da observação das práticas assistenciais voltadas à prevenção de lesão por pressão no ambiente cirúrgico. Foram identificadas estratégias como a utilização de espumas com borda de silicone, aplicação de filme transparente em áreas de risco e a confecção de rodilhas para proteção da região cefálica, realizadas pela equipe de enfermagem. Tais medidas tinham como objetivo reduzir fatores de risco, como fricção e cisalhamento, especialmente em cirurgias de longa duração. O protocolo elaborado contemplou tópicos essenciais, incluindo definições, objetivo, profissionais executantes, materiais necessários e a descrição detalhada do procedimento preventivo. Destacou-se a recomendação da instalação das coberturas protetoras antes da indução anestésica, garantindo maior segurança ao paciente desde o início do ato cirúrgico. Além disso, observou-se que a padronização das práticas contribuiu para a otimização do tempo cirúrgico e organização da equipe, promovendo uma assistência mais sistematizada e eficiente.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A elaboração do POP mostrou-se uma estratégia eficaz na prevenção de lesão por pressão no centro cirúrgico, favorecendo a segurança do paciente e a qualidade da assistência. Para a estomaterapia, o protocolo contribui ao fortalecer práticas baseadas em evidências voltadas à integridade da pele, além de estimular a atuação do enfermeiro na prevenção de lesões e no desenvolvimento de tecnologias assistenciais. A experiência também reforça a importância da inserção de acadêmicos na construção de instrumentos normativos, promovendo aprendizado crítico, autonomia profissional e melhoria contínua dos serviços de saúde.</p> </div> </div>Maria Eduarda Silva GomesLívia Vytória De Sousa MarquesMaria Nicoli Lima RodriguesManoel De Morais TabosaNathalya Cristina Mateus LeiteMalysson Eduardo Alves Oliveira SilvaSandra Marina Gonçalves BezerraSaraí De Brito Cardoso
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2026-06-052026-06-05GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS EM ESTOMATERAPIA E INCONTINÊNCIAS: DESAFIOS E IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Refletir criticamente sobre as evidências acerca do gerenciamento de resíduos de serviço de saúde (RSS) relacionados ao cuidado à pessoa com incontinências e os principais desafios e lacunas na formação da graduação de Enfermagem sob a ótica da saúde planetária</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de um estudo tipo reflexão teórica acerca do gerenciamento de resíduos em incontinência e como esse tema tem sido abordado no ensino de graduação em Enfermagem sob a ótica da saúde planetária. Na interface entre a Estomaterapia e a saúde planetária, destaca-se o papel da enfermagem na promoção de práticas de cuidado ecologicamente responsáveis. Parte-se da compreensão de que o ato de cuidar das pessoas com incontinência transcende a atenção individual e envolve a determinação social do processo saúde-doença em seus contextos mais amplos, como o ambiente e os sistemas que sustentam a vida1. O gerenciamento de RSS pode ser entendido como uma expressão concreta da ética do cuidado, evidenciando que o descarte inadequado de materiais compromete tanto a saúde humana quanto o equilíbrio ecológico1,2. Na área da saúde planetária há escassez de literatura específica sobre o gerenciamento de resíduos no contexto do cuidado à pessoas incontinentes. Um estudo realizado em Minas Gerais sobre o gerenciamento de RSS na área de incontinências destaca que a produção de resíduos biológicos exige o descarte em sacos brancos infectantes, enquanto os químicos usam sacos laranjas ou caixas próprias e os resíduos considerados sem riscos devem ser descartados em sacos azuis para resíduos comuns2. Outro estudo destaca que apesar da Estomaterapia promover a qualidade e de vida e dignidade a pessoas com incontinências, o grande consumo de materiais descartáveis (fradas, absorventes, cateteres) geram um alto volume de resíduos plásticos que impactam de forma negativa a sustentabilidade do planeta3. Esse paradoxo da prática clínica com a saúde planetária deve ser discutido desde a formação em enfermagem. No entanto, não se observa discussões nas instituições de ensino, tendo em vista que na graduação de enfermagem os discentes relatam que persistem lacunas na abordagem integral de conteúdos referentes a manejo de resíduos em serviços de saúde4. Com isso, destaca-se que a área de saúde ambiental permanece pouco explorada dentro da graduação de enfermagem4,5 o que gera conflitos no gerenciamento e manejo adequado dos resíduos, especialmente na Estomaterapia, especificamente na área das incontinências</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A perspectiva da enfermagem sobre o descarte de resíduos no cuidado a pessoas com incontinências ainda é limitada, sendo marcada por lacunas na produção científica, na formação em enfermagem e na integração da saúde planetária à prática clínica. A ausência de abordagem sobre sustentabilidade contribui para práticas potencialmente prejudiciais ao meio ambiente. Como contribuição à estomaterapia, esse estudo ilumina a necessidade de integrar a responsabilidade sustentável à assistência em futuras pesquisas. Além disso, abre-se a discussão acerca da necessidade da formação acadêmica abranger as especificidades do manejo dos RSS na área da estomaterapia, promovendo uma prática clínica crítica e sustentável e permitindo que o enfermeiro, no papel de educador, valide esses conhecimentos à população. </p> </div> </div>João Pedro Jorge BorgesGabriele De Moraes GianiniGuilherme Estevam Guerreiro Da CostaMariana Bispo LauerMariana Cardoso BernardesPaula Cristina NogueiraVera Lucia Conceicao De Gouveia Santos
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2026-06-052026-06-05RELATO DE EXPERIÊNCIA: VISITA DOMICILIAR COMO FERRAMENTA DE PROMOÇÃO E PREVENÇÃO À SAÚDE
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Objetiva-se apresentar uma breve reflexão sobre os desafios no conjunto de ações vivenciadas por uma enfermeira estomaterapeuta.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>O método adotado consiste no relato de experiência de atendimentos domiciliares de uma enfermeira estomaterapeuta a pessoas estomizadas ou com pacientes com feridas crônicas no período de 2012 a 2018, totalizando 05 pacientes atendidos em domicílio. As visitas domiciliares foram realizadas por enfermeira estomaterapeuta, frequentemente indicados por profissionais de saúde da região.<br>A primeira consulta é fundamental pois é estabelecida uma relação de confiança entre profissional e paciente. São realizadas algumas orientações específicas para o paciente estomizado, como a realização do autocuidado, a indicação e o uso correto do equipamento coletor e adjuvantes adequados à cada necessidade, orientações sobre as possíveis complicações que podem ocorrer, bem como preveni-las, e também orientação sobre os direitos da pessoa ostomizada. As visitas posteriores focalizavam na continuação do aprendizado do autocuidado e qualidade de vida.<br>Dos cinco pacientes, todos possuíam uma condição crônica que os afastara de suas atividades laborais e/ou atividades diárias. Correlacionando os desafios com os elementos da consulta, temos: 1) histórico: frequentemente o paciente mora sozinho e é desprovido de informação prévia importante para o seu diagnóstico; 2) na avaliação da ferida: é comum o paciente não aceitar a sua condição atual, portador de uma ferida crônica que não tem cura; 3) tratamento: falha na adesão por questões financeiras, por não compreender o tratamento ou por aceitar diversas opiniões de diferentes profissionais ou dicas de amigos/redes sociais; 4) manejo da dor: alguns produtos não são indicados devido ao desconforto ao paciente; 5) educação em saúde: é natural que o paciente não compreenda a sua atual condição que certamente impossibilita a realizar suas atividades diárias.<br>A consulta de enfermagem era sinônimo de “ombro amigo”.<br>A procura por atendimento profissional domiciliar se dá também por uma morosidade dos serviços de saúde no setor público e no setor privado devido ao alto custo de uma consulta particular. Outro motivo importante é o deslocamento impeditivo aos locais de difícil acesso. A VD proporciona o atendimento holístico que abrange campos visuais do ambiente (escadas, tapetes antiderrapantes, corrimões entre outros) e também dos atores que o cercam.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A estomaterapia no contexto domiciliar tem um papel central na continuidade do cuidado após a alta. Ela vai muito além do procedimento técnico, envolve educação, autonomia e qualidade de vida.</p> </div> </div>Camila Megumi Naka Shimura
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2026-06-052026-06-05ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS INOVADORAS NO CUIDADO DA ESTOMIA: O PROGRAMA "EU CUIDO DA PELE COM OSTOMIA".
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2383
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Desenvolver e implementar um programa educacional estruturado para capacitação de enfermeiros no cuidado à pessoa com estomia, com foco na prevenção de complicações periestomais, padronização das práticas assistenciais e promoção de cuidados baseados em evidências.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de um estudo metodológico descritivo, realizado em julho de 2024, em parceria com indústria de tecnologias em estomaterapia. O desenvolvimento do programa envolveu etapas de pesquisa documental, planejamento pedagógico, construção de conteúdo técnico-científico e implementação de um curso estruturado com carga horária total de 8 horas. O programa foi dividido em dois módulos complementares: ensino a distância (EAD), contemplando fundamentos do cuidado com estomias, avaliação sistematizada da pele periestomal, seleção adequada de dispositivos e estratégias de prevenção de complicações; e módulo presencial, voltado ao treinamento prático, com uso de simulação realística, aplicação de dispositivos coletores e cuidado supervisionado ao paciente. Participaram do projeto piloto 16 enfermeiros de um hospital da rede, selecionados conforme atuação assistencial em unidades com pacientes estomizados, garantindo aplicabilidade prática do conteúdo.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal">Os participantes foram capacitados em prescrição padronizada de dispositivos, adaptação individualizada de sistemas coletores e utilização de modelos anatômicos para simulação de diferentes cenários clínicos. O programa utilizou simulação realística para representar situações frequentes na prática assistencial, incluindo retração de estomia, dermatite periestomal, irregularidades cutâneas e dificuldades no direcionamento do efluente. A abordagem metodológica favoreceu aprendizagem ativa e significativa, estimulando o raciocínio clínico, a tomada de decisão e o desenvolvimento de habilidades técnicas. Observou-se maior segurança dos profissionais na avaliação da pele periestomal, na escolha de dispositivos e na condução do cuidado, além de maior padronização das práticas assistenciais entre os participantes.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> O programa demonstrou ser uma estratégia educacional eficaz para o fortalecimento das competências clínicas e técnicas dos enfermeiros no cuidado à pessoa com estomia. A abordagem híbrida, associada ao uso de simulação realística, mostrou-se inovadora e de alto impacto, contribuindo para a melhoria da adaptação de dispositivos, prevenção de complicações periestomais e qualificação da assistência. Os resultados reforçam a importância da educação continuada em enfermagem como ferramenta essencial para a transformação da prática clínica, promoção da segurança do paciente e excelência no cuidado em estomaterapia.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">As estratégias educacionais estruturadas demonstram potencial para promover mudanças sustentáveis na prática assistencial, favorecendo a incorporação de evidências no cuidado cotidiano. A experiência evidencia viabilidade de expansão em redes de saúde e reforça a contribuição para o fortalecimento da estomaterapia, ao qualificar a atuação especializada e incentivar a melhoria contínua da assistência.</span></p> </div>Hilda Macambira Santtos HolandaMaria Laura Silva GomesThais Vaz Jorge
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2026-06-052026-06-05FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM MÉDICO-CIRURGICA: CONTRIBUIÇÕES DA ESTOMATERAPIA PARA INTEGRAÇÃO ENTRE ENSINO, PRÁTICA E ESPECIALIDADES.
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2384
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Refletir sobre a inserção da estomaterapia na formação em enfermagem médico-cirúrgica, considerando os desafios da integração entre ensino, serviço e especialidades</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif;">O cuidado em enfermagem médico-cirúrgica envolve múltiplas dimensões que extrapolam o domínio técnico, exigindo abordagens integradas que contemplem aspectos clínicos, cirúrgicos, educativos e relacionais. Nesse contexto, a formação profissional demanda articulação entre ensino, prática assistencial e especialidades, de modo a garantir um cuidado qualificado, integral e centrado na pessoa. Entretanto, persistem desafios na integração entre esses espaços formativos, impactando o desenvolvimento de competências clínicas e educativas. À luz do referencial das tecnologias do cuidado, observa-se predomínio de práticas centradas em tecnologias duras e leve-duras, em detrimento das tecnologias leves, especialmente aquelas relacionadas à educação em saúde e ao apoio ao autocuidado²,³. A estomaterapia, enquanto especialidade da enfermagem, amplia esse campo ao integrar saberes técnicos e relacionais no cuidado à pessoa com estomias, feridas, incontinências, drenos e fístulas¹. Trata-se de um estudo de natureza teórico-reflexiva, fundamentado em experiência docente na área médico-cirúrgica, articulada à prática assistencial e à formação em estomaterapia, à luz da integração ensino-serviço e da educação permanente em saúde⁴. A reflexão foi construída a partir da análise de situações vivenciadas no processo formativo, contemplando a inserção dos estudantes nos campos de prática, o desenvolvimento de competências clínicas e educativas e a articulação entre diferentes saberes no cuidado. Evidenciam-se a fragmentação do cuidado e a centralidade em procedimentos técnicos, que limitam a atuação da enfermagem e reduzem o potencial educativo e de promoção do autocuidado. Tais fragilidades repercutem na qualidade do cuidado, comprometendo a continuidade da assistência e o preparo do paciente para a alta. Observam-se, ainda, lacunas na formação prática e dificuldades na articulação ensino-serviço, com insuficiente integração das especialidades no processo formativo. Nesse cenário, a estomaterapia apresenta-se como campo potente para reequilibrar as dimensões das tecnologias do cuidado, ao integrar cuidado técnico qualificado com ações educativas e de reabilitação. Sua inserção na formação contribui para ampliar o olhar sobre o cuidado e favorecer o desenvolvimento de competências clínicas, técnicas, educativas e relacionais essenciais à prática segura e centrada na pessoa⁵.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif;">A qualificação da formação em enfermagem médico-cirúrgica demanda estratégias pedagógicas inovadoras, maior aproximação entre ensino e serviço e valorização das especialidades como campos potentes para o desenvolvimento de competências profissionais. Destaca-se o papel do enfermeiro estomaterapeuta como educador e articulador do cuidado integral. </span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif;">Como contribuição para a estomaterapia, a presente reflexão reforça sua potencialidade como eixo estruturante na formação profissional, ao integrar dimensões técnicas, educativas e relacionais do cuidado. Além disso, evidencia a importância da especialidade na consolidação de práticas assistenciais mais seguras, centradas na pessoa e baseadas em evidências, bem como no fortalecimento da educação permanente e da qualificação das equipes de saúde.</span></p> </div> </div>Caroline Rodrigues De OliveiraCarolina Cabral Pereira Da CostaCamila Castanho CardinelliDaniel Da Silva GranadeiroHelena Ferraz GomesLisandra Rodrigues RisiRicardo De Oliveira MenesesNorma Valéria Dantas De Oliveira Souza
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2026-06-052026-06-05ESTRATÉGIAS ASSISTENCIAIS NO MANEJO DA MEDIASTINITE EM HOSPITAL PÚBLICO CARDIOLÓGICO.
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2385
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <div> Relatar a experiência na implementação de estratégias assistenciais para o manejo da mediastinite em um hospital público de referência em cardiologia, articulando evidências científicas e a atuação do estomaterapeuta.</div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <div>Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, vivenciado em um hospital público de referência com especialidade em doenças do tórax. A experiência refere-se à assistência do Serviço de Estomaterapia (SE) ser prestada a pacientes no pós-operatório de esternotomia pós cirurgia torácica que evoluíram com mediastinite. A mediastinite caracteriza é uma complicação grave, associada a elevada morbimortalidade,</div> <div>diagnóstico frequentemente tardio e necessidade de reinternação, especialmente após a alta hospitalar¹. A experiência fundamentou-se na organização de um fluxo assistencial estruturado para identificação precoce de complicações. Inicialmente, instituiu-se vigilância ativa no pós-operatório, com monitoramento de sinais flogísticos, instabilidade esternal e alterações sistêmicas, considerando evidências de que o</div> <div>diagnóstico pode ocorrer, em média, após três semanas do procedimento². Nos casos suspeitos, são realizados exames laboratoriais, culturas microbiológicas e tomografia computadorizada para avaliação da extensão da infecção e confirmação diagnostica conforme recomendado para confirmação diagnóstica e planejamento terapêutico. O SE</div> <div>adotou como estratégia a padronização de um protocolo institucional, construído com base em evidências científicas e diretrizes nacionais, contemplando medidas rigorosas de assepsia durante os cuidados com a ferida esternal, incluindo uso de campos, luvas e instrumentais estéreis. Destaca-se a atuação da equipe de estomaterapia na avaliação sistemática da ferida, identificação precoce de sinais infecciosos e execução de</div> <div>curativos com coberturas antimicrobianas, conforme disponibilidade institucional, quais sejam curativos com Prata, Cloreto de Dialquil Carbamoil (DACC), Carvão Ativado, Tela não aderente de silicone e Solução com PHMB³. Durante o percurso de cuidados mantem-se a parceria com a equipe medica cirúrgica e o serviço de controle de infecção hospitalar, garantindo maior assertividade terapêutica no cuidado. Evidências apontam a necessidade de individualização da conduta, com avaliação clínica criteriosa e acompanhamento psicossocial⁴. Foram desenvolvidas ações de educação permanente com a equipe, enfatizando prevenção de infecção do sítio cirúrgico, técnicas assépticas e manejo de curativos. A implementação dessas estratégias favoreceu a padronização das</div> <div>condutas, integração multiprofissional e maior segurança na tomada de decisão clínica. Adicionalmente, estruturou-se o seguimento ambulatorial pós-alta, considerando a elevada taxa de reinternação e a importância da vigilância contínua. Por se tratar de relato de experiência, sem utilização de dados identificáveis de pacientes ou intervenção direta sobre indivíduos, o estudo não se caracteriza como pesquisa envolvendo seres</div> <div>humanos, estando em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de Saúde, conforme Resolução nº 510/2016, dispensando apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa. </div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A experiência evidencia que a atuação qualificada do enfermeiro estomaterapeuta, aliada à sistematização da assistência e ao acompanhamento longitudinal, potencializa a segurança do cuidado, otimiza a cicatrização e contribui diretamente para a melhoria dos desfechos clínicos. Ademais, fortalece a integração multiprofissional e consolida a prática avançada em enfermagem, posicionando a estomaterapia como elemento central na gestão de infecções complexas em cenários de alta complexidade assistencial.</p> </div> </div>Aurilene Lima Da SilvaFabiano Andrade CostaAdine De Andrade FiuzaSamira Rocha Magalhães AlencarAmaurilio Oliveira NogueiraSilvana Maria De Oliveira SousaMaria Luiza Pereira CostaVanessa Silveira Faria
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2026-06-052026-06-05AÇÃO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM ESPAÇO PÚBLICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever a experiência de uma ação de educação em saúde sobre Incontinência Urinária, realizada por estudantes de graduação e pós graduação em enfermagem, em um parque na cidade de São Paulo/SP.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>A ação educativa em saúde foi realizada em março de 2026, em um parque público na cidade de São Paulo/SP, organizada por uma organização social vinculada a uma atividade extensionista de uma Universidade Pública. A atividade teve duração de quatro horas (08h às 12h), com estruturação de dois pontos fixos com mesas e banners informativos e circulação ativa dos estudantes pelo parque. A abordagem foi realizada de forma individual ou em grupos, por busca ativa a usuários do parque e e por demanda espontânea dos participantes, atraídos pelos banners, coletes com mensagens educativas, brindes (viseiras e ecobags) e oferta de frutas, estratégias que favoreceram a aproximação com a população e o engajamento nas interações. A ação baseou-se em diálogo interativo, iniciando pela investigação do conhecimento prévio sobre Incontinência Urinária. As orientações incluíram definição, fatores de risco, sinais e sintomas da Incontinência Urinária, além de estratégias de tratamento conservador, com ênfase em orientações comportamentais e, quando pertinente, no reconhecimento e contração da musculatura do assoalho pélvico. Observou-se desconhecimento frequente sobre a condição como problema de saúde, com naturalização dos sintomas, especialmente entre mulheres, além de relato recorrente de perda urinária sem reconhecimento prévio como alteração passível de tratamento. Destacou-se também a participação de homens, que demonstraram interesse pelo tema e compartilharam vivências relacionadas a sintomas urinários, evidenciando demanda de informação em diferentes grupos populacionais. As dúvidas mais frequentes estavam relacionadas às causas, prevenção e tratamento. O uso de linguagem acessível, recursos visuais e QR codes ampliou a compreensão e o acesso a conteúdos complementares.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A realização da ação em espaço público ampliou o acesso à informação e favoreceu a aproximação com a população em ambiente não assistencial, evidenciando a relevância de estratégias educativas acessíveis e interativas. No contexto da estomaterapia, o eixo das incontinências, embora em expansão, ainda se apresenta como um campo menos explorado no âmbito científico e assistencial. Sendo assim, a ação reforça o papel do enfermeiro estomaterapeuta na educação em saúde e na promoção da saúde pélvica em contextos extra-muros. Iniciativas em espaços públicos contribuem para a identificação de sintomas e fortalecimento da atuação da enfermagem nesse eixo de cuidado.</p> </div>Rubens Vitor Da SilvaCamile Firmino Da CostaSofia Valdez RibeiroEdimaria Carvalho De SousaGisela Maria Assis
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2026-06-052026-06-05DEFORMIDADES E FATORES ASSOCIADOS NO DESENVOLVIMENTO DE ÚLCERAS NOS PÉS DE PESSOAS COM DIABETES MELLITUS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2387
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Estimar prevalência de deformidades e seus fatores associados no desenvolvimento de úlceras nos pés de pessoas com DM.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Estudo transversal, exploratório. A pesquisa faz parte de um estudo maior aprovado pelo comitê de ética sob parecer N. 5.779.758. A amostra foi por conveniência, correspondendo a 1542 pessoas com DM que participaram do mutirão. A variável dependente foi a úlcera no pé. </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-theme-font: major-fareast; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: major-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Ocorreu a análise descritiva exploratória através da frequência absoluta e relativa, medidas de tendência central como a média e mediana e as medidas de dispersão desvio padrão e o intervalo interquartil. Para as variáveis contínuas e discretas foi realizado o teste de Kolmogorov-Smirnov. As associações entre variáveis categóricas e a presença de úlceras foram avaliadas com os testes de Qui-quadrado de Pearson ou Exato de Fisher. Para comparação das variáveis contínuas entre os grupos, utilizou-se o teste de Mann-Whitney. Na análise multivariada, foi aplicada a regressão de Poisson, utilizando a estimativa de Razão de Prevalência (RP) e seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC 95%).</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-theme-font: major-fareast; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: major-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">64,6% foram do sexo feminino, 62,7% com idade entre 51 a 70 anos, 73,8% relataram hipertensão, 40,04% em sobrepeso e 28,7% em obesidade, 86,4% não praticavam atividade física, 14,3% referiram doença renal, média de tempo de diagnóstico de <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>9,67 anos, 21,9% usam insulina, a média de glicemia de jejum 231mg/dl, 14,2% apresentavam úlcera, 3,2% <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>amputação, 30,5% micose, 29,5% unha encravada, ausência de pulso tibial posterior 17,5% e ausência de pulso pedioso 10,7% e 25,3% com perda da sensibilidade protetora plantar. A prevalência estimada de calo foi 9,2% e deformidade de 15,4%, distribuída entre joanete 9,5%, pé calvo 2,7%, dedos sobrepostos 1,7% e o pé de Charcot 1,5%. </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Variáveis com associação estatisticamente significativa (p < 0,05) incluíram: Perda Sensibilidade, amputação, ferida prévia no pé, internação por problemas no pé, sinais de infecção, pulso tibial posterior, pulso pedioso, etilismo, retinopatia, maculopatia no olho direito e maculopatia no olho esquerdo. Algumas variáveis apresentaram tendência de associação (p < 0,2), sendo consideradas para o modelo multivariado: realização de diálise, pé seco descamativo, onicomicose, onicocriptose, deformidade: joanete, retinopatia no olho direito, ureia, microalbuminúria e microalbuminúria/albumina. Os resultados da análise de regressão logística multivariada presença de ferida prévia no pé foi associada a maiores chances do desfecho, com OR = 4,73 e sinais de infecção com OR = 37,1. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A presença de deformidade e seus os fatores associados são preditores importantes para ulceração nos pés por diabetes.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: normal;"><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">No Brasil, 16,6 milhões de pessoas vivem com o diabetes mellitus (DM). A projeção indica um aumento para cerca de 24 milhões em 2050<sup>1</sup>. Cerca de 85% das úlceras precedem amputações. A cada 60 segundos, três pessoas sofrem amputação por <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>DM </span><!-- [if supportFields]><span lang=PT style='font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:"Aptos",sans-serif; mso-ascii-theme-font:minor-latin;mso-fareast-font-family:Aptos;mso-fareast-theme-font: minor-latin;mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;mso-ansi-language:PT;mso-fareast-language:EN-US; mso-bidi-language:AR-SA'><span style='mso-element:field-begin;mso-field-lock: yes'></span>ADDIN CSL_CITATION {"citationItems":[{"id":"ITEM-1","itemData":{"DOI":"10.37689/ACTA-APE/2022AO02867","ISSN":"0103-2100","abstract":"Resumo Objetivo Analisar as características clínicas e sociodemográficas relacionadas ao rastreamento de risco de ulcerações nos pés em participantes de campanhas de detecção do diabetes mellitus. Métodos Estudo seccional conduzido durante campanhas de detecção do diabetes mellitus realizadas pela Associação Nacional de Assistência ao Diabético ANAD, entre 2013 e 2017, na cidade de São Paulo para a detecção do risco de ulceração nos pés segundo variáveis demográficas e clínicas. A população do estudo foi composta por pessoas com ou sem diagnóstico prévio de diabetes. Os instrumentos de coleta utilizados foram a entrevista e o exame físico específico dos pés dos participantes. Aplicaram-se cálculos das medidas referentes às variáveis qualitativas e testes do qui quadrado e Exato de Fisher. Resultados Um total de 2.110 pessoas foram analisadas, a maioria do sexo feminino, média de idade de 64 anos, ensino fundamental, predominância de diabetes mellitus tipo 2. Identificou-se associação entre os graus de risco de ulcerações nos pés e duração da doença (p=0,021), ausência de higiene nos pés (p=0,029), pele ressecada, alteração da sensação protetora plantar, pulsos periféricos ausentes, presença de onicomicose, deformidades, úlcera e amputação (p<0,001) e 65,5% dos participantes referiram não ter recebido orientações prévias para os cuidados com os pés. Conclusão Os sinais de risco para ulcerações nos pés durante as campanhas de detecção do diabetes foram identificados e contribuem para o rastreamento das complicações e se constituem em estratégias para as ações de prevenção realizadas por estudantes de extensão acadêmica.","author":[{"dropping-particle":"","family":"Arrigotti","given":"Thais","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Silva Júnior","given":"João Antônio","non-dropping-particle":"da","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Filho","given":"Fadlo Fraige","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Secco Cavicchioli","given":"Maria Gabriela","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Silva Rosa","given":"Anderson","non-dropping-particle":"da","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Jorgetto","given":"Juliana Vallim","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Gamba","given":"Mônica Antar","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""}],"container-title":"Acta Paulista de Enfermagem","id":"ITEM-1","issued":{"date-parts":[["2022","12","12"]]},"page":"eAPE02867","publisher":"Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo","title":"Rastreamento de risco de ulceração nos pés em participantes de campanhas de prevenção e detecção do diabetes <i>mellitus</i>","type":"article-journal","volume":"35"},"uris":["http://www.mendeley.com/documents/?uuid=3bf0064b-3d13-3b23-86fe-289754a695d6"]},{"id":"ITEM-2","itemData":{"ISSN":"2317-4404","abstract":"RESUMO O pé diabético é uma das principais complicações do Diabetes Mellitus (DM) e a causa mais frequente de amputações não traumática dos membros inferiores. O trabalho objetivou levantar o perfil dos pacientes com pé diabético submetidos à amputação de membros inferiores em um hospital público do interior paulista. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório e com abordagem quantitativa. A maioria dos pacientes era sexo do masculino com idade média de 61,9 anos, 52,3% eram brancos, 50,5% casados, 31,8% do lar e grande parte procedente do município em estudo. Quanto às complicações do DM, 44,9% apresentavam angiopatia, a mesma proporção gangrena e 32,7% já haviam sofrido amputação anterior. Em relação aos hábitos de vida, poucos pacientes eram tabagistas e/ou etilistas e a hipertensão foi a comorbidade mais frequente. O tempo médio de internação foi de 11 dias, em 65,4% o nível de amputação correspondeu aos pododáctilos, sendo a sepse a complicação mais incidente e 92,4% evoluíram para alta hospitalar. Os dados fornecem subsídios para a elaboração de ações preventivas de amputação de pé diabético. Entretanto, são necessários mais estudos que investiguem fatores que tornem estes indivíduos mais vulneráveis à amputação, como o nível de glicemia e a situação socioeconômica. ABSTRACT Diabetic foot is one of the main complications of Diabetes Mellitus (DM) and the most frequent cause of non-traumatic lower limb amputation. The aim of this study was to raise the profile of patients with diabetic foot submitted to amputation of lower limbs in a public hospital in the interior of São Paulo. This is a descriptive, exploratory study with a quantitative approach. Majority of the patients were men with an average age of 61,9 years, 52,3% were white, 50,5% were married, 31,8% were from the household and a large part came from the municipality under study. As for the complications of DM, 44,9% had angiopathy, the same gangrene proportion and 3,7% had suffered previous amputation. In relation to the life habits, few patients were smokers and / or alcoholics and hypertension was the most frequent comorbidity. The mean time of hospitalization was 11 days; in 65,4% the amputation level corresponded to the toes, with sepsis being the most incident complication and 92,4% evolving to hospital discharge. The data offer support for preventive actions of diabetic foot amputation. However, further studies are necessary to investigate factors that make these people more vul…","author":[{"dropping-particle":"","family":"Shirasaki Orosco","given":"Simone","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Otaviano Guimarães","given":"Nathália","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Gabriella Oliveira Perbelini","given":"Anna","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Victor Herrero Lima","given":"João","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Luzia Neves","given":"Magda","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Soares Santana","given":"Regiane","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""},{"dropping-particle":"","family":"Cristina Marques Franco Silva","given":"Talita","non-dropping-particle":"","parse-names":false,"suffix":""}],"container-title":"Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research-BJSCR","id":"ITEM-2","issue":"2","issued":{"date-parts":[["0"]]},"page":"25-31","title":"CARACTERIZAÇÃO DOS PACIENTES COM PÉ DIABÉTICO SUBMETIDOS À AMPUTAÇÃO DE MEMBROS INFERIORES EM UM HOSPITAL PÚBLICO CHARACTERIZATION OF PATIENTS WITH DIABETIC FEET SUBMITTED TO AMPUTATION OF INFERIOR MEMBERS IN A PUBLIC HOSPITAL","type":"article-journal","volume":"27"},"uris":["http://www.mendeley.com/documents/?uuid=3ff12e98-a0b3-31ef-8e9e-d5be89883b32"]}],"mendeley":{"formattedCitation":"(6,7)","plainTextFormattedCitation":"(6,7)","previouslyFormattedCitation":"(6,7)"},"properties":{"noteIndex":0},"schema":"https://github.com/citation-style-language/schema/raw/master/csl-citation.json"}<span style='mso-element:field-separator'></span></span><![endif]--><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><sup>2,3</sup></span><!-- [if supportFields]><span style='font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:"Aptos",sans-serif; mso-ascii-theme-font:minor-latin;mso-fareast-font-family:Aptos;mso-fareast-theme-font: minor-latin;mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: EN-US;mso-bidi-language:AR-SA'><span style='mso-element:field-end'></span></span><![endif]--><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">. A doença nos pés é caracterizada pela neuropatia periférica, doença arterial periférica, infecção, neuro-osteoartropatia, sendo a ulceração uma das complicações mais graves<sup>4. </sup></span>Desvelar os fatores associados a ulceração contribui na tomada de decisão pelos estomaterapeutas tanta na prevenção como no tratamento, fortalecendo a clínica baseada em evidências.</p> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: normal;"> </p> </div>Roseanne Montargil RochaVanessa Azevedo SilvaEllen Fernanda Da Silva VieiraRafael Ernane AndradeTâa Pereira Da Cruz SantosMarcelo Araujo
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2026-06-052026-06-05USO DE SENSOR VESTÍVEL EM PREVENÇÃO DE LESÃO PRESSÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2388
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência da utilização de sensores de reposicionamento em pacientes internados na Unidade de Internação Adulto de um hospital da região metropolitana de Porto Alegre/RS.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p data-start="366" data-end="856">A prevenção da lesão por pressão (LP) é uma das metas prioritárias de segurança do paciente, sendo a equipe de enfermagem a principal responsável por sua execução. Em 2023, a LP ocupou o terceiro lugar entre os incidentes mais notificados no Brasil, com mais de 60 mil registros. As diretrizes da National Pressure Injury Advisory Panel (NPIAP) enfatizam a importância de medidas fundamentais, como reposicionamento frequente, avaliação diária da pele e hidratação.</p> <p data-start="858" data-end="1171">Com os avanços tecnológicos, novas abordagens vêm sendo integradas às práticas tradicionais, favorecendo a detecção precoce de riscos e contribuindo para a redução da incidência de LP. A diretriz mais recente, de 2025, já menciona o uso de sensores de monitoramento, ainda com evidência limitada de efetividade.Trata-se de um relato de experiência. A aplicação dos sensores iniciou-se em novembro de 2024, em uma unidade de internação com 24 leitos, cujo perfil de pacientes incluía indivíduos pós-CTI, acamados e com restrição de mobilidade. O critério para uso do sensor foi a Escala de Braden igual ou inferior a 12, indicando alto risco para o desenvolvimento de LP. Os pacientes também utilizaram curativos multicamadas AQUACEL® Foam Pro como medida complementar, mantendo-se as demais ações preventivas institucionais. O teste foi encerrado em fevereiro de 2025.Foram monitorados 48 pacientes com o uso do sensor de reposicionamento, com taxa média de aderência ao protocolo de 92,25%. Durante o período, três pacientes desenvolveram LP em estágio 1 após transferência de outra unidade, e um paciente apresentou LP estágio 1 após recusar o uso do sensor. Seis pacientes que já apresentavam LP na admissão não desenvolveram novas lesões. Os demais receberam alta com a pele íntegra, evidenciando o potencial da tecnologia como ferramenta auxiliar na prevenção.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p data-start="2241" data-end="2568">A aplicação dos sensores de reposicionamento, associada às medidas preventivas tradicionais, demonstrou-se uma estratégia eficaz no cuidado de pacientes com alto risco para LP. Observou-se elevada adesão ao protocolo e preservação da integridade cutânea, inclusive em pacientes com lesões prévias.</p> <p data-start="2570" data-end="3006">Embora ainda haja limitação de evidências robustas no contexto nacional, a experiência aponta para a relevância da tecnologia na detecção precoce de riscos e no fortalecimento da cultura de segurança. Assim, a incorporação de tecnologias inovadoras, aliada a protocolos estruturados e à atuação qualificada da equipe de enfermagem, representa um avanço significativo na qualidade da assistência e na segurança do paciente hospitalizado.</p> </div> </div>Elisandra Leites PinheiroGabriela Cardoso De SouzaIsabella Dos Santos CoppolaCarolina Loreto De AmorimTess De Oliveira SzapszayMicaela Da Silva ConstanteLucas Aguiar Da RochaKarina Leal Vargas
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2026-06-052026-06-05ESTOMIAS ELIMINATÓRIAS: CARTILHA EDUCATIVA SOBRE CUIDADOS DOMICILIARES COM EQUIPAMENTO COLETOR
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2389
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Desenvolver material educativo para orientação de pessoas com estomas de eliminação quanto aos cuidados, troca e descarte do equipamento coletor no domicílio.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo metodológico relacionado à etapa de desenvolvimento de material educativo em formato de cartilha, destinado a pessoas com estoma de eliminação no contexto domiciliar. Realizou-se levantamento bibliográfico por meio da busca em bases de dados científicas, contemplando publicações relacionadas ao cuidado com estomas de eliminação, troca de equipamentos coletores e descarte de resíduos no domicílio. Procedeu-se à leitura analítica e seleção dos conteúdos relevantes, considerando evidências científicas atualizadas e recomendações de boas práticas em saúde. As informações foram organizadas e adaptadas para linguagem acessível, com o objetivo de facilitar a compreensão por parte do público-alvo, respeitando princípios de educação em saúde. Por fim, foi realizada a elaboração do layout da cartilha, priorizando clareza, objetividade e uso de recursos visuais pra favorecer a comunicação. O material foi estruturado de modo a contemplar orientações sobre a troca do equipamento coletor, manejo dos insumos relacionados e descarte no domicílio. A próxima etapa será a validação do conteúdo com estomaterapeutas e com pessoas com estomas eliminatórios, para realização das adequações sugeridas e disponibilização do material.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>A cartilha educacional apresenta conteúdo didático de fácil entendimento no qual toda pessoa com estomas de eliminação e seu cuidador possam compreender e realizar o cuidado, com orientações claras e objetivas que visam a promoção de saúde e redução do estigma da doença. No material produzido foram selecionados conceitos básicos para autocuidado como a higienização do estoia e da pele periestoma, troca e esvaziamento do equipamento coletor, promovendo autonomia e segurança a essas pessoas; procura também promover a autoestima devido ao desconforto ante a possibilidade do vazamento do equipamento coletor. Adicionalmente, a cartilha conta com um guia de descarte desses materiais para evitar a contaminação de solos e promover a sustentabilidade por meio da redução na produção de resíduos. Foram incluídas ilustrações, tornando o conteúdo didático e de melhor compreensão visual. Priorizou-se a humanização e a promoção do autocuidado, obtendo como resultado uma cartilha educativa acessível e com potencial de uso para ações de educação em saúde e no domicílio. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>O olhar do estomaterapeuta frente às necessidades da pessoa com estomas eliminatórios no contexto domiciliar é essencial, e, nesse sentido, a realização de uma ação educativa visando o formato de cartilha é uma forma acessível e de menor custo para alcançar emancipação, prevenção de complicações e até redução dos prejuízos relacionados ao meio ambiente por descarte inadequado dos insumos utilizados.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A estomaterapia é um campo em constante evolução e à medida que novas tecnologias e formas de cuidado são implementadas, cabe aos profissionais de enfermagem e, especialmente ao enfermeiro estomaterapeuta, fornecer um cuidado que leve em consideração as necessidades dos pacientes e, simultaneamente, oferecer ferramentas para que os mesmos consigam seguir com as práticas para o cuidado consciente não só com seu estoma e pele periestoma, mas também com o meio ambiente. </p> </div>João Pedro Jorge BorgesGiovanna Romano Dos SantosJoão Victor Matos Dos AnjosRubens Vitor Da SilvaPaula Cristina NogueiraVera Lúcia Conceição De Gouveia Santos
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2026-06-052026-06-05VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO DOS INDICADORES DE RESULTADOS DOS SERVIÇOS ESPECIALIZADOS VOLTADOS À PESSOA COM ESTOMIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2390
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Validar o conteúdo dos indicadores de resultados previamente desenvolvidos para avaliação de serviços especializados voltados à atenção à pessoa com estomia de eliminação.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo metodológico conduzido por meio da Técnica Delphi (1,2), fundamentado na construção prévia dos indicadores a partir de revisão da literatura e modelização do objeto de avaliação (3,4). Participaram juízes com experiência na área, incluindo enfermeiros estomaterapeutas formados por cursos acreditados pelo World Council of Enterostomal Therapists e pela Associação Brasileira de Estomaterapia, gestores de serviços especializados e pessoas com estomia envolvidas em movimentos associativos. Adotou-se amostragem não probabilística por técnica snowball. A validação ocorreu em ambiente virtual entre junho e novembro de 2025. Os indicadores foram avaliados quanto aos seus componentes e atributos de qualidade, utilizando Índice de Validade de Conteúdo (IVC), considerando-se aceitável valor ≥80%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Participaram 31 juízes, sendo 26 enfermeiros estomaterapeutas (83,9%), três gestores (9,7%) e duas pessoas com estomia (6,5%), todos com elevada experiência na área. Foram avaliados 21 indicadores, agrupados nas dimensões: gestão (10), assistência e educação em saúde (9) e reabilitação (2) e 315 componentes referentes aos indicadores e 210 atributos de qualidade. Na análise, a quase totalidade dos componentes e todos os atributos de qualidade (mensurabilidade, viabilidade, utilidade, validade, oportunidade, reprodutibilidade, sustentabilidade, pertinência, relevância e compreensibilidade) atingiram IVC ≥80% já na primeira rodada. Dois indicadores apresentaram itens com IVC inferior ao critério estabelecido — “Integridade da pele periestomia” (periodicidade da avaliação) e “Conhecimento sobre complicações na estomia e pele periestomia” (fonte de informação) — sendo reformulados conforme sugestões dos juízes e validados na segunda rodada. Ao final, todos os indicadores apresentaram níveis satisfatórios de validade de conteúdo (≥80%).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Os indicadores validados demonstraram consistência teórica, aplicabilidade e potencial para mensuração dos resultados da atenção à pessoa com estomia. Apresentam adequação metodológica e qualidade suficiente para avaliação dos resultados dos serviços especializados, configurando ferramenta robusta para monitoramento e apoio à gestão em saúde. O produto gerado é inédito, uma vez que não existem indicadores de resultados validados sobre a área temática.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O estudo fortalece a avaliação sistematizada dos serviços ao validar um conjunto de indicadores orientados por modelo lógico, contribuindo para qualificação do cuidado, monitoramento de resultados e tomada de decisão baseada em evidências. Ao consolidar indicadores válidos e aplicáveis, amplia a capacidade de mensuração, comparação e aprimoramento dos serviços especializados em estomaterapia.</p> </div> </div>Cristiane Rabelo LisboaGabriel Silveira Gontijo RigueiraMery Natali Silva AbreuEliete Albano De Azevedo GuimarãesJosimare Aparecida Otoni SpiraEline Lima Borges
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2026-06-052026-06-05PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS SOBRE SABERES E PRÁTICAS EM ESTOMATERAPIA NOS AMBIENTES DE TRABALHO ASSISTENCIAIS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2391
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Compreender como enfermeiros percebem os saberes e as práticas relacionados à Estomaterapia no ambiente de trabalho.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, conduzido conforme o protocolo COREQ. Realizado em duas enfermarias de clínica médica e uma de clínica cirúrgica de um hospital universitário no Rio de Janeiro, contou com a participação de 14 enfermeiros, selecionados por amostragem não probabilística por conveniência, com definição do número de participantes pelo critério de saturação teórica. A coleta de dados ocorreu entre novembro de 2024 e março de 2025, por meio de entrevistas individuais semiestruturadas, com duração média de 20 minutos. Após transcrição no Word 2016, os dados foram analisados com o software IraMuTeQ®, utilizando a Classificação Hierárquica Descendente (CHD), que organiza os segmentos de texto em classes lexicais a partir da frequência e semelhança dos vocabulários. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob número de parecer: 6.076.021. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> </p> <p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span lang="PT">O corpus analisado foi composto por 14 textos, resultando em 129 segmentos de textos (ST). Destes, foram aproveitados 115 na análise, o que representa um índice de retenção de 89,15%, considerado satisfatório, segundo os critérios metodológicos recomendados. Os resultados, a partir dos ST analisados, mostram que os enfermeiros compreendem parcialmente o escopo de estomaterapia e que há maior identificação desta especialidade relacionados aos cuidados com estomias e feridas. Os resultados deste estudo descortinam a visibilidade e a importância atribuída pelos participantes aos conteúdos de estomaterapia, averbados como diferencial no cuidado aos pacientes, familiares e para a equipe de saúde. Entretanto, a busca pela especialidade não é uma realidade no cenário desta pesquisa, já que nenhum dos participantes possui pós-graduação em estomaterapia e referem dúvidas, apesar de atuarem com pacientes com demandas de estomaterapia em seu cotidiano laboral<sup>1</sup>.</span><sup><span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT-BR;"> </span></sup><span lang="PT">Nesta perspectiva, observa-se a influência do modelo econômico capitalista neoliberal no mundo do trabalho em enfermagem. Através da precarização, instabilidade e flexibilização dos postos de trabalho, impulsionando o enfermeiro a assumir múltiplos vínculos, e, desta forma, desfavorecendo a capacitação e atualização profissional. <sup>2,3</sup> Os ST mostram a necessidade de maior aproximação entre a equipe assistencial dos setores e a comissão de cuidados em estomaterapia, instituindo parcerias e fortalecendo a prática. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> Os achados evidenciaram que a percepção dos enfermeiros sobre os saberes e práticas em Estomaterapia ainda é heterogênea, com avanços no recomhecimento de sua importância, porém marcada por lacunas de conhecimento, limitações na formação e desafios na incorporação sistemática dessas práticas no cotidiano assistencial.<span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="mso-ansi-language: PT-BR;">O estudo contribui ao evidenciar fragilidades e potencialidades na atuação dos enfermeiros, subsidiando o aprimoramento da formação profissional e a qualificação da assistência. Além disso, reforça a necessidade de fortalecer a educação permanente, destacar a visibilidade da Estomaterapia, enquanto especialidade, favorecendo um cuidado mais integral, seguro e resolutivo às pessoas em situação de estomaterapia.</span></p> </div> </div>Carolina Cabral Pereira Da CostaJulia Certo De Andrade SilvaKethellyn Mônica Freitas Rodrigues Da SilvaCaroline Rodrigues De OliveiraMidian Oliveira DiasNorma Valéria Dantas De Oliveira SouzaJéssica Mesquita Lucio Da SilvaJuliana Batoca Pinto
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2026-06-052026-06-05LIMPEZA SEGURA DE QUEIMADURAS: ORIENTAÇÕES BASEADAS EM EVIDÊNCIAS PARA EQUIPES DE ENFERMAGEM E ESTOMATERAPEUTAS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2392
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Construir um fluxo para a limpeza de lesões, com o intuito de nortear a atuação dos estomaterapeutas em conjunto com a equipe de enfermagem.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Relato descritivo construção do fluxo para nortear os profissionais da enfermagem e estomaterapeutas sobre processo de limpeza de queimaduras. Após a revisão integrativa da literatura, foram elaborados e revisados os fluxograma referentes à limpeza das queimaduras. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A limpeza da lesão é essencial em todos os tipos de queimaduras, pois uma higienização adequada estimula o processo de cicatrização, reduz a dor e previne infecções. Por isso, o fluxo sobre limpeza é relevante para guiar a equipe multiprofissional. A técnica mais adequada para a limpeza da área queimada é a irrigação, que pode ser realizada com solução salina estéril ou água corrente (CLEMENTINO KM DE F, et al., 2024). A desinfecção da ferida é crucial para manter o leito limpo e prevenir infecções, sendo um procedimento básico durante as trocas regulares de curativos (SHIZHAO J. et al., 2024). </span></p> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O desenvolvido um fluxograma baseado na revisão integrativa, incluindo artigos científicos e consensos para complementar as orientações. Esse processo de limpeza favorece a cicatrização e previne ou controla infecções. O protocolo orienta a equipe de enfermagem e estomaterapeutas na avaliação e manejo adequado das lesões, inicialmente classificadas em extensas ou pequenas. Para lesões extensas, recomenda-se o uso de duchas com água clorada, filtrada e descontaminada, em temperatura adequada, garantindo conforto e segurança ao paciente. Lesões pequenas devem ser irrigadas com solução isotônica salina a 0,9%, promovendo limpeza suave e preservação do tecido viável. Após essa classificação, realiza-se a avaliação do aspecto da ferida para definir a conduta. Áreas com granulação saudável recebem limpeza gentil, enquanto lesões contaminadas ou com necrose exigem desbridamento mecânico intensivo, removendo tecidos desvitalizados e biofilmes. Em relação às flictenas, pequenas bolhas (<6 mm) devem permanecer intactas, e bolhas maiores (>6 mm) podem ser rompidas cuidadosamente com gaze esterilizada ou tesoura. A escolha do antisséptico deve priorizar baixa toxicidade, incluindo gluconato de clorexidina degermante 2%, sabonetes ou soluções com PHMB (polihexametileno biguanida) e, quando disponível, ácido hipocloroso, sempre sob avaliação do estomaterapeuta e protocolos institucionais. Concluída a limpeza, realiza-se o curativo adequado, considerando tipo e extensão da lesão.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p style="text-align: justify;">Este fluxo integrado visa promover cicatrização eficiente, prevenir infecções e orientar a equipe multiprofissional sobre as melhores práticas no manejo de queimaduras, garantindo segurança e qualidade no cuidado ao paciente.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>E<span style="font-size: 11.5pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">spera –se que o fluxo<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>oriente os profissionais sobre a limpeza das lesões, usado adequantamente os antissepticos disponíveis com o objetivo de otimizar a assistência, acelerar a cicatrização, prevenir complicações.</span></p> </div>Samira Rocha Magalhaes De AlencarAna Débora Alcântara Coelho BomfimCarlos André Lucas CavalcantiDébora Taynã De Almeida AbreuSilvania Mendonça Alencar AraripeKarla Andréa De Almeida AbreuAllan Patrick Rodrigues De Lima
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2026-06-052026-06-05FLUXOGRAMA PARA AVALIAÇÃO DA PESSOA COM ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2393
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p align="justify">relatar a experiência do desenvolvimento de um fluxograma para auxiliar enfermeiros da atenção primária na avaliação da pessoa com estomia de eliminação no município de Florianópolis, Santa Catarina.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p align="justify">A atenção da pessoa com estomia de eliminação deve envolver a atenção primária<sup>1</sup>, porém o enfermeiro desse nível de atenção desconhece suas principais ações no cuidado a essas pessoas, e cabe ao serviço especializado dar suporte, como apoio contínuo e criação de protocolos clínicos<sup>2</sup>. Assim, a atenção primárias deve se empoderar para dar conta das necessidades dos indivíduos estomizados e desenvolver habilidades e conhecimentos (Bandeira, 2020). Em vista de alterações recentes nas diretrizes do Programa Estadual, com necessidade de acompanhamento mais frequente das pessoas cadastrados, com avaliações a cada três meses, o Serviço Especializado do município viu a necessidade de criar um fluxograma que auxiliasse os enfermeiros da atenção primária na avaliação das pessoas com estomias de eliminação, visto que estes profissionais tinham pouco contato com esse tipo de cuidado até então. Assim, foi pensado no modelo de fluxograma para ser ágil. Ele segue as recomendações de figuras, setas, pontos de decisão. Iniciar com a avaliação do bem-estar geral, frequencia de troca do equipamento coletor, avaliação do recorte, do abdomen, do estoma, identificação de alterações mais comuns e avaliação da pele periestoma. Foram inseridas imagens para auxiliar, como imagem de um equipamento com recorte adequado, perfil abdominal, altura do estoma, principais alterações do estoma e a escala Studio Alterazioni Cutanee Stomali. As principais condutas também estão descritas no fluxograma. Ele foi distribuido por grupos de WhatsApp institucionais, bem como encontra-se na pasta compartilhada do Serviço Especializado. Após sua criação, os relatos dos profissionais são de maior facilidade no momento da identificação de alterações, bem como o melhor encadeamento de ações quando atendendo uma pessoa com estomia de eliminação. Também nota-se que a discussão de casos clínicos entre atenção primária e especializada apresenta-se melhor fundamentada após a criação deste recurso.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Nota-se que a tecnologia criada é importante para dar suporte aos enfermeiros da atenção primária no cuidado integral à pessoa com estomia de eliminação, visto ser uma população pouco atendida nesse nível de atenção até então. O Serviço Especializado exerce sua função ao dar suporte clínico e teórica à atenção primária. Futuramente este fluoxgrama fará parte do Protocolo de Enfermagem no Cuidado à Pessoa com Estomia que está em desenvolvimento.</p> </div> </div>Guilherme Mortari Belaver
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2026-06-052026-06-05USO DE PLANILHAS COMPARTILHADAS NO MONITORAMENTO DO CUIDADO DE PESSOAS COM ESTOMIAS DE ELIMINAÇÃO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2394
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p align="justify">relatar a experiência do uso de planilhas de monitoramento compartilhadas entre o Serviço Especializado de Estomias e os Centros de Saúde da Atenção Primária em Florianópolis, Santa Catarina.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p align="justify">A pessoa com estomia de eliminação, após sua alta hospitalar, deve ser referenciada para a Atenção Primária e encaminhada ao Serviço Especializado<sup>1</sup>. Porém, quando o primeiro serviço é procurado pelo usuário, geralmente é encaminhado ao segundo<sup>2</sup>, com acompanhamento quase que exclusivo nesse nível de atenção. Apesar da comunicação entre os serviços ser essencial, muitas vezes é falha<sup>3,</sup> o que fragmenta o cuidado. Em Florianópolis, após alterações recentes nas diretrizes do Programa Estadual, responsável pelos insumos, que reforçaram a necessidade de um acompanhamento mais frequente das pessoas com estomia de eliminação com avaliações trimestrais, foi necessário maior participação dos enfermeiros da Atenção Primária no cuidado dessas pessoas, com suporte do estomaterapeuta do serviço especializado. Dessa maneira, para que não houvesse prejuízo às pessoas com estomia, falhas na identificação dos materiais em uso, correta identificação dos usuários pertencentes a cada centro de saúde e para garantir a segurança no processo, foram criadas tabelas de monitoramento para cada um deles, onde são identificadas as pessoas, seus materiais em uso e seu quantitativo, bem como última avaliação e quando deve realizar a próxima. São tabelas inteligentes, alimentadas diretamente da tabela principal do Serviço Especializado. Os prazos para avaliação são sinalizados por cores: se a avaliação foi realizada nos últimos três meses, a linha do usuário ficará verde; se está a menos de 15 dias para vencer, ficará vermelha; se está cinza é porque venceu o prazo. O controle das datas de avaliação é alimentado pelo serviço especializado, responsável por enviar o documento de cada usuário ao Programa Estadual. Portanto, qualquer alteração na planilha principal gera uma alteração na planilha secundária. Cabe destacar que cada centro de saúde consegue acessar apenas a sua planilha, através da coordenação. Essa prática já é realizada no município para diversos outros serviços, facilitando o controle e monitoramento, e veio de encontro à necessidade do rápido ajuste frente às diretrizes recentes do Programa Estadual.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> observa-se boa aceitação dos enfermeiros frente ao processo de cuidado à pessoa com estomia e a tecnologia utilizada se mostra aliada na identificação dos usuários, bem como os insumos em uso. A estratégia contribui para integralidade e longitudinalidade do cuidado.</p> </div> </div>Guilherme Mortari Belaver
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2026-06-052026-06-05PERFIL CLÍNICO E SOCIODEMOGRÁFICO DE PACIENTES COM FERIDAS CRÔNICAS NO DOMICÍLIO: ESTUDO DESCRITIVO PRELIMINAR
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2395
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Conhecer o perfil clínico e sociodemográfico de pacientes com lesões cutâneas atendidos no serviço de atenção domiciliar, buscando contribuir para a melhoria das estratégias de cuidado e reabilitação nesse contexto.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo quantitativo, descritivo, de caráter preliminar, realizado em um serviço de atenção domiciliar vinculado à prefeitura de um município de Minas Gerais. A amostra foi composta por 13 pacientes com feridas de difícil cicatrização, totalizando 22 lesões. Foram coletadas variáveis sociodemográficas (idade, sexo, escolaridade) e clínicas (comorbidades, mobilidade, dor, características das lesões, presença de infecção e terapias utilizadas).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Observou-se predominância do sexo feminino (7; 53,9%) e de idosos (9; 69,2%), com elevada frequência de baixa escolaridade, especialmente ensino fundamental incompleto (6; 46,1%). A maioria dos pacientes apresentava multimorbidade (9; 69,2%), com destaque para hipertensão arterial sistêmica (7; 53,8%) e diabetes mellitus (4; 30,8%), sendo universal o uso de polifarmácia (13; 100%). Quanto à mobilidade, 10 (76,9%) apresentavam limitação significativa. Foram analisadas 22 lesões, com predomínio de lesões por pressão (18; 81,8%), principalmente na região sacral (7; 31,8%), seguida por membros inferiores (6; 27,3%) e região trocantérica (3; 13,6%). Em relação às características das lesões, houve predomínio de tecido de granulação (18; 81,8%), frequentemente associado à necrose (7; 31,8%) e áreas de epitelização (6; 27,3%). O exsudato esteve presente em 15 (68,2%) lesões, sendo principalmente seroso ou serossanguinolento (10; 45,5%), com volume moderado a elevado em 9 (40,9%) casos. Sinais de infecção foram identificados em 6 (27,3%) lesões. A dor apresentou intensidade variável, com predomínio de níveis moderados a intensos (11; 50%). As coberturas mais utilizadas foram absorventes com ou sem ação antimicrobiana, frequentemente associadas a terapias adjuvantes.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Os achados deste estudo evidenciam predominância de pacientes idosos, com multimorbidade e limitação funcional, cenário amplamente descrito na literatura como fator determinante para o desenvolvimento de feridas de difícil cicatrização, especialmente lesões por pressão. Diretrizes internacionais, como as do National Pressure Injury Advisory Panel (NPIAP), apontam que a imobilidade, associada a doenças crônicas, constitui o principal fator de risco para o surgimento dessas lesões, corroborando os dados encontrados, nos quais 76,9% dos pacientes apresentavam limitação funcional significativa. De forma integrada, os achados deste estudo são consistentes com a literatura internacional e reforçam que o manejo de feridas de difícil cicatrização no domicílio envolve múltiplos determinantes clínicos, funcionais e sociais e consequentemente, o olhar do profissional especializado.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Os achados desse estudo contribuem para o planejamento da gestão no cuidado especializado à lesões, bem como para o fortalecimento de ações que, de fato, contemplem os pacientes com lesões que estão no domícilio, considerando especialmente a etiologia e o investimento humano e material necessário, sobretudo nas ações de prevenção.</p> </div>Cassia Regina Gontijo GomesMarcelly Alves ReisPedro Henrique Barbosa De SáEllen Vitória Pereira SilvaAna Tereza Da Silva RodriguesSamantha Camilo Barreto SantosLarissa Viana Almeida De LieberenzMaria Clara Salomão E Silva Guimarães
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2026-06-052026-06-05FLUXO DE ATENDIMENTO EM ESTOMATERAPIA EM AMBULATÓRIO DE UM CENTRO DE TRATAMENTO DE QUEIMADOS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2396
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Relato descritivo da atuação da estomaterapia em hospital referência no atendimento a pacientes com queimaduras, abordando o fluxo de atendimento ambulatorial e a integração com a equipe multiprofissional</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Relato descritivo da atuação da estomaterapia em hospital referência no atendimento a pacientes com queimaduras, abordando o fluxo de atendimento ambulatorial e a integração com a equipe multiprofissional. </span></p> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A estomaterapia permite o acompanhamento ambulatorial de pacientes previamente atendidos durante a internação e de pacientes atendidos exclusivamente no ambulatório, conforme solicitação da equipe assistencial (cirurgia plástica e enfermagem). O atendimento inicia-se com a solicitação de parecer e avaliação precoce do especialista em feridas, possibilitando intervenções assertivas e redução de complicações. O trabalho ocorre em parceria com a equipe multiprofissional, especialmente enfermeiras e cirurgiões plásticos. O ambulatório funciona em sistema de porta aberta, recebendo pacientes de primeira vez via acolhimento de emergência, podendo haver necessidade de internação, e realiza seguimento de pacientes em desospitalização. A equipe segue um padrão de tratamento envolvendo a limpeza e uso de curativo já a estomaterapeuta avalia e orienta a equipe além de admitir casos mais complexos para tratamento onde usa tecnologias com a biofotomodulação e curativos especiais. O tratamento dessas lesões exige expertice pois através de uma avaliação correta e completa o seguimento de todas as etapas que envolvem a terapia tópica seja realizada com êxito, ou seja o estomaterapeuta deverá realizar avaliação sistêmica, planejamento da intervenção, limpeza, desbridamento de tecidos desvitalizados, aplicação da cobertura tópica (curativos especiais/ coberturas interativas) e o controle/gerenciamento da infecção. Assim quanto aos cuidados de enfermagem em relação à ferida causada pela queimadura, o foco principal é a cura rápida, com ótimo resultado funcional e estético, bem como conforto máximo para o paciente.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A atuação do estomaterapeuta no ambulatório de queimaduras é essencial para a continuidade do cuidado, redução de complicações e orientação da equipe multiprofissional, destacando a importância da especialidade no manejo integrado de pacientes com queimaduras.</span></p> </div> </div>Samira Rocha Magalhaes De AlencarAna Débora Alcântara Coelho BomfimCarlos André Lucas CavalcantiSilvania Mendonça Alencar AraripeDébora Taynã Gomes QueirózKarla Andréa De Almeida AbreuSue Ellen Jorge Vieira
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2026-06-052026-06-05PROTAGONISMO DO ENFERMEIRO NA EDUCAÇÃO E NO RASTREAMENTO DA DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA: PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2397
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%; background: white;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Analisar o papel do enfermeiro na identificação precoce da Doença Arterial Periférica (DAP) na Atenção Primária à Saúde, por meio da utilização do Índice Tornozelo-Braquial (ITB), e sua relação com a educação e fatores de risco cardiovasculares.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Estudo transversal, de abordagem quantitativa, realizado em unidades de Atenção Primária à Saúde de um município do sul de Minas Gerais, no período de janeiro a junho de 2025. A amostra foi composta por 61 adultos com fatores de risco cardiovasculares. Os dados foram coletados por meio de questionário contendo variáveis sociodemográficas e clínicas. O ITB foi mensurado com Doppler vascular portátil, seguindo diretrizes nacionais, sendo considerados valores <0,8 indicativos de DAP e >1,3 de rigidez arterial. Sintomas de claudicação foram avaliados pelo Questionário de Claudicação de Edimburgo. <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Durante a coleta, foram realizadas orientações educativas individuais sobre prevenção de complicações vasculares e autocuidado</span>, alinhadas às práticas de educação em saúde.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 6.768.174).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> A média de idade da amostra foi 59,2 anos, predominando o sexo feminino (70,5%) e com maioria autodeclarada branca (85,2%). Observou-se elevada prevalência de hipertensão arterial (50,8%), diabetes mellitus (42,6%) e sobrepeso (IMC médio 28,25 kg/m²), indicando um perfil de alto risco cardiovascular¹. Alterações no ITB foram identificadas em 45% dos participantes, sendo 37% sugestivas de DAP e 8% indicativas de rigidez arterial, revelando uma proporção significativa de indivíduos com comprometimento vascular subclínico²,³. Sintomas de dor ou desconforto em membros inferiores foram relatados por 62,3%, principalmente ao subir ladeiras (94,7%) ou caminhar em ritmo normal (65,8%), porém sem associação significativa com ITB alterado, evidenciando a elevada ocorrência de DAP assintomática¹. Observou-se também baixa percepção dos participantes quanto à gravidade dos fatores de risco e à relação com complicações vasculares, reforçando a necessidade de estratégias educativas sistemáticas. Esses achados reforçam que a avaliação clínica isolada é insuficiente para a detecção precoce da doença e justificam a necessidade de triagem sistemática conduzida pelo enfermeiro, com potencial para antecipar intervenções e prevenir complicações graves.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">A triagem sistemática com ITB fortalece a integralidade do cuidado e, quando associada à educação em saúde, amplia o potencial de prevenção de complicações graves, como lesões isquêmicas e amputações, melhorando a circulação periférica e a qualidade de vida dos pacientes.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Ao incorporar o ITB à rotina de enfermagem, o cuidado vascular torna-se mais proativo, antecipando intervenções clínicas e prevenindo desfechos adversos. <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Quando associado a estratégias estruturadas de educação em saúde, amplia-se a autonomia do paciente, favorecendo o autocuidado e a adesão às recomendações clínicas</span></span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">⁵</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;">.</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Para a estomaterapia, isso significa reduzir risco de necrose, úlceras isquêmicas e amputações, garantindo maior segurança ao paciente e potencializando a eficácia das intervenções. O trabalho evidencia que o enfermeiro não é apenas executor de protocolos, mas <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">agente central na prevenção de complicações crônicas</span>, transformando a prática assistencial e consolidando a enfermagem como protagonista na produção de desfechos clínicos relevantes</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">⁵</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">.</span></p> </div> </div>Ariane Cristina Da SilvaLarissa De Paula Dias BarrosoJéssica De Aquino PereiraSthefany Pereira MoraisAna Beatriz Alves Da CostaDaniela Castro Lisboa
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2026-06-052026-06-05LETRAMENTO EM SAÚDE E EDUCAÇÃO RELACIONADOS À QUALIDADE DE VIDA EM DIABETES E LESÕES
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2398
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Analisar a relação entre letramento em saúde, qualidade de vida e condições clínicas em pessoas com diabetes mellitus e lesões em membros inferiores, considerando o papel da educação no manejo da doença.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p style="text-align: justify; line-height: 150%;">Estudo observacional, transversal, realizado em dois hospitais-escola públicos, com 100 participantes adultos com diabetes mellitus tipo 2 e lesões em membros inferiores. Foram aplicados questionário sociodemográfico e clínico, o instrumento Diabetic Foot Ulcer Scale - Short Form (DFS-SF) para avaliação da qualidade de vida e o Short Assessment of Health Literacy for Portuguese-speaking Adults (SAHLPA-18) para mensuração do letramento em saúde. As lesões foram classificadas pelo sistema Wound, Ischemia and Foot Infection (WIfI). Embora não tenha sido avaliada como variável mensurada, a educação foi considerada na fundamentação. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP nº 6828838).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> Participaram 100 indivíduos, com predominância do sexo feminino, idade média de 65,03 anos, baixa escolaridade (7,1 anos) e tempo médio de diagnóstico de diabetes de 14,37 anos. Observou-se elevada frequência de letramento em saúde inadequado, associada ao baixo nível educacional.</p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A qualidade de vida esteve comprometida em cinco dos seis domínios avaliados, com maior impacto na preocupação com a lesão e menor no incômodo relacionado ao cuidado. A presença de hipertensão associou-se a pior qualidade de vida nos domínios de lazer e atividades diárias, enquanto a neuropatia esteve relacionada a maior dependência funcional e maior preocupação com a lesão.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Indivíduos com letramento adequado apresentaram melhor percepção da saúde física e menor incômodo com o cuidado da lesão. Em contrapartida, o letramento inadequado evidenciou dificuldades na compreensão e utilização das informações em saúde, impactando diretamente o manejo da doença e o autocuidado</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">¹,²</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">O baixo letramento em saúde compromete significativamente o manejo do diabetes e o autocuidado em pessoas com lesões em membros inferiores, evidenciando que a dificuldade de compreensão das orientações em saúde está diretamente relacionada a piores desfechos clínicos e qualidade de vida</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">¹,²,³,⁴</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A simples transmissão de informações não garante mudanças no cuidado, especialmente diante de barreiras educacionais, sociais e funcionais</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">³</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">. Esses achados reforçam que estratégias educativas tradicionais são insuficientes quando não consideram o nível de letramento dos pacientes, limitando a adesão ao tratamento e a efetividade das intervenções</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">⁵</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">. Mais do que informar, é necessário garantir compreensão, significado e capacidade de ação.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A estomaterapia assume papel estratégico na transformação desse cenário, ao desenvolver intervenções educativas acessíveis, individualizadas e centradas no nível de letramento dos pacientes.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">O fortalecimento do letramento em saúde amplia a autonomia, qualifica o autocuidado e contribui diretamente para a prevenção de complicações como infecções, agravamento de lesões e amputações⁵.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Mais do que uma ferramenta educativa, o letramento em saúde configura-se como um eixo estruturante do cuidado, capaz de reduzir iniquidades, melhorar desfechos clínicos e promover qualidade de vida</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">³</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Nesse contexto, o enfermeiro estomaterapeuta consolida-se como agente central na mediação do conhecimento e na construção de um cuidado mais efetivo, resolutivo e seguro.</span></p> </div> </div>Larissa De Paula Dias BarrosoJéssica De Aquino PereiraSthefany Pereira MoraisDaniela De Castro Lisboa
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2026-06-052026-06-05MANEJO DE LESÃO TEGUMENTAR CAUSADA POR LEISHMANIOSE NO CUIDADO DE FERIDAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2399
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>O objetivo do presente estudo foi descrever as atividades realizadas pelos acadêmicos de Enfermagem de um projeto de extensão em um Hospital Universitário em Brasília, Distrito Federal, sob supervisão de enfermeiros e docentes do curso, com enfoque no manejo de lesões tegumentares causadas por leishmaniose, bem como descrever as estratégias utilizadas e identificar a contribuição da Estomaterapia no cuidado aos pacientes com essa condição.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>O trabalho faz parte de um projeto de pesquisa guarda-chuva, que teve sua aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição sob o número CAEE: 93770625.7.0000.5558. Paciente do sexo feminino, 72 anos, com diagnóstico prévio de hipotireoidismo, admitida no serviço mediante encaminhamento de médico ortopedista por apresentar úlcera arterial localizada em maléolo lateral direito. Após realização de biópsia, confirmou-se o diagnóstico de leishmaniose tegumentar. Na admissão, a lesão apresentava pele perilesional hiperemiada, edema grau 1+/4+, bordas irregulares e desniveladas, além de leito com presença de tecido de granulação associado a áreas de esfacelo aderido e excessiva quantidade de exsudato seroso (4+/4+), paciente relatava dor 10/10. O plano terapêutico foi sistematizado com base em abordagem integral da lesão, incluindo higienização com soro fisiológico, desbridamento instrumental de tecido inviável de modo suave, devido a sensibilidade do leito, além da utilização de coberturas como a malha antimicrobiana e espuma hidrocelular com ibuprofeno, associadas a tecnologias adjuvantes, usadas em grande parte do tratamento<sup>1,3</sup>. Dentre elas estão a Terapia Fotodinâmica, com uso de substância fotossensibilizante azul de metileno a 1%, associada à laserterapia com luz vermelha (9 J) para controle microbiológico<sup>3,4 </sup>e a Terapia de Fotobiomodulação com comprimentos de onda vermelho e infravermelho, com o objetivo de favorecer o reparo tecidual e manejo da dor<sup>3</sup>. Ademais, foram realizados registros fotográficos e mensuração da lesão a cada 15 dias para acompanhamento da evolução clínica e resposta ao tratamento instituído.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">Ao longo de 42 semanas de acompanhamento, observou-se evolução clínica significativa da lesão, evidenciada pela melhora da pele perilesional, contração progressiva das bordas, redução da carga microbiana e modulação da dor e inflamação. A condução terapêutica, baseada na associação entre intervenções tópicas direcionadas ao leito da ferida mais o uso das terapias adjuvantes, contribuíram para a otimização do tempo de cicatrização e alcance da epitelização da lesão. O estudo contribui para o fortalecimento da estomaterapia ao evidenciar a importância da atuação especializada no manejo de feridas complexas, como a Leishmaniose Tegumentar<sup>1</sup>. A evolução clínica observada reforça o papel do estomaterapeuta na avaliação do leito da ferida e na escolha adequada de coberturas, com base em evidências científicas, destacando um olhar integral e individualizado, que considera as condições sistêmicas, sociais e emocionais do paciente.</p> <p> </p> </div>Keissy Sthefany Ribeiro Da SilvaThaila Cristina De Melo CruzThaisa Da Silva Tavares CaixetaMaria Clara Perez SaboiaAmanda Mesquita Mendes GonçalvesFernanda Leticia Frates CauduroAndréa Mathes FaustinoBeatriz Nappo Neiva
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2026-06-052026-06-05RACIOCÍNIO CLÍNICO NA ESCOLHA DE COBERTURAS: EXPERIÊNCIA DE UM WORKSHOP NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2400
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <h2 dir="ltr">Relatar a experiência de um workshop desenvolvido no contexto da curricularização do projeto de extensão “Sistematização da Assistência de Enfermagem em Lesões de Pele” (SAELP), com ênfase no desenvolvimento de competências para o raciocínio clínico na seleção de coberturas para feridas por estudantes de graduação em Enfermagem.</h2> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <h2 dir="ltr">Trata-se de um relato de experiência referente ao primeiro workshop de curricularização do projeto de extensão SAELP, realizado com 30 estudantes da disciplina Enfermagem em Saúde do Adulto do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo. A atividade foi conduzida pela estomaterapeuta docente responsável pelo projeto, com apoio de sete empresas parceiras, e contou com a participação de discentes da graduação, mestrandos profissionais, docentes e membros externos vinculados à iniciativa. Com duração de quatro horas, o workshop foi organizado em dois momentos complementares. No primeiro, realizou-se uma atividade teórico-expositiva centrada no raciocínio clínico para a escolha de coberturas, fundamentada em dez critérios: etiologia da lesão; potencial de cicatrização segundo o Wound Bed Preparation (2021)¹; volume e características do exsudato; consistência do tecido necrótico; tipo de tecido presente no leito da ferida; fase do processo cicatricial; necessidades locais da lesão, incluindo hidratação, absorção, proteção, ação antimicrobiana e antibiofilme, bem como controle da dor e do odor; segurança do produto segundo o perfil clínico do paciente; tempo de permanência da cobertura; e contexto assistencial². No segundo momento, os participantes foram organizados em grupos e encaminhados a estações práticas, nas quais diferentes coberturas, suas indicações e aplicabilidades clínicas foram discutidas a partir da manipulação dos materiais e da problematização de situações simuladas. Os insumos disponibilizados pelas empresas parceiras favoreceram a aproximação entre conteúdo teórico e experiência prática, fortalecendo a aprendizagem ativa e a tomada de decisão clínica em contexto formativo³.</h2> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <h2 dir="ltr">A experiência evidenciou a curricularização da extensão como estratégia pedagógica potente para a articulação entre ensino, prática e formação crítico-reflexiva em Enfermagem. O workshop contribuiu para o aprimoramento do raciocínio clínico, para a ampliação do repertório técnico-científico dos estudantes sobre coberturas para feridas e para o fortalecimento da segurança na tomada de decisão. No campo da Estomaterapia, a iniciativa reafirma a relevância de estratégias formativas que aproximem o estudante das demandas concretas do cuidado, favorecendo a qualificação de futuros enfermeiros para o manejo de lesões com base em evidências científicas e em julgamento clínico contextualizado.</h2> <p> </p> </div> </div>Paula Souza Silva FreitasHeloisa Helena Camponez Barbara RéduaLucas Dalvi Armond Rezende
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2026-06-052026-06-05PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO: UMA PROSPECÇÃO TECNOLÓGICA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2401
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; color: black; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Mapear a produção tecnológica direcionada à prevenção e ao tratamento da LP.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; color: black; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de uma prospecção tecnológica, método sistemático para mapear desenvolvimentos científicos e tecnológicos. O mapeamento foi realizado nas bases de dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a partir dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) relacionados a lesões cutâneas, sendo “Escara de Decúbito”; “Escara de Pressão”; “Escaras de Pressão”; “Lesão por Pressão”; “Úlcera de Decúbito”; “Úlcera de Pressão”; “Úlceras de Decúbito” e “Úlceras por Pressão”. Foram incluídas patentes relacionadas ao tratamento e à prevenção de lesões cutâneas e que possuíam acervo regularizado no INPI. Os critérios de exclusão foram as patentes duplicadas que apareceram em mais de um descritor, inovações agrárias e veterinárias, documentos com caracteres inelegíveis e tradução inadequada. A coleta de dados ocorreu entre fevereiro e setembro de 2024. A análise foi realizada com foco na identificação de tendências, padrões e lacunas tecnológicas, bem como seu potencial impacto na prática clínica e relevância científica. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; color: black; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Foram identificados 210 registros, dos quais 61 foram incluídos após aplicação dos critérios de seleção. Observou-se predominância de depósitos brasileiros (70,5%), seguidos pelos Estados Unidos e União Europeia. As tecnologias relacionadas à redistribuição de pressão representaram 55,7% das patentes, incluindo equipamentos de uso individual, leitos hospitalares e colchões; 24,6% referiam-se a compostos farmacêuticos para tratamento das lesões; 9,8% tratavam do controle de umidade, com dispositivos para fraldas geriátricas e monitoramento subepidérmico; 6,6% diziam respeito a dispositivos médicos, como pressão negativa e campos eletromagnéticos; e 3,3% correspondiam a suplementos nutricionais voltados à recuperação da pele. O intervalo entre depósito e publicação variou de 4 meses a 10 anos, sendo o mais frequente de 1 ano e 6 meses</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; color: black; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Este estudo evidencia a existência de múltiplas inovações tecnológicas para prevenção e tratamento da LP ainda subexploradas na prática clínica. Destacam-se as limitações relacionadas ao uso exclusivo do sistema nacional de patentes e ao longo intervalo entre depósito e publicação no INPI, que podem restringir a captação de tecnologias mais recentes. Contudo, o mapeamento ressalta o potencial dessas inovações para fortalecer a segurança do paciente, promover conforto, reduzir custos e qualificar a assistência. Recomenda-se a utilização de prospecções tecnológicas para orientar políticas públicas e programas, estimulando a adoção e implementação de tecnologias capazes de otimizar o cuidado e fomentar a prática baseada em evidências</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW4786576 BCX0">Os achados desta prospecção tecnológica revelam o estado da arte no desenvolvimento de soluções para lesões por pressão e expõem lacunas científicas e tecnológicas com implicações diretas para a prática clínica, a segurança do paciente e a agenda de inovação em saúde. A predominância de inovações voltadas à redistribuição de pressão apresenta o estresse mecânico tecidual como principal alvo terapêutico, ao mesmo tempo em que se evidencia o deslocamento de superfícies estáticas para sistemas dinâmicos integrados a plataformas digitais de monitoramento contínuo.</span></p> </div>Larissa Carvalho De CastroVictoria Correa NunesLucimar Borges OliveiraHermes Ferreira Lima JuniorVanessa Faria De FreitasJuliano Teixeira MoraesHelen Cristiny Teodoro Couto Ribeiro
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2026-06-052026-06-05VALIDAÇÃO DE UMA TECNOLOGIA EDUCATIVA ASSISTENCIAL SOBRE O CUIDADO À PESSOA COM INCONTINÊNCIA FECAL
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2402
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">validar uma tecnologia educativa assistencial, na modalidade cartilha, direcionada a enfermeiros, com vistas ao fortalecimento do conhecimento e à melhoria das práticas de cuidado à pessoa com incontinência fecal. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">estudo metodológico, desenvolvido entre agosto de 2024 e outubro de 2025, realizado em quatro etapas: elaboração dos assuntos, construção da cartilha, validação do conteúdo por juízes e realização do teste piloto com o público-alvo. A cartilha foi construída na plataforma digital de design gráfico Canva®, considerando uma abordagem dinâmica, autoexplicativa e adequada ao público-alvo, com uma aparência leve e atrativa e linguagem simples. Para validação de conteúdo, utilizou-se o Índice de Validade de Conteúdo (IVC). Pesquisa aprovada no Comitê de Ética sob parecer n° 7.292.647. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A tecnologia educativa digital foi intitulada <em>“Cuidado de Enfermagem à Pessoa com Incontinência Fecal: Guia Prático para Enfermeiros”</em>. O processo de validação resultou em IVC global de 0,94, indicando que o material atendeu plenamente aos critérios de clareza, relevância e adequação propostos pela literatura.<sup>1</sup> Esse resultado confirma a qualidade e a pertinência da cartilha como ferramenta de apoio à prática de enfermagem, reforçando seu potencial educativo e assistencial. Considerando as preocupações dos juízes quanto à acessibilidade linguística, realizou-se a revisão do conteúdo e a adequação textual para a versão final da cartilha. A cartilha buscou elencar as ferramentas e estratégias que podem ser utilizadas na assistência, tanto em ambientes ambulatoriais quanto hospitalares,<sup>2</sup> o que favorece uma prática baseada em evidências e o uso de tecnologias de cuidado seguras e efetivas.<sup>3 </sup></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A cartilha foi construída e validada para apoiar enfermeiros na prevenção, tratamento e reabilitação da IF, destacando o papel do enfermeiro estomaterapeuta. Isso é importante já que é um tema ainda pouco abordado no curso de graduação em enfermagem, com lacunas de informação e forte estigma social. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Como contribuição para a área da Estomaterapia, o material fortalece a prática baseada em evidências, amplia o suporte educativo e qualifica a assistência especializada. Ressalta-se a importância de desenvolver e validar novas tecnologias educativas para enfermeiros, estudantes e pessoas com incontinência fecal, além de incentivar pesquisas que promovam a saúde e consolidem o cuidado integral.</span></p> </div>Carolina Cabral Pereira Da CostaVitoria Rocha Dos SantosDaniele Monteiro De Jesus MaldonadoNorma Valéria Dantas De Oliveira SouzaPatrícia Alves Dos Santos SilvaMidian Oliveira DiasHelena Ferraz GomesCaroline Rodrigues De Oliveira
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2026-06-052026-06-05PREVALÊNCIA DE LESÃO POR PRESSÃO: DESAFIOS E BENEFÍCIOS PARA QUALIDADE E SEGURANÇA DO PACIENTE
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2403
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW99107573 BCX0"><span class="TextRun SCXW21006372 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW21006372 BCX0">Implementar a prevalência de lesão por pressão - LP segundo as recomendações do Programa de Certificação </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW21006372 BCX0">Magnet</span><span class="NormalTextRun SCXW21006372 BCX0">-PCM.</span></span><span class="EOP Selected SCXW21006372 BCX0" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":567,"335559740":360}"> </span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <div class="OutlineElement Ltr SCXW20044062 BCX0"> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96154381 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">A ocorrência de lesões por pressão (LPs) em ambientes hospitalares </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">é</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> uma</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> problemática</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> em </span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW96154381 BCX0">saúde, </span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW96154381 BCX0">trazendo</span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW96154381 BCX0"> preocup</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">ação para as autoridades sanitárias </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">e</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> para os profissionais. </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">D</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">estaca-se o papel da equipe de Enfermagem, por sua atuação contínua e direta na assistência ao paciente, assumindo protagonismo na prevenção, identificação precoce e manejo dessas lesões.</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">¹</span></span><span class="EOP Selected SCXW96154381 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":567,"335559738":0,"335559739":0,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96154381 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW96154381 BCX0">Bundle</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> configura-se como uma estratégia estruturada e conceitualmente organizada no contexto do cuidado em saúde, </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">focando</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> priorit</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">ariamente</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> nas ações preventivas. </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">É</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> composto por condutas seguras e comprovadas cientificamente, </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">que</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> atuam diretamente sobre os principais fatores de risco envolvidos no agravo à </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">saúde. ², ³</span></span><span class="EOP Selected SCXW96154381 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":567,"335559738":0,"335559739":0,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96154381 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">Visando</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> mitigar os danos decorrentes do surgimento de lesões por pressão hospitalar</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">es</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">, </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">elaborou-se</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">um manual de cuidados com a pele, contemplando a descrição de um </span></span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW96154381 BCX0">bundle</span><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> de prevenção estruturado de acordo com o risco individual do paciente para o desenvolvimento de LP. </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">², ³</span></span><span class="EOP Selected SCXW96154381 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":567,"335559738":210,"335559739":210,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96154381 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">Conforme as diretrizes da Jornada </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW96154381 BCX0">Magnet</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">, da qual o hospital integra o processo de acreditação</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">, </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">institu</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">ímos</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> o Dia de Prevalência de LP,</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> em que enfermeiros capacitados realiza</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">m</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> avaliação e auditoria dos pacientes internados, </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">para</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> verificar a adesão e a qualidade da implementação do </span></span><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW96154381 BCX0">b</span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW96154381 BCX0">undle</span></span><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">de prevenção.</span><sup><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> </span></sup></span><sup><span class="NormalTextRun Superscript SCXW96154381 BCX0" data-fontsize="12">4</span></sup><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> </span><span class="EOP Selected SCXW96154381 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":567,"335559738":210,"335559739":210,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96154381 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">Trata-se de um relato de experiência, realizado em um hospital privado da cidade de São Paulo, no período de </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">abr</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">/24 a dez/25.</span></span><span class="EOP Selected SCXW96154381 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":567,"335559737":0,"335559738":0,"335559739":160,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96154381 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">Foi </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">instituída</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> uma estratégia dividida em 4 etapas: 1) Imersão nos conceitos relacionados a identificação de LP, bem como método da prevalência nos moldes do PCM (avaliação completa do paciente pele e anexos, fatores de risco e análise de prontuário, junto às medidas de prevenção implementadas); 2- Formação do Time de Prevalência; 3- Treinamento; 4 – Planejamento da Prevalência e dos estudos de confiabilidade.</span></span><span class="EOP Selected SCXW96154381 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":567,"335559737":0,"335559738":0,"335559739":160,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96154381 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">A prevalência foi programada mensalmente, com avaliação de 100% dos pacientes internados e elegíveis. Para o estudo de confiabilidade, </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">o Estomaterapeuta validou todas as lesões identificadas</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">. A implementação iniciou-se pelas unidades críticas adulto, expandindo para as infantis e posteriormente para unidades clínicas adulto e pediátricas. </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">Realizad</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">o</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">s</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> diversos ajustes para melhoria do processo de avaliação dos pacientes, coleta de dados, registros e medidas de prevenção de LP.</span></span><span class="EOP Selected SCXW96154381 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":567,"335559737":0,"335559738":0,"335559739":160,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96154381 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">N</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">este período,</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">realizamo</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">s</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">3</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">2</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> prevalências</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">, </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">sendo </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">necessário</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">s</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> 6 meses para a</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> implantação do método em todo hospital</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">.</span></span><span class="EOP Selected SCXW96154381 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":567,"335559737":0,"335559738":0,"335559739":160,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW96154381 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW96154381 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">As</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">barreiras identificadas foram: resistência ao novo método, adaptação/sistematização da coleta de dados e melhora dos registros das medidas preventivas para LP. A instituição partiu de uma prevalência de LP</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> hospitalar</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">≥ </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">estágio 2 de 11,84%, para 3,</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">7</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">%, refletindo uma redução de </span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">68,5</span><span class="NormalTextRun SCXW96154381 BCX0">%.</span></span><span class="EOP Selected SCXW96154381 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":567,"335559737":0,"335559738":0,"335559739":160,"335559740":360}"> </span></p> </div> </div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW138309586 BCX0"><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0">A prevalência de LP é um processo árduo, que permite a identificação oportuna do paciente em risco, com a implementação assertiva de intervenções para evitar a ocorrência de LP. C</span><span class="TextRun SCXW79265029 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0">ontribui para o aprimoramento da prática especializada, </span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0">com</span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0"> avaliação da qualidade do cuidado com a pele, monitoramento da efetividade das ações preventivas e fortalecimento do papel do enfermeiro </span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0">E</span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0">stomaterapeuta como </span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0">agente</span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0">transformador</span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0"> de educação e suporte</span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0">para as equipes assistenciais </span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0">na</span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0"> prevenção e no manejo das LPs</span><span class="NormalTextRun SCXW79265029 BCX0">.</span></span></span></p> </div>Adla Lopes NascimentoLuana Rosas ZulianLigia Maria AbraãoJerusa De Oliveira Armani
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2026-06-052026-06-05PERFIL MEDICAMENTOSO DE PACIENTES COM LESÃO POR PRESSÃO EM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2404
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: normal;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Descrever o perfil medicamentoso de pacientes com lesão por pressão internados em um hospital de média complexidade no Nordeste brasileiro.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Estudo documental, retrospectivo, de abordagem quantitativa, realizado em hospital regional de porte IV. Foram incluídos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva, Clínica Médica e Clínica Cirúrgica, com diagnóstico de lesão por pressão adquirida durante a internação e permanência mínima de 48 horas. Os dados foram extraídos de prontuários e analisados por estatística descritiva, com cálculo de frequências absolutas, relativas e médias. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri, sob número de parecer 6.759.906/2024.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Observou-se elevada carga medicamentosa nos pacientes com lesão por pressão, com maior média na Unidade de Terapia Intensiva (12,6 ± 2,5 medicamentos por paciente), seguida pela Clínica Médica (11 ± 2,8) e Clínica Cirúrgica (7,4 ± 2,8). Na UTI, destacaram-se antidiabéticos (14%), analgésicos (12%), antibióticos (9,14%), anti-hipertensivos (5,5%) e classes potencialmente relacionadas à perfusão tecidual, como vasoconstritores (4,8%). Na Clínica Médica, prevaleceram analgésicos (13%), antibióticos (11,6%), anti-hipertensivos (9%) e antidiabéticos e vasoconstritores (7%). Na Clínica Cirúrgica, os analgésicos foram predominantes (23%), seguidos por antibióticos, anticoagulantes e anti-hipertensivos (9%). Os achados evidenciam perfil de polifarmácia e uso de classes farmacológicas associadas a maior risco de comprometimento tecidual, especialmente em pacientes críticos.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">A experiência analítica do perfil medicamentoso evidenciou a complexidade terapêutica dos pacientes com lesão por pressão e a coexistência de múltiplos fatores farmacológicos potencialmente associados ao risco desse evento adverso. O estudo destaca a relevância da incorporação da avaliação medicamentosa na prática clínica como componente do cuidado integral, especialmente em contextos de alta complexidade.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Os achados reforçam a necessidade de atuação ampliada do estomaterapeuta na avaliação de fatores de risco relacionados ao uso de medicamentos, integrando o cuidado clínico à vigilância terapêutica. Contribuem para o fortalecimento de práticas preventivas baseadas em evidências, com enfoque na segurança do paciente, abordagem multidimensional do risco e qualificação da assistência.</span></p> </div> </div>Laura Tabita De Queiroz Magalhães MarquesFredielma Alexsandra Santos De SouzaRafael Cesar BarretoAna Rafaele Lima OliveiraMaria Selma Alves BezerraJayana Castelo Branco Cavalcante De Meneses
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2026-06-052026-06-05SAÚDE DOS PÉS EM PESSOAS COM DIABETES: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE EXTENSÃO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2405
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; color: black; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">O objetivo do projeto é estratificar os pés de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2 do município da Grande Vitória para o risco de ulceração e amputações.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica caracterizada pelo descontrole dos níveis de glicose sérico. A hiperglicemia afeta as paredes dos capilares e pode causar danos no sistema nervoso periférico resultando em uma doença chamada neuropatia periférica, a qual causa alterações estruturais nos pés aumentando os riscos de ulcerações e infecções local. </span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; color: black; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de um estudo descritivo de natureza qualitativa na modalidade de relato de experiência do projeto de extensão “Estratificação de risco a lesões em pés de pessoas com diabetes tipo 2” durante os meses de março a julho de 2025. O projeto tem como público alvo pessoas acima de 18 anos com o diagnóstico de diabetes tipo 2 residentes da região da Grande Vitória - no estado do Espírito Santo. O projeto de extensão foi elaborado para prestar atendimento à comunidade visando prevenir e diagnosticar as complicações nos pés de pessoas com diabetes que podem resultar em infecções graves e até amputações, sendo desenvolvido no consultório de enfermagem em um Centro Universitário em Vitória.</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"> <span lang="PT">Participaram até o presente momento 39 pessoas com diabetes em consulta de enfermagem com os acadêmicos do curso de enfermagem, visando a prevenção ativa de úlceras nos pés através do exame físico dos pés, monitoramento periódico e intervenções de enfermagem. </span></span><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; mso-pagination: widow-orphan;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Arial',sans-serif; color: black; mso-ansi-language: PT-BR;">O projeto demonstrou ser uma estratégia relevante tanto para a formação dos acadêmicos quanto para a promoção da saúde da comunidade. Evidenciou-se a importância do cuidado preventivo na redução de lesões e amputações em pessoas com diabetes.</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"> </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Arial',sans-serif; color: black; mso-ansi-language: PT-BR;">Para a estomaterapia, a iniciativa contribui diretamente ao reforçar práticas de avaliação precoce, educação em saúde e manejo preventivo de lesões, ampliando a atuação do enfermeiro na prevenção de complicações e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.</span></p> </div> </div>Amanda Ferreira De Almeida ColombiDébora Cristina Martins Da SilvaJheniffer Da Cunha DamacenoKétlen Eduarda Hanerthe PimentelMaria Eduarda Lopes PerovanoMariana Dos Santos PizzaNádia Horrana Hanerthe PimentelSara Milli Bezerra
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2026-06-052026-06-05LESÕES DE PELE RELACIONADA A ADESIVOS MÉDICOS (MARSI) EM PESSOAS IDOSAS: SÉRIES DE CASOS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2406
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black;">Descrever a ocorrência, evolução das MARSI em </span><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial;">três <span style="color: black;">pacientes internados, com múltiplas comorbidades, enfatizando fatores predisponentes e estratégias de prevenção e </span>tratamento.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> <span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial;">Série de casos retrospectivos conduzida em um hospital de referência no atendimento à pessoa idosa, envolvendo três pacientes idosos internados em novembro de 2025, todos com risco elevado para MARSI. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black;">Os </span><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial;">três<span style="color: black;"> casos evidenciam condições clínicas predisponentes à MARSI, sepse, pele ressecada e fr</span>ágil<span style="color: black;">, uso repetido de dispositivos adesivos.</span> <span style="color: black;">Caso 1: </span>Paciente <span style="color: black;">em cuidados paliativos, com pele ressecada, múltiplas áreas de </span>abrasão<span style="color: black;"> e lesão por pressão sacral estágio IV. O uso prévio de fita adesiva</span> microporosa<span style="color: black;"> </span>para fixação de linha para acesso venoso, cateter vesical de demora, onde <span style="color: black;">contribuiu para </span>formação de MARSI (desnudação da pele)<span style="color: black;"> </span>em região de virilha e membro superior esquerdo. <span style="color: black;">Caso 2:</span> Paciente <span style="color: black;">com sepse, </span>e<span style="color: black;"> uso frequente de </span>adesivo microporoso<span style="color: black;"> em região </span>de linhas de<span style="color: black;"> acessos venosos. A fragilidade da pele, associada à hipoalbuminemia, favoreceu </span>desnudamento<span style="color: black;"> epidérmico parcial durante trocas </span>de fixação de linha de acesso<span style="color: black;">. Caso 3:</span> Paciente com<span style="color: black;"> </span>lesão <span style="color: black;">trocantérica, e imobilidade prolongada. O uso repetido de </span>filme transparente com troca diária <span style="color: black;">para fixação de curativo levou </span>ao desnudamento<span style="color: black;"> epidérmic</span>o<span style="color: black;"> na pele circundante da ferida.</span> Para tratamento das lesões de MARSI implementou-se o uso <span style="color: black;">de curativos</span> com fita de dorso de tecido com face acrílica ou silicone,<span style="color: black;"> cuidados com hidratação e proteção cutânea</span>, uso de removedor de adesivo e rodízio de área de fixação quando possível. Orientação da equipe quanto a técnica correta para remoção dos adesivos.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black;">Os casos demonstram que MARSI</span><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial;"> é frequente quando há uso de adesivos com alta adesividade, filmes transparentes somado à múltiplas trocas. Esses achados reforçam a necessidade de protocolos institucionais específicos para manejo de MARSI na população idosa de alta vulnerabilidade. <span style="color: black;">A prevenção depende de avaliação sistemática da pele, seleção adequada de adesivos, uso de spray p</span>rotetor e removedor de adesivo, técnica adequada de remoção, além de <span style="color: black;">capacitação constante da equipe. </span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 115%;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial;"> </span></strong><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black;">Contribuímos para prevenção, identificação e manejo das lesões de pele relacionadas a adesivos médicos, por meio da avaliação da pele, escolha adequada de produtos e implementação de protocolos baseados em evidências, atuando na capacitação das equipes, promovendo a segurança do paciente e a qualidade da assistência, especialmente em idosos.</span></p> <p> </p> </div> </div>Adrieli Aparecida Simoes De Oliveira
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2026-06-052026-06-05LESÃO TRAUMÁTICA E BENEFÍCIOS DE COBERTURAS DE NÃO MEDICADAS: RELATO DE CASO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2407
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: black; mso-themecolor: text1; mso-font-kerning: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR;">Introdução:</span></strong><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; color: black; mso-themecolor: text1; mso-font-kerning: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR;"> As lesões traumáticas representam uma das principais causas de morbidade em diversas faixas etárias, resultando de impactos físicos súbitos como quedas, acidentes automobilísticos, práticas esportivas ou agressões. Essas lesões podem variar desde contusões leves até fraturas complexas e feridas abertas, exigindo cuidados imediatos e eficazes para promover a recuperação e prevenir complicações<sup>2</sup>. Nesse contexto, as coberturas não medicadas têm ganhado destaque como alternativas eficazes no tratamento de feridas traumáticas. Diferentemente dos curativos tradicionais com agentes farmacológicos, essas coberturas atuam de forma física, promovendo um ambiente ideal para a cicatrização, protegendo contra infecções e reduzindo a dor, sem os riscos associados a reações medicamentosas<sup>1</sup>. O uso de coberturas não medicadas representa um avanço significativo no cuidado com feridas traumáticas. Elas oferecem uma abordagem segura, eficaz e baseada em evidências, promovendo a cicatrização natural e melhorando a qualidade de vida dos pacientes<sup>3</sup>. </span><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-font-kerning: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR;">Objetivo:</span></strong><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-font-kerning: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR;"> Relatar a evolução da cicatrização de uma lesão através de um relato de caso clínico, demonstrando os benefícios na utilização da cobertura não medicamentosa, Cloreto de Dialquil Carbamoil (DACC). </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p data-start="708" data-end="905">Descrever a evolução clínica de uma lesão traumática complexa e discutir os benefícios do uso de coberturas não medicadas no manejo do processo infeccioso e no preparo para enxertia.</p> <p data-start="907" data-end="1295"><strong data-start="907" data-end="925">Relato de caso</strong><br data-start="925" data-end="928">Paciente vítima de acidente automobilístico (moto versus carro), admitido inicialmente com lesão traumática extensa, sendo realizado atendimento de urgência com limpeza e sutura primária. Em evolução, apresentou sinais flogísticos importantes, incluindo hiperemia, edema e áreas de necrose, sugerindo comprometimento do processo cicatricial e possível infecção local.</p> <p data-start="1297" data-end="1598">Diante do quadro, foi indicado desbridamento cirúrgico em 03/06, com remoção de tecidos inviáveis e reavaliação do leito da ferida. Após o procedimento, optou-se pela introdução de cobertura com tecnologia DACC, visando controle da carga microbiana por meio de mecanismo físico de ligação hidrofóbica.</p> <p data-start="1600" data-end="1828">Observou-se melhora progressiva dos sinais infecciosos, com redução do exsudato, diminuição da inflamação e desenvolvimento de tecido de granulação viável. Essas condições favoreceram a indicação de enxertia cutânea subsequente.</p> <p data-start="1830" data-end="2002">Após a realização do enxerto, o paciente evoluiu satisfatoriamente, apresentando integração adequada do tecido enxertado e cicatrização completa em aproximadamente 30 dias.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> O presente relato evidencia que o uso de coberturas não medicadas com DACC pode ser uma estratégia eficaz no manejo de lesões traumáticas complexas, especialmente no controle da infecção e no preparo do leito para enxertia. Sua atuação segura, sem citotoxicidade e com baixo risco de resistência bacteriana, destaca sua relevância na prática da estomaterapia. A abordagem integrada, incluindo desbridamento e escolha adequada de coberturas, foi determinante para o desfecho positivo do caso.</p> </div>Fabiana Goncalves Vieira De OliveiraFabiana Damacena CarvalhoMônica Rabelo SantosPriscilla Alcântara Dos SantosJessica Emanuela Mendes MoratoNatália Aparecida De BarrosCharla Carmo Da Palma
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2026-06-052026-06-05TECNOLOGIA EDUCACIONAL PARA INCORPORAÇÃO DE BOAS PRÁTICAS NA PREVENÇÃO DE MARSI: OFICINA SENTINDO NA PELE
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2408
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="EN" style="font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial;">Descrever o desenvolvimento de uma tecnologia educacional, com foco na prevenção de MARSI, em um hospital referência a pessoa idosa.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> <span lang="EN" style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: EN; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de um estudo de desenvolvimento de tecnologia educacional para prevenção de lesões de pele relacionada a adesivos médicos (MARSI), sendo composta por momentos teórico-práticos, com duração aproximada de 30 minutos. Durante a aula teórica, foram abordados os temas sobre melhores práticas para prevenção e demonstração dos diferentes tipos de adesivos utilizados na assistência. A primeira etapa objetivou a técnica correta de remoção de adesivos, onde cada profissional recebeu uma folha de papel de seda. Em seguida, foram aplicados diversos adesivos e os participantes foram orientados a removê-los conforme a técnica demonstrada anteriormente e observaram na prática como o adesivo com face de silicone preserva a integridade do papel seda. Na segunda etapa disponibilizaram-se tiras de adesivos com face de acrilato e silicone, nas quais os profissionais puderam praticar cortes padronizados para fixação de dispositivos com foco na prevenção de MARSI. A tecnologia educacional “sentindo na pele” favorece o aprendizado prático dos profissionais sobre os mecanismos de ocorrência da MARSI, o reconhecimento de adesivos com menor potencial lesivo e a execução de técnicas seguras de aplicação e remoção. A atividade com papel de seda foi eficaz para ilustrar a fragilidade da pele e reforçar a importância da abordagem cuidadosa durante o manuseio de adesivos. A disseminação do conhecimento e fortalecimento da prática segura é recomendada pois existe correlação positiva entre os escores de conhecimento, atitude e comportamento sobre prevenção de MARSI. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span lang="EN" style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: EN; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A tecnologia educacional demonstrou que ações educativas com abordagem teórico-prática podem ser eficaz na sensibilização e qualificação dos profissionais para a prevenção de MARSI. A metodologia utilizada promoveu reflexão crítica e pode ser reproduzida em outras instituições como uma estratégia de educação. A estomaterapia contribui de forma significativa para a incorporação de boas práticas na prevenção de MARSI e na educação permanente das equipes de saúde, promovendo estratégias como metodologias ativas como a oficina sentindo na pele, contribuindo para a segurança do paciente, redução de eventos adversos e melhoria da qualidade da assistência, especialmente em populações vulneráveis, como idosos hospitalizados.</span></p> </div> </div>Adrieli Aparecida Simoes De Oliveira
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2026-06-052026-06-05CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE UMA LISTA DE RECOMENDAÇÕES PARA PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES EM PELE PERIESTOMIA.
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2409
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Construir e validar uma lista de recomendações<strong><span style="background: white;"> </span></strong></span><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">sobre as práticas não recomendadas para o cuidado e prevenção de complicações em pele periestomia de eliminação</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de um estudo metodológico. A primeira etapa foi meio de uma revisão integrativa da literatura. </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">F</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">oram convidados a participar da pesquisa 11 especialistas com experiência em lesões em pele periestomia, titulados pela Associação Brasileira de Estomaterapia. </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A seleção dos juízes para a técnica Delphi, seguiu </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">o modelo proposto por Fehring: </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Título de Doutor; Título de Mestre; Título de especialista pela Associação Brasileira de Estomaterapia; Experiência na área de estomaterapia, seja no ensino, pesquisa ou assistência de no mínimo de 3 anos e Pesquisas ou artigos publicados na área de atuação².<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>A análise dos processos descritos na campanha Choosing Wisely</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">®</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> obedeceu os critérios propostos por Pasquali³: comportamental, objetividade, simplicidade, clareza, relevância e precisão, estes critérios foram pontuados em uma escala do tipo likert, a escala variou de 1 a 4, sendo: 1 = item não relevante ou não representativo, 2 = item necessita de grande revisão para ser representativo, 3 = item necessita de pequena revisão para ser representativo e 4 = item relevante ou representativo<sup>4</sup>.<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>Neste estudo, foi utilizado o Índice de Validade de Conteúdo (IVC). Esta pesquisa foi submetida para apreciação e avaliação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São João Del-Rei, Campus Centro – Oeste Dona Lindu. O parecer possui o CAAE 88723925.0.0000.5545.<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">As declarações foram validadas na primeira rodada de avaliação (Delphi I) com IVC a 0,97, porém mesmo com o IVC superior a 0,8, os pesquisadores optaram por realizar uma segunda rodada de avaliação para refinar as declarações. As duas rodadas aconteceram por meio de um encontro on line em grupo focal, ao final da segunda rodada, após consenso unânime de todos os 11 juízes, obteve o IVC a 1,0.<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>As recomendações validadas foram categorizadas em: <span style="color: black; mso-themecolor: text1;">Não utilizar fitas adesivas para reforçar a vedação ou prolongar o tempo de uso do equipamento coletor.</span> Não realizar trocas do equipamento coletor com frequência maior do que a necessidade individual. Não utilizar removedores de adesivo à base de álcool ou óleo. Não realizar o recorte da base adesiva com abertura maior ou menor do que o contorno da estomia. </span><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Não higienizar a pele periestomia com sabonetes, produtos hidratantes perfumados ou lenços umedecidos. </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Não utilizar produtos adjuvantes de forma indiscriminada nos cuidados da pessoa com a estomia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT-BR;">Este estudo voltado para as estomias é pioneiro no Brasil no modelo de Choosing Wisely</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-language: PT-BR;">®</span><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT-BR;">, espera-se que ele contribua para uma melhoria na qualidade da assistência à pessoa com estomia, e que os profissionais de saúde exerçam suas práticas baseadas em evidências científicas, para um melhor manejo mediante a pele periestomia e suas eventuais complicações.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Lista de recomendações<strong><span style="background: white;"> </span></strong></span><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">sobre as práticas não recomendadas para o cuidado e prevenção de complicações em pele periestomia de eliminação</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">.</span></p> </div>Lucimar Borges De OliveiraCarolina Fernandes SantosLarissa Carvalho De CastroVictória Correa NunesHermes Ferreira Lima JúniorSônia Regina Pérez Evangelista DantasMaria Angela Boccara De PaulaJuliano Teixeira Moraes
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2026-06-052026-06-05CARACTERIZAÇÃO DE PACIENTES COM FERIDAS CRÔNICAS ATENDIDOS EM SERVIÇO ESPECIALIZADO NO INTERIOR DE MINAS GERAIS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>caracterizar o perfil clínico e sociodemográfico de pacientes com feridas crônicas atendidos em um serviço especializado do interior de Minas Gerais.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>estudo quantitativo, transversal e observacional, realizado com 23 pacientes com feridas crônicas atendidos em um ambulatório vinculado ao Sistema Único de Saúde, em um município do interior de Minas Gerais, selecionados conforme critérios previamente definidos. A coleta de dados ocorreu por meio de um questionário estruturado, contendo informações sociodemográficas, clínicas e características das lesões, complementado pela análise de prontuários, garantindo maior confiabilidade às informações, em conformidade com os aspectos éticos. Os dados foram obtidos presencialmente durante atendimentos no Serviço, incluindo observação direta das lesões e entrevistas individuais com duração média de 20 minutos. Posteriormente, as informações foram organizadas no Microsoft Excel e analisadas por estatística descritiva no software R, com cálculo de frequências absolutas e relativas. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética sob o Parecer nº 7.955.390,</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Observou-se predominância do sexo feminino (60,9%). Quanto à escolaridade, verificou-se baixo nível educacional, com mais da metade dos participantes apresentando apenas ensino fundamental, fator que pode influenciar diretamente a compreensão do tratamento e a adesão às orientações de saúde. A mediana de idade foi de 71 anos, caracterizando uma população majoritariamente idosa. Em relação à mobilidade, 95,7% dos pacientes deambulam, embora parte necessitasse de auxílio, e 73,9% contavam com cuidador, evidenciando rede de apoio significativa. A etiologia das lesões foi predominantemente venosa. Quanto ao edema, 39,1% apresentaram edema perilesional, condição que pode dificultar a cicatrização e indicar comprometimento circulatório. Observou-se que 91,3% dos pacientes relataram impacto negativo das feridas na qualidade de vida, evidenciando repercussões além do aspecto físico. A dor apresentou média de 4,3 (escala de 0 a 10), sendo classificada como moderada, e o odor das lesões apresentou mediana elevada, variando de moderado a intenso.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>os achados evidenciam que pacientes com feridas crônicas acompanhados na Atenção Secundária apresentam perfil majoritariamente feminino, pessoas idosas e com baixa escolaridade, fatores que podem comprometer a compreensão das orientações e o autocuidado. Predominaram lesões de etiologia venosa, associadas a edema, dor moderada e odor, com impacto significativo na qualidade de vida. Apesar da elevada adesão ao tratamento e da presença de redes de apoio, as feridas crônicas permanecem como importante desafio para os serviços de saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Essa investigação fortalece a literatura científica ao apresentar quem são e as características dos pacientes com lesões crônicas, além disso subsidia o planejamento de investimentos e políticas públicas voltadas a essa população, bem como o aprimoramento de ações específicas no serviço investigado, reforçando a importância do atendimento especializado e da atuação do estomaterapeuta.</p> </div> </div>Cassia Regina Gontijo GomesSamantha Camilo Barreto SantosAna Tereza Da Silva RodriguesEllen Vitória Pereira SilvaMarcelly Alves ReisPedro Henrique Barbosa De SáMaria Clara Salomão E Silva Guimarães
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2026-06-052026-06-05INCIDÊNCIA DE LESÃO POR PRESSÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NO NORDESTE BRASILEIRO
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Analisar a incidência de lesão por pressão e caracterizar fatores clínicos associados em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> <span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Estudo documental, retrospectivo, de abordagem quantitativa, realizado em Unidade de Terapia Intensiva de hospital regional de médio porte no Nordeste brasileiro. Foram incluídos pacientes internados por período mínimo de 48 horas, sem lesão por pressão no momento da admissão. Os dados foram obtidos por meio de prontuários, durante 12 semanas de coleta. A incidência foi estimada por meio da incidência cumulativa e densidade de incidência. As variáveis clínicas e demográficas foram analisadas por estatística descritiva com o auxílio do software IBM® SPSS Statistics. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri, pelo parecer nº 6.759.906/2024.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Estudo documental, retrospectivo, de abordagem quantitativa, realizado em Unidade de Terapia Intensiva de hospital regional de médio porte no Nordeste brasileiro. Foram incluídos pacientes internados por período mínimo de 48 horas, sem lesão por pressão no momento da admissão. Os dados foram obtidos por meio de prontuários, durante 12 semanas de coleta. A incidência foi estimada por meio da incidência cumulativa e densidade de incidência. As variáveis clínicas e demográficas foram analisadas por estatística descritiva com o auxílio do software IBM® SPSS Statistics. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri, pelo parecer nº 6.759.906/2024.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A incidência observada foi inferior à descrita na literatura, o que pode refletir fragilidades no processo de identificação e notificação das lesões, considerando que o serviço não conta com protocolo de prevenção de lesões por pressão implementado. O estudo evidencia a relevância do monitoramento sistemático de indicadores e da qualificação dos registros assistenciais como componentes essenciais para a vigilância de eventos adversos em terapia intensiva.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Os achados reforçam o papel estratégico da estomaterapia na implementação de protocolos de prevenção, avaliação sistematizada da pele e dispositivos médicos, bem como na educação permanente das equipes. Destaca-se a necessidade de fortalecimento de práticas baseadas em evidências para redução de lesões por pressão, qualificação da assistência e promoção da segurança do paciente em contextos de alta complexidade.</span></p> </div> </div>Laura Tabita De Queiroz Magalhães MarquesMaria Selma Alves BezerraRafael Cesar BarretoAna Rafaele Lima OliveiraAna Fátima Carvalho FernandesJayana Castelo Branco Cavalcante De Meneses
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2026-06-052026-06-05“PÉS EM FOCO”: CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS SOBRE A DOENÇA DO PÉ RELACIONADA AO DIABETES
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Relatar a experiência da implementação de um projeto de c</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">apacitação da Atenção Primária à Saúde para a prevenção e identificação precoce da Doença do pé relacionada ao Diabetes. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Relato de experiência sobre a implementação de uma estratégia de educação permanente em saúde em um município do interior do Ceará. Sabe-se que a atuação da Atenção Primária à Saúde é essencial para prevenção, identificação precoce e manejo adequado dessas complicações. Para tanto, a capacitação dos profissionais que atuam nesse âmbito é estratégia fundamental para qualificar o cuidado e reduzir os índices de morbimortalidade. Assim, o projeto “Pés em Foco” foi desenvolvido com o intuito de fortalecer as práticas assistenciais voltadas à prevenção de complicações nos pés de pessoas com diabetes no interior do Ceará. A intervenção foi conduzida por enfermeira estomaterapeuta, estruturada em encontros presenciais teórico-práticos, com duração média de três horas, abordando avaliação clínica sistematizada dos pés, estratificação de risco, identificação de sinais de alerta, medidas preventivas e educação para o autocuidado. Participaram profissionais de diferentes categorias, incluindo enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde e residentes, fortalecendo o caráter interdisciplinar. Entre maio e setembro de 2025, foram realizadas capacitações em diversas unidades da rede, totalizando 81 horas e alcançando 366 profissionais. Observou-se elevada adesão e engajamento das equipes. A interação com os profissionais evidenciou lacunas relevantes no conhecimento prévio, sobretudo quanto à avaliação sistemática dos pés e à adoção de medidas preventivas baseadas em evidências. A metodologia ativa favoreceu a problematização da prática, a troca de experiências e fomentou a incorporação de condutas qualificadas no cotidiano dos serviços. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A experiência de implementação do projeto evidenciou a potência da educação permanente como estratégia para mobilizar saberes, promover reflexão crítica sobre a prática e fortalecer o cuidado na Atenção Primária à Saúde. O desenvolvimento das atividades possibilitou a construção coletiva do conhecimento, favorecendo a integração entre diferentes categorias profissionais e a ressignificação das práticas assistenciais relacionadas ao cuidado com os pés de pessoas com Diabetes Mellitus. O percurso vivenciado destaca a relevância de iniciativas educativas contextualizadas e contínuas, como elemento estruturante para a qualificação do cuidado no âmbito do Sistema Único de Saúde. O projeto evidencia o protagonismo da estomaterapia na qualificação do cuidado preventivo ao pé diabético, integrando educação permanente, avaliação clínica especializada e práticas baseadas em evidências. Contribui para a segurança do paciente, redução de agravos evitáveis e fortalecimento da atuação do estomaterapeuta na Atenção primária.</span></p> </div> </div>Maria Selma Alves BezerraBárbara Séphora Lima BezerraFabiana Alves Da SilvaFredielma Alexsandra SantosLaura Tabita De Queiroz Magalhães MarquesJayana Castelo Branco Cavalcante De Meneses
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2026-06-052026-06-05INCIDÊNCIA E PREVALÊNCIA DE LESÃO POR PRESSÃO EM IDOSOS HOSPITALIZADOS: UM ESTUDO RETROSPECTIVO
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 106%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Analisar a incidência, prevalência e fatores associados ao desenvolvimento de lesões por pressão em idosos hospitalizados.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 106%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Estudo descritivo, retrospectivo, quantitativo e transversal para identificar a incidência e prevalência de LP em PI hospitalizadas. A pesquisa foi desenvolvida num hospital referência de atendimento à pessoa idosa, 100% Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Foram incluídos prontuários de participantes com 60 anos ou mais e com registro de LP, sendo hospitalizados no período de Janeiro a Dezembro de 2024. Critérios de exclusão, foram registros incompletos e com duplicidade de registro da mesma lesão de internamento prévio. Todas as análises foram realizadas nos softwares estatísticos <em>IBM SPSS</em> (versão 27) e Jamovi (versão 2.3). As comparações <em>post hoc</em> para o teste de qui-quadrado foram feitas por meio das correções do método de Bonferroni. Efeitos estatísticos significativos foram considerados para valores de p ≤0,05.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 106%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Participaram do estudo 949 idosos com idade média de 80,0 (±9,98) anos, desses participantes 588 (58,8%) evoluíram para óbito e 391 (41,2%) receberam alta. O motivo da internação predominante com 82 (8,6) foi lesão por pressão, seguida da infecção do trato urinário com 70 (7,4%). Observou-se predominância de óbitos em relação às altas em todas as categorias analisadas. Em relação à prevalência, ocorreram 299 óbitos (57,2%) e 244 altas (42,8%), na incidência, 133 óbitos (62,7) e 79 altas (37,3%), nos casos não preenchidos, 126 óbitos (58,9) e 88 altas (41,1). Quanto a localização predominou a região sacra com 249 (57,5%) evoluíram para óbito e 184 (42,5%) para alta. O estágio predominante foi o II com 267 (56,2%) óbito e 208 (234%) para alta. Quanto a escala de Braden, observou-se o risco elevado 287 óbitos e 215 altas, em segundo lugar o risco muito elevado com 216 óbitos e 82 altas. Observou-se associação significativa entre o desenvolvimento das lesões e fatores como idade avançada, tempo prolongado de internação, presença de mais de três comorbidades e redução da mobilidade.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 106%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Nosso estudo demonstrou alta taxa de lesões prevalentes associada à óbito, contudo, reforçamos a importância em realizar os cuidados adequados individualizados para PI no âmbito hospitalar e orientação para os cuidados domiciliares.</span> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 106%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Conforme a análise estatística, foi verificado que os paciente que apresentam lesão por pressão somando cada um ano de vida a mais, há 1,03 vezes mais chance de ir a óbito em relação com a chance de receber alta (OR 1,03; IC 95% 1,01 - 1,04; p<0,01), sendo o motivo do óbito associado a LP e não ao motivo do internamento. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 106%; font-family: 'Times New Roman',serif;">A estomaterapia tem um papel fundamental para a análise da incidência e prevalência de LP em idoso hospitalizados e na implementação de protocolos para prevenção dessas lesões que são 95% evitáveis, assim favorece a melhoria dos processos, e dos desfechos clínicos dessa população vulnerável. </span></p> </div> </div>Adrieli Aparecida Simoes De Oliveira
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2026-06-052026-06-05PATENTES SOBRE ÚLCERA NO PÉ RELACIONADA AO DIABETES: TECNOLOGIAS EM EDUCAÇÃO EM SAÚDE
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Analisar os registros internacionais de patentes voltados à úlcera no pé relacionado ao diabetes.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de uma prospecção tecnológica de patentes coletadas na plataforma internacional de depósito World Intellectual Property Organization (WIPO). O estudo foi conduzido através das orientações presentes no Joanna Briggs Institute (JBI) e o checklist Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR) e a análise dos dados baseou-se nos conceitos teóricos das “Diretrizes práticas sobre prevenção e o tratamento da doença do pé relacionada ao diabetes”, do International Working Group on the Diabetic Foot.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Os dados foram categorizados em três grupos: avaliação, prevenção e tratamento, e sub-categorizados de acordo com sua natureza. A coleta considerou depósitos entre 2020 a 2024, totalizando uma amostra final de 1.372 patentes. Dentre os achados, houve um predomínio de tecnologias voltadas para o tratamento (82,14%), seguindo registros de prevenção (12,17%) e avaliação (5,69%). A China destacou-se com depósitos de patentes em todos os segmentos (76,38%), seguido dos Estados Unidos (4,74%). Em relação às tecnologias voltadas para a prevenção, identificou-se 167 registros, dos quais 84 correspondem a dispositivos para exame, 65 referem-se à avaliação dos fatores de risco e sinais de pré-ulceração, e apenas 18 são tecnologias voltadas à educação em saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>O baixo investimento em tecnologias para educação em saúde pode estar relacionado ao retorno lento do capital investido quando comparado aos dispositivos para exames e às tecnologias de alta densidade, que apresentam elevada rentabilidade e rápido retorno financeiro. Vale ressaltar também a persistência da cultura biomédica, evidenciada pelo enfoque nos processos de diagnóstico e tratamento, em detrimento de tecnologias voltadas à promoção da saúde. À luz dos resultados do estudo, conclui-se que há um predomínio do investimento mundial direcionado às tecnologias de tratamento, com foco na rentabilidade. Ademais, é necessário estimular o investimento em tecnologias de educação em saúde, visto que as ferramentas de educação profissional permitem o desenvolvimento de competências e habilidades profissionais, além de contribuírem para a segurança do paciente.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">O mapeamento das tecnologias e a tendência mundial permite que o enfermeiro estomaterapeuta amplie seu leque de conhecimento sobre tais a fim de empregar na sua assistência. Além disso, com os resultados apontados, busca-se estimular os profissionais a produzir inovações de cunho educativo para promoção da saúde na área.</p> </div> </div>Sarah Ferreira NevesVanessa Faria De FreitasMarcos Vinícius Silva MendesHelen Cristiny Teodoro Couto RibeiroJuliano Teixeira MoraesLarissa Carvalho De CastroVictória Correa NunesJúlia Ribeiro Duarte Ferreira
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2026-06-052026-06-05PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DE AVALIAÇÃO DE LESÃO DE PELE DA ESTOMATERAPIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p> <span class="NormalTextRun SCXW77886808 BCX0" data-ccp-parastyle="Standard" data-ccp-parastyle-defn="{"ObjectId":"3dc782ce-c662-564e-853e-e04bf18a4572|1","ClassId":1073872969,"Properties":[469775450,"Standard",201340122,"2",134233614,"true",469778129,"Standard",335572020,"1",469777843,"Calibri",268442635,"24",335559705,"1033",335559740,"251",201341983,"0",335559739,"160",134245417,"true",469777841,"Times New Roman",469777842,"Times New Roman",469777844,"Times New Roman",469769226,"Times New Roman"]}">Relatar o modelo utilizado para implantação no prontuário eletrônico da avaliação de lesões pela Comissão de Cuidados em Estomaterapia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-parastyle="Standard" data-ccp-parastyle-defn="{"ObjectId":"3dc782ce-c662-564e-853e-e04bf18a4572|1","ClassId":1073872969,"Properties":[469775450,"Standard",201340122,"2",134233614,"true",469778129,"Standard",335572020,"1",469777843,"Calibri",268442635,"24",335559705,"1033",335559740,"251",201341983,"0",335559739,"160",134245417,"true",469777841,"Times New Roman",469777842,"Times New Roman",469777844,"Times New Roman",469769226,"Times New Roman"]}">Os serviços de saúde requerem constante atualização de tecnologias e adoção de práticas, visando à qualidade e à segurança do paciente. </span><span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-parastyle="Standard">Nesse contexto, um Hospital Universitário do Rio de Janeiro tem implementado a atualização e ampliação do processo de transformação digital. Entre as contribuições tecnológicas adotadas pela instituição, destaca-se o prontuário eletrônico integrado, que desponta como eixo central na organização do cuidado. Essa ferramenta favorece a agilidade na recuperação de dados, subsidia a tomada de decisão e possibilita a integração da comunicação entre os membros da equipe multidisciplinar. Nesse cenário, ide</span><span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-parastyle="Standard">ntificou-se a necessidade de inclusão, de uma aba exclusiva de avaliação e prescrição de condutas pela comissão de cuidados em estomaterapia, voltada aos pacientes com lesões de </span><span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-parastyle="Standard">pele.</span><span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-parastyle="Standard"> </span><span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-parastyle="Standard">O</span><span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-parastyle="Standard"> Conselho Federal de Enfermagem estabelece diretrizes para o uso de sistemas informatizados e normatiza a utilização do prontuário eletrônico pelos profissionais de Enfermagem, assegurando o registro de informações inerentes ao processo de cuidar. Ressalta-se que a ausência de padronização nas descrições dos quadros</span><span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-parastyle="Standard"> clínicos e na evolução dos pacientes dificulta a comunicação entre as equipes multidisciplinares, gerando impacto negativo na qualidade da assistência prestada. <span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-charstyle="Strong">Trata-se de um relato de experiência acerca da elaboração e implantação de uma aba eletrônica intitulada “Estomaterapia” no prontuário eletrônico do paciente. O processo teve início em junho, com conclusão em agosto de 2025, perí</span><span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-charstyle="Strong">odo em que a ferramenta foi inserida no prontuário eletrônico integrado. Posteriormente, iniciou-se a fase de implementação, que permanece em constante atualização. O desenvolvimento do projeto envolveu parceria com o setor de Tecnologia da Informação e a participação de uma enfermeira com atuação em gestão em saúde. A fase de elaboração foi estruturada em três etapas: (1) levantamento, leitura e compilação de evidências científicas, incluindo diretrizes e consensos sobre lesões de pele, cuidados de enferma</span><span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-charstyle="Strong">gem em estomaterapia, Procedimentos Operacionais Padrão (</span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW155298520 BCX0" data-ccp-charstyle="Strong">POPs</span><span class="NormalTextRun SCXW155298520 BCX0" data-ccp-charstyle="Strong">) da comissão de estomaterapia da instituição e a padronização dos produtos e coberturas disponíveis; (2) desenvolvimento do design e da diagramação da aba, com foco na facilitação da inserção e organização dos dados relacionados à avaliação das lesões de pele; e (3) capacitação dos membros da comissão de estomaterapia para utilização da ferramenta.</span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <div class="OutlineElement Ltr SCXW2644081 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW2644081 BCX0"><span class="TextRun SCXW2644081 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW2644081 BCX0" data-ccp-charstyle="Strong">Observa-se que o uso do prontuário eletr</span><span class="NormalTextRun SCXW2644081 BCX0" data-ccp-charstyle="Strong">ônico integrado, aliado à implantação da aba “Estomaterapia”, vem sendo incorporado de forma integral pela equipe da comissão, possibilitando o registro sistematizado, a prescrição e a reavaliação contínua conforme a evolução das lesões de pele dos pacientes. Como desafios no período inicial de implementação, identificaram-se dificuldades por parte da equipe de enfermagem das unidades de internação quanto à localização das prescrições de condutas no sistema. Tais dificuldades vêm sendo progressivamente mini</span><span class="NormalTextRun SCXW2644081 BCX0" data-ccp-charstyle="Strong">mizadas por meio de treinamentos. Os registros eletrônicos em estomaterapia têm proporcionado maior eficiência à equipe multidisciplinar, devido à disponibilidade e à padronização das informações. Além disso, contribuem para processos de auditoria, melhoria da qualidade assistencial e fortalecimento das atividades de ensino e pesquisa na área.</span></span><span class="EOP SCXW2644081 BCX0" data-ccp-props="{"134245417":true,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559739":160,"335559740":251,"469777462":[2877],"469777927":[0],"469777928":[1]}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW2644081 BCX0"> <p class="Paragraph SCXW2644081 BCX0"><span class="EOP Selected SCXW2644081 BCX0" data-ccp-props="{"134245417":true,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559739":160,"335559740":251,"469777462":[2877],"469777927":[0],"469777928":[1]}"> </span></p> </div> </div> </div>Sarah Lopes Silva SodréGraciete Saraiva MarquesDayse Carvalho Do NascimentoJuliana Batoca PintoLuciana Gomes SeabraMarta Nazário Monteiro Da CruzAna Luiza Dos Santos MattosRogerio Marques De Souza
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2026-06-052026-06-05INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO PARA INFECÇÃO EM ÚLCERAS DA PERNA: COORTE RETROSPECTIVA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Estimar a incidência de infecção em úlceras da perna e identificar fatores de risco associados ao seu desenvolvimento</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Estudo observacional do tipo coorte retrospectiva, conduzido em serviço especializado em estomaterapia. Foram analisadas 57 úlceras da perna de pacientes adultos atendidos entre 2016 e 2025. O desfecho foi a ocorrência de infecção, definida pelo acrônimo STONES<sup>(1)</sup>. Variáveis sociodemográficas, clínicas e relacionadas ao tratamento foram avaliadas. A incidência foi estimada com intervalo de confiança de 95%. Para análise dos fatores associados utilizou-se regressão de Cox uni e multivariada, com estimativa de Hazard Ratio (HR). Curvas de sobrevivência foram construídas pelo método de Kaplan-Meier.</span><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O estudo conta com Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (n. 98587618.2.0000.5149) e aprovação sob parecer n. 3.208.872/2019. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A incidência de infecção foi de 59,6% (IC95%: 46,5–72,8), valor superior ao descrito na literatura, evidenciando elevada carga de risco na população estudada<sup>(2)</sup>. Observou-se maior ocorrência de infecção nos primeiros 400 dias de acompanhamento, com tempo médio até o desfecho de 316,9 dias. Na análise multivariada, permaneceram associados ao risco de infecção a área da úlcera (HR=1,004; IC95%: 1,001–1,007; p=0,026) e o tipo de terapia de compressão<sup>(3)</sup>. Pacientes submetidos à combinação de terapias compressivas apresentaram maior risco de infecção (HR=4,88; IC95%: 0,95–25,14), sugerindo possível relação com maior gravidade clínica ou complexidade terapêutica. Úlceras de maior extensão apresentaram maior probabilidade de infecção ao longo do tempo, reforçando seu papel como marcador prognóstico relevante. Variáveis sociodemográficas e a maioria das condições clínicas não apresentaram associação significativa. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A incidência de infecção em úlceras da perna foi elevada e associada principalmente à área da úlcera e às características do tratamento compressivo. Os achados evidenciam a importância da estratificação precoce do risco e da vigilância intensificada em pacientes com úlceras extensas e maior complexidade clínica. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif;">O estudo fornece evidências inéditas em cenário brasileiro sobre a incidência e os determinantes da infecção em úlceras da perna, ampliando a compreensão dos fatores que impactam negativamente o processo de cicatrização. Os resultados subsidiam a prática clínica ao permitir identificação precoce de pacientes de alto risco, orientação de intervenções direcionadas e uso mais racional de terapias tópicas e compressivas. Além disso, contribuem para a qualificação da assistência em estomaterapia, com potencial impacto na redução de complicações, custos assistenciais e tempo de tratamento, fortalecendo a prática baseada em evidências.</span></p> </div> </div>Maria Letícia Menezes De Souza SouzaJosimare Aparecida Otoni SpiraMery Natali Silva AbreuEline Lima Borges
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2026-06-052026-06-05APLICAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM POR DISCENTES DE ESTOMATERAPIA AO PACIENTE COLOSTOMIZADO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2417
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><strong id="docs-internal-guid-7c6bc63d-7fff-ea76-5ad1-a1cec7158fe1">Descrever a aplicação do Processo de Enfermagem por discentes de estomaterapia ao paciente colostomizado.</strong></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><strong id="docs-internal-guid-b0d22553-7fff-9403-c9c0-4f65c10ed719">A colostomia é um procedimento cirúrgico que visa a exteriorização de uma parte do intestino grosso para que haja a eliminação de efluentes, processo que é capaz de gerar sofrimento psicossocial. A atuação do estomaterapeuta é indispensável à reabilitação, utilizando o PE como ferramenta para organizar o raciocínio clínico e garantir assistência de qualidade¹ ² ³. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, vivenciado por discentes de Estomaterapia em março de 2026, em um ambulatório especializado na cidade de que Fortaleza no estado do Ceará. O relato fundamenta-se na assistência direta e observação clínica, incluindo exame físico e avaliação do estoma, baseando-se através das taxonomias NANDA-I³, NOC⁴, NIC⁵ para a obtenção de, respectivamente, os diagnósticos de enfermagem, os resultados esperados e as intervenções de enfermagem. Identificou-se entre os diagnósticos principais: Integridade da pele prejudicada relacionada à presença de estoma evidenciado por hiperemia; Imagem corporal perturbada relacionada à alteração da aparência física evidenciado por baixa autoestima; Risco de infecção relacionado à ruptura da barreira cutânea; Ansiedade relacionada à mudança do estilo de vida evidenciado por relato. Como resultado esperado: manutenção da integridade cutânea, melhora na aceitação da imagem corporal, redução da ansiedade e maior participação social. As intervenções de enfermagem incluíram a avaliação da pele, troca de bolsa adequada e no tempo certo, orientações de higiene e autocuidado, monitorização de infecção e suporte emocional. </strong></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr"><strong>A aplicação do processo de enfermagem mostrou-se essencial para uma assistência segura, qualificada e baseada em evidências científicos. A vivência permitiu aos discentes aplicar o conhecimento teórico na prática ambulatorial, estimulando o raciocínio clínico e a identificação de necessidades psicossociais. O estudo reafirma portanto o papel do enfermeiro e do PE como agentes facilitadores na reabilitação e promoção do autocuidado de pacientes estomizados na Estomaterapia. </strong></p> <p> </p> </div> </div>Matheus Lucas De SousaVanessa Silveira FariaGabrielle Fávaro Holanda AiresTifanny Horta CastroCamila Kelly Dos Santos MoraisAna Carolina Melo QueirozCamila Barroso MartinsMadna Avelino Silva
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2026-06-052026-06-05(IN)VISIBILIDADE DA SEXUALIDADE DE PESSOAS COM ESTOMIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO INTEGRATIVA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: normal;">Identificar evidências científicas acerca da abordagem da sexualidade em pessoas com estomia de eliminação no âmbito da Atenção Primária à Saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo de revisão integrativa da literatura realizada entre os meses de novembro de 2025 e janeiro de 2026, nas bases de dados BVS/LILACS, PubMed, SciELO e Google Scholar. Foram critérios de inclusão artigos científicos, publicados eletronicamente, na íntegra com disponibilidade gratuita do texto completo, com recorte temporal entre janeiro de 2020 a dezembro de 2026 nos idiomas português e inglês, relacionados a sexualidade, estomia, atenção primária à saúde ou atenção à saúde e qualidade de vida. A amostra final consistiu em 12 artigos, sendo interpretados a luz da análise temática. <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Candara; mso-bidi-font-weight: bold;">Os aspectos éticos da revisão integrativa de literatura, foram devidamente obedecidos quanto a citação de todos os artigos revisados.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Doze artigos abordaram o tema em estudo, culminando na elaboração de duas categorias temáticas: 1) Barreiras socioculturais e comunicacionais na <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>abordagem da sexualidade e 2) Educação Permanente em Saúde na abordagem da sexualidade. <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Essas duas categorias se articulam na medida em que a primeira evidencia os desafios que justificam a necessidade de intervenções e enquanto a segunda aponta estratégias de transformação da prática profissional.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; color: black; mso-themecolor: text1;">Os resultados evidenciaram a necessidade de capacitação profissional e a implementação de tecnologias educativas que qualifiquem a assistência, visando ao cuidado integral e à promoção da saúde sexual dessa população. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Candara; color: black;">Além disso, o conjunto de evidências revelou que a vivência da sexualidade por pessoas com estomias de eliminação é influenciada por fatores físicos, psicológicos e sociais, além de evidenciar lacunas na assistência prestada pelos serviços de saúde, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde<strong>.</strong></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; mso-pagination: none; border: none; mso-padding-alt: 31.0pt 31.0pt 31.0pt 31.0pt; mso-border-shadow: yes; margin: 0cm 0cm 0cm 35.45pt;"> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Os achados reforçam a necessidade de qualificação da assistência em estomaterapia na Atenção Primária à Saúde, ao evidenciar que as mudanças biopsicossociais decorrentes da estomia impactam a sexualidade, ainda pouco abordada na prática clínica, com vistas à promoção de um cuidado integral e centrado na pessoa.</p> </div>Júlia Roberta Da SilvaRegina Ribeiro CunhaSandra De Nazaré Costa MonteiroAlexandra Isabel De Amorim LinoAna Lúcia Da Silva
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2026-06-052026-06-05TRAJETÓRIA DE 30 ANOS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL EM ESTOMATERAPIA NO CONTEXTO AMAZÔNICO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2419
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Descrever a trajetória profissional da primeira enfermeira estomaterapeuta no contexto amazônico.<strong> </strong></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Relato de experiência fundamentado na análise cronológica de informações disponíveis no currículo Lattes da profissional, contemplando sua trajetória ao longo de 36 anos desde a graduação em Enfermagem, 33 anos de atuação docente em duas universidades públicas e 30 anos de atuação na Estomaterapia. Destaca-se, como gênese de sua trajetória na área, a formação especializada obtida por meio do curso de Enfermagem em Estomaterapia pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.</p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">No contexto da região amazônica, sua trajetória profissional consolida-se por meio de expressiva atuação na formação, assistência e produção do conhecimento em Estomaterapia. No estado do Pará, no âmbito da docência em instituições públicas de ensino superior, já contribuiu para a formação de cerca de 3.000 enfermeiros. Ressalta-se sua participação em duas edições do Curso de Especialização em Enfermagem em Estomaterapia da Universidade de Brasília, experiência de grande relevância e aprendizagem em sua trajetória profissional. Destaca-se, ainda, sua liderança no Grupo de Pesquisa Laboratório de Estudos em Enfermagem em Estomaterapia da Amazônia.</p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Em sua formação <em>stricto sensu</em>, destacam-se estudos desenvolvidos no mestrado e doutorado, com enfoque no cuidado especializado, nas vulnerabilidades e no acesso aos serviços de saúde. Coordenou a pesquisa <em>"Perfil de Estomizados no Contexto Amazônico"</em>, que contribuiu para a compreensão epidemiológica regional. Idealizou e participou da pesquisa <em>“Escalpelamento: lágrimas nos rios da Amazônia”</em>, ampliando o escopo da estomaterapia para agravos regionais negligenciados. Atualmente tem se dedicado aos estudos sobre inteligência artificial nas áreas de abrangência da estomaterapia, além de coordenar a pesquisa <em>“Entre plantões e refeições: como está o intestino de quem cuida?”</em>, tendo como público-alvo os profissionais de saúde.</p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">No campo da extensão, coordenou iniciativas como <em>“Rede Dialógica de Pessoas com Estomia”,</em> <em>“Novembro Multicores”</em>, e atualmente, participa do programa <em>“Acompanhamento e orientação nutricional de pessoas com estomia no contexto amazônico”</em>, promovendo assistência, educação nutricional, acolhimento e o protagonismo dos usuários.</p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Sua trajetória foi marcada pela atuação em assessoria técnica de multinacionais na área de dispositivos para estomias, feridas e incontinências. No cenário associativo, desde 2012 exerce papel de Presidente Seccional e Diretora do Conselho Científico da Associação Brasileira de Estomaterapia, SOBEST Seccional Pará e membro pleno do <em>World Council of Enterostomal Therapists.</em></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">No âmbito político-institucional, participou de entidades representativas, como a Associação dos Ostomizados do Pará, que historicamente contribuiu para a defesa dos direitos das pessoas com estomia e fortalecimento do controle social. Sua representatividade institucional, possibilitou a participação na criação do serviço de atenção à pessoa com estomia e composição da câmara técnica na Secretaria de Estado da Saúde do Pará, evidenciando o compromisso com a organização da rede de cuidado e com a garantia de acesso integral à saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A trajetória descrita evidencia que a produção de conhecimento contextualizado, associada à educação em saúde e à articulação institucional, contribui para a qualificação do cuidado, ampliação do acesso e defesa dos direitos das pessoas com estomias, feridas ou incontinências, em um contexto regional desafiador.</p> </div>Regina Ribeiro CunhaAna Lúcia SilvaSandra De Nazaré Costa MonteiroThaís Martins Gomes De OliveiraAndré Aparecido RamosRafaelle Ribeiro RabelloVanessa Vieira Lourenço CostaEdson Marcos Leal Soares Ramos
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2026-06-052026-06-05ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA EM ESTOMATERAPIA NO MANEJO DO PROLAPSO DE ALÇA EM COLOSTOMIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2420
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Descrever a Sistematização da Assistência de Enfermagem estruturada para o manejo de pacientes com estomias intestinais com presença de prolapso de alça. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">O Abdome Agudo Obstrutivo (AAO) representa condição cirúrgica crítica, caracterizada pela interrupção do trânsito intestinal, podendo levar à isquemia e necrose<sup>1</sup>. Nesses cenários, a confecção de estomas, como colostomias, torna-se intervenção vital para desviar o trânsito e permitir recuperação do tecido afetado. Contudo, a presença do estoma pode evoluir para complicações como prolapso de alça, que exige manejo especializado<sup>2</sup>. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, no qual foi conduzido por discente de Estomaterapia e profissional estomaterapeuta em atendimento ambulatorial especializado em Fortaleza no estado do Ceará. O foco foi o cuidado de enfermagem e a aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em paciente colostomizado e prolapso de alça. Os diagnósticos de enfermagem foram identificados usando a Taxonomia II da NANDA-I<sup>3</sup>, com intervenções baseadas na Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC)<sup>4</sup>.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>A SAE para o manejo do prolapso divide-se em três principais diagnósticos: eliminação, integridade cutânea e autogestão. Na eliminação, destacam-se os diagnósticos de Eliminação intestinal prejudicada evidenciado por alteração no processo normal de defecação pelo reto ou por ostomia, relacionado a mobilidade física prejudicada; Continência fecal prejudicada evidenciada por perda de controle com passagem involuntária de fezes e flatos, relacionada a inabilidade de retardar a evacuação, inabilidade de segurar flatos e trauma retal, com intervenções focadas no monitoramento do efluente e na adaptação de sistemas coletores que comportem o segmento prolapsado sem causar trauma à mucosa. Em relação a integridade cutânea, o diagnóstico de Risco de integridade da pele prejudicada relacionado à presença de estomia e contato da pele periestomal com efluentes, exigindo vigilância rigorosa da pele periestomal e o uso de dispositivos com recorte preciso para evitar dermatites associadas ao efluente ou à tração mecânica do prolapso. Por fim, em relação a autogestão aborda o Risco de padrão de sono ineficaz definido por suscetibilidade a dificuldade de vivenciar prejudicando negativamente a função, relacionada à autogestão ineficaz do estoma e comportamentos sedentário, com intervenções educativas voltadas ao esvaziamento preventivo da bolsa, uso de cintos elásticos para estabilização do estoma e suporte psicossocial diante das mudanças na imagem corporal. A sistematização proposta enfatiza que a escolha de dispositivos coletores de duas peças e bases convexas ou planas, associadas a adjuvantes, é fundamental para garantir a segurança e o conforto do paciente. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A aplicação de uma SAE estruturada permite uma abordagem integral e baseada em evidências para pacientes com complicações de estomias, como o prolapso de alça. A utilização das taxonomias padronizadas favorece a comunicação entre a equipe de saúde e a continuidade do cuidado especializado. Esta proposta contribui para a prática clínica do enfermeiro estomaterapeuta ao oferecer um roteiro sistematizado para o manejo de uma complicação complexa. A sistematização reforça o papel estratégico do especialista na prevenção de agravos, promoção da autonomia do paciente e melhoria dos desfechos clínicos e da qualidade de vida do paciente.</p> </div>Tifanny Horta CastroWendel Frota Rodrigues De MouraThalia Alves Chagas MenezesCamila Barroso MartinsBeatriz Alves De OliveiraKemyson Camurça AmaranteMariana Cavalcante MartinsViviane Mamede Vasconcelos Cavalcante
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2026-06-052026-06-05IMPORTÂNCIA DE ADESIVOS SEGUROS E SUAVES PARA A PREVENÇÃO DE MARSI NA PRÁTICA EM ESTOMATERAPIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2421
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW160171197 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text">As </span><span class="TextRun SCXW160171197 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW160171197 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text">Medical </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW160171197 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text">Adhesive-Related</span><span class="NormalTextRun SCXW160171197 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text"> </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW160171197 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text">Skin</span><span class="NormalTextRun SCXW160171197 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text"> Injuries</span></span><span class="NormalTextRun SCXW160171197 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text"> (MARSI) configuram-se como um relevante evento adverso na prática clínica, especialmente em contextos assistenciais que demandam o uso contínuo de dispositivos médicos adesivos. </span><span class="NormalTextRun SCXW160171197 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text">Essas lesões surgem quando a aplicação ou a remoção inadequada dos adesivos compromete a integridade cutânea, resultando em dor, inflamação, traumas epidérmicos e aumento do risco de infecção. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, a importância do uso de adesivos médicos seguros e suaves na prevenção de MARSI e suas contribuições para a prática clínica do estomaterapeuta.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW206529626 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text"> Realizada uma revisão integrativa da literatura científica nas bases de dados </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW206529626 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text">PubMed</span><span class="NormalTextRun SCXW206529626 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text">, SciELO e CINAHL, utilizando-se os descritores “estomaterapia”, “lesões cutâneas relacionadas a adesivos” e “segurança do paciente”, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos artigos publicados nos últimos dez anos, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem MARSI, adesivos médicos e estratégias preventivas em ambientes assistenciais. Excluíram-se estudos duplicados, aqueles sem metodologia definida ou que não apresentassem relação direta com o tema. A análise ocorreu de forma descritiva, com síntese temática dos principais achados. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span class="TextRun SCXW20859406 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW20859406 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text">Os estudos demonstram que MARSI é um evento adverso frequente, especialmente em populações vulneráveis como idosos, neonatos e pacientes com doenças crônicas ou uso prolongado de dispositivos médicos. A literatura evidencia que adesivos tradicionais, quando removidos inadequadamente ou utilizados sem critérios, podem causar separação da epiderme, </span><span class="NormalTextRun SCXW20859406 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text">dor, inflamação e aumento do risco de infecção. Adesivos de silicone suave e tecnologias de baixa aderência apresentaram redução significativa na incidência de MARSI, além de menor trauma cutâneo durante a remoção. Destaca-se o papel do estomaterapeuta na avaliação do risco, escolha adequada do adesivo e implementação de protocolos preventivos baseados em evidências.</span></span><span class="EOP SCXW20859406 BCX8" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":141,"335559737":447,"335559738":60,"335559740":360}"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span class="TextRun SCXW256767470 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW256767470 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text">A utilização de adesivos seguros e suaves é fundamental para a prevenção de MARSI e para a promoção da integridade cutânea. A evidência científica reforça que a escolha correta do adesivo, associada a técnicas adequadas de aplicação e remoção, reduz complicações, melhora a experiência do paciente e contribui para a segurança assistencial.</span><span class="NormalTextRun SCXW256767470 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text"> </span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW221731063 BCX8" data-ccp-parastyle="Body Text">O estomaterapeuta desempenha papel estratégico na prevenção de MARSI, atuando na educação da equipe multiprofissional, avaliação sistemática da pele e seleção de tecnologias adesivas avançadas. Investir em protocolos, capacitação contínua e adesivos de adequados para o contexto assistêncial é essencial para qualificar o cuidado, reduzir custos associados a lesões cutâneas e garantir práticas assistenciais seguras e humanizadas.</span><span class="EOP SCXW221731063 BCX8" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":141,"335559737":447,"335559738":60,"335559740":360}"> </span></p> </div> </div>Jéssica Emanuela Mendes MoratoFabiana Gonçalves Vieira De Oliveira
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2026-06-052026-06-05UTILIZAÇÃO DE COBERTURAS REVESTIDAS COM DACC E PREVENÇÃO DE INFECÇÃO EM CIRURGIAS ORTOPÉDICAS: REVISÃO INTEGRATIVA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <div><span lang="PT-BR" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: bold;">A infecção de sítio cirúrgico (ISC) constitui uma das principais complicações associadas aos procedimentos cirúrgicos, sendo responsável por aumento significativo da morbimortalidade, prolongamento do tempo de internação e elevação dos custos em saúde. As ISC são definidas como infecções que acometem a incisão cirúrgica ou os tecidos manipulados durante o procedimento, podendo manifestar-se até 30 dias após a cirurgia ou até 90 dias quando há implante de prótese. O objetivo deste trabalho foi analisar criticamente as evidências disponíveis na literatura acerca da efetividade dos curativos não medicados revestidos com Cloreto de Dialquil Carbamoil (DACC) na prevenção de ISC em cirurgicas ortopédicas, discutindo suas implicações na prática clínica da estomaterapia.</span></div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;">Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio de busca sistematizada nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025 que abordassem o uso de curativos com DACC no manejo de feridas operatórias e na prevenção de infecções. De acordo com o método PRISMA de seleção de artigos, após aplicar critérios de elegibilidade, foram incluídos 12 artigos ao final do estudo.</span></p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> As evidências analisadas indicam que os curativos impregnados com DACC atuam por meio da ligação física hidrofóbica aos microrganismos, promovendo sua remoção mecânica sem liberação de agentes antimicrobianos químicos. Esse mecanismo contribui para a redução da biocarga microbiana, preservação do tecido viável e diminuição do risco de desenvolvimento de resistência bacteriana, alinhando-se aos princípios do uso racional de antimicrobianos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <div>O DACC demonstra ser uma tecnologia promissora na prevenção de ISC em cirurgias ortopédicas, podendo ser incorporado de forma sistemática aos protocolos assistenciais perioperatórios.</div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> O estomaterapeuta desempenha papel fundamental na avaliação do risco infeccioso, seleção do curativo adequado, monitoramento da ferida operatória e educação da equipe multiprofissional, fortalecendo práticas seguras e baseadas em evidências no cuidado ao paciente cirúrgico.</p> </div>Jéssica Emanuela Mendes MoratoMagali CruzRosa Gabriela Sacramento NascimentoCarla Pereira OliveiraGabriela Taissa Teixeira De OliveiraFabiana Gonçalves Vieira De Oliveira
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2026-06-052026-06-05INFORMAÇÕES TÉCNICAS DE COLCHONETES PNEUMÁTICOS: IMPLICAÇÕES PARA SEGURANÇA E PRÁTICA EM ESTOMATERAPIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2423
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Analisar as características dos colchonetes pneumáticos descritas em fichas técnicas e manuais, considerando suas implicações para a prática clínica e a segurança do paciente na prevenção de lesão por pressão. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Estudo documental, descritivo, com abordagem qualitativa e análise lexicométrica<sup>(1)</sup>. Os colchonetes pneumáticos foram identificados no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e em sítios oficiais de fabricantes<sup>(2)</sup>, sendo incluídos documentos com registro ativo e acesso disponível. O corpus textual, composto por seis materiais, foi analisado por meio do software IRAMuTeQ, utilizando estatística lexical, Classificação Hierárquica Descendente, Análise Fatorial de Correspondência e análise de similitude. Adotou-se como critério de significância χ² ≥ 3,84 (p<0,05). </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif;">O corpus apresentou 8.871 ocorrências e 1.578 formas distintas, com predominância de termos relacionados ao funcionamento técnico dos dispositivos. As análises evidenciaram centralidade dos termos “colchão”, “pressão” e “equipamento”, indicando foco descritivo voltado à funcionalidade mecânica. A Classificação Hierárquica Descendente gerou quatro classes: funcionamento e componentes operacionais (35,0%), orientações de uso e segurança operacional (29,6%), especificações técnicas e compatibilidade eletromagnética (22,6%) e conformidade normativa (12,9%). Observou-se heterogeneidade na apresentação das informações entre fabricantes e menor ênfase em aspectos clínicos, parâmetros assistenciais e orientações para uso seguro<sup>(3)</sup>. A análise de similitude confirmou a predominância de conteúdos técnico-operacionais, com baixa representação de termos relacionados ao cuidado de enfermagem e à prevenção de lesão por pressão. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Os documentos analisados apresentam inconsistências e ausência de padronização, com predominância de informações técnico-operacionais em detrimento de orientações clínicas e de segurança. Essa lacuna pode comprometer a tomada de decisão na seleção e utilização de colchonetes pneumáticos, especialmente em contextos nos quais o enfermeiro é responsável pela indicação de tecnologias preventivas. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif;">O estudo evidencia uma lacuna crítica na comunicação técnica de dispositivos amplamente utilizados na prevenção de lesão por pressão, impactando diretamente a segurança do paciente e a qualidade do cuidado. Ao demonstrar a predominância de descrições mecânicas e a insuficiência de informações clínicas, reforça a necessidade de padronização documental e de maior integração entre tecnologia e prática assistencial. Os achados subsidiam a tomada de decisão clínica, fortalecem a autonomia do enfermeiro e contribuem para a qualificação da estomaterapia baseada em evidências, com potencial impacto na prevenção de eventos adversos e na melhoria dos resultados assistenciais.</span></p> </div> </div>Eline Lima BorgesFernanda De CarvalhoPerla Oliveira Soares De SouzaRaissa Mourão Marques Da SilvaDelair Junio Negreiros RodriguesJosimare Aparecida Otoni Spira
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2026-06-052026-06-05SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM COLOSTOMIA: UM OLHAR DA ESTOMATERAPIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2424
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><strong id="docs-internal-guid-af4bd337-7fff-7573-cfe9-65da2a8e6108">Descrever a experiência de pós-graduandos em Estomaterapia na implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem a paciente com complicações do estoma após uma cirurgia de urgência para confecção de colostomia de cólon sigmóide.</strong></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><strong id="docs-internal-guid-48d9fc50-7fff-3b41-15db-7ef26fc5bfad">Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, baseado na aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), com aplicação das taxonomias NANDA-I¹, NOC² e NIC³. Os cuidados e orientações foram direcionados a paciente com as seguintes complicações do estoma: retração, dermatite periestomal e necrose. Foram estabelecidos os seguintes diagnósticos de enfermagem, conforme a NANDA-I: Integridade da pele prejudicada relacionada a presença de infecção local, estoma retraído (dificuldade de vedação) e agressão química por efluente, evidenciado por dermatite periestomal, presença de exsudato purulento, esfacelo e alteração da coloração e pouca umidade da mucosa. Distúrbio na imagem corporal relacionado a complicações no estoma (retração, lesão periestoma) e mudança na função corporal (eliminação intestinal por estomia), evidenciado por sentimentos de vergonha ou constrangimento e preocupação com vazamentos, odores ou rejeição social. Os resultados esperados, conforme a NOC, incluíram: redução da hiperemia, presença de tecido viável (granulação), diminuição do exsudato purulento, ausência de esfacelo e mucosa com coloração vermelho-rosada e úmida. Adaptação à presença da estomia e redução de sentimentos negativos sobre o corpo. As intervenções de enfermagem conforme a NIC incluíram: Limpeza do estoma e região periestomal com água. Utilização de pó de hidrocolóide na região periestomal e spray barreira. Hidrofibra com prata, isolada por placa de resina. Bolsa de duas peça convexa. Orientar paciente/cuidador sobre troca correta da bolsa, ensinar cuidados com pele periestoma e reforçar sinais de alerta (mudança de cor, aumento de secreção). Incentivar o paciente a expressar sentimentos sobre o estoma, validar emoções (medo, vergonha, insegurança), estimular o contato gradual com o estoma (visualização e toque) e promover aceitação progressiva da nova imagem corporal.</strong></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">A confecção de estomias em cirurgias de urgência está associada a maior risco de complicações, devido à ausência de demarcação pré-operatória e preparo adequado do paciente⁴. A retração do estoma favorece extravasamento de efluente, lesões periestomais e infecção, dificultando o processo de cicatrização. Nesse contexto, o manejo adequado com dispositivos específicos e coberturas é essencial. Entretanto, destaca-se a importância do olhar especializado e holístico do estomaterapeuta, considerando aspectos físicos e psicossociais, como impacto na imagem corporal e autoestima, fundamentais para a reabilitação e adesão ao tratamento⁵.</p> <p> </p> </div> </div>Kelcyane Eliotério Freire De AlbuquerqueGabrielle Fávaro Holanda AiresUlisses Guedes LeonardoAndressa Kecia Menezes SaraivaCamila Barroso MartinsMatheus Lucas De SousaIsabelle Silvestre Paiva MacielVanessa Silveira Faria
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2026-06-052026-06-05AUTOCUIDADO EM PESSOAS COM ESTOMIAS DE ELIMINAÇÃO: BARREIRAS NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p dir="ltr">Identificar as principais barreiras que permeiam o processo de adaptação e o desenvolvimento das habilidades de autocuidado em pessoas com estomias de eliminação, analisando a repercussão desses entraves na autonomia e na qualidade de vida do indivíduo.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa. O levantamento de dados foi realizado nas bases de dados LILACS e BDENF (via portal BVS), SciELO e PubMed, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): "Estomia", "Autocuidado" e "Adaptação Psicológica", mediada pelo operador booleano AND. Os critérios de inclusão contemplaram artigos originais, publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram excluídos estudos que não abordassem especificamente estomias de eliminação e aqueles que não discutissem as dificuldades cotidianas enfrentadas no processo de reabilitação da pessoa com estomia.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><strong> </strong>A análise dos estudos evidenciou que as pessoas com estomias enfrentam barreiras multidimensionais (físicas, psicoemocionais, cognitivas e sociais). No âmbito psicossocial, destacam-se distúrbios de autoimagem, sentimentos de desprestígio, ansiedade e insegurança no manejo do equipamento coletor¹⁻⁴. A preocupação constante com vazamentos, gases e odores foi elencada como fator determinante para o isolamento social, retardando o retorno às atividades habituais. Sintomas pós-operatórios e/ou de tratamentos de doenças de base, como fadiga, dor e fraqueza muscular também surgem como dificultadores do processo². No cenário assistencial, a principal barreira compreende a ausência de demarcação pré-operatória, resultando em estomas de difícil visualização e manuseio, o que impõe a dependência de terceiros. Ademais, o despreparo das equipes de cuidado não especializadas e a alta hospitalar precoce contribuem para um déficit de informações, gerando insegurança¹. Complicações periestomais, como dermatites e hérnias paraestomais, também foram identificadas como obstáculos significativos ao autocuidado pleno³⁻⁴.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> Observa-se que as barreiras identificadas são multifatoriais e exigem uma abordagem multidisciplinar e humanizada. Quando as necessidades de apoio emocional e educação em saúde são negligenciadas, o processo de reabilitação que visa a autonomia do indivíduo é prejudicado.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> O estudo reforça o papel imprescindível do enfermeiro especialista na identificação precoce de barreiras que interferem no autocuidado. As contribuições para a especialidade residem na necessidade de implementação de protocolos assistenciais que contemplem desde a demarcação da estomia no pré-operatório até o acompanhamento ambulatorial. Ao promover estratégias de educação em saúde personalizadas e suporte emocional, é possível minimizar complicações e potencializar a reabilitação plena, assegurando a retomada da dignidade e da qualidade de vida da pessoa com estomia</p> </div> </div>Gabriel Vinícius Rabelo Dos Santos
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2026-06-052026-06-05AUTOCUIDADO E FATORES COMPORTAMENTAIS NA GESTÃO DO EQUIPAMENTO COLETOR
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2426
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Avaliar a influência das competências de autocuidado e dos fatores comportamentais na aderência do equipamento coletor em pessoas com estomia de eliminação intestinal. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Revisão de escopo conduzida segundo o Joanna Briggs Institute (JBI) e reportada conforme o PRISMA-ScR. O protocolo encontra-se registrado no Open Science Framework (OSF) (https://doi.org/10.17605/OSF.IO/9BPT6). Foram incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, sem restrição de idioma ou desenho metodológico. A estratégia de busca abrangeu bases de dados internacionais e contemplou termos relacionados à estomia, autocuidado, adesão e falha de dispositivos. O processo de seleção seguiu etapas de triagem por título/resumo e leitura integral por revisores independentes.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Foram incluídos 18 estudos após processo rigoroso de elegibilidade. As evidências indicam que falhas na aderência do equipamento coletor estão fortemente associadas a dificuldades no autocuidado. Erros técnicos recorrentes incluem recorte inadequado da placa, preparação insuficiente da pele periestomal, aplicação incorreta e ausência de aquecimento/pressão adequada para ativação do adesivo. Limitações visuais, cognitivas e motoras comprometem a execução das etapas do cuidado, sobretudo em populações idosas ou com comorbilidades. Adicionalmente, fatores comportamentais e emocionais — como ansiedade, medo de fugas, insegurança e baixa autoeficácia — influenciam práticas disfuncionais, nomeadamente trocas excessivas, manipulação frequente do dispositivo e inspeção repetitiva da pele, reduzindo o tempo de uso e a eficácia da vedação. Em contrapartida, intervenções educativas estruturadas, centradas na pessoa e baseadas em treino prático, demonstraram melhoria significativa na técnica de aplicação, aumento da confiança e maior durabilidade do equipamento coletor. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> As competências de autocuidado e os fatores comportamentais constituem determinantes críticos da aderência e desempenho do equipamento coletor. A abordagem sistemática é essencial para prevenir fugas, lesões cutâneas periestomais e impactos negativos na qualidade de vida.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 12.0pt;">Os achados reforçam o papel central do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação contínua das competências do doente, na identificação precoce de barreiras comportamentais e na implementação de programas educativos individualizados. A integração de acompanhamento especializado, educação terapêutica estruturada e suporte contínuo mostra-se fundamental para promover autonomia, otimizar a adesão ao dispositivo e reduzir complicações evitáveis.</span></p> </div> </div>Dayse Carvalho Do NascimentoGraciete Saraiva MarquesMaria Isabel Domingues FerreiraNorma Valéria Dantas De Oliveira SouzaPatricia Alves Dos Santos SilvaCarolina Cabral Pereira Da CostaCaroline Rodrigues De Oliveira
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2026-06-052026-06-05FATORES CLÍNICOS E TECNOLÓGICOS NA ADERÊNCIA DO EQUIPAMENTO COLETOR
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2427
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Mapear as evidências científicas sobre os fatores clínicos e tecnológicos que influenciam a aderência do equipamento coletor.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Revisão de escopo conduzida conforme a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e reportada segundo o PRISMA-ScR. O protocolo foi registado no Open Science Framework (OSF) (https://doi.org/10.17605/OSF.IO/9BPT6). Foram incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, sem restrição de idioma ou delineamento. A busca em seis bases de dados resultou em 1103 registros; após remoção de duplicados, triagem e aplicação dos critérios de elegibilidade, 18 estudos foram incluídos na síntese.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Os achados evidenciaram três eixos principais. O primeiro refere-se às características anatómicas do estoma e do abdómen, destacando-se estomas retraídos, pregas cutâneas, cicatrizes e hérnias paraestomais como fatores associados à dificuldade de vedação e maior ocorrência de fugas. O segundo eixo envolve as condições da pele periestomal, sendo dermatites, maceração e erosões frequentemente associadas à redução da eficácia adesiva e à diminuição do tempo de uso do dispositivo. O terceiro eixo diz respeito às propriedades físico-químicas do equipamento coletor, incluindo flexibilidade, convexidade, capacidade de adaptação ao relevo corporal e resistência à humidade, que influenciam diretamente a durabilidade e a eficácia da vedação. Observou-se que a compatibilidade entre o perfil anatómico e o dispositivo selecionado é determinante para minimizar complicações e otimizar o desempenho do sistema coletor. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A aderência do equipamento coletor resulta da interação dinâmica entre fatores clínicos e tecnológicos. A seleção individualizada do dispositivo, associada à avaliação contínua e à reavaliação periódica, é fundamental para melhorar os resultados clínicos e prevenir complicações. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 12.0pt;">Os resultados reforçam a importância de uma prática clínica baseada em avaliação sistemática, seleção individualizada e acompanhamento contínuo. Destaca-se o papel do enfermeiro estomaterapeuta na tomada de decisão clínica, na prevenção de complicações e na qualificação do cuidado, contribuindo para a segurança e melhoria da qualidade de vida das pessoas com estomia intestinal.</span></p> </div> </div>Dayse Carvalho Do NascimentoGraciete Saraiva MarquesNorma Valéria Dantas De Oliveira SouzaMaria Isabel Domingues FerreiraSarah Lopes Silva SodréRogério Souza Marques
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2026-06-052026-06-05FATORES ASSOCIADOS À AUTOEFICÁCIA EM INDIVÍDUOS COM FERIDAS CRÔNICAS NA APS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2428
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Avaliar os fatores sociodemográficos, clínicos e comportamentais associados à autoeficácia em indivíduos com feridas crônicas acompanhados na Atenção Primária à Saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo observacional, transversal e analítico, com abordagem quantitativa, realizado com indivíduos com feridas de difícil cicatrização acompanhados na Atenção Primária à Saúde de um município do Nordeste brasileiro. A amostra foi composta por 83 participantes, selecionados por conveniência. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas, utilizando a escala Chronic Wound Self-Efficacy Scale (CWSES). Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial, com nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Campus UFS/Lag, sob Parecer nº 7.311.588.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>A autoeficácia dos indivíduos com feridas crônicas apresentou escore de 35,6 (IC95%: 32,9–38,3), indicando nível moderado de percepção de capacidade para o autocuidado. Embora os participantes demonstrem alguma confiança na condução do cuidado com a ferida, ainda existem limitações que podem comprometer a adesão terapêutica e os desfechos clínicos. Observou-se associação significativa entre autoeficácia e funcionalidade (p < 0,001), evidenciando que indivíduos com maior percepção de capacidade para o autocuidado tendem a apresentar melhor desempenho nas atividades de vida diária. Esse resultado reforça o papel da autoeficácia como um importante determinante da autonomia, especialmente em condições crônicas que exigem manejo contínuo. Adicionalmente, considerando o perfil da amostra, composta majoritariamente por idosos (62,3±18,1 anos), com baixa escolaridade (74,7%), alta prevalência de doenças crônicas (69,9%) e ausência de ocupação formal (73,5%), evidencia-se que fatores sociodemográficos e clínicos podem influenciar negativamente a construção da autoeficácia . Tais condições podem limitar o acesso à informação, reduzir a capacidade de autocuidado e aumentar a dependência de terceiros. No contexto assistencial, a predominância de cuidados domiciliares (72,3%) e a realização de curativos pelo próprio paciente ou familiares (50,6%) reforçam a necessidade de níveis adequados de autoeficácia, uma vez que o sucesso terapêutico depende diretamente da capacidade do indivíduo em conduzir o cuidado cotidiano. Embora de forma indireta, a literatura aponta que baixos níveis de autoeficácia estão associados a piores indicadores de saúde mental e qualidade de vida, o que pode potencializar o impacto das feridas crônicas e dificultar o enfrentamento da condição.Dessa forma, os achados evidenciam que a autoeficácia é um elemento central no manejo de feridas crônicas na APS, sendo influenciada por fatores clínicos, funcionais e sociodemográficos. Estratégias voltadas para educação em saúde, fortalecimento do autocuidado e apoio multiprofissional são essenciais para promover maior autonomia e melhorar os desfechos desses indivíduos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>As feridas de difícil cicatrização exercem um impacto multidimensional profundo. A autoeficácia confirmou-se como um fator protetivo e preditor de melhor funcionalidade, enquanto a lesão por pressão emergiu como a condição de maior impacto negativo na autonomia do indivíduo.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A assistência em estomaterapia na APS deve integrar a avaliação da autoeficácia como indicador clínico de sucesso. É importante que o enfermeiro estomaterapeuta desenvolvam intervenções educativas voltadas ao empoderamento e rastreie precocemente o sofrimento mental.</p> </div> </div>Weverton Santos De MatosAna Ruth Santos XavierLays Jane Nascimento DantasCibelle Samily Santana CruzCaíque Jordan Nunes Ribeiro
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2026-06-052026-06-05DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE JOGO EDUCATIVO SOBRE LASERTERAPIA PARA ENFERMEIROS NO MANEJO DE FERIDAS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2429
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Construir e analisar a eficácia de uma proposta educacional gamificada destinada a qualificar profissionais da área da saúde no emprego da laserterapia voltada à prevenção e ao manejo de lesões na pele.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Trata-se de uma pesquisa metodológica de desenvolvimento, fundamentada nos princípios do Design Instrucional Contextualizado. Iniciou-se com uma revisão integrativa da literatura (período de 2020 a 2024) nas bases de dados MEDLINE, Cochrane, LILACS e SciELO para fundamentação do conteúdo teórico. A seleção dos artigos seguiu o fluxograma PRISMA. A etapa de validação de conteúdo e análise de usabilidade contou com a participação de 50 enfermeiros especialistas. Para a coleta de dados, utilizaram-se o Instrumento de Validação de Conteúdo Educativo em Saúde (IVCES), que avalia os domínios de objetivos, estrutura/apresentação e relevância, e o Smartphone Usability Questionnaire (SURE). A análise estatística empregou o Índice de Validade de Conteúdo (IVC), estabelecendo-se o ponto de corte de 0,70 para validação. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o parecer nº 5.294.001 e CAAE 78593724.1.0000.5102.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif;">A revisão integrativa selecionou 19 artigos científicos que serviram de base para a construção da tecnologia. O jogo, intitulado “Quiz de Enfermagem: Aplicação de Laserterapia”, foi estruturado com 20 telas interativas, abordando etapas de higienização das mãos, seleção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e cinco questões clínicas de múltipla escolha sobre a técnica de aplicação. Na validação de conteúdo, o IVC inicial variou entre 0,92 e 1,0. Após ajustes sugeridos pelos juízes, o IVC final atingiu valores entre 0,98 e 1,0. A avaliação de usabilidade apresentou evolução semelhante, com IVC final entre 0,98 e 1,0, confirmando a excelente navegabilidade, funcionalidade e clareza da ferramenta educativa.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif;">O jogo educativo desenvolvido configura uma tecnologia inovadora, acessível e fundamentada em evidências científicas, sendo considerado válido e usável por especialistas. Demonstrou ser um recurso didático eficaz para a qualificação profissional no uso seguro da laserterapia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Esta ferramenta contribui para a Estomaterapia ao promover a padronização de condutas e o aprimoramento do cuidado especializado a pacientes com lesões cutâneas. O uso da gamificação potencializa o raciocínio clínico e a educação permanente, facilitando o domínio de tecnologias adjuvantes essenciais na prática do estomaterapeuta para acelerar a cicatrização e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.</span></p> </div>Jaqueline Helen VianaAnna Luiza Silva FileniGeraldo Magela Salomé
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2026-06-052026-06-05SOFRIMENTO PSÍQUICO EM INDIVÍDUOS COM FERIDAS DE DIFÍCIL CICATRIZAÇÃO NA APS
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p dir="ltr">Analisar o sofrimento psíquico em indivíduos com feridas de difícil cicatrização na Atenção Primária à Saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo observacional, transversal e analítico, com abordagem quantitativa, realizado com indivíduos com feridas de difícil cicatrização acompanhados na Atenção Primária à Saúde de um município do Nordeste brasileiro. A amostra foi composta por 83 participantes, selecionados por conveniência. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas, utilizando o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) para avaliação do sofrimento psíquico. Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial, com nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Campus UFS/Lag, sob Parecer nº 7.311.588.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p dir="ltr">Foram avaliados 83 indivíduos com feridas de difícil cicatrização acompanhados na APS, com predomínio de idosos, baixa escolaridade, ausência de ocupação formal e alta prevalência de doenças crônicas. As lesões foram majoritariamente únicas, com destaque para úlceras vasculogênicas, seguidas por feridas traumáticas e lesões por pressão, sendo o cuidado predominantemente realizado no domicílio com trocas diárias de curativos. Em relação aos desfechos, observou-se presença relevante de sofrimento psíquico, com escore médio no SRQ-20 próximo ao ponto de corte para suspeição de transtornos mentais comuns. Além disso, identificou-se associação significativa entre sofrimento mental e pior qualidade de vida (p<0,001), evidenciando o impacto dos aspectos emocionais na percepção de saúde dos indivíduos. A análise das etiologias demonstrou que úlceras mistas estavam mais associadas ao sofrimento psíquico, enquanto lesões por pressão apresentaram piores desfechos funcionais. Em contrapartida, feridas traumáticas mostraram maior preservação da funcionalidade. Esses achados sugerem que tanto a gravidade quanto a cronicidade das lesões influenciam diretamente o estado emocional dos pacientes. Do ponto de vista interpretativo, o sofrimento psíquico pode ser compreendido como resultado da interação entre dor crônica, limitação funcional, dependência de cuidados e alterações na autoimagem, frequentemente associadas ao isolamento social.Nesse contexto, indivíduos com feridas crônicas não vivenciam apenas um agravo físico, mas uma condição complexa que compromete o bem-estar global. Assim, os achados evidenciam a necessidade de um cuidado integral na Atenção Primária à Saúde, com incorporação da avaliação da saúde mental na prática clínica. A atuação do estomaterapeuta deve incluir estratégias de suporte psicossocial, fortalecimento do autocuidado e abordagem multiprofissional, visando minimizar o sofrimento psíquico e melhorar os desfechos clínicos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p dir="ltr">O sofrimento psíquico mostrou-se frequente e associado a piores desfechos, especialmente na qualidade de vida e funcionalidade, evidenciando que as feridas crônicas constituem uma condição complexa que impacta a saúde mental.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Destaca-se a necessidade de incorporar a avaliação do sofrimento psíquico na prática clínica, com atuação do estomaterapeuta voltada ao suporte psicossocial, fortalecimento do autocuidado e abordagem multiprofissional.</p> <p> </p> </div>Lays Jane Nascimento DantasAna Ruth Santos XavierGiseli Do Nascimento SilvaIasmin Fraga De JesusTarcísio Silveira Santos GuimarãesCaíque Jordan Nunes Ribeiro
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2026-06-052026-06-05QUALIDADE DE VIDA EM PESSOAS COM FERIDAS DE DIFÍCIL CICATRIZAÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Analisar a qualidade de vida de pessoas com feridas de difícil cicatrização na Atenção Primária à Saúde, bem como sua associação com fatores sociodemográficos, clínicos e assistenciais no município de Lagarto, Sergipe.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p dir="ltr">Estudo observacional, transversal e analítico, com abordagem quantitativa, realizado com indivíduos com feridas de difícil cicatrização acompanhados na Atenção Primária à Saúde de um município do Nordeste brasileiro. A amostra foi composta por 83 participantes, selecionados por conveniência. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas, utilizando o (Wound-QoL-17) para avaliação da qualidade de vida. Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial, com nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Campus UFS/Lag, sob Parecer nº 7.311.588.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Os indivíduos com feridas de difícil cicatrização acompanhados na APS apresentaram perfil caracterizado por predominância de idosos, baixa escolaridade, ausência de ocupação formal e elevada prevalência de doenças crônicas, evidenciando um contexto de vulnerabilidade social e clínica. Em relação à qualidade de vida, observou-se impacto moderado entre os participantes, indicando comprometimento significativo nos domínios físico, emocional e nas atividades diárias. Esse impacto mostrou-se associado a fatores como dor persistente, limitação funcional e dependência de cuidados, que interferem diretamente na autonomia e na rotina dos indivíduos. Além disso, verificou-se associação significativa entre pior qualidade de vida e maior presença de sofrimento psíquico, evidenciando a influência dos aspectos emocionais na percepção de bem-estar. A análise das etiologias revelou que úlceras mistas estavam mais relacionadas a piores escores de qualidade de vida, possivelmente devido à maior complexidade clínica, enquanto lesões por pressão apresentaram maior comprometimento funcional. Em contrapartida, feridas traumáticas demonstraram menor impacto sobre a qualidade de vida, sugerindo melhor adaptação e recuperação funcional nesses casos.Os achados indicam que a qualidade de vida em pessoas com feridas crônicas é influenciada por múltiplos fatores, incluindo características clínicas da lesão, condições de saúde associadas e aspectos psicossociais. Dessa forma, compreende-se que o impacto dessas lesões ultrapassa o âmbito físico, afetando também a saúde mental, a participação social e a independência dos indivíduos, o que reforça a necessidade de uma abordagem integral no cuidado.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> A qualidade de vida de indivíduos com feridas de difícil cicatrização na APS encontra-se moderadamente comprometida, sendo influenciada por fatores físicos, funcionais e emocionais. A associação com o sofrimento psíquico evidencia que essas condições não se limitam ao agravo local, mas configuram uma situação complexa que afeta o bem-estar global dos indivíduos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Os resultados reforçam a importância da atuação do estomaterapeuta na perspectiva do cuidado integral, considerando a qualidade de vida como um desfecho central. Torna-se essencial incorporar a avaliação dos aspectos físicos, funcionais e emocionais na prática clínica, com desenvolvimento de estratégias que minimizem o impacto da ferida no cotidiano do indivíduo. Dessa forma, a estomaterapia contribui para um cuidado mais humanizado, resolutivo e centrado nas necessidades da pessoa com feridas crônicas.</p> <p> </p> </div> </div>Lays Jane Nascimento DantasAna Ruth Xavier SantosGiseli Do Nascimento SilvaVictoria Rocha SantosAriadne Do Nascimento ConceiçãoCaíque Jordan Nunes Ribeiro
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2026-06-052026-06-05FUNCIONALIDADE EM PESSOAS COM FERIDAS DE DIFÍCIL CICATRIZAÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE.
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Avaliar a funcionalidade, bem como seus impactos, em usuários com feridas de difícil cicatrização na Atenção Primária à Saúde em Lagarto, Sergipe.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo observacional, transversal e analítico, com abordagem quantitativa, realizado com indivíduos com feridas de difícil cicatrização acompanhados na Atenção Primária à Saúde de um município do Nordeste brasileiro. A amostra foi composta por 83 participantes, selecionados por conveniência. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas, utilizando a Medida de Independência Funcional (MIF). Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial, com nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Campus UFS/Lag, sob Parecer nº 7.311.588.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>A funcionalidade de indivíduos com feridas de difícil cicatrização acompanhados na Atenção Primária à Saúde apresentou-se, em média, preservada, com escore médio na Medida de Independência Funcional (MIF) de 104 (IC95%: 97,4–111,0), sugerindo predomínio de independência funcional. No entanto, essa aparente preservação não ocorreu de forma homogênea, sendo identificadas diferenças importantes entre subgrupos. Observou-se correlação negativa entre funcionalidade e idade ( p=0,009), indicando que o envelhecimento contribui para a redução da independência funcional, possivelmente em decorrência de alterações fisiológicas, maior carga de comorbidades e menor reserva funcional. Em contrapartida, a forte correlação positiva entre funcionalidade e autoeficácia (p<0,001) evidencia que a percepção de capacidade para o autocuidado exerce papel central na manutenção da autonomia, mesmo diante de condições crônicas. A análise das etiologias reforça a influência da gravidade clínica nos desfechos funcionais. As lesões por pressão estavam associadas aos piores níveis de funcionalidade, o que pode ser explicado pela restrição de mobilidade, maior dependência de cuidadores e maior complexidade assistencial. Por outro lado, feridas traumáticas apresentaram maior preservação funcional, possivelmente por estarem relacionadas a eventos agudos e com menor comprometimento sistêmico. Do ponto de vista ampliado, a funcionalidade mostrou-se um desfecho multifatorial, influenciado não apenas por aspectos clínicos, mas também por fatores psicossociais. Assim, embora os resultados apontem para uma média de independência funcional, evidencia-se a existência de grupos vulneráveis com maior risco de incapacidade.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>A funcionalidade em indivíduos com feridas de difícil cicatrização na Atenção Primária à Saúde mostrou-se, em média, preservada, porém com redução significativa associada ao avanço da idade e a fatores clínicos. Dessa forma, as feridas crônicas impactam a funcionalidade de forma heterogênea, exigindo abordagens individualizadas e integrais no cuidado.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Os achados destacam a necessidade de a estomaterapia incorporar a avaliação funcional como componente essencial da assistência, indo além do tratamento local da ferida. A atuação do estomaterapeuta deve priorizar estratégias que promovam a autonomia, estimulem a mobilidade e fortaleçam a autoeficácia dos indivíduos. Além disso, torna-se fundamental a identificação precoce de pacientes com maior risco de declínio funcional, especialmente idosos e aqueles com lesões por pressão, possibilitando intervenções direcionadas.</p> </div> </div>Lays Jane Nascimento DantasAna Ruth Santos XavierVictória Rocha SantosAriadne Do Nascimento ConceiçãoTarcísio Silveira Santos GuimarãesIasmin De Jesus FragaCaíque Jordan Nunes Ribeiro
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2026-06-052026-06-05REABILITAÇÃO DOMICILIAR DE PESSOAS COM ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO À LUZ DO STRENGTHS-BASED NURSING AND HEALTHCARE
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal">Aplicar a filosofia SBNH na avaliação da pessoa com estomia de eliminação na prática clínica de enfermagem de um hospital universitário, em um município do interior do Estado de São Paulo (SP), Brasil.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Estudo quantitativo, transversal, observacional-analítico, realizado em um Ambulatório de Enfermagem em Reabilitação Neuropsicomotora de um Hospital Universitário, no interior do Estado de São Paulo. Foi utilizado um instrumento intitulado “Plano Colaborativo de Cuidados para avaliação da autoeficácia do(a) paciente com estomia de eliminação por enfermeiros no processo de reabilitação domiciliar baseado na filosofia Strengths-Based Nursing and Health Care (SBNH)”, construído e em processo de validação pelas pesquisadoras em parceria com a instituição fundadora da filosofia canadense<sup>1</sup>, com pacientes adultos, maiores de 18 anos, com estomia de eliminação durante as consultas de enfermagem. De acordo com os quatro pilares e oito valores do SBNH<sup>2</sup>, este Plano Colaborativo de Cuidados compreende a perspectiva do enfermeiro de promover os pontos fortes do paciente para o desenvolvimento da autoeficácia dos cuidados na reabilitação domiciliar. O Plano apresenta Índice de Validade de Conteúdo (IVC) de 0,93, composto por duas partes: Parte 1. Dados gerais do paciente, da família e da comunidade relacionados aos pilares do SBNH e à Parte 2. Valores do SBNH para avaliação, pelos enfermeiros, dos pontos fortes do paciente com estomia de eliminação no processo de reabilitação domiciliar. Em relação à 2ª Parte, subdivide-se em três fases do cuidado<sup>3</sup> colaborativo para o enfermeiro avaliar os pontos fortes do paciente<sup>4</sup> com estomia de eliminação para o processo de reabilitação no domicílio. Cada fase apresenta objetivos e intervenções de enfermagem específicos, que buscam, de forma colaborativa, atingir o desenvolvimento de domínios de aprendizagem e as principais ações a serem realizadas pelo enfermeiro.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> Participaram do estudo 10 pacientes (100,0%), com idade média de 56,4 anos. Quase a totalidade dos participantes (90,0%<span class="msoIns"><ins cite="mailto:Gisele%20Martins" datetime="2026-04-06T15:39">)</ins></span> afirmou que modificaram suas atividades diárias após a estomia, a família foi o principal apoio social na vida dos participantes com estomia. Diante da pontuação média da Fase de empoderamento (82), os participantes apresentaram tempo de aprendizagem para realizar a troca do sistema do equipamento coletor, mas necessitam da orientação verbal do(a) enfermeiro(a).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MsoNormal">Este estudo contribuiu para o fortalecimento das práticas da enfermagem à pessoa com estomia de eliminação sob a ótica da filosofia SBNH, a avaliação dos pontos fortes do paciente com estomia de eliminação e o movimento de empoderamento individual, familiar e comunitário, por meio deste Plano Colaborativo de Cuidados, foram processos essenciais para alcançar a autoeficácia e o empoderamento na reabilitação no domicílio.</p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Portanto, sob a ótica do SBNH, o movimento de empoderamento capacita as pessoas a atingir seus próprios objetivos e a encontrar um novo sentido para suas vidas. Além disso, conhecer e aplicar os pontos fortes fortalece a confiança para lidar com as preocupações e, em seguida, para mudar uma exigência de autocuidado que incentiva o paciente a assumir o controle de suas ações e saúde.</p> </div> </div>Laís FumincelliGisele MartinsLia SanzoneMaria Eduarda Lima MartinsVictoria Fernandes Deliberali
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2026-06-052026-06-05TECNOLOGIA EDUCACIONAL NA PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO EM AMBIENTE HOSPITALAR
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr"><strong>OBJETIVO:</strong> Relatar a experiência do uso de tecnologias educacionais na promoção do conhecimento sobre prevenção de lesão por pressão em ambiente hospitalar.</p> <p dir="ltr"><strong>DESENVOLVIMENTO:</strong> Trata-se de um relato de experiência desenvolvido no Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), instituição hospitalar de grande porte e alta complexidade, referência regional na assistência à saúde para a região Centro-Oeste de Minas Gerais, que conta com ampla estrutura assistencial, capacidade instalada com número expressivo de leitos hospitalares e equipe multiprofissional atuante em diferentes níveis de complexidade. A ação foi realizada em parceria com o Núcleo de Segurança do Paciente e o Setor de Treinamentos do hospital, no contexto do Programa de Supervisão e Cuidados da Pele (SCPele) da Universidade Federal de São João del-Rei, sendo estruturada como um treinamento convocatório obrigatório para a equipe assistencial, com foco na prevenção de lesão por pressão. A atividade ocorreu ao longo de dois dias consecutivos, em área de grande circulação (hall do bloco cirúrgico), com funcionamento contínuo no período de 09h às 20h, possibilitando a participação de profissionais de diferentes setores e turnos de trabalho. Estima-se que aproximadamente 500 profissionais tenham sido alcançados durante a ação, considerando a circulação no local e a participação ao longo dos dois dias, com elevada adesão dos profissionais ao treinamento. A condução da atividade foi realizada por discentes vinculados ao projeto de extensão, incluindo bolsistas e voluntários, com apoio de integrantes do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Estomaterapia (NEPET) e pós-graduandos, que atuaram na organização, condução das atividades educativas e suporte à execução do treinamento ao longo dos dois dias. Como estratégia metodológica, foram empregadas tecnologias educacionais digitais como ferramenta de ensino-aprendizagem. Foi elaborada uma cartilha digital com conteúdo atualizado sobre prevenção de lesão por pressão, incluindo definição, fatores de risco, classificação, principais locais acometidos e medidas preventivas, disponibilizada por meio de QR code para acesso rápido em dispositivos móveis. Além disso, foi aplicado um quiz interativo com abordagem participativa, estimulando o raciocínio clínico e a fixação do conteúdo. A estratégia favoreceu o engajamento dos participantes, permitindo interação ativa e aprendizado significativo. Observou-se ampla participação dos profissionais, interesse pela utilização das tecnologias e potencial de continuidade do acesso ao material educativo após a ação. Adicionalmente, a ação apresentou repercussão positiva em mídias digitais, com ampla divulgação e alcance nas redes sociais, contribuindo para a visibilidade das ações de educação em saúde e extensão universitária.</p> <p><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONTRIBUIÇÕES PARA A ESTOMATERAPIA:</strong> A experiência demonstrou elevada aceitação das tecnologias educacionais digitais na educação em saúde, evidenciando seu potencial para promover aprendizado significativo e engajamento dos profissionais. O uso do QR code facilitou o acesso às informações, enquanto o quiz interativo contribuiu para maior envolvimento dos participantes. A estratégia mostrou-se viável, de baixo custo e com potencial de replicação em diferentes contextos assistenciais. Destaca-se sua contribuição para a prática da estomaterapia, contribuindo para a prevenção de lesão por pressão, qualificação da assistência e fortalecimento da segurança do paciente.</p> </div> </div>João Victor Coutinho ChavesBianca Domingues TrindadeRaquel Eliza De Souza SantosLaura Gorino ChavesLara Estácio DamascenoBruna Liz Dos Santos CastroJoão Pedro Pires De CastroJuliano Teixeira Moraes
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2026-06-052026-06-05TERAPIAS INTEGRADAS E COBERTURA NÃO MEDICADA NO TRATAMENTO DE LESÃO EM MEMBROS INFERIORES: REVISÃO INTEGRATIVA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal">A infecção de sítio cirúrgico (ISC) representa uma das complicações mais relevantes no contexto hospitalar, estando associada ao aumento da morbimortalidade, do tempo de internação e dos custos em saúde. Em cirurgias cardíacas, esse risco é ainda mais acentuado devido à complexidade dos procedimentos, à extensão das incisões e à presença de fatores predisponentes, como idade avançada, comorbidades e длongo tempo cirúrgico. Entre as complicações mais graves, destaca-se a infecção esternal profunda, que pode evoluir para mediastinite, condição severa e frequentemente associada a altas taxas de mortalidade. Diante desse cenário, torna-se essencial a adoção de estratégias eficazes para prevenção de infecções no pós-operatório.</p> <p class="MsoNormal">Nesse contexto, os curativos impregnados com Cloreto Dialquil Carbamoil (DACC) emergem como uma alternativa inovadora no cuidado de feridas cirúrgicas. Diferentemente dos curativos antimicrobianos convencionais, o DACC atua por meio de um mecanismo hidrofóbico, promovendo a adesão física de microrganismos à sua superfície, permitindo sua remoção durante as trocas de curativo. Esse mecanismo reduz a necessidade de agentes químicos, minimizando o risco de resistência bacteriana e efeitos adversos locais. Evidências científicas recentes apontam que o uso de curativos com DACC está associado à redução da carga bacteriana e à diminuição da incidência de ISC em diferentes contextos cirúrgicos, incluindo cirurgias cardíacas.</p> <p class="MsoNormal">O estudo em questão teve como objetivo analisar criticamente as evidências sobre a efetividade do DACC na prevenção de ISC em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, com foco nas contribuições para a estomaterapia. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, complementada por análise de experiências clínicas. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> A busca foi conduzida nas bases PubMed, SciELO e LILACS, incluindo estudos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Os critérios de seleção consideraram relevância temática, qualidade metodológica e aplicabilidade clínica dos estudos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal">Os resultados indicam que os curativos com DACC são eficazes no controle da biocarga microbiana, contribuindo significativamente para a prevenção de infecções de feridas cirúrgicas. Além disso, sua utilização está associada à redução de complicações infecciosas, melhora do processo de cicatrização e maior segurança do paciente. No âmbito da estomaterapia, o estudo reforça a importância da prática baseada em evidências, amplia as opções terapêuticas disponíveis e fortalece o papel do estomaterapeuta na tomada de decisões clínicas e na implementação de protocolos assistenciais.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> Conclui-se que a incorporação do DACC no cuidado de feridas cirúrgicas cardíacas representa uma estratégia eficaz e segura, contribuindo para melhores desfechos clínicos, redução de infecções e qualificação da assistência em saúde.</p> <p class="MsoNormal"> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal">O estudo contribui para a estomaterapia ao evidenciar a eficácia de terapias integradas associadas a coberturas não medicadas no tratamento de lesões em membros inferiores, ampliando abordagens seguras e baseadas em evidências. Além disso, fortalece a tomada de decisão clínica do estomaterapeuta ao valorizar estratégias que favorecem a cicatrização sem uso excessivo de agentes químicos. Por fim, reforça a importância de um cuidado integral e individualizado, promovendo melhores desfechos e qualidade da assistência.</p> </div>Fabiana Goncalves Vieira De OliveiraCarla Pereira OliveiraRosa Gabriela Sacramento NascimentoMagali Santos Da CruzGabriela Taissa Teixeira De OliveiraJessica Emanuela Mendes Morato
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2026-06-052026-06-05CAPACITAÇÃO PRÁTICA EM BOTA DE UNNA PARA DISCENTES DO CURSO DE ENFERMAGEM
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Relatar a experiência de uma capacitação prática presencial sobre a técnica de aplicação da bota de Unna, voltada para discentes de graduação em enfermagem. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A bota de Unna constitui um recurso terapêutico amplamente utilizado no tratamento de úlceras venosas e de outras condições dermatológicas que demandam compressão inelástica<sup>1</sup>. Apesar de sua relevância clínica, observa-se uma lacuna significativa na formação acadêmica quanto ao domínio prático dessa técnica, o que pode comprometer a qualidade da assistência e a segurança do paciente. Diante desse cenário, foi desenvolvida uma atividade de capacitação prática presencial com a participação de 11 estudantes de graduação da área da saúde. A estratégia pedagógica adotada fundamentou-se em metodologia ativa de ensino-aprendizagem, organizada em três etapas integradas: demonstração técnica, prática supervisionada e discussão reflexiva. Inicialmente, o facilitador realizou a demonstração detalhada da técnica de aplicação da bota de Unna, abordando aspectos fundamentais, como preparo do membro, posicionamento adequado, tensão correta da bandagem, número de camadas e tempo de permanência<sup>2</sup>. Além disso, foram enfatizados os princípios da terapia compressiva, suas indicações clínicas e as contraindicações absolutas e relativas do procedimento<sup>3</sup>. Na etapa seguinte, os estudantes foram organizados em duplas para a realização da prática supervisionada, aplicando a técnica entre si sob orientação contínua. Esse momento possibilitou o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, o aprimoramento da destreza manual e a vivência de situações práticas semelhantes ao contexto assistencial real<sup>2</sup>. Durante a execução, foram observados aspectos relacionados à segurança do paciente, como sinais de compressão excessiva, desconforto e necessidade de reavaliação. Paralelamente à prática, foi promovido um espaço para esclarecimento de dúvidas, com abordagem de temas como manejo de intercorrências, incluindo edema persistente, dor e sinais flogísticos, além dos critérios para troca da bota, cuidados domiciliares e orientações ao paciente<sup>1</sup>. A discussão integrou conhecimentos teóricos prévios à experiência prática vivenciada, favorecendo o raciocínio clínico e a tomada de decisão fundamentada. A metodologia empregada privilegiou a aprendizagem significativa, na qual o estudante assume papel ativo na construção do conhecimento, desenvolvendo não apenas competências técnicas, mas também habilidades de comunicação, trabalho em equipe e pensamento crítico<sup>4</sup>. </span></p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A capacitação prática demonstrou ser estratégia efetiva para o desenvolvimento de competências clínicas relacionadas à aplicação da bota de Unna, promovendo a integração entre teoria e prática de forma contextualizada e segura. experiência reforça a importância da inclusão de atividades práticas supervisionadas nos currículos de graduação em Enfermagem, como estratégia essencial para o desenvolvimento de competências clínicas em áreas específicas da prática profissional, como a Estomaterapia. A formação qualificada de profissionais aptos a realizar procedimentos com segurança e fundamentação científica impacta diretamente na qualidade do cuidado prestado ao paciente com úlceras venosas, contribuindo para a redução de complicações, otimização do processo cicatricial e melhoria dos desfechos clínicos. Além disso, a experiência evidencia a necessidade de ampliação de espaços formativos que articulem desenvolvimento profissional e bioética, fortalecendo a atuação do enfermeiro como agente transformador da prática assistencial baseada em evidências.</span></p> <p> </p> </div> </div>Tifanny Horta CastroFrancisca Virna Barbosa AlbuquerqueFrancisco Raimundo Silva JuniorBeatriz Alves De OliveiraCamila Barroso MartinsCamila Kelly Dos Santos Morais PessoaViviane Mamede Vasconcelos CavalcanteMariana Cavalcante Martins
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2026-06-052026-06-05PREVENÇÃO DE LESÃO DE PELE RELACIONADA A INSUMOS ADESIVOS NA PEDIATRIA: UMA CAPACITAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span id="docs-internal-guid-afdc6503-7fff-5f82-ad09-818f6ee20f1b" style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Relatar a capacitação teórico-prática com foco na prevenção de lesões de pele associadas ao uso de adesivos médicos na pediatria. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span id="docs-internal-guid-5a3a76ee-7fff-9342-1d39-7d21a64edd4b" style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Trata-se de um relato de experiência, elaborado a partir do processo de capacitação teórico-prática realizada pela Liga Acadêmica de Enfermagem em Estomaterapia (LAENFE) a profissionais de saúde do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, com foco na prevenção de lesões de pele relacionadas ao uso de adesivos médicos na pediatria. Inicialmente, foi selecionado um ministrante estomaterapeuta para conduzir a capacitação dos ligantes . O treinamento teve duração aproximada de quatro horas e contemplou conteúdos relacionados à fisiologia da pele, à identificação e avaliação de lesões cutâneas, aos diferentes tipos de MARSI e aos cuidados necessários para a sua prevenção. Paralelamente, procedeu-se ao agendamento da capacitação aos profissionais de saúde atuantes no CHC-UFPR, a qual ocorreu em dois setores pediátricos, totalizando 11 participantes. A principal estratégia educativa empregada consistiu em uma simulação realística, utilizando papel de seda como substrato para mimetizar a fragilidade cutânea, associada à prática de remoção de diferentes adesivos médicos, como fita adesiva resinada, microporosa e hipoalergênica. Esta dinâmica permitiu a aplicação prática da técnica correta de retirada de dispositivos, consolidando o aprendizado teórico. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p id="docs-internal-guid-65dda099-7fff-7d3e-6d06-ba112a7f16ea" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Contribuições para a enfermagem: </span><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Por meio da qualificação, os profissionais da saúde aprimoram seus conhecimentos técnico-científicos, o que possibilita a reflexão sobre a utilização e a remoção dos adesivos médicos durante a assistência e a ocorrência de danos cutâneos causados durante as internações. Através da reflexão, técnicas de prevenção podem ser implementadas com objetivo de reduzir lesões e fortalecer o desenvolvimento de um cuidado especializado no tratamento da ferida. Além disso, a qualificação de enfermeiros para a prevenção MARSI, possibilita aos ligantes uma interação entre academia e comunidade, fortalecendo a segurança dos estudantes na realização de procedimentos e a capacidade de dialogar com a equipe. </span><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Considerações finais: </span><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">As ações extensionistas permitem a transformação social, interação dialógica, indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, interprofissionalidade e, consequentemente, impacto na formação dos estudantes, ao desenvolverem habilidade de trabalho em equipe e a comunicação, buscando atender de forma efetiva as demandas da população. </span></p> </div> </div>Larissa Morgana Dal Cortivo DuarteEdinara Cristina Mariano Da SilvaYasmin Gonçalves MoraisCamila Zonta ReginatoMariana Massoqueto TecheAdrieli Aparecida Simões De OliveiraLucas Borges De OliveiraShirley Boller
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2026-06-052026-06-05TREINAMENTO SOBRE FERIDAS DE DIFÍCIL CICATRIZAÇÃO PARA ENFERMEIROS DE UMA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO.
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2438
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever a experiência da realização de um treinamento sobre o manejo de feridas de difícil cicatrização, voltado para enfermeiros atuantes de uma Unidade de Pronto Atendimento.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p dir="ltr">Trata- se de um relato de experiência acerca de um treinamento organizado pelos acadêmicos de graduação de enfermagem participantes do projeto de extensão Supervisão e Cuidado da Pele (SCPele), da Universidade Federal de São João del-Rei/ Campus Centro- Oeste (UFSJ/ CCO). A atividade foi desenvolvida a partir da demanda apresentada pelos gestores do serviço de saúde, que identificaram a necessidade de capacitação da equipe de enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para o manejo de feridas de difícil cicatrização. Foram realizados dois dias de treinamento. Cada dia de treinamento teve duração aproximada de 6 horas, distribuídas nos períodos da manhã e da tarde, estruturado a partir de metodologias ativas de ensino-aprendizagem, articulando momentos teóricos, práticos e reflexivos. Inicialmente, foi realizada uma problematização de situações reais vivenciadas no contexto assistencial da unidade, permitindo a identificação das principais dificuldades enfrentadas pelos enfermeiros no manejo de feridas crônicas. Os temas abordados incluíram revisão e atualização sobre aspectos éticos e legais, processo de enfermagem, avaliação clínica, higiene das feridas, desbridamento e escolha de coberturas, com mediação de docentes especialistas e participação da enfermeira responsável pela Comissão de Lesões Cutâneas da Prefeitura Municipal de Divinópolis.</p> <p dir="ltr">Na etapa prática, utilizou-se simulação realística de baixa fidelidade, possibilitando aos participantes o desenvolvimento de habilidades técnicas, raciocínio clínico e tomada de decisão frente aos diferentes tipos de feridas. Durante a atividade, os profissionais foram estimulados a discutir condutas, justificar escolhas terapêuticas e refletir criticamente sobre as intervenções realizadas.</p> <p dir="ltr">Adicionalmente, foram trabalhadas estratégias de prevenção de lesão por pressão, com foco em fatores de risco, fricção, cisalhamento, posicionamento e mobilização. Ao final, observou-se maior participação ativa dos profissionais, evidenciada pela ampliação da segurança, autonomia e capacidade de decisão clínica no cuidado às feridas de difícil cicatrização.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> O treinamento possibilitou a atualização técnico-científica dos enfermeiros e o esclarecimento de dúvidas relacionadas ao manejo de feridas crônicas, contribuindo para a qualificação da prática assistencial na Unidade de Pronto Atendimento de Divinópolis. Como contribuição para a estomaterapia, destacou-se o fortalecimento da educação permanente, da integração ensino-serviço e da valorização da especialidade como essencial para uma assistência integral, segura e baseada em evidências.</p> <p> </p> </div> </div>Lara Estácio DamascenoRaquel Elisa De Souza SantosBianca Domingues TrindadeLaura Gorino ChavesJoão Victor Coutinho ChavesBruna Liz Dos Santos CastroJuliano Teixeira De Moraes
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2026-06-052026-06-05CURATIVO COM DACC NA REDUÇÃO INFECÇÃO DE FERIDA OPERATÓRIA EM CIRURGIAS CARDÍACAS: REVISÃO INTEGRATIVA.
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2439
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal">A infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma das principais complicações relacionadas a procedimentos cirúrgicos, estando diretamente associada ao aumento da morbimortalidade e dos custos em saúde. Em cirurgias cardíacas, esse risco é ainda mais elevado devido à complexidade dos procedimentos, à extensão das incisões e à presença de diversos fatores predisponentes, como idade avançada dos pacientes, comorbidades e tempo cirúrgico prolongado. Entre as complicações mais graves, destaca-se a infecção esternal profunda, que pode evoluir para mediastinite, uma condição severa e potencialmente fatal, com altas taxas de mortalidade. Diante desse cenário, torna-se fundamental a adoção de estratégias eficazes para prevenção de infecções, incluindo o uso de tecnologias inovadoras no cuidado de feridas cirúrgicas.</p> <p class="MsoNormal">Nesse contexto, os curativos impregnados com Cloreto Dialquil Carbamoil (DACC) têm ganhado destaque como uma alternativa promissora. Diferentemente dos curativos antimicrobianos tradicionais, o DACC atua por meio de um mecanismo hidrofóbico, promovendo a adesão física de microrganismos à sua superfície, o que possibilita sua remoção durante a troca do curativo, sem o uso de agentes químicos. Essa característica reduz o risco de resistência bacteriana e minimiza possíveis efeitos adversos associados a substâncias antimicrobianas. Estudos recentes apontam que o uso de curativos com DACC está associado à redução da carga bacteriana nas feridas e à diminuição da incidência de infecções em diferentes contextos cirúrgicos, incluindo procedimentos cardíacos.</p> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O presente estudo teve como objetivo analisar criticamente as evidências disponíveis sobre a efetividade dos curativos com DACC na prevenção de ISC em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, com ênfase nas implicações para a prática da estomaterapia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p class="MsoNormal">Para isso, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, complementada por análise crítica de experiências clínicas. A busca bibliográfica foi conduzida nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, utilizando descritores relacionados à estomaterapia, curativos, DACC e infecção de ferida operatória. Foram selecionados estudos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem especificamente o uso do DACC em feridas cirúrgicas cardíacas. Os estudos incluídos foram avaliados com base em critérios como relevância temática, qualidade metodológica e aplicabilidade clínica.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> Os resultados da análise indicam que os curativos impregnados com DACC são eficazes no controle da biocarga microbiana, contribuindo significativamente para a prevenção de infecções de sítio cirúrgico. Além disso, sua utilização está associada a benefícios como redução de complicações infecciosas, melhora do processo de cicatrização e maior segurança para o paciente. A incorporação dessa tecnologia aos protocolos assistenciais, especialmente quando aliada à atuação especializada da estomaterapia, potencializa os resultados clínicos e promove uma assistência mais qualificada.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> Conclui-se que os curativos com DACC representam uma estratégia relevante no cuidado avançado de feridas cirúrgicas, especialmente em cirurgias cardíacas. Sua adoção pode contribuir para a redução de infecções, otimização dos resultados terapêuticos e melhoria da qualidade da assistência em saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> O estudo demonstra eficácia do DACC na prevenção de infecções, fortalece a prática baseada em evidências, amplia opções terapêuticas e contribui para segurança do paciente e qualidade do cuidado em estomaterapia.</p> </div> </div>Fabiana Goncalves Vieira De OliveiraCarla Pereira De OliveiraRosa Gabriela Sacramento NascimentoMagali Santos Da CruzGabriela Taissa Teixeira De OliveiraJessica Emanuela Mendes Morato
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2026-06-052026-06-05CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DE FERIDAS OPERATÓRIAS EM CIRURGIA CARDÍACA: ESTUDO PILOTO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2440
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever as características clínicas de feridas operatórias em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca em um estudo piloto. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo descritivo e observacional, oriundo da fase piloto de um ensaio clínico randomizado que avalia a eficácia clínica de uma cobertura com cloreto de dialquil carbamoil (DACC) na prevenção de infecção de sítio cirúrgico (ISC), complicação relevante associada ao aumento de morbidade e à necessidade de vigilância sistemática¹. O estudo foi realizado entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, em um hospital público referência em cardiopneumologia, em Fortaleza, Ceará. A população incluiu indivíduos com 18 anos ou mais, sem imunossupressão e infecção ativa. A amostra foi composta por 11 pacientes, alocados aleatoriamente em controle (curativo convencional com gaze estéril e fita microporosa) e grupo intervenção (cobertura com DACC associada a coxim estéril). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 6.573.512). O acompanhamento ocorreu desde o pós-operatório imediato em unidade de terapia intensiva, incluindo enfermaria, alta hospitalar e monitoramento remoto. A avaliação das feridas foi realizada nos dias 2, 7, 14, 30 e 90, por meio de checklist estruturado contemplando sinais inflamatórios, exsudato, integridade da ferida e pele perilesional, alinhada às recomendações atuais para avaliação sistematizada de feridas cirrúrgicas², além de registro fotográfico e análise de prontuários. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>A cirurgia cardíaca é um procedimento que apresenta risco significativo de complicações associadas à ferida operatória, especialmente em incisões esternais³. Dos participantes, 63,6% (7) eram do sexo masculino, com média de idade de 58,36 anos (DP ± 12,06). Sete pacientes foram alocados no grupo controle e quatro no grupo DACC, sendo a menor amostra decorrente de perdas no seguimento. Observou-se evolução cicatricial predominantemente favorável entre os participantes, com baixa frequência de sinais inflamatórios locais, como hiperemia, edema e calor. A presença de exsudato excessivo foi pouco frequente e, quando presente, apresentou-se em pequena quantidade e com características serosas. Não houve casos de deiscência de ferida operatória durante o período avaliado. A intensidade de dor relacionada à ferida foi baixa, com pontuação máxima de 2 na Escala Visual Analógica. Destaca-se reduzida necessidade de trocas de curativo e maior tempo de permanência das coberturas, especialmente no grupo que utilizou DACC. Nenhum participante apresentou ISC ao longo de 90 dias de acompanhamento. Como limitação, observou-se à ausência de registros completos em prontuário, como a realização de tricotomia pré-operatória.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>No contexto do piloto, as feridas operatórias apresentaram evolução clínica favorável, com baixa ocorrência de complicações locais e ausência de ISC no período analisado. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Os achados evidenciam a importância da integração da estomaterapia com a segurança do paciente e a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde, além de indicarem o potencial de tecnologias como o DACC no manejo de feridas cirúrgicas, devendo ser investigado em estudos com maior robustez metodológica.</p> </div> </div>Maria Beatriz Nunes De CarvalhoAurilene Lima Da SilvaRhanna Emanuela Fontenele Lima De CarvalhoSarah Beatriz Pinto BezerraVictoria Souza De Oliveira
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2026-06-052026-06-05INOVAÇÃO NA PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO: DESEMPENHO DA TECNOLOGIA C-CORE NA REDISTRIBUIÇÃO DE PRESSÃO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2441
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Comparar a redistribuição de pressão entre colchão viscoelástico e tecnologia C-CORE e sua efetividade na prevenção de lesões por pressão. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Estudo clínico de fase I, com delineamento experimental fatorial<sup>1</sup>, não randomizado, integrante de uma agenda de pesquisa sobre avaliação de tecnologias em estomaterapia. As avaliações foram conduzidas no Laboratório de Tecnologia e Inovação (LABTEC C-CORE/UFMG), entre janeiro e julho de 2024. Foram realizadas 231 mensurações em voluntários saudáveis de ambos os sexos, estratificados por categorias de peso corporal. A pressão de interface foi mensurada por sensor SR Soft Vision®<sup>2</sup>. Os participantes foram posicionados em decúbito dorsal, lateral e ventral, com padronização postural por goniometria<sup>3</sup> e controle ambiental. Consideraram-se pontos de pressão elevada valores superiores a 79 mmHg. A análise baseou-se na média dos níveis pressóricos entre os dispositivos, com tratamento estatístico no software SPSS 21.0. Utilizou-se a análise de covariância (ANCOVA), a qual possibilita a comparação das médias entre as superfícies de suporte com ajuste para variáveis de confusão. Foram consideradas covariáveis sexo, peso e idade dos participantes.<span style="color: #00b0f0;"> </span>O estudo contou com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Registro no ReBEC (RBR-9vsvkn5).</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A tecnologia C-CORE apresentou desempenho superior na redistribuição da pressão em comparação ao colchão viscoelástico, com redução média de 1,4 vezes nos níveis pressóricos elevados. </span><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Observou-se que o colchão viscoelástico apresentou média de pressão de 1509,31 mmHg com desvio padrão igual a 1378,549, enquanto a tecnologia C-CORE demonstrou menor média de pressão 1072,48 mmHg.</span><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"> </span><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Na análise estratificada por categoria de peso, observou-se que o colchão viscoelástico apresentou aumento progressivo das médias de pressão conforme o peso corporal: até 50 kg (média=427,17), 50 a 70 kg (média=1053,65), 70 a 100 kg (média=1852,08) e >100 kg (média=3082,25). A tecnologia C-CORE apresentou menores médias de pressão na maioria das categorias, especialmente nos extremos de peso: até 50 kg (média=207,06), 50 a 70 kg (média=1112,16), 70 a 100 kg (média=1498,59) e >100 kg (média=1208,80). </span><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Ressalta-se o aumento progressivo da efetividade conforme peso corporal, com redução de 1,2 vezes na faixa de 70 a 100 kg e de até 2,5 vezes em indivíduos com peso superior a 100 kg. Esses achados evidenciam maior eficiência da tecnologia em cenários de maior carga mecânica, condição diretamente associada ao risco de lesão por pressão.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A tecnologia C-CORE demonstrou maior capacidade de redistribuição da pressão em comparação ao colchão viscoelástico, especialmente em indivíduos com maior peso corporal. Os resultados reforçam seu potencial como estratégia inovadora e eficaz na prevenção de lesões por pressão. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p style="margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="mso-fareast-font-family: Calibri;">O estudo integra uma agenda estruturada de investigação sobre tecnologias em estomaterapia, evidenciando benefícios clínicos relevantes na utilização de superfícies de suporte avançadas. Ao demonstrar redução significativa dos picos pressóricos, especialmente em indivíduos com maior carga corporal, contribui para a tomada de decisão clínica baseada em evidências, aprimoramento de protocolos assistenciais e da segurança do paciente. Os achados reforçam a importância da incorporação de tecnologias eficazes na prevenção de lesões por pressão, com impacto direto na qualidade do cuidado em estomaterapia.</span></p> </div> </div>Perla Oliveira Soares De SouzaMery Natali Silva AbreuJosimare Aparecida Otoni SpiraRaissa Mourão Marques Da SilvaEline Lima Borges
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2026-06-052026-06-05UTILIZAÇÃO DO CLORETO DE DIALQUIL CARBAMOIL EM FERIDA OPERATÓRIA DE CIRURGIA CARDÍACA: ESTUDO DE CASO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2442
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a utilização de cobertura revestida com Cloreto de Dialquil Carbamoil (DACC) em ferida operatória de paciente submetido à cirurgia cardíaca.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de um estudo de caso, oriundo do estudo piloto de um ensaio clínico randomizado que tem como objetivo avaliar a eficácia clínica da cobertura revestida com DACC na prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) em cirurgia cardíaca. A ISC é uma complicação relevante associada ao aumento de morbidade, tempo de internação e custos em saúde¹. O estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 6.573.512). Paciente do sexo masculino, 61 anos, com diagnóstico de insuficiência aórtica, submetido à troca valvar aórtica biológica. Desde o pós-operatório imediato, foi utilizada malha de acetato com DACC associada a coxim estéril para manejo da ferida operatória esternal. O DACC é uma tecnologia que atua por meio de ligação hidrofóbica de microrganismos, reduzindo a carga bacteriana local sem liberação de agentes químicos². A avaliação da ferida ocorreu nos períodos de 2, 7, 14, 30 e 90 dias, conforme recomendações para vigilância de infecções em procedimentos com implantes³. Os dados foram obtidos por meio de avaliação clínica sistematizada, registro fotográfico e análise de prontuário. O paciente apresentou evolução cicatricial favorável ao longo do acompanhamento, com ausência de sinais inflamatórios locais, como hiperemia, calor, edema e exsudato excessivo. Não foram observados sinais sugestivos de infecção do sítio cirúrgico. O paciente referiu conforto durante as trocas de curativo e ausência de dor (Escala Visual Analógica=0). Durante a internação, foram realizadas três trocas do curativo, com tempo de permanência de até sete dias, exceto a primeira troca realizada em 48 horas. O tempo de internação foi de nove dias. O seguimento ambulatorial ocorreu aos 14 dias e, posteriormente por meio remoto, via ligações telefônicas e uso do aplicativo <em>WhatsApp</em>.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A utilização da cobertura com DACC esteve associada à evolução favorável da ferida operatória, com boa tolerabilidade e ausência de sinais infecciosos no período avaliado. O uso dessa tecnologia apresenta potencial como estratégia adjuvante no manejo de feridas operatórias em cirurgia cardíaca, todavia, destaca-se a necessidade de estudos com maior nível de evidência para confirmação desses achados.</p> </div> </div>Maria Beatriz Nunes De CarvalhoAurilene Lima Da SilvaSarah Beatriz Pinto BezerraVictoria Souza De OliveiraRhanna Emanuela Fontenele Lima De Carvalho
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2026-06-052026-06-05WORKSHOP LEAK DEFENSE: INOVAÇÃO E APLICABILIDADE CLÍNICA DA CONVEXIDADE MACIA EM ESTOMIAS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2443
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Reforçar o conceito e a indicação adequada de dispositivos coletores com convexidade, destacando suas cinco principais características em situações reais de cuidado a pessoas com estomias de eliminação.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Trata-se de uma estratégia educacional fundamentada nos princípios da aprendizagem significativa, voltada a enfermeiros com experiência prévia no cuidado a pessoas com estomias. O workshop, com duração aproximada de 2h30, estruturado em módulos que abordaram a contextualização científica, a apresentação tecnológica e dinâmicas práticas interativas, promovendo a integração entre teoria e prática clínica.<br></span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O <em>Workshop Leak Defense™</em> foi implementado nacionalmente entre abril e agosto de 2025, consolidando-se como uma iniciativa científica e educacional voltada ao desenvolvimento profissional no cuidado a pessoa com estomia de eliminação. Um evento científico, desenvolvido em módulos, que permitiu unir a teoria e prática de forma educativa destacando a a</span><span lang="EN-GB" style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: EN-GB;">plicabilidade clínica quanto ao uso da convexidade macia, apresentação de uma nova tecnologia de convexidade macia, dinâmica convexidade e casos clínicos.</span><span lang="EN-GB" style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"> </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O projeto abrangeu seis regionais (SPC, SPI, SUL, RJBA, MGCOE e NNE) e resultou na realização de 12 workshops presenciais em cidades estratégicas, como Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Ao todo, participaram mais de 400 profissionais enfermeiros (especialistas e generalistas), fortalecendo uma rede nacional de multiplicadores técnicos e clínicos do conceito de convexidade macia.<br>Conclusão: </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A integração da educação baseada em evidências com a prática colaborativa mostrou-se essencial para aprimorar o conhecimento e favorecer a tomada de decisão clínica na escolha e uso adequado dos sistemas coletores convexos. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A integração da educação baseada em evidências com a prática colaborativa mostrou-se essencial para aprimorar o conhecimento e favorecer a tomada de decisão clínica na escolha e uso adequado dos sistemas coletores convexos.</span></p> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A indicação correta do dispositivo coletor não é realizada de forma aleatória ou intuitiva. Há um rigor científico, fundamentado em diretrizes e consensos nacionais e internacionais, que orienta os especialistas na escolha correta da convexidade, respeitando suas cinco características. A disseminação desse conhecimento entre os profissionais que atuam diretamente a pessoa com estomia de eliminação favorece o cuidado centrado no paciente, contribui para a prevenção de complicações e fortalece a comunidade científica da estomaterapia.</span></p> </div> </div>Gabriela Scaramussa Luz PandiniAna Lígia Martins SousaPaula De Souza Silva FreitasZulaina Zupeli Marianelli
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2026-06-052026-06-05MODELO DE NAVEGAÇÃO ASSISTENCIAL PARA ACESSO A DISPOSITIVOS DE ESTOMIA NA SAÚDE SUPLEMENTAR
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2444
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: JA; mso-bidi-language: AR-SA;">O acesso contínuo a equipamentos coletores e adjuvantes é condição essencial para a segurança clínica e prevenção de complicações periestomais em pessoas com estomia.<sup>1</sup> Após a alta hospitalar, pacientes frequentemente enfrentam dificuldades para manter esse acesso, comprometendo a adaptação ao estoma e a continuidade do cuidado no domicílio.<sup>3</sup> Evidências internacionais documentam que a prontidão para a alta é comprometida por barreiras clínicas, educacionais e contextuais, com impacto sobre readmissões no pós-operatório.<sup>3</sup> Na saúde suplementar brasileira, a literatura consultada não identificou modelos sistematizados de navegação assistencial voltados ao acesso a dispositivos de estomia, sinalizando lacuna relevante para a prática especializada.<sup>3,5</sup> <strong>Objetivo: </strong>Descrever a estruturação de um modelo de navegação assistencial voltado à organização do acesso a equipamentos coletores e adjuvantes para pessoas com estomia na saúde suplementar, no período pós-alta hospitalar.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: JA; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de revisão literária desenvolvida a partir da prática clínica em estomaterapia na saúde suplementar, fundamentada em literatura científica publicada entre 2021 e 2025, com busca nas bases PubMed/MEDLINE e LILACS, utilizando os descritores <em>ostomy, patient navigation, hospital discharge, self-care e continuity of care</em>. O modelo foi elaborado com base na identificação de dificuldades no acesso contínuo a equipamentos no período de transição hospital-domicílio, considerando princípios do cuidado centrado na pessoa, segurança do paciente e continuidade do cuidado.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: JA; mso-bidi-language: AR-SA;">Estratégias de navegação assistencial conduzidas por enfermeiros especialistas reduzem barreiras de acesso e qualificam transições entre níveis de cuidado;<sup>5</sup> em estomaterapia, intervenções mediadas pelo enfermeiro estomaterapeuta associam-se a melhores índices de autoeficácia e adaptação ao estoma.<sup>4</sup> O Consenso Brasileiro de Cuidado às Pessoas Adultas com Estomias de Eliminação referenda o papel central do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação, prescrição e educação em saúde ao longo do processo perioperatório.<sup>1</sup> A Resolução Normativa ANS nº 465/2021 delimita o marco regulatório da cobertura obrigatória de dispositivos de estomia na saúde suplementar.<sup>2</sup> O modelo foi estruturado em quatro etapas sequenciais: (1) avaliação clínica especializada por enfermeiro estomaterapeuta, incluindo análise da estomia, pele periestomal e necessidades individuais;<sup>1</sup> (2) prescrição técnica dos equipamentos adequados;<sup>1</sup> (3) organização das informações clínicas e orientação de pacientes e familiares quanto aos fluxos de acesso na saúde suplementar;<sup>2</sup> e (4) identificação e manejo de barreiras para garantir a continuidade do cuidado, com foco na adaptação segura ao estoma.<sup>3,4</sup> A sistematização dessas etapas contribui para maior organização do processo assistencial, favorecendo o acesso aos insumos, a prevenção de complicações e o fortalecimento do autocuidado no domicílio.<sup>1,4</sup></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><strong><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: JA; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></strong><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: JA; mso-bidi-language: AR-SA;">O modelo de navegação assistencial mostra-se uma estratégia relevante para qualificar a transição hospital-domiciliar, reduzir barreiras de acesso e promover cuidado seguro e contínuo.<sup>3,5</sup> Apresenta potencial de replicabilidade e pode contribuir para a organização de práticas assistenciais mais integradas na estomaterapia.<sup>1,4</sup></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Como contribuição para a área, este trabalho sinaliza uma agenda de pesquisa ainda pouco explorada no contexto da saúde suplementar brasileira, evidenciando o papel estratégico do enfermeiro estomaterapeuta na transição hospital-domicílio.<sup>2,5</sup></p> </div> </div>Edson Maruyama DinizMarcela Crystiane Marabeli Hashimoto
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2026-06-052026-06-05AVALIAÇÃO EXPERIMENTAL DA REDISTRIBUIÇÃO DE PRESSÃO EM NEONATOS: PROTOCOLO COM SUPERFÍCIES DE SUPORTE
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2445
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Analisar a eficácia de diferentes superfícies de suporte na redistribuição da pressão de interface em simuladores neonatais, com vistas à produção de evidências para prevenção de lesões por pressão em neonatos hospitalizados.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Protocolo de estudo experimental, não clínico, comparativo, com delineamento crossover e medidas repetidas, integrante de um programa de pesquisa voltado à avaliação de tecnologias em estomaterapia. Será conduzido em laboratório de tecnologia e inovação, com três superfícies de suporte: espuma de poliuretano (padrão assistencial), tecnologia C-CORE®<sup>1</sup> (polietileno de alta densidade) e posicionador fluidizado Z-FLO™<sup>2</sup>. Serão utilizados cinco simuladores neonatais (800g–3.000g), com distribuição antropométrica padronizada conforme proporções anatômicas validadas na literatura (cabeça 25%; tronco 30%; membros superiores 10% cada; membros inferiores 12,5% cada), posicionados em incubadora clínica. A pressão de interface será mensurada por sistema de alta resolução (Tactilus®), em três repetições por combinação simulador–região–superfície, totalizando 135 medições. As variáveis dependentes incluem pressão média, pressão máxima e área de contato. A análise estatística será realizada por ANOVA para medidas repetidas, com pós-teste de Bonferroni (α=5%).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Espera-se identificar diferenças significativas entre as superfícies quanto à redistribuição da pressão de interface, com melhor desempenho das tecnologias C-CORE® e do sistema fluidizado em relação à espuma convencional. Projeta-se redução de picos de pressão e aumento da área de contato, com variações conforme peso e região corporal. Os achados deverão fornecer parâmetros objetivos e reprodutíveis para comparação entre tecnologias, estabelecendo base experimental robusta para estudos clínicos subsequentes.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>O protocolo proposto representa avanço metodológico ao padronizar condições experimentais e reduzir vieses presentes na literatura, marcada por heterogeneidade de métodos e limitações na mensuração da pressão de interface. A utilização de simuladores neonatais com características antropométricas definidas e de sistema de sensoriamento de alta resolução confere rigor científico, precisão analítica e potencial de replicabilidade. Trata-se de etapa essencial no processo translacional da pesquisa3, com potencial de impacto direto na prática clínica neonatal.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">O estudo integra uma agenda estruturada de investigação voltada à avaliação de tecnologias em estomaterapia, abordando lacuna crítica na produção de evidências para população neonatal. Ao propor metodologia rigorosa e reprodutível, contribui para o desenvolvimento de protocolos assistenciais baseados em evidências, qualificação da tomada de decisão clínica e fortalecimento da segurança do paciente, consolidando a interface entre inovação tecnológica e cuidado em estomaterapia.</p> </div> </div>Yasmim Yngrid Fernandes De FreitasThais Barreiros TavaresPerla Oliveira Soares De SouzaEline Lima Borges
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2026-06-052026-06-05REDISTRIBUIÇÃO DE PRESSÃO EM NEONATOS: EVIDÊNCIAS E LACUNAS NA AVALIAÇÃO DE SUPERFÍCIES DE SUPORTE
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2446
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Analisar as evidências disponíveis sobre a redistribuição da pressão de interface em superfícies de suporte utilizadas na prevenção de lesões por pressão em neonatos hospitalizados.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Revisão de escopo conduzida conforme metodologia do Joanna Briggs Institute e reportada segundo PRISMA-ScR. Estudo integrante de um programa de pesquisa voltado à avaliação de tecnologias em estomaterapia. A questão de pesquisa foi estruturada pelo acrônimo PCC (População: neonatos; Conceito: redistribuição da pressão de interface em superfícies de suporte; Contexto: prevenção de lesão por pressão em ambiente hospitalar). A busca foi realizada em março de 2026 nas bases PubMed, <em>ScienceDirect</em>, Biblioteca Virtual em Saúde, Embase e <em>Cochrane Library</em>. Incluíram-se estudos com mensuração objetiva da pressão de interface em neonatos, sem restrição temporal ou de idioma. A seleção foi realizada por dois revisores independentes, com apoio do <em>software Rayyan</em>. Os dados foram extraídos por instrumento estruturado e analisados de forma descritiva.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Dos 158 estudos identificados, três compuseram a amostra final, publicados entre 2008 e 2024, conduzidos em contextos experimental e clínico. Foram avaliadas superfícies convencionais e tecnologias de redistribuição de pressão, incluindo colchões de ar dinâmico e sistemas tecnológicos avançados. De modo geral, as superfícies tecnológicas demonstraram maior capacidade de redistribuição da pressão<sup>1</sup>, com redução dos picos pressóricos em regiões de maior vulnerabilidade, como occipital e calcâneos<sup>2</sup>. Entretanto, observou-se expressiva heterogeneidade metodológica entre os estudos, especialmente quanto aos métodos de mensuração, variáveis analisadas e delineamentos, além da escassez de estudos clínicos controlados em neonatos<sup>3</sup>.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Superfícies de suporte tecnológicas demonstram potencial superior na redistribuição da pressão de interface em neonatos, contribuindo para a redução de picos pressóricos. A heterogeneidade metodológica limita a robustez e a aplicabilidade clínica dos resultados. Evidencia-se a necessidade de padronização dos métodos de mensuração e do desenvolvimento de estudos clínicos controlados que fortaleçam a base de evidências disponíveis.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">O estudo integra uma agenda estruturada de investigação sobre tecnologias em estomaterapia, ao evidenciar lacuna científica relevante na avaliação de superfícies de suporte para neonatos. Seus achados fundamentam a necessidade de desenvolvimento de estudos experimentais padronizados e ensaios clínicos, subsidiando a prática baseada em evidências, a tomada de decisão clínica e a elaboração de protocolos assistenciais voltados à segurança do paciente neonatal.</p> <p> </p> </div> </div>Yasmim Yngrid Fernandes De FreitasMariana Castilho ValleMaria Júlia Morais Diniz De LucenaThais Barreiros TavaresEline Lima Borges
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2026-06-052026-06-05PRÁTICA AVANÇADA NA PROMOÇÃO DA CONTINÊNCIA INFANTIL: INOVAÇÃO PEDAGÓGICA EM DISCIPLINA PARA ESTUDANTES DE ENFERMAGEM
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2447
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';">Desenvolvimento e avaliação pedagógica de uma disciplina optativa sobre a prática avançada de enfermagem na promoção da continência infantil. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Estudo </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">metodológico de abordagem mista, realizado em uma universidade federal do Brasil no período de 2023 a 2025. Percorreu-se as etapas iniciais do Design <span style="color: black; mso-themecolor: text1;">Instrucional (DI) para o desenvolvimento da disciplina: análise</span>, design, desenvolvimento e implementação<sup>1</sup>. E a última etapa do DI, avaliação, realizou-se a avaliação pedagógica a partir de duas etapas. Na etapa qualitativa houve a participação de 15 estudantes de enfermagem que concluíram a participação na disciplina. Os dados foram coletados por meio de entrevista aberta em profundidade e analisados com o referencial da fenomenologia interpretativa<sup>2</sup>. E na etapa quantitativa participaram 14 juízes com a vinculação do Instrumento de Validação de Conteúdo Educativo em Saúde (IVCES)<sup>3</sup>. Os dados foram analisados no software R4.2.2 sendo realizado o cálculo do coeficiente <span style="color: black; mso-themecolor: text1;">e do índice </span>de validade de conteúdo. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa por se tratar de um estudo com seres humanos</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';">, número CAAE 35263120.9.0000.0030. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';">Para o desenvolvimento da disciplina, aplicaram-se as seguintes etapas: Análise: realizou-se a identificação das necessidades de aprendizagem, público-alvo bem como as potencialidades e restrições institucionais; Design:<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>procedeu-se à adaptação de um curso desenhado inicialmente no formato online autoinstrucional para o formato presencial, atendendo as </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';">necessidades da matriz do curso de graduação de enfermagem da instituição; Desenvolvimento: utilizou-se a estratégia pedagógica digital storytelling para desenvolvimento dos conteúdos da disciplina. E implementação: A disciplina foi ofertada na modalidade presencial para estudantes de enfermagem durante quatro semestres consecutivos<sup>4-5</sup>. Para a avaliação: na análise qualitativa emergiram-se as categorias “desafios e potencialidades na aprendizagem mediada pela digital storytelling” e “desenvolvimento do protagonismo do enfermeiro no cuidado urológico infantil”. Na análise quantitativa, os índices de validade de conteúdo por item (I-CVI), acompanhados de intervalos de confiança de 95%, evidenciaram elevada concordância entre os 14 juízes na avaliação da estrutura do curso. Os 18 itens do instrumento IVCES apresent</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';">aram </span>altos níveis de concordância, com valor médio de I-CVI de 96,2%. Os coeficientes de validade de conteúdo total e corrigido apresentaram valores elevados para a maioria dos itens (≥ 0,90), indicando consistência e concordância no julgamento dos juízes.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">O </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">desenvolvimento e a avaliação pedagógica da disciplina optativa evidenciaram o caráter inovador ao abordar uma temática especializada na graduação de enfermagem. A aprendizagem mediada pela digital storytelling mostrou-se significativa, contribuindo para a sensibilização dos estudantes de enfermagem para a temática e para o desenvolvimento de competências relacionais. Na análise dos juízes a disciplina apresentou validade e relevância, configurando-se como uma estratégia educativa eficaz para a formação em enfermagem na promoção da continência infantil. </span></span> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">O estudo contribui para o campo da estomaterapia ao ampliar as estratégias de formação ainda pouco exploradas na graduação, sensibilizando futuros enfermeiros tanto para a prática avançada de enfermagem quanto para a área de incontinências. Oferece, assim, subsídios para a estruturação de propostas curriculares inovadoras, alinhadas às demandas contemporâneas do cuidado na promoção da continência infantil.</span></p> </div>Nayara Dos Santos RodriguesThayane De Souza XavierGisele Martins
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2026-06-052026-06-05QUALIDADE DE VIDA DE ENFERMEIRAS COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA AVALIADA PELO KING'S HEALTH QUESTIONNAIRE
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2448
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p> <span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%;">A incontinência urinária (IU) é definida como uma queixa de perda involuntária de urina, afetando cerca de 27% da população mundial, sendo mais prevalente em mulheres. Estudos mostram que a IU impõe restrições na vida das mulheres em atividades da via diária, sexuais, sociais e ocupacionais, inclusive com profissionais de Enfermagem, afetando-as física, emocional e socialmente, e parece comprometer a qualidade de vida. </span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%;">Objetivo: Avaliar o impacto da IU na qualidade de vida de mulheres profissionais de enfermagem, utilizando o <em>“King´s Health Questionnaire”. </em></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%;">Estudo exploratório, descritivo, de abordagem quantitativa e corte transversal, utilizando o <em>King's Health Questionnaire (KHQ)</em>, validado para avaliação do impacto da incontinência urinária na qualidade de vida. </span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%;">Foi realizado um piloto com coleta de dados mediante formulário <em>online</em> enviado às profissionais de enfermagem, após a orientação sobre o estudo e o aceite em participar da pesquisa. O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, sob o nº do CAEE: 94157525.6.0000.5479 e número do Parecer: 8.302.633.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%;">Foi realizada análise exploratória dos escores dos domínios do KHQ e medidas de tendência central e dispersão, adotando o nível de significância de 5% ( p< 0,05%).</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%;">Estudo piloto com 50 profissionais da enfermagem, sendo 74% de Enfermeiras, 20% Técnicas de enfermagem e 6% Auxiliares de enfermagem. A idade média foi de 49,5 anos, e 60% com mais de 15 anos de atuação na área.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%;">Com relação aos dados clínicos, as doenças mais comuns foram ansiedade (35%) e HAS (27%), sendo que 59% das participantes tomam alguma medicação de uso contínuo. A média de IMC nessa amostra foi de 28,3, sendo que 52% realizam alguma atividade física.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%;">A prevalência de IU na amostra foi de 27,3%, desses 32,5% referem impacto na vida, sendo os principais: 21% nos afazeres domésticos; 19% nas atividades diárias; 23% na realização de atividades físicas; 17% sua vida social; 17% referem no relacionamento com o parceiro e 15% na vida sexual. Além disso, 21% referem que a IU faz com que se sinta deprimida; 25% nervosa ou ansiosa e alteração do sono e 92% refere sentir-se cansada ou esgotada.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%;">Com relação às principais estratégias para minimizar o desconforto, referiram: redução na ingestão de líquidos (46%), levar e sempre trocar de roupa (44%) e uso de forro (29%).</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%;">A prevalência de IU continua alta entre os profissionais de enfermagem (27,3%), sendo que traz impacto importante na qualidade de vida. As principais estratégias para minimizar o desconforto foram: redução da ingestão de líquidos, troca de roupa e uso de forro higiênico.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%;">A partir desse estudo verificou-se a necessidade do desenvolvimento de estratégias para auxiliar Mulheres com IU, inclusive profissionais da enfermagem, seja para a reabilitação do assoalho pélvico, seja no processo educacional, para enfrentamento da situação e minimizando os efeitos na qualidade de vida.</span></p> </div>Leticia Faria SerpaMarcela Crystiane Marabeli HashimotoLuciana Soares Costa Santos
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2026-06-052026-06-05CUSTO-EFETIVIDADE NA UTILIZAÇÃO DE COBERTURA MODERNA EM FERIDA COMPLEXA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2449
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Relatar a experiência da Comissão de Pele na utilização de cobertura com tecnologia moderna, analisando sua contribuição na otimização de recursos e efetividade clínica.</span></span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Trata-se de relato de experiência desenvolvido em hospital público de referência no estado de Sergipe, conduzido pela Comissão de Pele, com foco na qualificação da assistência e racionalização de custos no tratamento de feridas complexas.</span></span></span></p> <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Foi implementado o uso de cobertura com tecnologia avançada com ação antimicrobiana (prata), associada ao gel com polihexanida (PHMB), com o objetivo de promover controle da carga microbiana, reduzir o tempo de cicatrização e otimizar a frequência de trocas de curativos.</span></span></p> <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">A lesão inicial apresentava dimensões de aproximadamente 9 x 6 cm, com alto exsudato e presença de tecido desvitalizado. Com a adoção da tecnologia, observou-se evolução clínica favorável, com redução progressiva das dimensões (8 x 5 cm; 7,5 x 5,5 cm; 7 x 3,5 cm), melhora do leito da ferida e diminuição do exsudato.</span></span></p> <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">A utilização da cobertura possibilitou maior intervalo entre as trocas, redução do consumo de materiais secundários e diminuição do tempo despendido pela equipe assistencial. Além disso, contribuiu para menor manipulação da lesão, favorecendo o processo cicatricial.</span></span></p> <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Do ponto de vista da gestão, a experiência evidenciou que, embora o custo unitário da cobertura seja superior ao de materiais convencionais, sua utilização resultou em melhor custo-efetividade devido à redução do tempo de tratamento, menor frequência de trocas e melhores desfechos clínicos.</span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">A incorporação de coberturas com tecnologia moderna demonstrou impacto positivo tanto na efetividade clínica quanto na otimização de recursos em ambiente hospitalar público. A experiência evidenciou que, apesar do maior custo unitário inicial, a adoção de tecnologias avançadas pode resultar em melhor custo-efetividade global, ao reduzir a frequência de trocas, o consumo de materiais complementares, o tempo de assistência da equipe e o período de cicatrização.</span></span></span></p> <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Sob a perspectiva da gestão, destaca-se o potencial dessa abordagem para contribuir com a racionalização de insumos, melhoria da produtividade da equipe e qualificação dos indicadores assistenciais, como tempo de permanência, evolução de feridas e redução de complicações. Além disso, a padronização de condutas baseada em evidências favorece maior previsibilidade do cuidado e uso mais eficiente dos recursos disponíveis.</span></span></p> <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Nesse contexto, a estomaterapia se consolida como área estratégica na interface entre assistência e gestão, atuando na avaliação tecnológica, na educação permanente e na implementação de práticas que aliam qualidade assistencial à sustentabilidade econômica. A experiência reforça que investimentos em capacitação profissional e em tecnologias adequadas não representam apenas custo, mas sim uma estratégia eficiente para melhoria dos desfechos clínicos e da gestão em saúde.</span></span></p> <p class="western" align="justify"><br><br></p> <hr></div> </div>Patricia De Carvalho FalcãoPriscilla Alcãntara Dos SantosMonica Rabelo SantosFabiana Damacena Carvalho
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2026-06-052026-06-05ESCOLHENDO O MELHOR EQUIPAMENTO COLETOR PARA ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2450
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência no processo de escolha do equipamento coletor para pessoas com estomia de eliminação em um serviço ambulatorial público de estomaterapia do sul do Brasil.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p>Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em um serviço público de estomaterapia que acompanha aproximadamente 700 pessoas com estomia de eliminação, com média de 20 novos cadastros mensais. No período pós-operatório, essas pessoas enfrentam múltiplos desafios físicos e emocionais, relacionados à adaptação a uma nova condição de vida e ao uso contínuo do equipamento coletor. Nesse contexto, o enfermeiro estomaterapeuta desempenha papel fundamental no cuidado, atuando na avaliação clínica, na educação em saúde e na definição do equipamento mais adequado, em conjunto com a pessoa com estomia e seus familiares ou cuidadores. A escolha do equipamento coletor envolve a análise de diversos fatores, como tipo e localização do estoma, grau de protrusão em relação à pele, ângulo de drenagem, contorno abdominal, presença de lesões periestomais, sulcos, dobras cutâneas e cicatrizes, além da destreza manual do paciente para realizar o autocuidado. Também são considerados aspectos relacionados à dinâmica do cuidado, como quem realiza o esvaziamento e as trocas do equipamento coletor, uma vez que esses elementos influenciam diretamente na adesão ao tratamento, no manejo adequado e na prevenção de complicações. A ampla variedade de equipamentos coletores disponíveis no mercado exige avaliação criteriosa e acompanhamento contínuo. Em alguns casos, o modelo inicialmente indicado pode necessitar substituição após a experiência prática, conforme a adaptação da pessoa com estomia. Preferências individuais também interferem nesse processo, como a escolha entre bolsas transparentes ou opacas. Situações clínicas específicas podem demandar o uso de equipamentos convexos, que favorecem a protrusão do estoma, melhoram a vedação e aumentam a durabilidade do equipamento. Além disso, a escolha entre sistemas de uma ou duas peças deve ser individualizada, considerando vantagens e limitações de cada opção.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p>A experiência evidencia que a escolha adequada do equipamento coletor, baseada em avaliação individualizada, compartilhada e contínua, contribui significativamente para a adaptação da pessoa com estomia, promovendo maior segurança, conforto e autonomia, além de reduzir o risco de complicações periestomais. Destaca-se o papel essencial do enfermeiro estomaterapeuta na condução desse processo, bem como a importância da educação em saúde como estratégia para fortalecimento do autocuidado. Apesar dos avanços, persistem desafios na prática clínica, especialmente relacionados à ausência de consenso sobre instrumentos padronizados de avaliação de risco e monitoramento das condições da pele periestomal. Essas lacunas dificultam a comparação de resultados e a sistematização da assistência, evidenciando a necessidade de aprimoramento contínuo das práticas e de investimentos em qualificação profissional na área da estomaterapia.</p> </div> </div>Cristhiane De Souza SilveiraRosaura Soares PaczekCarina Galvan
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2026-06-052026-06-05RADIODERMITES NO CÉSIO-137: INTERSECCIONALIDADE E ESTIGMA NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2451
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>O acidente radiológico com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987, não foi apenas uma tragédia técnica ou ambiental, mas um evento que expôs as feridas profundas da vulnerabilidade social e do preconceito humano. Este estudo propõe uma análise sensível e crítica sobre a evolução das radiodermites — lesões cutâneas severas causadas pela radiação — sob a luz da Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Wanda Horta. O objetivo principal é refletir sobre como o manejo dessas feridas evoluiu do empirismo pautado no medo, em 1987, para o cuidado especializado e tecnológico da Estomaterapia em 2026, considerando o estigma que atravessou décadas. (p. 1)</p> <div class="Fsg96" data-sfc-cp="" data-sfc-root="c" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-processed="true"> </div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <div class="Y3BBE" data-sfc-cp="" data-sfc-root="c" data-sfc-cb="" data-hveid="CAEIBBAA" data-complete="true" data-processed="true">A análise revela que, no auge da crise em 1987, as vítimas sofreram um colapso completo de suas necessidades vitais. No âmbito psicobiológico, a falta de conhecimento técnico resultou em tratamentos rudimentares, como o uso de gaze simples, que se mostraram ineficazes diante da necrose profunda. Contudo, foi no campo psicossocial que a dor se tornou mais aguda: o "medo do invisível" transformou pacientes em alvos de isolamento punitivo. Relatos da época e representações audiovisuais contemporâneas, como a minissérie "Emergência Radioativa", mostram que o toque terapêutico — pilar fundamental da enfermagem — foi substituído pela distância e pelo abandono, agravados pelo fato de a maioria das vítimas pertencer a estratos socioeconômicos vulneráveis, como catadores de recicláveis. (pp. 1-2)</div> <div class="Y3BBE" data-sfc-cp="" data-sfc-root="c" data-sfc-cb="" data-hveid="CAEIBRAA" data-complete="true" data-processed="true">Ao confrontar aquele cenário com a realidade de 2026, percebe-se um salto ético e científico. A Estomaterapia moderna introduz tecnologias como a prata nanocristalina e a laserterapia, que não apenas tratam a lesão física, mas previnem mutilações que antes eram consideradas inevitáveis. Mais do que ferramentas técnicas, a prática atual se fundamenta na interseccionalidade, garantindo que o cuidado seja inclusivo e que a dignidade do paciente seja preservada, independentemente de sua condição social. O enfermeiro de hoje compreende que o uso de equipamentos de proteção deve ser uma ferramenta de aproximação segura, e nunca uma barreira de exclusão. (pp. 2-3)</div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> </div> <div>Conclui-se que o cuidado especializado é o antídoto mais eficaz contra o estigma. Ao aplicar os preceitos de Wanda Horta e alinhar-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 3), a enfermagem reafirma seu papel como ciência humana e política. Tratar uma radiodermite em 2026 vai além da cicatrização da pele; trata-se de um ato de reabilitação da cidadania e de acolhimento ético, transformando a dor da exclusão histórica em um compromisso com a vida e com a justiça social. (pp. 1, 3)</div>Talita Clementino Bueno Rezende Rodrigues
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2026-06-052026-06-05CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DO ESTOMA E EQUIPAMENTOS COLETORES EM PESSOAS COM ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO: ESTUDO TRANSVERSAL
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2452
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever as características dos equipamentos coletores e adjuvantes utilizados por pessoas com estomia de eliminação cadastradas em um serviço público de atendimento às pessoas com estomias.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo transversal, secundário, descritivo, realizado com 325 pessoas com estomias de eliminação. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas, características dos equipamentos coletores e uso de adjuvantes. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas, além de medidas de tendência central e dispersão. O estudo primário foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa, sob Parecer n. 5.001.059.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A média de idade foi de 59,4 anos (DP=14,8) com discreto predomínio do sexo feminino (174/53,5%). A colostomia foi o tipo de estomia mais frequente (207/63,7%), seguida pela ileostomia (104/32%) e urostomia (22/6,8%). Observou-se maior proporção de estomas temporários (245/75,4%). O tempo média de convivência com a estomia foi de 1,8 anos (DP= 5,9)</p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A protrusão média do estoma foi de 12,0mm, variando de −8 a 80 mm (DP 11,2). O intervalo de confiança de 95% para a média situou-se entre 10,89 e 13,34 mm. </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Quanto às características dos equipamentos coletores, houve predominância do uso do sistema de duas peças (190/58,5%). A base adesiva plana foi amplamente utilizada (266/81,9%). Apenas 18,1% (n=59) dos participantes estavam utilizando equipamento coletor convexo no momento da avaliação e 24%(n=78) estavam utilizando cinto elástico. </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Em relação aos adjuvantes, 43,7% (n=142) dos participantes faziam uso, sendo os mais frequentes a pasta de hidrocoloide alcoólica (73/22,5%), o pó de hidrocolóide (52/16,0%) e barreira protetora em spray (42/12,9%). Outros adjuvantes incluíram hidrocoloide em tiras (14/4,3%), anel de convexidade (7/2,2%), pasta não alcoólica (1,8%). </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A frequência média semanal de vazamento do efluente foi de 3,8 episódios (DP = 3,8) entre os participantes que relataram o evento. O tempo médio de permanência do equipamento coletor foi de 3,5 ± 1,8 dias.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;">O uso de adjuvantes foi relatado por menos da metade dos participantes. Observou-se predominância do uso de base adesiva plana em uma amostra com predominância de estomas de baixo perfil, evidenciada pela protrusão média de 12mm. </span></p> <p><span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;">Embora a baixa protrusão constitua um critério clínico associado à indicação de convexidade, apenas uma pequena parcela dos participantes utilizava este tipo de base adesiva. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Somado ao relato de episódios frequentes de vazamento, esse achado sugere possível inadequação entre as características clínicas do estoma e os equipamentos utilizados. </span></p> </div> <div> <p> </p> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Os resultados deste estudo reforçam a importância da realização de uma avaliação clínica sistemática e individualizada para subsidiar a correta indicação do equipamento coletor e adjuvantes, Essa abordagem é fundamental para a prevenção de complicações na pele periestoma, bem como para a promoção da segurança, do conforto e da qualidade de vida das pessoas com estomias de eliminação. </p> </div>Magali ThumVera Lúcia Conceição De Gouveia Santos
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2026-06-052026-06-05ESPIRITUALIDADE COMO BASE NO TRATAMENTO ONCOLÓGICO DE PACIENTES COM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2453
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Compreender a espiritualidade como fortalecimento no tratamento oncológico de pacientes com câncer de cabeça e pescoço.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo qualitativo realizado em um hospital de referência em oncologia na Região Sul do Brasil, com pacientes no pós-operatório submetidos à cirurgia oncológica de cabeça e pescoço. Os participantes foram entrevistados sete dias após a alta hospitalar, no período de março a junho de 2025, sendo pacientes de ambos os sexos em uso de traqueostomia e classificados nos níveis um a três de funcionalidade da European Organization for Research and Treatment of Cancer. As entrevistas foram gravadas, transcritas e analisadas pela técnica de Bardin. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Liga Paranaense de Combate ao Câncer, sob parecer nº 7.364.600.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Realizadas dez entrevistas, com predominância do sexo masculino (n=6; 60%), faixa etária entre 46 e 65 anos (n=6; 60%) e renda familiar entre um e três salários-mínimos (n=8; 80%), dentre esse três pacientes abordaram durante a entrevista a tematica sobre espiritualidade, sendo estes dois do sexo masculino e uma paciente do sexo feminino. A análise das falas permitiu identificar a espiritualidade como importante recurso de enfrentamento no processo de adoecimento e recuperação cirúrgica como cita paciente A1, quando, abordado sobre a questão de intercorrência durante a presente cirurgia realizada o mesmo refere: “Não, Graças a Deus não teve nada, mas agora está com muita dor só na base de Morfina”, já o paciente A2 quando questionado sobre a possibilidade de ficar com cicatrizes visíveis após o procedimento, em conjunto com a família responde: ``Ele é novo era uma preocupação com isso mas vai dar certo creio em Deus``, e por fim o paciente A3 quando indagado sobre a ciência que a estomia poderia ser temporária ou definitiva, dependendo do estágio do câncer e do tratamento o mesmo informa: ``Sabe que é definitivo, e família junto com paciente menciona “estar viva graças a Deus” que ele é “fiel” ``. Os participantes frequentemente atribuíram o tratamento e os cuidados da equipe de saúde à fé, relacionada ao seu fortalecimento para as mudanças com a confecção do estoma respiratório e com a perspectiva de vida expressando frases como “graças a Deus não teve nada”, “creio em Deus que vai dar certo” e “estou viva graças a Deus”. A espiritualidade também esteve associada à perspectiva de melhora, ao fortalecimento emocional e à ressignificação da experiência do câncer, contribuindo para a aceitação das mudanças físicas, emocionais e sociais decorrentes do tratamento.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>A espiritualidade mostrou-se presente no discurso dos pacientes como importante estratégia de enfrentamento diante ao diagnóstico e tratamento do câncer de cabeça e pescoço. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">Reconhecer essa dimensão no cuidado em saúde pode contribuir para uma assistência mais integral, favorecendo o suporte emocional e o processo de reabilitação no período pós-operatório bem como aos cuidados como enfermeiro estomaterapeuta, pois, todo o processo realiza um elo entre profissional-paciente fortalecendo a acessibilidade e comunicação, possibilitando maior qualidade de vida para o paciente traqueostomizado.</p> <p> </p> </div> </div>Ingrid Camili Gelinski StacheraGabriele Aparecida Alvaristo Da RochaFrancisco José Koller
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2026-06-052026-06-05ESTRESSE PERCEBIDO, DOR E CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS DE DIFÍCIL CICATRIZAÇÃO: ESTUDO DE COORTE MULTINACIONAL
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2454
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Identificar e analisar a associação entre estresse percebido, dor e cicatrização em pacientes com feridas de difícil cicatrização, comparando os achados de dois contextos de saúde distintos: Brasil e Canadá.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Este estudo é uma análise secundária de dois estudos primários observacionais e prospectivos, um conduzido no Brasil e outro no Canadá. Os dados foram coletados ao longo de 2 a 6 atendimentos, por meio de entrevistas, avaliação das feridas e revisão de prontuários, utilizando formulários sociodemográficos e clínicos, o Inventário Breve de Dor (escores de intensidade e interferência da dor), o Questionário de Dor McGill, a Escala de Úlcera por Pressão para Cicatrização e a Escala de Estresse Percebido.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Um total de 54 participantes foi incluído (32 brasileiros e 22 canadenses), com proporções iguais de homens e mulheres. A maioria era casada e possuía ensino médio completo. No total, 67,9% apresentavam feridas em membros inferiores. Nenhuma medida de dor ou estresse esteve significativamente associada aos escores de cicatrização das feridas na amostra total. No entanto, a associação entre dor, estresse e cicatrização diferiu entre Brasil e Canadá. A distribuição da etiologia das feridas diferiu significativamente entre os países, com predomínio de feridas vasculogênicas no Brasil e feridas cirúrgicas no Canadá (p < 0,001). A duração das feridas também foi significativamente maior no Brasil (média = 1.592,8; DP = 3.103,8 dias) em comparação ao Canadá (média = 69,9; DP = 80,3 dias; p < 0,001). As mulheres relataram níveis mais elevados de estresse e dor (p = 0,004–0,035), e os participantes brasileiros relataram maior interferência da dor nas atividades de vida diária (p = 0,044).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>O estudo não identificou associação entre estresse percebido, dor e cicatrização de feridas na amostra total. No entanto, as diferenças entre os países confirmam que essas associações podem variar conforme o contexto. Esses achados indicam que tais relações podem não ser generalizáveis para contextos clínicos caracterizados por etiologias de feridas heterogêneas, diferentes perfis de cronicidade e distintos percursos de cuidado. Além disso, as diferenças significativas entre os países evidenciam necessidades contextuais no sistema de saúde brasileiro, bem como a influência de fatores culturais.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O delineamento binacional possibilitou examinar as trajetórias de cicatrização em dois sistemas de saúde distintos, revelando diferenças clinicamente relevantes na cronicidade e na etiologia das feridas, com implicações importantes para a organização do cuidado, particularmente no Brasil. As contribuições para a Estomaterapia incluem a necessidade de considerar fatores psicossociais, como estresse percebido e dor, de forma contextualizada no cuidado a pacientes com feridas de difícil cicatrização. Os achados reforçam a importância de uma abordagem integral e individualizada, que leve em conta não apenas aspectos clínicos da ferida, mas também diferenças culturais, sociais e estruturais entre os sistemas de saúde. </p> </div> </div>Beatriz Costa FerreiraCarol Viviana Serna GonzálezTim SalomonsKevin WooVera Lucia Conceição De Gouveia Santos
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2026-06-052026-06-05DEMARCAÇÃO PRÉVIA DO LOCAL DO ESTOMA INTESTINAL: REPERCUSSÃO NA ADAPTAÇÃO E QUALIDADE DE VIDA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2455
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Avaliar as repercussões da demarcação prévia na readaptação pós-operatória de pacientes com estomas intestinais; verificar a opinião dos especialistas médico/enfermeiro acerca da demarcação prévia; Comparar a qualidade de vida por meio do City of Hope</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> Quality of Life - Ostomy Questionnary (COH-QOL-OQ)</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"> e adaptação utilizando o Inventário de Adaptação IOA 23. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de estudo transversal analítico realizado em oito hospitais públicos do Distrito Federal, durante o período de abril a junho de 2019. Foram utilizados os questionários <span style="color: black;">sociodemográfico e clínico adaptado de Meireles e Ferraz, 2001, Inventário </span>de Adaptação do Estomizado (OAI-23) e CiTy of Hope Quality of Life - Ostomy Questionaire (COH-QOL-OQ) com os pacientes; e um questionário adaptado das diretrizes clínicas da WOCN compreendida por 16 questões fechadas tipo likert acerca de Educação, Demarcação, Complicações do estoma com os profissionais. Os dados foram analisados por estatística descritiva, e análises de variância de medidas repetidas (ANOVA), correção de Bonferroni, teste U de Mann-Whitney e teste de Kruskal-Wallis, tendo o</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; color: #00000a; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> nível de significância de 5%, bem como analise multivariada</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Yu Gothic Light'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"> por Análise de Correspondência Múltipla (MCA) e Análise Hierárquica de <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cluster </em>(HCA)</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">. Teve aprovação do comitê de ética sob o número 3.135.906. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Participaram, 117 pacientes com estoma intestinal, 63 enfermeiros e 23 médicos coloproctologistas. Dos pacientes 62(<span style="color: black;">52,99%) </span>eram homens, <span style="color: black;">57 (48,72%) casados</span> 65(<span style="color: black;">55,56%) ensino fundamental, a maioria o motivo do estoma foi adenocarcinoma de cólon e reto 61(52%), colostomia 86 (73,5%), que operaram em caráter eletivo 80 (68,3%), porém não foram demarcados. Houve diferença significativa nos pacientes demarcados previamente. A protrusão do estoma prevalente foi acima 1,5cm 58 (49,5%), sendo</span> 75 (64,1%) estavam delimitados conforme as recomendações. Dos participantes, <span style="color: black;">100 (85%) tinham estomas inseridos no músculo reto abdominal, e 28 (</span>23,9%) não tiveram qualquer complicação. Entretanto, <span style="color: black;">41 (35%), apresentaram lesão periestomal, 16 (13,6%) prolapso, oito (6,8%) hérnia paraestomal e seis (6,8%) retração.</span> Quanto ao OAI-23 observou-se desvio padrão e médias (DP: 0,690±1,325; 0,884±1,624; 0,778±1,444) de três itens do Fator Aceitação. O engajamento social teve alta pontuação nos itens 5, 7 e 11 relacionado a insegurança. Os resultados de médias e desvio padrão do COH-QOL-OQ, mostraram-se significativos quanto ao sexo e situação conjugal quando analisados e comparados ao <span style="color: black;">OAI-23</span>. O <em>cluster</em> de pacientes demarcados mostrou pessoas com estomia adaptadas e com melhor qualidade de vida. Dos profissionais, apenas <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">10 (37%) enfermeiros e 17(63%) médicos realizam a demarcação dos pacientes no pré-operatório, além de </span>serem unânimes em afirmar que as informações perioperatórias e a demarcação prévia reduzem as incidências de complicações e confere autonomia para o cuidado </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">P<span style="color: #201f1e;">acientes demarcados apresentam menor frequência de complicações pós-operatórias, e por conseguinte são mais satisfeitos e adaptados à condição de pessoas com estomia. Os especialistas legitimaram a relevância da demarcação prévia do local da estomia. </span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; margin-top: 0cm; mso-margin-bottom-alt: 8.0pt; mso-margin-top-alt: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; line-height: normal; mso-hyphenate: none;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; color: #201f1e; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-fareast-language: PT-BR;">O estudo evidencia que a demarcação é uma intervenção essencial na estomaterapia, associada à redução de complicações e à melhor adaptação e qualidade de vida dos pacientes. Reforça o cuidado perioperatório e subsidia a implementação de protocolos assistenciais <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>fortalecendo a prática baseada em evidências.</span></p> </div> </div>Sandra De Nazaré Costa MonteiroAlexandra Isabel Amorin LinoAna Lúcia Da SilvaÁlvaro Luiz Monteiro SenaFlávia Neri Meira De Oliveira
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2026-06-052026-06-05RELATO DE EXPERIÊNCIA: ATENDIMENTO EMERGENCIAL DA ENFERMAGEM EM ESTOMATERAPIA NO SERVIÇO AMBULATORIAL ESPECIALIZADO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2456
<div> <p> </p> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p> Descrever a experiência vivenciada por um acadêmico de enfermagem durante um atendimento de urgência em estomaterapia em serviço ambulatorial, evidenciando a importância do raciocínio clínico, da atuação multiprofissional e da assistência baseada em evidências.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> A experiência ocorreu no âmbito de um projeto de extensão em estomaterapia, em um serviço especializado de um hospital universitário no Distrito Federal. O atendimento envolveu uma paciente adolescente, de 16 anos, com síndrome de Parkes Weber, caracterizada por malformação vascular com presença de fístulas arteriovenosas em membro inferior esquerdo. A paciente foi encaminhada em caráter de urgência pela equipe de dermatologia para manejo de lesão em região plantar, apresentando pele perilesional com aspecto bolhoso, bordas irregulares e maceradas, exsudato serossanguinolento abundante, áreas extensas de tecido necrosado e pontos de granulação. No momento do atendimento, a paciente encontrava-se ansiosa devido a episódio recente de sangramento ativo em ambiente escolar, sendo acompanhada emergencialmente após exposição da rede vascular da lesão, decorrente de desbridamento inadequado. Durante a retirada do curativo anterior, composto por gaze, bota de Unna e cobertura de espuma, identificou-se inicialmente sangramento moderado, prontamente contido. Contudo, ao prosseguir o procedimento, observou-se sangramento arterial ativo e contínuo em ponto específico da lesão, caracterizando situação de urgência. Diante disso, foram adotadas medidas imediatas de contenção, incluindo compressão local e aplicação de compressa estéril embebida em solução fisiológica a 0,9% associada à adrenalina (epinefrina) 1:1.000, reconhecida como opção eficaz para hemostasia tópica devido ao seu efeito vasoconstritor¹˒². Destaca-se também o uso de coberturas hemostáticas, como o alginato de cálcio, que auxilia no controle do sangramento por meio da ativação da coagulação³, além da aplicação de curativo compressivo, essencial para manutenção da hemostasia e prevenção de novos episódios hemorrágicos¹. Simultaneamente, foram acionadas as equipes da regulação interna e da emergência hospitalar, garantindo suporte e continuidade da assistência. A paciente foi encaminhada à unidade de pronto atendimento (Sala Vermelha), onde recebeu cuidados complementares, incluindo reavaliação clínica e troca do curativo. O caso foi discutido entre a equipe de enfermagem e especialidades médicas, como cirurgia vascular, dermatologia e clínica médica, possibilitando definição conjunta das condutas terapêuticas⁵. A vivência evidenciou a importância da atuação rápida e assertiva da enfermagem, do raciocínio clínico⁴ e da comunicação efetiva entre os profissionais, além de destacar o papel do enfermeiro na coordenação do cuidado em situações críticas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Conclui-se que a experiência contribuiu significativamente para o desenvolvimento de competências clínicas, pensamento crítico e segurança na tomada de decisão frente a situações de risco⁴. Ressalta-se a importância da formação baseada em evidências científicas, da atuação humanizada e do trabalho multiprofissional na garantia de uma assistência segura e de qualidade⁵. Ademais, o relato reforça a relevância da enfermagem em estomaterapia na identificação precoce de complicações, no manejo de lesões complexas¹˒² e na articulação do cuidado em rede, destacando a necessidade de qualificação contínua dos profissionais e o fortalecimento de práticas assistenciais baseadas em evidências, visando à melhoria dos desfechos clínicos e da qualidade de vida dos pacientes.</p> <p> Aprovado sob número CAEE: <strong id="docs-internal-guid-c3cfd512-7fff-1474-5319-2a9902d74b1e"> 93770625.7.0000.5558</strong></p> </div>Lucas Gomes CavalcanteAndréa Mathes FaustinoAmanda Mesquita Mendes Gonçalves
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2026-06-052026-06-05RESTRUTURAÇÃO DA COMISSÃO DE CUIDADO EM ESTOMATERAPIA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2457
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW168748213 BCX0" data-ccp-parastyle="Standard" data-ccp-parastyle-defn="{"ObjectId":"3dc782ce-c662-564e-853e-e04bf18a4572|1","ClassId":1073872969,"Properties":[469775450,"Standard",201340122,"2",134233614,"true",469778129,"Standard",335572020,"1",469777843,"Calibri",268442635,"24",335559705,"1033",335559740,"247",201341983,"0",335559739,"160",134245417,"true",469777841,"Times New Roman",469777842,"Times New Roman",469777844,"Times New Roman",469769226,"Times New Roman"]}">Descrever as etapas de reestruturação da comissão de cuidados em estomaterapia. O estudo é descritivo, retrospectivo, tipo estudo de caso, no período de março a dezembro de 2025.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>A trajetória da comissão de cuidados em estomaterapia de um hospital universitário do estado do Rio de Janeiro teve início em 1999, à época denominada Comissão de Curativos. A partir de 2025, a coordenação de enfermagem reconheceu a necessidade de atualização do processo de trabalho, considerando o crescente avanço tecnológico disponível na instituição para a assistência. Compreende-se que o foco principal da gestão hospitalar, na área de estomaterapia, consiste na prevenção e no tratamento de lesões de pele, bem como na manutenção de um quadro de profissionais qualificados, com enfermeiros especialistas atualizados. Assim, ao longo do ano de 2025, a comissão foi reestruturada, com nova organização e definição de fluxos de atendimento, tanto hospitalar quanto ambulatorial. Atualmente, conta com sete enfermeiras e três técnicas de enfermagem. A reestruturação foi desenvolvida no período de março a dezembro de 2025, contemplando etapas voltadas tanto à manutenção e ampliação da qualidade da assistência e da segurança do paciente quanto ao aprimoramento das ações administrativas. Para tanto, foram elaboradas estratégias com o objetivo de atender aos problemas previamente identificados pelos membros da comissão. Dentre as principais ações implementadas, destacam-se: (1) redefinição da nomenclatura da comissão, anteriormente denominada Comissão de Curativos; (2) inauguração e ampliação do espaço físico ambulatorial; (3) ampliação da capacidade de atendimento ambulatorial; (4) aumento da celeridade na emissão de pareceres para avaliação de pacientes hospitalizados; (5) reavaliação e ampliação da grade de insumos, incluindo produtos, coberturas e equipamentos específicos; (6) implementação de campo exclusivo no prontuário eletrônico para registro, avaliação e prescrição de condutas pela comissão; (7) atualização dos Procedimentos Operacionais Padrão (POP) de enfermagem em estomaterapia; (8) capacitação e aprimoramento contínuo dos membros da equipe; (9) inclusão da terapia adjuvante com laserterapia de baixa potência para pacientes com lesões de pele; e (10) manutenção e ampliação de treinamentos e participação em eventos científicos destinados aos profissionais de enfermagem.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A reestruturação da Comissão de cuidados em estomaterapia desse hospital universitário conseguiu desempenhar as etapas formuladas, destaca-se o apoio da instituição, oferecendo subsídios com recursos materiais, físicos e de equipamentos tecnológicos que resultam em uma assistência prestada ao paciente cada vez mais eficiente, eficaz e de qualidade, não só do ponto de vista dos cuidados especializados, como também na gestão hospitalar, possibilitando gastos desnecessários. Considera-se importante o estímulo dos componentes da comissão para atualização de conhecimentos, os quais reforçaram a manutenção como campo de estágio prático para pós-graduandos. A nova comissão confirma a contribuição da visibilidade institucional dessa área de atuação do enfermeiro em orientar a prática segura na padronização de atendimentos assistenciais na prevenção e promoção de cuidados com as lesões de pele baseada em evidências científicas.</p> </div> </div>Sarah Lopes Silva SodréGraciete Saraiva MarquesDayse Carvalho Do NascimentoJuliana Batoca PintoElizabeth Kolblinger Pereira GonçalvesLuciana Oliveira Gomes SeabraIsabella De Souza Ramos Da SilvaRogerio Marques De Souza
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2026-06-052026-06-05ELEGIBILIDADE DOS PACIENTES ESTOMIZADOS PARA IRRIGAÇÃO INTESTINAL EM UM SERVIÇO ESPECIALIZADO ( SASPO)
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2458
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Avaliar a elegibilidade dos pacientes estomizados para irrigação intestinal com intuito de fornecer subsídios para implantação da técnica no SASPO do município de Ipatinga. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O estudo de caráter descritivo, transversal e retrospectivo, submetido e aprovado pelo comitê de ética e pesquisa CAAE 92156825.0.0000.5134, analisou prontuários de pacientes atendidos no SASPO do município de Ipatinga no período de janeiro de 2019 a julho de 2025. Foram coletadas informações em relação ao tipo e localização da estomia, capacidade cognitiva e complicações. Foram incluídos no estudo pacientes com idade ≥ 18 anos, portadores de colostomia terminal de uma boca, localizada no cólon descendente ou sigmoide, e que apresentassem destreza física e capacidade mental suficientes para a realização segura da irrigação intestinal. Pacientes com ileostomia, colostomia temporária, urostomia e com complicações foram excluídos. <span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A análise dos dados foi precedida da leitura integral dos prontuários dos pacientes , permitindo uma maior apropriação das informações e possibilitando a organização e síntese do conteúdo relevante para a pesquisa. </span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O SASPO localiza-se na policlínica municipal da cidade e atende 433 pacientes portadores de estomias de eliminação .</span></span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Foram avaliados prontuários de todos os pacientes, destes 292 eram colostomizados, 92 possuíam ileostomia e 49 urostomias. Dentre os colostomizados 176 apresentavam colostomia temporária e 116 colostomias definitiva. Após aplicação de critérios de exclusão verificou-se que 59 pacientes estomizados são elegíveis para irrigação intestinal<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">. </strong></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Conclui-se que 13,6% dos pacientes do SASPO de Ipatinga enquadram -se dentro dos critérios de elegibilidade para irrigação intestinal, sendo aptos a realização desta técnica.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif';">O estudo contribui para a estomaterapia ao fornecer evidências concretas sobre a elegibilidade de pacientes estomizados para a irrigação intestinal em um serviço especializado (SASPO). Esses resultados subsidiam a criação de protocolos assistenciais fundamentados em evidências e a implementação da técnica, favorecendo cuidados personalizados, maior controle evacuativo e melhoria da qualidade de vida da pessoa estomizada.</span></p> </div> </div>Daniela Ribeiro. BotelhoDinarian Gonçalves SilvaCarlos Henrique TonazioSusiane Sucasas FrisonMaria Clara Salomão E Silva Guimarães
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2026-06-052026-06-05PERFIL DOS PACIENTES COLOSTOMIZADOS ELEGÍVEIS PARA IRRIGAÇÃO INTESTINAL EM UM SERVIÇO ESPECIALIZADO (SASPO)
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2459
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">valiar o perfil clínico e demográfico de pacientes colostomizados elegíveis para irrigação intestinal atendidos no Serviço de Atenção à Saúde da Pessoa Ostomizada (SASPO) de Ipatinga, Minas Gerais, com o intuito de fornecer subsídios para protocolos assistenciais baseados em evidências e estratégias de reabilitação.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O estudo de caráter descritivo, transversal e retrospectivo, submetido e aprovado pelo comitê de ética e pesquisa CAAE </span><span lang="PT" style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">92156825.0.0000.5134, </span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">analisou prontuários de pacientes atendidos no período de janeiro de 2019 a julho de 2025</span><span lang="PT" style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">,</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> coletando informações em relação a: sexo, faixa etária, raça, município de residência, etiologia da colostomia, localização e tempo de estomia. Foram incluídos no estudo pacientes com idade ≥ 18 anos, portadores de colostomia terminal de uma boca, localizada no cólon descendente ou sigmoide, e que apresentassem destreza física e capacidade mental suficientes para a realização segura da irrigação intestinal, <span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Pacientes com ileostomia, colostomia temporária, complicações associadas ou limitações físicas e cognitivas foram excluídos. Para o desenvolvimento da pesquisa, foram avaliados os prontuários de 100% dos pacientes colostomizados cadastrados no SASPO de Ipatinga</span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Os resultados demonstram que dos pacientes elegíveis h</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">ouve</span><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> predominância do sexo masculino (55,93%) com faixa etária entre 55 a 74 anos (62,71%), <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>autodeclarados pardos (66,10%). A maioria reside na microrregião do Vale do Aço, especialmente em Ipatinga (35,59%). As neoplasias malignas do intestino foi a principal causa de colostomia (71,19%). Em 91,53% dos casos, a colostomia estava localizada no quadrante inferior esquerdo, e 47,5% apresentavam estomias recentes (≤ 4 anos) demostrando o aumento do número de confecção de estomias nos últimos anos. <span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Todos os procedimentos éticos foram rigorosamente observados, incluindo a obtenção do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos pacientes, assinatura de termo de compromisso pelo representante legal do SASPO.</span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O estudo permitiu caracterizar o perfil epidemiológico e clínico dos pacientes colostomizados elegíveis para irrigação intestinal de um serviço especializado que consiste em sua maioria de idoso, sexo masculino moradores da região do vale do aço onde tem como a principal causa de confecção de estomias neoplasia maligna do intestino. O mesmo confirma achados nacionais<sup> </sup>evidenciando a viabilidade da irrigação intestinal e a importância de protocolos institucionais;</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-top: 12.0pt; text-align: justify;"><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt;">O estudo contribue para estomaterapia pois permite o estomaterapeuta conhecer o perfil dos pacientes do serviço fornecendo subsídios para planejar o acolhimento, tratamento e reabilitação. Reforça a necessidade de capacitação profissional, da orientação e treinamento dos pacientes, favorecendo a autonomia, o encorajamento e a melhoria da qualidade de vida da pessoa estomizada .</span></p> </div>Daniela Ribeiro. BotelhoDinarian Gonçalves DiasCarlos Henrique TonazioSusiane Sucasas FrisonMaria Clara Salomão E Silva Guimarães
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2026-06-052026-06-05MANEJO DE LESÃO PERIESTOMAL POR DERMATITE ADESIVA EM PACIENTE COM ILEOSTOMIA: RELATO DE CASO
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever a abordagem terapêutica e a evolução de lesão periestomal em paciente com ileostomia, associada à provável dermatite por adesivo.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p data-start="401" data-end="899">Trata-se de relato de caso, de caráter descritivo, realizado em agosto e setembro de 2025. Paciente com ileostomia em flanco direito, apresentando abdome em avental e lesões periestomais bilaterais, inicialmente relacionadas à suspeita de dermatite por adesivo do dispositivo coletor previamente utilizado. As lesões localizavam-se nas laterais da região periestomal, com sinais inflamatórios evidentes, incluindo hiperemia, dor local e comprometimento da integridade cutânea.</p> <p data-start="901" data-end="1475">A conduta terapêutica adotada baseou-se em abordagem individualizada, contemplando: substituição do dispositivo coletor por sistema de duas peças, visando melhor adaptação ao relevo abdominal e maior segurança na vedação; uso de placa com tecnologia de maior proteção cutânea; aplicação de fotobiomodulação (laserterapia) como terapia adjuvante; e uso tópico de mupirocina, diante da suspeita de infecção secundária. Adicionalmente, foram realizadas orientações quanto aos cuidados com a pele periestomal, técnica correta de troca do dispositivo e prevenção de novas lesões.</p> <p data-start="1477" data-end="1918">O acompanhamento foi realizado de forma contínua, com reavaliações seriadas da evolução clínica. Observou-se progressiva melhora do quadro inflamatório, redução das lesões e recuperação gradual da integridade cutânea após a implementação das medidas propostas. O tratamento foi iniciado em 21/08/2025, com resolução completa das lesões em 04/09/2025, totalizando aproximadamente 14 dias de evolução favorável, sem intercorrências no período.</p> <p data-start="1920" data-end="2379">A escolha adequada do sistema coletor mostrou-se essencial, especialmente diante das particularidades anatômicas do abdome em avental, que dificultam a vedação e favorecem vazamentos e irritações cutâneas. A fotobiomodulação contribuiu para a cicatrização tecidual, com efeitos anti-inflamatórios e regenerativos, enquanto o uso de antimicrobiano tópico auxiliou no controle de possível infecção secundária, favorecendo o restabelecimento da barreira cutânea.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A intervenção precoce e a associação de tecnologias adequadas foram fundamentais para a resolução da lesão periestomal.<br>O manejo individualizado, incluindo escolha correta do dispositivo coletor e terapias adjuvantes, contribui significativamente para melhores desfechos clínicos em pacientes estomizados.</p> </div>Gabriela Maria Da Silva RochaMilena Bianca Da Silva
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2026-06-052026-06-05CARACTERIZAÇÃO DO ATENDIMENTO EM ESTOMATERAPIA: ANÁLISE DE UM SERVIÇO DE REFERÊNCIA EM PERNAMBUCO
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever a caracterização do atendimento em um Polo de Atenção à Pessoa Estomizada no estado de Pernambuco, destacando a dinâmica assistencial e sua contribuição para o cuidado em estomaterapia.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p data-start="547" data-end="866">Trata-se de um relato de experiência com abordagem quantitativa, baseado na análise de dados assistenciais de um serviço de referência em estomaterapia no estado de Pernambuco, no período de janeiro a dezembro. Foram avaliadas as variáveis: admissões, retornos, altas, total de atendimentos e número de usuários ativos. No período analisado, foram registrados 9.033 atendimentos, sendo 601 admissões, 3.631 retornos e 644 altas. Observou-se predominância de atendimentos de retorno, evidenciando a natureza contínua do cuidado à pessoa estomizada, que requer acompanhamento sistemático para prevenção de complicações, adaptação aos dispositivos e suporte à reabilitação. As admissões apresentaram comportamento estável ao longo do ano, sugerindo fluxo contínuo de novos usuários no serviço. Em contrapartida, os retornos demonstraram variação ao longo dos meses, com picos em períodos específicos, o que pode estar relacionado à maior demanda por reavaliações clínicas e manejo de complicações. Destaca-se o aumento expressivo no número de altas nos meses finais do ano, especialmente em novembro e dezembro, impactando diretamente na redução do número de usuários ativos. Esse fenômeno pode estar associado a desfechos clínicos, reorganização do serviço ou atualização cadastral. O total de atendimentos mensais também apresentou variação, com maior concentração no último mês do ano, sugerindo possível acúmulo de demandas ou intensificação das ações assistenciais nesse período. A experiência evidencia o papel fundamental do serviço na organização do cuidado à pessoa estomizada, garantindo acesso a insumos, acompanhamento especializado e suporte contínuo.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A análise do atendimento demonstrou que o serviço apresenta forte atuação no acompanhamento longitudinal dos usuários, característica essencial na estomaterapia. A predominância de retornos reforça a necessidade de assistência contínua e especializada. O aumento de altas no final do período analisado sinaliza a importância de estratégias de monitoramento e gestão do cuidado, visando garantir a continuidade assistencial e a adequada transição dos usuários. Este estudo contribui para a estomaterapia ao evidenciar a relevância dos serviços especializados na rede de atenção à saúde, além de subsidiar o planejamento de ações voltadas à qualificação da assistência. Ressalta-se a importância da incorporação de variáveis sociodemográficas em futuras análises, possibilitando uma compreensão mais abrangente do perfil dos usuários e o aprimoramento das práticas assistenciais.</p> </div> </div>Milena Bianca Da SilvaGabriela Maria Da Silva Rocha
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2026-06-052026-06-05IMPLEMENTAÇÃO DE CARTILHA EDUCATIVA MULTIDISCIPLINAR PARA PESSOAS COM ESTOMIA INTESTINAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; color: black; mso-color-alt: windowtext; letter-spacing: .15pt; background: white; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Descrever as etapas da implementação de uma cartilha educativa para os pacientes em pré-operatório de estomia intestinal.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; color: black; mso-color-alt: windowtext; letter-spacing: .15pt; background: white; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"> Os estomas intestinais alteram a fisiologia, a autoestima e a imagem corporal, impactando as esferas familiar, social e sexual, o que pode dificultar a reabilitação. O uso de tecnologias educativas, como cartilhas, atua como facilitador nesse processo. Desde 2015, um Hospital Universitário no Rio de Janeiro utiliza uma cartilha elaborada por equipe multidisciplinar (enfermeiros estomaterapeutas, coloproctologistas, nutricionistas e assistentes sociais), que foi atualizada em 2025 para implementação precoce no pré-operatório.</span>Trata-se de um relato de experiência sobre as etapas e resultados da implementação do material. A cartilha aborda: conceitos e classificações de estomias; localização abdominal; dispositivos coletores e adjuvantes; estímulo ao autocuidado; nutrição; aspectos legais; fluxo de encaminhamento ao Serviço de Atenção Especializado (SASPO) e redes de apoio. Inclui uma ilustração do abdômen para o profissional (enfermeiro ou médico) registrar a área demarcada. A fase de implementação ocorre em três tempos: pré-operatório, pós-operatório e na consulta com a estomaterapeuta. Na fase do pré-operatória a enfermeira estomaterapeuta inicia o diálogo com o paciente e familiar durante a demarcação abdominal, realizando a entrega do material. Na fase do pós-operatória até a alta hospitalar, é confirmada a entrega e compreensão do material didático, a equipe multiprofissional reforça o conteúdo, esclarece dúvidas e busca reduzir inseguranças para favorecer a adesão à reabilitação. A última fase, ocorre na consulta ambulatorial com estomaterapeuta, após 30 dias de alta, onde avalia-se a integridade da pele, o manejo dos cuidados e a efetividade do cadastro do paciente no sistema de regulação estadual.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A utilização de uma cartilha educativa com evidências científicas, linguagem acessível e recursos visuais tem se mostrado uma experiência enriquecedora para a equipe multidisciplinar, favorecendo a adesão ao cuidado. Por ser fruto de um trabalho colaborativo, o material é valorizado pelo paciente e confirma-se como uma estratégia eficaz na produção de documentos públicos em saúde. A cartilha atua como um importante recurso complementar de ensino para estomizados, familiares, profissionais e alunos. Considera-se que seu uso potencializa o processo de adaptação à nova imagem corporal, pois a leitura dinâmica enriquece o conhecimento sobre a condição de saúde, estimula o raciocínio e promove autonomia para uma vida com qualidade.</p> </div>Priscila Francisca AlmeidaGraciete Saraiva MarquesDayse Carvalho Do NascimentoRômulo Santos Gonçalves Ávila
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2026-06-052026-06-05MANEJO DA UMIDADE COM COBERTURA SUPERABSORVENTE EM LESÕES COMPLEXAS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência institucional da Comissão de Pele no manejo da umidade em lesões complexas com uso de cobertura superabsorvente, visando otimização de recursos e redução de custos hospitalares em hospital público do estado de Sergipe.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p data-start="605" data-end="929">Trata-se de relato de experiência institucional voltado ao desenvolvimento profissional e à melhoria de processo assistencial, realizado em hospital público de referência. A Comissão de Pele atua na padronização de coberturas e na qualificação da assistência, com foco na eficiência do cuidado e no uso racional de recursos.</p> <p data-start="931" data-end="1236">As lesões complexas com alta exsudação representam um desafio significativo, uma vez que o excesso de umidade contribui para maceração da pele perilesional, aumento da frequência de trocas de curativos e maior consumo de insumos, incluindo materiais estéreis e itens de hotelaria hospitalar, como lençóis.</p> <p data-start="1238" data-end="1663">Diante dessa problemática, foi implementado o uso de cobertura superabsorvente em lesões com exsudato elevado, com capacidade de absorção e retenção da umidade, evitando extravasamento para o leito e roupas de cama. A intervenção foi acompanhada por 60 dias, com monitoramento assistencial baseado em registros de prontuário, considerando frequência de trocas de curativos, consumo de insumos e uso de materiais de hotelaria.</p> <p data-start="1665" data-end="1953">Observou-se redução significativa na frequência de trocas de curativos, com intervalo médio de até 72 horas, além de diminuição do consumo de gazes, ataduras e outros materiais. Houve também redução expressiva na utilização de lençóis, evidenciando impacto direto na hotelaria hospitalar.</p> <p data-start="1955" data-end="2239">Adicionalmente, o controle eficaz da umidade favoreceu a evolução do processo cicatricial, com melhora das condições do leito da ferida e redução do tempo de permanência hospitalar. A intervenção contribuiu ainda para maior conforto do paciente e qualificação da assistência prestada.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A experiência demonstrou que o uso de coberturas superabsorventes é uma estratégia eficaz no manejo da umidade em lesões complexas, promovendo benefícios clínicos e econômicos.</p> <p data-start="2485" data-end="2895">Destaca-se a atuação da estomaterapia na avaliação, indicação e padronização de tecnologias que impactam diretamente na qualidade do cuidado e na gestão de recursos. Como contribuição, reforça-se a importância da atuação da Comissão de Pele no desenvolvimento profissional, na educação permanente e na implementação de práticas baseadas em evidências, promovendo assistência segura, resolutiva e custo-efetiva.</p> </div> </div>Priscilla Alcântara Dos SantosFabiana Damacena CarvalhoMonica Rabelo Santos
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2026-06-052026-06-05PREVENÇÃO DE LESÕES DE PELE RELACIONADAS A ADESIVOS MÉDICOS EM PEDIATRIA: UMA REVISÃO DE ESCOPO
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Mapear as evidências disponíveis sobre estratégias de prevenção e tratamento de lesões de pele relacionadas a adesivos médicos (MARSI) em pacientes pediátricos e neonatais, identificando os tipos de lesões mais frequentes, os contextos de maior risco e as intervenções preventivas adotadas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Revisão de escopo conduzida conforme o <em data-start="1049" data-end="1084">JBI Manual for Evidence Synthesis</em> e as diretrizes PRISMA-ScR, com protocolo registrado no Open Science Framework (DOI: 10.17605/OSF.IO/6HZ74). A busca foi realizada em julho de 2025 nas bases MEDLINE/PubMed, Cochrane, LILACS e Embase, utilizando a estratégia PCC. Foram empregados descritores DeCS/MeSH e termos do Emtree combinados com operadores booleanos para construção de estratégias de busca reprodutíveis.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Foram incluídos 10 estudos, predominantemente observacionais, com nível moderado de evidência. Observou-se predomínio de coortes prospectivas, seguidas por ensaios clínicos, revisões de escopo e mini-revisões. A maioria das pesquisas foi conduzida em unidades de terapia intensiva neonatal, evidenciando a maior vulnerabilidade dessa população às MARSI. Os estudos abordaram principalmente técnicas e materiais para remoção de adesivos, prevalência e fatores de risco, associação entre tipos de fitas adesivas e ocorrência de lesões, além de lesões periestoma. As evidências destacam a necessidade de protocolos padronizados, avaliação sistemática da pele, escolha criteriosa de adesivos e capacitação das equipes de enfermagem como estratégias fundamentais para redução da incidência de MARSI.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>As MARSI em pediatria e neonatologia requerem abordagem específica, fundamentada em evidências. A padronização de protocolos assistenciais, a qualificação das equipes e o desenvolvimento de instrumentos diagnósticos validados são essenciais para reduzir a incidência dessas lesões e melhorar os desfechos clínicos em crianças hospitalizadas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p data-start="2639" data-end="3320">Os achados reforçam o papel estratégico da estomaterapia no cuidado especializado à população pediátrica e neonatal, especialmente na prevenção, identificação precoce e manejo das MARSI. O estomaterapeuta atua de forma decisiva na avaliação da integridade cutânea, na seleção de tecnologias e coberturas seguras, na indicação de produtos de proteção da pele e na elaboração de protocolos assistenciais baseados em evidências. Além disso, contribui para a capacitação das equipes, padronização do cuidado e redução de eventos adversos, fortalecendo a segurança do paciente e a qualidade da assistência em contextos de maior vulnerabilidade.</p> </div> </div>Heloísa Helena Camponez Barbara RéduaLucas Dalvi Armond RezendePaula De Souza Silva FreitasAline Oliveira RamalhoAmanda Ferreira De Almeida ColombiGabriela Scaramussa Luz Pandini
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2026-06-052026-06-05PREVENÇÃO DE MARSI POR MEIO DE ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS CONDUZIDAS PELO ENFERMEIRO ESTOMATERAPEUTA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal">Este estudo tem como objetivo descrever o impacto de estratégias educativas conduzidas pelo enfermeiro estomaterapeuta na prevenção de lesões cutâneas relacionadas ao uso de adesivos médicos (MARSI), bem como sua contribuição para a qualificação do cuidado em saúde. Considerando que tais lesões representam eventos adversos frequentes, associados à dor, risco de infecção e atraso no processo de cicatrização, destaca-se a relevância de intervenções baseadas em evidências aliadas à educação permanente das equipes assistenciais como medidas essenciais para a melhoria dos desfechos clínicos e da segurança do paciente.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> Relato de experiência desenvolvido a partir da atuação de enfermeiro estomaterapeuta em atividades de educação clínica e apoio técnico em diferentes serviços de saúde, realizadas em 2025, direcionadas a profissionais de enfermagem de diferentes turnos. As ações educativas foram estruturadas em abordagem teórica, discussão de casos clínicos e práticas demonstrativas voltadas à prevenção de lesões cutâneas relacionadas ao uso de adesivos médicos (MARSI), contemplando avaliação da integridade da pele, identificação de fatores de risco, seleção de tecnologias adesivas e técnicas seguras de aplicação e remoção. Como metodologias ativas, foram utilizadas dinâmicas demonstrativas com uso de papel seda para simular a fragilidade epidérmica e aplicação de tinta sobre a pele dos participantes para representar a camada epidérmica, permitindo a comparação entre remoção traumática e atraumática de diferentes tecnologias adesivas. As estratégias educativas promoveram ampliação do conhecimento das equipes quanto às lesões cutâneas associadas ao uso de adesivos médicos, favorecendo maior reconhecimento clínico e identificação de fatores de risco para MARSI. Observou-se, a partir dos relatos dos participantes e da observação durante as atividades, maior sensibilização quanto à importância da avaliação sistemática da pele e maior adesão às práticas seguras relacionadas à aplicação e remoção de adesivos. A participação de profissionais de diferentes turnos contribuiu para maior disseminação das orientações na prática assistencial</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> As estratégias educativas conduzidas pelo enfermeiro estomaterapeuta demonstraram impacto positivo na prevenção de lesões cutâneas relacionadas a adesivos médicos (MARSI), promovendo maior adesão às práticas seguras e qualificação do cuidado assistencial. A utilização de metodologias ativas favoreceu a consolidação do conhecimento, o desenvolvimento do raciocínio clínico e a mudança de comportamento das equipes frente ao manejo de tecnologias adesivas, com avaliação sistemática da pele e identificação precoce de fatores de risco, contribuindo para a redução de danos evitáveis e melhoria dos desfechos assistenciais.</p> <p>Para a Estomaterapia, os achados reforçam o papel estratégico do enfermeiro especialista como agente educador, demonstrando que intervenções educativas estruturadas configuram estratégias efetivas para a tradução do conhecimento em prática clínica, promoção da integridade cutânea e qualificação do cuidado assistencial. </p> </div>Fabiana AlmeidaVanessa Belan
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2026-06-052026-06-05IMPACTO DO CURATIVO SUPERABSORVENTE NA PREVENÇÃO DE MACERAÇÃO EM LESÕES COMPLEXAS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência da Comissão de Pele na utilização de curativo superabsorvente para prevenção de maceração perilesional em lesões complexas, em hospital público do estado de Sergipe.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p data-start="613" data-end="950">Trata-se de relato de experiência institucional com foco em desenvolvimento profissional e melhoria de processo assistencial, realizado em unidade oncológica cirúrgica de hospital público. A Comissão de Pele atua na padronização de tecnologias e qualificação da assistência, com ênfase na segurança do paciente e uso racional de insumos.</p> <p data-start="952" data-end="1296">Lesões complexas com exsudato elevado representam desafio frequente na prática clínica, estando associadas à maceração da pele perilesional, desconforto, risco de ampliação da lesão e aumento da demanda assistencial. Além disso, o extravasamento do exsudato contribui para maior frequência de trocas de curativos e consumo elevado de materiais.</p> <p data-start="1298" data-end="1614">Diante desse cenário, foi implementado o uso de curativo superabsorvente em pacientes com lesões altamente exsudativas, visando maior controle da umidade e proteção da pele adjacente. A intervenção foi acompanhada por 60 dias, com base em registros assistenciais em prontuário e participação da equipe de enfermagem.</p> <p data-start="1616" data-end="1896">Observou-se redução significativa da maceração perilesional, com melhora das condições da pele adjacente e maior integridade cutânea. Houve diminuição da frequência de trocas de curativos, com maior tempo de permanência da cobertura, além de redução do extravasamento de exsudato.</p> <p data-start="1898" data-end="2175">A utilização do curativo superabsorvente também impactou na organização do processo de trabalho, reduzindo a sobrecarga da equipe e promovendo maior previsibilidade na assistência. Adicionalmente, verificou-se melhora no conforto do paciente e na qualidade do cuidado prestado.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p data-start="2243" data-end="2440">A experiência evidenciou que o curativo superabsorvente é uma tecnologia eficaz no manejo da umidade e na prevenção de complicações associadas ao excesso de exsudato, como a maceração perilesional.</p> <p data-start="2442" data-end="2757">Destaca-se o papel da estomaterapia na avaliação criteriosa das lesões, indicação adequada de coberturas e implementação de protocolos assistenciais. A atuação da Comissão de Pele contribui diretamente para a segurança do paciente, otimização de recursos e qualificação da assistência em serviços públicos de saúde.</p> </div> </div>Priscilla Alcântara Dos SantosMonica Rabelo SantosFabiana Damacena Carvalho
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2026-06-052026-06-05IMPACTO DE TECNOLOGIA EDUCATIVA DE BAIXO CUSTO NO LETRAMENTO EM SAÚDE NO AUTOCUIDADO DOS PÉS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Analisar o efeito de uma tecnologia educativa de baixo custo, mediada por folder ilustrado, sobre o letramento funcional em saúde aplicado ao autocuidado dos pés em pessoas com Diabetes Mellitus (DM) na Atenção Primária à Saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo quase-experimental, do tipo antes e depois, realizado com 198 indivíduos com DM em Unidades de Saúde de Pouso Alegre (MG). A intervenção consistiu na mediação educativa, em sala de espera, a partir de folder construído com base no “Algoritmo do Pé em Diabetes”. O material foi elaborado com linguagem simplificada e suporte de inteligência artificial generativa (OpenAI) para criação de imagens ilustrativas, com o objetivo de favorecer a compreensão de conteúdos técnicos por indivíduos com baixo letramento em saúde. O letramento em saúde foi avaliado pelo Short Assessment of Health Literacy for Portuguese Speaking Adults (SAHLPA-18) e o desfecho foi o conhecimento aplicado ao autocuidado, mensurado por instrumento do tipo “mitos e verdades”, composto por afirmações relacionadas às práticas de cuidado, aplicado imediatamente antes e após a intervenção educativa. O folder construído, encontra-se no link: https://www.canva.com/design/DAGs46hZoTA/mbenys0yl_OS2k5auudg7Q/view?utm_content=DAGs46hZoTA&utm_campaign=designshare&utm_medium=link2&utm_source=uniquelinks&utlId=h325d56e231. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética (parecer nº 7.650.737). </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p data-start="358" data-end="639">Foram avaliados 198 indivíduos com DM, condição de elevada magnitude e impacto nos sistemas de saúde¹,². Observou-se alta prevalência de letramento em saúde inadequado (68%; n=135), evidenciando limitação na capacidade de compreender e aplicar informações no manejo da doença³,⁴.</p> <p data-start="358" data-end="639">No momento pré-intervenção, verificou-se baixo desempenho no reconhecimento de práticas adequadas de autocuidado dos pés, especialmente relacionadas à inspeção diária, cuidados com a pele e escolha de calçados. Após a intervenção educativa, houve aumento expressivo no conhecimento, com elevação da média de acertos de 11 para 15 pontos (máx.=17), representando ganho relevante no desempenho.</p> <p data-start="1037" data-end="1413">Para além do incremento quantitativo, observou-se mudança no padrão de respostas, com maior acerto em itens que exigiam julgamento prático, indicando avanço na capacidade de aplicação do conhecimento . Destaca-se que esse efeito ocorreu mesmo entre participantes com baixo letramento, sugerindo redução de barreiras cognitivas previamente estabelecidas.</p> <p data-start="1415" data-end="1811">Adicionalmente, identificaram-se fatores de risco para complicações, como controle glicêmico irregular, sintomas sugestivos de neuropatia periférica e lacunas nas práticas de autocuidado, incluindo ausência de inspeção regular dos pés e comportamentos de risco. Esses achados evidenciam a coexistência de vulnerabilidades clínicas, comportamentais e cognitivas na população estudada.</p> <p data-start="1813" data-end="2050">De forma integrada, os resultados indicam que a intervenção contribuiu não apenas para ampliar o conhecimento, mas para favorecer sua conversão em decisões práticas no cuidado diário, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade⁵.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span lang="PT">A intervenção educativa demonstrou impacto imediato no letramento funcional em saúde aplicado ao autocuidado dos pés, mesmo em uma população com alta prevalência de baixo letramento. Os achados indicam que estratégias educativas mediadas por linguagem acessível e recursos visuais favorecem a tradução do conhecimento em decisões práticas no cotidiano do cuidado. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Para a estomaterapia, o estudo reforça o papel do enfermeiro como mediador do conhecimento e agente estratégico na prevenção de complicações evitáveis, destacando a relevância de intervenções educativas acessíveis e aplicáveis na Atenção Primária à Saúde.</p> </div> </div>Yasmim Aurora Ribeiro LemosJessica De Aquino Pereira
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2026-06-052026-06-05EFEITO DA FOTOBIOMODULAÇÃO COMO ADJUVANTE NO TRATAMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO: ESTUDO DE CASOS MÚLTIPLOS
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p> </p> <p>A lesão por pressão (LP) pode ser definida como um dano à pele e ao tecido mole subjacente e profundo, geralmente sobre uma proeminência óssea, como resultado de uma pressão prolongada e/ou intensa, de forma isolada ou combinada com força de cisalhamento. As causas de LP são multifatoriais e complexas, que podem ser desencadeadas por fatores extrínsecos, como a permanência do indivíduo na mesma posição por um período prolongado, e fatores intrínsecos, como a desnutrição, insuficiência vasomotora, vasoconstrição periférica, alterações do índice de massa corporal (IMC), presença de doenças crônicas, incontinência urinária e fecal. Atualmente, o tratamento das feridas tem como destaque a atuação dos enfermeiros, que muito tem contribuído para o avanço e sucesso dele. O uso de fotobiomudulação vêm crescendo nos mais diversos casos de LP devido sua eficácia de modelação do processo inflamatório, reduzindo citocinas pró-inflamatórias e aumentando as inflamatórias, além de fatores estimuladores que aperfeiçoam o reparo tecidual. O presente trabalho tem por objetivo descrever os efeitos da aplicação da fotobiomodulação com laser em lesões por pressão em dois casos clínicos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de uma pesquisa do tipo caso clínico, que foi realizada com duas pessoas inscritas no Serviço de Atendimento Domiciliar de um Hospital Terciário de uma cidade no interior do estado de São Paulo</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Os resultados apontaram uma melhora significativa nas LP, tanto no aspecto tanto quanto ao tamanho, além de ter contribuído para melhora do exsudato. </p> <div class="t pg-2m0 pg-2x1 pg-2h4 pg-2y1b pg-2ff2 pg-2fs0 pg-2fc0 pg-2sc0 pg-2ls0 pg-2ws0"><span class="pg-2ff1">O manejo para a cicatrização de lesões é um desafio para os </span></div> <div class="t pg-2m0 pg-2x1 pg-2h3 pg-2y1c pg-2ff1 pg-2fs0 pg-2fc0 pg-2sc0 pg-2ls0 pg-2ws0">profissionais da Enfermagem, visto que este processo é bastante complexo e envolve</div> <div class="t pg-2m0 pg-2x1 pg-2h3 pg-2y1d pg-2ff1 pg-2fs0 pg-2fc0 pg-2sc0 pg-2ls0 pg-2ws0">fenômenos fisiopatológicos, ainda mais em situações em que as feridas podem ser</div> <div class="t pg-2m0 pg-2x1 pg-2h3 pg-2y1e pg-2ff1 pg-2fs0 pg-2fc0 pg-2sc0 pg-2ls0 pg-2ws0">crônicas e/ou infectadas. A FBM atua como uma terapia adjuvante ao tratamento dos</div> <div class="t pg-2m0 pg-2x1 pg-2h3 pg-2y1f pg-2ff1 pg-2fs0 pg-2fc0 pg-2sc0 pg-2ls0 pg-2ws0">pacientes que apresentam LPP e se torna mais uma ferramenta para auxiliar nos cuidados</div> <div class="t pg-2m0 pg-2x1 pg-2h3 pg-2y20 pg-2ff1 pg-2fs0 pg-2fc0 pg-2sc0 pg-2ls0 pg-2ws0">aos pacientes, pois apresenta ação anti-inflamatória e analgésica, antimicrobiana e</div> <div class="t pg-2m0 pg-2x1 pg-2h3 pg-2y21 pg-2ff1 pg-2fs0 pg-2fc0 pg-2sc0 pg-2ls0 pg-2ws0">favorece o crescimento dos tecidos de granulação e epitelização</div> </div>Halina MirandaDaniele Cristina Garbuio
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2026-06-052026-06-05CUSTO-EFETIVIDADE DE CURATIVO PÓS-OPERATÓRIO COM TECNOLOGIA DE LIGAÇÃO BACTERIANA NA PREVENÇÃO DE ISC
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>As infecções de sítio cirúrgico (ISC) permanecem entre as complicações mais relevantes da assistência cirúrgica, com impacto sobre a morbidade, o tempo de internação, o uso de antimicrobianos e os custos hospitalares. Embora diversas estratégias preventivas estejam descritas na literatura, a incorporação de tecnologias assistenciais na prática clínica exige, além de evidências de efetividade, análises que considerem o contexto epidemiológico e econômico das instituições de saúde. Nesse cenário, curativos com tecnologia de ligação bacteriana, como o Leukomed Sorbact, têm sido estudados como alternativa para a redução de ISC, com potencial contribuição para a segurança do paciente e a sustentabilidade dos serviços de saúde.<br>Desenvolver uma calculadora de custo-efetividade para apoiar a avaliação da padronização do Leukomed Sorbact com controle microbiano no pós-operatório cirúrgico, comparando-o ao curativo pós-operatório simples quanto a custos assistenciais, infecções evitadas e impacto econômico hospitalar.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Estudo metodológico de desenvolvimento de ferramenta analítica em planilha eletrônica, estruturada para uso institucional e personalização conforme a realidade local. A calculadora foi organizada com campos de entrada para dados hospitalares, incluindo número de leitos, volume cirúrgico anual, taxa de infecção de sítio cirúrgico, tempo médio de permanência hospitalar, custo da hora de enfermagem e custos dos materiais utilizados no curativo convencional. Foram incorporados parâmetros clínicos e econômicos baseados em evidências científicas para estimar o impacto do uso do curativo Leukomed Sorbact, como redução relativa de ISC, dias adicionais de internação, custos associados ao uso de antibióticos e necessidade de curativos avançados no tratamento de feridas infectadas. A ferramenta contempla dois cenários de uso do curativo com Leukomed Sorbact: aplicação de uma unidade única ou de duas unidades por paciente, considerando troca em 24 ou 48 horas e manutenção subsequente no pós-operatório. O comparador corresponde ao curativo simples com trocas diárias durante a internação.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A ferramenta desenvolvida permite estimar, de forma automatizada, o custo total anual de cada estratégia, o número esperado de infecções de sítio cirúrgico, os dias adicionais de internação associados às complicações infecciosas e a economia líquida potencial decorrente da padronização do curativo. O modelo possibilita análise por tipo de cirurgia ou em cenário agregado, favorecendo sua adaptação a diferentes perfis institucionais. A inclusão de múltiplas fontes de evidência sobre a efetividade do Leukomed Sorbact amplia a flexibilidade da ferramenta e permite ajustes conforme o grau de conservadorismo adotado pela instituição, configurando-se como recurso de apoio à tomada de decisão clínica e gerencial.</p> <p>A construção de uma calculadora de custo-efetividade para a padronização do Leukomed Sorbact constitui uma estratégia prática para subsidiar decisões clínicas e administrativas no contexto da prevenção de infecção de sítio cirúrgico. A ferramenta possibilita estimar o impacto econômico e assistencial da tecnologia, contribuindo para processos de incorporação baseados em evidências. Sua aplicação pode apoiar a estomaterapia, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e a gestão hospitalar na adoção de práticas seguras, eficientes e sustentáveis, com potencial para melhoria dos desfechos cirúrgicos.</p> </div> </div>Jessica Rodrigues Vitorino Dantas
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2026-06-052026-06-05PADRONIZAÇÃO DE COBERTURAS COM PRATA NO CONTROLE DO BIOFILME EM LESÕES COMPLEXAS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2470
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência institucional da Comissão de Pele na padronização de cobertura com ação antimicrobiana para controle de biofilme em lesões complexas em hospital público do estado de Sergipe.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p data-start="557" data-end="927">Trata-se de relato de experiência institucional com foco no desenvolvimento profissional e na melhoria de processo assistencial, realizado em hospital público de alta complexidade. A Comissão de Pele atua na elaboração, implementação e monitoramento de protocolos assistenciais, com ênfase na padronização de coberturas, qualificação do cuidado e otimização de recursos.</p> <p data-start="929" data-end="1216">As lesões complexas representam importante desafio clínico, sobretudo pela presença de biofilme, definido como uma comunidade microbiana estruturada, aderida ao leito da ferida e capaz de rápida reorganização, dificultando o processo cicatricial e favorecendo a persistência da infecção.</p> <p data-start="1218" data-end="1515">Diante desse cenário, realizou-se avaliação clínica de lesões de difícil cicatrização, com indicação de cobertura de fibra poliacrilato poliabsorvente associada à matriz lipido-coloide impregnada com prata (TLC-Ag), reconhecida por sua ação no controle do exsudato e na desorganização do biofilme.</p> <p data-start="1517" data-end="1792">A intervenção incluiu monitoramento assistencial por 60 dias, com coleta de dados em prontuário em parceria com a equipe de enfermagem. Observou-se evolução clínica favorável, com redução de sinais infecciosos, melhora do leito da ferida e progressão do tecido de granulação.</p> <p data-start="1794" data-end="2100">Adicionalmente, evidenciou-se redução do tempo de permanência hospitalar, maior resolutividade do cuidado e otimização do tempo de enfermagem na realização de curativos. Os resultados subsidiaram a tomada de decisão institucional, culminando na padronização da cobertura para lesões complexas com biofilme.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p data-start="2168" data-end="2387">A padronização de coberturas com ação antimicrobiana demonstrou impacto positivo no controle do biofilme e na evolução clínica das lesões complexas, configurando-se como estratégia eficaz na qualificação da assistência.</p> <p data-start="2389" data-end="2695">Destaca-se o protagonismo da estomaterapia na incorporação de tecnologias baseadas em evidências, na educação permanente e na gestão do cuidado. Como contribuição, reforça-se a importância da atuação da Comissão de Pele na promoção de práticas seguras, custo-efetivas e sustentáveis no contexto hospitalar.</p> </div> </div>Priscilla Alcântara Dos SantosMonica Rabelo SantosFabiana Damacena CarvalhoPatricia De Carvalho FalcãoNorma Cecília Ribeiro
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2026-06-052026-06-05IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO PARA PREVENÇÃO DE MARSI EM UNIDADE ONCOLÓGICA CIRÚRGICA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência institucional da Comissão de Pele na implementação de protocolo para prevenção e manejo de lesões de pele relacionadas a adesivos médicos (MARSI) em unidade cirúrgica oncológica de hospital público.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p data-start="493" data-end="844">Relato de experiência institucional com foco na melhoria de processo assistencial, desenvolvido em unidade cirúrgica oncológica de hospital público de alta complexidade. O setor possui 10 leitos e média de 55 internações mensais, atendendo pacientes com elevada vulnerabilidade cutânea, associada à doença oncológica e aos tratamentos antineoplásicos.</p> <p data-start="846" data-end="1260">A implementação ocorreu no período de junho a dezembro de 2025, sendo conduzida pela Comissão de Pele por meio do ciclo de melhoria contínua PDSA (Plan-Do-Study-Act). Inicialmente, foi realizada análise situacional por auditoria das práticas assistenciais, com observações diretas em diferentes turnos, evidenciando fragilidades na avaliação da pele, na seleção e remoção de adesivos e nos registros em prontuário.</p> <p data-start="1262" data-end="1622">A partir desses achados, elaborou-se e implantou-se protocolo institucional contemplando avaliação de risco, preparo da pele, escolha adequada de adesivos e padronização das técnicas de aplicação e remoção. Foram desenvolvidas ações de educação permanente, incluindo capacitações teórico-práticas, reforço visual no setor e supervisão assistencial sistemática.</p> <p data-start="1624" data-end="2047">Após a implementação, observou-se melhoria nos processos de cuidado, com maior adesão às práticas seguras. Destacaram-se avanços na técnica de remoção de adesivos (70% para 77%), na avaliação da pele (87% para 90%) e na seleção adequada de materiais (75% para 81%). O preparo da pele manteve desempenho elevado. Os registros em prontuário apresentaram melhora discreta, permanecendo como principal fragilidade identificada.</p> <p data-start="2049" data-end="2217">A experiência contribuiu para a padronização das condutas, fortalecimento do trabalho em equipe e incorporação de práticas baseadas em evidências no cuidado com a pele.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p data-start="2285" data-end="2582">A implementação do protocolo demonstrou impacto positivo na qualificação da assistência e na organização dos processos relacionados à prevenção de MARSI. Evidencia-se o papel da estomaterapia na condução de estratégias de educação permanente, gestão do cuidado e promoção da segurança do paciente.</p> <p data-start="2584" data-end="2899">Como contribuição, destaca-se a importância da padronização das práticas, do monitoramento contínuo de indicadores e da sustentabilidade das ações para consolidação das melhorias assistenciais. Ressalta-se a necessidade de aprimoramento dos registros em prontuário como componente essencial da qualidade do cuidado.</p> </div> </div>Monica Rabelo SantosPriscilla Alcãntara Dos SantosFabiana Damacena Carvalho
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2026-06-052026-06-05FERIDAS DECORRENTES DE AUTOMUTILAÇÃO EM PESSOAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2472
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever as feridas decorrentes de automutilação em pessoas com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo descritivo, caracterizado por uma revisão integrativa de literatura, a qual foi realizada nas bases de dados PubMed, Lilacs e Embase, utilizando os seguintes descritores: transtorno do espectro autista e automutilação, sendo incluídos estudos publicados entre os anos de 2021 e 2026, com textos disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram excluídos artigos duplicados e aqueles que não descreviam o tipo de ferimento causado durante o episódio de automutilação. Não foram incluídas publicações sobre automutilação em outras populações e em outros idiomas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal">Foram encontrados 94 estudos na base de dados PubMed, 4 na Lilacs e 121 na Embase, totalizando 219 publicações. Após a leitura do título e resumo, foram incluídos 51 artigos no presente estudo. As feridas decorrentes de automutilação descritas pelos autores, consistiram em queimaduras, arranhaduras, mordidas em unhas, peles e dedos, ferimentos contusos por bater a cabeça contra superfície e feridas cortantes na pele. Como consequência destes atos, os indivíduos podem desenvolver ansiedade, depressão e até mesmo tentar suicídio. A automutilação está relacionada especialmente à dificuldade na comunicação social e sobrecarga sensorial, onde os pacientes com TEA eventualmente não conseguem expressar sentimentos como raiva e frustração, entrando em sofrimento psíquico, podendo apresentar o comportamento destrutivo.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>As feridas por automutilação em pessoas com Transtorno do Espectro Autista descritas foram queimaduras, arranhaduras, mordidas, contusão e feridas cortantes </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal">O atendimento às pessoas com TEA é um desafio pois há muitas questões relacionadas à comunicação social, rigidez comportamental e sobrecarga sensorial. Estudos sobre feridas nesta população são escassos, portanto, este trabalho visa elucidar os tipos de feridas presentes em caso de automutilação e contribuir para que o enfermeiro estomaterapeuta esteja atento às demandas específicas ao realizar a prevenção e tratamento de feridas destes pacientes</p> <p> </p> </div> </div>Daniela Tinti Moreira BorgesHélio Martins Do Nascimento FilhoFlavia Carla Takaki CavichioliAliane Aparecida Azevedo ChignolliElisângela Soares Da Silva ReisFabíola Arantes Do NascimentoFernando De Almeida BorgesAlfredo Gragnani
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2026-06-052026-06-05PELES NEGRAS NO ENSINO E AVALIAÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2473
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Discutir, a partir da literatura, acerca dos referenciais tradicionais do ensino e avaliação de lesão por pressão em peles negras.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, de abordagem descritiva e qualitativa, realizado a partir de artigos científicos indexados nas bases PubMed e PubMed Central, além de documento técnico do COREN-BA. A análise do material ocorreu por leitura crítica e organização temática dos achados<strong id="docs-internal-guid-9a50f7cd-7fff-46fa-1768-247503b4ad33"> </strong>relacionados à avaliação e prevenção de feridas em pessoas de pele preta.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Encontrou-se na literatura que, em diversos contextos de ensino, há o foco em explicações acerca de doenças em pele branca, entretanto, as doenças apresentam manifestações diferentes na pele negra1 que fica sub representada devido ao foco em outros tipos de pele. Essa premissa representa um problema de saúde pública nacional, visto que a maioria da população brasileira apresenta pele escura negra, alcançando 49,5% 2. No contexto das lesões por pressão, muitas vezes, para o paciente de pele negra, o tratamento é atrasado devido à falta de visualização da lesão. Apesar de existirem materiais de orientação3, esses não são amplamente divulgados, gerando a subrepresentação dos cuidados com a pele negra. Em muitos casos, em aulas de graduação, há o foco da avaliação de lesão por pressão em<strong id="docs-internal-guid-c416f845-7fff-68c1-bf34-1c93b527e22b"> </strong>peles brancas, e quando o aluno vai ao campo prático, não consegue reconhecer sinais de hiperemia, a exemplo, estágio um da lesão por pressão em pele escura. Quando nota-se, já está em estágios avançados, gerando implicações negativas ao sócio-emocional do paciente e econômicas ao serviço de saúde que irá dispor de internações mais longas<strong id="docs-internal-guid-c416f845-7fff-68c1-bf34-1c93b527e22b">.</strong></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p dir="ltr"> A presente reflexão evidencia que a desvalorização da pele negra no ensino impacta diretamente na piora clínica do paciente. Considerando a forte miscigenação do brasil, no qual a população é majoritariamente composta por pessoas negras, o ensino da avaliação de lesão por pressão impacta diretamente, sendo , necessárias medidas e implementações durante o ensino na graduação nas instituições de ensino superior (IES). A partir disso, fica evidente reconhecer a importância e a adequação do ensino em promover a formação de estudantes capazes de identificar lesões em estágios iniciais, permitindo um tratamento, um treinamento efetivo, no cuidado melhor na assertividade e serviços de saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Portanto, uma remodelagem de ensino e avaliação de lesões por pressão em peles negras é de suma importância, urgindo-se a necessidade de elaborar escalas e protocolos nacionais que considerem a cor da pele da maioria da população, promovendo uma assistência mais integrada e a segurança do paciente, que terá atenção especializada.</p> </div> </div>Sarah Beatriz Pinto BezerraJoão Thadeu Da SilvaAurilene Lima Da SilvaMaria Beatriz Nunes De CarvalhoVictoria Souza De OliveiraRhanna Emanuela Fontenele Lima De Carvalho
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2026-06-052026-06-05MANEJO DE DEISCÊNCIA CIRÚRGICA PÓS-APENDICECTOMIA COM L-PRF E TECNOLOGIA DACC: RELATO DE CASO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2474
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência clínica no manejo de deiscência cirúrgica pós-apendicectomia, destacando o preparo do leito da ferida e o uso da terapia regenerativa com Fibrina Rica em Plaquetas e Leucócitos (L-PRF) associada à tecnologia DACC.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Relata-se o caso de paciente do sexo masculino, 35 anos, portador de hipertensão e obesidade, no 15º dia pós-operatório de apendicectomia, que apresentou deiscência após a retirada dos pontos. Na admissão (19/05/2025), a lesão localizada no quadrante inferior direito media 7x3x2 cm, sendo classificada como Grau 2 pelo sistema <em>Surgical Wound Dehiscence</em> da WUWHS (tecido subcutâneo exposto, sem fáscia visível). O leito cavitário apresentava 70-80% de esfacelo amarelado aderido e exsudato moderado, sem sinais de infecção clínica. O preparo do leito na fase inflamatória seguiu o consenso internacional de higiene da ferida, utilizando sabonete e solução de PHMB 0,2%, associados à malha de captação bacteriana (tecnologia DACC). As trocas ocorreram a cada quatro dias até 02/06/2025, quando se obteve 100% de granulação. Com a transição para a fase proliferativa, iniciou-se a terapia regenerativa. Para a obtenção da Matriz de PRO-PRF, procedeu-se à coleta de sangue periférico em tubos sem aditivo (tampa branca), processados em centrífuga de rotor fixo sob o protocolo PRO-PRF (5 minutos em forças sequenciais de 60g, 200g e 700g). Após a aspiração da fase líquida rica em células, o material resultante foi depositado em <em>fibrin plate</em> para polimerização, formando a Matriz de PRO-PRF utilizada no preenchimento da cavidade. Este biomaterial atuou como Matriz Extracelular (MEC) provisória, proporcionando liberação sustentada de fatores de crescimento para a livre proliferação de fibroblastos, queratinócitos e macrófagos reparadores (M2), aliada à ação antimicrobiana dos leucócitos viáveis. Como cobertura secundária, manteve-se a tecnologia DACC, assegurando controle microbiano com zero citotoxicidade e prevenindo resistência bacteriana. Com a instituição da terapia regenerativa, o intervalo das trocas de curativo foi ampliado para oito dias. A intervenção promoveu rápida contração das bordas e reepitelização, culminando na alta por cura clínica em 50 dias (08/07/2025). Estudo descritivo do tipo relato de caso, realizado em ambulatório de estomaterapia público e privado conjuntamente, localizados no interior de Pernambuco, aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 7.241.877).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A atuação do enfermeiro estomaterapeuta foi decisiva para o desfecho favorável. A associação do rigoroso preparo do leito com soluções de PHMB à inovação da terapia regenerativa com L-PRF demonstrou alta eficácia clínica. O protocolo específico de centrifugação otimizou a obtenção de um arcabouço biológico autólogo rico em fatores de crescimento, enquanto a tecnologia DACC assegurou o controle do biofilme. O caso reforça o protagonismo da Estomaterapia no manejo de complicações cirúrgicas, promovendo a cicatrização acelerada e a reabilitação do paciente por meio de práticas avançadas baseadas em evidências.</p> </div> </div>Michelle Nabuco Dos ReisJoel AzevedoFillipe Barbosa Dos Reis De LimaJefferson Nunes Dos SantosTatiane Mendes Araujo FerreiraRafaela Sales De OliveiraPatricia Rachel Dantas De Britto MartinsAdriana Silva Lino
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2026-06-052026-06-05PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS ACERCA DO CUIDADO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Conhecer a percepção dos enfermeiros acerca do cuidado prestado ao paciente com estomia de eliminação. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo descritivo com abordagem qualitativa, realizado em uma instituição hospitalar pública de Salvador, com treze enfermeiros. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semiestruturada visando conhecer, a partir da realidade vivenciada pelo enfermeiro, sua percepção acerca do cuidado ao paciente estomizado. Os dados foram analisados de acordo com a análise de conteúdo de Bardin e agrupados em categorias. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Tendo em vista os resultados encontrados foi possível conhecer a percepção do enfermeiro acerca da atenção ao estomizado. A partir desses resultados espera-se estabelecer novas propostas de ação com vistas à melhoria do cuidado prestado, bem como à criação de programas para um desempenho profissional mais seguro, além de poder contribuir com a formação e capacitação de enfermeiros de diferentes instituições. </p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Observou-se que existe uma preocupação dos enfermeiros em orientar o paciente e a família quanto aos cuidados com a estomia. Notou-se também uma deficiência na formação e capacitação do profissional enfermeiro, bem como algumas dificuldades e facilidades enfrentadas pelos enfermeiros no cuidado ao paciente com estomia</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Assim, com esse estudo, espera-se poder contribuir com a formação e a capacitação de enfermeiros de diferentes instituições de ensino, servindo como fonte de consulta e conhecimento aos educandos e profissionais de saúde. Objetiva-se, também, expandir tais saberes de modo a refletir em um cuidado de maior qualidade ao paciente com estomia. Por fim, esse trabalho visa colaborar, de forma positiva, com a instituição de saúde, a qual atende comumente pacientes estomizados, e com o enfermeiro, um dos profissionais de referência para esse cuidado. Acredita-se, ainda, que essa discussão não se encerra com esse estudo, mas aponta para a necessidade de ampliar os conhecimentos por meio de novas investigações que possam trazer acréscimos importantes na atenção ao paciente estomizado. </p> </div>Maria Luiza Santos Da SilvaFlaviana Santos De JesusMarcia Pereira Dos Santos
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2026-06-052026-06-05HORMONIOTERAPIA SEM ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL E RISCOS DE AFECÇÕES CUTÂNEAS EM PESSOAS TRANS: IMPLICAÇÕES PARA ESTOMATERAPIA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Analisar a associação entre o uso de hormonioterapia sem acompanhamento profissional e a ocorrência de afecções cutâneas em pessoas trans.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo transversal, com abordagem quantitativa, desenvolvido com transexuais da organização não governamental Astra - Direitos Humanos e Cidadania LGBT, localizada na cidade de Aracaju/Sergipe. Foram aplicados instrumentos de coleta de dados baseados em aspectos sociodemográficos e condições de saúde. Os dados foram estatisticamente pelo software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) 25,0 e a análise de Componente Principal (PCA) foi realizada por meio do programa Paleontological Statistics (PAST) 4.0. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Tiradentes com nº de parecer 5.742.860, CAAE: 61245522.7.0000.5371.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p dir="ltr">Participaram do estudo 58 transexuais, sendo 39,7% homens trans, 31,0% mulheres trans e 29,3% não-binários. Verificou-se que 50% dos participantes realizaram hormonioterapia, sendo que 41,4% destes não obtiveram acompanhamento profissional. Entre os usuários, 51,7% relataram efeitos adversos, com destaque para cefaleia e elevação da pressão arterial. A análise por PCA evidenciou agrupamentos nos quais a ausência de seguimento em saúde esteve associada a maior ocorrência de efeitos adversos, especialmente entre mulheres trans, corroborando achados da literatura sobre impactos da hormonioterapia na saúde geral dessa população⁴. </p> <p dir="ltr">A elevada frequência de uso hormonal sem supervisão e a presença de efeitos colaterais sugerem impacto potencial na integridade da pele. A hormonioterapia de afirmação de gênero está associada a alterações dermatológicas relevantes¹. Em homens trans, o uso da testosterona relaciona-se ao aumento da produção sebácea, acne e alopecia². Em mulheres trans, a utilização de estrogênio é associada à intensificação do risco de melasma, xerose e alterações de pigmentação¹<sup>,</sup>⁴. Tais condições podem ser agravadas na ausência de acompanhamento profissional¹. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p dir="ltr">O uso de hormonioterapia sem o acompanhamento de profissionais de saúde é frequente na população trans e associa-se ao aumento de efeitos adversos, com ênfase na elevação da pressão arterial, ocorrência de cefaleia e alterações dermatológicas¹,⁴. Esses dados evidenciam fragilidades no acesso aos serviços de saúde, reforçando o contexto de vulnerabilidade dessa população⁴.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">Ressalta-se a necessidade de ampliação do cuidado estomaterapêutico à população trans, com foco na avaliação da integridade cutânea, prevenção de lesões e manejo de alterações dermatológicas associadas à hormonoterapia¹<sup>,</sup>³, promovendo cuidado integral, inclusivo e baseado em evidências científicas.</p> <p> </p> </div>Vitória Teresa Pinto De OliveiraJessy Tawanne SantanaIndianara Gois CardosoRubens Riscala MadiManuela De Carvalho Vieira MartinsCláudia Moura De Melo
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2026-06-052026-06-05CONTROLE DE BIOFILME EM LESÃO PERIESTOMAL NEONATAL: ATUAÇÃO DO ESTOMATERAPEUTA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-ansi-language: PT-BR;">Descrever a atuação do enfermeiro estomaterapeuta no manejo de lesão periestomal complexa em neonato com enterocolite necrosante, enfatizando a utilização de tecnologia avançada no controle do biofilme e na otimização do processo cicatricial.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-ansi-language: PT-BR;">Relato de experiência realizado em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, envolvendo recém-nascido do sexo masculino, 3 meses de idade, com diagnóstico de sepse associada à enterocolite necrosante, evoluindo com perfuração intestinal e pneumoperitônio, submetido à confecção de estomia.</span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-ansi-language: PT-BR;">Durante a evolução clínica, identificou-se lesão periestomal associada à deiscência de sutura, presença de tecido desvitalizado (esfacelo), biofilme e elevada carga microbiana, além de exsudato seroso em moderada quantidade, configurando um microambiente desfavorável à cicatrização.</span></p> <p class="MsoNormal"><span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman',serif;">A conduta inicial consistia na utilização de gaze de rayon associada a óleo de girassol e laserterapia de baixa intensidade, sem resposta clínica satisfatória. Diante da complexidade da lesão e da ausência de evolução favorável, o enfermeiro estomaterapeuta instituiu o uso de cobertura avançada composta por fibras poliabsorventes associadas à prata, com ação no controle do biofilme, redução da carga microbiana e promoção de desbridamento mecânico por interação físico-química (atração eletrostática), contribuindo para a limpeza do leito da ferida e modulação do microambiente cicatricial.</span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-ansi-language: PT-BR;">Foram realizadas sete trocas de curativo em intervalo médio de 72 horas, no período de 20/02/2025 a 28/02/2025, com monitoramento contínuo da equipe assistencial previamente capacitada. A comunicação de intercorrências foi realizada de forma sistematizada, favorecendo a tomada de decisão rápida e segura.</span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-ansi-language: PT-BR;">Observou-se evolução clínica significativa, com redução do exsudato, remoção progressiva do esfacelo, controle da carga microbiana e início do processo de granulação tecidual, além de melhora das condições locais da deiscência periestomal. A intervenção possibilitou a modulação do microambiente da ferida, favorecendo a progressão do processo cicatricial.</span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR;">O presente estudo caracteriza-se como relato de experiência de natureza assistencial, sem intervenção experimental e sem identificação do paciente, garantindo anonimato e confidencialidade das informações. Dessa forma, conforme as normativas nacionais vigentes, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa/Sistema CEP/CONEP.</span></p> <p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-ansi-language: PT-BR;"> </span></p> <p data-start="892" data-end="1281"> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-ansi-language: PT-BR;">O manejo de lesões periestomais em neonatos críticos exige avaliação especializada e tomada de decisão baseada em evidências. A atuação do enfermeiro estomaterapeuta mostrou-se fundamental na escolha da cobertura adequada, no controle do biofilme e na condução do cuidado.</span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-ansi-language: PT-BR;">O uso de tecnologia avançada demonstrou impacto direto na evolução clínica, reforçando a importância da incorporação de coberturas específicas no contexto da terapia intensiva neonatal. Este relato contribui para a prática da estomaterapia ao evidenciar a efetividade de intervenções direcionadas ao leito da ferida, promovendo segurança do paciente, otimização do cuidado e melhores desfechos assistenciais.</span></p> </div>Ediléia De Jesus Sousa Barros
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2026-06-052026-06-05ASSOCIAÇÃO ENTRE DACC E TERAPIA POR PRESSÃO NEGATIVA NO MANEJO DE FERIDAS COMPLEXAS
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal"><span style="mso-ansi-language: PT-BR;">O manejo de feridas complexas exige estratégias eficazes para controle da biocarga microbiana. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão integrativa da literatura, as evidências científicas sobre a associação entre curativos contendo Cloreto Dialquilcarbamoil (DACC) e a terapia por pressão negativa no tratamento de feridas, com foco na prevenção de infecção e na promoção da cicatrização</span></p> <p class="MsoNormal"> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> <span style="mso-ansi-language: PT-BR;">Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, Scopus, ScienceDirect e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde). Foram utilizadas estratégias de busca combinando termos relacionados a DACC e terapia por pressão negativa, incluindo estratégias ampliadas para identificação de evidência indireta. Incluíram-se estudos publicados nos últimos 15 anos, nos idiomas inglês, português e espanhol. Após a remoção de duplicados e aplicação dos critérios de elegibilidade, os estudos foram analisados de forma descritiva.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span style="mso-ansi-language: PT-BR;">Foram incluídos 12 estudos, abrangendo estudos clínicos, relatos de caso, revisões e estudos experimentais. As evidências diretas sobre a associação entre DACC e terapia por pressão negativa ainda são limitadas, destacando-se estudo clínico recente que demonstrou redução da carga bacteriana e melhora do leito da ferida. As evidências ampliadas demonstram que o DACC atua por interação hidrofóbica, promovendo a remoção de microrganismos e interferindo na formação de biofilme, sem indução de resistência antimicrobiana. A terapia por pressão negativa apresentou benefícios bem estabelecidos, incluindo controle do exsudato, estímulo à formação de tecido de granulação e otimização do ambiente da ferida. </span></p> <p class="MsoNormal"><span style="mso-ansi-language: PT-BR;"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="mso-ansi-language: PT-BR;">A utilização de curativos com DACC associados à terapia por pressão negativa apresenta potencial benefício no manejo de feridas complexas, especialmente no controle microbiológico e do biofilme. Os achados sugerem melhora do leito da ferida e redução da carga bacteriana, embora a evidência disponível ainda seja limitada.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="mso-ansi-language: PT-BR;">Apesar dos resultados promissores, a associação entre DACC e terapia por pressão negativa ainda necessita de evidências robustas, especialmente provenientes de estudos clínicos de maior rigor metodológico. Para a estomaterapia, essa estratégia representa uma abordagem inovadora de cuidado especializado, contribuindo para o enfrentamento da resistência antimicrobiana, qualificação do cuidado baseado em evidências e principalmente a segurança do paciente.</span></p> </div>Fabiana AlmeidaVanessa Belan
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2026-06-052026-06-05SIMULAÇÃO EM SAÚDE SOBRE PREVENÇÃO DA LESÃO POR PRESSÃO
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência do oferecimento de um curso extracurricular sobre prevenção da lesão por pressão. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A atividade extracurricular “Simulação em saúde: prevenção da lesão por pressão”, aconteceu no centro de simulação de uma universidade pública do estado de São Paulo, com duração de duas horas e foi oferecida duas vezes, em dias distintos. A atividade foi parte de um estudo aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Os participantes foram 11 estudantes de enfermagem do segundo ano de graduação que concluíram a disciplina Fundamentos de Enfermagem. O cenário de simulação foi desenvolvido com base nas recomendações da International Nursing Association for Clinical Simulation and Learning e dos European Pressure Ulcer Advisory Panel, National Pressure Injury Advisory Panel e Pan Pacific Pressure Injury Alliance, além de ter sido validado em relação ao conteúdo. Os objetivos de aprendizagem do cenário foram: avaliar a pele, reposicionar o paciente, utilizar superfície de suporte e coberturas para a prevenção da lesão por pressão. O ambiente simulado foi uma enfermaria hospitalar. O tipo de simulação utilizada foi com paciente padronizado e o encenador foi um estudante de graduação treinado, seguindo a estratégia role play. O facilitador era um docente da área de Fundamentos de Enfermagem com domínio da simulação em saúde e do tema lesão por pressão. A experiência baseada em simulação foi desenvolvida em todas as suas fases: pré-briefing, cenário e debriefing. O debriefing foi realizado de forma estruturada no modelo <span style="color: #0a0a0a; background: white; mso-highlight: white;">GAS (Gather, Analyze, Summarize)</span>, oral, e com o facilitador sozinho. Os participantes expressaram sua opinião sobre a atividade, de forma livre, após terminarem o curso, e sugeriram que mais experiências baseadas em simulação fossem oferecidas durante as disciplinas curriculares institucionais. Também apontaram a importância do debriefing para a aprendizagem, a relevância da atividade para fortalecer conhecimentos, habilidades e atitudes e suas aplicabilidades nas futuras atividades práticas hospitalares. Consideraram a atividade enriquecedora, proveitosa e que deveria ocorrer mais vezes. Os participantes também demonstraram interesse em aprender sobre o tema tratamento da lesão por pressão por meio da simulação.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A simulação em saúde é uma estratégia de ensino potente para transformar a realidade educacional e assistencial, e foi benéfica para o ensino da prevenção da lesão por pressão. Ademais, oferece oportunidade de treinamento do cuidado de enfermagem em ambiente seguro fisicamente e psiquicamente para todos os envolvidos. A simulação tem o potencial de despertar interesse e motivação para a aprendizagem, desenvolver raciocínio clínico, integrar teoria e prática e fortalecer a autoconfiança dos participantes. O investimento estratégico em ações educativas baseadas em simulação voltadas aos estudantes de graduação apresenta potencial para aprimorar a qualidade da assistência e fortalecer a segurança do paciente, desde os estágios curriculares até a futura atuação profissional.</span></p> </div>Rodrigo Magri BernardesEdiély Silveira De LimaGabriely Cristina Dos Santos CruzIngrid Lima De SouzaSimone De Godoy Costa
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2026-06-052026-06-05DEMANDAS RELACIONADAS À ESTOMATERAPIA NA RADIOTERAPIA: EXPERIÊNCIA DE ENFERMAGEM EM SERVIÇO DE ALTA COMPLEXIDADE
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;">Relatar a experiência da equipe de enfermagem na identificação e manejo de demandas relacionadas à estomaterapia em pacientes submetidos à radioterapia em um centro oncológico de alta complexidade.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;">Trata-se de um relato de experiência fundamentado na prática assistencial de enfermeiras atuantes em um serviço de radioterapia de alta complexidade, a partir do levantamento das principais demandas e intervenções de enfermagem relacionadas à estomaterapia nesse contexto. </span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;">A radioterapia compromete a integridade cutânea e mucosa por meio de alterações microvasculares, hipóxia tecidual e fibrose, resultando em prejuízo da cicatrização e maior suscetibilidade ao desenvolvimento de feridas complexas. Esse cenário gera demandas relevantes nos eixos da estomaterapia (feridas, estomias e incontinências), exigindo cuidado especializado.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;">A radiodermatite destacou-se como uma das principais toxicidades, sendo manejada conforme protocolos institucionais baseados em classificações internacionais. As intervenções incluem hidratação da pele com produtos neutros, isentos de álcool, óleos e fragrâncias, aplicada três vezes ao dia, respeitando intervalo mínimo antes das sessões, além da orientação quanto à redução de fricção e exposição a agentes irritantes. Em casos mais avançados, utilizam-se coberturas atraumáticas, como silicone e espumas absorventes, associadas a terapias tópicas e avaliação especializada.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;">Foram também identificadas demandas relacionadas à incontinência urinária e fecal em pacientes submetidos à radioterapia pélvica, frequentemente associadas à cistite actínica e proctite actínica, demandando proteção da pele perineal, manejo da umidade, uso de dispositivos auxiliares e educação para o autocuidado.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;">Em pacientes submetidas à braquiterapia ginecológica, a estenose vaginal foi observada como complicação relevante, sendo orientadas medidas como uso de dilatadores vaginais, lubrificantes e cuidados locais, visando manutenção da elasticidade tecidual e conforto. Em pacientes traqueostomizados em tratamento de cabeça e pescoço, destaca-se a necessidade de adaptação de dispositivos, como a substituição de cânulas metálicas por plásticas, visando segurança terapêutica e prevenção de lesões cutâneas.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;">O serviço dispõe de possibilidade de discussão de casos e encaminhamento para ambulatórios especializados em feridas de alta complexidade, além de suporte de grupo institucional voltado à pele e estomias, favorecendo abordagem interdisciplinar. Realiza-se ainda acompanhamento pós-tratamento, com monitoramento remoto via telefone e e-mail, possibilitando identificação precoce e manejo oportuno de complicações.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 116%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-theme-font: minor-fareast; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A radioterapia configura-se como um campo relevante e complexo para demandas relacionadas à integridade cutânea, cicatrização, incontinências e cuidados com estomas. A atuação sistematizada da enfermagem, aliada ao suporte especializado, contribui para prevenção de agravos e melhoria dos desfechos clínicos, reforçando a inserção estratégica da estomaterapia na atenção oncológica.<strong> </strong></span></p> </div>Gustavo Nogueira Ribeiro SobralBruno Almeida De OliveiraErika Larissa De Almeida CamargoSabrina De Lucas Ramos NecyKatia Cristina TrigoLetícia Dos Santos
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2026-06-052026-06-05CONTROLE DA BIOCARGA BACTERIANA EM FERIDAS COM CURATIVOS CONTENDO DACC: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Analisar evidências científicas sobre o uso de curativos contendo DACC no controle da biocarga bacteriana em feridas</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Revisão integrativa da literatura, conduzida segundo a estratégia PICo. A busca foi realizada nas bases PubMed, LILACS (BVS) e SciELO, em fevereiro e março de 2026, sem restrição temporal. Foram utilizados descritores e termos relacionados a feridas, curativos hidrofóbicos, DACC e biocarga bacteriana, combinados por operadores booleanos. Incluíram-se estudos que avaliaram o uso de curativos contendo DACC em feridas ou modelos experimentais. O processo de seleção seguiu as recomendações do PRISMA, resultando na inclusão de 18 estudos.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal"><span style="mso-ansi-language: PT-BR;">Os estudos incluídos apresentaram diferentes delineamentos metodológicos. De forma consistente, evidenciou-se redução da biocarga bacteriana associada ao uso de curativos contendo DACC, tanto em modelos experimentais quanto em contextos clínicos. A interação hidrofóbica entre o curativo e os microrganismos favoreceu a remoção mecânica das bactérias durante as trocas. Microrganismos como <em>Staphylococcus aureus</em> e <em>Pseudomonas aeruginosa</em> foram frequentemente descritos. Estudos clínicos relataram melhora da evolução de feridas crônicas e cirúrgicas, com redução de sinais de colonização crítica.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="mso-ansi-language: PT-BR;">Curativos contendo DACC configuram uma estratégia eficaz e segura para o manejo da biocarga bacteriana em feridas, com potencial para otimizar a evolução clínica sem contribuir para a resistência antimicrobiana. Seu uso representa uma abordagem relevante para a prática em estomaterapia, especialmente no contexto do controle de colonização crítica.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Os achados reforçam a aplicabilidade clínica do DACC como alternativa segura no manejo local da carga microbiana, especialmente em cenários que demandam uso racional de antimicrobianos. Para a Estomaterapia, este estudo fortalece a prática baseada em evidências ao subsidiar a escolha de tecnologias terapêuticas adequadas ao perfil da ferida. Destaca-se o papel do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação clínica, na tomada de decisão e na implementação de estratégias eficazes de controle do biofilme e da biocarga bacteriana. Além disso, contribui para a padronização de condutas, qualificação da assistência e melhoria dos desfechos clínicos no cuidado de pessoas com feridas.</p> </div> </div>Vanessa Do Amaral Coltro BelanFabiana Nakashima Almeida
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2026-06-052026-06-05CUIDADO COM A PELE PERIESTOMA: ELABORAÇÃO DE FOLHETO INFORMATIVO BASEADO EM EVIDÊNCIAS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span id="docs-internal-guid-e4d6c918-7fff-2ea2-763b-b57685a57f1f">Analisar as evidências científicas disponíveis acerca das complicações da pele periestoma intestinal, com ênfase nos métodos de avaliação, prevenção e manejo, a fim de subsidiar a elaboração de um folheto educativo direcionado a profissionais de saúde, especialmente enfermeiros atuantes na assistência a pessoas com estomias intestinais.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span id="docs-internal-guid-41ee90d5-7fff-6662-e000-28cc3444113d">Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as recomendações do Joanna Briggs Institute e orientada pelo checklist PRISMA-ScR. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), utilizando descritores controlados em Ciências da Saúde relacionados à estomia, estomaterapia e protocolos clínicos, nos idiomas português, inglês e espanhol, combinados com o operador booleano “OR”. Foram incluídos estudos primários publicados entre 2022 e 2025, disponíveis na íntegra. Foram excluídos estudos secundários, relatos de caso, dissertações, teses e artigos duplicados. A seleção dos estudos foi realizada por dois revisores independentes, por meio da leitura de títulos, resumos e textos completos. O nível de evidência foi classificado conforme critérios da Agency for Healthcare Research and Quality.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span id="docs-internal-guid-1ea76890-7fff-a4a0-afed-b8ba7ef5a66b">Foram identificados 58 estudos, dos quais 14 compuseram a amostra final após aplicação dos critérios de elegibilidade. Observou-se predominância de estudos com nível de evidência IV e VI, além de um estudo classificado como nível II e um nível VII, evidenciando limitação quanto à robustez metodológica das pesquisas disponíveis. As principais complicações da pele periestoma identificadas incluíram dermatite periestoma, lesões associadas à umidade (PMASD), lesões relacionadas a adesivos médicos (PMARSI), infecções fúngicas, lesões mecânicas e complicações decorrentes de vazamentos do sistema coletor. Entre os fatores de risco mais frequentes destacaram-se a ausência de demarcação pré-operatória do estoma, inadequação do dispositivo coletor, características anatômicas desfavoráveis, presença de dobras cutâneas, e deficiência na orientação e no autocuidado. Intervenções educativas estruturadas, utilização de protocolos clínicos, algoritmos de decisão e instrumentos de avaliação padronizados demonstraram impacto positivo na redução das complicações e na melhoria da adesão ao tratamento. Com base na síntese das evidências, foi elaborado um folheto educativo estruturado em etapas, abordando definição, classificação, avaliação, principais complicações e condutas terapêuticas.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span id="docs-internal-guid-bfe2ea03-7fff-d042-962d-d2e51e950984">As complicações da pele periestoma intestinal são frequentes, multifatoriais e, em grande parte, evitáveis mediante assistência qualificada e baseada em evidências científicas. A revisão integrativa permitiu identificar estratégias eficazes de prevenção e manejo, contribuindo para a sistematização do cuidado e para a segurança do paciente.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p id="docs-internal-guid-d2167989-7fff-f9c5-5bec-a52da5104bfb" dir="ltr">O folheto educativo desenvolvido constitui uma ferramenta prática e acessível para profissionais de saúde, promovendo padronização das condutas, fortalecimento da educação em saúde e melhoria da qualidade da assistência, com potencial impacto na redução de complicações e na qualidade de vida das pessoas ostomizadas.</p> </div> </div>Camila Campos De CastroJaqueline Hélen VianaGeraldo Magela SaloméDr. Flávio Dutra Miranda
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2026-06-052026-06-05PROCESSO DE TRABALHO NO SASPO: ELABORAÇÃO DE UM CONCEITO-SÍNTESE A PARTIR DA PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Elaborar o conceito-síntese do processo de trabalho no Serviço de Atenção à Saúde da Pessoa Ostomizada , a partir da percepção de enfermeiros</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p data-start="295" data-end="677">Estudo qualitativo, de natureza descritivo-analítica, realizado com 24 enfermeiros atuantes em Serviços de Atenção à Saúde da Pessoa com Estomia no estado de Minas Gerais, Brasil. Os participantes foram recrutados por amostragem em bola de neve, no período de janeiro a abril de 2025, considerando como critério de inclusão a atuação mínima de seis meses no serviço. A coleta de dados ocorreu por meio de formulário eletrônico na plataforma <span class="whitespace-normal">Google Forms</span>, contendo questão aberta sobre o processo de trabalho no SASPO. O corpus textual foi composto por respostas discursivas, organizadas e submetidas à padronização linguística para análise. A análise lexical foi conduzida com suporte do software <span class="whitespace-normal">IRaMuTeQ</span>, utilizando estatística textual para identificação de frequências e relações de coocorrência entre palavras, complementada por análise de similitude. A interpretação dos dados foi orientada pela análise dos campos semânticos, permitindo a identificação de núcleos de convergência. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa, sob parecer nº 7.312.708/2024.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> </p> <p data-start="1446" data-end="1686">A análise evidenciou maior frequência dos termos: processo (F=18), assistência (F=15), cuidado (F=14), organização (F=13), paciente (F=12), trabalho (F=11), gestão (F=9), método (F=8), ações (F=8) e sistematização (F=7). A análise de coocorrência indicou forte articulação entre os termos “processo”, “organização” e “cuidado”, configurando o núcleo estruturante do conceito. A partir da convergência lexical e semântica, foram identificados seis núcleos: (1) organização do trabalho, (2) método e sistematização, (3) cuidado centrado na pessoa com estomia, (4) integração entre assistência e gestão, (5) intencionalidade das ações e (6) fundamentação ético-científica. Esses núcleos evidenciam que o processo de trabalho é compreendido como prática estruturada, que articula dimensões assistenciais, gerenciais e educativas, orientada por planejamento, raciocínio clínico e execução sistemática do cuidado, com foco na pessoa com estomia, no autocuidado e na reabilitação.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> O processo de trabalho no SASPO pode ser definido, a partir da percepção de enfermeiros, como um conjunto organizado, sistemático e intencional de ações técnico-científicas que integra cuidado, gestão e educação, orientado por método e fundamentação ética, com vistas à oferta de assistência individualizada, à promoção do autocuidado e à reabilitação da pessoa com estomia.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A elaboração do conceito-síntese contribui para o fortalecimento teórico da estomaterapia ao explicitar os elementos estruturantes do processo de trabalho no SASPO. Ademais, subsidia a organização das práticas assistenciais e gerenciais, favorece a padronização conceitual entre profissionais e serviços e orienta a qualificação do cuidado à pessoa com estomia. Também oferece base para o desenvolvimento de protocolos, instrumentos de avaliação e futuras investigações na área.</p> </div> </div>Patrícia Rosa Da SilvaClaudiomiro Da Silva AlonsoTaysa De Fátima GarciaSelisvane Ribeiro Da FonsecaJaqueline Almeida GuimarãesMaria De Lourdes De Freitas Gomes
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2026-06-052026-06-05USO DO PLASMA RICO EM PLAQUETAS NO TRATAMENTO DE FERIDAS COMPLEXAS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2484
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Identificar, por meio da literatura científica, a importância da utilização do plasma rico em plaquetas no tratamento de feridas complexas. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada em abril de 2026, com buscas nas bases de dados PubMed e SciELO, considerando publicações dos últimos cinco anos. Foram utilizados os descritores “<em>Platelet-Rich Plasma</em>” e “<em>Wound Closure Techniques</em>”, combinados pelo operador booleano “AND”. Incluíram-se estudos disponíveis na íntegra, nos idiomas português e inglês, sendo excluídos artigos duplicados ou de acesso restrito. Após a leitura dos títulos e resumos, os estudos selecionados foram analisados integralmente.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Os estudos analisados evidenciam que o uso do plasma rico em plaquetas apresenta contribuições significativas no tratamento de diferentes tipos de feridas complexas, como úlceras diabéticas em membros inferiores, úlceras venosas crônicas e lesões por pressão. Observa-se impacto positivo no aumento da taxa de fechamento completo das feridas, na redução do tempo de cicatrização e na diminuição das dimensões das lesões em diversas condições clínicas. Além disso, essa terapia demonstra benefícios no tratamento de úlceras neuropáticas associadas ao diabetes, incluindo melhora na formação do tecido de granulação, estímulo à reepitelização, redução da área e do volume das lesões e menor tempo para o reparo tecidual. Ademais, sua aplicação em feridas pós-operatórias contribui para a prevenção de infecções, devido à capacidade de liberação de fatores de crescimento que estimulam a angiogênese e a regeneração celular.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Diante do exposto, evidencia-se a relevância do uso do plasma rico em plaquetas no manejo de feridas complexas, uma vez que essa terapia favorece a regeneração tecidual e contribui para a prevenção de complicações. <br style="mso-special-character: line-break;"><!-- [if !supportLineBreakNewLine]--><br style="mso-special-character: line-break;"><!--[endif]--></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Os achados apresentam implicações importantes para a prática clínica e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Contudo, ressalta-se a necessidade de novos estudos que estabeleçam protocolos padronizados, que aprimorem as técnicas de aplicação e ampliem as evidências acerca da efetividade dessa abordagem em diferentes tipos de lesões.</span></p> </div> </div>Rayanne De Sousa BarbosaSayla Silva GomesMaria Jamile Ferreira Teixeira,Alana Silva Torres
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2026-06-052026-06-05STEWARDSHIP ANTIMICROBIANO EM FERIDAS: ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO ESTOMATERAPEUTA DA INDÚSTRIA NO CONTROLE DO BIOFILME
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Descrever a contribuição do enfermeiro estomaterapeuta da indústria na promoção de estratégias de antimicrobial stewardship e no controle do biofilme no cuidado de pessoas com feridas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>A resistência antimicrobiana constitui um importante desafio global, demandando a adoção de estratégias de stewardship antimicrobiano voltadas ao uso racional de antimicrobianos. No cuidado de pessoas com feridas, a presença de biofilme contribui para a persistência da inflamação e cronicidade das lesões, dificultando a cicatrização. Nesse contexto, estratégias locais direcionadas ao controle da carga microbiana têm sido incorporadas à prática clínica, destacando-se tecnologias com mecanismo de ação física, como materiais com revestimento hidrofóbico, capazes de promover a ligação e remoção de microrganismos do leito da ferida, sem liberação de agentes químicos, alinhando-se ao stewardship antimicrobiano.</p> <p>Diante desse contexto, as atividades foram desenvolvidas por meio da atuação do enfermeiro estomaterapeuta da indústria em ações de educação científica e suporte clínico junto a equipes assistenciais. Foram realizados treinamentos, discussão de casos clínicos e compartilhamento de evidências relacionadas ao manejo do biofilme, controle da carga microbiana e uso racional de antimicrobianos. As ações ocorreram em diferentes serviços e foram fundamentadas em recomendações internacionais, incluindo os princípios de wound hygiene e stewardship antimicrobiano.</p> <p>Como resultado, observou-se ampliação do conhecimento das equipes sobre biofilme, avaliação de sinais de infecção e estratégias de controle microbiano. Houve estímulo à reflexão clínica e à adoção de intervenções como desbridamento, manejo do exsudato e uso de tecnologias de cobertura com ação física voltadas ao controle do biofilme. As ações também favoreceram discussões estruturadas de casos clínicos, aprimorando o raciocínio clínico e a tomada de decisão no cuidado de feridas.</p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A atuação do enfermeiro estomaterapeuta da indústria contribui de forma significativa para a disseminação de práticas baseadas em evidências no cuidado de pessoas com feridas, favorecendo a adoção de estratégias voltadas ao controle do biofilme e ao uso racional de antimicrobianos. A integração entre educação científica, suporte clínico e inovação tecnológica fortalece a qualificação da prática assistencial e apoia a implementação de estratégias alinhadas aos princípios do antimicrobial stewardship, contribuindo para práticas de cuidado mais seguras, sustentáveis e efetivas no enfrentamento da resistência antimicrobiana.</p> </div>Vanessa Do Amaral Coltro BelanFabiana Nakashima Almeida
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2026-06-052026-06-05GESTÃO DA COMPLEXIDADE CLÍNICA EM LESÕES DE PELE POR MEIO DE MODELO DIGITAL ASSISTENCIAL
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Descrever o desenvolvimento de um modelo assistencial digital voltado à gestão da complexidade clínica em lesões de pele, com foco na padronização da avaliação, qualificação da tomada de decisão e otimização do uso do enfermeiro estomaterapeuta em diferentes cenários assistenciais.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Lesões de pele, especialmente lesões por pressão e feridas crônicas, representam um desafio persistente nos serviços de saúde, associado à variabilidade na avaliação clínica, inconsistência nas condutas terapêuticas e encaminhamento tardio de casos complexos. Esse cenário é agravado pela distribuição limitada de enfermeiros estomaterapeutas, frequentemente indisponíveis em tempo integral, impactando diretamente a qualidade assistencial e a eficiência operacional dos serviços.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Na prática assistencial, observa-se que a ausência de estruturas sistematizadas para avaliação e estratificação da complexidade clínica contribui para uso inadequado de recursos especializados, sobrecarga profissional e aumento do risco de desfechos desfavoráveis. Adicionalmente, a fragmentação dos registros clínicos compromete a rastreabilidade das decisões e limita a produção de indicadores confiáveis para gestão.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Diante desse contexto, foi desenvolvido um modelo assistencial digital estruturado para organização do manejo clínico de lesões de pele, fundamentado em diretrizes clínicas e na prática especializada em estomaterapia. O modelo organiza o fluxo assistencial em cinco componentes integrados: (1) registro clínico estruturado com variáveis relevantes; (2) triagem inicial mediada por sistema digital de apoio à decisão; (3) estratificação da complexidade clínica; (4) definição do nível de acompanhamento, incluindo suporte especializado quando indicado; e (5) sistematização de dados para geração de indicadores assistenciais e gerenciais.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A incorporação de suporte digital na triagem inicial favorece a padronização da avaliação e o direcionamento mais consistente das condutas, especialmente em contextos com menor disponibilidade de especialistas. Casos de maior complexidade são priorizados para avaliação do enfermeiro estomaterapeuta, promovendo uso mais racional desse recurso e maior segurança assistencial.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Destaca-se que a incorporação de tecnologia sem estrutura de decisão clínica tende a ampliar a variabilidade assistencial, e não reduzi-la, reforçando a necessidade de integração entre ferramentas digitais e modelos estruturados de raciocínio clínico.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">O modelo assistencial digital proposto apresenta potencial para qualificar a tomada de decisão clínica, reduzir a variabilidade assistencial e otimizar a utilização do enfermeiro estomaterapeuta em diferentes níveis de atenção. Ao estruturar a avaliação clínica e organizar o fluxo de cuidado com base na complexidade dos casos, contribui para maior eficiência assistencial, melhor alocação de recursos especializados e fortalecimento da governança clínica.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A proposta amplia a discussão sobre o papel dos sistemas de apoio à decisão na estomaterapia, destacando que a efetividade da tecnologia depende diretamente da qualidade da estrutura clínica que a sustenta.</span></p> </div> </div>Edson Maruyama DinizGleidson De Oliveira DutraJosé Luís Da Costa Alves De Souza
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2026-06-052026-06-05LESÃO RECORRENTE EM PÉ DE PACIENTE COM DIABETES PÓS-AMPUTAÇÃO: PREVENÇÃO SECUNDÁRIA, LONGITUDINALIDADE E ABORDAGEM INTERPROFISSIONAL
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p style="text-align: justify;">Relatar experiência acadêmica no acompanhamento do cuidado da pessoa com lesão no pé devido ao diabetes após amputação, com foco na prevenção secundária, na longitudinalidade da assistência e na importância do manejo interdisciplinar para qualificação do cuidado integral centrado na pessoa.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Trata-se de relato de experiência vivenciado durante atividade prática na Atenção Primária à Saúde. Foi acompanhado o caso de paciente idosa, com diabetes mellitus tipo 2 de longa evolução e controle glicêmico irregular, com histórico de amputação transfemoral prévia decorrente de ulceração infectada. Em visita domiciliar, identificou-se nova ulceração no membro contralateral, classificada como Wagner 3, com sinais clínicos de infecção, presença de tecido desvitalizado e odor fétido, indicando alto risco de progressão. A análise situacional foi fundamentada em diretrizes internacionais e nacionais para prevenção e manejo do pé diabético, enfatizando três pilares: rastreio sistemático do pé de risco, estratégias adequadas de offloading e seguimento longitudinal estruturado no pós-amputação. Observou-se desconhecimento da paciente sobre sinais de agravamento, medidas preventivas e uso de calçados terapêuticos, evidenciando fragilidades no autocuidado e na educação em saúde. Identificaram-se barreiras socioeconômicas, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e ausência de acompanhamento programado, comprometendo a continuidade do cuidado. Institucionalmente, verificou-se inexistência de protocolos formais para seguimento de pacientes de alto risco. No âmbito processual, observaram-se registros clínicos incompletos, ausência de sistematização da avaliação do pé de risco e inexistência de fluxos assistenciais para manejo precoce de novas lesões. O cuidado inicial envolveu desbridamento conservador para controle de biofilme, coleta de cultura para antibioticoterapia guiada e indicação de terapia de contato total como estratégia de redistribuição de pressão plantar. Aspectos fisiológicos da cicatrização, controle inflamatório e princípios ético-legais relacionados à autonomia e consentimento foram considerados na condução do caso. Destacou-se a atuação da equipe multidisciplinar na coordenação do cuidado, educação em saúde, prevenção de complicações e articulação entre os níveis assistenciais, favorecendo uma abordagem integral centrada na pessoa e não apenas na lesão ou doença.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p style="text-align: justify;">A experiência evidencia que pessoas com lesão no pé devido ao diabetes permanecem em risco elevado de novas ulcerações após amputações, exigindo vigilância contínua, prevenção secundária efetiva e acompanhamento longitudinal estruturado. Falhas no rastreio sistemático, descontinuidade assistencial e insuficiência de ações educativas favorecem recorrências evitáveis. Estratégias de prevenção secundária, offloading imediato, seguimento contínuo e protocolos institucionais são determinantes para reduzir amputações subsequentes. A Estomaterapia destaca-se como área estratégica na avaliação especializada do pé de risco, implementação de tecnologias de cuidado, educação para o autocuidado e organização de fluxos assistenciais seguros, atuando de forma integrada com a equipe multiprofissional e contribuindo diretamente para a segurança do paciente, integralidade do cuidado e qualidade da assistência.</p> </div> </div>Larissa LieberenzYasmim Alves Monteiro LimaGabriela Machado Bernardes De SousaLuciana Brasil Moreira De OliveiraMaria Clara Salomão E Silva Guimarães
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2026-06-052026-06-05COMPONENTES DO PROCESSO DE TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CUIDADO À PESSOA COM ESTOMIA EM SASPOS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Cambria Math'; color: black; mso-themecolor: text1; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: normal; mso-bidi-font-style: normal;">Identificar os componentes que estruturam o processo de trabalho de enfermeiros nos Serviços de Atenção à Saúde da Pessoa com Estomia. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Cambria Math'; color: black; mso-themecolor: text1; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: normal; mso-bidi-font-style: normal;">Estudo qualitativo, descritivo e exploratório, conduzido com 24 enfermeiros de Serviços de Atenção à Saúde da Pessoa com Estomia de Minas Gerais, selecionados por amostragem em bola de neve. A coleta ocorreu entre janeiro e abril de 2025, por meio de formulário eletrônico com questões abertas sobre organização do trabalho e práticas assistenciais. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo temática, com apoio do software Iramuteq, incluindo análise de similitude e identificação de comunidades temáticas. A categorização foi orientada pelos componentes do processo de trabalho em saúde: agentes, objetos, instrumentos, métodos e produtos. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 7.312.708/2024).</span><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Cambria Math'; color: black; mso-themecolor: text1; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-style: normal;"> </span></strong></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Cambria Math'; color: black; mso-themecolor: text1; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: normal; mso-bidi-font-style: normal;">Foram identificados cinco componentes do processo de trabalho: agentes, objetos, instrumentos, métodos e produtos. Nos agentes, destacaram-se enfermeiro, pessoa com estomia e equipe multiprofissional, com reconhecimento parcial do protagonismo do enfermeiro. Nos objetos, observou-se imprecisão conceitual, com deslocamento para finalidades como reabilitação e qualidade de vida. Quanto aos instrumentos, predominaram coletores, adjuvantes, formulários e conhecimentos técnicos, com baixa incorporação de tecnologias inovadoras. Nos métodos, evidenciaram-se avaliação clínica, educação em saúde e processo de enfermagem, porém de forma fragmentada e pouco sistematizada. Nos produtos, destacaram-se autonomia para o autocuidado, qualidade de vida, bem-estar e autoestima, com baixa menção à satisfação da pessoa com estomia. De forma geral, os achados revelam fragilidades conceituais e operacionais que comprometem a organização e a intencionalidade do cuidado. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; color: black; mso-themecolor: text1; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: normal; mso-bidi-font-style: normal;">Os achados evidenciam desarticulação entre os componentes do processo de trabalho, com repercussões na consistência e na intencionalidade do cuidado. Observa-se fragilidade na apropriação conceitual dos elementos que o estruturam, o que limita o protagonismo do enfermeiro e o alinhamento às diretrizes assistenciais. A predominância de práticas tradicionais e a baixa integração de referenciais teóricos e tecnológicos indicam limitações na organização do cuidado. Embora o autocuidado emerja como resultado relevante, aspectos relacionados à experiência e satisfação da pessoa com estomia permanecem pouco incorporados. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; color: black; mso-themecolor: text1;">Os resultados contribuem para a especialidade ao evidenciar lacunas na organização do processo de trabalho, orientando o aprimoramento da prática clínica e o fortalecimento do papel do enfermeiro estomaterapeuta. Ao destacar a necessidade de domínio conceitual e metodológico, reforçam a importância da especialização e da qualificação do ensino, favorecendo a consolidação de práticas mais estruturadas, resolutivas e alinhadas às demandas da pessoa com estomia nos serviços especializados.</span></p> </div> </div>Patrícia Rosa Da SilvaClaudiomiro Da Silva AlonsoFernanda Soares De JesusFelizarda Rodrigues SantosMaria De Lourdes De Freitas GomesCátia Sueli PalmeiraRoberta Mendonça Viana
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2026-06-052026-06-05LESÃO NO PÉ DA PESSOA COM DIABETES: SIMULAÇÃO REALÍSTICA, FORMAÇÃO INTERPROFISSIONAL E CUIDADO INTEGRAL
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2489
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p style="text-align: justify;">Analisar criticamente a experiência do uso da simulação realística no treinamento de estudantes de enfermagem e medicina sobre o cuidado da lesão no pé da pessoa com diabetes mellitus tipo 2.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p style="text-align: justify;">Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido a partir de simulação clínica de alta fidelidade como estratégia inovadora no contexto da graduação em Enfermagem e Medicina, especialmente no ensino do tratamento de feridas. O cenário envolveu paciente masculino fictício, 62 anos, com diabetes mellitus tipo 2 há 15 anos, hipertensão arterial sistêmica e tabagismo ativo, permitindo vivência prévia e segura antes do contato com o paciente real. Foram analisados dados clínicos, achados semiológicos, condutas adotadas e sua conformidade com recomendações de diretrizes internacionais para manejo do pé diabético, incluindo as orientações do International Working Group on the Diabetic Foot, da Wounds International e da Associação Brasileira de Estomaterapia, além da integração entre diferentes áreas profissionais no cuidado.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O paciente apresentou úlcera em antepé direito há aproximadamente 60 dias, medindo 2,5 cm, com bordas maceradas, hiperemia periférica, odor fétido leve e sinais sugestivos de biofilme. Relatava glicemias frequentemente superiores a 250 mg/dL e uso irregular de antidiabéticos. Ao exame, evidenciou-se perda de sensibilidade ao monofilamento de Semmes-Weinstein e pulsos periféricos diminuídos, indicando neuropatia periférica associada a possível comprometimento vascular. Identificaram-se falhas relevantes no processo assistencial, como ausência de registro sistematizado, uso de gaze seca inadequada para controle do exsudato, inexistência de avaliação da perfusão (ABI) e ausência de estratégias de offloading. A análise evidenciou fatores intrínsecos (hiperglicemia crônica, neuropatia, doença arterial periférica) e extrínsecos (pressão plantar contínua, manejo inadequado da umidade e ausência de protocolo institucional) que contribuíram para atraso cicatricial e aumento do risco infeccioso. O caso demonstra que a lesão no pé da pessoa com diabetes constitui evento multifatorial, associado a alterações metabólicas, neurológicas e vasculares, agravadas por falhas na avaliação clínica e no manejo local da ferida. A simulação possibilitou reconhecer a importância da atuação multidisciplinar e da comunicação interprofissional, favorecendo uma abordagem centrada na pessoa e não apenas na lesão ou doença, além de preparar os estudantes para atuação mais segura e resolutiva no cenário real.</p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p style="text-align: justify;">O estudo reforça o papel estratégico do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação especializada da ferida, na identificação de neuropatia e perfusão comprometida, na seleção de coberturas tecnológicas (como hidrofibras com prata), na indicação de desbridamento adequado e na implementação de estratégias de offloading. Destaca-se ainda a importância da educação terapêutica, do controle glicêmico rigoroso e da atuação integrada com clínica médica, endocrinologia e fisioterapia, evidenciando a relevância do trabalho multidisciplinar para o cuidado integral. A simulação demonstra caráter inovador na graduação, sobretudo na formação médica em tratamento de feridas, ao possibilitar desenvolvimento de competências clínicas, raciocínio diagnóstico e tomada de decisão baseada em evidências antes da prática com pacientes reais, contribuindo para redução de complicações, prevenção de amputações e qualificação da assistência em saúde.</p> </div>Larissa LieberenzYasmim Alves Monteiro LimaGabriela Machado Bernardes De SousaLuciana Brasil Moreira De OliveiraMaria Clara Salomão E Silva Guimarães
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2026-06-052026-06-05SOBRECARGA E ESTRATÉGIAS DE SUPORTE PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM ESTOMAS DEPENDENTES NA ATENÇÃO DOMICILIAR
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2490
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Sintetizar evidências científicas sobre a sobrecarga vivenciada por cuidadores de pessoas com estomias dependentes e identificar estratégias de suporte capazes de minimizar os impactos físicos, emocionais e sociais do cuidado contínuo, considerando as demandas complexas envolvidas na estomaterapia. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de uma revisão narrativa da literatura construída a partir de estudos de revisão e pesquisas originais que abordam a sobrecarga de cuidadores, os fatores que a influenciam e as modalidades de apoio disponíveis na atenção domiciliar. Foram incluídas revisões integrativas e estudos observacionais sobre dependência funcional, contemplando investigações que analisam o papel dos profissionais de saúde e os elementos associados ao estresse e ao desgaste físico e emocional desses cuidadores.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Os estudos mostram que a sobrecarga entre cuidadores é frequente e multifatorial, marcada por estresse elevado, sintomas depressivos e redução da qualidade de vida, sobretudo quando o cuidado é assumido sem suporte adequado. Essa sobrecarga se intensifica diante de fatores como alto grau de dependência da pessoa cuidada, dificuldades financeiras, falta de preparo técnico, ausência de apoio formal e isolamento social. Sentimentos de insegurança, medo e esgotamento são recorrentes entre cuidadores que não recebem orientações adequadas ou não têm acesso a programas estruturados. As evidências apontam que ações educativas, acompanhamento multiprofissional, grupos de apoio, fortalecimento do autocuidado e divisão das tarefas familiares contribuem para reduzir o desgaste. O uso de instrumentos de avaliação permite identificar precocemente níveis elevados de sobrecarga e orientar intervenções oportunas. No conjunto, os achados reforçam que o cuidado domiciliar impõe desafios significativos e requer estratégias contínuas e estruturadas de suporte ao cuidador.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Cuidadores de pessoas estomizadas dependentes enfrentam sobrecarga persistente, influenciada tanto pelas demandas físicas quanto pelos impactos emocionais e sociais da responsabilidade contínua. A prevalência e a persistência desse fenômeno evidenciam a necessidade de intervenções sistemáticas, apoio emocional e fortalecimento de redes de suporte para garantir a saúde do cuidador e a qualidade da assistência ao estomizado.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A estomaterapia deve reconhecer o cuidador como sujeito essencial no processo de cuidado, oferecendo orientação contínua sobre manejo do estoma, prevenção de complicações e organização das rotinas diárias. O estomaterapeuta atua como facilitador do autocuidado e do enfrentamento, desenvolvendo materiais educativos e estratégias de capacitação adequadas às necessidades individuais. A identificação precoce da sobrecarga possibilita intervenções que previnem o esgotamento e promovem bem-estar. Além disso, o fortalecimento de protocolos de cuidado domiciliar, a criação de grupos de apoio e a integração multiprofissional contribuem para reduzir a sobrecarga, aumentar a segurança e qualificar a prática da estomaterapia.</p> </div> </div>Cristhiane De Souza SilveiraRosaura Soares PaczekCarina Galvan
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2026-06-052026-06-05ATUAÇÃO DO ESTOMATERAPEUTA NA DEMARCAÇÃO PARA REPOSICIONAMENTO DA COLOSTOMIA EM HÉRNIA PARACOLOSTÔMICA: RELATO DE CASO
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Descrever a atuação do enfermeiro estomaterapeuta na demarcação pré-operatória para reposicionamento da colostomia em paciente com hérnia paracolostômica volumosa.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> <span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Trata-se de um relato de caso que aborda a importância da demarcação pré-operatória do sítio da estomia em paciente do sexo masculino, 71 anos, submetido à correção de hérnia paracolostômica volumosa associada à hérnia incisional, com necessidade de reposicionamento ipsilateral da colostomia.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">O paciente foi submetido, em 2020, à amputação abdominoperineal do reto por adenocarcinoma de reto baixo, com confecção de colostomia terminal definitiva no quadrante inferior esquerdo do abdome, sem demarcação pré-operatória. Realizou tratamento neoadjuvante com quimiorradioterapia, seguido de quimioterapia adjuvante.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">No seguimento, evoluiu com hérnia paracolostômica volumosa associada à hérnia incisional mediana, resultando em distorção anatômica, dificuldade na adaptação do equipamento coletor, dermatite periestomia recorrente e limitação para realização de colonoscopia completa para vigilância oncológica. Diante desse quadro, foi indicada correção cirúrgica das hérnias, com encaminhamento ao estomaterapeuta para a demarcação pré-operatória do novo sítio da estomia.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A demarcação foi realizada em setembro de 2025, no quadrante superior esquerdo do abdome, após avaliação dos acidentes anatômicos e dos fatores críticos para adequada exteriorização da estomia, com o paciente nas posições supina, sentada e ortostática. O procedimento apresentou elevada complexidade, em decorrência da hérnia volumosa e do abdome em avental. O paciente participou ativamente da escolha do local, sendo o procedimento realizado em conjunto com o cirurgião.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A cirurgia ocorreu no dia seguinte à demarcação, com reposicionamento adequado da colostomia no local previamente marcado pelo estomaterapeuta. No pós-operatório, observou-se boa adaptação ao equipamento coletor, ausência de complicações e aceitação do novo sítio da estomia, permitindo o retorno às atividades laborais e a realização de colonoscopia completa. O paciente assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, incluindo autorização para uso de imagem. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Espírito Santo, sob parecer nº 8.329.159.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">O presente relato de caso evidencia que a demarcação pré-operatória constitui etapa relevante para o sucesso cirúrgico, especialmente em contextos clínicos complexos, como o reposicionamento da estomia em pacientes com hérnia paracolostômica volumosa. A atuação do enfermeiro estomaterapeuta possibilita a escolha adequada do sítio de exteriorização, favorecendo melhor adaptação ao equipamento coletor, vedação eficaz e prevenção de complicações pós-operatórias<sup>2,3</sup>.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Estudos indicam que, a</span><span style="font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black; background: #FFFEFF;">pesar das melhorias nas técnicas cirúrgicas,</span><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;"> os procedimentos para confecção de estomias podem apresentar taxas de complicações entre 10% e 70%. Nesse contexto, evidências demonstram que a demarcação pré-operatória está associada à redução dessas complicações, incluindo hérnia paracolostômica e dermatites periestomia, além de promover maior independência no autocuidado e melhor qualidade de vida<sup>1,3,4</sup>. </span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">No campo da Estomaterapia, o relato reforça a importância da atuação do estomaterapeuta no cuidado pré-operatório, destacando a demarcação como prática segura, de baixo custo e baseada em evidências. Demonstra, ainda, seu papel na educação do paciente, no preparo emocional e na tomada de decisão compartilhada, contribuindo para a qualificação da prática multiprofissional e para melhores desfechos clínicos<sup>2,3</sup>.</span></p> </div> </div>Zulaina Zupeli MarianelliPaula De Souza Silva FreitasLuanna Dias De AssisGabriela Scaramussa Luz PandiniHeloísa Helena Camponez Bárbara Rédua
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2026-06-052026-06-05TOXICIDADE FINANCEIRA DA ESTOMIA: REVISÃO INTEGRATIVA E MODELO DE RISCO ECONÔMICO FAMILIAR
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2492
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="my-2 [&+p]:mt-4 [&_strong:has(+br)]:inline-block [&_strong:has(+br)]:pb-2">Sintetizar evidências sobre custos diretos e indiretos relacionados à estomia e propor a Escala de Toxicidade Financeira da Estomia (ETFE) como instrumento de estratificação de risco econômico familiar em serviços de estomaterapia.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Revisão integrativa de análises econômicas, coortes e estudos de custos envolvendo pessoas com estomia em sistemas de saúde públicos e mistos. Critérios de inclusão: apresentação de valores monetários (mensais ou anuais), distinção de componentes de custo (equipamentos, internações, transporte, perda de produtividade) e, quando disponível, indicadores de impacto familiar (endividamento, cortes em despesas essenciais). A síntese organizou os dados em três domínios – custos diretos, custos indiretos e adaptação familiar – que fundamentaram a ETFE </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> No Brasil, em serviço do SUS em Minas Gerais, o custo anual médio foi de R$ 2.159,68; presença de dermatite periestomal em cerca de 29% dos participantes aumentou as despesas em 35%, evidenciando o peso econômico das complicações evitáveis. Avaliação de custos em país europeu, por meio de análise de atividades, mostrou que complicações periestomais podem responder por 40–50% do custo total em determinados contextos, principalmente por consumo adicional de materiais e atendimentos não programados. Estudo de coorte nacional na Suécia e investigação dinamarquesa recente demonstraram que pessoas com estomia apresentam custos de saúde anuais aproximadamente 4–6 vezes superiores aos controles, com diferença mantida por pelo menos dez anos, impulsionada por readmissões, reoperações e maior uso de recursos especializados. Pesquisas qualitativas e inquéritos em oncologia mostram que a toxicidade financeira associa‑se a maior sofrimento emocional, pior qualidade de vida e até aumento de mortalidade, o que oferece paralelo conceitual robusto para a estomia. No contexto brasileiro, relatos indicam que mais de metade das famílias de pessoas estomizadas reduz gastos com alimentação, lazer ou educação e recorre a empréstimos para cobrir despesas com transporte, insumos adicionais e adaptações domiciliares. A ETFE sintetiza esses achados em três domínios: (1) custos diretos mensais; (2) custos indiretos (dias de trabalho perdidos, afastamentos, aposentadoria precoce, necessidade de cuidador remunerado); (3) adaptação familiar (cortes em despesas essenciais, endividamento e estresse financeiro percebido). Pontuações mais altas definem TFE moderada ou grave e prioridade para intervenções</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> </p> <p class="my-2 [&+p]:mt-4 [&_strong:has(+br)]:inline-block [&_strong:has(+br)]:pb-2">As evidências demonstram que a estomia pode desencadear<strong> </strong>Toxicidade Financeira<strong> </strong>prolongada, combinando despesas diretas, perda de renda e ajustes familiares dolorosos, o que justifica monitorização sistemática por meio da ETFE e políticas de proteção econômica focalizadas em famílias mais vulneráveis.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Na prática, a ETFE pode ser aplicada na primeira consulta e em revisões periódicas, permitindo ao estomaterapeuta identificar precocemente TFE moderada/grave e acionar estratégias custo‑efetivas: demarcação pré‑operatória universal, prevenção intensiva de complicações cutâneas, educação estruturada em autocuidado, telemonitorização para evitar internações e articulação com a assistência social para acesso a benefícios e programas de renda. Ao documentar sistematicamente a TFE e seus determinantes, a estomaterapia fortalece argumentos técnicos para ampliação de cobertura de insumos, inclusão de indicadores econômicos em protocolos de qualidade e defesa de políticas que tratem a estomia não apenas como condição clínica, mas como risco econômico e social evitável. </p> </div> </div>Adriana Pelegrini Dos Santos PereiraJoão Daniel De Souza MenezesMatheus Querino Da SilvaStela Regina Pedroso Vilela Torres De CarvalhoEmerson Roberto Dos SantosRita De Cassia Helu Mendonça RibeiroJúlio César AndréMikaell Alexandre Gouvea Faria
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2026-06-052026-06-05MATRIZ DE FIBRINA LEUCOPLAQUETÁRIA AUTÓLOGA NO TRATAMENTO DE FERIDAS: REVISÃO DE LITERATURA.
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2493
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Sintetizar evidências científicas acerca da aplicação da matriz de fibrina leucoplaquetária autóloga no manejo de feridas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em bases de dados científicos, PubMed, Scielo, BVS, LILACS e Google Acadêmico, e fontes institucionais como Ministério da Saúde e COFEN. Foram utilizados descritores extraídos do MeSH, sendo os principais: "Leukocyte-Rich Fibrin", "Platelet-Rich Fibrin", "PRF", "Regenerative Nursing", "Tissue Regeneration" e "Chronic Wounds", combinados por meio dos operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra, nos idiomas inglês e português. A análise dos dados foi realizada de forma qualitativa, por meio de seleção dos principais achados.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>A busca inicial resultou em 55 publicações. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade e a remoção de duplicatas, a amostra final foi composta por 23 artigos. A análise da literatura evidenciou que a Fibrina Leucoplaquetária Autóloga (FLA) atua como uma estrutura biológica dinâmica que mimetiza a matriz extracelular, sendo superior aos concentrados de primeira geração por permitir a liberação sustentada de fatores de crescimento e citocinas por até 14 dias<sup>2,4</sup>. A caracterização bioquímica da matriz revela alta concentração de leucócitos e plaquetas, elementos fundamentais para a modulação da inflamação e indução da angiogênese em leitos de feridas complexas<sup>4</sup>. Adicionalmente, a literatura destaca que o sucesso da terapia depende da padronização dos protocolos de centrifugação, onde o controle da força G e do tempo de centrifugação é determinante para a viabilidade celular e a arquitetura da malha de fibrina<sup>3,4</sup>. No que se refere a praticidade, é evidenciado que a FLA reduz o tempo de internação e a frequência de visitas ambulatoriais, pois potencializa a cicatrização tecidual e reduz a intensidade da dor². Com isso, há melhora na qualidade de vida dos pacientes e maior eficiência dos serviços de saúde, com liberação mais rápida de vagas assistenciais. Além disso, a FLA está associada à redução do custo médio por paciente em comparação aos métodos convencionais de tratamento de feridas, evidenciando importante custo-benefício e contribuindo para a otimização dos recursos, especialmente na rede pública<sup>1,5</sup>.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>A FLA se mostra uma alternativa terapêutica promissora no tratamento contra lesões de pele, promovendo a regeneração tecidual. A diminuição dos custos assistenciais<sup>5</sup>, melhora na qualidade de vida<sup>1</sup> e diminuição do tempo de cicatrização<sup>2</sup> são alguns dos benefícios evidenciados na literatura. Contudo, é imperioso ressaltar a necessidade de padronização dos protocolos de preparo e aplicação com vistas a fortalecer a segurança do uso dessa tecnologia na prática clínica da enfermagem regenerativa.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">A revisão contribui ao consolidar evidências sobre o uso da FLA como tecnologia inovadora no manejo de feridas complexas. A utilização desta tecnologia é respaldada por pareceres técnicos que reforçam a autonomia e competência do enfermeiro na aplicação de terapias regenerativas e na qualificação do cuidado. Além disso, a fundamentação em evidências qualifica o cuidado, promove a otimização de resultados clínicos e auxilia na gestão de custos em serviços de estomaterapia<sup>1,2,5</sup>.</p> <p> </p> </div> </div>Isabela Souza MendonçaRute Costa BritoMaria Carolina De Araújo AlvesNaiane Teles Lopes LimaVinícius Gonçalves De SouzaFernanda Leticia Frates CauduroAmanda Mesquita Mendes GonçalvesAndréa Mathes Faustino
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2026-06-052026-06-05MANEJO DE LESÃO TEGUMENTAR CAUSADA POR FERROADA DE ARRAIA EM PACIENTE INDÍGENA: RELATO DE CASO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2494
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar o caso de paciente indígena com ferida de difícil cicatrização decorrente de ferroada de arraia, atendido em ambulatório de enfermagem de referência em estomaterapia de um Hospital Universitário (HU) em Brasília, Distrito Federal.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de relato de caso desenvolvido a partir da vivência de acadêmicas de enfermagem em projeto de extensão de ação contínua, sob supervisão de enfermeiras e docentes. O estudo integra projeto guarda-chuva aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAEE: 93770625.7.0000.5558). Paciente indígena, etnias Ikpeng e Waurá, do território do Xingu no Mato Grosso, sexo masculino, 18 anos, encaminhado pelo Ambulatório de Saúde Indígena devido a lesão traumática em membro inferior direito ocasionada por ferroada de arraia. O ferrão do animal possui epitélio granular e camada mucosa, responsáveis pela liberação de veneno e substâncias que induzem inflamação, vasoconstrição e contaminação bacteriana<sup>1</sup>. A necrose tecidual induzida pelas toxinas prolonga a fase inflamatória e retarda a formação do tecido de granulação, tornando a ferida de difícil cicatrização<sup>2</sup>. Após o evento, o paciente realizou mais de seis esquemas de antibioticoterapia e a lesão foi acompanhada em ambulatório de sua região, utilizando-se exclusivamente pomada à base de colagenase. Na admissão no HU, a lesão apresentava área total de 15,84 cm². Observou-se bordas maceradas, irregulares e desniveladas, áreas de necrose de coagulação e tecido desvitalizado aderido ao leito. A conduta incluiu higienização do membro com água e sabão e da lesão com solução fisiológica 0,9%, seguida de desbridamento mecânico e instrumental, sem queixa dolorosa. A seleção das coberturas foi realizada conforme características da lesão considerando exsudato, carga microbiana, tecido desvitalizado e estado das bordas e pele perilesão<sup>3</sup>. Durante o tratamento, utilizou-se Hidrofibra com Prata, Malha com Matriz Cicatrizante neutra e com sais de prata, Matriz Cicatrizante TLC com octasulfato de sacarose, Compressa Antimicrobiana de Acetato impregnado com Cloreto de Dialquil Carbamoil (DACC) e Espuma com borda de silicone. Como terapias adjuvantes, instituiu-se Terapia Fotodinâmica (PDT) com substância fotossensibilizante (azul de metileno a 1%) associada à laserterapia com luz vermelha (9 J) visando o controle microbiano<sup>4</sup>. Ademais, foi empregada terapia de fotobiomodulação com comprimento de onda na faixa do vermelho, objetivando favorecer o reparo tecidual. Após a décima semana de tratamento, a lesão apresentou redução progressiva, com área total de 5,5 cm². Para acompanhamento evolutivo, realizou-se registros fotográficos e mensurações quinzenais da lesão, que cicatrizou completamente em aproximadamente 10 meses.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O tempo prolongado da cicatrização reflete o desafio metabólico em reverter a cronicidade da lesão, onde o desequilíbrio entre síntese e degradação do colágeno culminou em uma cicatriz hipertrófica<sup>2</sup> com remodelação progressiva. Foram fornecidas orientações quanto aos cuidados com a lesão e a pele perilesional, com ênfase na hidratação cutânea e fotoproteção local<sup>3</sup>. O estudo contribui ao evidenciar estratégias avançadas no manejo de feridas complexas, incluindo terapias adjuvantes e uso de coberturas especializadas na estomaterapia. Além disso, reforça a importância do cuidado culturalmente sensível e da prática baseada em evidências na assistência aos povos originários e comunidades tradicionais<sup>1</sup>.</p> </div> </div>Maria Carolina De Araújo AlvesMaria Clara Perez SaboiaBarbara Luiza Alves Dos SantosThaisa Da Silva Tavares CaixetaRute Costa BritoAndréa Mathes FaustinoAmanda Mesquita Mendes GonçalvesFernanda Leticia Frates Cauduro
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2026-06-052026-06-05PREVALÊNCIA DE FERIDAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: ASSOCIAÇÃO COM A ESCALA COELHO & SAVASSI
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2495
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Estimar a prevalência de feridas em usuários da APS de um município da região Centro-Oeste de Minas Gerais e analisar sua associação com a ERF-CS.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo observacional, transversal e descritivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, conduzido com pacientes com feridas cadastrados na APS. Foram identificados 45 casos, dos quais 32 participantes foram incluídos, avaliados por entrevista estruturada e aplicação da Escala de Risco Familiar de Coelho & Savassi.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p dir="ltr">A prevalência de pessoas com feridas neste estudo foi de 0,11%, equivalente a 1,1/1.000 habitantes. Predominaram idosos (65,6%), do sexo masculino (56,3%), com baixa escolaridade (62,5%) e renda de até um salário mínimo (62,5%). A maioria apresentava comorbidades (96,9%), sobretudo hipertensão arterial sistêmica (84,4%) e diabetes mellitus (53,1%). As etiologias mais frequentes foram úlcera venosa (46,9%), lesão por pressão (21,9%) e doença do pé relacionada ao DM (15,6%), localizadas principalmente nos membros inferiores (87,5%). O número de feridas por indivíduo variou de 1 a 5, totalizando 49 lesões (média de 1,53). O tempo de duração variou de 1 mês a mais de 30 anos. Quanto à ERF-CS constataram-se os seguintes estratos: <em>risco habitual</em> (n=8; 25,0%) - indivíduos com média etária de 65 anos, majoritariamente masculinos, sem comprometimento da mobilidade ou impacto de fatores comportamentais (tabagismo/etilismo); média de 1,4 lesões, predominando úlceras venosas em membros inferiores, cujo tempo de evolução foi de 3,2 anos. <em>Risco menor</em> (n=9; 28,1%) - participantes mais jovens (média de 61 anos), do sexo masculino, com múltiplas comorbidades, tabagismo e etilismo; a etiologia predominante foi de úlceras venosas recorrentes, com maior tempo de evolução (7 anos). <em>Risco médio </em>(n=11; 34,4%) - comorbidades, deficiência e maior exposição familiar ao uso de substâncias, predomínio de úlceras venosas e lesões persistentes (6 anos). <em>Risco maior</em> (n=4; 12,5%) - indivíduos mais idosos, com limitações funcionais, acamamento e comorbidades graves; destacaram-se as lesões por pressão recorrentes, especialmente em regiões calcânea, sacral e trocantérica, menor tempo de evolução (10 meses).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> A ERF-CS permite identificar fatores sociais, clínicos e ambientais que impactam a saúde familiar. A estratificação evidenciou perfis distintos, reforçando a necessidade de abordagens ampliadas no cuidado<strong id="docs-internal-guid-ec4e7c4f-7fff-256e-83b1-75f04e806d35">. </strong></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p dir="ltr">Os achados contribuem para a estomaterapia ao corroborar o modelo TIMERS, ao integrar características da lesão a fatores sistêmicos e psicossociais. Sugere-se a realização de estudos com amostras maiores para subsidiar, futuramente, a construção de escalas específicas de avaliação do risco de feridas na APS, baseadas em variáveis clínicas e sociodemográficas.</p> <p> </p> </div> </div>Jéssica Vendrúscolo Pessoa De CastroMaria Augusta De Moraes PedrosaMaria Clara Salomão E Silva Guimarães
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2026-06-052026-06-05CUIDADO EM ESTOMATERAPIA EM PACIENTE INDÍGENA COM LESÃO DE DIFÍCIL CICATRIZAÇÃO: RELATO DE CASO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2496
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência do cuidado em estomaterapia a um paciente indígena com lesão de difícil cicatrização, acompanhado em serviço ambulatorial de estomaterapia.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir da vivência de estudantes de enfermagem em um ambulatório de estomaterapia de um hospital universitário do Distrito Federal, no âmbito de um projeto de extensão de ação contínua (PEAC). O trabalho faz parte de um projeto de pesquisa guarda-chuva, que teve sua aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição sob o número CAEE: 93770625.7.0000.5558. O paciente, do sexo masculino, 66 anos, indígena, procedente do Mato Grosso, apresentava diagnóstico de diabetes mellitus insulinodependente e lesão complexa em membro inferior direito decorrente de Fasciíte Necrotisante, submetido a desbridamentos cirúrgicos. Priorizou-se a identidade cultural do paciente e suas formas de expressão, promovendo um cuidado centrado na pessoa e culturalmente seguro<sup>1</sup>. A Fascite Necrosante (FN) caracteriza-se como uma infecção rara, causada por germes aeróbicos e anaeróbicos, de evolução acelerada e alto risco de mortalidade, que acometem a pele, o tecido subcutâneo, a fáscia superficial, podendo atingir fáscia profunda. Em razão do suprimento sanguíneo limitado da fáscia, o processo infeccioso costuma favorecer a destruição progressiva. Essa patologia é predominante no sexo masculino e embora atinja todas as idades, pessoas de meia idade e idosos possuem maior chances de serem infectados. Dentre as principais comorbidades relacionadas à FN está a diabetes mellitus, o que demonstra a importância do diagnóstico precoce dessa doença crônica, muitas vezes silenciosa<sup>2</sup>. Na admissão ambulatorial, a lesão apresentava grande extensão, bordas irregulares, presença de tecido desvitalizado, biofilme, exsudato abundante e exposição tendínea. Ao longo do seguimento, foram realizadas intervenções como: higienização com solução antimicrobiana, desbridamento mecânico e instrumental, controle de biofilme, manejo do exsudato e escolha de coberturas adequadas, como hidrofibra com prata<sup>3</sup>, malha antimicrobiana com Cloreto de Dialquil Carbamoil (DACC)<sup>4</sup> e espumas de poliuretano. A malha com DACC controla feridas agudas e crônicas via interação hidrofóbica, capturando bactérias de forma rápida e irreversível<sup>4</sup>. Destaca-se a utilização da terapia fotodinâmica com azul de metileno a 1% associada à luz vermelha (9J), aplicada no leito e bordas da lesão, como estratégia adjuvante no controle microbiano e estímulo à cicatrização<sup>5</sup>. Observou-se a evolução clínica progressiva no período de 1 de outubro de 2025 a 19 de março de 2026, caracterizada por redução significativa das dimensões da lesão, passando de 29,5cm (altura) x 15cm (largura) para 8,3 cm (altura) x 6,9cm (largura), além de melhora do leito, com predomínio de tecido de granulação, epitelização nas bordas e ausência de sinais flogísticos. O cuidado incluiu ainda educação em saúde direcionada ao paciente e acompanhantes, considerando as especificidades socioculturais e a necessidade de continuidade do cuidado no contexto do paciente.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">A experiência evidenciou a complexidade do cuidado em estomaterapia, especialmente em contextos que envolvem demandas clínicas complexas e especificidades socioculturais. A valorização da identidade cultural apresentou-se como um elemento fundamental para o estabelecimento de vínculo e adesão ao tratamento, tendo em vista a singularidade do paciente. </p> <p> </p> </div>Natália Barbosa De OliveiraKathleen Kristine Lima OliveiraEmanuella França Da SilvaIsabella Cunha VictorFernanda Leticia Frates CauduroAmanda Mesquita Mendes GonçalvesAndréa Mathes Faustino
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2026-06-052026-06-05SIMULAÇÃO EM SAÚDE PARA APLICAÇÃO DO PLANO COLABORATIVO DE CUIDADOS EM PESSOAS COM ESTOMIA INSTESTINAL
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2497
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span id="docs-internal-guid-1151b781-7fff-948e-b24c-5f060639a92b" style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Construir cenário de simulação em saúde para aplicação do Plano Colaborativo de Cuidados<sup>1</sup> voltado à avaliação da autoeficácia de pessoas com estomia de eliminação intestinal.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span id="docs-internal-guid-98a0ead8-7fff-2165-b9a9-2bc4d40e9be3" style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Estudo metodológico de natureza educacional, desenvolvido entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. A primeira etapa consistiu em revisão rápida da literatura na Biblioteca Virtual em Saúde, biblioteca científica eletrônica Scielo e no Google Scholar, incluindo publicações entre 2019 e 2025 sobre simulação em saúde, cuidado de estomias e educação em enfermagem. A segunda etapa envolveu a construção do cenário com base em referenciais teóricos e metodológicos da simulação da International Nursing Association of Clinical Simulation and Learning (</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">INACSL</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">)<sup>2</sup> e do roteiro teórico-prático de Fabri e colaboradores<sup>3</sup>, e na filosofia Strenghts-Based Nursing and Healthcare (SBNH)<sup>4</sup> <sup>.</sup> Os objetivos de aprendizagem foram elaborados de acordo com a Taxonomia de<sup> </sup>Bloom<sup>5</sup><sup>.</sup></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span id="docs-internal-guid-65dfdb24-7fff-8126-402d-c4fa45923d50" style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Foram incluídos 12 documentos, dos quais três são artigos originais, um capítulo de livro, um trabalho de conclusão de curso e sete resumos publicados em anais de eventos. A literatura evidenciou a simulação clínica como estratégia eficaz para o ensino em enfermagem, favorecendo aquisição de competências técnicas, comunicacionais e reflexivas. Como produto, foi elaborado um cenário de média fidelidade, estruturado em quatro fases: pré-briefing, briefing, desenvolvimento e debriefing. O roteiro contemplou a avaliação do paciente com estomia de eliminação intestinal que está em transição de cuidado (hospital - domicílio) por meio da aplicação da primeira fase do Plano Colaborativo de Cuidados, denominado avaliando necessidades e estabelecendo metas, composto por seis domínios e 30 itens. O cenário foi projetado para implementação em laboratórios de simulação ou ambientes de treinamento em saúde, direcionado a enfermeiros e estudantes de graduação.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p id="docs-internal-guid-2848b3d0-7fff-d854-2ca4-9e8967e0d73c" dir="ltr" style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">O cenário proposto configura-se como ferramenta educacional relevante, capaz de integrar teoria e prática, promover aprendizagem significativa e desenvolver competências técnicas e relacionais para o cuidado humanizado. Destaca-se o potencial da filosofia SBNH em favorecer a autonomia e a qualidade de vida de pessoas com estomia, além de contribuir para a formação de profissionais mais preparados para orientar pacientes na transição hospital-domicílio.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Este estudo inova ao integrar uma filosofia humanística e o Plano Colaborativo de Cuidados com uma metodologia ativa de ensino, oferecendo subsídios para a capacitação de enfermeiros e estudantes de graduação em enfermagem. O cenário de simulação em saúde fortalece a prática clínica, amplia a segurança do paciente e promove uma mudança de paradigma no cuidado, valorizando forças e capacidades individuais. Recomenda-se a validação e ampliação do cenário em pesquisas futuras, consolidando sua aplicabilidade na formação e prática profissional.</span></p> </div> </div>Fernanda Leticia Frates CauduroLetícia Medeiros De SouzaSandra De Nazaré Costa MonteiroAndréa Mathes FaustinoGisele MartinsLaís Fumincelli
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2026-06-052026-06-05ESTUDO METODOLÓGICO DE JOGO EDUCATIVO PARA PREVENÇÃO E MANEJO DE FERIDAS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2498
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Desenvolver e validar um jogo educativo voltado à capacitação de enfermeiros na avaliação, prevenção e tratamento de lesões cutâneas, promovendo o aprimoramento do raciocínio clínico e da tomada de decisão baseada em evidências.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de um estudo metodológico de desenvolvimento tecnológico. Inicialmente, realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Cochrane, considerando publicações entre 2020 e 2024, com o objetivo de identificar evidências científicas sobre avaliação, prevenção e tratamento de lesões cutâneas. O conteúdo foi estruturado com base no Design Instrucional Contextualizado, organizado em três eixos: avaliação da ferida, técnicas de limpeza, indicação de coberturas e medidas preventivas. O desenvolvimento do jogo ocorreu em ambiente digital, utilizando as linguagens C# e C++, com interface interativa baseada em fases e perguntas de múltipla escolha. A validação do conteúdo foi realizada por meio da técnica Delphi com 35 enfermeiros especialistas, selecionados por amostragem do tipo bola de neve. Para análise, utilizaram-se o Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e o alfa de Cronbach.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Foram identificados 6.816 estudos, dos quais 20 atenderam aos critérios de elegibilidade e subsidiaram a construção do conteúdo. O jogo Health Training foi estruturado em fases progressivas, exigindo desempenho mínimo de 80% de acertos para progressão, favorecendo o aprendizado ativo. Na etapa de validação, o IVC variou entre 0,87 e 1,0, evidenciando elevada concordância entre os especialistas quanto à adequação do conteúdo. O alfa de Cronbach apresentou valores entre 0,946 e 0,95, indicando excelente consistência interna. Os avaliadores classificaram o jogo como adequado quanto à clareza, relevância, funcionalidade, usabilidade e eficiência, destacando seu potencial como ferramenta educacional inovadora. As sugestões realizadas foram pontuais e incorporadas à versão final.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>O jogo Health Training demonstrou ser uma tecnologia educacional válida, confiável e metodologicamente robusta, com elevado potencial para qualificar a formação de enfermeiros no cuidado de lesões cutâneas. Sua estrutura interativa favorece o aprendizado ativo, o desenvolvimento do raciocínio clínico e a tomada de decisão baseada em evidências.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O Health Training contribui para a Estomaterapia ao aprimorar competências no manejo de lesões cutâneas, apoiar a educação permanente com um recurso digital baseado em evidências e fortalecer a tomada de decisão clínica. Também favorece a padronização de condutas, qualifica a formação profissional e incentiva o uso de tecnologias educacionais na prática assistencial.</p> </div> </div>Camila Campos De CastroJaqueline Hélen VianaGeraldo Magela SaloméLucas Marques Souza
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2026-06-052026-06-05MANEJO DA DEISCÊNCIA DE FERIDA OPERATÓRIA COM TERAPIA POR PRESSÃO NEGATIVA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2499
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Analisar as diretrizes do European Wound Management Association (EWMA) para o manejo da deiscência de ferida operatória, com foco na terapia por pressão negativa (TPN) e na atuação do enfermeiro estomaterapeuta, correlacionando tais recomendações com evidências e práticas no contexto brasileiro.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada entre setembro e novembro de 2025. A busca foi conduzida nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Medline, além do site oficial do EWMA. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Utilizaram-se descritores relacionados à infecção de ferida cirúrgica, deiscência, enfermagem e estomaterapia. Após triagem e aplicação dos critérios de elegibilidade, 10 estudos compuseram a amostra final. Os dados foram organizados e analisados por meio de análise temática.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Os achados evidenciam que as diretrizes do EWMA recomendam avaliação sistemática da ferida, controle de infecção, uso de coberturas adequadas e aplicação da TPN como estratégia eficaz no manejo da deiscência. A TPN demonstrou benefícios como estímulo à formação de tecido de granulação, redução de exsudato, controle da carga bacteriana e aceleração da cicatrização. Evidências brasileiras corroboram esses achados, destacando ainda a viabilidade de adaptações, como o uso de curativo a vácuo simplificado em contextos de recursos limitados. Tecnologias complementares, como a laserterapia de baixa<br>potência, também mostraram potencial na cicatrização. Contudo, foram identificadas lacunas quanto à padronização de protocolos, especialmente no manejo de biofilme.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>A incorporação das recomendações do EWMA à prática clínica brasileira é viável e contribui para qualificar o cuidado em deiscência de ferida operatória. A TPN se destaca como tecnologia eficaz, porém sua implementação em larga escala depende de análise de custo-efetividade e adaptação à realidade do sistema de saúde. A atuação do enfermeiro estomaterapeuta é essencial nesse processo, especialmente na avaliação clínica, escolha terapêutica e monitoramento dos resultados.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O estudo reforça o papel central do enfermeiro estomaterapeuta na gestão de feridas complexas, evidenciando sua autonomia e responsabilidade na aplicação de tecnologias avançadas. Destaca-se a necessidade de capacitação contínua, desenvolvimento de protocolos clínicos e ampliação da produção científica nacional. A adoção de práticas baseadas em evidências pode contribuir para redução de complicações, otimização de recursos e melhoria dos desfechos<br>clínicos, fortalecendo a estomaterapia no contexto brasileiro.</p> </div> </div>Milena Cristo MartinsAndrea Mathes Faustino
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2026-06-052026-06-05APLICAÇÃO DA ESCALA ELPO NA AVALIAÇÃO DO RISCO DE LESÃO POR PRESSÃO EM CIRURGIAS PROLONGADAS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2500
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Avaliar a aplicação da Escala de Avaliação de Risco para Lesões Decorrentes do Posicionamento Cirúrgico (ELPO) na identificação do risco de lesão por pressão (LP).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Estudo descritivo, retrospectivo, documental, de abordagem quantitativa, realizado de março a setembro de 2025 em hospital privado de grande porte. Foram incluídos no estudo pacientes ≥18 anos submetidos a cirurgias com duração superior a quatro horas, no período de 2020 a 2022, sendo excluídos aqueles com LP prévia à admissão. A amostra final foi composta por 2.938 pacientes, após exclusão de 16 casos. Foram analisados os registros da escala ELPO quanto ao preenchimento, consistência das informações e documentação das medidas preventivas. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva, com frequências absolutas e relativas. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 7.500.711; CAAE 85693824.0.0000.5128).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A Escala ELPO foi registrada em 2.806 prontuários (95,51%), evidenciando sua incorporação à prática assistencial. Observou-se preenchimento completo em 83,70% das escalas no transoperatório, embora isso não assegure a acurácia das informações registradas. As maiores ausências de preenchimento ocorreram nos itens tipo de anestesia (11,23%) e comorbidades (3,88%). Quanto às medidas preventivas (proteção de proeminências e/ou uso de rodilhas/coxins), 2.805 prontuários apresentavam registro de sua utilização. Porém em 2.775 (98,93%), não foi especificado o local de aplicação ou tipo de material/ equipamento utilizado para prevenção, evidenciando limitação na qualidade dos registros. Foram identificados 7 casos de LP (incidência de 0,24%), sendo 4 no centro cirúrgico, 2 em unidade de terapia intensiva e 1 na unidade de internação (em até 5 dias após cirurgia). Os escores da ELPO desses pacientes variaram de 7 a 19, sendo classificados como baixo risco, não sendo detectadas medidas diferenciadas para a prevenção de LP, uma vez que na instituição os pacientes com escore igual ou maior a 20 devem ser avaliados pela supervisão de enfermagem antes de se iniciar o procedimento cirúrgico. Observou-se ainda inconsistência entre variáveis clínicas e escores atribuídos, além de subnotificação relevante, comprometendo a acurácia da estratificação de risco e a rastreabilidade das ações preventivas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A escala ELPO apresentou elevada taxa de utilização na prática assistencial, porém com limitações significativas relacionadas à qualidade do preenchimento, consistência dos registros e ausência de padronização, comprometendo a acurácia da estratificação de risco. As inconsistências observadas e a subnotificação de informações relevantes indicam fragilidades no processo de aplicação do instrumento, reduzindo sua efetividade como ferramenta de apoio à tomada de decisão clínica. Evidenciada a necessidade de qualificação da equipe de enfermagem, padronização dos registros e monitoramento sistemático do uso da escala, a fim de potencializar sua aplicabilidade e contribuir para a segurança do paciente no período perioperatório.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Foram evidenciadas fragilidades na aplicação da escala ELPO e nos registros assistenciais no centro cirúrgico, reforçando a necessidade de capacitação da equipe, padronização de protocolos e monitoramento de indicadores. A Estomaterapia contribui como apoio técnico-científico na qualificação das práticas, promovendo segurança do paciente e melhoria do cuidado perioperatório.</p> </div> </div>Luciana Brasil Moreira De OliveiraLarissa Viana Almeida De LieberenzSusiane Sucasas FrisonCarlos Henrique Silva TonázioMaria Clara Salomão E Silva Guimarães
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2026-06-052026-06-05REGULAMENTAÇÃO DO USO DE CONCENTRADOS SANGUÍNEOS AUTÓLOGOS PELO ENFERMEIRO NO BRASIL: PESQUISA DOCUMENTAL
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2501
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Identificar documentos de órgãos oficiais nacionais que tratem do uso de concentrados sanguíneos autólogos por enfermeiros no Brasil.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span class="s4">Pesquisa documental, com coleta sistemática de documentos públicos emitidos por órgãos oficiais nacionais e do sistema de conselhos de classe, incluindo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e conselhos regionais (COREN-SP, COREN-GO, COREN-PR). Foram considerados como unidades de análise resoluções, pareceres técnicos, notas técnicas e portarias relacionadas ao tema, no recorte temporal de 2011 a 2025 (período em que se observa o primeiro posicionamento e as deliberações mais recentes). As informações extraídas foram organizadas em matriz padronizada contendo: órgão emissor, tipo de documento, ano, objeto/ementa, entendimento sobre habilitação do enfermeiro, condições/requisitos (capacitação, segurança, </span><span class="s4">POPs</span><span class="s4"> e rastreabilidade) e implicações para o cuidado de feridas. Por se tratar de dados públicos, não houve necessidade de submissão ao CEP.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span class="s4">Foram identificados documentos com evolução normativa ao longo do tempo: pareceres regionais iniciais indicando não autorização para execução da técnica por ausência de evidência robusta (2011 e 2021); posteriormente, pareceres técnicos passaram a admitir a realização do PRP por enfermeiros habilitados em contextos específicos (2022 e 2024). No eixo sanitário, nota técnica nacional reconheceu diretrizes para produção/uso terapêutico, alinhando-se a permissões profissionais já vigentes (2024). Em 2024, a instituição de grupo de trabalho por portarias indicou movimento de revisão normativa e consolidação do tema. O marco mais recente foi a resolução nacional de 2025, que regulamentou o uso terapêutico de CSANT no âmbito da enfermagem, enfatizando a necessidade de protocolos validados e </span><span class="s4">de </span><span class="s4">POPs</span><span class="s4"> que definam parâmetros críticos (p.ex., volume coletado, método de obtenção, ativação, RPM/RCF e tempo de centrifugação), reforçando a centralidade da padronização e da segurança do paciente. No campo da estomaterapia, a leitura integrada desses documentos sugere que a incorporação dos CSANT tende a se configurar como prática avançada, demandando formação sólida em avaliação de feridas, tomada de decisão clínica e governança de risco (protocolos, registro e monitoramento de resultados). </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span class="s4">Essa</span><span class="s4"> evidenciou um conjunto de documentos oficiais nacionais que, em sequência histórica, migra de restrições iniciais para regulamentação formal do uso terapêutico dos CSANT por enfermeiros, condicionada à capacitação, à padronização de processos e à segurança sanitária. Esses achados sustentam a necessidade de guias operacionais e protocolos assistenciais específicos para o cenário de feridas, com participação ativa de enfermeiros estomaterapeutas na implementação, educação permanente e avaliação de desfechos.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> </div> </div>Ana Flávia Lima Dias PereiraLuciana Gonzaga Dos Santos CardosoLuciana Soares Costa Santos
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2026-06-052026-06-05INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA SAÚDE DA MULHER: DIRETRIZES CLÍNICAS PARA CONSULTA DE ENFERMAGEM
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2502
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p dir="ltr">Desenvolver uma diretriz clínica de enfermagem, fundamentada em evidências científicas destinada a mulheres com incontinência urinária</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Estudo participativo, de abordagem qualitativa, fundamentado no modelo de Tradução do Conhecimento à Ação. Desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem de uma universidade pública, com a participação de enfermeiros atuantes no Sistema Único de Saúde, docentes e estomaterapeutas. O desenvolvimento ocorreu em três etapas: (1) identificação e síntese das evidências científicas por meio de revisão de literatura; (2) construção coletiva da diretriz em encontros síncronos com os participantes; e (3) consolidação do produto com base em recomendações metodológicas para elaboração de diretrizes clínicas. A análise dos dados foi conduzida de forma descritiva e interpretativa, integrando evidências científicas e experiência prática dos participantes.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> Participaram do estudo dez enfermeiros, com experiência consolidada na prática assistencial. Observou-se importante lacuna formativa, sendo que 90% dos participantes relataram não ter recebido formação sobre disfunções do assoalho pélvico durante a graduação, e apenas 10% referiram conhecer previamente alguma diretriz clínica voltada à incontinência urinária.</p> <p dir="ltr">O processo participativo evidenciou fragilidades na prática assistencial, incluindo insegurança na condução da consulta de enfermagem, ausência de padronização das condutas, dificuldades na identificação de diagnósticos de enfermagem e na definição de intervenções conservadoras.</p> <p dir="ltr">A partir da integração entre evidências científicas e experiência dos participantes, as recomendações foram traduzidas para o contexto da prática clínica, com ênfase em intervenções conservadoras, como treinamento da musculatura do assoalho pélvico, orientações comportamentais e acompanhamento longitudinal das usuárias.</p> <p dir="ltr">Como produto, foi elaborada uma diretriz clínica estruturada conforme as etapas do Processo de Enfermagem, contemplando avaliação, diagnósticos baseados na CIPE®, planejamento, implementação e evolução do cuidado. A diretriz foi considerada aplicável à realidade dos serviços de saúde, configurando-se como tecnologia assistencial com potencial para qualificar a prática clínica, apoiar a tomada de decisão e ampliar a resolutividade do cuidado, especialmente na Atenção Primária à Saúde e no contexto ambulatorial.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> A construção participativa da diretriz clínica mostrou-se uma estratégia eficaz para qualificar a consulta de enfermagem à mulher com incontinência urinária, ao promover a sistematização do cuidado, a incorporação de evidências científicas e o fortalecimento da autonomia profissional do enfermeiro.</p> <p>Como tecnologia assistencial, a diretriz apresenta potencial para impactar a organização do cuidado no Sistema Único de Saúde, ampliando a resolutividade da Atenção Primária, reduzindo a variabilidade das práticas e contribuindo para melhores desfechos em saúde e qualidade de vida das mulheres.</p> <h2 dir="ltr"> </h2> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Fortalece a atuação do enfermeiro estomaterapeuta no manejo das incontinências, amplia a visibilidade da área, promove o cuidado baseado em evidências e contribui para a qualificação da assistência no SUS.</p> <p> </p> </div>Heloísa Helena Camponez Barbara RéduaPaula De Souza Silva FreitasIdevania CostaCandida PrimoEliane LimaGisela Assis
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2026-06-052026-06-05ORIENTAÇÕES PARA O CUIDADO DOMICILIAR COM TRAQUEOSTOMIA:REVISÃO INTEGRATIVA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2503
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Identificar, na literatura científica, os cuidados recomendados relacionados à traqueostomia a serem realizados pelo paciente, familiares ou cuidadores no ambiente domiciliar.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de revisão integrativa da literatura realizada em agosto de 2025, nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PubMed. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra. Excluíram-se estudos duplicados, editoriais, cartas ao editor e publicações que não abordavam cuidados domiciliares relacionados à traqueostomia. A questão norteadora foi: “Quais cuidados devem ser realizados pelo paciente ou cuidador no ambiente domiciliar?”. A busca resultou em 963 estudos. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, leitura de títulos e resumos e análise dos textos completos, cinco artigos compuseram a amostra final. Os dados foram extraídos e organizados conforme o referencial das necessidades humanas básicas, possibilitando análise ampliada das dimensões do cuidado domiciliar.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Os cuidados identificados concentraram-se nas necessidades psicobiológicas, destacando-se manejo e troca da cânula, aspiração de vias aéreas, higienização do estoma, umidificação adequada, monitoramento de sinais de desconforto respiratório e prevenção de complicações, como infecção, obstrução e deslocamento acidental da cânula. Evidenciou-se a importância da capacitação quanto à técnica correta dos procedimentos, higienização das mãos, organização de materiais e reconhecimento precoce de sinais de alerta, incluindo presença de secreção espessa, sangramento, febre ou dificuldade ventilatória. No âmbito das necessidades psicossociais, foram descritas intervenções relacionadas ao incentivo à comunicação, promoção da autonomia, adaptação familiar à nova condição de saúde e oferta de suporte emocional ao paciente e cuidadores. A educação em saúde emergiu como elemento central na transição do cuidado hospitalar para o domicílio, sendo fundamental para reduzir insegurança, prevenir intercorrências e minimizar reinternações. Observou-se escassez de abordagens direcionadas às necessidades psicoespirituais e divergências quanto à frequência e à padronização de determinados cuidados.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>O cuidado domiciliar ao paciente traqueostomizado exige preparo técnico,<br>orientação sistematizada e acompanhamento contínuo. A enfermagem desempenha papel essencial na transição do cuidado hospitalar para o domicílio, contribuindo para segurança, prevenção de complicações, redução de reinternações e melhoria da qualidade de vida.</p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O estudo sistematiza evidências sobre o cuidado domiciliar em pessoas com traqueostomia, fortalecendo a prática clínica do estomaterapeuta, qualificando a educação em saúde e subsidiando protocolos assistenciais voltados à segurança e continuidade do cuidado.</p> </div>Joyce Fortes Fernandes PradoCamila Mello MarchioriMariana Campidellis GuimaraesMelina MullerRoberta Inácio Do Couto Rossi
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2026-06-052026-06-05MANEJO DE ÚLCERA VENOSA COMPLEXA PÓS-LOXOSCELISMO COM MATRIZ L-PRF: RELATO DE CASO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2504
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Apresentar a evolução cicatricial de uma lesão crônica pós-loxoscelismo tratada por meio de abordagem multidisciplinar e uso de terapias regenerativas autólogas em ambulatório de estomaterapia.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p>Relata-se caso de mulher, 34 anos, sem comorbidades sistêmicas, com insuficiência venosa crônica e histórico de loxoscelismo seis meses antes da admissão (novembro/2024). Admitida em ambulatório de estomaterapia em maio/2025, apresentava úlcera crônica na panturrilha em fase inflamatória da cicatrização com tecido de granulação hipertrófico sugestivo de biofilme, esfacelo nas bordas, eritema perilesional, edema, dermatite ocre e exsudato moderado com odor. Iniciou-se preparo do leito baseado no consenso internacional de higiene de feridas: limpeza com sabonete e solução de polihexametileno biguanida (PHMB) 0,2%, seguida de cobertura com gaze impregnada com PHMB e trocas diárias. Paralelamente, em acompanhamento com cirurgia vascular e infectologia, a cultura de tecido isolou <em>Staphylococcus aureus</em>. A antibioticoterapia foi ajustada por antibiograma (Sulfametoxazol + Trimetoprima por 14 dias), controlando a infecção. Em agosto/2025, com o leito sem sinais flogísticos, optou-se por terapia regenerativa avançada. O protocolo consistiu na coleta semanal de sangue periférico (tubos de 10ml) e centrifugação seriada pelo método PRO-PRF (5 minutos a 60g; 5 minutos a 200g; 5 minutos a 700g) para obtenção dos coágulos de matriz L-PRF. O concentrado foi aplicado diretamente na ferida, recoberto por tecnologia de cloreto de dialquilcarbamoíla (DACC) e associado à terapia compressiva. Observou-se intensa aceleração da angiogênese e contração centrípeta, culminando na cicatrização completa e alta da paciente em março/2026, após dez meses de acompanhamento. Com estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 7.241.877), trata-se de um estudo de relato de caso, em um serviço de estomaterapia público e privado conjuntamente, localizados no interior de Pernambuco.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p>O caso evidencia a eficácia do manejo estruturado em lesões crônicas de etiologia mista. O rigor no preparo do leito e o controle da carga bacteriana foram essenciais para o sucesso da terapia celular. A aplicação da matriz L-PRF acelerou a regeneração tecidual de forma segura. Destaca-se o protagonismo do estomaterapeuta na articulação multidisciplinar e no uso de biotecnologias regenerativas, reafirmando a especialidade na vanguarda do tratamento de feridas complexas.</p> </div> </div>Michelle Nabuco Dos ReisJoel AzevedoJefferson Nunes Dos SantosFillipe Barbosa Dos Reis De LimaRafaela Sales De OliveiraTatiane Mendes Araújo FerreiraPatrícia Rachel Dantas De Britto MartinsAdriana Silva Lino
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2026-06-052026-06-05MATRIZ DE FIBRINA LEUCOPLAQUETÁRIA EM DEISCÊNCIA DE MASTOPEXIA COM PRÓTESE: RELATO DE CASO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2505
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar o desfecho clínico do tratamento de uma deiscência de ferida operatória pós-mastopexia, utilizando a terapia regenerativa com matriz de fibrina leucoplaquetária (L-PRF) associada à Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (aPDT).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Com estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 7.241.877), relata-se paciente do sexo feminino, 33 anos, sem comorbidades prévias e com exames laboratoriais pré-operatórios sem alterações, admitida em ambulatório de estomaterapia no 15º dia de pós-operatório de mastopexia com implante de silicone. Na avaliação inicial, evidenciou-se deiscência da ferida cirúrgica com separação das margens de incisão e exposição da camada subcutânea, sem visualização de fáscia, e sem sinais clínicos de infecção. A lesão foi classificada como Grau 2a segundo o sistema <em>World Union of Wound Healing Societies</em> (WUWHS) para deiscência de ferida operatória (<em>Surgical Wound Dehiscence</em> - SWD). Diante do quadro, optou-se pela terapia regenerativa empregando a L-PRF. O protocolo de atendimento consistiu na higienização da lesão baseada no consenso internacional de melhores práticas para higiene da ferida, utilizando sabonete e solução aquosa com Polihexametileno Biguanida (PHMB). Simultaneamente ao preparo do leito, procedeu-se à venopunção para coleta sanguínea em tubos de tampa vermelha sem aditivo. A centrifugação ocorreu em equipamento de rotor de ângulo fixo, sob o protocolo de 200 <em>g</em> por 10 minutos, para a obtenção dos coágulos. Durante o tempo de centrifugação, aplicou-se a aPDT no leito da ferida, utilizando corante fotossensibilizador azul de metileno a 0,005% e irradiação com laser vermelho (36J). Em seguida, os coágulos de L-PRF foram aplicados sobre o leito da lesão. Como curativo secundário, elegeu-se a cobertura com tecnologia de Cloreto de Dialquilcarbamoil (DACC), que atua por atração física, preservando a bioquímica da L-PRF. Os atendimentos ocorreram em intervalos de 7 a 9 dias. Trata-se de um estudo de relato de caso, em um serviço de estomaterapia público e privado conjuntamente, localizados no interior de Pernambuco.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> O caso apresentou evolução altamente favorável, alcançando a cicatrização completa em 27 dias. O uso combinado da aPDT para o preparo do leito, seguido da aplicação da matriz de L-PRF, demonstrou ser uma estratégia segura e eficaz. Para a estomaterapia, este relato corrobora a excelência das terapias regenerativas no tratamento de feridas agudas de difícil cicatrização, otimizando o tempo de reparo tecidual, melhoria da qualidade da cicatriz e reafirmando o papel do enfermeiro especialista na condução de tecnologias de ponta.</p> </div> </div>Michelle Nabuco Dos ReisJoel AzevedoJefferson Nunes Dos SantosFillipe Lisboa Barbosa Dos Reis De LimaRafaela Sales De OliveiraTatiane Mendes Araújo FerreiraPatrícia Rachel Dantas De Britto MartinsAdriana Silva Lino
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2026-06-052026-06-05IMPLEMENTAÇÃO DE PROTOCOLO ASSISTENCIAL PARA AUTOIRRIGAÇÃO DE COLOSTOMIA EM ONCOLOGIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2506
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black; mso-themecolor: text1;">Descrever a elaboração e implementação de um protocolo assistencial para autoirrigação de colostomia em um centro oncológico de alta complexidade, fundamentado em evidências científicas e na prática da estomaterapia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black; mso-themecolor: text1;">Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em ambulatório especializado em estomaterapia de um centro oncológico de alta complexidade. O processo iniciou-se a partir da identificação de necessidades assistenciais relacionadas à padronização da indicação, do treinamento e do seguimento de pacientes candidatos à autoirrigação de colostomia, alinhadas às recomendações da literatura e à promoção da segurança do paciente.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black; mso-themecolor: text1;">Para a construção do protocolo, realizou-se revisão narrativa da literatura nacional e internacional, contemplando aspectos técnicos, critérios de indicação e contraindicação, parâmetros de segurança e impacto na qualidade de vida. A partir desses achados, estruturou-se um protocolo assistencial abrangendo avaliação clínica especializada, definição de elegibilidade, organização do fluxo de atendimento e treinamento progressivo do paciente em três etapas.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black; mso-themecolor: text1;">Foram estabelecidos parâmetros técnicos para execução do procedimento, incluindo volume de infusão entre 500 e 1500 mL e temperatura da água entre 36°C e 37°C, bem como diretrizes para prevenção de complicações e manejo de intercorrências. O protocolo também definiu as atribuições da equipe de enfermagem, destacando o papel do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação clínica, prescrição do cuidado, educação em saúde e acompanhamento longitudinal, e do técnico de enfermagem no preparo e apoio ao procedimento.</span></p> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 116%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black; mso-themecolor: text1; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A implementação do protocolo possibilitou maior organização do cuidado, uniformização das condutas assistenciais e fortalecimento do processo educativo voltado à autonomia do paciente no autocuidado</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black; mso-themecolor: text1;">A implementação do protocolo assistencial contribuiu para a sistematização do cuidado em autoirrigação de colostomia, promovendo maior segurança, padronização das práticas e qualificação da assistência em estomaterapia em contexto oncológico.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; color: black; mso-themecolor: text1;">Destaca-se o potencial do protocolo como ferramenta estruturante para o cuidado especializado, favorecendo a autonomia do paciente e a melhoria da qualidade de vida. Como perspectiva de aprimoramento contínuo, recomenda-se a implantação de indicadores assistenciais, tais como adesão ao método, ocorrência de complicações, regularidade do padrão intestinal e satisfação do paciente, visando monitorar resultados e subsidiar a tomada de decisão clínica baseada em dados.</span></p> </div> </div>Gustavo Nogueira Ribeiro SobralBruno Almeida De OliveiraRenata Otoni NeivaPatrícia Pereira Dos Anjos
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2026-06-052026-06-05ENTRE A RUA E O CUIDADO: EXPERIÊNCIAS DE PESSOAS COM ESTOMIA EM SITUAÇÃO DE RUA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2507
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Compreender as histórias de vida de pessoas em situação de rua com estomia no município de Porto Alegre (RS), analisando suas trajetórias, desafios relacionados ao cuidado com a estomia e estratégias de enfrentamento diante das condições de vulnerabilidade social.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Pesquisa qualitativa etnográfica, com abordagem biográfica. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com pessoas em situação de rua com estomia, seguido de análise temática das narrativas entre 2012 e 2022. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob parecer de nº 4.676.428.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Pessoas em situação de rua com estomia vivenciam múltiplas vulnerabilidades, incluindo dificuldades no manejo da estomia, acesso restrito aos serviços de saúde e condições de vida marcadas pela precariedade. As narrativas evidenciaram barreiras significativas no cuidado com a estomaterapia, com repercussões na saúde física e emocional, além de sentimentos de constrangimento relacionados ao esvaziamento e à troca da bolsa em espaços públicos. Foram identificadas dificuldades no acesso aos serviços de saúde para a realização da cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal, especialmente pelo fato de a estomia ter sido realizada em caráter de urgência e pela ausência de vínculo com o serviço hospitalar. Todos os participantes relataram bom atendimento nos serviços de estomaterapia para retirada de insumos e reconhecimento da equipe de referência; contudo, persistem limitações para o autocuidado no contexto da rua. Episódios frequentes de diarreia foram associados à alimentação irregular, predominantemente oriunda de doações. As narrativas também revelaram estratégias de adaptação, a presença de redes de apoio informais e importantes lacunas nos serviços de saúde e assistência social.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Estudos sobre essa população são escassos, o que dificulta a elaboração de políticas e práticas de cuidado adequadas. Os resultados destacam a necessidade de políticas públicas integradas e ações de cuidado humanizado para atender às demandas específicas dessa população, promovendo saúde, dignidade e inclusão social.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O estudo evidencia que pessoas em situação de rua com estomia apresentam necessidades específicas que exigem abordagens individualizadas, integrando cuidado clínico, suporte social e educação em saúde. Destaca-se a importância do acompanhamento contínuo por estomaterapeutas, estratégias de manejo adaptadas ao contexto de vulnerabilidade e ações de orientação voltadas à autonomia do paciente. Os achados contribuem para a formação de profissionais mais sensíveis às questões sociais, reforçando a necessidade de políticas públicas que garantam acesso a insumos, serviços de saúde e redes de apoio, promovendo inclusão, dignidade e melhoria da qualidade de vida dessa população.</p> </div> </div>Rosaura Soares PaczekCristhiane De Souza SilveiraCarina Galvan
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2026-06-052026-06-05IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO DE ULTRASSONOGRAFIA À BEIRA-LEITO POR ENFERMEIROS EM UTI ONCOLÓGICA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2508
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW16214439 BCX8">Relatar a experiência da implantação de um protocolo de utilização da ultrassonografia à beira-leito por enfermeiros em uma unidade de terapia intensiva de um centro oncológico.</span><span class="EOP SCXW16214439 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335551550":6,"335551620":6,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <div class="OutlineElement Ltr SCXW150529551 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW150529551 BCX8"><span class="TextRun SCXW150529551 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW150529551 BCX8">A ultrassonografia point-</span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW150529551 BCX8">of</span><span class="NormalTextRun SCXW150529551 BCX8">-</span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW150529551 BCX8">care</span><span class="NormalTextRun SCXW150529551 BCX8"> (POCUS) tem sido incorporada à prática clínica como ferramenta complementar ao exame físico, ampliando a acurácia diagnóstica e apoiando a tomada de decisão, especialmente em pacientes críticos. Na enfermagem, seu uso vem sendo reconhecido no Brasil por meio de pareceres do sistema COFEN/COREN, desde que haja capacitação adequada e respeito aos limites profissionais.</span></span><span class="EOP SCXW150529551 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335551550":6,"335551620":6,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW150529551 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW150529551 BCX8">Trata-se de um relato de experiência sobre a implantação de um protocolo assistencial em uma unidade de terapia intensiva oncológica, caracterizado como ação institucional de melhoria de processo e educação permanente, sem envolvimento de pesquisa com seres humanos ou aplicação de instrumentos sistematizados de avaliação. Dois enfermeiros realizaram capacitação teórico-prática em ultrassonografia e, posteriormente, conduziram a articulação com equipe médica, coordenação de enfermagem e setor de práticas assistenciais para validação institucional da proposta.</p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW150529551 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW150529551 BCX8"><span class="TextRun SCXW150529551 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW150529551 BCX8">Foi conduzida revisão narrativa da literatura para definição das indicações, contraindicações, técnica de execução e condutas frente aos achados ultrassonográficos, com foco na avaliação vesical e do antro gástrico. Foram estabelecidos critérios clínicos para ativação do protocolo, incluindo oligúria ou anúria súbita, distensão vesical, extravasamento </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW150529551 BCX8">peri</span><span class="NormalTextRun SCXW150529551 BCX8">-sonda, distensão abdominal, náuseas e vômitos.</span></span><span class="EOP Selected SCXW150529551 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335551550":6,"335551620":6,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW150529551 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW150529551 BCX8"><span class="NormalTextRun SCXW150529551 BCX8">A ultrassonografia vesical foi utilizada para avaliação de retenção urinária e mensuração de resíduo vesical, subsidiando decisões como cateterismo ou conduta expectante. A avaliação do antro gástrico foi empregada para estimativa do volume gástrico e identificação de risco para broncoaspiração, apoiando intervenções como pausa da dieta enteral, passagem de sonda e discussão terapêutica com a equipe médica. Foram considerados fatores de risco como uso de opioides, drogas vasoativas e nutrição enteral.</span><span class="EOP Selected SCXW150529551 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335551550":6,"335551620":6,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW150529551 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW150529551 BCX8"><span class="EOP Selected SCXW150529551 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335551550":6,"335551620":6,"335559738":240,"335559739":240}">Para implementação, foi desenvolvido programa de capacitação com conteúdo teórico e treinamento prático supervisionado entre profissionais, com participação inicial de 11 enfermeiros. Durante a prática assistencial, foram percebidos relatos espontâneos dos profissionais indicando maior segurança na tomada de decisão clínica e melhor embasamento para condução dos casos, sem aplicação de instrumentos formais de avaliação. </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW150529551 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW150529551 BCX8"><span class="NormalTextRun SCXW150529551 BCX8">O protocolo encontra-se em fase de expansão, com previsão de capacitação de novos profissionais e estruturação de indicadores assistenciais para avaliação de impacto.</span><span class="EOP Selected SCXW150529551 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335551550":6,"335551620":6,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span class="NormalTextRun SCXW157603551 BCX8">A implantação do protocolo demonstrou potencial para qualificar o cuidado, fortalecer a autonomia do enfermeiro e favorecer a prática baseada em evidências. Na estomaterapia, destaca-se a contribuição na avaliação de disfunções urinárias e gastrointestinais, com impacto na prevenção de complicações e na segurança do paciente.</span><span class="EOP SCXW157603551 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335551550":6,"335551620":6,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> <div class="OutlineElement Ltr SCXW157603551 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW157603551 BCX8"><span class="NormalTextRun SCXW157603551 BCX8">Como perspectivas futuras, propõe-se a implementação de indicadores como: taxa de adesão ao protocolo, número de avaliações realizadas por enfermeiros, redução de sondagens vesicais desnecessárias, tempo para tomada de decisão clínica, incidência de retenção urinária e eventos relacionados ao risco de broncoaspiração. Tais medidas poderão subsidiar avaliações mais robustas sobre o impacto do protocolo na prática assistencial.</span><span class="EOP Selected SCXW157603551 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335551550":6,"335551620":6,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> </div>Bruno Almeida De OliveiraRafael Santos FerreiraVitória Olivatti Silva
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2026-06-052026-06-05BOLSAS QUE EMPODERAM: MODA E ESTOMATERAPIA NA VALORIZAÇÃO DA AUTOIMAGEM EM ESTOMIAS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2509
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW251101942 BCX8">Relatar uma iniciativa interdisciplinar voltada à valorização da autoimagem de pessoas com estomias de eliminação e apresentar medidas de seu potencial de alcance por meio de estratégias de comunicação digital.</span><span class="EOP Selected SCXW251101942 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <div class="OutlineElement Ltr SCXW45162731 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW45162731 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="NormalTextRun SCXW45162731 BCX8">A estomia está associada a repercussões significativas na autoimagem, identidade corporal e interação social, podendo gerar estigmatização, isolamento e redução da qualidade de vida. Evidências apontam que intervenções voltadas à reabilitação psicossocial e ao fortalecimento da autoestima são fundamentais no cuidado integral em estomaterapia.</span><span class="EOP Selected SCXW45162731 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW45162731 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW45162731 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="NormalTextRun SCXW45162731 BCX8">Nesse contexto, foi desenvolvido o projeto “Bolsas que Empoderam”, iniciativa interdisciplinar que integrou profissionais de um centro oncológico de referência, incluindo enfermeiro estomaterapeuta, e profissionais e estudantes de uma instituição de ensino em moda. A proposta buscou ressignificar os dispositivos coletores em estomias de eliminação (colostomia, ileostomia e urostomia), ampliando seu significado para além da função assistencial. A iniciativa propôs um novo olhar sobre o cuidado, incorporando dimensões estéticas, sociais e simbólicas ao processo de reabilitação, utilizando elementos da moda para ampliar a expressão da pessoa com estomia, com potencial impacto no pertencimento e na construção identitária.</span><span class="EOP Selected SCXW45162731 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW45162731 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW45162731 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="NormalTextRun SCXW45162731 BCX8">Trata-se de um relato de experiência de iniciativa institucional, com uso exclusivo de informações de domínio público e análise de dados anonimizados, não caracterizado como pesquisa envolvendo seres humanos, sendo dispensada apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa.</span><span class="EOP Selected SCXW45162731 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW45162731 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW45162731 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="NormalTextRun SCXW45162731 BCX8">O desenvolvimento ocorreu por meio de etapas institucionais que incluíram imersão temática, construção colaborativa, desenvolvimento de protótipos e apresentação das propostas em evento acadêmico, considerando critérios de funcionalidade, conforto, ergonomia, inovação e opinião do usuário. A abordagem foi centrada na pessoa com estomia, promovendo integração entre saúde, educação e design, com foco na humanização do cuidado e na inovação em tecnologia assistiva.</span><span class="EOP Selected SCXW45162731 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW45162731 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW45162731 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="TextRun SCXW45162731 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW45162731 BCX8">Para ampliação do alcance, o projeto foi divulgado em plataformas digitais institucionais e redes sociais. Foram observados </span><span class="NormalTextRun SCXW45162731 BCX8">números</span><span class="NormalTextRun SCXW45162731 BCX8"> expressivos, com mais de 16 milhões de impressões, aproximadamente 1 milhão de visualizações no vídeo principal, taxa média de retenção de 79%, cerca de 9,7 mil acessos ao site institucional e mais de 1,2 milhão de visualizações associadas a influenciadores, além de milhares de interações. Esses dados sugerem elevado engajamento em aproximadamente 20 dias, indicando potencial de sensibilização pública, sem inferência direta sobre desfechos psicossociais.</span></span><span class="EOP SCXW45162731 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> <div class="OutlineElement Ltr SCXW45162731 BCX8"> <p class="Paragraph SCXW45162731 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"><span class="NormalTextRun SCXW45162731 BCX8">Os conteúdos geraram interações em redes sociais, cujos comentários, analisados de forma agregada e sem identificação individual, sugerem percepções relacionadas à valorização da autoimagem, redução do estigma e fortalecimento do sentimento de pertencimento, sem caráter de análise sistemática.</span><span class="EOP Selected SCXW45162731 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span class="NormalTextRun SCXW106754316 BCX8">A iniciativa evidencia o potencial de estratégias interdisciplinares na reabilitação psicossocial de pessoas com estomias, ampliando o cuidado para além dos aspectos físicos. A interface entre estomaterapia e moda configura-se como abordagem inovadora, com potencial de promoção de autonomia, autoestima e inclusão social. Destaca-se o papel do estomaterapeuta na integração de dimensões clínicas, psicossociais e identitárias. O uso de mídias digitais mostrou-se relevante para ampliação da visibilidade, podendo contribuir para o enfrentamento do estigma e fortalecimento da representatividade. Embora não tenham sido mensurados desfechos clínicos ou psicossociais, os achados indicam potencial de iniciativas dessa natureza, configurando-se como modelo replicável.</span><span class="EOP Selected SCXW106754316 BCX8" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"335559738":240,"335559739":240}"> </span></p> </div> </div>Bruno Almeida De OliveiraRamiro Dos Anjos MendesAugusto Pierszajec Da SilvaNatalia Raquel Benites BenattiBruna Elisa Catin Kupper
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2026-06-052026-06-05MANEJO DAS DISFUNÇÕES VESICAIS E INTESTINAIS NA INFÂNCIA: REVISÃO INTEGRATIVA E IMPLICAÇÕES PARA A ESTOMATERAPIA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Analisar as evidências científicas sobre as estratégias de manejo das disfunções vesicais e intestinais na infância, com ênfase nas implicações para o cuidado em estomaterapia. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme etapas metodológicas padronizadas. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando descritores dos sistemas MeSH e DeCS, combinados por operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos estudos primários publicados nos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordassem estratégias de manejo dessas disfunções em crianças. Foram excluídos estudos de revisão, protocolos, duplicados e aqueles sem relação direta com intervenções ou cuidado clínico. A seleção seguiu as recomendações do PRISMA, resultando em 12 estudos incluídos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><strong id="docs-internal-guid-5835e1b3-7fff-9abf-2868-543fb5e22095">As evidências demonstraram que o manejo dessas disfunções é multifatorial, envolvendo intervenções conservadoras, clínicas, cirúrgicas e tecnológicas. Estratégias como uroterapia, treinamento do assoalho pélvico, biofeedback e estimulação elétrica mostraram-se eficazes na melhora dos sintomas e da qualidade de vida. Intervenções clínicas e cirúrgicas foram indicadas em casos específicos, especialmente diante de falha terapêutica inicial. No entanto, independentemente da abordagem utilizada, observou-se a necessidade de acompanhamento contínuo, adesão ao tratamento e suporte familiar, aspectos diretamente relacionados à atuação da estomaterapia. Além disso, tecnologias em saúde mostraram-se úteis no monitoramento e na educação dos pacientes.</strong></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p dir="ltr">O manejo das disfunções vesicais e intestinais na infância deve ser conduzido de forma integrada e centrada no paciente, considerando diferentes níveis de intervenção. Nesse cenário, a estomaterapia apresenta papel fundamental na avaliação funcional, reeducação miccional e intestinal, apoio à tomada de decisão clínica, educação em saúde e acompanhamento longitudinal, contribuindo para a adesão ao tratamento, prevenção de complicações e melhoria da qualidade de vida. A literatura evidencia, contudo, lacunas na sistematização da atuação da estomaterapia nesse contexto, reforçando a necessidade de estudos que fortaleçam sua inserção na prática baseada em evidências e ampliem sua atuação no cuidado à população pediátrica.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Este estudo contribui para a área ao sistematizar evidências sob a perspectiva da estomaterapia, ampliando a compreensão de seu papel no manejo dessas condições e evidenciando sua relevância na organização do cuidado, na tomada de decisão clínica e na continuidade assistencial. Observa-se, contudo, lacuna na literatura quanto à descrição sistematizada dessa atuação, reforçando a necessidade de novos estudos que fortaleçam sua inserção na prática baseada em evidências.</p> </div>Ana Rita M. HudsonLarissa Comello FariaLuma Nunes Camilo
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2026-06-052026-06-05A ATUAÇÃO DE PÓS-GRADUANDOS DE ESTOMATERAPIA NAS PRÁTICAS CLÍNICAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Relatar a experiência de pós-graduandos em estomaterapia durante seu processo de formação e atuação nas práticas acadêmicas. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">As atividades práticas do curso de pós-graduação em estomaterapia de uma Universidade pública no estado Amazonas, foram realizadas pelos discentos no período compreendido entre os anos de 2025 e 2026. Foram organizados em grupos de no máximo 6 alunos, para que facilitasse o manejo de ensino.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Nas práticas de incontinências, os alunos foram divididos em grupos, para o atendimento de pacientes captados anteriormente. Realizaram atendimentos no público em geral (adultos e pediátricos), com quadro de incontinência urinária e fecal. Consolidando na prática aspectos relacionados as orientações, aplicação de escalas e instrumentos de avaliação, reabilitação, exercícios e educação continuada junto aos familiares. </span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">N</span><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">as práticas de estomias, os discentes foram encaminhados a duas instituições de saúde, com objetivos distintos: Acompanhar pacientes no ambiente ambulatorial,com intuito deorientar e ensiná-los quanto aos melhores dispositivos para uso. Em outro momento, acompanhar pacientes no pós-operatório imediato, realizar atividades de educação em saúde e demarcação pré-operatória. </span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Nas práticas de feridas, houve um grande contato com os mais variados tipos de lesões como: Oncológicas (vegetantes, radiodermite e extravasamentos), pés diabéticos, úlceras vasculogênicas e feridas simples. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Foi possível também aplicar os conhecimentos relacionados as terapias biofísicas, acupuntura, ozonioterapia e uso de autólogos sanguíneos.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Cada atividade possibilitou a interação entre os docentes, discentes e os pacientes, de tal forma tambem a troca de saberes entre os alunos. Dessa forma possibilitou-se uma ampla difusão do conhecimentos obtidos nas aulas teóricas</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Foi possível identificar através das práticas as lacunas de aprendizados existentes, bem como potencializar as áreas de maior identificação para o desenvolvimento profissional. Associado a isso, percebe-se que ao lidar com as mais diversas realidades nos locais de atuação, fica evidente a necessidade de identificar o real e o ideal no que tange a escolha dos melhores produtos a serem empregados na assistência ao paciente, e essa expertise só é possível através das atividades em campo prático.</span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">A junção da teoria com a prática em uma pós-graduação de estomaterapia traz inúmeros benefícios não só aos discentes, mas como também aos usuários, permite-se que haja o desenvolvimento do raciocínio clínico, autonomia, difusão e aplicação do conhecimento científico e iniciativa empreendedora.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">A ciência da estomaterapia exige de fato práticas direcionadas as necessidades dos pacientes, dentro de suas realidades locais. Valorizando dessa forma a figura do profissional especialista, que sabe atuar nas mais diversas áreas da estomaterapia de forma diferenciada. </span></p> </div>Susiane Ribeiro ColaresLorena Barros Da SilveiraJosé Nilson Araújo Bezerra
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2026-06-052026-06-05ULTRASSONOGRAFIA À BEIRA LEITO NA ESTOMATERAPIA: É POSSÍVEL AVALIAR O QUE NÃO SE VÊ?
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2512
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Refletir sobre os limites do modelo tradicional de avaliação do tegumento na estomaterapia, centrado na inspeção e palpação, e discutir o potencial da ultrassonografia à beira leito como recurso inovador para a prática clínica.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> <span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">A avaliação do tegumento permanece ancorada em um paradigma clínico baseado em práticas sensoriais — inspeção e palpação — que, embora essenciais, restringem-se à superfície visível e palpável. Essa abordagem suscita questionamentos: estamos avaliando o tecido em sua integralidade ou apenas manifestações tardias? Evidências apontam que alterações estruturais e fisiológicas se iniciam em planos profundos, como demonstrado por estudos que identificam o aumento da umidade subepidérmica como marcador precoce de lesões por pressão <sup>1.</sup> Nesse contexto, a dependência exclusiva do exame físico tradicional pode representar não apenas uma limitação técnica, mas também um atraso na tomada de decisão clínica. É nesse cenário que a ultrassonografia à beira leito emerge como tecnologia disruptiva e, enfermeiros com conhecimentos e habilidades para manejá-lo dispõem de um instrumento potente o qual possibilita ampliar a avaliação, raciocínio clínico e tomada de decisão durante a assistência de pessoas com lesões de pele <sup>1-3</sup>. Ao dominar equipamentos portáteis de ultrassonografia os quais podem ser utilizados em ambientes clínicos beira leito, ambulatórios e até mesmo na atenção primária em saúde, enfermeiros visualizam, em tempo real, as camadas cutâneas e subcutâneas, e deslocam o olhar da superfície para a profundidade do tecido. Essa abordagem permite identificar precocemente edema, inflamação e desorganização estrutural, favorecendo uma prática clínica mais antecipatória e resolutiva <sup>1-3</sup>. Na estomaterapia, tal deslocamento pode impactar diretamente na detecção precoce de, a exemplo, lesões por pressão, na diferenciação de danos associados à umidade e na análise de complicações de pele periestoma.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Este ensaio reflexivo propõe questionar os limites do modelo atual de avaliação do tegumento e destacar a necessidade de incorporar tecnologias que ampliem o raciocínio clínico. A ultrassonografia à beira leito, ao revelar dimensões invisíveis do tecido, aponta para uma mudança de paradigma: o exame físico deixa de ser exclusivamente sensorial e passa a ser potencializado por recursos tecnológicos. Para a estomaterapia, essa incorporação pode significar avanços na prevenção, diagnóstico precoce e manejo de complicações cutâneas, fortalecendo a prática baseada em evidências e ampliando a segurança e qualidade do cuidado.</span></p> </div> </div>Fernanda Leticia Frates CauduroLetícia De Souza MedeirosAntônio José Da Silva JuniorPriscilla Roberta Silva RochaFernanda Raphael Escobar Gimenes
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2026-06-052026-06-05INCIDÊNCIA DE LESÃO POR PRESSÃO EM CIRURGIAS PROLONGADAS: FATORES DE RISCO E PREVENÇÃO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2513
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p style="text-align: justify;">Avaliar a incidência de lesão por pressão (LP) em pacientes submetidos a cirurgias prolongadas no centro cirúrgico, identificar fatores de risco associados e descrever as medidas preventivas adotadas pela equipe de enfermagem.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p style="text-align: justify;">Estudo descritivo, retrospectivo, documental, de abordagem quantitativa, realizado de março a setembro de 2025 em hospital privado de grande porte. Foram incluídos pacientes submetidos à cirurgia com duração superior a quatro horas e com idade ≥18 anos, sendo excluídos aqueles com LP prévia à admissão no centro cirúrgico. A amostra foi composta por 2.938 pacientes, no período de 2020 a 2022. Foram analisadas variáveis demográficas, clínicas e cirúrgicas, aplicação da Escala ELPO, medidas preventivas registradas e ocorrência de LP no intra e pós-operatório (até cinco dias). Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 7.500.711; CAAE 85693824.0.0000.5128).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p style="text-align: justify;">A incidência de LP foi de 0,24% (n=7). Observou-se maior ocorrência em pacientes com idade ≥70 anos, predominantemente do sexo masculino, submetidos principalmente a cirurgias ortopédicas de longa duração. O tempo cirúrgico médio entre os pacientes acometidos foi superior ao da amostra geral, evidenciando sua associação com o risco de LP. No contexto perioperatório, houve predomínio de anestesia geral e posicionamento em decúbito supino. As lesões foram majoritariamente classificadas como estágio 1, com predominância na região sacral. A Escala ELPO foi registrada na maioria dos prontuários, porém com preenchimento incompleto em variáveis relevantes, como tipo de anestesia e comorbidades, comprometendo a acurácia da estratificação de risco. Destaca-se que pacientes que desenvolveram LP apresentaram escores classificados como baixo risco, sugerindo subestimação do risco clínico ou inconsistências na aplicação do instrumento. As medidas preventivas mais frequentemente registradas incluíram o uso de superfícies de suporte viscoelásticas associadas a coxins. Contudo, observou-se ausência de padronização e detalhamento nos registros, limitando a avaliação da adequação e efetividade das intervenções. Evidenciou-se, ainda, elevada subnotificação, tanto das medidas preventivas quanto da ocorrência de LP no intra e pós-operatório, indicando fragilidades nos registros assistenciais.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p style="text-align: justify;">A incidência de LP foi baixa, porém possivelmente subestimada devido à inconsistência dos registros. Fatores como idade avançada, tempo cirúrgico prolongado, tipo de anestesia e posicionamento estiveram associados ao desenvolvimento de LP. A Escala ELPO mostrou-se como ferramenta relevante, porém dependente de aplicação adequada. Reforça-se a necessidade de qualificação dos registros e fortalecimento das estratégias preventivas no perioperatório.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p style="text-align: justify;">O estudo reforça a importância da atuação da equipe de enfermagem na prevenção e monitoramento das LP no contexto cirúrgico, evidenciando fragilidades nos registros, na aplicação da Escala ELPO e na padronização das medidas preventivas. Embora não haja atuação direta do Enfermeiro Estomaterapeuta no cenário investigado, a Estomaterapia configura-se como área estratégica de apoio técnico-científico, contribuindo para a elaboração de protocolos, capacitação das equipes e monitoramento de indicadores relacionados à integridade cutânea. A integração entre prática assistencial e conhecimento especializado favorece a qualificação do cuidado, a redução de eventos adversos e o fortalecimento da segurança do paciente no perioperatório.</p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;"> </p> </div>Luciana Brasil Moreira De OliveiraLarissa Viana Almeida De LieberenzLarissa Comello FariaSusiane Sucasas FrisonCarlos Henrique Silva TonázioMaria Clara Salomão E Silva Guimarães
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2026-06-052026-06-05PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES PORTADORES DE ESTOMIAS INTESTINAIS: UM ESTUDO TRANSVERSAL
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2514
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Analisar a percepção da qualidade de vida de pacientes portadores de estomias intestinais.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo transversal<sup>(1)</sup> realizado em serviço secundário de saúde, no interior de São Paulo, responsável pela assistência de pacientes portadores de estomia, distribuição de acessórios e produtos adjuvantes. Considerando a população de 93 pacientes assistidos por este serviço, com um nível de confiança de 95% e erro amostral de 5%, o número amostral foi de 76 pacientes. Foram incluídos 77 indivíduos com idade maior ou igual a 18 anos, portadores de estomias intestinais de qualquer segmento, alfabetizados, habilitados a responder ao questionário sozinhos. Os critérios de exclusão abrangeram pacientes com alterações cognitivas que impossibilitaram a comunicação, indivíduos que não possuíam acesso a ligação telefônica ou com dificuldade de deslocamento ao serviço.<br>A coleta de dados foi realizada com um tablet por meio da plataforma REDCAP<sup>(2)</sup>, durante a consulta de enfermagem ou por meio de ligação telefônica. Foram aplicados dois questionários, o primeiro para caracterização sociodemográfica e o segundo instrumento “City of Hope-Quality of Life-Ostomy Questionnaire” (COH-QOL-OQ), instrumento validado nacionalmente que avalia quatro dimensões: bem-estar físico, psicológico, social e espiritual<sup>(3)</sup>.<br>Os dados obtidos foram organizados e analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, com o uso do software SAS para Windows v.9.4.<br>O estudo foi conduzido respeitando os princípios éticos de pesquisa com seres humanos, sendo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (nº do parecer: 7.462.550).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>A amostra foi composta por 77 pacientes. Quando avaliado o instrumento COH-QOL-OQ, observou-se que o domínio do bem-estar espiritual apresentou a maior média de qualidade de vida 7,35 (DP=1,68), contraponto ao domínio do bem-estar social, que apresentou a média de 6,16 (DP=1,75). A média do escore total de qualidade de vida foi de 6,59 (DP=1,42).<br>Quanto à análise inferencial, os participantes com mais de 50 anos apresentaram escores maiores nos domínios do bem-estar físico (p<0,0001), psicológico (p=0,039) e social (p=0,040), bem como no escore total (p=0,006). No que se refere ao domínio de bem-estar físico, identificou-se diferença estatisticamente significativa para as variáveis de estado civil (p=0,040), escolaridade (p=0,026) e renda familiar (p=0,017). Em relação ao tipo de estomia intestinal, os participantes com colostomia (6,82; Dp=1,31) apresentaram percepção de qualidade de vida maior (p=0,046) que aqueles com ileostomia (6,15; DP=1,54).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Neste estudo, o domínio social foi o mais comprometido, enquanto o domínio espiritual apresentou os maiores escores. As variáveis sociodemográficas influenciaram principalmente o domínio do bem-estar físico, sendo que os pacientes com ileostomia apresentaram uma menor percepção de qualidade de vida. Desta forma, tanto os fatores clínicos, quanto os aspectos sociodemográficos podem influenciar a qualidade de vida de portadores de estomias intestinais.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Em suma, este estudo contribui para a prática em estomaterapia ao descrever os domínios da qualidade de vida mais comprometidos, subsidiando o desenvolvimento de ações assistenciais direcionadas às reais necessidades dos pacientes com estomias intestinais.</p> </div> </div>Felipe Da Silva Marques RibeiroEtiana Oliveira Da SilvaVivian Sauer Torres Da SilvaMayara SpinCassiane De Santana Lemos
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2026-06-052026-06-05PLATAFORMA VIRTUAL: USABILIDADE E ACEITABILIDADE NO CUIDADO DE CRIANÇAS EM UM AMBULATÓRIO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2515
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span id="docs-internal-guid-c0c4d489-7fff-555a-4f94-f5d981226fcc" style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; vertical-align: baseline; white-space-collapse: preserve;">Descrever o nível da usabilidade e da aceitabilidade de uma plataforma virtual durante consultas de Enfermagem em um Ambulatório.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p id="docs-internal-guid-4350ca37-7fff-a411-376d-65d3c33da9df" dir="ltr" style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0.0pt; margin-bottom: 0.0pt;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; vertical-align: baseline; white-space-collapse: preserve;">Estudo descritivo, observacional, transversal, de abordagem quantitativa, realizado em um Ambulatório de Enfermagem em Reabilitação, durante as consultas de enfermagem, em um Hospital Universitário vinculado a uma universidade pública, no interior do Estado de São Paulo. Foram incluídas crianças na faixa etária de zero a 14 anos¹</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; vertical-align: baseline; white-space-collapse: preserve;">, em atendimento neste Ambulatório, com quadro de Disfunção vesical e intestinal (DVI) e/ou tratamento dos sintomas urinários e/ou intestinais²</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; vertical-align: baseline; white-space-collapse: preserve;">, além de seus cuidadores responsáveis. Seguido os preceitos éticos, os participantes tiveram acesso à plataforma virtual, gratuita voltada ao autocuidado apoiado em uropediatria. No retorno ambulatorial, após 15 dias, foram aplicados dois instrumentos: a Escala de Usabilidade do Sistema (System Usability Scale – SUS)³</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; vertical-align: baseline; white-space-collapse: preserve;"> e um questionário de aceitabilidade elaborado pelos pesquisadores. A SUS é composta por 10 itens em escala Likert de 1 a 5, avaliando facilidade de uso, consistência e confiança no sistema. O escore varia de 0 a 100, sendo considerado ponto de corte ≥68 para alta usabilidade. A aceitabilidade foi avaliada por meio de questionário com cinco questões relacionadas à utilidade, clareza das informações, adequação dos recursos visuais e recomendação da plataforma, com respostas em escala Likert. O escore total varia de 5 a 25, sendo considerado >20 indicativo de alta aceitabilidade. Os escores foram calculados conforme as recomendações da literatura.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p id="docs-internal-guid-631f9748-7fff-c813-0aee-a442223dea45" dir="ltr" style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0.0pt; margin-bottom: 0.0pt;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; vertical-align: baseline; white-space-collapse: preserve;">Participaram do estudo 10 crianças e seus respectivos cuidadores. A média do escore da SUS foi de 82,2 pontos, valor significativamente superior ao ponto de corte estabelecido, indicando alta usabilidade da plataforma. Esse resultado sugere que a plataforma virtual foi percebida como de fácil navegação, compreensível e adequada ao perfil dos usuários. Em relação à aceitabilidade, os escores variaram entre 23 e 25 pontos, evidenciando elevada aceitação entre os participantes. Destacaram-se positivamente aspectos como a utilidade das orientações fornecidas, a clareza das informações apresentadas e a intenção de recomendação da plataforma para outros cuidadores. Os achados indicaram boa adesão ao uso da tecnologia e potencial para incorporação na prática clínica.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p id="docs-internal-guid-d9b59277-7fff-a8a1-5f18-213801b61d1c" dir="ltr" style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0.0pt; margin-bottom: 0.0pt;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; vertical-align: baseline; white-space-collapse: preserve;">A plataforma virtual apresentou elevados níveis de usabilidade e aceitabilidade, configurando-se como uma ferramenta acessível, prática e alinhada às necessidades de crianças com DVI e seus cuidadores. Sua utilização no contexto ambulatorial demonstrou potencial para qualificar o cuidado de enfermagem, favorecer a adesão ao tratamento e fortalecer o autocuidado apoiado. Assim, a plataforma se destaca como uma estratégia inovadora no manejo clínico em uropediatria, contribuindo para a melhoria da qualidade da assistência e dos desfechos em saúde.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p id="docs-internal-guid-10f4dd7b-7fff-1104-6d90-418719635681" dir="ltr" style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0.0pt; margin-bottom: 0.0pt;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; vertical-align: baseline; white-space-collapse: preserve;">A plataforma virtual contribui para a estomaterapia ao ampliar estratégias de autocuidado apoiado em uropediatria, favorecendo a educação em saúde, o acompanhamento contínuo e a atuação do enfermeiro na reabilitação de crianças com DVI.</span></p> </div> </div>Victória Fernandes DeliberaliAndrea De Jesus ZangiacomiGisele MartinsGustavo ToninMaria Eduarda Lima MartinsLaís Fumincelli
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2026-06-052026-06-05IMPLICAÇÕES ECONÔMICAS DO CLORETO DE DIALQUIL CARBAMOIL NO CONTROLE MICROBIANO DE FERIDAS: SCOPE REVIEW
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal">Mapear as evidências disponíveis acerca do uso do Cloreto de Dialquil Carbamoil (DACC) no tratamento de feridas, com ênfase em seus efeitos clínicos e nas repercussões econômicas associadas ao cuidado, incluindo custos assistenciais, consumo de recursos, prevenção de infecção e otimização do tempo de tratamento.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Trata-se de uma revisão de escopo, elaborada conforme as recomendações do <em>JBI Manual for Evidence Synthesis</em> e as diretrizes do <em>PRISMA-ScR</em>. A busca foi conduzida nas bases MEDLINE/PubMed, Cochrane Library, LILACS e Embase, com base na estratégia PCC, a fim de identificar estudos que abordassem o uso de coberturas contendo DACC em diferentes contextos de tratamento de feridas e seus possíveis impactos econômicos. Para a composição das estratégias de busca, foram utilizados descritores DeCS/MeSH, termos do Emtree e palavras-chave relacionadas ao DACC, ao tratamento de feridas e à avaliação de custos em saúde, combinados por operadores booleanos de modo a garantir rastreabilidade e reprodutibilidade.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> Encontraram-se inicialmente 69 produções, e após seleção por título e resumo, selecionaram-se 7 produções para esta revisão. As evidências disponíveis indicam o DACC têm sido incorporadas ao manejo de diferentes tipos de feridas, particularmente naquelas associadas à elevada biocarga, colonização crítica ou risco aumentado de infecção. Em termos clínicos, os estudos convergem para benefícios relacionados ao controle da carga microbiana local, à redução de manifestações infecciosas e à promoção de um microambiente mais favorável à cicatrização. Sob a ótica econômica, observa-se potencial impacto positivo sobre os custos do cuidado, especialmente pela diminuição da necessidade de antimicrobianos tópicos, pela redução da frequência de trocas de curativos, pela menor ocorrência de complicações infecciosas e pela otimização do uso de recursos assistenciais. Todavia, tais achados ainda devem ser interpretados à luz das limitações da literatura, marcada por heterogeneidade metodológica e escassez de estudos com desenho específico para avaliação de custo-efetividade ou de outros desfechos econômicos relacionados ao emprego dessa tecnologia.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> O DACC configura-se como uma tecnologia promissora no tratamento de feridas, ao reunir potencial benefício clínico e possível contribuição para maior eficiência econômica no cuidado. Entretanto, a consolidação de sua aplicabilidade em diferentes cenários assistenciais ainda demanda estudos com maior robustez metodológica, capazes de avaliar de forma mais consistente sua efetividade clínica e custo-efetividade.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Os achados desta revisão reforçam a relevância da estomaterapia na avaliação especializada e no manejo clínico de feridas com elevada carga microbiana, colonização crítica ou risco de infecção. Nesse contexto, o estomaterapeuta desempenha papel central na avaliação criteriosa do leito da ferida, na identificação de sinais de comprometimento infeccioso, na seleção racional de coberturas e na incorporação de tecnologias baseadas em evidências, como o DACC. Sua atuação contribui para a qualificação do cuidado, ao favorecer intervenções mais seguras, resolutivas e alinhadas ao uso racional de recursos assistenciais.</p> </div> </div>Lucas Dalvi Armond RezendePaula De Souza Silva FreitasAline De Oliveira RamalhoAmanda Ferreira De Almeida ColombiGabriela Scaramussa Luz PandiniHeloísa Helena Camponez Barbara RéduaNatália Aparecida De Barros
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2026-06-052026-06-05PRESCRIÇÃO COM PRECISÃO EM ESTOMATERAPIA: AVALIAÇÃO ASSERTIVA NA INDICAÇÃO DE CONVEXIDADE MACIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2517
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span data-teams="true">Analisar a experiência de um programa estruturado de suporte clínico conduzido por enfermeiras especialistas de uma empresa fabricante de medical devices para estomia, descrevendo o perfil clínico e anatômico de pessoas com estomia evidenciando o papel da avaliação sistematizada na prescrição assertiva de convexidade macia associada ao uso do cinto, com foco na adaptação ao equipamento coletor e prevenção de complicações periestomias.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de um relato de experiência referente à atuação de um programa de suporte clínico desenvolvido por enfermeiras especialistas vinculadas a uma empresa multinacional fabricante de medical devices para estomias de eliminação. O programa foi direcionado ao acompanhamento de pessoas com estomia, com ênfase na avaliação do estoma, da topografia abdominal e das condições da pele periestomia, a prescrição individualizada assertiva de equipamentos coletores e adjuvantes.</p> <p>A coleta de dados ocorreu ao longo do ano de 2025, período em que foram acompanhadas 3.833 pessoas com estomia. Desses, 3.249 (84,7%) apresentaram adaptação ao equipamento coletor após avaliação e intervenção especializada. Houve predominância de colostomias (56,8%), seguidas de ileostomias (35,3%) e urostomias (5,7%). Quanto ao perfil anatômico, 1.703 (45%) apresentavam estomas planos, 1.828 (48%) protrusos e 287 (7%) retraídos.</p> <p>Com base na avaliação sistematizada, 2.225 pacientes (58,1%) receberam prescrição de convexidade macia, enquanto 2.578 (67,2%) utilizaram cinto associado como estratégia complementar. Embora tradicionalmente indicada para estomas planos ou retraídos, observou-se elevada utilização da convexidade também em estomas protrusos, especialmente na presença de irregularidades abdominais, pregas cutâneas e dificuldades de vedação, visando reduzir vazamentos e complicações da pele periestomia.</p> <p>Nesse contexto, a convexidade macia foi empregada como estratégia preventiva ao vazamento, enquanto o uso do cinto contribuiu para maior estabilidade do equipamento e potencialização do efeito da convexidade. A literatura evidencia que a convexidade é fundamental para promover vedação adequada, especialmente em superfícies abdominais irregulares ou baixa protrusão do estoma<em>1,3</em>. Consensos internacionais ressaltam que sua indicação deve considerar múltiplos fatores clínicos, incluindo altura do estoma, contorno abdominal, localização do orifício e características do efluente<em>2,3</em>. Estudos populacionais também evidenciam elevada frequência de complicações relacionadas à estomia, associadas à maior utilização de serviços de saúde<em>1</em>, reforçando a importância do suporte clínico especializado e da seleção criteriosa do equipamento coletor.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span data-teams="true">O suporte clínico conduzido por enfermeiras especialistas mostrou-se fundamental na prescrição assertiva de tecnologias. A avaliação sistematizada ampliou a indicação de convexidade macia em diferentes perfis anatômicos, frequentemente associada ao uso do cinto para otimizar a estabilidade do equipamento coletor. Esses achados reforçam a relevância da avaliação especializada e da prática baseada em evidências para qualificar o cuidado, favorecer a adaptação e reduzir complicações periestomias.</span></p> </div> </div>Kelly Camarozano MachadoElida BandeiraOlivia BarrosMichele Constantino
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2026-06-052026-06-05PERSPECTIVAS ACERCA DO USO DO DACC NO MANEJO DE FERIDAS INFECTADAS: REVISÃO NARRATIVA DE LITERATURA.
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2518
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Identificar nas diferentes literaturas disponíveis, a aplicação da tecnologia DACC no manejo de feridas infectadas, a fim de corroborar o seu uso na prática clínica em diferentes cenários e etiologias. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de uma revisão narrativa de literatura. A pesquisa foi realizada no mês de março de 2026 nas seguintes bases de dados: MEDLINE, PUBMED, Cochrane e nos portais da Biblioteca Virtual da Saúde (BVS). Durante o processo de busca, foram utilizados em inglês e português os descritores “Wounds and Injuries” (“Ferimentos e lesões”), “Wound Healing” (“Cicatrização de Feridas”), "Wound Infection" (“Infecção em feridas”), "Dialkylcarbamoyl chloride" e (“Cloreto de Dialquilcarbamoil”). Tais descritores foram combinados com operadores boleanos “AND” e “OR” para o refinamento da busca. Em relação aos critérios de inclusão, foram incluídas publicações dos últimos 10 anos (2016 a 2026), nos idiomas inglês, espanhol e português, abrangendo todos os tipos de estudos, desde que estivessem disponíveis na íntegra. Por outro lado, foram excluídos os estudos que se repetiram nas bases de dados, que não abordassem o objetivo da presente revisão ou aqueles que fossem preprints e cartas ao editor. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Foram encontrados 54 artigos nas bases de dados e após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, este número se reduziu para 20. Durante a análise do conteúdo dos estudos, destacou-se o uso do DACC em feridas com sinais de infecção e identificadas como feridas de difícil cicatrização, devido a nível de colonização ou tempo prolongado de tratamento. Além disso, alguns artigos apontam efetividade do mecanismo físico da tecnologia frente à microrganismos multirresistentes. Outro ponto importante é a relação de custo efetividade do curativo no processo de diminuição do bioburden e controle do biofilme. Em relação às etiologias abordadas, notou-se uma predominância das ISC’s (45%) com foco na abordagem de prevenção e diminuição do risco de deiscência. Outrossim, percebeu-se que 95% dos artigos foram publicados em inglês e não foram encontradas publicações em português. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Foi observada a efetividade da tecnologia no controle microbiano de feridas infectadas, evidenciando a sua aplicação em feridas cirúrgicas e feridas de difícil cicatrização. Além disso, notou-se um destaque ao combate de patógenos multirresistentes, e prevenção da RAM nas lesões. Por outro lado, concluiu-se que há uma baixa disponibilidade de estudos em língua portuguesa, fator de atenção frente ao nível de efetividade demonstrada na literatura analisada. Sendo assim, salienta-se a relevânciade novas publicações, principalmente em território nacional, a fim de embasar a indicação clínica do DACC e pulverizar a efetividade do seu uso. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A presente revisão contribui de forma positiva à estomaterapia, pois analisa a literatura acerca de uma tecnologia inovadora, que através de seu mecanismo de ação combate questões importantes e inerentes ao manejo de feridas complexas. Além disso, a tecnologia se propõe como alternativa segura no combate ao biofilme e resistência aos antimicrobianos, aliada à sua amplitude de aplicação em etiologias. Por fim, a revisão incentiva a publicação de novos estudos, alinhando-se a necessidade de maior rigor metodológico no âmbito da prática clínica da estomaterapia. </p> </div> </div>Mariana Ferreira Dos Santos
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2026-06-052026-06-05FOTOBIOMODULAÇÃO COM LASER DE BAIXA POTÊNCIA NA GANGRENA DE FOURNIER: EVIDÊNCIAS CLÍNICAS E POTENCIAL TERAPÊUTICO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2519
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar o caso de aplicação da Terapia Laser de Baixa Potência (TLBP) em paciente com gangrena de Fournier, destacando seus efeitos sobre o processo de cicatrização, analgesia e controle inflamatório.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Paciente masculino, 37 anos, obeso, apresentou Fasciite Necrosante de Fournier perineal extensa com acomentimento do testículo direito com má perfusão e acometimento perianal, abordado cirurgicamente pela equipe da coloproctologia, urologia e plástica, foi submetido a confecção de colostomia, desbridamento cirúrgico e reconstruído o escroto direito com retalho do músculo grácil. Internado de maio a julho 2025, apresentou deiscência de sutura e realizava os curativos na unidade básica de saúde, foi encaminhado para o serviço de curativos especializados em 19/08/2025 para avaliação e tratamento da lesão. Na primeira consulta apresentava lesão do saco escrotal até próximo ao ânus, com bom tecido de granulação, pouco exsudato seroso, sendo realizado curativo com retirada de tecidos desvitalizados, iniciado com TLBP em 17 pontos com 1J V e 1J IV, aplicado creme barreira nas bordas das lesões e curativo de hidrofibra com prata. O acompanhamento do tratamento foi realizado com medição do tamanho da área lesada, registro fotográfico e registro em prontuário eletrônico. Os curativos eram realizados duas vezes na semana com aplicação do laser. Em 10/02/2026 a lesão fechou totalmente. A TLBP foi utilizada como terapia complementar ao manejo convencional, associada a técnicas adequadas de limpeza com PHMB e uso de coberturas de hidrofibra com prata, sendo realizado registro sistemático da evolução clínica. Os parâmetros adotados favoreceram analgesia, modulação inflamatória e reparação tecidual, com uso rigoroso de equipamentos de proteção individual, monitorização contínua e aplicação regular do laser ao longo de semanas. Essa abordagem integrada resultou em redução do processo inflamatório, diminuição da dor, reorganização do tecido de granulação e aceleração evidente da cicatrização, reforçando a eficácia do laser como recurso adjuvante no tratamento de feridas graves associadas à Síndrome de Fournier.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">A análise dos casos demonstra que a TLBP constitui uma tecnologia capaz de ampliar o repertório terapêutico das enfermeiras que atuam no manejo de feridas complexas, incluindo complicações perineais graves, como a Síndrome de Fournier. Sua incorporação pode fortalecer a prática clínica ao favorecer abordagens mais resolutivas, reduzir o sofrimento físico, acelerar o reparo tecidual e qualificar o acompanhamento sistematizado das lesões. Os achados também evidenciam a importância da qualificação profissional em fotobiomodulação, bem como a necessidade de ampliar pesquisas que investiguem a aplicação da TLBP em feridas de alta complexidade, contribuindo para o fortalecimento do cuidado especializado realizado por enfermeiras estomaterapeutas. Nesse contexto, a TLBP apresenta elevado potencial terapêutico no tratamento da Síndrome de Fournier, ao atuar na modulação do processo inflamatório, no alívio da dor e na aceleração da cicatrização.</p> </div> </div>Rosaura Soares PaczekCristhiane De Souza SilveiraCarina GalvanElaine Maria AlexandrePatricia Bueno De Oliveira
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2026-06-052026-06-05APLICAÇÃO DA TERAPIA LASER DE BAIXA POTÊNCIA NO CUIDADO EM ESTOMATERAPIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2520
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência de implementação e utilização da Terapia Laser de Baixa Potência (TLBP) em um serviço público especializado em Estomaterapia no sul do Brasil, destacando seus efeitos no processo de cicatrização e na qualificação do cuidado de enfermagem.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Este relato descreve uma vivência ocorrida em 2023 em um serviço de Estomaterapia que atende pessoas com estomias, fístulas e feridas complexas. A equipe identificou a necessidade de incorporar tecnologias que ampliassem a resolutividade das intervenções em feridas, especialmente diante de casos de difícil cicatrização. Nesse contexto, as enfermeiras do setor buscaram capacitação específica em laserterapia, fundamentada em evidências científicas e alinhada às regulamentações profissionais, tornando-se aptas a realizar avaliação, prescrição e aplicação da TLBP. A prática clínica passou a incluir consulta de enfermagem estruturada, com anamnese, exame físico e avaliação detalhada das características da ferida. Pacientes com indicação para TLBP recebiam explicações sobre o tratamento e assinavam consentimento formal. A aplicação era realizada conforme protocolo institucional, utilizando irradiação pontual com espaçamento de um cm entre os pontos e os parâmetros ajustados conforme o tipo e a fase da ferida. As sessões ocorriam semanalmente, com registro em prontuário eletrônico detalhado contendo evolução clínica, fotografias quando autorizadas e ajustes terapêuticos. Os resultados observados demonstraram expressiva aceitação por parte dos pacientes e benefícios clínicos relevantes. Houve redução perceptível de dor, diminuição de edema e sinais inflamatórios, além de aceleração do processo cicatricial, com formação de tecido de granulação melhor organizado. A fotobiomodulação contribuiu para melhora do conforto e da experiência do paciente durante o tratamento. Para as enfermeiras estomaterapeutas, a incorporação da TLBP ampliou o arsenal terapêutico, fortaleceu a autonomia profissional e qualificou o cuidado oferecido, especialmente em casos nos quais terapias convencionais apresentavam resposta limitada. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">A experiência demonstra que a Terapia Laser de Baixa Potência é uma tecnologia segura, eficaz e aplicável na rotina dos serviços de Estomaterapia, contribuindo para o reparo tecidual, o alívio da dor e a modulação inflamatória. Como contribuição para a área, este relato reforça a importância da capacitação permanente das enfermeiras estomaterapeutas, evidenciando os benefícios da incorporação de tecnologias baseadas em evidências no cuidado às feridas e destaca o potencial da TLBP como recurso complementar que amplia a resolutividade terapêutica e melhora a qualidade de vida dos pacientes atendidos.</p> <p> </p> </div> </div>Rosaura Soares PaczekCristhiane De Souza SilveiraCarina Galvan
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2026-06-052026-06-05PELE DE TILÁPIA LIOFILIZADA COMO ALTERNATIVA TERAPÊUTICA PARA CRIANÇAS QUEIMADAS: UM ESTUDO DE CASO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2521
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever o uso clínico da pele de tilápia liofilizada como alternativa terapêutica para crianças queimadas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>A pele de tilápia mostrou-se uma inovação no tratamento de queimaduras devido a sua compatibilidade histológica com a pele humana, rica em colágeno tipo 1, tornando-se uma alternativa mais econômica e trazendo benefícios, como a diminuição da dor e das trocas de curativo¹. Nesse contexto, as crianças e jovens são um público propício a acidentes domésticos envolvendo queimaduras, sendo estas, capazes de causar sequelas graves, podendo, inclusive, ocasionar a morte²,³. Este estudo trata-se de um relato de caso de um paciente voluntário da pesquisa clínica intitulada como: avaliação da eficácia da pele de tilápia (Oreochromis niloticus) como curativo biológico oclusivo no tratamento de queimaduras: ensaio clínico com crianças, em fase II, monocêntrica e randomizada ao acaso, com controle ativo, em uso da pele de tilápia liofilizada em queimadura de espessura parcial superficial. A intervenção foi realizada em uma unidade de tratamento para queimados, localizada em Fortaleza-Ceará. O projeto, em conformidade com a Resolução 466/2012, foi aprovado no Comitê de Ética sob o número 1.956.945. O caso clínico refere-se ao paciente, J.M.M.S, 12 anos, sexo masculino, queimadura por escaldadura, afetando tronco superior, totalizando 8% de superfície corpórea queimada (SCQ). Após a anamnese, avaliação clínica e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pela responsável legal, iniciou-se o protocolo terapêutico. No primeiro momento foi realizada a limpeza da área afetada com solução antisséptica, seguido pela aplicação de 12 peles de tilápia como curativo primário. Para o curativo secundário, utilizaram-se gazes acolchoadas e ataduras. O paciente e o responsável legal receberam todas as orientações necessárias, durante o período de internação. Ao longo do tratamento, não foram realizadas trocas de curativo primário, apenas do secundário (gazes e atadura), procedimento essencial para avaliação da área. O tratamento com a pele de tilápia foi eficaz em reduzir as trocas de curativos e frequência de banho sob anestesia, consequentemente, houve diminuição do estímulo doloroso, dos riscos infecciosos e de complicações associadas à sedação. O desfecho clínico evidenciou a completa cicatrização da área queimada em 10 dias.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr"> A pele de tilápia surge como uma solução inovadora para o tratamento de queimados, trazendo maior conforto ao paciente, conforme o cerne do cuidado à pessoa com lesões, deve-se buscar o maior conforto possível. Com a utilização desse biomaterial, otimiza-se o cuidado, através de um processo de cicatrização mais ágil e muito menos doloroso, contribuindo assim para a assistência prestada pelo profissional estomaterapeuta e por toda a equipe de cuidados. </p> <p> </p> </div> </div>Sarah Beatriz Pinto BezerraEdmar Maciel Lima JúniorFrancisco Raimundo Silva JuniorFelipe Augusto Rocha RodriguesIcaro Osterne BezerraJéssica De Queiroz Bandeira FernandesManoel Odorico De Moraes FilhoCamila Barroso Martins
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2026-06-052026-06-05CICATRIZAÇÃO DA ÚLCERA VENOSA: O PAPEL DECISIVO DA TERAPIA COMPRESSIVA BASEADA EM EVIDÊNCIAS .
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2522
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Demonstrar, com base nos consensos internacionais e artigos recentes, o impacto da compressão terapêutica, especialmente sistemas multicamadas e alta rigidez, na cicatrização da úlcera venosa.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de uma revisão narrativa de literatura. A pesquisa foi realizada no mês de março de 2026 nas seguintes bases de dados: MEDLINE, PUBMED, Cochrane e nos portais da Biblioteca Virtual da Saúde (BVS). Durante o processo de busca, foram utilizados em inglês e português os descritores “Venous Leg Ulcer Management” (“tratamento de úlceras venosas”),“Best Practice Statement”(“boas práticas”),"Compression Systems" (“Sistema de Compressão”). Tais descritores foram combinados com operadores boleanos “<em>AND</em>” e “<em>OR</em>” para o refinamento da busca. </span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Foram encontrados nas bases de dados 54 artigos, dos quais 20 foram selecionados que atenderam os seguintes critérios: estar disponível na íntegra, estar publicado nos idiomas espanhol, inglês ou português, ter o tema pertinente ao assunto, publicados nos últimos 20 anos. Os critérios de exclusão foram: artigos não pertinentes ao tema pesquisado, artigos que não estavam disponíveis na íntegra ou que fossem publicações anteriores à 2003.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-ansi-language: PT-BR;">A terapia compressiva baseada em evidências constitui no pilar fundamental para a cicatrização da úlcera venosa, sendo reconhecida como a intervenção mais eficaz para redução do edema, melhora do retorno venoso e aceleração do processo de cicatrização.No cenário brasileiro, aproximadamente 40 e 50% das úlceras venosas cicatrizam entre 3 e 6 meses quando tratados adequadamente com terapia compressivas. Apesar da robustez das evidências científicas, sua implementação ainda enfrenta importantes desafios no contexto brasileiro, especialmente relacionados à capacitação profissional, à disponibilidade de materiais, à padronização de protocolos e à adesão do paciente. </span><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-ansi-language: PT-BR;"> Concluimos que a terapia compressiva ainda é subutilizada<strong> </strong>no Brasil, especialmente na Atenção Primária à Saúde.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-ansi-language: PT-BR;">A revisão apresentada contribui de forma positiva à estomaterapia, o papel estratégico da estomaterapia na avaliação clínica, indicação segura da compressão, educação do paciente e acompanhamento longitudinal do tratamento. A superação dessas barreiras exige investimento em educação permanente, fortalecimento das práticas baseadas em evidências e incorporação sistematizada da terapia compressiva como tecnologia essencial no cuidado às pessoas com úlcera venosa.</span></p> </div>Alessandra Miranda Garcia Storti
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2026-06-052026-06-05REFERÊNCIA NA ESTOMATERAPIA: DA EXPERTISE TÉCNICA À INTEGRAÇÃO ENTRE CIÊNCIA, LIDERANÇA E IMPACTO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2523
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Discutir a construção do profissional de referência na Estomaterapia, analisando a integração entre ciência, estratégia, liderança e desenvolvimento profissional como base para atuação ampliada, consistente e sustentável.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p data-start="1285" data-end="1740">A construção de referência profissional na Estomaterapia não se sustenta exclusivamente na expertise técnica, mas na capacidade de transformar conhecimento em decisão qualificada, ação estruturada e impacto consistente. Em um cenário assistencial marcado por complexidade crescente, o diferencial do profissional deixa de ser o domínio do conteúdo e passa a ser a forma como esse conhecimento é interpretado, organizado e aplicado em diferentes contextos.</p> <p data-start="1742" data-end="2205">Modelos contemporâneos de formação em saúde indicam que profissionais de maior relevância são aqueles capazes de integrar conhecimento científico com competências analíticas, estratégicas e relacionais, ampliando sua atuação para além da execução assistencial (1,4). Nesse contexto, a referência profissional passa a ser definida pela consistência das decisões, pela capacidade de sustentar condutas e pela influência exercida sobre práticas, equipes e processos.</p> <p data-start="2207" data-end="2672">A liderança emerge como elemento estruturante desse processo, não como posição formal, mas como competência que permite direcionar ações, alinhar interesses e sustentar mudanças em ambientes dinâmicos (2). Profissionais que desenvolvem essa capacidade ampliam progressivamente seu campo de atuação, passando a contribuir não apenas na assistência direta, mas também na organização do cuidado, na qualificação de práticas e na tomada de decisão em diferentes níveis.</p> <p data-start="2674" data-end="3171">Essa ampliação de atuação está diretamente associada à capacidade de transitar entre contextos, interpretar diferentes realidades e adaptar estratégias, o que possibilita inserção em cenários mais complexos e de maior responsabilidade. Ambientes contemporâneos de saúde demandam profissionais com essa capacidade ampliada, favorecendo trajetórias que ultrapassam fronteiras assistenciais tradicionais e se expandem para contextos institucionais e ampliados, inclusive em níveis internacionais (3).</p> <p data-start="3173" data-end="3565">Além disso, o desenvolvimento da expertise envolve prática deliberada, reflexão sistemática e aprendizado contínuo, permitindo ao profissional sustentar decisões qualificadas ao longo do tempo (5). A integração entre ciência, estratégia e liderança, nesse sentido, não apenas qualifica a prática, mas amplia o alcance da atuação profissional e consolida sua relevância em diferentes cenários.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Ser referência na Estomaterapia implica integrar ciência, estratégia e liderança como competências indissociáveis da prática profissional. Este estudo contribui ao propor um modelo ampliado de desenvolvimento, no qual o Estomaterapeuta evolui de executor técnico para agente de decisão, influência e transformação, ampliando seu impacto, sua capacidade de atuação e sua inserção em diferentes níveis do sistema de saúde.</p> </div>Andrezza Carla Cavalcanti Pires D'azevedo
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2026-06-052026-06-05INTERSECCIONALIDADE NO CUIDADO À CRIANÇA TRAQUEOSTOMIZADA: PROTAGONISMO DA ESTOMATERAPIA NA IMPLEMENTAÇÃO DE PROTOCOLO ASSISTENCIAL PEDIÁTRICO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2524
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Relatar a experiência de elaboração e implementação de um protocolo assistencial para o manejo de traqueostomia pediátrica em um Cancer Center, sob a perspectiva da interseccionalidade, destacando o protagonismo da estomaterapia na qualificação do cuidado e na promoção da segurança do paciente.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p data-start="473" data-end="877">Trata-se de um relato de experiência sobre a construção e implantação de protocolo institucional para o cuidado de crianças traqueostomizadas em contexto oncológico, conduzido por uma estomaterapeuta. A iniciativa surgiu da necessidade de padronizar práticas assistenciais frente à elevada complexidade clínica e aos riscos associados ao manejo de vias aéreas artificiais em pediatria.</p> <p data-start="879" data-end="1345">O protocolo foi desenvolvido com base em evidências científicas e consensos clínicos, contemplando indicação de traqueostomia, seleção de cânulas conforme idade e peso, manejo do cuff, aspiração endotraqueal, umidificação, cuidados com a pele periestomal e critérios para decanulação. Foram estruturados fluxos assistenciais e algoritmos de decisão clínica, com ênfase no processo de decanulação, visando maior segurança, rastreabilidade e uniformidade das condutas.</p> <p data-start="1347" data-end="1861">Destaca-se o protagonismo da estomaterapia na condução de todas as etapas: articulação com a equipe multiprofissional e médica, elaboração do protocolo e fluxos, padronização de dispositivos e lideranças dos processos educativos. </p> <p data-start="1347" data-end="1861"><span class="NormalTextRun SCXW83080892 BCX8">O protocolo valorizou a atuação multiprofissional integrada (enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia e equipe médica), com ênfase na educação de familiares e cuidadores para o manejo seguro no domicílio, incluindo reconhecimento de complicações e condutas frente a emergências, como </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW83080892 BCX8">decanulação</span><span class="NormalTextRun SCXW83080892 BCX8"> acidental</span><span class="NormalTextRun SCXW83080892 BCX8"> e obstrução do dispositivo por muco</span><span class="NormalTextRun SCXW83080892 BCX8">. O planejamento de alta foi estruturado como etapa essencial, incorporando estratégias para continuidade do cuidado na rede de atenção à saúde.</span></p> <p data-start="1863" data-end="2396">Sob a perspectiva da interseccionalidade, reconhece-se a criança traqueostomizada como sujeito em sobreposição de vulnerabilidades: condição oncológica, dependência de tecnologia (traqueostomia como deficiência funcional respiratória) e dependência de cuidadores, o que impacta diretamente o acesso, a continuidade e a segurança do cuidado. Nesse contexto, o planejamento de alta foi estruturado como etapa central do protocolo, com estratégias voltadas à transição segura para o domicílio e integração com a rede de atenção à saúde.</p> <p data-start="2398" data-end="2599">A disponibilização do protocolo em sistema institucional e a realização de treinamentos favoreceram sua adoção, contribuindo para a organização do cuidado e redução da variabilidade assistencial.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A experiência evidencia o papel estratégico da estomaterapia na liderança de processos assistenciais complexos, promovendo padronização, educação em saúde e integração multiprofissional. A incorporação da perspectiva interseccional qualifica o cuidado ao orientar práticas mais equitativas, seguras e centradas na criança e sua família. O protocolo configura-se como ferramenta replicável, com potencial de impacto na melhoria da qualidade assistencial e nos desfechos clínicos em contextos de alta complexidade.</p> </div> </div>Renata Otoni NeivaBruno Almeida De OliveiraPatrícia Pereira Dos AnjosKauan Tamandaré Oliveira
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2026-06-052026-06-05TEMPO DE PERMANÊNCIA DO CURATIVO DE CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA EM NEONATOS: ESTUDO LONGITUDINAL
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2525
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span lang="PT-BR" style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: bold; mso-no-proof: yes;">Analisar o tempo de permanência do curativo de cateter central de inserção periférica (CCIP) em neonatos e sua associação com características clínicas, do dispositivo, dos cuidados de Enfermagem, das infusões e ocorrência de complicações.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span lang="PT-BR" style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: bold; mso-no-proof: yes;">Estudo de coorte prospectivo, analítico e observacional, realizado de maio a novembro de 2018 em unidade neonatal de hospital público pediátrico de nível terciário. Foram incluídos neonatos em uso de CCIP com curativo de filme transparente estéril. A coleta de dados ocorreu por inspeção diária dos curativos e análise de prontuários, contemplando variáveis demográficas, clínicas, do cateter, das infusões e dos cuidados de Enfermagem. A variável dependente foi o maior tempo de permanência do curativo por neonato. Os dados foram analisados no software R® (versão 3.5.1), utilizando-se os testes de Spearman, Wilcoxon-Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, com nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (parecer </span><span lang="PT-BR" style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-font-kerning: 0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: ES-CO; mso-bidi-language: AR-SA;">2.660.410</span><span lang="PT-BR" style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: bold; mso-no-proof: yes;">). </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span lang="PT-BR" style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: bold; mso-no-proof: yes;">Participaram 21 neonatos, totalizando 41 curativos e 252 dias de acompanhamento. O tempo de permanência variou de 2 a 11 dias, com maior frequência entre quatro e cinco dias e média de 3,7 dias. O principal motivo de troca foi sujidade (43,9%), seguido de perda de integridade (41,5%) e umidade (14,6%). Maior tempo de permanência associou-se a neonatos de termo, maior tempo de internação, uso de CCIP de maior calibre, utilização de analgesia na inserção, maior tempo de uso do cateter, infusões intermitentes e politerapia. No contexto assistencial, associou-se à permanência em terapia intensiva, uso de incubadora e realização de banho no leito. Observou-se associação significativa com deslocamento do cateter. Em contrapartida, neonatos pré-termo, com menor tempo de internação, uso de cateter de menor calibre, infusão contínua, monoterapia, alocados em berçário, em berço comum e submetidos a banho de imersão apresentaram menor tempo de permanência, estando potencialmente mais expostos a trocas frequentes e seus riscos.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span lang="PT-BR" style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: bold; mso-no-proof: yes;">O tempo de permanência dos curativos de CCIP em neonatos mostrou-se inferior ao recomendado na literatura, evidenciando necessidade de qualificação das práticas assistenciais. As associações identificadas permitem reconhecer fatores que influenciam a durabilidade do curativo e subsidiam intervenções para reduzir trocas desnecessárias, prevenir complicações e promover maior segurança no cuidado neonatal. Destaca-se a relevância da analgesia na inserção do CCIP como estratégia potencial para aumentar a permanência do curativo. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span lang="PT-BR" style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: bold; mso-no-proof: yes;">O estudo contribui para a estomaterapia ao fornecer evidências sobre o manejo de coberturas em dispositivos invasivos em neonatos, favorecendo a prevenção de lesões cutâneas e eventos adversos, a otimização do tempo de permanência dos curativos e o aprimoramento de protocolos assistenciais baseados em evidências no contexto da terapia infusional neonatal. </span></p> </div> </div>Daniela Cavalcante De NegriMily Constanza Moreno RamosMaria De La Ó Ramalho VeríssimoAurea Tamami Mingawa Toriyama
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2026-06-052026-06-05IMPLEMENTAÇÃO DE PROTOCOLO PARA MANEJO DE TRAQUEOSTOMIA EM ADULTOS ONCOLÓGICOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2526
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="color: black;">Relatar a experiência de elaboração e implementação de um protocolo institucional para o manejo da traqueostomia em adultos em um Câncer Center, destacando a atuação da estomaterapia e a contribuição da equipe multiprofissional e médica na qualificação da assistência e promoção da segurança do paciente.</span></p> <p style="text-align: justify; line-height: 150%;"> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="color: black;">A traqueostomia em pacientes oncológicos é indicada principalmente em situações de obstrução de vias aéreas por tumor, proteção em cirurgias extensas e em contextos paliativos. A ausência de padronização assistencial está associada a complicações como obstrução de cânula, infecções respiratórias e lesões de pele periestomal, comprometendo a segurança do cuidado e aumentando o risco de morbimortalidade.</span></p> <p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="color: black;">Trata-se de um relato de experiência sobre a construção e implementação de um protocolo institucional. O desenvolvimento foi conduzido por uma estomaterapeuta, a partir de revisão narrativa da literatura e análise de protocolos nacionais e internacionais. O documento contempla indicação e classificação de cânulas, manejo do cuff, aspiração traqueal e subglótica, prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica, uso de válvula fonatória e filtro trocador de calor e umidade, cuidados com a pele periestomal, além de diretrizes para decanulação e acompanhamento pós-decanulação.</span></p> <p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="color: black;">Destaca-se o protagonismo da estomaterapia na condução das discussões com a equipe multiprofissional e médica, na elaboração do protocolo e fluxos assistenciais, na padronização de dispositivos e na capacitação da equipe de enfermagem, com ênfase na técnica, cuidados e identificação precoce de complicações. </span></p> <p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="color: black;">A implementação ocorreu por meio da disponibilização do protocolo em portal institucional e treinamentos das equipes, favorecendo a incorporação às práticas assistenciais.<span class="apple-converted-space"> </span></span></p> <p style="text-align: justify; line-height: 150%;"> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="color: black;">A atuação da estomaterapia mostrou-se fundamental na organização do cuidado, promovendo padronização, qualificação da assistência e segurança do paciente. Como desdobramento, propõe-se o monitoramento de indicadores</span><span style="font-size: 13.5pt; line-height: 150%; font-family: '-webkit-standard',serif; color: black;"> </span><span style="color: black;">de processo e desfecho, incluindo incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica, taxa de obstrução de cânula, ocorrência de lesões de pele periestomal, adesão ao protocolo, controle adequado da pressão do cuff e segurança no processo de decanulação. </span></p> </div>Renata Otoni NeivaBruno Almeida De OliveiraMarisa Spinelli Brito Da CostaPatrícia Pereira Dos AnjosSarah Yasmin Machado Dos SantosRamiro Dos Anjos MendesKauan Tamandaré Oliveira
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2026-06-052026-06-05COORDENAÇÃO DO CUIDADO E TERAPIAS ADJUVANTES EM FERIDAS COMPLEXAS: RELATO DE CASO EM ONCOLOGIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2527
<div> <p> </p> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="color: black;">Descrever a coordenação do cuidado e o uso de terapias adjuvantes no manejo de feridas complexas em paciente oncológico, destacando a atuação da estomaterapia na qualificação da assistência e nos desfechos clínicos.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span style="color: black;">Trata-se de estudo descritivo, tipo relato de caso, realizado em um Cancer Center em São Paulo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (RC142/25), em 15 de julho de 2025. Paciente masculino, 45 anos, previamente hígido, com histórico de adenocarcinoma de reto médio/alto tratado cirurgicamente em 2023, evoluiu, em novembro do mesmo ano, com sepse grave secundária a extensa coleção pélvica por deiscência de anastomose colorretal baixa. A infecção disseminou-se pelo forame isquiático, acometendo região glútea, coxa e membro inferior esquerdo, culminando em fasceíte necrosante. Foi submetido à laparotomia exploradora com colostomia em transverso proximal, seguida de nove desbridamentos cirúrgicos seriados.</span></p> <p style="caret-color: #000000; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-line: none; text-decoration-thickness: auto; text-decoration-style: solid; word-spacing: 0px;" data-start="1131" data-end="1606"><span style="color: black;">As feridas extensas, com exposição óssea e muscular, tecido necrótico e exsudato abundante, foram manejadas com terapia por pressão negativa (TPN) em múltiplos sítios, com trocas seriadas em centro cirúrgico. Apesar de desafios técnicos relacionados à vedação, houve progressiva formação de tecido de granulação viável. Após estabilização clínica e alta da terapia intensiva, o paciente foi submetido a dois enxertos cutâneos na coxa esquerda, mantendo TPN sobre os enxertos.</span></p> <p style="caret-color: #000000; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-line: none; text-decoration-thickness: auto; text-decoration-style: solid; word-spacing: 0px;" data-start="1608" data-end="2066"><span style="color: black;">Com evolução favorável, a TPN foi gradualmente suspensa e instituída laserterapia de baixa potência como terapia adjuvante para modulação inflamatória e estímulo à cicatrização. Áreas de hipergranulação foram tratadas com ácido tricloroacético a 50%. A ferida sacral manteve TPN por período mais prolongado, evoluindo posteriormente para curativos convencionais. O paciente recebeu alta hospitalar em abril de 2024, com seguimento ambulatorial especializado.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="color: black;">A coordenação do cuidado e a utilização de terapias adjuvantes foram fundamentais para o manejo eficaz das feridas complexas. Destaca-se o papel estratégico da estomaterapia nas dimensões assistencial, técnica, organizacional e centrada no paciente, incluindo avaliação especializada das feridas, indicação e manejo de tecnologias, padronização de condutas, articulação entre equipes e educação do paciente. A atuação integrada com equipe multiprofissional contribuiu para o controle da infecção, preservação da vida, recuperação funcional e promoção da qualidade de vida. Os achados reforçam a importância da estomaterapia na liderança do cuidado e na melhoria dos desfechos clínicos em cenários de alta complexidade.</span></p> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"> </p> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"> </p> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"> </p> </div>Renata Otoni NeivaSarah Yasmin Machado Dos SantosKethully Venâncio Nere CerqueiraBruno Da Mata SouzaBruno Almeida De OliveiraRamiro Dos Anjos MendesPatrícia Pereira Dos AnjosKauan Tamandaré Oliveira
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2026-06-052026-06-05IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO DE MARSI: RELATO DE EXPERIÊNCIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2528
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p align="justify">Relatar a experiência da implementação de um protocolo institucional de prevenção e manejo de MARSI em um hospital público de urgência, sob a perspectiva da enfermagem.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, vivenciado por enfermeiras integrantes da Comissão de Pele de um hospital público de alta complexidade no estado de Sergipe, no ano de 2025. </p> <p align="justify">A implementação ocorreu em etapas: diagnóstico situacional da prática assistencial; revisão de literatura baseada em diretrizes da SOBEST, SOBENDE e consenso internacional sobre MARSI; elaboração do protocolo institucional; validação multiprofissional; capacitação da equipe de enfermagem; e implantação nas unidades assistenciais, com monitoramento inicial de adesão.</p> <p align="justify">Durante o diagnóstico inicial, identificaram-se fragilidades relacionadas ao uso indiscriminado de adesivos, ausência de critérios para seleção de coberturas e técnicas inadequadas de remoção, contribuindo para a ocorrência de lesões cutâneas evitáveis.</p> <p align="justify">A implementação do protocolo possibilitou a padronização das práticas assistenciais, com destaque para a adoção de critérios clínicos na escolha de adesivos, priorização de tecnologias atraumáticas, como adesivos de silicone, e incorporação de medidas preventivas, como uso de barreiras protetoras e técnicas adequadas de remoção.</p> <p align="justify">As ações de educação permanente favoreceram maior sensibilização da equipe quanto à importância da prevenção de MARSI, reduzindo resistências iniciais e promovendo maior adesão às recomendações institucionais. Observou-se, ainda, melhoria na qualidade dos registros assistenciais e maior discussão interdisciplinar sobre o cuidado com a pele.</p> <p align="justify">Embora em fase inicial, os impactos percebidos incluem fortalecimento da cultura de segurança do paciente, maior protagonismo da enfermagem na condução de práticas baseadas em evidências e valorização do cuidado com a pele como indicador de qualidade assistencial.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A implementação do protocolo de prevenção e manejo de lesões cutâneas relacionadas a adesivos (MARSI) evidenciou-se como uma estratégia eficaz para qualificação da assistência, promovendo maior segurança do paciente e padronização das práticas de cuidado com a pele em ambiente de urgência e emergência. A experiência demonstrou que a incorporação de evidências científicas à prática clínica, aliada à educação permanente, favorece mudanças significativas no processo de trabalho da equipe de enfermagem.</p> <p data-start="655" data-end="968">Destaca-se que, mesmo diante de desafios como resistência inicial da equipe e limitações inerentes ao contexto assistencial, foi possível avançar na adoção de condutas mais seguras, com valorização da avaliação do risco, uso racional de tecnologias e aprimoramento das técnicas de aplicação e remoção de adesivos.</p> <p data-start="970" data-end="1442">Para a estomaterapia, o estudo reforça o papel estratégico do enfermeiro especialista como protagonista na prevenção de lesões cutâneas evitáveis, na implementação de protocolos institucionais e na disseminação de práticas baseadas em evidências. Além disso, evidencia a relevância da atuação das Comissões de Pele como dispositivos organizacionais capazes de impactar positivamente os indicadores de qualidade assistencial e fortalecer a cultura de segurança do paciente.</p> </div> </div>Monica Rabelo SantosFabiana Damacena CarvalhoPriscilla A
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2026-06-052026-06-05STORYTELLING COMO ESTRATÉGIA EDUCATIVA DO CUIDADO COM LESÕES PERIESTOMAIS NA ESTOMATERAPIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2529
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Apresentar o uso do storytelling como estratégia educacional como metodologia de ensino ativa, em Estomaterapia na área de lesões periestomais.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Método</span></strong></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A estratégia educativa storytelling para profissionais de estomaterapia com foco na prevenção e manejo de lesões periestomais consistiu em desenvolver histórias baseadas em situações reais de cuidado periestomal, com personagens que enfrentam desafios relacionados à pele e ao uso de adesivos; adaptando-as ao contexto clínico — o paciente como protagonista, o enfermeiro como mentor e o autocuidado como jornada de superação, implementando a aplicação educativa, utilizando a narrativa em oficinas, vídeos ou materiais digitais interativos.</span> <span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">integração da IA aliada ao storytelling pode trazer benefícios únicos à educação médica: narrativas visuais tendem a aumentar o envolvimento e a retenção do conhecimento (Lopes Junior, 2025).</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;"> </span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Resultados</span></strong></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Baseado no consenso australiano sobre complicações do estoma (Carville et al., 2022), o qual evidencia a necessidade de padronização terminológica e de estratégias educativas que favoreçam o reconhecimento precoce e a prevenção dessas lesões. Complementarmente, o artigo da Revista Brasileira de<strong> </strong>Enfermagem (Reben, 2023) enfatiza que as MARSI são eventos adversos evitáveis, cuja prevenção depende da adesão a protocolos baseados em evidências e da educação permanente das equipes de enfermagem. O estudo ressalta que a falta de conhecimento técnico e de sensibilização dos profissionais contribui para a subnotificação e para a reincidência dessas lesões. </span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Paralelamente, a educação em saúde e a formação profissional em enfermagem e estomaterapia, têm buscado metodologias inovadoras que promovam o aprendizado significativo e o engajamento dos pacientes no autocuidado. Nesse contexto, de acordo com Silva (2022), o storytelling, enquanto tecnologia educacional, desperta atenção, emoção e engajamento e favorece a aprendizagem sifgnificativa. Em seu estudo, o autor construiu e validou uma narrativa educativa baseada na “Jornada do Herói” de Vogler (1998), demonstrando que o uso de histórias contextualizadas, aplicadas ao contexto clínico, promoveu um aumento significativo e sustentado do conhecimento assim como reflexão crítica entre estudantes de enfermagem, quando comparada ao método expositivo tradicional.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <strong><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Considerações finais/Contribuições para a Estomaterapia</span></strong></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A incorporação do storytelling representa uma estratégia educativa inovadora e de alto impacto na formação e capacitação em estomaterapia, com potencial para reduzir complicações periestomais e qualificar a assistência, humanizar o cuidado e fortalecer o vínculo paciente/profissional, mostrando-se capaz de transformar o paciente em protagonista de sua própria trajetória de autocuidado. Recomenda-se a introdução dessa abordagem em estratégias de educação permanente em saúde. </span></p> </div> </div>Aline Ide De CamargoPriscila Tatiana Mendes TananFernanda Batista BentoVanessa Bueno Rodrigues PedrosoGeysiane Ferreira Da RochaEdson Maruyama Diniz
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2026-06-052026-06-05MANEJO NÃO FARMACOLÓGICO DA CONSTIPAÇÃO EM PACIENTES ONCOLÓGICOS EM USO DE OPIOIDES: REVISÃO DE ESCOPO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2530
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p dir="ltr">Mapear as evidências científicas sobre intervenções não farmacológicas no manejo da constipação induzida por opioides em pacientes oncológicos, com ênfase na atuação do enfermeiro estomaterapeuta.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> </p> <p dir="ltr">Revisão de escopo conduzida conforme as recomendações do Joanna Briggs Institute e reportada segundo o PRISMA-ScR. A questão de pesquisa foi estruturada pela estratégia PCC. Foram incluídos estudos de diferentes delineamentos, diretrizes clínicas e literatura cinzenta, sem restrição temporal ou de idioma. A busca foi realizada em bases de dados nacionais e internacionais. A seleção ocorreu em duas etapas. Dos 971 estudos identificados, 12 compuseram a amostra final. Os dados foram submetidos à análise temática descritiva e organizados em categorias.</p> <p class="MsoNormal"> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> </p> <p dir="ltr">Os estudos incluídos evidenciaram que as intervenções não farmacológicas se organizam em duas categorias principais: (1) medidas comportamentais e educativas, incluindo ingestão hídrica, dieta rica em fibras, mobilidade, regularização do hábito intestinal e educação em saúde; e (2) terapias complementares, como acupuntura e acupressão. As medidas comportamentais configuram a base do manejo, com impacto positivo na redução dos sintomas e melhora do conforto, especialmente quando implementadas de forma precoce e sistematizada. Intervenções educativas e protocolos assistenciais demonstraram potencial para reduzir a gravidade da constipação e melhorar a qualidade de vida. As terapias complementares apresentaram benefícios adicionais, porém com menor robustez de evidência. Observou-se heterogeneidade nas intervenções e ausência de padronização nos protocolos, bem como lacuna na descrição sistematizada da atuação do enfermeiro estomaterapeuta.</p> <p class="MsoNormal"> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">O manejo não farmacológico é componente essencial no cuidado da constipação induzida por opioides em pacientes oncológicos. A atuação do enfermeiro, por meio de avaliação contínua e implementação de intervenções sistematizadas, impacta positivamente os desfechos clínicos e o bem-estar dos pacientes.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Apesar da diversidade de intervenções descritas, evidencia-se uma lacuna na literatura quanto à abordagem específica e sistematizada da atuação do enfermeiro estomaterapeuta. O estudo reforça a necessidade de produção científica na área e contribui para subsidiar a construção de protocolos clínicos, ampliando a visibilidade e o impacto da estomaterapia no cuidado oncológico e no manejo das disfunções intestinais.</span></p> </div>Daniele Câmara RodriguesLuciana Costa Santos
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2026-06-052026-06-05A COMUNICAÇÃO NO PÓS-OPERATÓRIO PARA A QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE TRAQUEOSTOMIZADO.
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2531
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; color: #212b36; background: #FAFBFE; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Evidenciar as fragilidades da comunicação relatadas pelos pacientes traqueostomizados no pós-operatório de cirurgia oncológica</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; color: #212b36; background: #FAFBFE; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Estudo qualitativo realizado num hospital de referência em oncologia na Região Sul do Brasil, com pacientes no pós-operatório submetidos a cirurgia oncológica de cabeça e pescoço. Os pacientes foram entrevistados com sete dias de alta hospitalar, no período de março a junho de 2025, com uso de dispositivo de traqueostomia metálica, de ambos os sexos e classificados nos níveis um a três de funcionalidade da <em>European Organization for Research and Treatment of Cancer</em>. As entrevistas foram gravadas e transcritas para o Microsoft Word para aplicabilidade da Análise de Bardin. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Liga Paranaense de Combate ao Câncer, sob parecer nº 7.364.600. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; color: #212b36; background: #FAFBFE; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Foram obtidas dez entrevistas, com predominância do sexo masculino (n=6; 60%), faixa etária entre 46 e 65 anos (n=6; 60%), renda familiar de um a três salários-mínimos (n=8; 80%), na raça/cor autodeclarados brancos (n=6; 60%). A análise das transcrições das entrevistas possibilitou a construção de três categorias, conforme a similaridade dos conteúdos apresentados em relação às orientações recebidas no pós-operatório. Cada categoria reflete aspectos centrais nas experiências dos pacientes e permite-se compreender suas experiências, dificuldades e estratégias de enfrentamento durante o período pós-cirúrgico. As categorias foram: a comunicação com o seu corpo (enfatizado nas conversas “Falaram que era para fazer a limpeza e curativo da traqueo duas vezes por dia e trocar o cordão, mas não tive dinheiro pra comprar...”; “Até hoje é muito difícil falar e respirar” e “Enfatizam muito medo de mexer em casa principalmente”). A segunda categoria foi a fragilidade da comunicação com a equipe de saúde (destacado pelas frases “Não teve informação nenhuma nesta última vez porque foi tudo de emergência”, “Foi muito difícil pois menciona sair da UTI e no outro dia já tive alta, com tudo aquilo... não entendeu muito, estava tenso e com medo” e “Eu sou diarista e não sou médica, para mim é difícil entender os termos que eles usam.” A terceira categoria retrata sobre a dificuldade de comunicar-se com a família e sociedade (evidenciou “Melhorar e passar por uma cirurgia plástica para melhorar o rosto e poder sair em público porque é muito horrível desse jeito” e “Não aceita muito a situação... fico muito triste, estou retalhado”. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Arial',sans-serif; color: #212b36; background: #FAFBFE;">O processo de comunicação é essencial na reabilitação do paciente, devido as alterações anatômicas e sociais que serão refletidas no retorno ao domicílio, pois as condutas fornecidas pelo enfermeiro estomaterapeuta em todas as fases do perioperatório tem a tendência de atenuar e diminuir os riscos de complicações no pós-operatório e principalmente criar um elo de sustentabilidade para a melhoria da qualidade de vida.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A estomaterapia desempenha papel fundamental no cuidado a pacientes traqueostomizados no pós-operatório, contribuindo de forma significativa para a prevenção de complicações, promoção da reabilitação e melhoria da qualidade de vida. Por meio de uma abordagem especializada e sistematizada, o enfermeiro estomaterapeuta atua na avaliação contínua do estoma. </p> </div> </div>Ingrid Camili Gelinski StacheraGabriele Aparecida Alvaristo Da RochaFrancisco José Koller
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2026-06-052026-06-05IMPLANTAÇÃO DE AMBULATÓRIO ESPECIALIZADO EM FERIDAS DE MEMBROS INFERIORES EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR PAULISTA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2532
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever o processo de elaboração de uma proposta de implantação de um Ambulatório Especializado em Feridas de Membros Inferiores em um município do interior do estado de São Paulo.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, sobre a elaboração de uma proposta de implantação de um serviço ambulatorial especializado em feridas em um município do interior do estado de São Paulo, elaborado por duas enfermeiras estomaterapeutas, servidoras públicas municipais. O projeto foi desenvolvido no âmbito da rede pública municipal de saúde, vinculado ao hospital municipal e integrado à rede de atenção básica. A proposta baseou-se em diretrizes nacionais e internacionais para o cuidado de pessoas com feridas crônicas, contemplando organização estrutural, definição de equipe multiprofissional, elaboração de protocolos assistenciais e integração com os diferentes níveis de atenção à saúde.</p> <p>O processo de implantação do ambulatório foi estruturado em etapas sequenciais: (1) elaboração do projeto técnico e inclusão da proposta no planejamento municipal de saúde; (2) pactuação institucional e busca de financiamento por meio de recursos estaduais, federais e municipais; (3) adequação da estrutura física em unidade de referência do município; (4) aquisição de equipamentos e insumos necessários para avaliação clínica, vascular e neurológica, além de materiais para tratamento avançado de feridas e terapia compressiva; (5) capacitação da equipe multiprofissional quanto à avaliação, classificação e manejo das feridas; (6) definição do fluxo assistencial, com encaminhamento de pacientes pela atenção primária e pelos serviços hospitalares; (7) implantação de protocolos assistenciais e instrumentos de registro e monitoramento clínico; e (8) definição de indicadores para avaliação do serviço, incluindo número de pacientes atendidos, taxa de cicatrização, redução de amputações e internações relacionadas às complicações das feridas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>A implantação de um ambulatório especializado em feridas no contexto da rede pública municipal representa uma estratégia relevante para qualificar o cuidado às pessoas com lesões crônicas. A organização de um serviço estruturado e multiprofissional favorece a padronização do atendimento, fortalece a integração entre os níveis de atenção e contribui para melhores desfechos clínicos e redução de complicações evitáveis. Além de contribuir com a otimização de gastos públicos, evitando gastos descenessários.</p> <p>O presente projeto foi apresentado para Secretaria Municipal de Saúde do município e aguarda apreciação por parte da gestão.</p> </div>Thais Godoy MarangãoRoberta Inácio Do Couto Rossi
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2026-06-052026-06-05LESÕES EM CUIDADOS PALIATIVOS: CRITÉRIOS ÉTICO-CLÍNICOS PARA DECISÃO EM ESTOMATERAPIA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Discutir os dilemas éticos envolvidos no manejo de lesões cutâneas em pacientes sob cuidados paliativos e apresentar critérios ético-clínicos preliminares para orientar a tomada de decisão do enfermeiro estomaterapeuta em cenários de complexidade clínica.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A ocorrência de lesões cutâneas em pacientes sob cuidados paliativos é frequentemente interpretada como falha assistencial, sobretudo quando analisada à luz de protocolos preventivos universais e indicadores tradicionais de qualidade. Contudo, o contexto paliativo impõe particularidades fisiopatológicas e éticas que desafiam abordagens padronizadas. O declínio funcional progressivo, a fragilidade cutânea associada à falência orgânica e a redefinição das metas terapêuticas podem limitar a reversibilidade de determinadas lesões, tornando inadequada a aplicação automática de intervenções agressivas.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A literatura descreve a denominada “falência cutânea” e as lesões associadas ao processo ativo de morrer, reconhecendo que nem toda lesão é evitável mesmo com cuidados adequados, </span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif;">inclusive na presença de medidas preventivas apropriadas</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">. Nesse cenário, emerge tensão entre a prevenção protocolar e o princípio da proporcionalidade terapêutica. A insistência em medidas invasivas ou desconfortáveis pode contrariar princípios bioéticos como a não maleficência e a autonomia, especialmente quando o foco assistencial está centrado no conforto e na qualidade de vida.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Em situações de elevada complexidade clínica, a decisão do enfermeiro estomaterapeuta deixa de ser meramente protocolar e passa a exigir responsabilidade decisória explícita do profissional. A ausência de critérios estruturados pode gerar insegurança profissional e heterogeneidade entre equipes. Como contribuição prática, propõem-se critérios ético-clínicos preliminares para subsidiar a deliberação profissional: (1) avaliação prognóstica funcional; (2) definição clara das metas de cuidado pactuadas; (3) análise da potencial reversibilidade da lesão; (4) ponderação entre carga terapêutica e benefício esperado; e (5) registro fundamentado da decisão clínica. Tais critérios buscam integrar julgamento técnico, princípios bioéticos e metas assistenciais individualizadas.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Nem toda lesão em cuidados paliativos representa falha assistencial ou evento evitável. A tomada de decisão deve integrar julgamento clínico, princípios bioéticos e metas terapêuticas contextualizadas. Ao explicitar critérios deliberativos, a proposta fortalece a responsabilidade decisória do enfermeiro estomaterapeuta em cenários de complexidade, contribuindo para o desenvolvimento profissional crítico e para a qualificação ética da prática em estomaterapia.</span></p> </div> </div>Edson Maruyama Diniz
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2026-06-052026-06-05INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ESTOMATERAPIA: MODELO CONCEITUAL PARA USO ÉTICO E SEGURO
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p style="text-align: justify;">Apresentar um modelo conceitual para orientar o uso ético, seguro e clinicamente fundamentado da Inteligência Artificial (IA) na prática da estomaterapia, articulando princípios bioéticos, governança de dados e responsabilidade profissional.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Trata-se de um ensaio teórico-conceitual fundamentado em literatura contemporânea sobre bioética, governança digital e decisão clínica em saúde. A incorporação de sistemas de IA — incluindo modelos generativos e ferramentas de análise de imagem — tem ampliado o suporte cognitivo na prática clínica, porém introduz riscos associados a vieses algorítmicos, opacidade decisória, geração de informações potencialmente imprecisas e transferência indevida de responsabilidade. No contexto da estomaterapia, marcado por decisões complexas e cuidado longitudinal, torna-se necessário estruturar critérios para uso responsável dessas tecnologias.</p> <p style="text-align: justify;">Propõe-se o Modelo 4E, composto por quatro dimensões interdependentes: (1) <strong><span style="font-weight: normal;">Exame Crítico</span></strong>, que envolve a avaliação da finalidade, limitações e riscos do sistema, prevenindo automatização acrítica; (2) <strong><span style="font-weight: normal;">Ética e Privacidade</span></strong>, que integra princípios de autonomia, beneficência, não maleficência e justiça às exigências de proteção de dados e segurança informacional; (3) <strong><span style="font-weight: normal;">Evidência e Coerência Clínica</span></strong>, que determina a confrontação das saídas algorítmicas com diretrizes científicas, plausibilidade fisiopatológica e metas terapêuticas; e (4) <strong><span style="font-weight: normal;">Exercício Profissional</span></strong>, que reafirma a responsabilidade técnica pela decisão final, exigindo documentação, rastreabilidade e monitoramento do uso. O modelo organiza riscos epistemológicos, normativos, clínicos e de responsabilização em uma estrutura aplicável à prática e potencialmente convertível em instrumentos operacionais, como checklists e rubricas formativas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O Modelo 4E oferece base conceitual para qualificar a incorporação da Inteligência Artificial na estomaterapia, preservando segurança clínica e integridade informacional, sem deslocar a responsabilidade profissional. Ao estruturar critérios para exame crítico, governança ética, validação clínica e exercício profissional, o modelo reforça que, mesmo em cenários de elevada complexidade tecnológica, a decisão permanece sob responsabilidade do enfermeiro estomaterapeuta. A incorporação da IA não desloca a responsabilidade decisória, mas amplia a exigência de competência crítica, supervisão humana e responsabilização técnica e ética. Recomenda-se a validação conceitual do modelo por especialistas e o desenvolvimento de instrumentos para sua operacionalização em contextos de formação e prática profissional, fortalecendo a governança decisória na prática especializada.</span></p> </div> </div>Edson Diniz
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2026-06-052026-06-05PRÁTICAS CLÍNICAS DE ENFERMEIROS NA ASSISTÊNCIA AOS PACIENTES COM FERIDAS CIRÚRGICAS: UM SURVEY
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">pesquisa proposta visa investigar as práticas clínicas de profissionais de enfermagem na assistência a pacientes com feridas cirúrgicas no Brasil.</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>T<span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">rata-se de um <em>survey</em> descritivo de corte transversal, realizado por meio de formulário on-line. A amostra não probabilística incluiu enfermeiros que prestam assistência a essa população em diferentes cenários de atenção (hospitalar, ambulatorial e de atenção básica). Os dados foram analisados por estatística descritiva e comparados com os consensos mais recentes, em conformidade com as diretrizes éticas.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>P<span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">articiparam do estudo </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">43 profissionais de enfermagem, a maioria enfermeiros (76,7%), com predominância feminina (83,7%), de instituições públicas (51,2%) e da região Sudeste (72,1%). Os principais fatores de risco citados pelos profissionais na avaliação do risco de complicações foram diabetes mellitus (78%) e estado nutricional (73%). A complicação mais relatada foi a deiscência da ferida operatória <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>(51,2%), seguida pela infecção do sítio cirúrgico (34,9%). Quanto às práticas assistenciais, no pré-operatório há predomínio do banho com sabonete antisséptico (76,7%); o curativo mais utilizado é o realizado com uso de gaze e micropore (74,4%), enquanto tecnologias como pressão negativa incisional são pouco utilizadas (14%); a primeira troca do curativo ocorre geralmente em 24 horas, sendo realizada preferencialmente pelo enfermeiro (46,5%) com soro fisiológico 0,9%. As orientações para alta dividem-se entre realizar curativo domiciliar (41,9%) ou manter a ferida descoberta (32,6%). No manejo de complicações, destaca-se o uso de coberturas tecnológicas (PHMB, prata e hidrogel) e a importância de equipes especializadas, como o "Time de Pele", para guiar condutas terapêuticas e encaminhamentos.</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';">O estudo permitiu concluir que, apesar da elevada titulação acadêmica dos enfermeiros, a prática clínica no manejo de feridas cirúrgicas no Brasil ainda apresenta uma variabilidade significativa.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-fareast-language: PT-BR;">A</span><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';">s lacunas identificadas reforçam a necessidade premente de implementação de protocolos clínicos sistematizados e destacam o papel do enfermeiro estomaterapeuta como líder na atualização destas práticas e na educação do paciente.</span></p> </div>Danielle Cristina GarbuioFernanda Karla NascimentoAline TamburiLilian Castro De AlmeidaRicardo Luiz Batista RodriguesAdriana Pelegrini Dos Santos Pereira
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2026-06-052026-06-05DESAFIOS NA TRANSIÇÃO DO CUIDADO ENTRE AS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Identificar, na literatura científica, artigos que abordam a transição de cuidados em toda a Rede de Atenção à Saúde (RAS), bem como os principais desafios enfrentados e estratégias de superação.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de uma revisão bibliográfica desenvolvida com o<br>intuito de identificar a produção científica nacional e internacional disponível sobre o tema. As buscas foram realizadas nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de maio a junho de 2025, utilizando os descritores controlados: "Estomaterapia", "Atenção Primária à Saúde" e "Continuidade da Assistência ao Paciente". Como critérios de inclusão foram considerados artigos disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, publicados entre os anos de 2020 e 2025, e que apresentassem relação direta com os objetivos propostos. Foram excluídos os estudos que não abordavam diretamente o tema em questão.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>A transição do cuidado foi identificada como um conjunto estruturado de<br>ações que visam direcionar e garantir a continuidade da assistência prestada ao paciente após a alta hospitalar. Para que esse processo ocorra de forma eficaz, é necessária a integração de três elementos fundamentais: fluxo de informações entre os serviços, qualidade nas relações interpessoais entre profissionais e coordenação eficiente das intervenções propostas. Quando esses componentes estão desorganizados ou ausentes, surgem falhas assistenciais que<br>comprometem a resolutividade e a qualidade do cuidado. Os principais desafios observados foram: falhas na comunicação entre os serviços da rede, ausência ou inadequação dos instrumentos de referência e contrarreferência, sistemas de informação ineficientes, diversidade<br>nos modelos de gestão, alta rotatividade de profissionais, indisponibilidade de serviços indicados e orientação de alta insuficiente. Entre as estratégias apontadas para qualificar a transição do cuidado, destacam-se a implantação de sistemas informatizados integrados entre<br>os serviços, o fortalecimento da educação permanente em saúde e o planejamento compartilhado do cuidado. A APS é reconhecida como eixo coordenador da RAS, com papel fundamental na articulação entre os níveis e na promoção da integralidade da assistência.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>A revisão evidenciou que a falha na comunicação constitui um dos principais entraves à transição do cuidado entre os níveis assistenciais. A comunicação eficaz, a articulação entre os serviços e a continuidade da assistência são fatores determinantes para uma transição segura, resolutiva e centrada nas necessidades do paciente. A equipe de enfermagem, presente em diversos pontos da rede, desempenha papel importante nesse processo, contribuindo para a efetividade e integração do cuidado em saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Este estudo evidencia a importância da atuação do enfermeiro estomaterapeuta na transição do cuidado entre os diferentes níveis da Rede de Atenção à Saúde. Destaca-se seu papel na articulação entre hospital e Atenção Primária, no planejamento da alta e na orientação ao paciente e cuidadores, especialmente em situações que envolvem estomias e lesões de pele. O fortalecimento da comunicação entre os serviços e da educação em saúde contribui para uma assistência mais segura, contínua e baseada em evidências.</p> </div> </div>Natalia Aparecida Costa BarbosaHenrico Olyssandro Bressanin
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2026-06-052026-06-05ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM GASTROSTOMIA: REVISÃO INTEGRATIVA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Identificar a produção de conhecimento sobre a assistência de enfermagem ao paciente com gastrostomia em qualquer contexto. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura que buscou responder à seguinte pergunta: "Quais os cuidaos de enfermagem ao paciente com gastrostomia em qualquer contexto?". A pesquisa foi realizada em 24 de fevereiro de 2025, selecionados artigos publicados nas bases de dados na BVS e PubMed. Como estratégia de busca utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) "Estomaterapia", "Gastrostomia", "Cuidados de Enfermagem" e "Assistência de Enfermagem" combinados entre si pelo operador booleano AND. Como critérios de inclusão foram utilizados artigos disponíveis na íntegra, nos idiomas inglês, espanhol e português, sem limite temporal. Excluíram-se estudos fora do tema. Os resultados obtidos foram exportados para o Rayyan<span lang="PT" style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial MT','sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Arial MT'; mso-bidi-font-family: 'Arial MT'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">®</span> por dois revisores independentes.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Foram importados 1047 artigos, posteriormente avaliados pelo título, resumo e leitura na íntegra, sendo a amostra final composta por 14 artigos. Todos os estudos abordada a gastrostomia endoscópica percutânea (GEP) como método preferencial para pacientes com distúrbios da deglutição, destacando sua eficácia, segurança e aplicabilidade. Os estudos discorrem sobre os cuidados ao paciente com gastrostomia, incluindo: preparo do paciente, monitoramento do cateter, cuidados com o estoma e o tubo, administração de diete enteral e medicamentos, manejo de complicações precoces e tardias, treinamento do paciente e/ou cuidador , cuidado da pele ao redor e colocação do tubo. Complicações relatadas: mecânicas (obstrução, vazamentos, hipergranulação e bumper enterrado), gastrointestinais (náuseas, vômito, aumento de resíduo gástrico, distensão abdominal e diarréia), metabólicas (desiquilibrio nutricional) e pulmonares (aspiração). Encontrou-se três artigos publicados pelo mesmo grupo de autores em diferentes anos e diferentes revistas, que trazem conteúdo similar, o que pode enviesar os resultados, que embora os textos tenham sido publicados em momentos distintos, os conteúdos são bastante similares.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span lang="PT">A revisão identificou práticas recomendadas de enfermagem ao paciente com gastrostomia, incluindo cuidados com o estoma, com o cateter, administração de dieta, prevenção e manejo de complicações. Reforçou, de forma clara e objetiva a relevância da atuação do profissional de enfermagem como agente central na prevenção de complicações e manejo dos pacientes com gastrostomia, contribuindo significativamente para um cuidados mais seguro e humanizado.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Os achados desta revisão reforçam a relevância da estomaterapia na assistência especializada ao paciente com gastrostomia, evidenciando o papel do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação do estoma, no manejo do dispositivo e na prevenção de complicações locais e sistêmicas. A síntese das evidências contribui para o fortalecimento de práticas baseadas em evidências, para a qualificação da educação em saúde direcionada a pacientes e cuidadores e para a padronização de condutas assistenciais. Dessa forma, o estudo subsidia a atuação do estomaterapeuta na promoção de um cuidado seguro, qualificado e centrado nas necessidades do paciente em diferentes cenários de atenção à saúde.</p> </div>Natalia Aparecida Costa BarbosaJuliana Albino De CarvalhoLaysa Fernanda Da Silva AlbuquerqueAdriana Lopes De OliveiraVanessa Abreu Da Silva
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2026-06-052026-06-05CLUBE CIENTÍFICO: RELATO SOBRE A CRIAÇÃO DO GRUPO DE ESTUDOS COM ÊNFASE EM ESTOMATERAPIA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Este relato de experiência tem como objetivo descrever o processo de criação e implementação do grupo de estudos "Clube Científico - Estrela Guia".</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>A iniciativa visou promover a atualização contínua de profissionais de enfermagem, com foco em estomaterapia, por meio da análise crítica de consensos recentes. Buscou-se, ademais, fomentar a discussão aprofundada dos documentos mais atuais, valorizar a enfermagem como ciência e consolidar uma rede colaborativa de conhecimento e prática baseada em evidências. O "Clube Científico - Estrela Guia" originou-se de interações no grupo de mentoria de um curso livre de atualização em feridas, onde surgiam dúvidas recorrentes e complexas sobre o tratamento de feridas. A necessidade de aprofundar o conhecimento para além das discussões pontuais impulsionou a transição para um grupo de estudos formal. O projeto foi estruturado com encontros mensais, com duração de 1 hora e 30 minutos, realizados em formato online via plataforma YouTube para garantir acesso aberto a profissionais que tenham interesse nessa linha de trabalho. A metodologia dos encontros seguiu um roteiro definido: apresentação do tema por um ou mais membros, seguida de uma discussão aberta para troca de experiências e, por fim, a formulação de conclusões e aplicabilidades práticas. As vertentes dos estudos são amplas e cobrem áreas cruciais da estomaterapia, incluindo feridas operatórias, úlceras vasculogênicas, feridas nos pés de pacientes diabéticos, fotobiomodulação, estomias, incontinências e assistência domiciliar (home care). Até a data de elaboração deste resumo, o grupo já realizou a discussão de dois importantes consensos publicados em 2025: o primeiro sobre estratégias para combater a resistência bacteriana em feridas crônicas<sup>1</sup> e o segundo abordando prevenção e manejo de infecções em feridas operatórias<sup>2</sup>. A criação do clube científico demonstrou ser uma estratégia eficaz para mitigar a lacuna entre a produção científica e a prática clínica diária.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <h1 dir="ltr">A atualização profissional, especialmente em uma área dinâmica como a estomaterapia, é um pilar para a segurança do paciente e a qualidade do cuidado. A análise sistemática de consensos e diretrizes, como os já abordados pelo grupo, alicerça a tomada de decisão clínica, substituindo práticas empíricas por intervenções com robusto embasamento científico<sup>3,4</sup>. A experiência evidencia que a construção de um espaço colaborativo não apenas dissemina conhecimento, mas também fortalece a identidade da enfermagem como uma disciplina científica, capacitando os profissionais a oferecerem um cuidado de excelência, inovador e alinhado com as melhores evidências disponíveis. A iniciativa contribui, portanto, para a qualificação da assistência em estomaterapia e para o fortalecimento da cultura de aprendizagem contínua na profissão. </h1> </div>Gleizze Ilana GomesThais Luzio FernandesAne Milena Macêdo De Castro Schroeder
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2026-06-052026-06-05INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM ÀS MULHERES COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA: UM ESTUDO DE REVISÃO INTEGRATIVA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2539
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Sintetizar as evidências científicas disponíveis na literatura, sobre as intervenções de enfermagem às mulheres com incontinência urinária de esforço, de urgência e/ou mista.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Revisão integrativa, com busca na Biblioteca Virtual de Saúde. A coleta foi realizada em maio de 2025, com os seguintes critérios de inclusão: Periódicos indexados na Bilblioteca Virtual de Saúde (no sítio </span><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><a href="http://www.bireme.br/"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">www.bireme.br</span></a></span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">); estudos que abordem sobre as intervenções de enfermagem em mulheres com incontinência urinária de esforço, de urgência ou mista, artigos publicados em língua portuguesa, devido ao objetivo da pesquisa ser em âmbito nacional; Textos completos disponíveis; Publicação no período de 2015 a 2025. Os descritores utilizados foram incontinência urinária, cuidados de enfermagem, saúde da mulher e estomaterapia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">foram selecionados 9 artigos, após a análise dos critérios de inclusão e exclusão, restaram 7 produções que foram selecionadas por semelhança de conteúdo e separados em grupos: educação em saúde, organização do processo de trabalho e tratamento comportamental.<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O grupo com foco no tratamento comportamental foi o menos representado. O grupo de organização do processo de trabalho, destacou-se pelo melhor nível de evidência, ao apresentar instrumento validado para diagnóstico e diferenciação dos tipos de incontinência urinária. As práticas mencionadas incluíram mudanças no estilo de vida, diário miccional, micções programadas e treinamento do assoalho pélvico, enquanto métodos como eletroestimulação e <em>biofeedback</em> não foram abordados.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">pretende-se com esse estudo, apontar a escassez de trabalhos sobre incontinência urinária realizados por enfermeiros o que possibilita a reflexão sobre o fortalecimento dos cuidados de enfermagem às mulheres que procuram os serviços de saúde com sintomas relativos à incontinência urinária. Estudos sobre incontinências realizados pela estomaterapia permitem a visibilidade das de uma das frentes de atuação da especialidade, bem como, oferecem perspectivas para enfermeiros que desejam atuar na área de incontinências com prevenção e tratamento dos distúrbios do assoalho pélvico.</span></p> </div>Thais Luzio Fernandes
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2026-06-052026-06-05A ATUAÇÃO DE ENFERMEIRAS ESTOMATERAPEUTAS JUNTO A PACIENTES COM RADIODERMITE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2540
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal">Relatar a atuação de enfermeiras estomaterapeutas frente ao atendimento de pacientes com radiodermite</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> Trata-se de um relato de experiência das atividades de alunas do curso de especialização em Estomaterapia da Universidade do estado do Amazonas, junto a pacientes com radiodermite atendidos em um unidade de referencia em Oncologia no estado do Amazonas.</p> <p>Foram realizados cerca de 15 acompanhamento junto aos pacientes que apresentavam radiodermite (de grau II a grau IV). Os pacientes foram recepcionados e convidados a participar do atendimento, sendo encaminhados ao consultório para explicação sobre o procedimento a ser empregado, realização de curativos e aplicação de laserterapia. Os pacientes foram monitorados e a cada 3 dias compareciam ao setor para uma nova analise e execução dos procedimentos listados.</p> <p>Observou-se a necessidade de um acompanhamento mais especializado a fim de realizar orientações mais personalizadas e direcionadas as necessidades de cada paciente e seu grau de instrução. Ficou evidente a carência dos pacientes quanto aos cuidados a serem tomados em domicilio, dificuldades para o acesso aspectos nutricionais e a aquisição de produtos ideais para serem empregados nas lesões.</p> <p>Quanto ao aspecto das lesões apresentadas, a maioria apresentavam-se extensas, dolorosas e em grau mais avançado. Desta forma, em todos os pacientes atendidos foram aplicados protocolos de terapia por fotobiomodulação (pacientes com grau II sem dor, foi feito 2J red, de maneira pontual; pacientes com grau III e IV com dor, foi aplicado 2J red, de maneira pontual + infravermelho perilesão).</p> <p>Em todos os atendimentos foi utilizado a solução antisséptica e de irrigação para limpeza de feridas + gel hidrocoloide suave especifico para lesões de pacientes com radiodermite. Foram realizadas cerca de 4 a 5 atendimentos em cada paciente e cada melhora siginificativa, eles recebiam alta e eram orientados aos cuidados especificos para a pele, após esse fase.</p> <p>Percebeu-se também durante os atendimentos que os pacientes sentiram-se agradecidos pela oportunidade de serm atendidos por profissionais especializados, que buscaram empregar as melhores tecnicas e produtos existentes para a melhorias das lesões;</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Foi de grande valia poder associar teoria a pratica quando se fala de atendimento especializado a paciente com radiodermite. O olhar direcionado e aguçado do profissional estomaterapeuta em formação propicia uma assistencia mais personalizada e atenta as necessidades de cada paciente. Proporciona tambem a discussão e definição das melhores condutas baseadas nas principais evidencias cientificas, de forma que isso aproxima o profissional de uma prática mais segura, humana e técnica.</p> </div>Lorena Barros Da SilveiraCamila Jenifer Bruce CaldasGlenda Patrícia Da Silva VieiraDaiane Kelly Alves De PaulaIzabel Cristina Parente TavaresRiviane Vilaça BritoJosé Nilson Bezerra
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2026-06-052026-06-05FERIDAS ONCOLÓGICAS SOB A ÓTICA DE ENFERMEIROS EM UMA UNIDADE DE REFERÊNCIA NA AMAZÔNIA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Relatar a ótica de enfermeiros no cuidado a feridas oncológicas em uma unidade de referência na Amazônia</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Estudo qualitativo com abordagem descritiva realizado com enfermeiros oncologistas de uma instituição na Amazônia. Foram selecionados 25 profissionais especialistas que possuíam experiencia na área, tanto em oncologia quanto em feridas. Para a coleta de dados utilizou-se um instrumento próprio contendo aspectos sociodemográficas e profissionais. Foi garantido o sigilo da identidade dos profissionais durante a coleta. A pesquisa baseou-seem<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>preceitos éticos estabelecidos pela Resolução no 466/2012<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>do<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Conselho<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Nacional<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>de<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Saúde.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>A aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa foi obtida, conforme parecer consubstanciado no 6.704.953 e CAAE 77056124.4.0000.0004</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Quando se fala em processo de formação e especialização, a maioria dos profissionais relataram que obtiveram aproximação com a temática das lesões oncológicas apenas em teoria, o que foi apontado como fator de ansiedade durante a assistência direta ao paciente. Apontou-se o pouco fomento a treinamentos no ambiente de trabalho contudo, a maioria dos enfermeiros sentia-se preparados a lidar com os pacientes.</p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Através das falas dos entrevistados percebeu-se que os mesmos conseguem descrever as principais características que são peculiares as lesões oncológicas, tais como: sangramento, odor fétido e presença de secreção.</p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Os enfermeiros especialistas descreveram alguns sentimentos durante os atendimentos aos pacientes portadores de lesões oncológicas, dentre os relatados estão: impotência, medo, angústia e insegurança.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Evidenciou-se alguns desafios pontuais no que tange ao manejo de lesões oncologicas, mesmo que seja feito por profissionais especialistas na area da oncologia. Principalmente devido a complexidade dos casos e a impossibilidade de cicatrização adequada.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A combinação de saberes do enfermeiro especialista em oncologia e do estomaterapeuta seria de grande valia para qualquer serviço que atenda a a pacientes portadores de lesões oncologicas. Mesmo que na maioria das vezes o objetivo principal não seja a cura mas podemos observar que a escolha das melhores coberturas e produtos coadjuvantes traria uma possibilidade de melhoria na qualidade da assistência prestada e minimizaria riscos ao paciente.</p> </div>Lorena Barros Da SilveiraSusiane Ribeiro ColaresJosé Nilson Araújo Bezerra
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2026-06-052026-06-05APLICATIVO WEB DE STREAMING PARA EDUCAÇÃO DE CUIDADORES DE CRIANÇAS COM ESTOMIA INTESTINAL
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2543
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" align="justify">Desenvolver um aplicativo web de streaming para apoiar o processo educativo de familiares e cuidadores de crianças com estomia intestinal, favorecendo o acesso a informações qualificadas e o fortalecimento do cuidado domiciliar no contexto da estomaterapia pediátrica.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Estudo metodológico de desenvolvimento tecnológico, realizado no sul do Brasil entre 2024 e 2025, resultado de dissertação de mestrado profissional. A pesquisa foi fundamentada no referencial do Design Instrucional Contextualizado, estruturado em etapas de análise, planejamento, desenvolvimento e organização dos conteúdos digitais. Inicialmente, realizou-se levantamento de evidências científicas em bases nacionais e internacionais sobre necessidades educativas relacionadas ao cuidado de crianças com estomia intestinal, associado à análise de diretrizes e consensos especializados em estomaterapia pediátrica. A partir desse levantamento, foram elaborados roteiros temáticos educativos abordando conteúdos prioritários do cuidado, especialmente para o cuidado domiciliar. Posteriormente, esses roteiros foram submetidos à validação de conteúdo por especialistas selecionados conforme critérios de Fehring, utilizando escala Likert de quatro pontos e concordância mínima de 80%. Após a validação, procedeu-se à produção audiovisual dos conteúdos e organização em ambiente digital responsivo, com arquitetura simplificada de navegação e acesso por streaming. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer 7.095.478 e CAAE<strong> </strong>81654724.3.0000.0121.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> Foi desenvolvido o aplicativo <em><span class="15">Meu Umbiguinho Rosa</span></em>, estruturado em quatro módulos temáticos principais: conceitos sobre estomia intestinal pediátrica, produtos adjuvantes e dispositivos utilizados no cuidado, características do estoma e pele periestomal e técnica de troca do equipamento coletor. O ambiente digital incorporou vídeos educativos curtos, linguagem acessível, recursos visuais ilustrativos e organização sequencial dos conteúdos, buscando facilitar a compreensão por familiares e cuidadores em diferentes níveis de letramento em saúde. O aplicativo foi concebido para acesso em diferentes dispositivos eletrônicos, permitindo consulta contínua em ambiente domiciliar e apoio às orientações fornecidas por profissionais de saúde. A proposta tecnológica priorizou usabilidade, acessibilidade comunicacional e aplicabilidade clínica, com potencial de utilização em processos educativos durante internação e após alta hospitalar.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> O aplicativo web de streaming mostrou-se uma estratégia viável para organização e disponibilização de conteúdos educativos voltados ao cuidado de crianças com estomia intestinal, ampliando possibilidades de mediação digital do conhecimento em saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A tecnologia desenvolvida amplia possibilidades de educação em saúde mediada digitalmente, fortalece a autonomia familiar no cuidado diário e contribui para inovação assistencial em estomaterapia pediátrica, com potencial de apoiar o enfermeiro estomaterapeuta na continuidade do cuidado após a alta hospitalar.</p> </div> </div>Juliana Balbinot Reis GirondiKelin MüllerSimone Vidal SantosDaniela SolderaLetícia BoingAnna Julia Trindade BittencourtMariana Peroni
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2026-06-052026-06-05FATORES ASSOCIADOS AO ATRASO NA BUSCA POR AJUDA EM MULHERES COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA: ESTUDO TRANSVERSAL
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2544
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span class="NormalTextRun SCXW249735312 BCX0">Analisar o intervalo de tempo entre o reconhecimento dos sintomas de Incontinência Urinária e a busca por ajuda profissional, bem como identificar fatores associados ao atraso no acesso ao cuidado em mulheres com IU.</span><span class="EOP SCXW249735312 BCX0" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559740":276}"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span class="TextRun SCXW117138347 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">Estudo transversal analítico</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">, realizad</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">o</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> em um ambulatório </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">público </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">de uroginecologia na cidade de São Paulo</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">, no período </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">março</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW117138347 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> a </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">agost</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">o de 202</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">4</span></span><span class="TextRun SCXW117138347 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">.</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">A </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">amostra incluiu mulheres com diagnostico de IU</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">. </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">Os dados foram coletados por </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">meio de </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">entrevistas</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> individuais com </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">formulário semiestruturado</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">.</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">Foram incluídas </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">variáveis sociodemográficos</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">,</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> clínic</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">o</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">s</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> e </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">dados </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">relacionad</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">o</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">s ao comportamento de busca por ajuda</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">. </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">A </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">análise</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> de dados incluiu estatística descritiva</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> e inferencial. Foram realizadas</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> comparação entre grupos, corre</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">lação de </span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0">Spearman</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> e</span><span class="NormalTextRun SCXW117138347 BCX0"> regressão logística multivariada para identificação de fatores associados ao comportamento de busca por ajuda.</span></span><span class="EOP SCXW117138347 BCX0" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559740":276}"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span class="TextRun SCXW59097054 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">Foram incluídas </span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">145 mulheres. </span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">O tempo médio de conhecimento dos sintomas foi de 5,71 anos (mediana=4), enquanto o tempo médio até a busca por ajuda foi de 8,96 anos (mediana=7), evidenciando atraso entre reconhecer o problema e procurar assistência. </span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">Observou-se</span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0"> correlação</span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0"> fraca</span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0"> entre tempo até a busca por ajuda e impacto da IU (ρ=0,15)</span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">.</span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0"> Entre os motivos para não buscar ajuda, destacaram-se “achar normal” perder urina (68,28%) e “esperar que os sintomas desaparecessem” (52,41%), enquanto vergonha (11,72%), pandemia (8,28%) e perda de emprego/convênio (3,45%) tiveram menor frequência.</span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">Na</span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">análise</span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0"> multivariada, </span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">considerar a IU como condição normal (</span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">p<0,001) e esperar melhora espontânea (p=0,007) </span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">foram fatores associados a não busca por ajuda, </span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">enquanto o impacto dos sintomas não </span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">apresentou associação </span><span class="NormalTextRun SCXW59097054 BCX0">significativo. </span></span><span class="EOP SCXW59097054 BCX0" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559740":276}"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span class="TextRun SCXW127124916 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW127124916 BCX0">A busca por ajuda em mulheres com IU ocorre </span><span class="NormalTextRun SCXW127124916 BCX0">após longo intervalo entre reconhecimento dos sintomas e a procura por </span><span class="NormalTextRun SCXW127124916 BCX0">assistência</span><span class="NormalTextRun SCXW127124916 BCX0">, caracterizando atraso no acesso ao cuidado. Esse atraso </span><span class="NormalTextRun SCXW127124916 BCX0">está associado principalmente a</span><span class="NormalTextRun SCXW127124916 BCX0"> fatores cognitivos e perceptivos, </span><span class="NormalTextRun SCXW127124916 BCX0">como a normalização dos sintomas e a expectativa de melhora </span><span class="NormalTextRun SCXW127124916 BCX0">espontânea</span><span class="NormalTextRun SCXW127124916 BCX0">, enquanto o impacto na qualidade de vida não se mostrou determinante.</span><span class="NormalTextRun SCXW127124916 BCX0"> </span></span><span class="EOP SCXW127124916 BCX0" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559740":276}"> </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span class="TextRun SCXW182705861 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW182705861 BCX0">Os achados reforçam a necessidade de uma atuação proativa do enfermeiro</span><span class="NormalTextRun SCXW182705861 BCX0">, </span><span class="NormalTextRun SCXW182705861 BCX0">com rastreamento sistemático de sintomas urinários, mesmo na ausência de queixa espontânea. Evidenciam o papel central da educação em saúde na desconstrução da normalização </span><span class="NormalTextRun SCXW182705861 BCX0">IU</span><span class="NormalTextRun SCXW182705861 BCX0"> e no fortalecimento de seu reconhecimento como condição tratável. Ao demonstrar que o atraso na busca por cuidado está mais relacionado à percepção e interpretação dos sintomas do que ao impacto funcional da IU, o estudo destaca a importância de estratégias educativas, </span><span class="NormalTextRun SCXW182705861 BCX0">preventivas e de identificação precoce. Dessa forma, contribui para a qualificação do acesso aos serviços de saúde e para o fortalecimento do estomaterapeuta como agente de promoção do cuidado oportuno e da saúde baseada em evidências.</span></span><span class="EOP SCXW182705861 BCX0" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559740":276}"> </span></p> </div> </div>Marta Lira GoulartGisela Maria AssisVera Lúcia Conceição De Gouveia Santos
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2026-06-052026-06-05TECNOLOGIAS DIGITAIS MÓVEIS EM ESTOMATERAPIA: POTENCIALIDADES PARA O AUTOCUIDADO EM ESTOMIAS INTESTINAIS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" align="justify">Validar o conteúdo de roteiros educativos destinados à produção de vídeos para orientação de familiares e cuidadores de crianças com estomia intestinal.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Trata-se de um estudo metodológico, vinculado ao desenvolvimento do aplicativo web de streaming <em><span class="15">Meu Umbiguinho Rosa</span></em>, fruto de uma pesquisa proveniente de dissertação de mestrado profissional. Foi conduzido no sul do Brasil em 2024 e fundamentado metodologicamente no Design Instrucional Contextualizado. A construção dos roteiros foi baseada em uma revisão narrativa da literatura, nas diretrizes internacionais para cuidados em estomia pediátrica e no consenso nacional em estomaterapia. Foram elaborados quatro roteiros educativos abordando conceitos fundamentais sobre estomias intestinais pediátricas, produtos adjuvantes para o cuidado da estomia, características fisiológicas do estoma e manejo do equipamento coletor. Para validação de conteúdo foram convidados 10 especialistas selecionados pela técnica bola de neve. Estes foram distribuídos em dois formulários de avaliação, sendo cinco experts por instrumento; tendo em vista que os instrumentos avaliativos eram extensos, o que poderia provocar anão adesão ao processo de validação. Participaram efetivamente 10 avaliadores, selecionados conforme critérios de Fehring. Utilizou-se escala Likert de quatro pontos, contemplando objetividade, clareza, relevância, coerência, amplitude e eficácia. Adotou-se concordância mínima de 80%. Estudo aprovado pelo CEPSH sob parecer 7.095.478 e CAAE<strong> </strong>81654724.3.0000.0121.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> Os roteiros apresentaram elevada concordância entre os especialistas, com adequação dos conteúdos propostos quanto à pertinência científica, clareza da linguagem e aplicabilidade para o público-alvo. As sugestões emitidas concentraram-se em ajustes de terminologia, simplificação de trechos explicativos e refinamento de sequências didáticas para melhor compreensão por familiares cuidadores. Após incorporação das recomendações, os conteúdos foram considerados adequados para subsidiar a produção audiovisual do aplicativo.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MsoNormal" align="justify">Os conteúdos foram considerados válidos na opinião do especialistas. A validação permitiu consolidar conteúdos educativos cientificamente consistentes e adequados à realidade do cuidado domiciliar em estomias intestinais pediátricas.</p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A produção de materiais educativos validados amplia o suporte ao enfermeiro estomaterapeuta na orientação de familiares, fortalece a educação em saúde e contribui para inovação tecnológica no cuidado pediátrico.</p> </div> </div>Juliana Balbinot Reis GirondiKelin MüllerSimone Vidal SantosDaniela SolderaLetícia BoingAnna Julia Trindade BittencourtMariana Peroni
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2026-06-052026-06-05DISTÂNCIA GEOGRÁFICA COMO DETERMINANTE DE ACESSO E VULNERABILIDADE CLÍNICA EM UM SERVIÇO DE ESTOMATERAPIA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p> <span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Analisar a correlação entre a distância geográfica do município de origem e a incidência de complicações clínicas em pacientes com estomias, identificando o impacto do vazio assistencial na rede de saúde regional.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p class="MsoNormal">Estudo retrospectivo e quantitativo realizado no Pólo I de Estomaterapia da Baixada Litorânea (Cabo Frio-RJ). A amostra contou com 416 prontuários. A coleta (setembro/2025 a janeiro/2026) analisou variáveis sociodemográficas e clínicas via <em>SPSS</em> 29.0. Utilizou-se análise de tendência por faixas de distância para cruzar a procedência do usuário com as intercorrências, respeitando a Resolução 466/12.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal">Predominou o gênero masculino (52,4%) e idosos (48%). As neoplasias foram a principal etiologia (73%), com 80% de colostomias. Observou-se que 57,7% da amostra reside fora do município sede. Dos 163 pacientes com complicações, a maioria (54,6%) era de municípios adjacentes. Enquanto a sede apresentou 42% de complicações, o grupo mais distante (Grupo C – grupo com mais de 20 km de distância do município sede) revelou que a dificuldade de acesso reduz o acompanhamento preventivo, concentrando casos de maior complexidade no polo. Os dados confirmam que a distância geográfica é um determinante social que impõe barreiras ao acesso. A prevalência de complicações fora da sede revela um cenário de vulnerabilidade causado pela falha no diagnóstico precoce e pela carência de suporte técnico nas cidades de origem. O paciente, sem orientação adequada e enfrentando dificuldades de transporte, acaba por acessar o serviço especializado apenas em estágios avançados. Esse vazio assistencial transforma a barreira física em um risco clínico real, exigindo a descentralização do saber especializado.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">A distância não deve ser um fator de risco. Um bom cuidado em Estomaterapia associado à integração dos dispositivos da Rede fazem com que se vença qualquer barreira física. É imperativo investir em educação permanente para que o suporte básico ocorra na ponta, garantindo a continuidade da assistência.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O trabalho propõe o uso da telessaúde e do matriciamento para capacitar profissionais locais. Isso otimiza o fluxo de encaminhamentos, evita consultas desnecessárias e garante que a intervenção do estomaterapeuta ocorra de forma assertiva e oportuna. </span></p> </div>Camila Castanho CardinelliViviane Cristina Da Paz TorresSimone Xavier SilvaBeatriz Guitton Renaud Baptista De Oliveira
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2026-06-052026-06-05VALIDAÇÃO DE BUNDLE: INDICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS COLETORES COM BASE ADESIVA CONVEXA EM PESSOAS COM ESTOMIAS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Construir e validar um <em>bundle</em> para indicação de equipamentos coletores com base adesiva convexa em pessoas adultas com estomia de eliminação intestinal. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de um estudo metodológico com abordagem quantitativa, desenvolvido entre 2024 e 2025, em três etapas: revisão de escopo, construção do <em>bundle</em> e validação de conteúdo. A revisão de escopo seguiu as recomendações do <em>Joanna Briggs Institute</em> e PRISMA-ScR, resultando na inclusão de 30 estudos. As recomendações presentes nos estudos foram organizadas conforme níveis de evidência. A validação ocorreu por meio da técnica Delphi, com participação de 15 juízes especialistas em estomaterapia. Para análise, foram utilizados o Coeficiente de Validade de Conteúdo (CVC ≥ 0,80), Kappa ponderado e Alfa de Cronbach para análise psicométrica. O instrumento foi avaliado de acordo com os critérios de Pasquali (2010) ,quanto à clareza, relevância, objetividade e aplicabilidade. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">O <em>bundle</em> final foi composto por 21 recomendações, organizadas em quatro categorias: avaliação do perfil corporal e estomia; indicação do equipamento com base adesiva convexa conforme perfil da estomia; indicação conforme condição abdominal; e indicação no período pós-operatório, incluindo uso de cinto como estratégia complementar. Na primeira rodada Delphi, a maioria dos itens apresentou CVC ≥ 0,80, com exceção do domínio relacionado ao pós-operatório imediato (CVC = 0,77), que foi reformulado. Após ajustes, a segunda rodada apresentou CVC entre 0,85 e 0,91, com média de Kappa de 0,952, indicando concordância quase perfeita entre os especialistas. O Alfa de Cronbach variou de 0,993 a 1,000, evidenciando excelente consistência interna. Todos os juízes consideraram o instrumento aplicável à prática clínica. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">O <em>bundle</em> desenvolvido apresentou validade de conteúdo satisfatória e elevada concordância entre os especialistas, configurando-se como instrumento confiável para apoiar a indicação de equipamentos coletores com base adesiva convexa em pessoas com estomia de eliminação intestinal. Ademais, sua estrutura contempla critérios clínicos relevantes e alinhados às evidências científicas e consensos internacionais. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">O estudo contribui para a sistematização da prática clínica na estomaterapia, ao oferecer ferramenta baseada em evidências que auxilia na tomada de decisão quanto ao uso da convexidade. O <em><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">bundle</span></em><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"> </span> reduz a variabilidade das condutas e potencialmente impacta na prevenção de complicações periestomias. Além disso, fortalece o raciocínio clínico do enfermeiro estomaterapeuta, promovendo cuidado mais seguro, individualizado e centrado nas necessidades da pessoa com estomia. Recomenda-se a realização de estudos futuros para avaliar a efetividade do instrumento na prática assistencial e seus impactos nos desfechos clínicos e na qualidade de vida das pessoas com estomia.</span></p> </div> </div>Victória Correa NunesLarissa Carvalho De CastroSarah Ferreira NevesLaryssa Barbosa CustodioLucimar Borges De OliveiraHermes Ferreira Lima JúniorMaria Angela Boccara De PaulaJuliano Teixeira Moraes
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2026-06-052026-06-05CONSTRUÇÃO DE PROTÓTIPO DE PRONTUÁRIO ELETRÔNICO PARA CONSULTA DE ENFERMAGEM EM INCONTINÊNCIA URINÁRIA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p dir="ltr">Construir um protótipo de prontuário eletrônico, voltado à consulta de enfermagem de mulheres com incontinência urinária e outras disfunções do assoalho pélvico associadas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Estudo metodológico para construção de um protótipo de prontuário eletrônico na plataforma Notion, que utiliza bases de dados com propriedades de texto, números, tarefas, relações entre bases e fórmulas para automatização. A construção foi organizada conforme as fases do processo de enfermagem. Na coleta de dados, definiu-se uma estrutura para levantamento de informações por anamnese e exame físico, com base na literatura sobre assistência de enfermagem a mulheres com incontinência urinária e outras disfunções do assoalho pélvico associadas. Para cada eixo de avaliação clínica, investigou-se a existência de instrumentos traduzidos e validados no Brasil, que substituíram as perguntas inicialmente previstas quando disponíveis. Nas etapas de diagnóstico, planejamento e implementação, o protótipo foi estruturado para favorecer a identificação de necessidades, possíveis diagnósticos e intervenções. A avaliação foi contemplada pela reabertura do prontuário nas consultas subsequentes.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> O protótipo resultou em um prontuário eletrônico estruturado para subsidiar a consulta de enfermagem e o acompanhamento longitudinal dessas mulheres. Sua organização contemplou módulos para identificação sociodemográfica, antecedentes e dados clínicos, hábitos de vida, avaliação dos sintomas do trato urinário inferior (ICIQ-FLUTS), constipação intestinal (critérios de Roma IV), incontinência anal (Escala de Wexner), disfunção sexual (ICIQ-VS), outros sintomas vaginais, comportamento sanitário (TB-WEB adaptado) e ansiedade (GAD-7). O protótipo também incluiu avaliação funcional da musculatura do assoalho pélvico, baseada em protocolo de Treinamento da Musculatura do Assoalho Pélvico (Assis, Silva e Martins, 2021), avaliação de prolapso (POP-Q) e condutas fundamentadas em protocolo de Modificações Comportamentais (Assis et al., 2023) e em protocolo de Treinamento da Musculatura do Assoalho Pélvico (Assis, Silva e Martins, 2021).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> O protótipo desenvolvido demonstrou potencial para sistematizar a consulta de enfermagem, apoiar o manejo conservador da incontinência urinária e qualificar o acompanhamento longitudinal das pacientes. A experiência de construção evidenciou a possibilidade de articular tecnologia digital e prática clínica especializada, produzindo um modelo funcional de documentação assistencial que favorece a avaliação, o direcionamento do tratamento e a identificação de outras disfunções do assoalho pélvico associadas. As próximas etapas incluem a validação da usabilidade por profissionais, seguida de sua utilização clínica em seis ambulatórios especializados.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <strong id="docs-internal-guid-576abc59-7fff-08ee-b1bc-e50c01c2940f"></strong>A incontinência urinária é uma condição frequente entre mulheres, com prevalência de cerca de 45% no Brasil em 2022, e, embora existam estratégias conservadoras de primeira linha, muitos casos ainda aguardam atendimento especializado, mesmo quando parte deles poderia ser manejada na atenção básica. Nesse contexto, o protótipo construído favorece a padronização do registro das informações clínicas, o acompanhamento ao longo das consultas e a tomada de decisão baseada em evidências. Além disso, a automatização de dados e escores pode subsidiar a identificação de necessidades, diagnósticos e intervenções, apoiando profissionais com menor familiaridade com a temática. Por fim, o instrumento apresenta potencial para a criação de bases de dados para futuras investigações na área de estomaterapia.</p> </div> </div>Hadrya Rachel Da Cruz QueirozGiovanna Romano Dos SantosJoão Victor Matos Dos AnjosGisela Maria Assis
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2026-06-052026-06-05CONSTRUÇÃO DE ROTEIROS DE VÍDEOS EDUCATIVOS PARA O AUTOCUIDADO E ADAPTAÇÃO DE CRIANÇAS COM COLOSTOMIAS
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="p1">Elaborar roteiros para vídeos educativos com abordagem lúdica e acessível para o autocuidado e a adaptação de crianças com colostomias em idade escolar de seis a doze anos e seus cuidadores.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Trata-se de um estudo metodológico, de abordagem qualitativa, com caráter descritivo e explicativo, voltado ao desenvolvimento de uma tecnologia educacional no formato de roteiros para vídeos destinados à criança colostomizada e seus cuidadores. O estudo foi desenvolvido em etapas sequenciais, compreendendo inicialmente uma revisão de literatura para encontrar as principais necessidades e entraves no cuidado do público-alvo e em sequência a elaboração dos roteiros para vídeos a partir dos principais achados.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="p1">A literatura evidenciou insegurança dos cuidadores diante da divergência de orientações, dificuldades no manejo da estomia, na prevenção de complicações e impactos sociais e emocionais. Com base nisso, foram elaborados três roteiros integrando orientações técnicas, apoio emocional e estímulo à participação da criança. Para isso, foram utilizados personagens com funções específicas: a criança, como protagonista que conduz a narrativa a partir de suas dúvidas e vivências, permitindo a construção de um enredo centrado na experiência infantil; o cuidador, como orientador e provedor de suporte emocional; Tico, um ursinho que aproxima o conteúdo do universo infantil e reduz barreiras; e a enfermeira Nina, responsável pelo reforço das orientações. A literatura aponta que crianças frequentemente manifestam medo ou ansiedade diante de profissionais de saúde.<span class="s1">1,2 </span>Nesse contexto, a presença de figuras familiares e afetivas contribui para aumentar a sensação de segurança e favorecer a adesão ao cuidado. Os roteiros abordam conteúdos relacionados à condição de saúde, autocuidado, adaptação à rotina e reinserção social, utilizando cenários cotidianos — como casa e parquinho — para favorecer a normalização da vida após a estomia e a adaptação psicossocial da criança. A linguagem adotada foi simples, afetiva e adequada à faixa etária, com uso de elementos lúdicos e visuais. Termos como “bolsinha” e a representação da “estomia redondinha” foram utilizados como estratégias de aproximação e ressignificação, contribuindo para a redução do estigma e favorecendo a compreensão e o engajamento infantil.<span class="s1">3</span> Os roteiros apresentam estrutura narrativa clara, com início, desenvolvimento e desfecho, incorporando elementos de storytelling que favorecem a aprendizagem. <span class="s1">4</span></p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="p1">Dessa forma, verifica-se que o objetivo proposto neste estudo foi alcançado por meio da elaboração do material educativo, o qual ultrapassa a simples transmissão de informações ao favorecer a autonomia progressiva da criança, fortalecer a confiança dos cuidadores e contribuir para a redução de barreiras emocionais relacionadas à vivência da condição crônica ou transitória.</p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="p1">O estudo contribui ao disponibilizar uma tecnologia educativa lúdica e acessível, que apoia a prática do enfermeiro estomaterapeuta na educação em saúde, promovendo maior segurança no cuidado, estímulo ao autocuidado e fortalecimento do vínculo com a criança e sua família. Além disso, amplia as estratégias de cuidado centrado na criança, incorporando recursos digitais que podem ser utilizados em diferentes contextos assistenciais.</p> <p> </p> </div>Renan Alves SilvaMaria Fernanda Furtado SantosArieli Rodrigues Nóbrega VideresDayze Djanira Furtado De GalizaDenise Miyuki KusaharaLucas Borges De Oliveira
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2026-06-052026-06-05LIGAS ACADÊMICAS E EDUCAÇÃO PERMANENTE: ESTRATÉGIA PARA PADRONIZAÇÃO DO CUIDADO EM FERIDAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2550
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">Relatar a experiência da Liga Acadêmica de Estomaterapia na capacitação de profissionais de enfermagem de dois municípios do Sul de Minas Gerais quanto ao uso de coberturas, com foco na padronização de condutas e na organização do cuidado em feridas na atenção primária.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">Trata-se de um relato de experiência extensionista, desenvolvido em parceria com as secretarias municipais de saúde</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> de dois municípios do Sul de Minas Gerais, com participação de profissionais de enfermagem da atenção primária.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Foram realizadas palestras dialogadas e oficinas práticas abordando avaliação de feridas, indicações e contraindicações de diferentes coberturas, além de estratégias para otimização do uso de materiais disponíveis nos serviços. Também foram discutidas dificuldades enfrentadas no cotidiano assistencial, especialmente relacionadas à ausência de protocolos e à variabilidade nas condutas adotadas¹,². Durante as atividades, observou-se participação ativa dos profissionais, com compartilhamento de experiências e análise de situações da prática assistencial. Essa dinâmica permitiu identificar fragilidades no manejo de feridas, como uso inadequado de coberturas e ausência de padronização do cuidado, além de evidenciar a necessidade de organização da assistência³,</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">⁴</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A partir dessas discussões, foram definidas, de forma conjunta, estratégias voltadas à padronização de condutas e ao uso mais racional dos recursos disponíveis, culminando na elaboração de protocolos assistenciais destinados a orientar de forma contínua o cuidado nos serviços</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">⁴</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">. Essa padronização favorece maior segurança na assistência, reduz condutas divergentes e contribui para melhor utilização dos recursos disponíveis.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Para os estudantes da Liga Acadêmica, a experiência possibilitou a aplicação prática do conhecimento teórico, além do desenvolvimento do raciocínio clínico e da compreensão das demandas reais dos serviços de saúde. Por se tratar de atividade extensionista, sem coleta de dados individuais ou identificação dos participantes, o relato dispensa apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa, conforme normativas vigentes.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A experiência evidenciou que a atuação da Liga Acadêmica de Estomaterapia constitui uma estratégia efetiva de educação permanente em saúde, especialmente no contexto da atenção primária e em cenários com recursos limitados. A capacitação possibilitou não apenas a troca de saberes entre universidade e serviço, mas também a identificação de fragilidades no manejo de feridas, relacionadas principalmente à ausência de padronização de condutas¹.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A construção conjunta de protocolos assistenciais representa um avanço importante para a organização do cuidado, ao orientar de forma contínua a prática profissional, reduzir condutas divergentes e favorecer o uso mais racional dos recursos disponíveis²,³,</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">⁴</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">.</span></p> <p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Para além da capacitação pontual, a experiência reforça a educação permanente como dispositivo estruturante do processo de trabalho em saúde, capaz de transformar práticas, qualificar a tomada de decisão clínica e promover maior autonomia dos profissionais.</span></p> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Nesse contexto, a estomaterapia assume papel estratégico na condução de práticas educativas voltadas à realidade dos serviços, contribuindo para maior segurança na assistência e qualificação do cuidado³. </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-bidi-font-weight: bold;">Destaca-se, ainda, que as ligas acadêmicas se configuram como espaços potentes de integração ensino-serviço, capazes de articular formação crítica, prática assistencial e produção de soluções concretas para o cotidiano dos serviços de saúde.</span></p> </div> </div>Larissa De Paula Dias BarrosoDaniela De Castro LisboaSthefany Pereira MoraisJéssica De Aquino PereiraGabriela Machado AleixoLuiza RezendeDiba Maria Sebba Tosta De Souza
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2026-06-052026-06-05ESTOMATERAPIA E CUIDADOS PALIATIVOS: LACUNAS E POSSIBILIDADES PARA UM CUIDADO TRANSFORMADOR
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span data-teams="true">Analisar, entre os atendimentos realizados por estomaterapeutas em pacientes com lesões indicativas de gravidade e fim de vida, a proporção daqueles que também receberam acompanhamento da equipe de cuidados paliativos, discutindo as implicações dessa integração para o cuidado inclusivo, o alívio do sofrimento e o fortalecimento da prática ética na estomaterapia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span data-teams="true">Estudo de coorte retrospectivo, baseado na análise de dados clínicos de 3.343 atendimentos realizados por estomaterapeutas nos anos de 2022, 2023 e 2024, em um hospital geral terciário privado da cidade de São Paulo. Foram identificados os atendimentos relacionados a lesões indicativas de gravidade e fim de vida, incluindo lesão por pressão tissular profunda, lesões terminais de Kennedy e quadros de falência cutânea. Avaliou-se a presença concomitante de acompanhamento pela equipe de cuidados paliativos, com análise de proporção e associação entre os atendimentos, utilizando-se o Teste Exato de Fisher, considerando significância estatística de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição (CAAE: 81751524.3.0000.5455).</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span data-teams="true">Dos 3.343 atendimentos analisados, 93 (2,8%) desenvolveram lesões indicativas de gravidade clínica e contexto de fim de vida. Entre esses casos, apenas 16,1% contaram com acompanhamento concomitante da equipe de cuidados paliativos. Observou-se associação estatisticamente significativa entre os atendimentos realizados por estomaterapeutas e a presença de cuidados paliativos (Teste Exato de Fisher, <em>p</em> < 0,001), indicando que essas abordagens ocorrem de forma dissociada na rotina hospitalar. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span data-teams="true">Os resultados demonstram que a articulação entre os atendimentos em estomaterapia relacionados a lesões indicativas de final de vida e o acompanhamento pela equipe de cuidados paliativos ainda ocorre de forma limitada na prática clínica analisada. Essa dissociação pode comprometer o alívio do sofrimento, o conforto do paciente e a qualidade das decisões compartilhadas no contexto de finitude, evidenciando a necessidade de estratégias institucionais que promovam maior integração interprofissional, alinhada aos princípios do cuidado ético, inclusivo e centrado na pessoa.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span data-teams="true">Este estudo reforça o papel estratégico do estomaterapeuta na identificação de lesões relacionadas a falência de pele e na diferenciação de lesões inevitáveis em contextos de terminalidade, contribuindo para decisões clínicas mais alinhadas ao conforto e à dignidade do paciente. Evidencia-se, ainda, a importância da atuação desse profissional no manejo sintomático, na comunicação sensível com pacientes e familiares e na mediação do cuidado interprofissional. Dessa forma, os resultados subsidiam reflexões sobre a ampliação do protagonismo da estomaterapia no cuidado paliativo, fortalecendo práticas mais inclusivas, éticas e transformadoras em cenários de fim de vida.</span></p> </div> </div>Sabrina Alves Veiga TungMarinete Esteves Franco
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2026-06-052026-06-05INTERVENÇÕES DO ASSISTENTE SOCIAL NA ATENÇÃO À SAÚDE DE PESSOAS COM ESTOMIA: SCOPING REVIEW
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Mapear as intervenções do assistente social nos serviços de atenção à saúde de pessoas com estomia</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de uma revisão de escopo conduzida conforme a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e orientada pelas diretrizes PRISMA-ScR. As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE, Embase, Web of Science, Scopus, Cochrane Library, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e CINAHL, além da inclusão de literatura cinzenta. O processo de seleção ocorreu por meio da triagem de títulos e resumos no software Rayyan, realizada por dois revisores independentes, seguida da leitura na íntegra dos estudos elegíveis. A extração dos dados foi conduzida em formulários padronizados no Excel, com apresentação dos resultados em fluxograma PRISMA-ScR, tabelas e síntese narrativa. Eventuais desvios metodológicos foram devidamente reportados</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Foram identificados 1.147 estudos, dos quais 16 atenderam aos critérios de inclusão. A análise das evidências permitiu a construção de um conjunto estruturado de intervenções do assistente social no cuidado à pessoa com estomia. Os resultados evidenciam que a atuação profissional concentra-se no fortalecimento do apoio social, na promoção do cuidado integral e no enfrentamento das implicações psicossociais decorrentes da estomia. Observou-se impacto positivo do suporte social estruturado na adaptação psicossocial, na ampliação da autonomia e na melhoria da qualidade de vida.As intervenções foram organizadas em cinco categorias temáticas: (1) condições de vida e inserção social; (2) fortalecimento da autonomia e do acesso a direitos; (3) proteção social e continuidade do cuidado; (4) redução das vulnerabilidades sociais associadas à estomia; e (5) repercussões sociais da estomia. A partir dessa categorização, foram propostos parâmetros orientadores para a prática do assistente social, contribuindo para maior sistematização e qualificação da atuação profissional no campo</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Embora haja uma base consistente sobre os desafios sociais vivenciados por pessoas com estomia e sobre a relevância do apoio social na reorganização da vida cotidiana, persiste uma lacuna significativa na literatura quanto à descrição, sistematização e avaliação das intervenções específicas do serviço social. Predominam nos estudos as abordagens centradas na atuação de enfermeiros estomaterapeutas, cuidadores familiares e programas de autogestão, enquanto a contribuição do assistente social permanece sub-representada. Assim, evidencia-se um campo fértil para o avanço científico e para o fortalecimento da prática baseada em evidências, reafirmando o potencial estratégico do serviço social na promoção da equidade, da integralidade do cuidado e da garantia de direitos às pessoas com estomia</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p data-start="0" data-end="273">O estudo amplia o foco da prática, incluindo não apenas aspectos clínicos, mas também sociais, econômicos e de garantia de direitos.</p> <p data-start="275" data-end="461">Destaca-se a importância do trabalho interdisciplinar, com o assistente social contribuindo para a adesão ao tratamento, redução de vulnerabilidades e fortalecimento das redes de apoio.</p> </div> </div>Larissa Carvalho De CastroLucimar Borges OliveiraHermes Ferreira Lima JuniorVictoria Correa NunesJuliano Teixeira Moraes
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2026-06-052026-06-05INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Caracterizar o perfil sociodemográfico, clínico e comportamental de mulheres com incontinência urinária em tratamento oncológico para câncer de mama.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo observacional, transversal e analítico, com abordagem quantitativa, realizado com mulheres com câncer de mama em tratamento oncológico em um serviço especializado do Nordeste brasileiro. A amostra foi composta por 150 participantes, selecionadas por conveniência. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas estruturadas e consulta a prontuários, utilizando instrumentos validados: ICIQ-SF, ICIQ-OAB, Brief Fatigue Inventory. Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial, com nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob Parecer nº 7.851.175.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Foram entrevistadas 208 mulheres em tratamento oncológico para câncer de mama, das quais 58 (27,9%) referiram algum nível de incontinência urinária (IU). Entre as mulheres com IU, houve predomínio de idade superior a 50 anos (n=36; 62%), multiparidade (≥2 gestações: 72,4%) e menopausa (68,9%). Observou-se elevada frequência de excesso de peso (75,9%) e hipertensão arterial (56,9%), além de alto consumo de café (55,2%). O tratamento mais prevalente foi a quimioterapia (94,8%), com maior concentração de casos em estágios avançados (III e IV: 67,2%) e predominância do subtipo Luminal B (37,9%). A análise dos dados evidenciou associação entre a ocorrência de IU e fatores clínicos e reprodutivos, como idade avançada, menopausa, multiparidade e excesso de peso, reforçando o caráter multifatorial da condição. Tais achados são consistentes com a literatura, que aponta a influência de alterações hormonais, especialmente a deprivação estrogênica induzida pelo tratamento oncológico, bem como fatores metabólicos, na disfunção do assoalho pélvico.Adicionalmente, observou-se que a presença de IU esteve relacionada a piores desfechos em qualidade de vida, fadiga e distúrbios do sono, com correlações positivas entre a gravidade dos sintomas urinários e esses indicadores. Quando estatisticamente significativas, essas correlações indicam que o aumento da severidade da IU está associado à piora proporcional desses desfechos, sem, contudo, estabelecer relação causal.Em conjunto, os resultados destacam a relevância clínica da IU em mulheres com câncer de mama, evidenciando a necessidade de sua inclusão na avaliação rotineira dos serviços oncológicos. A identificação dos fatores associados possibilita o direcionamento de estratégias preventivas e intervenções precoces, especialmente no âmbito da enfermagem, contribuindo para a melhoria do cuidado integral a essa população.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p dir="ltr">A incontinência urinária apresentou elevada frequência entre mulheres com câncer de mama, evidenciando associação com fatores clínicos, reprodutivos e metabólicos. Os achados reforçam seu caráter multifatorial e o impacto negativo na qualidade de vida, destacando a necessidade de inclusão dessa condição na avaliação clínica oncológica e no planejamento do cuidado integral.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Os resultados evidenciam a importância da atuação do enfermeiro estomaterapeuta na triagem, prevenção e manejo da incontinência urinária nessa população. Estratégias como educação em saúde, treinamento da musculatura do assoalho pélvico e intervenções conservadoras devem ser incorporadas à prática clínica, visando reduzir sintomas e promover melhor qualidade de vida.</p> </div> </div>Weverton Santos De MatosLays Jane Nascimento DantasSabrina Barreto MotaJosé Flávio Cerqueira Dos Santos JúniorLaiane Santos De CarvalhoValdemar Silva AlmeidaGiseli Do Nascimento SilvaCaíque Jordan Nunes Ribeiro
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2026-06-052026-06-05LESÃO RELACIONADA A ADESIVO MÉDICO EM CATETER VENOSO CENTRAL EM ADULTOS: OVERVIEW DE REVISÕES SISTEMÁTICAS
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;">Mapear e sintetizar as evidências disponíveis em revisões sistemáticas acerca da lesão relacionada a adesivo médico (MARSI) associada ao uso de cateter venoso central (CVC) em pacientes adultos, visando subsidiar a tomada de decisão clínica qualificada e baseada em evidências.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;">Trata-se de uma overview de revisões sistemáticas, conduzida conforme o JBI Manual for Evidence Synthesis e as diretrizes PRISMA-ScR, com protocolo previamente registrado no OSF. A busca foi realizada em Janeiro de 2026 nas bases EMBASE, PubMed e EBSCOhost, utilizando combinações controladas de descritores relacionados a cateter venoso central, adesivos médicos e população adulta. Foram identificadas inicialmente 759 publicações, das quais 14 revisões sistemáticas atenderam aos critérios de elegibilidade após processo de triagem.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;">As evidências analisadas indicam que a MARSI constitui um evento adverso frequente, porém subnotificado, no contexto do uso de CVC em pacientes adultos. Observou-se maior ocorrência em indivíduos com fatores predisponentes, como idade avançada, fragilidade cutânea, comorbidades crônicas (especialmente diabetes mellitus), uso de corticosteroides, desnutrição e internação prolongada. Entre os principais fatores associados destacam-se o uso de adesivos com alta força de aderência, técnicas inadequadas de aplicação e remoção, trocas frequentes de curativos, umidade local e comprometimento prévio da integridade da pele. Adicionalmente, identificou-se heterogeneidade nos métodos de avaliação e ausência de padronização na definição, classificação e registro das lesões, o que limita a comparabilidade dos estudos e a mensuração real da incidência.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;">Evidenciam-se lacunas relevantes na padronização do cuidado e na vigilância da MARSI em pacientes adultos com CVC. Destaca-se a necessidade de desenvolvimento e implementação de protocolos clínicos específicos voltados à prevenção, identificação precoce e manejo dessas lesões. A incorporação de tecnologias seguras e o fortalecimento das competências profissionais são fundamentais para reduzir eventos adversos e qualificar a assistência.</span></p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;">Os achados reforçam o papel estratégico da estomaterapia no cuidado de pacientes adultos em uso de CVC, especialmente na avaliação da integridade cutânea, seleção de tecnologias de fixação e implementação de estratégias preventivas para MARSI. O estomaterapeuta atua de forma central na elaboração de protocolos assistenciais, capacitação das equipes e promoção de práticas baseadas em evidências, contribuindo diretamente para a segurança do paciente e para a qualidade do cuidado em ambientes hospitalares.</span></p> </div> </div>Amanda Ferreira De Almeida ColombiPaula De Souza Silva FreitasAline De Oliveira RamalhoAdrieli Aparecida Simões De OliveiraNatália Aparecida De BarrosHeloísa Helena Camponez Barbara RéduaMaria Eduarda Lopes Perovano
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2026-06-052026-06-05CLUBE CIENTÍFICO DE PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIAS: DISPOSITIVO PARA TRADUÇÃO DO CONHECIMENTO NA ESTOMATERAPIA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"><span style="mso-ansi-language: PT-BR;">Apresentar a experiência, os resultados e o impacto do Clube Científico de Prática Baseada em Evidências no manejo de feridas de difícil cicatrização como estratégia de democratização do acesso ao conhecimento em estomaterapia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal"><span style="mso-ansi-language: PT-BR;">Trata-se de uma experiência extensionista desenvolvida entre 2023 e 2025, vinculada a um projeto de extensão universitária em enfermagem. Os clubes de leitura científica são reconhecidos como estratégias que favorecem o pensamento crítico, a discussão qualificada e a incorporação de evidências na prática profissional<sup>1,2</sup>. O Clube Científico foi estruturado com encontros mensais síncronos transmitidos pelo YouTube, com gravações disponibilizadas posteriormente. Para potencializar o engajamento e a aprendizagem ativa, utilizou-se o Telegram para disponibilização prévia de consensos e diretrizes internacionais e aplicação de instrumentos avaliativos após os encontros. A mediação foi realizada por comissão organizadora. Observou-se crescimento progressivo da adesão, com 1.598 participantes em 2023, 2.040 em 2024 e 2.425 em 2025, evidenciando ampliação do alcance da estratégia. Os conteúdos abordados foram provenientes de organismos internacionais de referência na área de feridas, favorecendo a atualização baseada em evidências. A iniciativa destacou-se pela articulação entre ensino, tecnologia e prática baseada em evidências, sendo a experiência inicial publicada em periódico científico<sup>3</sup>. Adicionalmente, o ciclo subsequente recebeu premiação nacional no Congresso Brasileiro de Estomaterapia, na categoria Desenvolvimento Profissional e Bioética, reforçando sua relevância acadêmica e social.</span></p> <p> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"><span style="mso-ansi-language: PT-BR;">O Clube Científico consolidou-se como dispositivo efetivo de tradução do conhecimento em estomaterapia, promovendo acesso ampliado, qualificação profissional e estímulo ao pensamento crítico. A estratégia demonstra potencial de replicabilidade em diferentes contextos e reforça a importância do uso de tecnologias digitais no fortalecimento da educação permanente em saúde. O apoio da Sociedade Brasileira de Estomaterapia, bem como da indústria foi um propulsor para o fortalecimento do projeto e pode potencializar projetos congêneres. Destaca-se, ainda, a necessidade de integração entre evidências científicas, experiência clínica e princípios éticos para a qualificação da assistência.</span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"> </p> </div> </div>Paula Souza Silva FreitasAna Carolina Oliveira De AlmeidaAline De Oliveira RamalhoGabriela Andreati PintoIsadora Victoria Goncalves PereiraJordania Fassarella BandeiraPedro Enrique Pereira De SouzaSimone Amorim Dos Santos
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2026-06-052026-06-05PROJETO DE EXTENSÃO SAELP: ARTICULAÇÃO ENTRE FORMAÇÃO, CUIDADO E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO NA ESTOMATERAPIA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Relatar a experiência do projeto de extensão SAELP, destacando a integração entre ensino, pesquisa e extensão na formação, cuidado e produção de conhecimento em estomaterapia.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A extensão universitária, tem origem no Movimento Reformista de Córdoba (1918), marcado pela defesa da democratização do ensino e da aproximação entre universidade e sociedade. No Brasil, é caracterizada por diferentes concepções, evidenciando-se como campo em constante construção, atravessado por distintas formas de relação com a sociedade. Atualmente, consolida-se como dimensão indissociável do ensino e da pesquisa, assumindo papel estratégico entre universidade e sociedade¹. Nesse contexto, o projeto “Sistematização da Assistência de Enfermagem na Prevenção e Tratamento de Lesões de Pele” (SAELP) constitui-se como estratégia de extensão universitária vinculada à formação em enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo, com atuação voltada ao cuidado de pessoas com estomias e lesões crônicas. Desenvolvido em articulação com a rede pública de saúde, o projeto integra atividades assistenciais, formativas e científicas, possibilitando aos discentes a inserção em cenários reais de cuidado. Por meio da aplicação do Processo de Enfermagem, da produção científica e da participação em espaços formativos, como o Clube Científico “Práticas Baseadas em Evidência”, o SAELP promove articulação entre ensino, pesquisa e extensão, favorecendo o desenvolvimento do raciocínio clínico, da autonomia discente e construção de conhecimentos alinhados às demandas sociais. No âmbito do SUS, o SAELP insere-se em um modelo de atenção orientado pelo princípio da equidade, o qual reconhece diferentes necessidades e desigualdades que atravessam os processos de saúde e adoecimento². Nesse sentido, pensar o cuidado em saúde implica considerar que determinados grupos vivenciam maior exposição a condições de vulnerabilidade, demandando respostas assistenciais ampliadas. Assim, a compreensão do adoecimento incorpora dimensões sociais e estruturais, evidenciando a necessidade de práticas que considerem diferentes condições dos sujeitos³.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Mais de 100 estudantes de graduação já integraram o SAELP, além de mestrandos, enfermeiros externos e estomaterapeutas, evidenciando a consolidação do projeto como espaço formativo e científico especializado. A realização de aproximadamente 3.000 atendimentos de enfermagem por ano, em articulação com a rede pública de saúde, configura um cenário contínuo de aprendizagem prática e produção de dados clínicos, favorecendo o desenvolvimento do raciocínio clínico, do registro qualificado do processo de enfermagem e da tomada de decisão baseada em evidências. A inserção em diferentes níveis de atenção possibilita não apenas a vivência assistencial, mas também de experiências e a geração de conhecimento científico, materializada na produção de trabalhos acadêmicos e na participação em eventos científicos. A estrutura organizacional do projeto, centrada no protagonismo discente, contribui para a formação de sujeitos críticos e ativos na construção do conhecimento. Além disso, o alcance ampliado das ações formativas, evidenciado pelos mais de 5.000 participantes do Clube Científico, que está em sua quarta edição e pelos mais de 9.700 seguidores em rede social @projetosaelp, demonstra a capacidade do projeto de difundir conhecimento científico em larga escala, promovendo a tradução do saber e fortalecendo a prática baseada em evidências na área de estomaterapia para além universidade.</p> </div> </div>Paula Souza Silva FreitasAline Aparecida Miranda FerresDebora Ribeiro NalessoIsabelli Ferreira De SouzaLuiza Rezende RamosThamires Dos Santos Balduino TavaresVanessa De Paula SilvaRayanne Pinheiro Dos Santos Kuster
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2026-06-052026-06-05ENFERMAGEM NO PERIOPERATÓRIO DE PACIENTES SUBMETIDOS À DERIVAÇÃO URINÁRIA CONTINENTE POR MITROFANOFF: REVISÃO DE LITERATURA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">Descrever os cuidados de enfermagem no pré e pós-operatório de pacientes submetidos à derivação urinária continente pela técnica de</span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><em> Mitrofanoff</em></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;">.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> <span style="font-family: Times New Roman, serif;">Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica do tipo narrativa, de abordagem qualitativa, com o objetivo de reunir e analisar evidências científicas sobre o tema proposto, evidenciado em diretrizes institucionais, artigos e manuais técnicos, realizada no período de </span><span style="font-family: Times New Roman, serif;">26 de setembro de 2025 a 25 de outubro de 2025, </span><span style="font-family: Times New Roman, serif;">resultante do trabalho acadêmico da disciplina </span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><em>“Cuidando de pessoas com estomias”</em></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><strong> </strong></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;">do Curso de Especialização em Enfermagem em Estomaterapia de uma universidade pública localizada na região centro-oeste do Brasil. Esta revisão atendeu aos aspectos éticos referentes aos direitos autorais das publicações consultadas.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span style="font-family: Times New Roman, serif;">A derivação urinária continente por técnica de </span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><em>Mitrofanoff</em></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"> consiste na criação de uma estomia continente e cateterizável entre a bexiga e a parede abdominal, utilizando preferencialmente o apêndice cecal<sup>1</sup></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;">. O êxito do procedimento cirúrgico está diretamente associado à atuação qualificada da equipe de enfermagem, especialmente do enfermeiro estomaterapeuta. Antes do procedimento cirúrgico, destacam-se a avaliação clínica integral, demarcação pré-operatória do local da estomia, preparo intestinal, antibioticoprofilaxia e processo educativo relacionado ao cateterismo intermitente limpo</span><sup><span style="font-family: Times New Roman, serif;">1,2,3</span></sup><span style="font-family: Times New Roman, serif;">. A orientação pré-operatória reduz a ansiedade e favorece adesão ao tratamento</span><sup><span style="font-family: Times New Roman, serif;">2</span></sup><span style="font-family: Times New Roman, serif;">. No período pós-operatório imediato, a monitorização hemodinâmica, controle da dor, balanço hídrico rigoroso, avaliação da permeabilidade da estomia e manutenção da permeabilidade dos cateteres constituem ações prioritárias após a saída do centro cirúrgico</span><sup><span style="font-family: Times New Roman, serif;">3</span></sup><span style="font-family: Times New Roman, serif;">. No período pós-operatório mediato e tardio, o foco é direcionado para o processo de adaptação com ênfase para o ensino e aprendizagem da técnica de cateterização intermitente, higiene da estomia, identificação precoce de sinais de complicações (estenose, infecção urinária, formação de cálculos e acúmulo de muco) e suporte </span><span style="font-family: Times New Roman, serif;">psicossocial</span><sup><span style="font-family: Times New Roman, serif;">3,4</span></sup><span style="font-family: Times New Roman, serif;">. O processo educativo saúde emerge como eixo estruturante do cuidado, contribuindo para autonomia, segurança e qualidade de vida</span><sup><span style="font-family: Times New Roman, serif;">5</span></sup><span style="font-family: Times New Roman, serif;">.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-family: Times New Roman, serif;">A derivação urinária continente por técnica de </span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><em>Mitrofanoff</em></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"> é uma conduta eficaz para o manejo de disfunções urinárias complexas, exigindo cuidado especializado em estomaterapia, desempenhando papel essencial detectação precoce de complicações e na promoção do autocuidado, sendo determinante para os desfechos clínicos e psicossociais.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-family: Times New Roman, serif;">A estomaterapia fortalece-se como área estratégica no cuidado a pacientes com estomias urinárias continentes, ao integrar competências técnicas, educativas e psicossociais. A atuação do enfermeiro estomaterapeuta na demarcação pré-operatória do local da estomia, no ensino do cateterismo intermitente limpo, no acompanhamento longitudinal e avaliação do processo de adaptação e reabilitação. Ressalta-se a diretrizes cl</span><span style="font-family: Times New Roman, serif;">í</span><span style="font-family: Times New Roman, serif;">nicas e tecnologias educativas validadas que possam contribuir para elevar a segurança e a qualidade do cuidado especializado.</span></p> </div> </div>Alina Paula Ramalho CostaNayara Dos Santos RodriguesFernanda Leticia Frates CauduroFlavia Felix BorgesJoseane França MoreiraJeonice De Jesus DouradoAna Catarine Melo De Oliveira CarneiroMarcella Neves Da Rocha Nader
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2026-06-052026-06-05ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA ÁREA DA ESTOMATERAPIA PEDIÁTRICA: REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE INTERVENÇÕES E DESAFIOS
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>O presente estudo tem por objetivo identificar a atuação da enfermagem na área da estomaterapia pediátrica, destacando as principais intervenções, desafios e contribuições para o cuidado de enfermagem a esta população¹˒².</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio de<strong id="docs-internal-guid-87bbdba6-7fff-7b15-9e96-33360019f9ed"> </strong>busca nas bases de dados LILACS, SciELO e MEDLINE. A pergunta norteadora foi: Como se caracteriza a atuação da enfermagem na estomaterapia pediátrica, considerando as principais intervenções, desafios e contribuições para o cuidado à criança e sua família? Foram utilizados os descritores “enfermagem”, “estomaterapia” e “pediatria”, combinados com operadores booleanos. Incluíram-se artigos publicados entre 2014 e 2024, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol. Excluíram-se estudos duplicados, editoriais e aqueles que não respondiam ao objetivo proposto. A amostra final foi composta por 5 artigos. A análise dos dados ocorreu de forma descritiva e temática, conforme Mendes, Silveira e Galvão³.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Os achados evidenciam que a atuação da enfermagem na estomaterapia pediátrica concentra-se na avaliação sistematizada da pele e das estomias, no manejo adequado de dispositivos e na prevenção de complicações, com destaque para as lesões periestoma, uma das principais intercorrências nessa população¹˒⁵. Observa-se que a utilização de instrumentos de avaliação clínica e a monitorização contínua favorecem a identificação precoce de alterações cutâneas, contribuindo para intervenções mais efetivas e redução de agravos¹. Ademais, ressalta-se a importância da educação em saúde direcionada a familiares e cuidadores, favorecendo a adesão terapêutica, manejo seguro dos dispositivos e a continuidade do cuidado no ambiente domiciliar⁴. Verificou-se, ainda, que a assistência deve ser individualizada e humanizada, contemplando as especificidades clínicas e emocionais do desenvolvimento infantil, o que exige do enfermeiro habilidades técnicas específicas². A literatura também aponta a relevância da atuação do enfermeiro na orientação quanto à escolha e adaptação de dispositivos, bem como no suporte ao enfrentamento das alterações na imagem corporal e dinâmica familiar²˒⁴. No que se refere aos desafios, destacam-se a escassez de materiais específicos para o público pediátrico, limitação de protocolos assistenciais padronizados, a necessidade de capacitação profissional contínua e os impactos inerentes ao cuidado da criança estomizada, que interferem na qualidade assistencial e nos desfechos clínicos⁵.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>A enfermagem desempenha papel essencial na estomaterapia pediátrica, com atuação voltada à avaliação clínica, prevenção de complicações, manejo de dispositivos e educação em saúde¹˒². Os achados evidenciam a necessidade de qualificação profissional contínua e ampliação do acesso a recursos específicos para essa população.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O estudo reforça a importância da prática baseada em evidências na estomaterapia pediátrica, contribuindo para o aprimoramento da assistência de enfermagem e para a qualificação do cuidado prestado à criança e sua família³. Evidencia-se a necessidade de desenvolvimento e implementação de protocolos clínicos específicos, voltados à prevenção e manejo de complicações¹˒⁵. Destaca-se, a relevância da educação permanente dos profissionais, visando o fortalecimento das competências técnicas e do raciocínio clínico². Ademais, o estudo contribui ao evidenciar lacunas na produção científica, especialmente relacionadas à escassez de materiais e tecnologias voltadas ao público pediátrico, incentivando o desenvolvimento de novas pesquisas e inovações⁵.</p> </div>Lucas Gomes CavalcanteAndréa Mathes FaustinoAmanda Mesquita Mendes GonçalvesFernanda Leticia Frates Cauduro
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2026-06-052026-06-05INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS E IMPLICAÇÕES PARA A PRÁTICA EM ESTOMATERAPIA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Analisar o papel das inovações tecnológicas na otimização da aderência do equipamento coletor e suas implicações para a prática clínica em estomaterapia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Revisão de escopo conduzida conforme a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e reportada segundo o PRISMA-ScR. O protocolo encontra-se registrado no Open Science Framework (OSF) (https://doi.org/10.17605/OSF.IO/9BPT6).</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Aptos',sans-serif; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Aptos; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Foram incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, sem restrição de idioma ou delineamento metodológico, totalizando 18 estudos após processo sistemático de busca, seleção e análise. As principais inovações identificadas incluem dispositivos personalizados por impressão tridimensional, materiais com maior tolerância cutânea e tecnologias avançadas de proteção da pele. Esses recursos mostraram-se associados à redução de fugas, menor incidência de lesões periestomais e melhoria na qualidade de vida das pessoas com estomia. Destaca-se que a personalização do equipamento, especialmente por meio da impressão 3D, favorece melhor adaptação ao perfil abdominal, eliminando limitações do recorte manual e aumentando a eficácia da vedação. Além disso, materiais com melhor capacidade de manejo da umidade contribuem para a preservação da integridade cutânea e maior durabilidade do dispositivo. Contudo, os estudos evidenciam que os benefícios dessas tecnologias dependem da correta indicação clínica, da adequação ao perfil individual e da integração com processos de avaliação especializada e educação terapêutica. A tecnologia, quando utilizada de forma isolada, não substitui o acompanhamento profissional nem garante resultados satisfatórios.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 12.0pt;">As inovações tecnológicas representam avanços significativos na estomaterapia, com potencial para melhorar a aderência do equipamento coletor e reduzir complicações. Entretanto, sua efetividade está condicionada à integração com uma abordagem clínica centrada na pessoa, baseada em avaliação contínua, seleção individualizada do dispositivo e suporte educativo. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt;">Os achados evidenciam a necessidade de incorporar as inovações tecnológicas de forma crítica e contextualizada na prática clínica, reforçando o papel do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação individualizada, na indicação adequada dos dispositivos e na educação terapêutica. Essa integração contribui para a qualificação do cuidado, prevenção de complicações e melhoria dos resultados clínicos e da qualidade de vida das pessoas com estomia.</span></p> </div> </div>Dayse Carvalho Do NascimentoMaria Isabel Domingues FerreiraPedro Miguel Dos Santos Dinis ParreiraIsabel Maria Ribeiro Morais Araújo SantosDora Cristina Marques NevesAna Margarida Pinto BragaLívia Moreira DelphimNorma Valéria Dantas De Oliveira Souza
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2026-06-052026-06-05EMPRESA JÚNIOR DE ENFERMAGEM EM ESTOMATERAPIA DO BRASIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span id="docs-internal-guid-fe6661ad-7fff-c7b0-048e-f9153ac571f6">Relatar a experiência de acadêmicos em enfermagem na criação de uma empresa Júnior com foco na assistência à estomaterapia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p id="docs-internal-guid-567950a1-7fff-08d7-5a82-79a8648d69b0" dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-21119bfe-7fff-a1c7-3f31-c6ce61c00969">A EstomaCare Júnior foi criada na Universidade Federal de São João del-Rei, Campus Centro-Oeste, a partir das vivências de estudantes integrantes da Liga Acadêmica de Enfermagem em Estomaterapia (LAEST), sob orientação de docente enfermeiro estomaterapeuta. A iniciativa emergiu da identificação de fragilidades no cuidado prestado às pessoas com estomias, feridas e incontinência, especialmente em decorrência da limitada oferta de formação especializada na área em algumas regiões do Brasil. ¹ Diante dessa necessidade, estruturou-se a primeira empresa júnior de enfermagem em estomaterapia do país, com foco na promoção do cuidado qualificado e na melhoria da qualidade de vida dessa população. A proposta possibilita aos discentes a vivência de situações reais da prática profissional, favorecendo o desenvolvimento de competências relacionadas ao trabalho em equipe, empreendedorismo, pensamento crítico e autonomia. Além disso, contribui para a formação de profissionais mais capacitados para atender às demandas assistenciais crescentes no campo da estomaterapia. Para viabilizar a proposta, a construção da empresa júnior foi desenvolvida em várias etapas, a começar pela</span> normativa do código civil e a Lei n⁰13.267/2016,² que declara que a empresa deve ser vinculada a uma instituição de ensino superior, e ser formada por estudantes da graduação, com objetivos de realizar projetos e serviços que contribuam para a sociedade e para sua formação acadêmica. A associação também deve ser considerada sem fins lucrativos. Posteriormente foi necessário passar pelo edital e assembleia geral de fundação, dessa forma acontece a entrega do documento que relata a aprovação do estatuto e a eleição da primeira diretoria. Em seguida, o registro em cartório de pessoas jurídicas, para que a empresa seja cadastrada na receita federal e receba seu CNPJ, que permite abrir conta bancária em nome da empresa. Na sequência foi providenciado a inscrição municipal e o alvará, para que a empresa consiga emitir notas fiscais e prestar serviços. E por fim, o certificado virtual, que permite enviar documentos para a receita e assinar documentos digitais. Com o cumprimento de todas essas etapas, a empresa júnior encontra-se apta para iniciar suas atividades.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span id="docs-internal-guid-a431ac8e-7fff-f0b9-5cbf-4fdf4ef6ed18">A EstomaCare Júnior constituiu uma experiência de grande relevância na formação acadêmica, ao proporcionar aos estudantes vivências que extrapolam o contexto da graduação e os aproximam da prática profissional. ³ A iniciativa favorece o despertar do interesse pela área da estomaterapia, estimulando a busca futura por especialização e aperfeiçoamento técnico-científico além da iniciação ao empreendedorismo.</span></p> </div>Bianca Domingues TrindadeLaura Gorino ChavesJoão Pedro Pires De CastroJoão Victor Coutinho ChavesLara Estácio DamascenoRaquel Eliza De Souza SantosBruna Liz Dos Santos CastroJuliano Teixeira Moraes
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2026-06-052026-06-05EVOLUÇÃO DAS SUPERFÍCIES DE SUPORTE EM 40 ANOS DE EVIDÊNCIA CIENTÍFICA: UMA REVISÃO DE ESCOPO
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Mapear a evolução das superfícies de suporte utilizadas na prevenção e no manejo de lesões por pressão.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Revisão de escopo conduzida conforme Arksey e O’Malley<sup>1</sup>, com relato baseado no PRISMA-ScR<sup>2</sup>. <span style="color: black; mso-themecolor: text1;">Estudo integrante de um programa de pesquisa voltado à avaliação de tecnologias e serviços em estomaterapia. As buscas foram realizadas em outubro de 2025 nas bases <em>Web of Science</em>, <em>Scopus</em>, Biblioteca Virtual em Saúde, PubMed e Cochrane, utilizando descritores e termos livres combinados por operadores booleanos. </span>A questão norteadora foi estruturada pelo acrônimo PCC (População: indivíduos com ou sem risco de lesão por pressão; Conceito: superfícies de suporte; Contexto: cenários de atenção à saúde). Foram incluídos estudos primários, sem restrição de idioma ou período, e excluídos estudos secundários e literatura cinzenta. A seleção foi realizada por dois revisores independentes, com resolução de divergências por consenso. Os dados foram analisados de forma descritiva e apresentados em síntese narrativa.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><strong><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif;"> </span></strong><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Foram incluídos 35 estudos entre 1984 e 2025, com predominância de pesquisas conduzidas na Europa (n=24), especialmente no Reino Unido (n=10). Os cenários de investigação concentraram-se em unidades de terapia intensiva (n=7) e instituições de longa permanência (n=7). Observa-se que a evolução das superfícies de suporte ocorreu de forma não linear, caracterizada por um processo cumulativo de aprimoramento tecnológico. A partir dos anos 2000, destacaram-se os colchões viscoelásticos, associados à possibilidade de maior intervalo entre reposicionamentos, sem aumento do risco de lesão por pressão. Entretanto, evidências posteriores indicam maior efetividade de superfícies de ar alternado em determinados contextos clínicos. De modo geral, superfícies de ar demonstram redução do risco de lesões, porém não substituem estratégias individualizadas de cuidado. Estudos recentes incorporam variáveis como microclima<sup>3</sup> e conforto<sup>4</sup>, embora os achados permaneçam heterogêneos devido à diversidade metodológica e tecnológica.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; color: black; mso-themecolor: text1; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">As superfícies de suporte evoluíram significativamente nas últimas décadas, com avanços na redistribuição de pressão, controle do microclima e diversificação tecnológica. Contudo, persistem lacunas quanto à robustez metodológica dos estudos e generalização dos resultados para diferentes contextos, especialmente fora do cenário europeu. Evidencia-se a necessidade de pesquisas com maior rigor metodológico, que avaliem efetividade clínica, custo-efetividade, sustentabilidade e aplicabilidade em diferentes realidades assistenciais.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; color: black; mso-themecolor: text1; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O estudo integra uma agenda estruturada de investigação voltada à avaliação de tecnologias em estomaterapia, contribuindo para a compreensão crítica das superfícies de suporte e seu papel na prevenção de lesões por pressão. Ao sintetizar quatro décadas de evidências, subsidia tomada de decisão clínica, incorporação tecnológica e qualificação do cuidado, promovendo práticas mais seguras, eficazes e baseadas em evidências.</span></p> </div>Thaís Barreiros TavaresYasmim Yngrid Fernandes De FreitasPerla Oliveira Soares De SouzaEline Lima Borges
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2026-06-052026-06-05MODELO LÓGICO E INDICADORES PARA AVALIAÇÃO DE SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ATENÇÃO À PESSOA COM ESTOMIA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Desenvolver um modelo lógico para serviços especializados na atenção à saúde de pessoas com estomia de eliminação, com proposição de indicadores para avaliação do desempenho, da qualidade da atenção e dos desfechos em saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo metodológico de modelização do objeto de avaliação, fundamentado no referencial teórico de Champagne e colaboradores (1). Realizou-se revisão da literatura nacional e internacional sobre reabilitação da pessoa com estomia, abrangendo aspectos relacionados ao autocuidado, manejo da pele periestomia, uso de equipamentos coletores e adjuvantes, bem como à organização da assistência em serviços especializados (2-5). As evidências foram analisadas quanto aos componentes, dimensões e resultados esperados dos serviços, orientando a construção do modelo lógico e a proposição de indicadores.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Foram incluídas 20 publicações: seis extraídas da Biblioteca Virtual em Saúde, cinco da Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, duas da Scientific Electronic Library Online, um do Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal e seis de sites institucionais. O modelo lógico estruturou-se em quatro componentes interdependentes: gestão, assistência, educação em saúde e reabilitação, os quais expressam a complexidade e a integralidade do cuidado à pessoa com estomia. Foram identificados 14 resultados esperados, distribuídos em curto, médio e longo prazo, e propostos 19 indicadores de resultados. A articulação entre as dimensões de estrutura, processo e resultados permitiu explicitar a lógica de funcionamento dos serviços e estabelecer variáveis mensuráveis para avaliação do desempenho, da qualidade da atenção e dos desfechos clínicos e relacionados à qualidade de vida.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>A modelização desenvolvida sistematiza os elementos constitutivos dos serviços especializados em estomaterapia, oferecendo uma base teórico-metodológica consistente para avaliação estruturada desses serviços. Ao explicitar a lógica de funcionamento e os resultados esperados, contribui para o aprimoramento da organização do cuidado e para a tomada de decisão em saúde.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O estudo inova ao integrar modelização e construção de indicadores, ampliando as possibilidades de avaliação sistematizada dos serviços e fortalecendo práticas assistenciais mais resolutivas, seguras e centradas nas necessidades da pessoa com estomia. Ao traduzir a complexidade dos serviços em uma lógica avaliativa estruturada, este estudo avança da descrição para a mensuração qualificada do cuidado em estomaterapia.</p> </div> </div>Cristiane Rabelo LisboaGabriel Silveira Gontijo RigueiraMery Natali Silva AbreuEliete Albano De Azevedo GuimarãesJosimare Aparecida Otoni SpiraEline Lima Borges
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2026-06-052026-06-05USO DO CLORETO DE DIALQUIL CARBAMOIL NA PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DE FERIDA OPERATÓRIA: REVISÃO INTEGRATIVA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Analisar as evidências científicas disponíveis na literatura sobre o uso de coberturas com Cloreto de Dialquil Carbamoil (DACC) na prevenção de infecção de ferida operatória.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em março de 2026, as bases utilizadas foram MEDLINE via PubMED, SCOPUS e LILACS. Foram utilizados termos livres e Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): "<em>dialkylcarbamoyl chloride</em>", "<em>surgical site infection</em>" e "<em>infection control</em>". Definiu-se como critérios de inclusão estudos primários, em qualquer idioma, disponíveis na íntegra, sem delimitação temporal. Excluíram-se artigos que não abordassem a temática de interesse. Utilizou-se o software <em>Rayyan </em>para exclusão de duplicatas e triagem de títulos e resumos.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>Dos 38 artigos encontrados, 13 duplicatas foram removidas, 18 estudos foram excluídos por não atenderem os critérios de elegibilidade, por fim, 7 artigos compuseram a amostra final. As evidências analisadas, provenientes de estudos realizados em países como Índia, Polônia e Reino Unido, abrangem cirurgias ortopédicas, gastrointestinais, vasculares e cesarianas. A prevalência dos delineamentos metodológicos variou entre estudos observacionais prospectivos multicêntricos, estudos comparativos não randomizados, estudos piloto de viabilidade e ensaios clínicos controlados e randomizados (ECR). A maior amostra concluída entre os estudos analisados totalizou 543 pacientes em um ECR realizado na Polônia, focado em mulheres submetidas à cesariana¹. Diferente de agentes químicos, o DACC não libera substâncias citotóxicas e não induz resistência bacteriana, sendo seguro para diversos grupos de pacientes²,³. O principal comparador clínico estabelecido nos estudos foi o curativo cirúrgico convencional, como curativos de filme com compressa absorvente. As evidências demonstram que a cobertura revestida com DACC reduziu significativamente a incidência de Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC). Em obstetrícia, a taxa de ISC caiu de 5,2% no grupo controle para 1,8% no grupo DACC (p=0,04)¹. Em cirurgias vasculares, o uso do DACC mostrou-se um preditor proeminente na redução de infecções precoces (5 a 7 dias), com uma redução de risco relativo de até 36,9%4. Além do desfecho infeccioso, o DACC demonstrou alta adesão (98,1%), melhor experiência de dor na remoção e redução de custos hospitalares, alcançando economias de até 57,6% por paciente devido à menor necessidade de antibióticos sistêmicos e reinternações5,². As principais lacunas identificadas na literatura incluem a necessidade de estudos controlados com amostras maiores em especialidades específicas, como cirurgias cardíacas, além da carência de análises de subgrupos que considerem o impacto de comorbidades e a duração do tempo cirúrgico.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> O uso de coberturas com DACC mostra-se uma estratégia eficaz e segura na prevenção de ISC, atuando por um mecanismo puramente físico de interação hidrofóbica que captura microrganismos sem liberar agentes químicos ou induzir resistência bacteriana.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Para a Estomaterapia, esta tecnologia contribui diretamente para a segurança do paciente e para a prática clínica baseada em evidências, permitindo ao enfermeiro estomaterapeuta gerenciar feridas operatórias com maior eficiência econômica e menor risco de resistência antimicrobiana, otimizando o processo de cicatrização no pós-operatório.</p> </div> </div>Maria Beatriz Nunes De CarvalhoAurilene Lima Da SilvaRhanna Emanuela Fontenele Lima De Carvalho
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2026-06-052026-06-05ELABORAÇÃO DO PROTOCOLO ASSISTENCIAL DE ENFERMAGEM PARA O TRATAMENTO DE FERIDAS EM UM MUNICÍPIO MINEIRO
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever o processo de elaboração de um protocolo assistencial de Enfermagem para o tratamento de feridas em um município mineiro.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p dir="ltr">A construção do protocolo foi realizada por acadêmicos de enfermagem vinculados ao projeto de extensão Supervisão e Cuidado de Pele (SCPele), da Universidade Federal de São João del-Rei orientados por docente especialista em estomaterapia, em estreita articulação com os profissionais integrantes da comissão de lesões de pele do município, configurando uma estratégia de integração ensino-serviço voltada à qualificação da assistência. A iniciativa foi motivada pela necessidade de atualização de um protocolo previamente existente, alinhando-o às evidências científicas atuais e às demandas locais de saúde. Inicialmente, foram conduzidas revisões bibliográficas em bases de dados relevantes, bem como análise de documentos normativos, incluindo as Resoluções COFEN nº 736/2024 (1) e nº 787/2025 (2), além de manuais do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (3). A partir do levantamento das necessidades do município, o protocolo foi estruturado contemplando: atribuições e responsabilidades da equipe de enfermagem; sistematização da assistência, com incorporação do Consenso de avaliação de lesões por meio do TIMERS (4); registro clínico pelo método SOAP (Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Planejamento) no Prontuário Eletrônico do Cidadão; diretrizes para higienização de feridas, conforme recomendações atuais (5); e manejo de condições específicas, como lesões infectadas, lesão por pressão, úlceras de etiologia venosa e complicações relacionadas ao pé diabético, além da organização de fluxos assistenciais e de encaminhamento.</p> <p dir="ltr">Posteriormente, o documento foi submetido à revisão técnica conjunta, considerando a realidade estrutural, os recursos materiais disponíveis e o perfil dos profissionais da rede municipal. Como etapa final, prevê-se a implementação do protocolo por meio de ações de educação permanente, com capacitações destinadas aos profissionais da Atenção Primária à Saúde, conduzidas pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a universidade, reforçando o compromisso com a qualificação do cuidado e a consolidação da integração ensino-serviço.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> As recomendações revisadas e atualizadas contemplam pontos essenciais no tratamento e na prevenção de lesões cutâneas na Atenção Primária à Saúde, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e para a redução de complicações. Além disso, a padronização dos procedimentos e dos fluxos de encaminhamento promove a Sistematização da Assistência de Enfermagem, a continuidade do cuidado e a otimização de recursos, com base em evidências científicas.</p> </div> </div>João Pedro Pires De CastroRaquel Eliza De Sousa SantosJuliano Teixeira Moraes
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2026-06-052026-06-05SEGURANÇA MICROBIOLÓGICA DE COLCHÕES: COMPARAÇÃO EXPERIMENTAL ENTRE ESPUMA E TECNOLOGIA C-CORE®
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Comparar a proliferação de <em>Candida albicans</em> em colchões de poliuretano e tecnologia C-CORE<sup>®</sup>, avaliando seu potencial para a segurança do paciente.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Estudo pré-clínico experimental, integrante de um programa de pesquisa voltado à avaliação de tecnologias em estomaterapia. Utilizou-se a cepa <em>Candida albicans</em> (ATCC 90028)<sup>1</sup>, proveniente de laboratório universitário. Os inóculos foram preparados em caldo Sabouraud Dextrose<sup>2</sup>, nas concentrações de 10⁶ e 10⁸ UFC/mL, sob agitação (125 rpm) a 37°C por 24 horas. Alíquotas de 1 mL foram aplicadas em amostras, nas dimensões 3×3×3 cm, de tecnologia C-CORE<sup>®</sup> (polietileno) e espuma de poliuretano. Amostras controle receberam solução salina. Após incubação por 24 horas a 37°C, realizou-se técnica de imprint<sup>3</sup> e plaqueamento por microgotas em triplicata, após diluições seriadas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p dir="ltr">Observou-se maior proliferação fúngica nos colchões de poliuretano (espuma) em ambas as concentrações testadas. Para o inóculo de 10⁶ UFC/mL, a espuma apresentou crescimento de 7,3 × 10⁵ UFC/mL, enquanto a tecnologia C-CORE<sup>®</sup> apresentou 2,4 × 10⁴ UFC/mL. Para o inóculo de 10⁸ UFC/mL, a espuma atingiu 9 × 10¹¹ UFC/mL, ao passo que a tecnologia C-CORE<sup>®</sup> apresentou redução expressiva da carga microbiana (2 × 10⁸ UFC/mL). Os achados evidenciam comportamento diferencial dos colchões quanto à proliferação microbiana, com desempenho superior da tecnologia C-CORE<sup>®</sup> na inibição do crescimento de <em>Candida albicans</em>.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>A tecnologia C-CORE<sup>®</sup> demonstrou menor proliferação de <em>Candida albicans </em>em comparação à espuma de poliuretano, sugerindo maior potencial para redução do risco microbiológico em colchões. Esses resultados reforçam a importância da escolha de tecnologias com melhor desempenho microbiológico como componente da segurança do paciente<strong id="docs-internal-guid-af65e8d5-7fff-772a-ab18-98da87171200">.</strong></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> O estudo integra uma agenda estruturada de investigação sobre tecnologias em estomaterapia, fornecendo evidências microbiológicas que subsidiam a seleção de colchões mais seguros. Ao demonstrar diferenças relevantes na proliferação microbiana, contribui para a prevenção de complicações infecciosas, principalmente em lesões, qualificando a tomada de decisão clínica e fortalecendo práticas baseadas em evidências no cuidado à pessoa em risco.</p> <p> </p> </div>Raissa Mourão Marques Da SilvaPerla Oliveira Soares De SouzaAdriane De Assis Silva DiasCaio Tavares FagundesEline Lima Borges
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2026-06-052026-06-05AVALIAÇÃO DA COMPETÊNCIA DA PESSOA COM ESTOMIA PARA O AUTOCUIDADO: EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DO COPE-AC
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; color: black; mso-themecolor: text1;">Avaliar evidências de validade do instrumento COPE-Ac para mensuração da competência da pessoa com estomia para o autocuidado, com base na estrutura interna e na relação com outras variáveis. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="color: black; mso-themecolor: text1;">Estudo psicométrico conduzido em sete Serviços de Atenção à Saúde da Pessoa Ostomizada de Minas Gerais, com amostra não probabilística por conveniência (n = 591). A coleta ocorreu entre maio e outubro de 2024, realizada enfermeiras treinadas. Utilizaram-se o instrumento adaptado <em style="mso-bidi-font-style: normal;">CAO:EI-ESEP</em> e o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">COH-QOL-OQ</em>. Os dados foram analisados por estatística descritiva, análises fatoriais exploratória e confirmatória e normatização dos escores. Associações foram testadas por <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Mann-Whitney</em> e <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Kruskal-Wallis</em>, e correlações por <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Spearman</em>, adotando-se p<0,05, com estimativa do tamanho do efeito. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 6.912.595)</span><span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; color: black; mso-themecolor: text1;">.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="color: black; mso-themecolor: text1;">A amostra apresentou mediana de 62 anos e baixa escolaridade; 54,5% eram homens e 70,2% estavam em reavaliação. Predominaram colostomias esquerdas (54,1%), temporárias (66,2%), sem demarcação prévia (85,3%) e de etiologia oncológica (63,1%). Complicações ocorreram em 59,4%, principalmente dermatite periestomia (41,1%). A análise fatorial exploratória indicou modelo bidimensional com 23 itens, explicando 69,47% da variância (KMO = 0,95; Bartlett χ² = 4572,6; p < 0,001), com cargas fatoriais elevadas (0,52 a 0,96) e excelente consistência interna (α = 0,95; ω = 0,96; G-H = 0,98 e 0,93). A análise confirmatória corroborou modelo de segunda ordem com excelente ajuste (CFI = 0,98; TLI = 0,98; NFI = 0,97; GFI = 0,99; RMSEA = 0,09). A normatização definiu três níveis de competência, confirmados por análise discriminante (p < 0,001). A versão final foi denominada Formulário de Avaliação do Nível de Competência da Pessoa com Estomia para o Autocuidado (COPE-Ac). O nível global de competência foi intermediário (41,3%), com melhor desempenho na dimensão conhecimento. Maiores escores ocorreram em estomias em quadrantes inferiores, definitivas, com uso de equipamento drenável com fechamento por conector plástico, demarcadas previamente, em indivíduos empregados e solteiros (p < 0,05). Houve associações positivas com avaliação por estomaterapeuta, reavaliações e presença de cuidador (p < 0,001). Entre as complicações, apenas o deslocamento mucocutâneo associou-se à competência (p < 0,01). Observou-se correlação positiva entre competência e qualidade de vida nos domínios bem-estar psicológico (p < 0,001), social (p ≤ 0,01) e espiritual (p ≤ 0,03). </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span style="color: black; mso-themecolor: text1;">O COPE-Ac apresenta evidências robustas de validade e confiabilidade, sendo instrumento adequado para mensuração da competência para o autocuidado em pessoas com estomia. Os achados evidenciam lacunas no desenvolvimento de habilidades práticas, indicando a necessidade de intervenções direcionadas. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; color: black; mso-themecolor: text1;">O estudo integra uma agenda estruturada de investigação voltada à qualificação da avaliação em estomaterapia, disponibilizando instrumento válido e aplicável à prática clínica. O COPE-Ac subsidia a tomada de decisão, o planejamento de intervenções individualizadas e a organização dos serviços, contribuindo para o fortalecimento do autocuidado, melhoria dos desfechos clínicos e qualificação da assistência baseada em evidências.</span></p> </div> </div>Eline Lima BorgesClaudiomiro Da Silva AlonsoPatricia Rosa Silva
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2026-06-052026-06-05RELATO DE EXPERIÊNCIA: TRAJETÓRIA E INOVAÇÕES DA LIGA ACADÊMICA DE FERIDAS DA UFV
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<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Relatar a experiência das atividades desenvolvidas pela Liga Acadêmica de Feridas da Universidade Federal de Viçosa (LAFE-UFV) em seu terceiro ano de atuação, com foco na integração entre o ensino científico e a prática extensionista na área de estomaterapia.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A LAFE-UFV consolidou-se como um polo de formação interdisciplinar fundamental para o amadurecimento profissional de seus membros, contando com a participação ativa de 10 discentes e a supervisão de 4 professores orientadores ao longo de seus três anos de existência. Essa estrutura corrobora a relevância das ligas acadêmicas como espaços que articulam o tripé universitário e promovem uma formação técnica e ética diferenciada<sup>1</sup>, seguindo diretrizes para criação e desenvolvimento de ligas na área de estomaterapia<sup>2</sup>. No âmbito do ensino, a liga promove reuniões científicas mensais para a discussão de casos clínicos e atualizações teóricas, o que fortalece o raciocínio clínico dos graduandos e os prepara para os desafios da prática assistencial, refletindo a necessidade de metodologias que integrem saberes e práticas no cuidado em saúde<sup>3</sup>. Esse embasamento científico sustenta o pilar da pesquisa, que já resultou na produção de três resumos submetidos a eventos científicos da área, incentivando a investigação acadêmica desde a graduação. A extensão é o eixo de maior impacto social, onde a liga atua na atenção secundária, com três alunos bolsistas, e atendimentos ambulatoriais dentro da própria universidade há oito meses. Com mais de 30 atendimentos especializados realizados, o projeto tem sido vital para a melhoria dos cuidados com lesões no município de Viçosa, oferecendo à população acesso a tecnologias avançadas como a laserterapia. Além da assistência direta, a liga promove a educação em saúde através dos projetos "Transformando Feridas em Saberes" e "Ação & Cuidado", tendo capacitado mais de 100 pessoas entre enfermeiros, técnicos e leigos, como cuidadores e idosos. No campo da inovação, em 2026, o grupo expandirá suas fronteiras com o treinamento de "Agentes Comunitários do Cuidado" e a utilização de canais digitais como o Telegram para a disseminação ágil de conhecimento, democratizando o acesso a informações qualificadas sobre o tratamento de feridas e estomias.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A trajetória da LAFE-UFV demonstra o papel vital das ligas acadêmicas na democratização do conhecimento em estomaterapia. Ao unir o treinamento de alta tecnologia (laserterapia) com a capacitação básica de leigos e profissionais da rede, a liga promove a autonomia do paciente e a qualificação do cuidado. A experiência fortalece o raciocínio clínico dos futuros enfermeiros e consolida uma rede de apoio essencial para a saúde pública na região de Viçosa, transformando a realidade assistencial de pessoas com feridas de difícil cicatrização e estomias.</span></p> </div>Rhavena Barbosa Dos SantosIsabelle Candido MotaGabrielly Vaillant QuintãoLuiza Florindo De AlcântaraErica Toledo De Mendonça
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2026-06-052026-06-05TERRITÓRIOS RURAIS E DESAFIOS NO CUIDADO DE PACIENTES COM FERIDAS: BARREIRAS E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Analisar os desafios no cuidado de pacientes com feridas em territórios rurais, identificando barreiras e estratégias para qualificar a assistência em saúde. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, que buscou responder à seguinte questão norteadora: quais são as evidências científicas sobre os desafios no cuidado de pacientes com feridas em territórios rurais? O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados PubMed, LILACS, SciELO, CINAHL e Scopus, além da literatura cinzenta por meio do Google Scholar, sem restrições de data, idioma ou localização geográfica. Foram utilizados os descritores: Feridas e Lesões (Wounds and Injuries), Tratamento de Feridas (Wound Care), Saúde Rural (Rural Health) e Estomaterapia (Enterostomal Therapy). Como critério de seleção, incluíram-se estudos disponíveis na íntegra que abordassem o cuidado de pacientes com feridas em áreas rurais. Os estudos foram organizados no aplicativo Rayyan e submetidos à avaliação, por meio da leitura de títulos e resumos, conforme critérios de inclusão e exclusão. Os dados foram analisados e sintetizados de forma descritiva. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Foram identificados 320 artigos, dos quais 280 foram excluídos por não responderem à questão norteadora, restando 40 para leitura na íntegra. Após análise detalhada, 31 estudos foram excluídos, totalizando 9 artigos elegíveis. Observou-se escassez de publicações sobre a temática, especialmente no contexto brasileiro. A atenção à saúde em áreas rurais enfrenta desafios relacionados à distância geográfica, infraestrutura limitada e escassez de recursos humanos e materiais. Apesar dos avanços nas políticas de saúde, o cuidado em regiões rurais e remotas ainda apresentam dificuldades significativas. Estudos internacionais, principalmente de países como Austrália, Canadá, Índia e China, destacam estratégias como o uso da telessaúde para ampliar o acesso ao cuidado especializado, embora persistam limitações relacionadas ao acesso à internet, à qualificação profissional e à disponibilidade de insumos. Pesquisas na África e na China evidenciam a importância da capacitação de agentes comunitários de saúde como estratégia para o manejo de feridas em populações rurais. No Brasil, a produção científica é limitada e concentra-se, em sua maioria, em aspectos culturais, como o uso de fitoterápicos. Estudos pontuais apontam fragilidades na estrutura dos serviços de saúde e lacunas no conhecimento profissional, além da escassez de especialistas, como estomaterapeutas, o que restringe o acesso à assistência qualificada. Nesse contexto, a saúde digital surge como alternativa promissora para reduzir barreiras geográficas e ampliar o acesso ao cuidado. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Evidencia-se a necessidade de ampliação da produção científica sobre o cuidado de pacientes com feridas em territórios rurais, bem como de investimentos na capacitação profissional e na implementação de estratégias que reduzam as desigualdades no acesso aos serviços de saúde. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">O estudo contribui para a ampliação do olhar sobre o cuidado de lesões de pele em populações rurais e remotas, destacando as barreiras sociodemográficas, estruturais e assistenciais que impactam a qualidade da assistência, subsidiando práticas mais equitativas e contextualizadas.</span></p> </div> </div>Joao Paulo Lopes Da SilvaLiliane Correia De Queiroz MeloMaria Juliana Dos Santos Dantas
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2026-06-052026-06-05DESERTO SANITÁRIO URBANO E PRIVAÇÃO DE CONTINÊNCIA: REVISÃO INTEGRATIVA E MODELO DE RISCO
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="my-2 [&+p]:mt-4 [&_strong:has(+br)]:inline-block [&_strong:has(+br)]:pb-2">Examinar o impacto da acessibilidade a sanitários públicos sobre a vida de pessoas com incontinência urinária (IU) e fecal (IF) de urgência, formulando o conceito de Deserto Sanitário Urbano (DSU) e o Índice de Continência Urbana (ICU) como ferramentas de risco social.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Conduziu‑se revisão integrativa em bases biomédicas, de saúde pública e urbanismo, além de literatura cinzenta (relatórios e políticas), incluindo estudos com adultos portadores de IU/IF, dados de densidade de sanitários públicos e desfechos psicossociais. Foram extraídos prevalências de IU/IF, indicadores de infraestrutura (número de sanitários por área ou por habitantes, tempo de caminhada até banheiro adequado), medidas de qualidade de vida e sintomas de ansiedade/depressão. A síntese buscou integrar carga de doença, ecologia urbana do sanitário e participação social, originando categorias de risco para o ICU. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> </p> <p class="my-2 [&+p]:mt-4 [&_strong:has(+br)]:inline-block [&_strong:has(+br)]:pb-2">Inquéritos populacionais estimam IU em 20–30% das mulheres adultas e 5–15% dos homens, com aumento relevante após a meia‑idade; IF oscila entre 2–10%, fortemente associada à pior qualidade de vida. Estudos sobre infraestrutura indicam retração de sanitários públicos em grandes cidades e distribuição desigual, com déficit em periferias, terminais de transporte e áreas de maior vulnerabilidade socioeconômica. Pesquisas qualitativas e levantamentos recentes mostram que mulheres e pessoas com condições crônicas, como IU/IF, enfrentam filas mais longas, maior insegurança e maior tempo de espera, revelando viés de gênero e de classe na oferta de sanitários. Em amostras de adultos com IU, ausência de sanitários previsíveis em rotas diárias dobrou o risco de sintomas depressivos e associou‑se a auto‑restrição de saídas, abandono de trabalho e isolamento social. A partir desses achados, o ICU combina: eixo clínico (gravidade da IU/IF, episódios semanais, uso de absorventes ou dispositivos), eixo urbano (tempo médio até sanitário adequado, custo, acessibilidade arquitetônica e segurança) e eixo psicossocial (grau de restrição de rotas, ansiedade e depressão autorreferidas). Classificações altas de ICU definem DSU grave e máxima privação de continência urbana.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> As evidências indicam que viver com IU/IF em áreas de DSU configura forma específica de injustiça sanitária, na qual a combinação de alta carga de sintomas e baixa oferta de sanitários acessíveis limita mobilidade, agrava sofrimento psíquico e amplia desigualdades de gênero e renda</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> Na prática da estomaterapia e da enfermagem em saúde pública, o ICU pode ser aplicado em consultas de pessoas com IU/IF, permitindo identificar risco social alto mesmo em pacientes clinicamente bem compensados. Profissionais podem registrar rotas críticas sem sanitários, emitir laudos para adaptações em trabalho e estudo, prescrever dispositivos coletores, orientar estratégias de “planejamento de banheiros” e articular‑se com equipes de atenção básica para advocacy pela instalação de sanitários acessíveis em unidades, praças e corredores de transporte. Ao transformar o DSU em variável mensurável, a estomaterapia reforça seu papel na defesa de direitos à continência, à mobilidade e à participação social.</p> </div> </div>Adriana Pelegrini Dos Santos PereiraMatheus Querino Da SilvaJoão Daniel De Souza MenezesStela Regina Pedroso Vilela Torres De CarvalhoEmerson Roberto Dos SantosRita De Cassia Helu Mendonça RibeiroJúlio César AndréMikaell Alexandre Gouvea Faria
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2026-06-052026-06-05SÍNDROME DE DESREGULAÇÃO TÉRMICA DA FERIDAS, MODELO CLÍNICO EM CONTEXTO DE AQUECIMENTO GLOBAL: REVISÃO INTEGRATIVA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="my-2 [&+p]:mt-4 [&_strong:has(+br)]:inline-block [&_strong:has(+br)]:pb-2">Analisar criticamente a relação entre temperatura do leito da ferida, extremos climáticos e desfechos cicatriciais, propondo a Síndrome de Desregulação Térmica da Ferida (SDTF) e o Modelo de Risco Térmico em Feridas (MRT‑Ferida) como ferramentas clínicas para estratificação de risco em países tropicais.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> </p> <p class="my-2 [&+p]:mt-4 [&_strong:has(+br)]:inline-block [&_strong:has(+br)]:pb-2">Realizou‑se revisão integrativa (2010–2024) em bases biomédicas, incluindo estudos clínicos, experimentais, revisões de escopo e protocolos sobre temperatura de feridas, termometria infravermelha e clima. Critérios de inclusão abrangeram: adultos com feridas agudas ou crônicas, medidas objetivas de temperatura cutânea e relato de evolução clínica. Foram extraídos dados de médias de temperatura, pontos de corte para infecção, variação entre pele lesada e contralateral, além de fatores de vulnerabilidade (idade, diabetes, insuficiência vascular, exposição a ondas de calor). A síntese organizou os achados em faixas térmicas (ideal, risco, crítica) e em indicadores dinâmicos (diferença térmica e trajetória ao longo do tempo).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> </p> <p class="my-2 [&+p]:mt-4 [&_strong:has(+br)]:inline-block [&_strong:has(+br)]:pb-2">Revisão de escopo com 13 estudos e 477 participantes identificou temperatura média ponderada de 31,7°C em 395 feridas, com intervalo “fisiológico” concentrado entre 30,2–33,0°C, independentemente da etiologia. Estudos com termografia em úlceras venosas e lesões por pressão mostraram que reduções sustentadas abaixo de ~30°C associam‑se a menor proliferação de fibroblastos e queratinócitos, enquanto temperaturas acima de 33–34°C acompanham maior exsudato, eritema e carga bacteriana. Diferença de temperatura (ΔT) ≥2°C entre região perilesional e membro contralateral antecipou infecção em feridas crônicas com boa acurácia, sobretudo quando acompanhada de piora clínica em 48–72 horas. Com base nesses achados, o MRT‑Ferida define: <strong>zona ideal</strong> (30,2–33,0°C e ΔT <2°C), <strong>zona de risco</strong> (28–30°C ou 33–34°C, sem sinais sistêmicos) e <strong>zona crítica</strong> (<28°C ou >34°C ou ΔT ≥2°C), integrando ainda temperatura ambiente elevada (>35°C) e vulnerabilidade clínica (idosos, diabéticos, feridas em membros inferiores).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Os dados sustentam a SDTF como constructo clínico que traduz a interação entre microclima da ferida, condição do hospedeiro e extremos ambientais, justificando o uso rotineiro da termometria como quinto sinal vital da ferida em contextos de aquecimento global. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> A estomaterapia pode incorporar o MRT‑Ferida a fluxos assistenciais: medir temperatura do leito e do membro contralateral em cada troca de curativo; classificar a zona térmica; e, na <strong>zona de risco</strong>, intensificar hidratação, reduzir exposição da ferida e ajustar coberturas termo‑protetoras, reavaliando em 48–72 horas. Na <strong>zona crítica</strong>, recomenda‑se investigação ativa de infecção, eventual coleta de cultura, otimização do controle glicêmico, uso de tecnologias de monitorização contínua e, durante ondas de calor, protocolos de ambiente climatizado e hidratação programada. A adoção desse algoritmo transforma a revisão em guia prático, favorece decisões personalizadas em idosos e pessoas com comorbidades e contribui para reduzir complicações, internações e custos em serviços de estomaterapia.</p> </div> </div>Adriana Pelegrini Dos Santos PereiraJoão Daniel De Souza MenezesMatheus Querino Da SilvaStela Regina Pedroso Vilela Torres De CarvalhoEmerson Roberto Dos SantosRita De Cassia Helu Mendonça RibeiroJúlio César AndréMikaell Alexandre Gouvea Faria
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2026-06-052026-06-05CATETERISMO INTERMITENTE LIMPO PEDIÁTRICO: EVIDÊNCIAS PARA A PRÁTICA DO ENFERMEIRO ESTOMATERAPEUTA
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<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Identificar na literatura científica os principais cuidados desenvolvidos por enfermeiros estomaterapeutas no cuidado às crianças que realizam cateterismo intermitente limpo.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p dir="ltr">Trata-se de revisão integrativa da literatura, com abordagem descritiva, conduzida a partir da pergunta: “Quais os cuidados desenvolvidos por enfermeiros estomaterapeutas no cateterismo intermitente limpo em pacientes pediátricos?”. A busca foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Web of Science, utilizando os descritores “Estomaterapia”, “Cateterismo Uretral Intermitente”, “Cuidados de Enfermagem” e “Criança”, combinados com o operador booleano AND. Foram incluídos artigos completos, gratuitos, publicados em português, inglês ou espanhol, entre 2020 e 2026, que abordassem o tema. Excluíram-se editoriais, resumos, dissertações, teses, duplicatas e estudos que não respondiam à questão norteadora. A seleção ocorreu por leitura de títulos e resumos, seguida da leitura na íntegra dos estudos elegíveis. Foram coletadas informações de autor, ano, país, objetivo, método, resultados e conclusões, organizadas em quadro sintético e analisadas de forma descritiva e temática.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> </p> <p dir="ltr">A amostra final foi composta por 12 estudos (n = 12), nacionais e internacionais, publicados entre 2020 e 2026, com predominância de pesquisas descritivas e revisões. Os principais cuidados de enfermagem em estomaterapia no cateterismo intermitente limpo em pediatria incluem orientação sistematizada à criança e aos cuidadores, higienização adequada das mãos e da região genital, execução correta da técnica com escolha apropriada de cateter e lubrificação, além do respeito à frequência prescrita do procedimento¹⁻³. Destaca-se o papel do enfermeiro estomaterapeuta na prevenção de complicações, especialmente infecções do trato urinário e lesões uretrais, por meio do acompanhamento contínuo e avaliação individualizada¹<sup>,</sup>⁴. A educação em saúde e o uso de estratégias adaptadas à faixa etária são fundamentais para a adesão ao tratamento e o desenvolvimento progressivo da autonomia da criança²<sup>,</sup>⁴.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> </p> <p dir="ltr">A atuação do enfermeiro estomaterapeuta no cateterismo intermitente limpo em pediatria é fundamental para a segurança do procedimento e prevenção de complicações. Destacam-se a avaliação especializada, a educação de cuidadores e o acompanhamento contínuo, contribuindo para a adesão ao tratamento e o desenvolvimento da autonomia da criança. Ressalta-se a necessidade de ampliar estudos na área para fortalecer a prática baseada em evidências.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> </p> <p dir="ltr">O estudo sintetiza evidências sobre os cuidados de enfermagem no cateterismo intermitente limpo em pacientes pediátricos, contribuindo para a qualificação da prática do enfermeiro estomaterapeuta. Reforça seu papel como agente educativo e no acompanhamento integral, destacando a importância da individualização do cuidado. Os achados subsidiam a assistência baseada em evidências e podem apoiar a elaboração de protocolos clínicos e materiais educativos, promovendo maior segurança e adesão ao tratamento.</p> <p> </p> </div> </div>Vanessa Matos Dos SantosElayne Dos Santos LeiteMaria Isabel Heleno Dourado MagalhãesMichelle Cristine Alves De MenezesAmanda Mesquita Mendes GonçalvesFernanda Leticia Frates CauduroAndréa Mathes Faustino
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2026-06-052026-06-05FATORES PREVALENTES NA DISFUNÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO EM PUÉRPERA: REVISÃO INTEGRATIVA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2572
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Identificar fatores prevalentes associados às disfunções do assoalho pélvico em puérperas.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> <span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Revisão integrativa conforme Whittemore e Knafl, em cinco etapas: formulação da questão, busca em <em style="mso-bidi-font-style: normal;">PubMed</em>/<em style="mso-bidi-font-style: normal;">Medline</em>, <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cochrane</em>, Biblioteca Virtual em Saúde e <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Web of Science</em>, avaliação metodológica, extração em ficha padronizada e síntese crítica. Incluídos estudos de 2015 a 2025 em português, inglês ou espanhol.</span></p> <p><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Foram identificados 371 estudos, dos quais 19 foram incluídos na análise. Predominaram coortes prospectivas (55%) e nível de evidência III (77%). Os fatores mais consistentes foram parto vaginal (principalmente instrumental) e índice de massa corporal elevado. Idade ≥30-35 anos, multiparidade e trauma obstétrico grave apresentaram associação moderada. Tabagismo e constipação surgiram como fatores adicionais. Os dezenove artigos incluídos foram divididos em três grandes áreas (desfechos clínicos, fatores maternos e fatores obstétricos/partos) e a subdivisão em subcategorias (incontinência fecal/dupla, incontinência urinária, comorbidades/hábitos, IMC/obesidade, idade/paridade, manejo do parto, parto instrumental e via de parto) conforme os fatores de risco evidenciados.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> </div> <div><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-ligatures: none; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Os achados desta revisão integrativa reforçam a necessidade de fortalecer e ampliar o papel do enfermeiro estomaterapeuta como protagonista nas ações de prevenção, rastreio precoce e reabilitação funcional das disfunções do assoalho pélvico no período pós-parto. Esse profissional deve atuar de forma estratégica na educação em saúde, na implementação de protocolos de avaliação entre seis e oito semanas após o parto e na condução de intervenções personalizadas de fisioterapia perineal<strong>,</strong> promovendo a reintegração funcional e a qualidade de vida das puérperas.</span></div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormalCxSpFirst" style="margin-bottom: .0001pt; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Em síntese, a disfunção do assoalho pélvico no pós-parto é uma condição multifatorial, parcialmente prevenível e amplamente tratável, cuja abordagem efetiva exige intervenção precoce, interdisciplinar e centrada na mulher. Nesse contexto, o enfermeiro estomaterapeuta destaca-se como profissional-chave na atenção integral à puérpera, contribuindo para a prevenção, o diagnóstico oportuno e a reabilitação funcional do assoalho pélvico, pilares indispensáveis à melhoria da qualidade de vida e à consolidação de práticas assistenciais humanizadas e baseadas em evidências.</span></p> </div>Patricia Rodrigues Alves SilvaCarlos Henrique Silva TonazioMaria Clara Salomão E Silva GuimarãesSusiane Sucasas FrisoJosyane Silva FernandesLarissa Comello Faria
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2026-06-052026-06-05INCONTINÊNCIA FECAL EM PACIENTES COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2573
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Analisar as evidências científicas disponíveis sobre a incontinência fecal em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal, com foco nos fatores associados, impactos clínicos e psicossociais, métodos de avaliação e estratégias terapêuticas utilizadas no manejo dessa condição.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida em etapas de identificação do problema, definição da estratégia de busca, seleção dos estudos, extração dos dados, avaliação crítica e síntese dos achados. A busca foi realizada nas bases MEDLINE/PubMed, Embase, Scopus, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando descritores controlados e termos livres relacionados à Doença Inflamatória Intestinal, doença de Crohn, retocolite ulcerativa e incontinência fecal, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos primários e secundários que abordaram a ocorrência, os fatores associados, os métodos diagnósticos e as estratégias de tratamento da incontinência fecal em indivíduos com Doença Inflamatória Intestinal, sem restrição de idioma, publicados no período de 2020 a 2026. Apropriou-se também do Posicionamento Científico sobre Incontinência Fecal de 2025, da Organização Brasileira de Doença de Crohn e Colite (GEDIIB).</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>A busca resultou em 275 artigos. Após a seleção de acordo com título, resumo e leitura completa, contemplou-se 12 produções para esta revisão. Os estudos analisados evidenciaram que a incontinência fecal é uma condição relevante e frequentemente subnotificada em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal, associando-se à atividade inflamatória da doença, urgência evacuatória, diarreia, comprometimento esfincteriano, cirurgias anorretais prévias e alterações da sensibilidade e complacência retal. Observou-se impacto expressivo na qualidade de vida, com repercussões emocionais, sociais e funcionais, incluindo constrangimento, isolamento social, ansiedade e limitação das atividades diárias. Os principais instrumentos diagnósticos descritos incluem questionários clínicos, como o escore de Jorge-Wexner, além de métodos complementares como manometria anorretal, ultrassonografia endoanal e escala de Bristol para caracterização das fezes. Em relação ao tratamento, destacam-se abordagens medicamentosas, reabilitação pélvica, biofeedback, intervenções comportamentais e neuromodulação elétrica em casos refratários. Os achados também apontam para a necessidade de rastreio sistemático da incontinência fecal na prática clínica, considerando sua elevada relevância e frequente invisibilidade assistencial.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p class="MsoNormal">A incontinência fecal em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal constitui um agravo multifatorial, com importante impacto na qualidade de vida e nos desfechos clínicos. Seu reconhecimento precoce, avaliação estruturada e manejo individualizado são fundamentais para qualificar a assistência. A incorporação de protocolos clínicos, instrumentos padronizados de avaliação e estratégias multiprofissionais pode favorecer o diagnóstico oportuno e o cuidado integral dessa população.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>Os achados desta revisão reforçam a relevância da estomaterapia no cuidado especializado a pacientes com Doença Inflamatória Intestinal e incontinência fecal, especialmente na avaliação da integridade da pele perineal, na prevenção e manejo da dermatite associada à incontinência, na indicação de produtos barreira e dispositivos de proteção cutânea, bem como na educação em saúde para o autocuidado. A estomaterapia exerce papel estratégico na abordagem clínica e educativa desses pacientes, contribuindo para a redução de complicações, promoção de conforto, preservação da dignidade e melhoria da qualidade de vida, além de fortalecer a prática baseada em evidências no contexto do cuidado intestinal especializado. </p> </div> </div>Lucas Dalvi Armond RezendePaula De Souza Silva FreitasHeloísa Helena Camponez Barbara RéduaCamila AdourMariana Poltronieri PachecoDavi De Souza Catabriga
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2026-06-052026-06-05ESTRATÉGIAS DE MANEJO DA INCONTINÊNCIA FECAL EM PACIENTES COM COMORBIDADES NEUROLÓGICAS: REVISÃO SISTEMÁTICA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2574
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Identificar e analisar as estratégias de manejo da incontinência fecal (IF) em pacientes com comorbidades neurológicas.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Revisão sistemática conduzida a partir da estruturação da pergunta norteadora pela estratégia PICO e conforme recomendações metodológicas do PRISMA. A busca foi realizada nas bases PubMed®, CAPES e Biblioteca Virtual em Saúde, incluindo estudos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, utilizando os descritores: <em>Fecal Incontinence</em>, <em>Nervous System Diseases</em>, <em>Neurodegenerative Diseases</em>, <em>Neurological Disorders</em> e <em>Nursing Care</em>. Foram incluídos estudos quantitativos e revisões sistemáticas disponíveis na íntegra que abordassem a IF em indivíduos com doenças neurológicas. Excluíram-se estudos que tratavam exclusivamente de incontinência urinária ou ausência de relação com o tema. A seleção ocorreu em três etapas (título, resumo e leitura na íntegra), por revisores independentes, com resolução de divergências por consenso. A qualidade metodológica foi avaliada pelo instrumento AMSTAR 2. A síntese dos dados foi realizada de forma narrativa, considerando heterogeneidade dos estudos e dos desfechos analisados.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Foram identificados 109 estudos, com exclusão de duplicatas (n=50), restando 59 para triagem inicial. Destes, 16 foram excluídos por inadequação metodológica e 28 por não atenderem ao objetivo do estudo. Dos 15 elegíveis, 7 foram excluídos após leitura dos resumos e 2 não foram recuperados. Após leitura na íntegra de 6, 3 foram excluídos e 3 compuseram amostra final. Os estudos incluíram populações com diferentes condições neurológicas associadas à disfunção intestinal neurogênica. Uma revisão integrativa (13 estudos; n=1018) evidenciou que ingestão mínima de 15 g/dia de fibras, especialmente do tipo solúvel como <em>psyllium</em>, pode contribuir para melhoria do trânsito intestinal e da consistência fecal em adultos com lesão medular, embora variabilidade nos resultados. Uma revisão sistemática com meta-análise (10 ensaios clínicos randomizados; n=894) demonstrou que estimulação elétrica não implantável (transcutânea e percutânea), especialmente quando iniciada precocemente no pós acidente vascular cerebral (AVC), apresenta benefícios consistentes para incontinência urinária e evidência limitada, porém sugestiva, para IF. Uma revisão Cochrane (25 ensaios clínicos; n=1.598<span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; background: white; mso-highlight: white; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> com diferentes condições neurológicas como AVC, esclerose múltipla e doença de Parkinson</span>) destacou que intervenções conservadoras constituem primeira linha de manejo, incluindo avaliação sistematizada, educação em saúde, aconselhamento individualizado e estabelecimento de rotina intestinal. Estratégias físicas, como massagem abdominal e irrigação transanal, mostraram-se adjuvantes, principalmente na organização do cuidado intestinal. Dessa forma, observou-se elevada heterogeneidade metodológica, variabilidade dos desfechos e escassez de ensaios clínicos robustos direcionados especificamente à IF.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif;">O manejo da IF em pacientes com comorbidades neurológicas deve ser centrado, individualizado e baseado em abordagem escalonada, com priorização de intervenções conservadoras. A fragilidade das evidências disponíveis reforça necessidade de estudos clínicos bem delineados e padronização dos desfechos.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif;">Os achados evidenciam o papel estratégico do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação, planejamento e implementação do cuidado intestinal em pacientes com disfunção intestinal neurogênica. Entretanto, observa-se fragilidade na padronização dos protocolos e limitação de evidências robustas, destacando necessidade de estudos clínicos bem delineados que subsidiem diretrizes assistenciais mais consistentes, que possam subsidiar o avanço da Estomaterapia no manejo da IF.</span></p> </div>Luciana Brasil Moreira De OliveiraAlessandra De FreitasLarissa Viana Almeida De LieberenzSusiane Sucasas FrisonCarlos Henrique Silva TonázioMaria Clara Salomão E Silva Guimarães
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2026-06-052026-06-05LESÃO RELACIONADA A ADESIVO MÉDICO EM CATETER VENOSO CENTRAL EM PEDIATRIA: OVERVIEW DE REVISÕES SISTEMÁTICAS
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2575
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span lang="EN" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-ansi-language: EN; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Mapear e sintetizar o corpo de evidências disponível em revisões sistemáticas acerca da MARSI em CVC em populações pediátricas e neonatais, visando subsidiar a tomada de decisão clínica qualificada baseada em evidências.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="EN" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"><span lang="EN" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-ansi-language: EN; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A <em>overview</em> seguiu o JBI <em>Manual for Evidence Synthesis</em> e diretrizes PRISMA-ScR, com protocolo registrado no OSF. A busca foi realizada em julho de 2025 nas bases EMBASE, PubMed e EBSCOhost, utilizando combinações controladas de descritores referentes a CVC, adesivos médicos e assistência pediátrica/neonatal. A busca recuperou inicialmente 876 publicações, das quais, após triagem foram incluídas 15 produções. </span></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p> <span lang="EN" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-ansi-language: EN; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Foram incluídas 15 revisões, cujas evidências indicam que a MARSI constitui um evento frequente, porém ainda subestimado, no contexto do uso de cateter venoso central em populações pediátricas e neonatais. Os achados demonstram maior vulnerabilidade entre neonatos pré-termo, em razão da imaturidade estrutural e funcional da pele. Entre os principais fatores associados à ocorrência de lesões destacam-se o uso de adesivos com alta força de aderência, técnicas inadequadas de aplicação e remoção, tempo prolongado de fixação e comprometimento prévio da integridade cutânea. Observou-se, ainda, heterogeneidade nos métodos de avaliação e ausência de padronização na vigilância e no registro dessas lesões, o que limita a comparabilidade entre os estudos.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p> <span lang="EN" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"><span lang="EN" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri',sans-serif; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-ansi-language: EN; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">As evidências indicam que a prevenção da lesão relacionada a adesivos médicos associada ao cateter venoso central em populações pediátricas e neonatais requer abordagem multifatorial e sistematizada. Destacam-se como estratégias fundamentais a seleção criteriosa de tecnologias adesivas compatíveis com a pele imatura, o uso de barreiras protetoras cutâneas, a adoção de técnicas padronizadas para aplicação e remoção de curativos e dispositivos de fixação, a inspeção frequente da pele e a capacitação contínua da equipe de enfermagem. Tais medidas contribuem para a redução de danos cutâneos, manutenção da segurança do dispositivo e qualificação da assistência. Evidenciam-se, contudo, lacunas na padronização do cuidado, reforçando a necessidade de protocolos clínicos específicos voltados à prevenção, identificação precoce e manejo da MARSI. A incorporação de tecnologias seguras, aliada ao fortalecimento das competências profissionais e à consolidação de práticas baseadas em evidências, é essencial para promover cuidado mais seguro e centrado nas necessidades de crianças e neonatos.</span></span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p> <span lang="EN" style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;">Os achados reforçam a relevância da estomaterapia no cuidado especializado de crianças e neonatos em uso de cateter venoso central, sobretudo no que se refere à avaliação da integridade cutânea, à prevenção de lesões relacionadas a adesivos médicos e à seleção de tecnologias mais seguras para fixação e proteção da pele. O estomaterapeuta ocupa posição estratégica na elaboração de protocolos assistenciais, na educação permanente das equipes e na implementação de práticas baseadas em evidências voltadas à redução de eventos adversos cutâneos. Nesse contexto, a estomaterapia contribui diretamente para a segurança do paciente, para a preservação da integridade da pele e para a qualificação do cuidado em cenários de alta complexidade pediátrica e neonatal.</span></p> </div>Heloísa Helena Camponez Barbara RéduaLucas DalviPaula De Souza Silva FreitasAmanda ColombiAline De Oliveira Ramalho
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2026-06-052026-06-05LETRAMENTO EM SAÚDE PARA PESSOAS COM ESTOMIAS DE ELIMINAÇÃO: UMA REVISÃO DE ESCOPO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2576
<div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p dir="ltr">O objetivo deste estudo é mapear na literatura científica as melhores evidências acerca do letramento em saúde em pessoas com estomas intestinais de eliminação.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p> Trata-se de uma revisão de escopo, conduzida com base nas recomendações metodológicas do Joanna Briggs Institute e apresentada conforme as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews. As buscas foram realizadas nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde, Cochrane Library e SciELO, no período de 2020 a 2026, sem restrição de idioma. A estratégia de busca pela combinação de descritores controlados e termos livres relacionados ao letramento em saúde e às estomias de eliminação, com uso dos operadores booleanos AND e OR. Foram utilizados os termos do DeCS/MeSH: “Health Literacy”, “Patient Education as Topic”, “Ostomy”, “Colostomy”, “Ileostomy”. A busca foi conduzida nos campos de título, resumo e descritores. Após a identificação dos estudos, procedeu-se à leitura dos títulos e resumos para seleção inicial das publicações potencialmente relevantes, seguida de leitura na íntegra dos estudos elegíveis e extração das informações de interesse para mapeamento e síntese dos achados.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p>A estratégia de busca nas bases recuperou 369 registros no recorte temporal aplicado. Destes, foram selecionados 7 estudos, em sua maioria observacionais, com predomínio de delineamentos metodológicos, estudos de validação de instrumentos, revisões de literatura e investigações de intervenção educativa, em sua maioria com nível moderado de evidência. Os estudos analisados concentraram-se principalmente em três eixos: (1) fundamentos conceituais e fatores associados ao letramento em saúde; (2) desenvolvimento, adaptação e validação de instrumentos para mensuração do letramento em saúde, incluindo escalas gerais e específicas e (3) intervenções educativas voltadas à promoção do conhecimento e do autocuidado em saúde. As evidências indicam que intervenções educativas estruturadas contribuem para o aumento do conhecimento, melhoria do autocuidado, maior adaptação à estomia e potencial impacto positivo na qualidade de vida. De forma geral, os achados evidenciam que o letramento em saúde é um construto transversal, frequentemente abordado de maneira indireta, e que há lacuna na literatura quanto à sua investigação específica em pessoas com estomas de eliminação, reforçando a necessidade de estudos direcionados e desenvolvimento de tecnologias educativas adaptadas a esse público.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p>Os achados demonstram que o tema de letramento em saúde voltado para pessoas com estomas de eliminação é incipiente com o predomínio de abordagens indiretas centradas na educação em saúde, no autocuidado e na adaptação à estomia. Evidencia-se, portanto, a necessidade de ampliar a produção científica específica sobre essa temática e de desenvolver tecnologias educativas acessíveis e contextualizadas.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">Uma revisão de escopo sobre a temática proposta no estudo oferece subsídios técnicos para fortalecer a atuação colaborativa do enfermeiro estomaterapeuta no aprimoramento da abordagem clínica ao paciente, resultados satisfatórios do tratamento decorrente da adesão do usuário às orientações direcionadas e os recursos para o desenvolvimento de produtos voltados ao aprendizado do paciente, como materiais educativos. Ao paciente, o letramento em saúde permitirá maior segurança, menor risco de complicações, aumentando a autonomia e o autocuidado.</p> <p> </p> </div>Gabriela Scaramussa Luz PandiniPaula Souza Silva FreitasLucas Dalvi Armond RezendeZulaina Zupeli MarianelliIdevania Geraldina CostaMaria Girlane Sousa Albuquerque Brandão
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2026-06-052026-06-05CONCENTRADOS SANGUÍNEOS AUTÓLOGOS NO MANEJO DE FERIDAS POR ENFERMEIROS: REVISÃO DE ESCOPO
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2577
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span class="s3">M</span><span class="s3">apear a literatura científica acerca d</span><span class="s3">o </span><span class="s3">preparo e a aplicação de concentrados sanguíneos autólogos </span><span class="s3">(CSA) </span><span class="s3">por enfermeiros no manejo de feridas</span><span class="s3">.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Método</h3> <p><span class="s3">Trata-se de uma r</span><span class="s3">evisão de escopo</span><span class="s3">.</span> <span class="s3">O protocolo do estudo </span><span class="s3">está registrado na</span><span class="s3"> plataforma OSF</span><span class="s3">,</span><span class="s3">doi</span><span class="s3">:</span><span class="s7">10.17605/OSF.IO/9AFUS</span><span class="s3">.</span><span class="s3"> F</span><span class="s3">oram consultadas bases de dados</span><span class="s3"> nacionais e internacionais, </span><span class="s3">utilizando o</span><span class="s3">s </span><span class="s3">seguintes </span><span class="s3">descritores </span><span class="s3">(</span><span class="s3">DeCS</span><span class="s3">/</span><span class="s3">MeSH</span><span class="s3">)</span><span class="s3">:</span> <span class="s8">Nurses</span><span class="s8">; </span><span class="s8">Platelet</span><span class="s8">-Rich </span><span class="s8">Fibrin</span><span class="s8">; </span><span class="s8">Platelet</span><span class="s8">-Rich Plasma</span><span class="s8">;</span> <span class="s3">Biological</span> <span class="s3">Dressings</span><span class="s3">; </span><span class="s3">Regenerative</span><span class="s3"> Medicine</span><span class="s3">; </span><span class="s3">Cell</span><span class="s3">- </span><span class="s3">and</span> <span class="s3">Tissue-Based</span> <span class="s3">Therapy</span><span class="s3">; </span><span class="s8">Wounds</span><span class="s8">and</span><span class="s8"> Injuries</span><span class="s8">;</span> <span class="s8">W</span><span class="s8">ound</span> <span class="s8">Healing</span><span class="s8">.</span> <span class="s8">Incluídas </span><span class="s3">publicações</span><span class="s3"> c</span><span class="s3">om </span><span class="s3">enfermeiros </span><span class="s3">na</span><span class="s3"> autor</span><span class="s3">ia</span><span class="s3">,</span><span class="s3"> utilizando</span><span class="s3"> CSA no manejo de feridas</span><span class="s3">, em </span><span class="s3">p</span><span class="s3">eriódicos nacionais e internacionais</span><span class="s3">, n</span><span class="s3">os i</span><span class="s3">diomas português</span> <span class="s3">e</span><span class="s3"> inglês</span><span class="s3"> e s</span><span class="s3">em limite de tempo</span><span class="s3">.</span><span class="s3"> A extração dos dados o</span><span class="s3">corre</span><span class="s3">u</span><span class="s3"> com </span><span class="s3">i</span><span class="s3">nstrumento</span><span class="s3"> próprio</span><span class="s3">. </span><span class="s3">Os dados</span><span class="s3">analisados </span><span class="s3">quantitativamente </span><span class="s3">e qualitativamente</span><span class="s3">,</span><span class="s3"> com </span><span class="s3">o agrupamento de dados</span><span class="s3">, </span><span class="s3">apresentad</span><span class="s3">o</span><span class="s3">s em</span><span class="s3">formato de </span><span class="s3">tabelas e </span><span class="s3">quadro</span><span class="s3">s</span><span class="s3"> sinóptico</span><span class="s3">s</span><span class="s3">.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Resultados</h3> <p><span class="s3">E</span><span class="s3">st</span><span class="s3">a revisão </span><span class="s3">foi elaborad</span><span class="s3">a</span><span class="s3"> com artigos encontrados </span><span class="s3">d</span><span class="s3">a b</span><span class="s3">ase de dados MEDLINE</span><span class="s3">, </span><span class="s3">resultando em </span><span class="s3">1</span><span class="s3">6</span><span class="s3"> artigos </span><span class="s3">para análise</span><span class="s3">. T</span><span class="s3">odos foram publicados na língua inglesa</span><span class="s3">, </span><span class="s3">5</span><span class="s3">6,3</span><span class="s3">% nos últimos cinco anos</span><span class="s3">, o</span><span class="s3"> enfermeiro como primeiro autor</span><span class="s3">em </span><span class="s3">68,7</span><span class="s3">%</span><span class="s3">, </span><span class="s3">e </span><span class="s3">a área de</span><span class="s3"> enfermagem/feridas </span><span class="s3">representou </span><span class="s3">50,0</span><span class="s3">%</span><span class="s3"> dos artigos. </span><span class="s3">Quanto aos tipos de lesões abordadas nos estudos, 3</span><span class="s3">7,4</span><span class="s3">% foram </span><span class="s9">lesões</span><span class="s9"> em pé diabético</span><span class="s9">, 2</span><span class="s9">5,0</span><span class="s9">% úlceras venosas, 2</span><span class="s9">5,0</span><span class="s9">% lesões por pressão</span><span class="s9">, </span><span class="s9">6,3</span><span class="s9">% ferimento por arma de fogo e </span><span class="s9">6,3</span><span class="s9">% queimadura</span><span class="s9">. </span><span class="s3">A China </span><span class="s3">e a Espanha </span><span class="s3">fo</span><span class="s3">ram</span><span class="s3"> o</span><span class="s3">s</span><span class="s3"> país</span><span class="s3">es com maior número de publicações (</span><span class="s3">3</span><span class="s3">7</span><span class="s3">,3</span><span class="s3">% e </span><span class="s3">31,2</span><span class="s3">%</span><span class="s3">, respectivamente)</span><span class="s3">. </span><span class="s3">Estudos experimentais e ensaios clínicos randomizados representaram 31,2% dos artigos, estudos observacionais e relatos de casos 37,5% e estudos de revisão, 31,3%. Quanto ao tipo de CSA, o Plasma Rico em Plaquetas foi utilizado em 75% dos artigos. </span><span class="s3">No preparo, o volume de sangue coletado variou de 9 a 30 ml e o citrato de sódio foi o anticoagulante mais utilizado. As vias de aplicação descritas foram a tópica e injetável. </span><span class="s3">Observou-se </span><span class="s3">resultados</span><span class="s3"> positivos no</span><span class="s3"> uso dos CSA no</span><span class="s3"> tempo de cicatrização, n</span><span class="s3">a regeneração tecidual</span><span class="s3">, na relação custo-benefício e na avaliação de eventos adversos. </span><span class="s3">I</span><span class="s3">dentificou-se a</span><span class="s3"> necessidade de padronização </span><span class="s3">no preparo e aplicação do CSA </span><span class="s3">quanto a: concentraç</span><span class="s3">ão</span><span class="s3"> plaquetária, métodos de ativação, técnicas de obtenção, frequência de aplicação e tipos de coberturas</span><span class="s3">.</span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Conclusão</h3> <p><span class="s3">A participação do enfermeiro sugere </span><span class="s3">su</span><span class="s3">a autonomia e liderança no desenvolvimento de pesquisas na área.</span> <span class="s3">A nomenclatura utilizada para a descrição dos CSA</span><span class="s3">, seu</span><span class="s3"> preparo e aplicação</span> <span class="s3">foram diversificados. Não foram identificados protocolos descritos por diretrizes de práticas assistências.</span> <span class="s3">O </span><span class="s3">u</span><span class="s3">so de CSA no manejo de feridas</span><span class="s3"> se mostrou benéfico</span><span class="s3"> especialmente</span><span class="s3"> nas</span><span class="s3"> feridas complexas, de difícil cicatrização ou refratárias a </span><span class="s3">outros tratamentos.</span> </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span class="s3">Este estudo demonstrou a complexidade do conhecimento e </span><span class="s3">do manuseio</span> <span class="s3">dos CSA</span><span class="s3"> no tratamento de feridas</span><span class="s3">. </span><span class="s3">A</span><span class="s3"> formação em estomaterapia qualifica o enfermeiro </span><span class="s3">para a avaliação e tratamento de lesões de pele</span><span class="s3"> por meio de um </span><span class="s3">arcabouço teórico</span><span class="s3">-prático</span><span class="s3"> sólido</span><span class="s3">, em constante atualização</span><span class="s3"> e baseados em evidências científicas.</span> <span class="s3">Desta forma, para que o </span><span class="s3">preparo e apli</span><span class="s3">ca</span><span class="s3">ção de </span><span class="s3">CSA</span> <span class="s3">seja segura, entendemos a necessidade de que esta prática seja realizada </span><span class="s3">pelo</span><span class="s3"> enfermeiro estomaterap</span><span class="s3">euta.</span></p> </div> </div>Ana Flávia Lima Dias PereiraLuciana Gonzaga Dos Santos CardosoLuciana Soares Costa Santos
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2026-06-052026-06-05ESTOMIAS DE ELIMINAÇÃO E PROCESSO DE REABILITAÇÃO DOMICILIAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2578
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p>Descrever um relato de experiência sobre as vivências nos atendimentos a pacientes ao longo do ciclo de vida com estomias de eliminação em um ambulatório de enfermagem de reabilitação de um hospital universitário.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p>Trata-se de um relato de experiência sobre as vivências no acompanhamento de pacientes adultos e pediátricos com estomias de eliminação em um ambulatório de enfermagem de reabilitação, vinculado a um projeto de extensão de uma universidade federal, desenvolvido em um hospital universitário localizado no interior do estado de São Paulo, Brasil. Desde 2020, foram atendidos 60 pacientes com estomias de eliminação, sendo 58 adultos e 2 crianças, acompanhados de seus respectivos cuidadores. Destes pacientes, 33 apresentavam colostomias, 20 ileostomias, 3 urostomias, 3 cistostomias e 1 ureterocistoneostomia. Os atendimentos foram realizados semanalmente, de forma presencial e/ou por teleconsultas, com retornos programados, por meio de uma equipe composta por estudantes de graduação e de pós-graduação, docentes de um Departamento de Enfermagem e enfermeiros de um hospital universitário, contando com o apoio de uma equipe multidisciplinar do hospital. Dos atendimentos realizados, utilizavam-se instrumentos padronizados e materiais educativos sobre o tema produzidos pela própria equipe sobre: o sistema digestivo e intestinal, os tipos de estomia de eliminação, orientações sobre a alimentação, os direitos da pessoa com estomia, os cuidados com a pele e a pele periestoma, os tipos de equipamentos e seus adjuvantes, treino e adaptação aos equipamentos durante os retornos programados, auxílio na obtenção de materiais na rede de atenção à saúde municipal, ações e orientações de advocacia em saúde, aplicação de práticas integrativas e complementares em Saúde, suporte ao autocuidado no domicílio, treinamento e capacitação dos cuidadores para auxílio nos cuidados da estomia no domicílio, identificação de complicações crônicas tais como lesões de pele e adaptação às atividades de vida diária com estomia de eliminação<sup>1-3</sup>. Desse modo, a equipe buscou promover a reabilitação do paciente com estomia de eliminação e, junto ao seu cuidador, capacitá-los nos cuidados no domicílio, bem como garantir os direitos e educar o paciente e os cuidadores, visando a uma melhor qualidade de vida<sup>4</sup>. Essas ações também permitiram a realização de estudos clínicos e a discussão de casos, assegurando cuidado qualificado, com base nas melhores evidências científicas. </p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p>O Ambulatório possibilitou o processo de reabilitação desses pacientes e de seus cuidadores no período de retorno às atividades de vida diária no domicílio e no convívio em sociedade. Tais ações visavam à educação e à promoção da saúde, as quais, consequentemente, garantiram qualidade de vida e melhores resultados na adaptação desses pacientes à nova realidade vivenciada com uma estomia de eliminação. Além disso, este serviço é referência para os atendimentos multiprofissionais desses pacientes no município e promove atividades educativas junto à comunidade e aos profissionais da rede de saúde, contribuindo para a qualificação do cuidado às pessoas com estomias, bem como para um trabalho extensionista junto a estudantes de graduação e de pós-graduação da universidade.</p> </div> </div>Gustavo ToninVictória Fernandes DeliberaliAndrea De Jesus ZangiacomiMaria Eduarda De Lima MartinsLaís Fumincelli
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2026-06-052026-06-05EDUCAÇÃO CLÍNICA COMO FERRAMENTA DE QUALIFICAÇÃO ASSISTENCIAL EM ESTOMATERAPIA: EXPERIÊNCIA NACIONAL
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2579
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><span data-teams="true">Relatar a experiência de um programa nacional estruturado de educação clínica, desenvolvido para o aprimoramento técnico‑científico de profissionais de saúde nas áreas de estomias de eliminação, incontinência urinária e manejo de dispositivos médicos (drenos, tubos e cateteres), analisando seus impactos percebidos sobre a prática assistencial, a qualificação do cuidado, o desenvolvimento de competências clínicas e a satisfação dos participantes, à luz do cuidado centrado no paciente e da prática baseada em evidências. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p><span data-teams="true">Desenvolvimento: Trata‑se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, referente às ações educacionais desenvolvidas ao longo do ano de 2025 por um grupo de enfermeiras educadoras vinculadas a uma empresa fabricante de materiais de saúde. As atividades contemplaram capacitações presenciais e teórico‑práticas, realizadas nas cinco regiões do país, com conteúdo fundamentado em evidências científicas atualizadas e diretrizes clínicas. A coleta de dados ocorreu por meio de formulário eletrônico, disponibilizado via QR Code ao término das capacitações, com participação voluntária dos profissionais. O instrumento avaliativo contemplou aspectos relacionados à qualidade técnica do conteúdo, alcance dos objetivos educacionais, impacto percebido na prática assistencial, desenvolvimento de habilidades e conhecimentos, além da intenção de participação em futuras ações educativas. Os dados foram submetidos à análise descritiva, por meio de frequências absolutas e relativas. No período avaliado, foram realizados 245 eventos educacionais, totalizando 4.415 profissionais capacitados.</span><span data-teams="true">Dentre os 641 participantes que responderam ao instrumento, 88% relataram elevada satisfação com a qualidade técnica do conteúdo apresentado; 86% consideraram que os objetivos educacionais foram plenamente alcançados; 85% concordaram fortemente que o programa gerou impacto positivo na prática assistencial; 87% referiram melhora significativa em conhecimentos e habilidades clínicas; e 84% demonstraram alta intenção de participação em futuras capacitações. Esses achados reforçam que programas estruturados de educação clínica contribuem de forma relevante para o aprimoramento do desempenho profissional e para a qualificação do cuidado. Evidências da literatura corroboram que estratégias educativas sistematizadas em estomaterapia, especialmente relacionadas ao manejo adequado de dispositivos coletores, são fundamentais para a prevenção de complicações e para a melhoria dos desfechos assistenciais. Adicionalmente, a integração entre tecnologia, inovação e educação continuada destaca‑se como eixo estratégico no fortalecimento da prática profissional e da cultura de segurança em saúde. </span></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p><span data-teams="true">Contribuições para estomaterapia: O programa evidenciou alcance nacional expressivo e impactos positivos percebidos na prática assistencial, no desenvolvimento de competências clínicas e na qualificação do cuidado em estomaterapia. A adoção de uma abordagem estruturada de educação clínica, fundamentada no cuidado centrado no paciente e na prática baseada em evidências, mostrou‑se estratégia relevante para o fortalecimento técnico‑científico dos profissionais de saúde, contribuindo para a melhoria contínua da qualidade assistencial e para a consolidação da estomaterapia como campo especializado orientado por evidências, inovação e segurança do cuidado.</span></p> </div> </div>Kelly Camarozano MachadoElida BandeiraOlivia Barros
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2026-06-052026-06-05CONSTRUÇÃO DE CARTILHA EDUCATIVA PARA PESSOAS COM ESTOMIAS DE ELIMINAÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/2580
<div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Objetivo</h3> <p><strong id="docs-internal-guid-134a4015-7fff-f4a6-0e2e-08a88cb51b13">Descrever a experiência da construção de uma cartilha educativa voltada para o cuidado, orientação e promoção da autonomia de pessoas com estomias de eliminação intestinal (ileostomia e colostomia).</strong></p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Desenvolvimento</h3> <p dir="ltr">Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, referente à elaboração de um material educativo desenvolvido como trabalho de conclusão do módulo de incontinências em um curso de especialização em Estomaterapia. A fundamentação teórica do material baseou-se em diretrizes, consensos e manuais nacionais e internacionais da área <sup>1,2,3,4</sup>. A motivação para o projeto surgiu da identificação de lacunas nos materiais educativos existentes, que frequentemente não detalham o percurso e os desafios práticos que o paciente enfrenta após a alta hospitalar. A cartilha, composta por 34 páginas, foi redigida com linguagem simples e acessível ao público leigo. Para ilustrar o material sem expor imagens reais de pacientes ou marcas comerciais, optou-se pelo uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) na criação de desenhos e avatares, que se mostraram úteis para auxiliar o profissional no ensino em saúde. O conteúdo abordou a anatomia do sistema intestinal, a etiologia das estomias, os formatos do estoma, a identificação de complicações que exigem avaliação profissional, os tipos de bolsas e dispositivos, o descarte adequado de efluentes, orientações nutricionais, sexualidade e informações sobre o acesso aos polos de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e na saúde suplementar. O processo de avaliação do material ocorreu em duas etapas: primeiramente, uma avaliadora analisou a adequação dos termos e a paleta de cores; em seguida, duas enfermeiras especialistas avaliaram o rigor técnico do conteúdo e das imagens. Durante a confecção, observaram-se três limitações principais: as ferramentas de IA apresentaram dificuldades em reproduzir a lateralidade anatômica correta e impuseram restrições devido às suas políticas de uso; houve o desafio de compilar evidências científicas com vivências práticas que não constavam detalhadamente na literatura; e o tempo restrito de 30 dias impossibilitou a validação clínica completa do instrumento junto ao público-alvo.</p> </div> <div> <h3 class="mceNonEditable">Considerações Finais/Contribuições para a Estomaterapia</h3> <p dir="ltr">A elaboração deste material educativo reforça o papel fundamental da enfermagem na educação em saúde, etapa essencial do processo de cuidar que promove a segurança do paciente na continuidade do tratamento. A integração de tecnologias como a IA para a criação de ilustrações, aliada a uma linguagem clara, demonstrou ser uma estratégia metodológica inovadora. No entanto, a experiência ressalta a importância de validar materiais educativos, especialmente aqueles com imagens detalhadas, para garantir a precisão e eficácia da comunicação. A IA pode ser uma poderosa ferramenta para a construção de recursos visuais, mas a supervisão e validação por especialistas são cruciais. Para a Estomaterapia, a cartilha representa uma ferramenta promissora para facilitar o processo de ensino-aprendizagem, auxiliando na adaptação da pessoa com estomia à sua nova condição de vida e qualificando a assistência prestada.</p> <p><strong id="docs-internal-guid-086326c1-7fff-fd3b-4c04-17171155d320"></strong> </p> </div> </div>Gleizze Ilana GomesHeloísa Severino De Miranda
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2026-06-052026-06-05